Alison Pines
- Como assim, você já está indo embora? Você nem sequer dançou uma música com a gente.
- É Ali, você não pode ir ainda. Era pra estarmos comemorando juntas, afinal não é todo dia que se forma no ensino médio.
Minhas amigas Amber e Julie, insistiram tanto para que eu viesse com elas a essa balada, dando a desculpa mais esfarrapada que poderiam, para poder me arrastar pra cá.
-Ai meninas, eu não tô numa vibe legal pra curtir com vocês. - explico o que já era bem óbvio.
-Aposto que você está assim por causa daquele babaca do Nate. - Julie replica. - Nunca fui com a cara dele, e sempre te disse isso.
- Eu sei Julie, mas eu acabei me apaixonando por ele, e isso acabou tirando todo o meu senso de julgamento.
Eu namorei o Nate durante todo o ensino médio, mas a Julie sempre me dizia que ele não era confiável, e eu como a boba apaixonada, não levava as palavras da minha amiga em consideração.
Mas quando eu peguei ele com conversas, e fotos totalmente explícitas, com uma das garotas mais cobiçadas da escola, não teve outro jeito se não, terminar nosso namoro.
Apesar disso já ter sido há um mês, eu ainda me sinto pra baixo. Não é fácil passar por um processo desse. Foram anos de namoro, e ele estragou tudo, por causa de uma suposta chance de ficar com aquela garota oferecida.
- Dança pelo menos uma música com a gente Ali. Por favorzinho? - Amber me pede, fazendo uma carinha de triste, e juntando as mãos como se isso fosse uma súplica.
- Tudo bem então. Mas só uma. - acabo cedendo.
- Obaaa, finalmente você vai dar um descanso para esse banquinho. - Amber me puxa pela mão.
Hoje a balada está recheada de pessoas concebidas da nossa escola, afinal, todo mundo está querendo comemorar um pouco antes de partirem para a faculdade.
Apesar de eu não ter um pingo de flexibilidade para dançar, eu me arrisco no meio de toda aquela gente. Obviamente eu não seria notada, mas me sinto estranha tentando fazer meu corpo se movimentar no ritmo da música.
Amber e Julie, parecem até que são profissionais em dança, dado ao fato de dançarem sincronizadas, e totalmente dentro do ritmo. Queria poder ter um gingado desse, mas lamentavelmente, eu sou só mais um fiasco nesse tipo de coisa.
Depois de ficar pelo menos uns 10 minutos na pista de dança, achei que devia ficar um pouco mais com elas, afinal, elas sempre foram muito companheiras comigo, e isso também não me arrancaria nenhum pedaço.
Quando finalmente decido, que pra mim, a pista de dança já não era mais muito atrativa, e me despeço das minhas amigas.
- Ok Ali, mas nos avise quando chegar em casa. - Amber grita as palavras, tentando se manter acima da música alta.
- Não se preocupa, eu aviso sim. - digo lhe dando um abraço.
- Vê se não vai ficar gastando seus neurônios pensando naquele idiota, Ali - Julie me adverte quando eu a abraço me despedindo dela também.
- Isso eu já não posso garantir. - respondo em seu ouvido. - tem coisas que a gente não consegue controlar. - me justifico.
- Eu sei que não, mas se puder evitar, você se sentiria bem melhor.
-Eu vou tentar seguir seu conselho. - digo em meio a um sorriso.
Minhas amigas são uma força positiva em muitos dos meus dias, e tê-las sempre por perto, eleva consideravelmente o meu estado de espírito.
Após me despedir delas, volto até a mesa em que estávamos, pego minha bolsa, passo no balcão de pagamento, e pago parte do nosso consumo. Apesar de eu só ter tomado um refrigerante, e ter me recusado veementemente, a beber qualquer tipo de bebida alcoólica, não me importo de colaborar com os custos.
Do lado de fora da balada, o movimento já não é tão intenso na rua. Poucos carros ainda circulam pelas ruas. Decido que a melhor forma de voltar para casa, seria chamando um Uber. Pego meu celular e peço um. Para minha surpresa, ele não está muito longe, e eu teria que esperar pouco mais de 2 minutos para a sua chegada.
Olhando atentamente para um lado e para o outro da rua, procuro não ficar muito exposta, dando brecha para qualquer pessoa de má fé, mas percebo que fico apreensiva de estar sozinha aqui fora, a essa hora da noite.
Tomo um susto quando ouço meu celular tocar. Colocando a mão no peito, respiro fundo tentando acalmar meus batimentos cardíacos. Quando pego meu celular para atender, vejo na tela o nome do Nate. Imediatamente suspiro frustrada, e atendo o celular.
- O que você quer Nate? - sou curta e direta, para não dizer grossa.
- Ali meu amor, você precisa me dar uma chance para conversarmos.
- Não acho que a gente tenha o que conversar, Nate!
- Não faz assim princesa, você sabe que eu amo você, e que aquela garota não significa nada...
- É mesmo Nate, e você já disse isso pra ela também? - pergunto irônica.
Enquanto estou no telefone, tentando me livrar do Nate, um carro preto para na minha frente. O motorista abaixa o vidro, e eu o cumprimento, logo sigo para a porta de trás, a abro e entro, fechando logo em seguida.
- Independente do que você diga Nate, nós não vamos voltar.
O motorista me olha pelo retrovisor de dentro do carro.
- Alison, você sabe que é tudo pra mim, não podemos terminar por uma coisa que nem chegou a acontecer.
- Não aconteceu, mas você pretendia me trair com ela. Ou você vai me dizer, que aquelas conversas entre vocês, eram apenas um passatempo?
- Ali, só quero que entenda, que não houve nada entre ela e eu.
- Talvez não tenha acontecido, porque eu descobri, caso contrário, eu seria apenas mais uma mulher traída, que não saberia de nada. - replico já ficando impaciente.
- Não Ali, não seria desse jeito...
- Eu não quero mais ouvir todas essas baboseira, Nate. Estou cansada, e preciso dormir. Tenha uma boa noite. - finalizo, desligando na cara dele.
Me afundo mais no banco do carro, apoiando minha cabeça no recosto do banco.
- Babaca. - falo sozinha.
Fecho os olhos, tentando imaginar como será minha vida dali a alguns dias, depois de finalmente ir para a faculdade. Pensar nisso, parece uma opção melhor do que, pensar em como o Nate traiu minha confiança.
Será que os homens não conseguem se contentar com apenas uma mulher? Será que ainda vou ter a sorte que minha mãe teve, de encontrar um homem que a amasse, e quisesse ficar só com ela? Será que eu poderia me arriscar a desejar isso pro meu futuro?
Após alguns minutos dirigindo, o motorista para, e desce do carro. Depois de dar a volta no carro, ele abre a minha porta.
Não consigo evitar minha surpresa. Ele estava dirigindo a quantos quilômetros por hora para que chegassemos tão rápido?
- Me acompanhe por favor, Sta! - ele diz.
Que tipo de Uber eu pedi? Nunca havia pego um que me tratasse com tamanha formalidade.
Quando desço do carro, olho para um lado e para o outro, e percebo que não estamos no meu endereço.
Puta merda, será que coloquei o endereço errado?
- Moço, acho que acabei colocando o endereço errado. - tento me explicar.
- O endereço é esse mesmo Sta! - responde sério.
Quando olho mais atentamente para onde estamos, percebo que realmente estamos em um bairro totalmente diferente do meu. Aqui, provavelmente, não seria um bairro que meus pais poderiam comprar uma casa.
Quando olho para onde o motorista está indo, vejo que é um hotel muito imponente. E com toda a certeza, eu não estava indo para um hotel, muito menos para um que deve ser no mínimo 5 estelas.
Vou atrás do motorista, na tentativa de explicar que há um enorme engano. Só então percebo, o quão grande ele é. Jamais imaginaria que em um carro como aquele, caberia um homem tão grande. Ele não somente tem uma altura significativa, mas também braços, que derrubaram um pugilista com apenas um golpe. Notando esses detalhes, e a cara de poucos amigos que ele tem, procuro ser o mais gentil possível. Não gostaria nem de pensar, o que seria de mim caso ele se irritasse, e resolvesse usar seus braços contar mim.
- Então Sr, acho que está havendo um engano. Pode ser que eu tenha colocado o endereço errado, e isso não passar de um mal entendido.
Ele me encara sério, e eu começo a ficar com medo do jeito que ele me olha.
Ele se aproxima de mim, e por instinto, eu dou um passo para trás.
- O Sr Fletcher, não gosta de ficar esperando. Então me acompanhe. - sua voz é firme e ameaçadora.
Meu subconsciente fica em alerta. E o instinto de sobrevivência é acionado na minha cabeça. Como não há uma alma viva passando pela rua, gritar não faria efeito nenhum, correr seria praticamente suicídio. Então decido acompanhá-lo até o homem que ele diz estar nos esperando. Creio que se chegar lá, e explicar tudo, seriam melhores as minhas chances de sair inteira.
Eu começo a andar em direção ao hotel, e o motorista brutamontes, me acompanha de perto. Eu começo a sentir minhas pernas ficarem trêmulas, e cada passo que dou, sinto como se tivesse tentando caminhar em meio a um lamaçal, e meus pés ficarem cada vez mais presos a lama. Percebi que meus passos se tornam mais lentos, e em determinado trecho, sinto minhas costas encostar no gigantesco homem que me acompanha. A sensação de medo, começa a ficar aterrorizante, e minhas mãos começam a tremer.
Percebo que não paramos na recepção, e de longe, noto um homem atrás do balcão, conferindo alguma coisa no computador. Parece nem notar nossa presença. Será que essa seria minha chance de gritar por socorro? Mas com o Sr big braços tão perto de mim, com apenas um esticar dos seus braços, ele me alcançaria antes mesmo de eu conseguir me desviar do caminho.
Chegando ao elevador, que já está com as portas abertas, nós entramos, e meu medo fica ainda mais crescente. Se esse homem resolvesse fazer alguma coisa comigo aqui dentro, não sobraria nada para contar a história. Ele se posiciona atrás de mim. Olho levemente para a esquerda, e ele parece estar imóvel. Então com as mãos cruzadas a minha frente, ouso tentar pegar meu celular. Com movimentos lentos, alçando meu celular dentro da minha bolsa. Com a mesma calma e suavidade, baixo minha cabeça para visualizar a tela.
- Nada de telefone celular enquanto estiver aqui. - ele diz, me fazendo pular com o susto.
- Tudo bem! - respondo rápido, devolvendo o celular a bolsa.
Se passam uma média de 3 minutos, até às portas do elevador se abrirem. Eu poderia até sentir um certo alívio, se elas tivessem se abrindo no térreo, mas para meu desespero crescente, elas se abrem no último andar.
O motorista, barra brutamontes, espera que eu saia primeiro, então eu apenas dou alguns passos para fora do elevador.
- Continue em frente. - ele ordena.
Sentindo minha respiração ficar cada vez mais acelerada, vou seguindo pelo amplo corredor, que se resume em apenas 3 portas. Ao parar quase no final do corredor, o motorista passa na minha frente, e abre a porta, indicando que eu entre. A passos lentos, eu sigo para dentro do quarto. E assim que me encontro a poucos passos depois da porta, o motorista fecha a porta atrás de mim, ficando para fora.
Não consigo definir se, me sinto aliviada de não estar mais na presença dele, ou se fico com ainda mais medo de quem quer que possa ser o outro homem que nos esperava.
Olhando para o quarto, fica evidente que, seja lá quem for esse homem misterioso, ele deve ser um homem de muito dinheiro, porque com certeza, esse quarto não deve ser barato a estadia.
- Pode ficar a vontade. - ouço uma voz dizer, me fazendo levar um baita susto, e levo a mão ao peito enquanto me viro em direção a voz.
Parado recostado em uma das paredes de divisória do quarto, o dono da voz parece muito relaxado. Com as mãos no bolso, e vestindo uma camisa social branca, seguida de uma calça preta, igualmente social, e usando sapatos, que certamente daria para ver meu próprio reflexo, não teria como dizer que ele não é um bonitão. Os cabelos perfeitamente arrumados, e exalando uma fragrância de puro frescor, ele sai de sua posição, vindo em minha direção.
Meu coração dispara ainda mais. E quanto mais perto ele chega, mais fácil fica apreciar a beleza dele.
Parando a poucos passos de mim, ele me olha de cima a baixo. E eu sinto como se estivesse sendo analisada. Ele dá mais alguns passos, e pega uma mecha do meu cabelo. Sua proximidade, me faz recuar um passo. Seu sorriso maroto, e o levantar de uma sombrancelha, me dão indícios de que se diverte com meu receio.
- Você é diferente do que eu esperava.
Mark Fletcher
Esses eventos beneficentes, são até interessantes no início, mas depois que as pessoas começam a beber, e ficar me rondando, só esperando uma chance para me bajular, acaba se tornando insuportável. Então pra não perder o costume, eu já estou tirando meu time de campo.
- Sr, o seu carro já está pronto. - um dos valet's susurra no meu ouvido.
- Obrigado!
Discretamente, vou passando pelos convidados do evento, cumprimentando um ou outro, mas sem perder o foco, que é a saída. Quando consigo passar pela porta, sinto como se pudesse respirar de novo.
Eu não consigo entender o porquê das pessoas precisarem estar, constantemente, me cercando e tentando puxar o meu saco. Se eles soubessem o quanto isso me irrita, acho que não se aproximariam de mim de novo.
Descendo os últimos degraus da curta escada, encontro John já com a porta do carro aberta para que eu entre. Já dentro do carro, só dá tempo de John se acomodar atrás do volante para podermos dar o fora dali.
Me sentindo totalmente exausto, mais pela babaquice desses eventos, do que pelo resto do meu dia cheio de trabalho, pego meu celular, no intuito de conseguir arrumar algo que realmente me agrade nessa noite. Procurando pelas chamadas recentes, encontro um número que pode me proporcionar isso. Imediatamente ligo para a pessoa que me dará o que preciso.
- Preciso de uma acompanhante para hoje! - vou direto ao ponto, não sou mais um amador nessa questão, só preciso de uma única frase para ter o que preciso. - Uma garota nova? - fico curioso com a informação. - Ótimo, mande-a para mim. - finalizo a ligação, sabendo bem que não precisamos perder tempo com trivialidades como despedida. Dou uma olhada pelo retrovisor do carro, e John faz um sinal positivo com a cabeça. Ele sabe bem o que precisa fazer após me deixar no hotel, as mensagens com endereço e perfil das moças que ele busca para mim, são sempre enviadas ao telefone dele, então não preciso fazer mais nada, senão aguardar que ele volte com a minha companhia.
Minutos depois, chegamos ao hotel, apenas eu desembarco, John já tem outro destino definido. E quando estou na entrada do hotel, ele parte, e tudo o que penso, é em chegar até o meu quarto e tomar uma dose de wisky.
Sem dar atenção a quem quer que esteja na recepção, apenas aperto o botão do elevador, e o aguardo chegar.
Quando chego no quarto, a primeira coisa que consigo fazer é tirar o paletó e a gravata. Depois de lembrar do telefonema que fiz, lembro da informção sobre a moça ser nova, isso significa que não terei uma desinibida me acompanhando hoje. Rapidamente ligo na recepção e peço que me tragam garrafas de champanhe, creio que isso possa ajudar a moça a se "soltar" um pouco mais.
Quando finalizo meu wisky, ouço duas leves batidas na porta. Levanto para atender, já tendo plena certeza de que não se trata de John, ele há sabe bem como proceder nessas ocasiões, que por sinal são muito frequentes.
Abro a porta, e um funcionário do hotel entra empurrando um carrinho, contendo as garrafas de champanhe, um balde de gelo, e uma travessa grande contendo morangos.
Assim que deixa o carrinho na posição que eu indico, ele apenas assente, e se retira do quarto. Me aproximo do carrinho, e dou uma olhada. Pego um dos morangos e ponho na boca. Depois me encaminho para o banheiro, acho que me faria bem jogar um pouco de água fria no rosto.
Dou uma olhada no meu reflexo no espelho, e abro três dos botões da minha camisa, seguindo para abrir os botões que ficam no pulso. Fazendo duas dobras em cada uma das mangas, abro a torneira, e deixo a água fria percorrer por entre os meus dedos. Alguns segundos depois decido por fim, refrescar meu rosto, e com as mãos já estando bem frescas, corro com elas pela parte de trás do meu pescoço.
Depois de conseguir me sentir menos tenso, pego uma das toalhas numa prateleira acima da pia. Quando estou secando meu pescoço, noto que na prateleira, há um dos perfumes que ganhei de presente de uma das marcas com a qual a minha empresa fez parceria. Eu ainda não havia experimentado, então por curiosidade dou uma borrifada no ar para sentir a fragrância. Devo adimitir que o cheiro me agrada, dá uma sensação de frescor. Mas decido usar em um outro momento.
Quando saio do banheiro e apago a luz, ouço o barulho da porta se abrindo. Como eu não havia ligado as luzes quando cheguei, a única iluminação presente no quarto, são as fornecidas pelos edifícios vizinhos.
A meia luz, vejo uma silhueta feminina adentrar o quarto, com a chance de poder analisar um pouco a moça que entrou, mesmo com a baixa iluminação, eu recosto na parede e a observo por alguns segundos.
Ao observá-la olhar curiosamente o ambiente, decido fazer com que minha presença seja notada.
- Você pode ficar a vontade.
Noto que ela se assusta quando digo as palavras, e percebo que o jeito dela é bastante delicado.
Decido me aproximar, e vejo que ela parece ter uma beleza simples. Afim de tirar qualquer dúvida sobre o que estou vendo, me aproximo mais.
Notando o que a iluminação me permite, vejo que ela parece ter uma pele macia, pois a maquiagem que usa parece ser bem leve. Eu já estou acostumado a ter acompanhantes quase todas as noites, então sei bem o quanto elas costumam pesar as mãos nessas bobagens.
Mas essa garota parece ser diferente. Seu cabelo comprido, de um loiro escuro, não parece nem um pouco ser tingido, e muito menos se parece com um cabelo que não é dela. No impulso, eu toco uma mecha de seu cabelo, eles parecem muito macios.
Olhando para ela, trajando um vestido preto, que não demonstra nenhuma outra curva do seu corpo, a não ser as dos seios, percebo também que ele não é daqueles vestidos extremamente curtos que as garotas que me servem costumam usar. E com apenas sapatilhas delicadas nos pés, seu look finaliza com uma jaqueta jeans escura.
- Você é diferente do que eu esperava.
Ela até então não disse nada, apenas permitiu que eu a analisasse, mas vejo em seus olhos escuros, que ela parece assustada.
Pensar nessa hipótese, me deixa levemente excitado. Se ela é nova nesse ramo, com toda a certeza que dançará conforme a minha música. Não que as outras não façam isso, mas a primeira vez de uma garota, fazendo programa, é sempre a mais prazerosa.
Eu volto a me distanciar dela, e ela permanece parada no mesmo lugar. Há alguns passos dela, volto a analisá-la de cima a baixo.
- Acho que minha noite vai terminar melhor do que eu imaginava. - não consigo evitar o sorrisinho safado e o olhar de caçador que dirijo a ela.
Alison Pines
O jeito que ele anda, parece até que está desfilando para exibir toda a sua elegância.
Quando voltou a se afastar de mim, ele vai em direção a um dos sofás que tem seu recosto virado para a porta. Quando por fim se encosta nele, ele mantém as mãos nos bolsos, e cruza uma perna na frente da outra, e com os olhos me avaliando novamente, sua voz volta a se manifestar, mas dessa vez tem um tom sexy.
- Acho que minha noite vai terminar melhor do que eu imaginava!
Ouvir ele dizer essas palavras, me trás involuntariamente um frio na barriga. Então ouso a me pronunciar.
- Olha só Sr - levo mão a boca para pigarrear. - acho que houve um mal entendido.
Ele me olha curioso, e levanta uma das sobrancelhas.
- Sr? - ele pergunta, voltando a dar aquele sorrisinho de lado.
- Bom, desculpe, mas não sei como devo chamá-lo.
- Você pode me chamar como quiser. -ele volta a se aproximar de mim. - Dou a você esse benefício. - ele leva seus dedos próximo ao meu pescoço, apenas para colocar uma mecha do meu cabelo atrás do meu ombro.
Eu não sei porque, mas tenho a sensação de que ele está agindo como um sedutor, e mais impossível ainda, é explicar as sensações que estão surgindo em meu corpo com esse comportamento dele.
Obviamente ele é um homem lindo, sexy, e extremamente atraente, mas ainda assim não encaro isso como motivos suficientes para meu corpo não se retrair, e sair correndo dali.
Quando ele põe seu dedo no meu queixo, levantando meu rosto para encará-lo, encaro seus olhos, eles parecem arder como fogo.
Minha nossa senhora, o que eu ainda estou fazendo aqui, nesse quarto de hotel, com esse homem? Um total desconhecido, que eu posso jurar, que deve ser o homem mais sexy do mundo.
- Então...- eu volto a dar um passo atrás - eu havia dito para motorista que me trouxe, que houve um engano, e que devo ter colocado o endereço errado...
- Não vou mentir pra você, esse joguinho que está fazendo, está me deixando bastante excitado. - ele me encara com olhos famintos.
- Joguinho? - pergunto incrédula.
- Você realmente é diferente do que eu esperava, e ainda faz joguinhos para atrair ainda mais a minha atenção, isso é mesmo muito excitante. - ele volta a se aproximar.
Quando menos espero, ele põe a mão no meus rosto, passando os dedos por minha bochecha. Seu toque é quente, e inesperado.
Quando passa o polegar pelos meus lábios, não consigo evitar de fechar os olhos. Ele então, aproxima sua boca da minha orelha.
- E esse seu jeito inocente, está me deixando louco. - sussurra, fazendo minha pele se arrepiar.
Ele então beija meu pescoço, e eu sinto meu corpo todo esquentar apenas com um beijo.
Com a outra mão, ele afasta meu cabelo, para ter ainda mais acesso ao meu pescoço. Meu corpo volta a se arrepiar, e pensar na ideia de pedir que ele pare e me deixe ir embora, parece totalmente absurda.
Eu cheguei a transar com o Nate algumas vezes, mas nunca senti meu corpo arrepiar e acender desse jeito, com apenas um toque. Esse homem é um total desconhecido para mim, mas as sensações que está me fazendo sentir, são uma descoberta deliciosamente atraente.
Seus toques continuam delicados, são como se eu pudesse quebrar caso ele me tocasse com um pouco mais de firmeza.
Eu não consigo ter uma reação adequada para me portar diante desse estranho, é como se ele tivesse dominado toda a minha capacidade de ignorá-lo.
Quando seus lábios percorrem o caminho até a minha boca, ele primeiramente me dá um beijo terno, como um simples selar nos meus lábios. Mas conforme permanece ali, ele abre caminho para algo totalmente diferente.
Ele segura meu rosto com as duas mãos, e então adentra a minha boca com a sua língua. O que começa com um beijo comum, acaba se tornando um beijo exigente, e cheio de malícia.
A essa altura, já sinto que estou ficando na ponta dos pés, para evitar a todo custo que essa conexão entre nossas bocas, se rompa.
Nem consigo mais definir o que meu corpo sente. Parece que, ao mesmo tempo que milhares de borboletas voam em meu estômago, a região guardada pela minha calcinha, pega fogo.
Para conseguir o melhor apoio que posso, levo minhas mãos até os ombros dele, enquanto ele viaja com a mão pela minha nuca. A sensação de ter um toque como esse, me deixa mais ansiosa para saber onde mais ele pode explorar e me fazer sentir ainda mais ardente.
Quando ele interrompe nosso contato, eu me sinto devastada pela interrupção de tamanhas sensações. Parece até que estou perdida.
Pisco algumas vezes, tentando fazer meu corpo voltar a se estabilizar. Sem dizer uma palavra, ele se posiciona atrás de mim e retira minha bolsa do meu ombro, e parte para tirar minha jaqueta. Se afastando, ele coloca meus pertences em cima do sofá. Com a iluminação baixa, e meus olhos ainda tentando encarar aquela realidade, vejo ele de costas, virado para um desses carrinhos de hotel.
Ploc. É o som que eu escuto em seguida, e logo ele se volta para mim.
- Você bebê? - ele pergunta
- Sim. Mas hoje... - ele já vira com duas taças cheias. - eu não estou bebendo.
Ele me entrega uma das taças.
- Beba! - ordena.
Eu acanhada com toda aquela situação, dou um gole tímido da bebida, ele por sua vez, bebê todo o conteúdo da taça, num único gole. Volta a repousar a taça no carrinho, e parte para cima de mim de novo.
Eu com a taça em uma das mãos, e a outra sem saber o que fazer, sou surpreendida por outro beijo intenso por parte do estranho sedutor. Mas dessa vez, ele vai com uma mão na minha nuca, e a outra em volta da minha cintura. Quando ele sente que isso não é o suficiente, envolve seu braço pelas minhas costas, fazendo nossos corpos se encontrarem.
Só então percebo, que eu não sou a única que está pegando fogo naquele quarto. Quanto mais ele pressiona meu corpo contra o dele, mais consigo sentir, que apesar de eu não ter feito nada, seu desejo por mim se mantém firme.
Já que não tenho mais intenção alguma de tentar me livrar do estranho sedutor, cruzo meus braços por cima dos seus ombros. Essa parece ser a deixa para ele voltar a dar atenção ao meu pescoço, e da mesma forma que no primeiro toque, minha pele volta a se arrepiar, me fazendo arfar com o crescimento da minha excitação por esse homem. Isso parece deixá-lo mais sedento, porque o movimento que ele faz em seguida, me faz ansiar pelos momentos finais.
Ele pões as duas mãos na minha cintura e me puxa para o colo dele, no mesmo instante eu encaixo minhas pernas nele, e acabo deixando a taça cair da minha mão, virando apenas estilhaços de vidro no chão. Mas ele parece não se importar com isso, porque apenas segue pela suíte, a caminho do quarto.
Sem deixar de intercalar sua atenção entre minha boca e meu pescoço, entramos no quarto, no qual percebo uma cama enorme, perfeitamente arrumada.
Quando ele sobe de joelhos na cama, lentamente ele me deita nela, sem romper o contato entre nossos corpos. Ele agora se ajeita sobre mim, e sua ereção se sobrepõe a minha excitação. E com movimentos de compressa, não consigo mais segurar meus gemidos. Eles parecem até gatilhos para que ele não pare os movimentos, porque parece que ele aumenta o ritmos das pressões contra mim.
- Você tem a pele tão macia, que eu poderia beijá-la inteira. - ele diz contra a minha pele.
Com um dos braços como apoio, para não sobrepor todo seu peso sobre mim, o outro fica livre para que com a mão, ele possa explorar meu corpo. A sensação da sua mão me tocando, me deixa cada vez mais ansiosa, e agora é a minha vez de me pressionar contra ele. Quando ele percebe meus movimentos, para de me beijar e me olha nos olhos.
- Preciso de você nua, toda pra mim.
Apesar de seus olhos expressarem desejo, me desfazer de toda a minha roupa, não era algo que eu estava acostumada a fazer. Nunca fui de praticar esses atos, totalmente despida. Sempre achei que não havia atrativos suficientes no meu corpo, para deixar que ele ficasse exposto.
Mas quando ele se levanta, voltando a ficar de joelhos na cama, lentamente me puxa para sentar, e logo inicia o processo de tirar o meu vestido. Mas ele faz isso de forma calma, como se o tempo fosse algo que não nos faltava ali.
Quando ele retira meu vestido, me deixando apenas de calcinha, ele volta a me deitar, e eu com os braços cruzados em forma de X, tentando cobrir o que pudesse, ele pega nas minhas mãos, afastando meus braços, e deixando meus seios totalmente a mostra.
Parado ali, olhando atentamente para o meu corpo, e mordendo o lábio inferior, percebo o subir e descer do seu peito, indicando que sua respiração está irregular.
Logo ele leva suas mãos aos botões da camisa, abrindo um de cada vez, e ainda sem tirar os olhos de mim, ele retira a camisa e a joga de lado.
Quando volta a se sobrepor sobre mim, ele não toca nossos corpos. Apenas coloca uma de suas mãos ao lado da minha cabeça, e com a outra, volta a pegar minha mão, levando até seu peito nú.
- Eu quero que você me toque. - diz olhando fixamente em meus olhos.
Quando minhas mãos passeiam por todo o sue peitoral bem definido, ele fecha os olhos apreciando meu toque.
A cena a minha frente, é muito irreal pra mim, um homem lindo como esse, e diga-se de passagem, gostoso também, pedindo para que eu o toque, e apreciando o passear das minhas mãos pelo seu peito, só me faz perceber que minha calcinha já está extremamente molhada.
Quando ele joga a cabeça para trás, e subitamente volta a me olhar, seus olhos revelam que isso ainda não é nada comparado ao que ainda tem por vir.
Ele volta a beijar a minha pele, e levo minhas mãos até o seu cabelo. Eles são macios, e facilmente meus dedos deslizam por entre os fios.
- A sua pele é divina, e seu corpo, perfeito! - ele encerra os beijos e começa a deixar pequenas lambidas na altura do meu busto.
Conforme ele vai descendo, começo a sentir meu corpo com uma certa urgência. Ele chega até o meu seio direito, mas não o põe na boca como eu imaginei. Ele brinca no entorno no meu bico, lambendo a minha pele como quem lambe um sorvete.
Minhas mãos permanecem em seu cabelo, e minha boca agora proferem incessantes gemidos tímidos. E ele continua com sua língua a me explorar.
Com uma das mãos, ele percorre toda a extensão da minha coxa, até chegar a altura da minha calcinha. E com um dos dedos no limite dela, ele percorre o caminho até o centro do meu corpo, para só então, colocar a mão dentro dela. Quando alcança meu ponto mais sensível, meu gemidos deixam de ser tímidos, e logo ele avança com a boca no meu seio também.
A sensação que tenho agora, chega a ser dolorosa. Um misto de agonia, com urgência. Que faz com que minha pélvis, se movimente ainda mais em direção a sua mão.
Ele solta o meu seio, porém seus dedos, continuam a trabalhar dentro da minha calcinha.
Quando volta sua atenção para o meu rosto, os movimentos dele com os dedos, se tornam um pouco mais lentos, e quando penso que vai parar, ele volta a fazer mais rápido.
É uma tortura deliciosa. Eu não consigo desejar mais nada, além daqueles dedos em mim. Ele aproxima sua boca do meu ouvido, e eu mal consigo entender o que ele diz.
- Geme pra mim, geme no meu ouvido.
Quando encosta sua orelha próximo a minha boca, volta a intensificar os movimentos com os dedos. Inevitávelmente, dou a ele, exatamente o que pede.
Sem voltar a susurrar , ele simplesmente diz em alto e bom som.
- Agora, quero que você goze com os meus dedos em você.
Quando ele põe dois dedos dentro de mim, e continua com o polegar em meu ponto mais sensível, volta a me encarar com a cara de quem realmente quer ver a minha desgraça.
Sem conseguir controlar os sons que estou emitindo, meus gemidos se tornam mais intensos.
- Isso linda, goza sabendo que quem lhe proporcionou isso foi o Mark!
Meu corpo já não consegue mais suportar tanto prazer, aos poucos vou sentindo minhas pernas fraquejarem.
- Goza pra mim, goza!
Com essas últimas palavras, sinto como se meu corpo estivesse sendo eletrocutado, e minhas pernas tremerem feito vara verde.
Mark Fletcher
Após vê-la de forma tão entregue ao prazer, e sua respiração ficar irregular, eu só consigo observá-la. Quando ela nota que eu a observo, o rubor em rosto fica visível, e minha excitação fica ainda mais intensa.
Geralmente as garotas que me servem, são mais atiradas e ousadas. Mas essa é diferente, o seu jeito retraído, delicado e inocente, só me deixam com ainda mais tesão.
Quando ela não consegue mais olhar pra mim, devida a sua vergonha, eu volto a beijar o seu pescoço. Ela pode até estar bem satisfeita, mas eu ainda não estou. Preciso de mais do que apenas o rostinho dela corado pelo prazer. Preciso estar dentro dela, e saciar minha excitação, que ela só fez aumentar.
Voltando a correr minha mão pelo seu corpo, suas mãos vão direto para minhas costas. E com os deslizes carinhosos que ela faz, sinto como se essa não fosse apenas mais uma foda, com uma garota de programa comum. Apesar de eu saber, que essas mulheres estão acostumadas a lidar de jeitos diferentes, com cada homem, o jeito como essa se comporta comigo, me faz perceber, que eu precisava de mais. Sentir seus toques, tem sido mais prazeroso, do que ouvir seus gemidos em uma foda selvagem.
Começo a ficar impaciente em ter correr todo o processo até conseguir penetrá-la, então me levanto, voltando a ficar de joelhos, começo a abrir meu cinto, pra em seguida abrir minha calça. Percebo que de onde estou, não alcançaria a mesinha ao lado da cama, então me vejo obrigado a sair do meio de suas pernas. Ela me olha curiosa. Mas assim que levanto e abro a gaveta da mesinha, tirando uma camisinha de lá, seu rosto volta a ser de um vermelho intenso, mas ela não deixa de observar cada um dos meus movimentos. Coloco a camisinha, entre os dentes, afim de ter as mãos livres, para me livrar de vez do que ainda visto. Nesse momento ela desvia o olhar e, puta merda, como ela consegue fazer esse jeitinho tão inocente, e ainda parecer tão genuíno tal comportamento?
Eu fui informado que ela era nova entre as garotas de Miss Fei, mas achei que teria algum tipo de treinamento para atender ao clientes. Mas parece que essa não teve tempo ainda, o que me agrada muito. Pegar uma menina totalmente crua nesse tipo de serviço, é algo que eu não imaginava que adoraria tanto.
Quando volto a subir a na cama, me posiciono novamente entre suas pernas, ela ainda não me olha, então ponho meus dedos em seu queixo, afim de que ela volte a me olhar. Quando seus olhos encontram de novo os meus, meu sorriso ladino fica inevitável. Me aproximo de seu rosto, mas não beijo sua boca. Corro com meu nariz por sua bochecha, e vou seguindo até sua orelha, depois faço o caminho de volta.
Olhando para ela, que mantém os olhos fechados, se deliciando com com minha apreciação por sua pele, decido acabar com isso. Porque essa é a minha vez de aproveitar.
Volto a pegar uma de suas mãos, e deslizar pelo meu peito, o que faz com que ela abra os olhos e encare meu rosto. Mas agora mantenho minha mão sobre a sua, e lentamente vou descendo aquela mão macia pelo meu abdômen, até chegar exatamente onde eu queria. Com sua mão no meu pau, eu a vejo ficar mais uma vez vermelha, e ela engolir em seco.
Caralho, que tesão que isso me dá, e meu pau chega a latejar. Então envolvo sua mão por ele, e olhando fixamente em seus olhos, pressiono sua mão em torno dele.
- Tá vendo o que você fez comigo? Tá sentindo a vontade que eu tô de fuder você? - digo descaradamente.
Seus olhos se arregalam, e logo ela os fecha.
- Eu quero que você olhe pra mim. - ordeno, e ela volta a abri-los. - Quero que veja como você deixa louco.
Com seus olhos em mim, eu início um movimento de sobe e desce de sua mão no meu pau. Agora é a minha vez de gemer baixinho. Continuo os movimentos, até sentir a cabeça do meu pau molhar com meu pré-gozo. Ponho sua mão na ponta dele, pra que ela também sinta.
- Tá sentindo minha excitação por você? - pergunto. E ela faz um leve sim com a cabeça. - Agora quero que você continue. - ordeno, tirando minha mão da dela.
Os movimentos dela são tímidos, mas me proporcionam um prazer indescritível. Mas preciso de mais, então enquanto sua mão desliza lentamente pelo meu pau, sinto a necessidade de movimentar minha pélvis, fazendo o ritmo acelerar um pouco.
O tesão que estou sentindo com isso, fica totalmente evidente no meu rosto, e quase não consigo manter o contato visual com ela.
- Suas mãos são ótimas para isso também. - declaro.
Institivamente, sinto a necessidade de ver sua mão fazendo aquele trabalho. Quando olho para baixo, paro o meu movimento pélvico, e aprecio apenas o movimento da sua mão.
Sua mão delicada, com as unhas pintadas de um rosa suave, em volta do meu pau, em movimentos lentos, me fazem perceber que não posso mais esperar.
Volto a encostar nossos lábios, emitindo um breve e abafado "ahhh". Então dou uma chupada em seu lábio inferior e me levanto. Pego a camisinha que eu havia deixado ao lado dela na cama, a coloco novamente entre os dentes, e volto a me ajoelhar na cama.
Minhas mãos correm por sua cintura, logo encontrando sua calcinha. Eu a seguro com uma mão de cada lado, deslizando pelas coxas dela. Quando a deixo livre de qualquer coisa que me impediria de ter total acesso, rasgo a embalagem da camisinha.
Sem deixar de observá-la um só segundo, noto que ela também me observa. Cada movimento meu é analisado por seus olhos, que também estão ansiosos.
Quando desliso a camisinha por meu pau, noto que ela parece me olhar preocupada, mas ao mesmo tempo parece surpresa. E eu não consigo deixar de provoca-lá, ao notar sua respiração irregular.
- Ele é todinho pra você! - lhe lanço um sorriso safado, e um olhar devasso.
Volto a me sobrepor nela, lhe dando um beijo intenso e muito selvagem. Com uma das mãos, acaricio sua coxa, voltando ao ponto que mais lhe agrada. Refaço todas as carícias em seu ponto sensível, mas dessa vez não permito que ela obtenha o desejado.
- Dessa vez você vai gozar no meu pau, enquanto eu te fodo bem gostoso. - não resisto em lhe deixar ainda mais ansiosa. - E do jeito que você está molhada, não creio que vá demorar muito, então terei que ser mau com você. - solto um risinho em seus lábios
Pegando pela base do meu pau, eu o encaixo em sua entrada, e suas mãos que estavam em meus cabelos agora, o agarra levemente, o que me deixa ansioso por penetrá-la.
Quando lentamente entro em sua cavidade, sua expressão de prazer, me deixa louco. Aos poucos vou me movimentando dentro dela, e sentir o quão apertada ela é em volta do meu pau, meu tesão se torna uma espécie de fúria sexual.
- Caralho! Como você pode ser tão apertadinha assim?
Ela aperta cada vez mais suas mãos em meu cabelo, e seus gemidos passam a arrepiar o meu corpo. Já não conseguindo ser tão paciente, meu ritmo se intensifica, me fazendo ter certeza que eu não vou aguentar por muito tempo. A cada estocada, seus gemidos ficam mais agudos, e meu tesão aumentando. Ao olhar para ela, sentindo ainda seus dedos firmes em meus cabelo, minha boca percorre novamente seu pescoço, e meu ritmo aumenta ainda mais.
Volto a pegar uma de suas mãos, e colocar em meu peito. Sinto que a necessidade de seu toque ali, se torna cada vez mais presente. Percebendo que gosto de seu toque ali, ela trás a outra mão, mas não passa muito tempo ali, logo ela sobe até o meu pescoço, e seu toque ali, me deixa confortável.
Com meus movimentos de vai e vem incessantes, começo a sentir uma leve contração em torno do meu pau, e com suas mãos em minhas costas, sinto ela levemente cravar as unhas em mim. Isso só me dá uma certeza, ela está quase gozando, mas eu havia dito que seria mal. Paro abruptamente meu ritmo, e eu a vejo me encarar.
- Acho que você ainda pode esperar um pouco. Não é? - sorrio safado.
A expressão dela é de quem não quer esperar mais por isso.
- Por...por favor...- ela diz baixinho.
Caralho, ela realmente está me pedindo?
- Por favor o quê? - não consigo resistir em vê-la pedir, e volto lentamente a penetrá-la.
- Por favor... - volta a susurrar fechando os olhos.
Como é gostoso vê-la assim, corada e implorando. Minha vontade mesmo, é só de fodê-la e apreciar sua satisfação. Mas a minha também é importante, e é assim que ela está me satisfazendo.
- Diga pra mim! O que você quer? - pergunto com a minha mão em sua cintura, e me pressionando contra ela. - você só precisa me dizer, e eu lhe darei.
Ainda com os movimentos lentos, espero ansiosamente por sua resposta, e a encarando com uma sensação de desejo crescendo ainda mais.
- Por favo... Me...
- Diga! - susurro em seu ouvido.
- Me deixe gozar, por favor...
Aí não teve jeito. Meu corpo entrou em combustão. O jeito que ela implorou por isso, com receio e vergonha, fez meu lado selvagem entrar em ação.
Eu acelerei o ritmo, e suas unhas pressionavam ainda mais minha pele. Quando sua cavidade voltou a fazer pressão em meu pau, acelerei ainda mais. Ela não era a única que estava sentindo o ecstasy chegar, e isso não me deixou parar mais.
- Olhe para mim. - ordeno- Quero que me olhe quando você chegar ao tão esperado prazer.
Parece que minhas palavras foram o gatilho para ela mal conseguir ficar com os olhos abertos. Suas penas tremiam, e sua cavidade pressionava freneticamente a minha ereção. Já o gemido dela com tamanho prazer, foi o meu estopim para não conseguir mais segurar meu gozo.
- Ahhh. - exclamo, já não conseguindo segurar nem sequer as palavras. - Caralho! - susurro encostando minha testa na dela.
Não conseguindo mais manter meu peso sobre meus braços, deito ao lado dela na cama, e neste momento, ambos estamos ofegantes.
-Puta merda! Que foda foi essa? - digo encarando o teto.
Depois de sentir que meu corpo já se encontra estabilizado, decido partir para um banho. Me levanto, e caminho em direção ao banheiro.
Após regular a temperatura da água, entro debaixo do chuveiro, começando por molhar o cabelo. A sensação da água correndo meu corpo é renovadora. Mas quando a água passa a banhar minhas costas, sinto um leve ardor. Passando a mão pelo local, lembro exatamente o que ocasionou isso. Rindo timidamente sozinho no banho, passo também a lembrar de como toda essa foda teve um, "sabor" diferente. Nunca foi assim com nenhuma outra. Sempre bastou que elas olhassem pra mim, para realmente começarem a fazer seu trabalho, e eu a desfrutar do que me era ofertado, sendo assim, apenas transava e depois as despachava.
Mas como tudo está sendo bem diferente com essa garota, volto a ficar empolgado em voltar para aquela cama, e desfrutar de tudo aquilo novamente. Essa ideia, já me deixa excitado de novo, afinal de contas, tudo que é bom, merece bis.
Saio do banho, seco meus cabelos, mas não dou a mesma importância ao corpo. Logo enrolo a toalha na cintura, e anseio por voltar para a cama.
Quando saio do banheiro, encontro a cama vazia. Olhando vagamente pelo quarto a sua procura, eu não a encontro. Saio do quarto para procurá-la na sala, e a mesma não se encontra lá também.
Fico pensativo. Geralmente as moças permanecem por aqui, até que eu mesmo diga que não precisarei mais dos serviços delas. Mas essa se foi antes mesmo que eu lhe dissesse qualquer coisa.
Não tendo outra opção, eu apenas me seco e visto uma bermuda. O jeito agora, é ir para cama e dormir, até porquê, meu dia será igualmente ocupado amanhã. Então tenho que prezar o fato de poder descansar um pouco mais essa noite.
Quando deito na cama, não tinha noção que precisava tanto desse descanso, em questão de minutos, pego no sono.
Alison Pines
Depois de me sentir totalmente sem condições de mover qualquer parte do meu corpo, minha respiração irregular, deixa bem claro o porquê.
Quando o estranho misterioso se levanta e segue em direção ao banheiro, eu crio coragem para me levantar. Pegando um dos lençóis da cama, o enrolo em volta do corpo e corro até a sala.
Pegando minha bolsa que ele havia deixado em cima do sofá, procuro avidamente pelo meu celular.
Meu comportamento parece até estranho, me sinto nervosa, é como se tivesse fazendo algo errado ao procurar o celular na minha própria bolsa.
Acabo deixando a bolsa cair no chão, mas para minha sorte, há um belo tapete para abafar qualquer que fosse o barulho. Apesar desse infortúnio ter feito as coisas da minha bolsa caírem espalhadas pelo chão, ficou bem mais fácil pegar de uma vez o celular. Mas ainda me resta ter que recolher as coisas do chão. Por sorte não carreguei muita coisa comigo hoje. Apenas o documento, cartão, e alguma maquiagem bem básica.
Quando ligo a tela do celular, vejo que já são 01: 47 da manhã.
- Puta merda! - digo baixo. - preciso ir embora.
Corro de volta ao quarto, e rapidamente ponho de volta minha calcinha e meu vestido. Com a bolsa já carregada com tudo o que havia caído, coloco-a no ombro e me apresso a colocar minhas sapatilhas.
Quando ouço que ele já desligou o chuveiro, corro silenciosamente até a porta de saída. Para minha sorte, aquele motorista mal encarado não está no corredor, então passo como um foguete até o elevador, e logo aperto o botão para o térreo.
Após as portas se fecharem, a sensação de alívio fica evidente. Não que a essa altura eu tivesse medo do tal homem misterioso, mas não queria ter que encará-lo outra vez, depois de tudo o que aconteceu naquele quarto.
Quando as portas se abrem no térreo, procuro sair de lá o mais serena possível. Caminho em direção a saída, sem ao menos olhar em volta.
Para minha surpresa, quando passo da porta de saída, encontro com o motorista fumando um cigarro. Tento evitá-lo, mas isso não era algo que ele também quisesse.
- Me acompanhe, por favor. - ele diz depois de jogar fora o cigarro que não terminara de fumar.
- Olha só moço, eu preciso mesmo ir embora.
- Tudo bem! Mas eu preciso acompanhá-la.
- Oh, não precisa se incomodar, eu posso pegar um táxi, ou um Uber. - digo tentando parecer educada dispensando sua carona, mas a verdade era que eu não queria que ele fosse até a minha casa. Até porque creio que fosse mais seguro para mim, se ele não soubesse.
- Você agora vai querer atrapalhar o meu trabalho? - ele diz sério, e eu rapidamente balanço a cabeça em negativa.- Ótimo, você fez seu trabalho, agora eu faço o meu.
- Meu trabalho...? - ele se vira sem me dar mais palavra alguma.
Sigo ele até o carro, e ele ainda se dá ao trabalho de abrir a porta para que eu entre. Depois de fechar a porta e se encaminhar para seu devido lugar, ele apenas dirige.
- Onde deixo você agora? - pergunta.
Eu fico perdida, não posso deixar que ele me leve até minha casa, e me arriscar a voltar para frente da boate que ele me pegou, seria um extremo. Então logo penso que, ele não precisa realmente me deixar em casa, mas se me deixasse o mais próximo possível, pra mim já seria ótimo.
Lhe informo meu bairro, mas à duas ruas de diferença da minha casa. Como eu já conheço bem o meu bairro, posso chegar em casa em segurança a partir daí.
Quando ele me deixa no local indicado, eu espero que ele desapareça na rua para poder voltar duas ruas.
Chegando ao meu quarto, depois de ter que entrar e subir sem fazer qualquer barulho que acordasse meus pais, eu sinto meu corpo desabar na cama. Minha intenção era chegar, tomar um banho, para depois seguir para esse passo. Mas mal consigo manter meus olhos abertos, então apenas deito, e já pego no sono.
Sou acordada na manhã seguinte pela minha mãe.
- Filha, porque ainda está deitada? Esqueceu do seu compromisso com a Amber e a Julie?
- Caramba! - digo disparando para fora da cama, correndo direto para o banheiro.
- É, acho que você vai precisar mesmo de um banho, está usando a mesma que saiu ontem. - ela me analisa da porta do banheiro.- A propósito, que horas você chegou ontem? Não vi você chegar.
- Hã, eu não sei dizer mãe, mas não foi muito tarde.
- Certo. Então se apresse com esse banho, senão chegará atrasada. - ela diz por fim, me deixando sozinha no banheiro.
Quando estou pronta, desço correndo as escadas, e quando estou com a mão na maçaneta da porta, meu pai me interrompe.
- Ei! Ali! Você está pensando em sair sem comer nada?
- Paizinho, se eu sentar para comer, chegarei mega atrasada.
- Mas você precisa comer alguma coisa.
Rapidamente corro até a cozinha e pego uma maçã.
- Agora já estou comendo algo. - dou uma mordida na maçã. - até mais tarde pai.