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Meu Vagabundo

Meu Vagabundo

Autor:: Lunna Reis
Gênero: Romance
Polyana tem 16 anos, e mora com o pai na zona sul do Rio de Janeiro. Apesar de ter uma vida regada e privilégios, ela não é esnobe e sabe aproveitar o que tem. Em uma situação de perigo, Poly é salva por um carinha até então desconhecido. O episódio acaba por deixar as coisas mais intensas do que ela pretendia, e em pouco tempo ela já esta caidinha pelo seu herói. O desconhecido que a salvou se chama Lucas, ele tem vinte anos e é um rapaz humilde que depois de tanto apanhar da vida decide entrar em caminhos incertos na busca ilusória pelas regalias que o tráfico oferece. Todos os sinais mostravam que isso não era pra acontecer, mas aconteceu! Depois de ficarem algumas vezes, acontece algo que os liga para sempre. E é esperando um filho do vagabundo que Polyana decide ir embora sem lhe dizer nada.

Capítulo 1 Apresentação dos personagens principais.

A DAMA

Polyana Sanchez ou Poly:16 anos,

Mora com seus pai no Leblon zona sul do Rio de Janeiro. Sem preconceitos, e acabou de terminar o ensino médio. Solteira recentemente depois de um relacionamento quase que forçado com o filho de um dos amigos de seu pai. Poly tem uma melhor amiga chamada Melissa, apelidada de Mel...

A Mel faz o estilo maluquinha que sai por aí sem se importar com o que vão falar, já tem seus 18 anos. As vezes acaba arrastando a Poly, para varias saídas.

Mel namora com João, morador do Vidigal. Os pais dela são muito depravados, por isso ela fez questão de sair de casa bem cedo. Ela ainda fala com os pais, e parece que o relacionamento deles ficou melhor, depois da saída dela de casa.

O vagabundo

Lucas Salles : 20 anos

Mora com o irmão João(22) no Vidigal RJ.. Seus pais moram nos Estados Unidos, onde trabalham muito para mandar dinheiro para os dois.

Humildade é seu segundo nome, infelizmente tá passando por uma fase ruim. As dívidas e as cobranças estão cada vez maiores. Achar um emprego melhor tá difícil, e a crise só tá apertando. O quiosque onde trabalha não paga o suficiente para sustentar uma casa.

João também trabalha, mas o salário mínimo, só dá para pagar o aluguel do barraco.

Capítulo 2 Cap.1

Poly

Acordei, com vontade de dormir de novo. Escutar a voz do meu ex namorado o Gustavo me dá enjôos. Ele é um metidinho filhinho de papai que faz faculdade e se acha o mais culto de todos. Não sei como aguentei isso por longos seis meses.

Abri a minha janela e vi que a praia já estava cheia, o quiosque que tem na frente do meu prédio estava rodeado de gente.

Fingi ainda estar dormindo e fiquei no meu quarto até não ouvir mais a voz do Gustavo, quando sai do meu quarto, para minha surpresa ele ainda estava lá, e almoçando.

- Boa tarde! - Disse com cara de nojo para ele perceber que eu não estava nada confortável cm ele ali.

- Boa tarde querida .. Como você está? - O fato de ele ainda me tratar como se tivéssemos algum relacionamento me deixava cada vez mais enojada.

- Não me chame de querida. A propósito estou ótima. - Meu pai saiu da sala e foi para o quarto dele sem falar nada.

Achava ele que se eu tivesse um conversa com Gustavo tudo se resolveria e a gente ia noivar, casar, ter filhos e ser felizes para sempre. Mal sabe ele que se um dia eu tivesse que voltar para Gustavo, eu fugiria de casa.

- Olha não faz assim, eu sei que você ainda gosta de mim. - Me sentei em uma cadeira para pegar minha comida.

- Aaaaaah gosto, gosto muito. - Ironizei revirando os olhos, ele veio para trás de mim me abraçando.

- Há há. Sabia. - Beijo minha bochecha e eu o empurrei com desgosto.

- Paciência Deus. É só isso que eu te peço, paciência.

Gustavo ficou o dia inteiro na minha casa graças ao meu pai. Mais eu não volto com ele nem obrigada. Gustavo, só tinha cara de bom moço, mas não passava de um preconceituoso interesseiro. Não que eu fosse apaixonada por ele, mas ele me traiu diversas vezes.

Eu sabia que ele também não gostava de mim, mas ele queria continuar com essa baboseira por negócios, por dinheiro. Tem mais de um mês que estamos separados e ele não desiste. Vai na minha casa quase todos os dias, e isso só me deixa com mais raiva dele.

Era 00:00 e quando ele finalmente se tocou que era hora dele se mandar. Meu pai mandou eu ir levar ele até a portaria. E eu tive que levar mesmo com desgosto.

Chegamos lá e ele me abraçou de lado me dando um beijo na cabeça.

- Saí Gustavo, que saco. - Empurrei seu braço.

- Deixa de ser marrenta garota. - Tentou me puxar novamente.

- Você é ridículo. Acha mesmo que vindo aqui na minha casa sempre, me dando seus presentinhos, e babando o ovo do meu pai, eu vou aceitar voltar com você? Se enxerga Gustavo. Sou nova mais não sou boba. Não vou me casa nunca com você.

- Mas é claro que vai. Nascemos um para o outro esse é o seu destino.

- Meu destino é enfiar a mão na sua cara e não vai demorar para mim cumprir isso. Vai embora, e de preferência, encontre outra trouxa para cair na sua lábia.

- Eu vou embora, mais não pense que eu vou desistir de você. - revirei os olhos e o vi partir.

Não queria subir para o apartamento, tava com muita raiva do meu pai, por ele insistir em algo que não me deixa feliz, insistir em algo que não me faz bem.

Atravessei a rua e fui para praia, me sentei em um banquinho em frente ao quiosque. Ainda tinha um menino lá trabalhando, ele estava fechando o quiosque pra ir embora provavelmente já que não tinha mais ninguém na praia.

Ouvi uns ruídos de conversa e risadas altas que me assustaram, olhei para o lado de onde vinha um grupo de garotos, que conversavam e todos me olhavam.

Fiquei muito amedrontado, e comecei a tremer, suar. Me levantei do banquinho quando vi que o grupo estava vindo mais rapidamente em minha direção. Foi rápido, logo senti uma mão segurar meu braço, e me puxar para o lado oposto do grupo.

- Para me solta.- Não sei o que aconteceu com minha voz, já que ela saiu baixa e fraca. - Eu vou gritar me solta.

- Cala boca porra! Vem, eu vou te levar pra casa. - Falou ignorante me empurrando.

- Me solta. - O cara quer me sequestrar é isso?

- Eu não quero te assaltar não doida.- Me parou e segurou nos meus dois braços me olhando fundo dos olhos. Ele é bem mais alto que eu, e mesmo com a camisa era possível ver alguma tatuagens. - Trabalho aqui no quiosque, sou honesto. Presta a atenção. Vem logo, onde você mora? - Apesar da abordagem, eu não estava com medo dele me matar a qualquer momento, então decidi contar.

- Moro aqui nesse prédio - Surpreendentemente ele não queria nada comigo.

- Boa noite. Vê se não dá mais mole da próxima vez jaé. - Falou depois de me colocar para dentro, e fechar o portão.

- Boa noite! - Quando ia agradecer ele já tinha virado as costas e ido embora.

Capítulo 3 cap.3

Poly

Lucas parecia querer me levar mas ele não queria ter que demorar o triplo pra chegar lá já que eu ia demorar muito com os meus saltos.

Então voltei para casa passando por todos os convidados e me tranquei no quarto novamente. Peguei o celular e liguei para Mel.

- Oi amiga. - Falei primeiro.

- Oi Poly. Tudo bem?

- Sim sim. Mais eu quero te perguntar uma coisa.

- Pode falar. - respondeu de boca cheia. Como sempre.

- É você está livre agora a noite ?

- Sim.

- Vamos comigo no baile do Vidigal?

- A Poly, baile hoje lá no morro? Eu não quero encontrar o João eu to muito brava com ele. - As brigas desses dois são sempre uma comédia. Os motivos são tão idiotas que dá vontade de rir.

- Sim Mel.- Choraminguei.- Vamos eu não sei subir lá e aqui está um tédio ta tendo uma festa do meu pai você sabe o quão chata são essas festas. - Falei revirando os olhos.

- Tá bom eu vou. Espera eu me arrumar e já te ligo. - Redeu-se.

- Isso, - Comemorei batendo palmas. - Tá bom me liga quando terminar.

Não demorou muito para que Melissa me ligasse pedindo para descer que ela me esperava na portaria. Graças a Deus ela já tem carteira e um carro só dela.

Chegamos lá no já de entrada, vimos vários carinhas armados alguns nos olhavam com malicia, e isso me causava um certo arrepio. Mas mesmo assim, subimos, dr certo modo Melissa já estava acostumada com isso. Ela sempre vem aqui para visitar o namorado.

Quando chegamos lá, vi que realmente estava lotado.

- Vem amiga. Vamos beber alguma coisa. - Mel me arrastou para o bar.

- Mel tu sabe que não pode beber, está dirigindo. - Tentei impedir mas ela simplesmente deu de ombros virando o shot de Ciroc puro na boca.

- Que se foda. - Reclamou e continuou a beber, peguei somente uma School Spirit. Caso algo saia do controle eu terei que ser a responsável.

- Ali o João. Vamos lá falar com ele. - Tentou me puxar mas eu me soltei.

- Não vou ficar de vela, pode ir lá. - ela dei de ombros e foi.

Estava no canto do bar, olhando as meninas dançarem, algumas pessoas quase se comendo, alguns caras armados passando. Quando senti uma mão nas minha costas, e um cheiro insuportável de bebida.

Me virei assustada dando de cara com um velho, não que fosse um gagá, mas ele devia ter mais de trinta anos. Ele sorria pra mim, mostrando os dentes podres e tortos.

- Oi princesa! - Falou.

- Oi. - Respondi tirando a mão dele das minha costas e tentando me afastar.

- Ei tá sozinha aqui ? - insistiu querendo puxar assunto enquanto eu ainda tentava fugir.

- Não eu to com uma amiga.

- Quer companhia? Eu posso ser o cara ideal se você quiser. - Passou a mão no meu cabelo e eu tirei rapidamente.

- Não não obrigado. To bem sozinha. - Virei as costas tentando mais uma vez sair de perto dele mas ele me segurou.

- Aah mais eu fico aqui com você. - Ele me segurava tão forte que estava me machucando.

Já estava me preparando para gritar quando ouvi a voz do meu anjo da guarda.

- Aí a garota ta comigo - Lucas, me segurou pelo outro braço tentando me tirar das mãos do velho cachaceiro.

- O, cara mete o pé, essa aqui já e minha. - Novamente o senhor cachaça queria me puxar.

- Nao, não nada disso. Ela veio comigo eu fui pegar uma bebida - Lucas falou com homem e me puxou mais forte me colocando atrás dele.

- Tem certeza ? - O velho insistiu mais uma vez.

- Claro poh. Aí se adianta.- Assim que o cara saiu eu voltei a respirar.

Pulei nos braços de Lucas e dei um abraço nele que ele ficou sem ar. Me salvou daquele nojento. Mais ele me soltou.

- Você é doida? - Perguntou.

- Ele que veio falar comigo. - Me defendi.

- Por que raios você veio pra cá sozinha? Falei que era perigoso.

- Não to sozinha estou com uma amiga. Mas ela foi ficar com o namorado. - Revirei os olhos e ele me imitou.

- Não parece estar se divertindo muito.- Quebrou o silêncio depois de alguns minutos.

- Pois é, não estou muito animada hoje.

- quer dar o fora daqui? Te levo pra comer alguma coisa, ou ir pra casa sei lá?

- Beleza, vamos sim. Só deixa eu avisar a minha amiga. - Olhei para muvuca e ela estava praticamente engolindo o João, e roçando em uma menina que estava atrás dela. - Deixa pra lá. Falo com ela depois.

- Ok. Vem.

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