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Meu Querido Meio Irmão, Gangster

Meu Querido Meio Irmão, Gangster

Autor:: Lilac
Gênero: Romance
Tudo o que eu poderia esperar daquela fase da minha vida era o caos, mas não podia dizer que esperava tanto. Meu tormento começou quando eu fui aprovada para a faculdade de Medicina, meu sonho a se realizar, o problema era, que eu teria que sair da cada dos meus pais para uma cidade grande, achei que aquele momento era que os meus planos começariam a se iniciar, morar com minha amiga em um belo apartamento em Atlanta, ter uma vida normal de acadêmica. Bem não foi isso que aconteceu, meus pais só me permitiram sair de casa para o outra cidade com a condição de que eu morasse na casa do meu irmão, um irmão que eu não via a anos, e que me odiava desde muito novo. Mas eu não tinha escolha, eu aceitei mesmo insegura da decisão, foi ai que tudo começou. Meu irmão claramente era um gangster, tatuado, na maioria das vezes irritado e sempre gostoso. Meu envolvimento proibido com meu meio irmão gostoso e perigoso, mesmo eu sendo adotada ele ainda era meu irmão.

Capítulo 1 Prólogo

Emma era uma simples menina quando conheceu o lado ruim da humanidade, tinha apenas 4 anos quando fui duramente recusada por sua mãe, com isso a pequena garotinha de cabelos castanhos, de olhos tão verdes quanto uma esmeralda lapidada por um artesão, foi abandonada na frente de um orfanato simplório, porém, mais aconchegante quanto seu próprio lar, era errado se sentir feliz por estar livre da mãe que tanto a machucava? Da mulher que lhe feriu terrivelmente, tanto fisicamente quanto emocionalmente.

O orfanato se tornou sua casa, as amizades que criara ali esse elevou a um nível espiritual, que mesmo aqueles que se foram com o tempo ficaram gravados em sua memória. Quando a pequena criança travessa completou 6 anos, foi sua vez de deixar o local, um casal a adotou. Claro que havia muito receio dela, se sua mãe própria mãe lhe tratou daquela maneira, porque um desconhecido não faria igual ou ate pior.

Marie e Richard Salt, eram casados a tempos, eles haviam perdido a filha pequena, para uma doença agressiva, depois de longos anos de luto, o casal decidiu manter a memória de sua filha intacta, não substituirá, jamais fariam isso, mas eles ainda queriam decerto desfrutar da várias fases da infância de uma criança.

A decisão para adotar veio depois de muito pensar sobre, afinal ter outro filho poderia ser arriscado para Marie, por isso eles pensaram muito bem nisso, afinal eles queriam uma filha e muitas crianças por aí queria ter pais, quando finalmente aconteceu, eles se encantaram pela pequena Emma, que mesmo não sendo nada parecida com a filha que tiveram, o sorriso que ela esbanjava com naturalidade era por sua vez idêntico ao da criança que se fora. Os olhos jade hipnotizaram a Salt, trazendo consigo um conforto que a muito não tinha, logicamente ela se apaixonou pela pequena desde o primeiro instante. Agora além de Emma, ela tinha mais dois filhos, o mais velho, Peter, com 13 anos morava com o tio em outra cidade, pois, ele havia realizado seu sonho de estar na academia de artes plásticas, a mais respeitada instituição de ensino de todo a América, enquanto o mais novo, Ethan com apenas 8 anos, estudava em um internato fora do país, os pais almejavam a melhor ensino para ambos e agora também para a mais nova Salt.

Emma logo notara que Marie não era nada como sua mãe biológica, Marie era paciente e quase não se irritava, mesmo quando quebrava algo, mesmo que seja apenas um borrão em sua memória ou bem mais que isso, ela ainda podia lembrar dos gritos sempre ouvia da sua mãe, as surras que levava por ao menos derrubar algo, mas não era mais assim, ela agora tinha ate mesmo irmãos.

Ethan vinha frequentemente nas férias passar os dias junto à família, diferente de Peter que raramente se via por ali, mas mesmo que muito pouco, Emma se afeiçoou a ele, com sua maneira tranquila e brincalhona, mas a Ethan ela se viu completamente fascinada ao mais velho que ela, que mesmo sendo uma criança como ela, era mais explosivo e irritado, não que ele fizesse mal, nunca tocou um dedo nela, nem quando brigará pela boneca de pano qual Ethan com muito gosto jogou ao cachorro do vizinho, ela o estapeou, gritou e por fim chorou, mas ele apenas encarava encantado, os olhos verdes chorosos e brilhantes.

Ele não via como uma irmã, por céus ele não a via com qualquer maldade, mas como ele era apenas uma criança, sua mente pequena e imatura pensava que seus pais a queriam como uma substituta para a irmã, a qual não estava mais com eles. Ninguém jamais tomaria o lugar da sua pequena irmã.

Conforme os dois iam crescendo tudo ia ficando diferente, Ethan que já era distante da sua família ficou ainda mais, as férias que eles passavam juntos já não eram mais as mesmas, cada ano ele se distanciava cada vez mais, antes mesmo de alcançar a maioridade, deixou o internato e foi para Atlanta, onde pelo o que todos sabiam vivia bem com o emprego que conseguira por la. Ele não vinha mais nas férias ou feriados, durante anos as únicas vezes que viera em casa, foi quando sua mãe adoeceu e seu pai estava em uma conferência em Tóquio e seu irmão mais velho estava preso em uma semana de provas, Emma não conseguia lidar com tudo sozinha, por mais que ele tivesse chegado em uma moto preta esportiva, com o corpo coberto por tatuagem e sempre com cara de bad boy, mas mesmo ele tentando muito coisa para falar, eles mal trocaram mais do que algumas palavras, ambos haviam se tornado estranhos.

O Peter após entrar na faculdade passou a conviver mais com a família, passou a ter mais tempo para estar sempre os visitando, parecia que depois de anos, os papéis foram invertidos. Emma a cada ano que passou, deixou mais bonita, irreverente com uma beleza incomum, que foi ainda mais destacado pelo rosa que pintou os cabelos quando tinha apenas quinze anos, o tom lhe agradou tanto que mesmo depois de três anos ela ainda mantinha o tom rosado nos fios. Três anos decisivos para ela, seu primeiro namorado, Eric, com quem perdeu a virgindade, que não foi nada de como imaginou, péssimo, na verdade, depois da decepção de ser trocada pela "amiga'' ela imaginou que romance não fosse para ela, com isso Eric foi ultimo e único rapaz que se envolveu, mas ela o agradeceu porque se não fosse por ele, ela não teria foco para entrar na deseja faculdade da Geórgia, medicina era seu sonho secreto.

Quando a carta de admissão chegou, ela ficou eufórica junto aos pais, que nunca duvidaram da capacidade da filha, mas a alegria dela não durou muito.

Seus pais a deixariam ir para Atlanta com a condição de que morasse com o irmão mais velho, o problema era haver três anos que Emma não trocava uma palavra com Ethan, que nem sequer o viu, ela não tinha nenhuma contato com o Salt mais velho.

Mas os seus pais estavam decididos, não houve acordo entre eles, soube por Peter que Ethan havia relutado para não aceitar, mas quando os pais anunciaram queriam ir até à casa dele, ele repensou e aceitou sem mais reclamar. Ela esperava que Ethan não aceitasse, por isso, já tinha até conversado com sua amiga para morar as duas juntas.

Mas ele o fato dele ter deixado com facilidade depois de uma simples ameaça, isso foi como um banho de água fria para si, como poderia saber se a convivência dos dois seria boa? Na infância era uma coisa, mas agora? Ele era um homem feito e devia estar ainda mais belo do que última vez que a vira.

Não via nenhuma maldade admirar a beleza dos irmãos, ambos tinham a sua própria beleza, mesmo que muitos falassem que se pareciam, Emma sabia ser mentira.

Ela tentou novamente argumentar sobre morar com uma amiga, mas os pais estavam rígidos, se fosse para Atlanta teria que morar com o Salt mais velho e o assunto se encerrou ali, dada por vencida por enquanto pelo menos.

Até porque não iria morar para sempre na casa do Salt, até que ela arranjasse um emprego poderia ficar ao menos uns dias com ele.

Capítulo 2 Sr frieza

Emma colocou a última caixa na porta-malas do carro, o tão esperado dia havia finalmente chegado, mesmo que não sendo como ela queria, ainda assim era o começo do seu sonho.

Olhou novamente para o extenso porta-malas, vendo que já não havia espaço algum ali, mas suas coisas já estavam ali de qualquer maneira.

Ethan avisou que o quarto de hóspede estava livre e era mobilhado, então não precisou levar os móveis consigo, sabia que se precisasse de algo, os pais prontamente lhe dariam. Olhou o rapaz já lhe esperando dentro do carro, para sua sorte um amigo da sua antiga escola, estava indo no mesmo dia que ela para Atlanta.

Thomas era um amor de pessoa, era um amigo de longa data, para sua sorte iam ficar na mesma faculdade, mas não era o mesmo curso, ele era um físico orgulhoso. Ela ficou feliz de dividir o carro com um homem inteligente, vamos ressaltar a beleza nada simples dele.

Ela correu até os pais e o irmão que estava na calçada, cada abraço que dera lhe causou um sofrimento diferente, os pais fariam uma falta terrível, e o irmão quem iria pegar no seu pé? Ela controlou as lágrimas, mas ainda sim, algumas fugiram pelos cantos dos olhos.

- Se o Ethan fizer alguma gracinha, me liga que eu vou lá, bater nele.

Richard falou choroso, Peter riu baixinho vendo o drama do patriarca, Emma sorriu tristonha para os pais, ela se perguntou por um momento, se não confiava nele, porque mandá-la para a casa dele, mas ela nuca foi de questionar seus pais.

- Não fale do seu filho como se ele fosse um animal, Richard.

Marie corrigiu o marido, aquela era maneira de um pai falar do próprio filho? A mulher de madeixas negras, abraçou a filha mais uma vez, apertando com toda a força, temendo que agora ela se esqueceria da família, como o Ethan havia feito, novamente as lágrimas surgiram, molhando a blusa da jovem Salt.

- Eu vou visitá-los sempre que puder. Juro que vou tentar trazer o Ethan junto.

Emma falou dando uma piscadela, ela levou os dedos indicadores sobre a boca cruzando, mostrando a eles que era uma promessa, mas eles sabiam que não seria tão fácil como ela fazia parecer.

Marie sorriu esperançosa, Emma por mais que não fosse sua filha de sangue, a considerava como tal, sorte dela por ter mais uma filha tão maravilhosa como ela, novamente ela quis chorar.

Emma abraçou todos novamente, dando um beijo em cada um. Ela correu em direção ao carro do amigo, dando tchau para eles.

Quando entrou no carro sentiu um misto de tristeza e alegria, estava feliz por começar sua vida, mas triste por ter que deixá-los ali, ainda tinha o fato de dividir a casa com Ethan. Na verdade isso a deixava mais com medo do que triste.

As histórias sobre Ethan ser raivoso não eram mentira, havia visto na sua infância e adolescência que ele era muito brigão e irritado, mas agora depois de três anos, como ele deveria estar? Além de bonito claro, ela sorriu em seus devaneios, talvez estivesse fazendo papel de boba pensando que a convivência com o irmão seria ruim, ele não podia ser tão ruim? Estava apenas se baseando opiniões de outros para formar a sua.

Emma suspirou vendo a longa estrada à sua frente, por mais que as conversas com Thomas fossem interessantes, ela não conseguia manter o foco no que ele falava, ela começava a sentir paranoica e ansiosa. A verdade era que morar com Ethan a assustava profundamente, mesmo não entendo o porque, ela se acomodou no banco olhando para o amigo, ele sorria enquanto falava algo que parecia distante dela ouvir de fato, quando ele a olhou rapidamente esperando uma resposta, ela sorriu para ele, admirando a beleza dele.

- Você acha que é uma boa ideia morar com seu irmão, tipo faz anos que vocês não veem ele?

Emma suspirou, os pais dela confiavam em Ethan, ela só podia fazer o mesmo por enquanto, até arranjar um emprego para se sustentar não tinha outra opção.

- Com quantos anos ele saiu de casa mesmo?

Emma pensou um pouco, aquilo fazia tanto tempo, sabia como a mãe dela ficava sobre aquele assunto, por isso, não ousava comentar na frente dela. Pobre dona Marie que se culpava pelas irresponsabilidades do filho.

- Faltavam alguns dias para ele fazer quinze anos quando saiu de casa.

Ethan a evitava constantemente naquela época, então não poderia dizer com clareza o motivo dele fugir na calada da noite, mas sabia que um dos motivos era ele ser novamente mandado para o internato fora do país. Mas ela sabia que o motivo ia além disso.

- Quem foge de uma família rica?

Thomas falou rindo, Emma apenas assentiu, talvez ela deveria descobrir o que motivou ele a fugir da sua família? porque não via motivo lógico para isso, afinal, tanto Marie quanto Richard eram excelentes pais.

- Você conviveu com ele, muito pouco né?

Emma assentiu, sabia porque ele fazia tantas perguntas, Ethan era o principal assunto da cidadezinha deles, sempre fora, eles sempre se metia em brigas com garotos mais velhos e sempre vencia por incrível que pareça, ele era simplesmente incrível nisso.

- O suficiente para ele não me assustar, ele não é bem como todo mundo pensa!

Emma falou rindo, mas ela sabia que estava mentindo, porque estava assustada pra caralho ali, mas não porque ele era um delinquente como ouvi por aí ou até mesmo dos seus pais, mas sim porque não tinha ideia de como estaria agora, de como ele trataria, uma irmã ou uma completa desconhecida.

Mas no fundo ela sabia que Ethan não a via como irmã, o que deixava a ligeira pergunta, como ele a via então?

Mas Emma deixou os tantos questionamentos de lado, quando se tratava de Ethan, tudo se tornava uma incógnita, mas no fim só restava uma certeza: ele era seu irmão e nada mudaria isso.

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Quando chegou a Atlanta a noite surgia lentamente, com isso os vários tons de luzes se misturavam com o céu escurecido, a mistura lenta e predominante que fazia as estrelas do céu ficarem quase invisíveis. Ela encarou a janela admirada, as luzes eram como borrões no vidro do carro, a mistura incompreensível de tantos tons, ela sorriu em euforia, tentando controlar o próprio coração fraco e frenético, uma onda de energia consumiu seu corpo, a garota quis pular e gritar, mas conteve-se em apenas bater palmas animadamente.

- Parece que o endereço do seu irmão é mais perto.

Emma suspirou, tentando acalmar a euforia momentânea, até porque agora seria a parte mais difícil, Ethan a esperava, sabia que sim, mas ainda assim, seu irmão lhe trataria bem? Ao menos esperava que ele não se comportasse como antigamente, ele era quase monossilábico quando falava com ela.

Os dois ficaram quase que admirados vendo o bairro em que a casa do Salt mais velho estava, um lugar com amplo espaço, o que era difícil ali, além de custar caro demais. Então ele realmente havia arranjado um bom emprego? Como havia dito, ela sorriu em alívio, sua mãe ficaria orgulhosa dele.

Seu coração salto em descompasso frenético, quando o carro parou no endereço de marcado no GPS, ela respirou fundo prendendo o ar em seus pulmões enquanto levava os dedos finos para a maçaneta, ela expirou o ar quando bateu a porta do carro, Emma se arrastou receosa em direção a calçada. Thomas se aproximou dela, tocando seu braço, os dedos dele fizeram um carinho singelo. Ele sorriu para ela, vendo-a relaxar levemente, aproveitou que ela estava mais calma, seguiu para trás do carro abrindo o porta malas, tirando de lá os pertences dela.

Quando terminou, as caixas e malas estavam perto da porta evitando o sereno da noite, Emma seguiu Thomas até perto do carro, onde eles se abraçaram brevemente.

- Qualquer coisa me liga, você parece apreensiva demais.

Ela sorriu agradecida, sabia que não era necessário, era apenas seu irmão ali. Sua linha de raciocínio foi atrapalhada, quando Thomas segurou em seus braços com um pouco mais de força, sem machucá-la, ela arregalou os olhos ao notar o que ele fazia, os lábios dele se aproximavam devagar, quando deu por si, ela abria levemente os lábios esperando um beijo do belo rapaz.

as línguas se moviam tímidas e lentas, dando uma calmaria ao beijo diferente, ela corou ao sentir os dentes dele prender o lábio e puxar lentamente para cima, ela encarou sem reação os olhos castanhos dele, quando ele se afastou o sorriso estampava seu rosto.

- Eu preciso ir... a gente podia sair no sábado né!

Ele falou sorrindo para a garota corada a sua frente, ela concordou com a cabeça sorrindo bobamente para ele, que achou adorável. Ele deu um leve sorriso, deixou um selinho nos lábios dela antes de se afastar, entrando no carro.

Capítulo 3 Irmão

Ele falou sorrindo para a garota corada a sua frente, ela concordou com a cabeça sorrindo bobamente para ele, que achou adorável. Ele deu um leve sorriso, deixou um selinho nos lábios dela antes de se afastar, entrando no carro.

Emma suspirou quando ele saiu com o carro, ela ficou mais alguns segundos na calçada vendo ele se afastar, ela sorriu antes de seguir para a porta, Thomas poderia facilmente ser seu namorado, ela suspirou, Emma apertou a campainha, esperando pacientemente o seu irmão aparecer.

Quando a porta se abriu, Emma ficou estática, os olhos verdes se depararam com os olhos negros, ela sorriu fechando os olhos brevemente, o rapaz deu passo a frente, Emma em encarou o dorso nu apenas a toalha enrolada na cintura, os músculos a mostra, vendo algumas tatuagens e cicatrizes por ali. Mas para não ser inconveniente desviou o olhar.

- Emma?

Ela sorriu novamente, concordou com a cabeça, vendo ele lhe encarar dos pés a cabeça, se sentia levemente constrangida pelo ato do seu irmão, mas ela havia feito o mesmo segundos atrás, por isso deixou a hipocrisia de lado.

- Sim, sou eu.

Ele olhou para fora, desviando os olhos por toda a rua, antes de voltar olhar para a mulher de olhos verdes, Ethan abriu a porta dando algum espaço para Emma passar, mas não o fez. Ela deu meia volta, indo até as caixas, pegando a primeira, mas levou um susto quando foi impedida por ele, ele era silencioso demais para um cara grande.

- Deixa comigo, pode entrar.

O som da sua voz saiu mais assustador do que gentil, talvez porque ele previra que ela iria insistir naquilo. Emma assentiu, entrando dentro da casa nada pequena, ela se perguntou como Ethan conseguiu dinheiro para essa casa.

Ela parou na sala vendo o lugar, o sofá grande no meio da sala, com duas poltronas, uma do lado direito e a outra do lado esquerdo, a televisão gigante no pequeno raque escuro, ela parou de admirar o interior da casa do Salt mais velho, ela focou nele colocando as caixas perto da porta, pode enfim analisá-lo com mais afinco, enquanto ele estava concentrado naquilo.

Todo seu corpo estava marcado pelas inúmeras tatuagens, desde os bracos as costas largas, mas entre todas, a que chamou sua atenção foi a que estava no braço, fechando o bíceps, homem com o rosto escondido por um capuz que a única coisa que se via com clareza era os olhos vermelhos, os traços era finos e bem feitos, Emma admirou por tempo interminável, quando deu por si, olhos negros de Ethan lhe encaravam com o mesmo aferro.

Ela sorriu sem graça, Emma girou sobre os calcanhares, ouvia a porta ser fechada atrás de si, enquanto observava os detalhes simples da casa.

- Eu tenho regras simples, Emma. Se você obedecê-las nós vamos nos dar muito bem.

Emma olhou por cima do ombro, vendo a expressão séria demais dele, ela moveu o corpo na direção dele, pronta para ouvir as tais regras.

- Ok, fale.

Ethan moveu-se em direção ao sofá, sentando de maneira quase preguiçosa, os olhos verdes o encarava esperando a resposta dele, de fato sabia ele iria impor regras para ela, ele morava a tanto tempo sozinho que isso era de se esperar.

- Primeira, não quero que seu namorado passe da porta adentro ou qualquer outro.

Ele falou com frieza absoluta, Emma arqueou a sobrancelha, mas ela sequer tinha um namorado, ou qualquer outro interesse romântico, quer dizer até agora não é.

- Eu não tenho namorado.

Ele deu um sorriso cínico, as orbe negras lhe mandaram um olhar sugestivo, Emma não soube o porquê mas ela corou sem querer, ela desviou o olhar o chão.

- Não era você que estava aos beijos com um cara agorinha?

Ele havia visto ela com Thomas? Emma corou com a lembrança do beijo em sua mente, ela quis se esconder quando notou os olhos de Ethan em si.

- Isso não significa que somos namorados, nós estamos saindo.

" Vamos começar pelo menos"

Ela pensou, Ethan balançou a cabeça com um sorriso quase inexistente em seus lábios, ele se levantou novamente, em passos lentos ele foi até a janela, conferindo algo.

- Segunda, não pode dar festas aqui! se eu pegar ou descobrir você vai sofrer as consequências!

Ele falou ainda mais frio do que antes, Emma por outro lado, não se incomodou com isso, a verdade era que ela não gostava de festas assim, ir em um barzinho ou numa balada de vez em quando até ia, mas festas em casa não. Era pelo simples fato de que toda a bagunça ficava exclusivamente para o morador.

- Terceira, meu trabalho e assuntos não são da sua conta! não é pra ficar bisbilhotando por aí!

Depois dessa "minha vida não é da sua conta" Emma estava ainda mais curiosa sobre o irmão, logicamente tudo seria ocultado dele, por isso, ela apenas balançou a cabeça em concordância.

- Quarta, Ninguém pode saber que você é minha irmã.

Emma encarou sem entender, ela repetiu a frase mais de uma vez mentalmente, Ethan passou por ela em silêncio, deixando para trás, mas antes que ele pudesse subir escada acima, Emma o chamou.

- Acho que não entendi, porque não posso falar sobre isso?

Ethan revirou os olhos, ele não tinha qualquer paciência para explicar isso, ainda mais quando ele só queria protegê-la das suas próprias merdas.

- Pelo seu próprio bem! Você é apenas uma amiga minha.

Ele avisou a paciente, mas antes que ela o questionasse novamente, subiu as escadas com pressa, deixando sozinha e confusa sobre a situação.

Emma moveu-se para o sofá sem entender o que acontecia, mas por mais que não entendesse, ela iria seguir suas regras, pelo simples fato daquela ser a casa dele.

Depois de algum tempo, Ethan desceu as escadas com pressa, havia se atrasado para um inadiável compromisso, por sorte seu amigo vinha buscá-lo, já que sua moto estava na revisão. Ele parou perto da porta, pegou a carteira do bolso, tirou algum dinheiro, ele colocou sobre o raque, vendo que Emma viajam longe em sua mente.

- Emma, eu tenho um lance pra resolver, não sei quando volto, aqui tem um dinheiro para você pedir algo pra comer, peça pra mim, como quando voltar. Tem uma caderneta com os números de restaurantes na gaveta da cozinha.

Emma pareceu despertar de seu estado de transe, ela piscou duas vezes antes de processar o que ele acabara de falar. Ethan avisou que estava de saída, Emma acenou para ele, vendo sair porta afora, ela estava de fato curiosa sobre o porquê de esconder a verdade para todos e porque seria para o bem dela?

Mas ela resolveu que por hora iria esquecer isso, Emma decidiu carregar suas coisas para o quarto que ficaria, mas por conta do Salt não falar onde era, ela precisou procurar.

Descobriu que ficava no segundo andar no corredor, a penúltima porta, qual tinha um tom cinzento, ela abriu porta devagar, vendo que o lugar era espaçoso, a cama de casal ficava no meio do quarto, de frente para porta, havia uma pequena mesa ao lado, o guarda roupa ficava encostado na parede quase perto da porta, havia uma escrivaninha perto da parede ficava de costa para a cama.

Emma não achou nada mal o espaço ali, ela colocou a primeira caixa no chão, fui buscar as outras. Quando terminou tudo, estava cansada demais, mas satisfeita, pois o quarto havia ficado como o da sua casa. O seu banho demorou o suficiente para se sentir com fome. Quando ligou para o restaurante era mais de dez horas da noite, Ethan não havia chegado por isso, ela comeu sem se importar muito com o fato de estar só, afinal precisava dormir, pois, amanha suas aulas já iria começar e ela queria estar de fato descansada para o primeiro dia.

Na próxima vez, não deixaria para vir em cima da hora, como havia feito agora, mas não se arrependia de ficar com a sua família até o último minuto.

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