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Meu cowboy mafioso

Meu cowboy mafioso

Autor:: Morgan@
Gênero: Romance
Layla nunca imaginou que sua vida na cidade grande pudesse mudar tanto em tão pouco tempo. Acostumada com a agitação das ruas movimentadas e dos prédios altos, agora se via rodeada de vastas plantações e um estilo de vida totalmente diferente. Mas o que ela não esperava era conhecer Aiden Caccini, o homem que mudaria o rumo de sua vida para sempre. Aiden era um homem enigmático e misterioso, com olhos que pareciam enxergar a alma de Layla. Ela se sentia atraída por ele de uma forma inexplicável, mesmo sabendo que a relação entre eles seria complicada. Afinal, ele era um fazendeiro rico e influente na cidade, enquanto ela era apenas uma jovem perdida em um lugar desconhecido. A convivência entre eles não seria fácil, ambos tinham seus segredos e traumas do passado que os impediam de se entregarem completamente um ao outro. Mas o destino tinha outros planos e, aos poucos, eles foram se aproximando e descobrindo que, apesar das diferenças, havia algo especial os unindo. Entre os desafios da convivência com sua nova família e os perigos ocultos na vida de Aiden, Layla precisaria decidir se estava disposta a enfrentar tudo para viver esse amor proibido. E Aiden teria que escolher entre proteger seu império e arriscar tudo pelo amor de uma jovem que mexeu com sua vida de uma forma única e intensa. Juntos, eles enfrentariam obstáculos e desafios que testariam a força desse amor improvável. Mas, no final, eles descobririam que, quando duas almas se encontram e se reconhecem, nada pode separá-las. E que o amor verdadeiro é capaz de vencer qualquer adversidade, mesmo que isso signifique desafiar as convenções sociais e os segredos mais sombrios do passado.

Capítulo 1 1. Prólogo

- POV LAYLA

Mamãe sempre deixou isso claro para mim, antes da sua partida as coisas eram mais fáceis.

Mas infelizmente a doença tomou conta dos seus pulmões e a tirou de nós, deixando meu pai sozinho com duas meninas para criar.

Queria não ser egoísta e pensar que o destino nos odeia, demorei alguns anos para superar a falta que ela fazia e ainda faz, só que agora com menos intensidade.

Não foi fácil não ter com que contar sobre a minha primeira vez menstruando, mas o meu pai foi um guerreiro, sempre se mostrou e ainda se mostra interessado na minha opinião e na da minha irmã.

Exceto por agora, quando ele diz que nós vamos nos mudar, para a puta que pariu, um lugar no Texas chamado de Braston City, qual é? Quem raios coloca um nome desse em uma cidade.

Pelo o que a Mali pesquisou, a cidade não tem cobertura de rede, então resumidamente é isto que vai nos acontecer.

Sairemos da civilização e voltaremos para o tempo das cavernas, mas entendo o meu pai, ele deu um duro danado para nos dar um bom futuro e estabilidade financeira, o problema foi que a empresa que ele trabalhava faliu e todos perderam dinheiro inclusive ele.

Portanto, ou nos mudamos para o Texas ou nos juntamos aos desabrigados.

Não sou uma pessoa muito social, e isso não me incomoda tanto, mas a Maria Luiza está tendo um ataque de histeria desde a hora que meu pai anunciou a nossa partida.

Que por acaso é hoje.

Mas há alguém bem feliz com isso, a cobra da minha madrasta, uma modelo gostosona, que infelizmente caiu nas graças do meu pai.

No começo ela era doce e gentil, mas foi só conquistá-lo de verdade, mostrou a sua verdadeira face, para mim e minha irmã é claro, perto do nosso pai, ela finge ser recatada e do lar.

- MARIA LUIZA COLLINS! ANDA LOGO!- grito e escuto seu suspiro ao arrastar a mala e fechar a porta do seu quarto.

- por que o mundo me odeia? O que eu fiz de ruim, na vida passada para está pagando nessa? Por que viver sem Wi-Fi me deixa louca só de imaginar.

- tem livros, podemos ler.- sugiro, nos entreolhamos e sorrimos.

- boa piadista você, como se eu me interessasse por leitura, gosto de sair, viver a vida.

- e eu amo o nosso pai acima de todas essas coisas, portanto, sugiro que você feche essa sua boca reclamona e o apoie, a gente nem sabe como é a cidade, não temos o direito de reclamar de barriga cheia.

- você é tão certinha que me deixa tonta... me segura... me segura que vou cair.- fala colocando a mão no peito fingindo um desmaio.

Ordinária.

- para de ser sonsa e leva logo as malas para o carro... o papai está esperando.

- e você o que ainda faz aqui?

- esperando você, não suporto estar na mesma lugar que aquela pitom por muito tempo.

- então vamos logo, antes que ela envenene ainda mais o nosso papito.- fala puxando a sua mala e sigo atrás dela.

(...)

- pai, vamos ter uma apê só nosso né?- Maria questiona e a Antonela sorri tirando sarro da cara dela.

- querida, nós não vamos morar em apartamento, até porque a cidade na possui prédios, mas ficaremos numa bela casa cedida pelo senhor Caccini o meu patrão.

- e como ele é?- questiona.

- dizem que é autoritário, mas trabalha dentro da lei.

- não isso, eu quero saber se ele é bonito.

- Maria Luiza! Ele tem trinta e poucos anos, não é para o seu bico garota.- papai a repreende e ela sorri.

Já estávamos no aeroporto, a espera do motorista da fazenda que virá nos buscar, mas começo a pensar que está vindo de camelo.

Depois de mais alguns minutos e ouvir o meu pai listar motivos para que nem eu nem a Maria Luiza se envolva com qualquer pessoa desta cidade, o motorista chegou, numa caminhonete prata.

Ótimo! Uma caminhonete é bastante confortável, ao menos tinha quatro lugares.

Meu pai e o motorista foram na frente, enquanto eu, Mali, e Antonela fomos atrás.

Ela foi entre nós duas e para evitarmos confusão, viramos o rosto e encaramos a vegetação durante todo o caminho.

A cidade não era ruim de todo modo, mas ainda assim é estranho demais não ver uma cafeteria perto, e tão pouco um restaurante.

Mas bares, isso tem, em trinta minutos de trajeto já olhei três.

Quando nos aproximamos de uma casa enorme, achei que ficaríamos nela, mas o motorista mencionou que pertence ao Caccini, e por isso vimos a placa na entrada " vem vindo a Caccini Vill "

E a nossa casa era vizinha da dele, quando o homem estacionou, Maria desceu rápido demais e eu demorei alguns segundos para crer no que estava vendo.

- eu estou me sentindo no período colonial.- ela diz e seguro a risada.

- a casa é linda.- Antonela comenta.

- eu concordo.- falo e acho que foi a primeira vez na vida que fiz isso.

Meu pai sorriu feliz, e esperamos o motorista lhe entregar as chaves e adentramos o lugar.

A entrada da casa é linda, apesar do estilo antigo, como portas e janelas de madeira e as paredes num tom amarelo queimado, e ter muitas plantas na fachada, parece muito com as casas do interior dos Estados Unidos.

Nada que uma boa mão de tinta não resolva.

Mas o que me encantou de fato foi o interior da casa, móveis recém comprados, piso envernizado, e a cozinha inteira para mim.

- eu realmente gostei da casa.- confesso e papai beija a minha cabeça, seu telefone toca e ele pede licença e vai para a varanda.

Luiza se aproxima e sorrio da sua carranca, ela amou o lugar mas tá se fazendo de difícil.

- você concordou com a cobra, cadê a união das irmãs?

- ainda existe, confessa, você amou o lugar.- afirmo e ela sorri sem mostrar os dentes.

- quer saber, eu vou achar o meu quarto, e espero que o seu seja horrível.

- vai sua criança.- brinco e a vejo subir as escadas, Antonela me encara do sofá e força um sorriso e eu retribuí da mesma maneira.

As coisas não seriam fáceis, mas pelo meu pai, estou mais que preparada.

Capítulo 2 2.

- POV LAYLA

Após a ligação meu pai retornou para a sala, e minha madrasta e eu disfarçamos as nossas expressões de quem odeia a companhia da outra e agimos normalmente, como se dois segundos atrás ela não estivesse me mostrando o dedo do meio e eu devolvendo com uma banana junto.

Gesticulou com um palavrão e eu até devolveria, mas meu pai adentrou na mesma hora.

- quem era querido? - pergunta interessada.

- era o meu chefe! Vou precisar ir até ela, provavelmente só voltarei para o jantar, ele ainda irá mandar uma empregada para cá, então Layla... a cozinha é toda sua filhota.- informa e não escondo o sorriso faceiro que se forma em meus lábios.

- urruuu! Valeu pai.- comemoro e lhe abraço calorosamente, e subo para o meu quarto, termino de arrumar minhas coisas no closet, quando ouço o clique na maçaneta.

- ei zoião!- chama.

- o que é?

- amanhã já começamos na escola.- avisa empolgada.

É o meu último ano, e estou tão alegre quanto alguém um professor de história tendo que dar aula para uma classe com quarenta alunos onde só cinco prestam atenção no que sai da sua boca.

- aê!- comemoro mostrando desinteresse, odeio escola, não gostava da minha que conhecia as pessoas, imagina essa que não conheço ninguém.

- qual é? Vai ser legal.

- se você diz, agora vem, que já terminei aqui, vamos lá para baixo, vou fazer nosso jantar.

Com a ausência da minha, papai é um ótimo cozinheiro e aprendi a fazer muitos pratos com ele

- oba! Adoro quando você cozinha... não conte ao papai, ele acha que é o meu fav.

- vou guardar o seu segredo peituda.

Vejo seu sorriso se transformar em uma carranca, e sorrio.

- você não sabe brincar.

Fala me dando língua.

- eu? Você que não sabe.

- vamos parar com essa brincadeira idiota?

Fala enfurecida.

- tá bem! Não está mais aqui quem falou.- falo erguendo as mãos em rendição.

- é melhor mesmo! E eu quero uma macarronada para o jantar.

- só se você cortar o queijo.- sugiro enquanto descemos para a cozinha.

- claro, vou logo pegar.- fala animada, e vai até a geladeira, pega o queijo e começa a corta-lo em pequenas fatias.

Pego o macarrão e o restante dos ingredientes, pronta para ser uma masterchef.

...

Ouvimos a porta abrir e vejo papai com um sorriso enorme nos lábios.

- nossa! Que cheiro bom!- elogia e agradeço com um sorriso.

- pai foi a Layla que fez, mas eu cortei o queijo, isso foi essencial para o prato.- Luiza comenta e ele morde os lábios antes de falar.

- claro que foi e você Layla, sempre foi a nossa master chefe.- comenta e eu gargalho.

- ah pai, você está sendo gentil.- falo e ele me encara sério, mas logo sorri, se aproxima e beijo minha testa outro na da luiza, em seguida sobe, creio que foi atrás da Antonela.

Papai desce com a sua namorada e começamos a nossa refeição, e acredite foi tudo embora num piscar de olhos, ele se oferece para lavar a louça, então eu e a Lu, subimos para os nossos quartos.

Decido tomar um banho demorado, visto uma camisola, e olho pela janela, e notei que agora a casa do patrão do meu pai, é ainda mais perto, por que a janela de alguém fica apenas a um muro de distância da minha.

Olho para o céu estrelado e sorrio, minha mãe era fascinada por astrologia, lembro-me que quando era pequena, ela desenhava algumas coisas relacionadas a isso.

Minha atenção foi tomada para a janela em frente, a luz do quarto foi ligada e avisto uma silhueta masculina.

Sinto que estou invadindo a privacidade de seja lá quem for o homem, assim que ele começa a tirar a camisa, balanço a cabeça em negativa e fecho a janela e me jogo na cama, fico ali perdida em meio aos meus pensamentos, e por fim acabo adormecendo.

...

Acordo me espreguiçando na beira da cama, tomo banho, me arrumo para o colégio e desço para tomar café, quando abro a porta, vejo Luiza me encarando.

- você está linda baby.

- obrigada peituda, você também.- agradeço dando uma piscadela para ela.

- tá legal! meu dia já começou ruim, se eu der um soco na sua cara sonsa, certeza que melhora.

- nossa! Eu também te amo! Agora vamos logo.

- sua sorte.

Papai e Antonela já estavam na mesa, nos juntamos á eles, tomamos café bem rápido e fomos direto para a escola, usamos o carro novo da Antonela, já que o do papai está quebrado.

...

Chegamos na escola, e logo vi o nome Braston High Eschool enorme em cima da grande escola á minha frente, com vários alunos em seus grupinhos de identificação.

Estaciono o carro e saímos, adentramos no prédio e de quebra recebemos muitos olhares curiosos, alguns comentários como "nossa só o que faltava patricinhas aqui em Braston" "aposto que são tudo nariz em pé "

Sempre odiei esse estereótipo de que nós da cidade grande somos pessoas fúteis e sem caráter, existem pessoas assim? Claro, mas Luiza e eu não éramos esse tipo, e isso me deixa furiosa e por isso estava pronta para destilar o meu discurso mas a minha irmã agarra firme o meu braço.

- se controle! Não vale a pena.

- tem razão.- falo e respiro fundo.

Antes de irmos para a sala, passamos na direção para saber onde eram as nossas classes, a diretora nos informa e seguimos para a mesma.

- oi eu sou a Katherine Caccini, mas podem me chamar de kate ou kat.- diz animada em nos conhecer.

- olá, sou a Maria Luiza, mas pode me chamar de Lu, Iza ou Malu, e está é a minha irmã, Layla mas pode chama-la de Layla, somos as Collins.

Ela nos abraça, nos pegando de surpresa pela sua atitude.

- bom senhoritas Collins ... eu vou mostrar toda a escola à vocês.

Fala pegando nos nossos braços e nos levando para os corredores, só espero não encontrar alguém que me faça odiar essa escola.

E não preciso gostar de garoto algum, e só o que me faltava, já estou bem ferrada do meu relacionamento anterior, não preciso de outro cara achando que é meu dono.

Alex foi um grande erro, e não pretendo repeti-lo aqui, e também não preciso que tenha uma abelha rainha, a patricinha que comanda a escola que namora o badboy e que tem as seguidoras fiéis dispostas a ouvir asneiras da mesma e estar junto só por causa da tal popularidade.

Mas como em toda escola raiz, esta não seria diferente.

Capítulo 3 3.

- POV LAYLA

Depois de nos mostrar à escola, a kat nos levou até a sala da Maria Luiza, e nos apresentou a todos de lá, depois fomos para a minha, aconteceu a mesma coisa, todos foram gentis, menos uma garota, suponho que ela, deva ser a abelha rainha daqui, não sei quem é, mas já não simpatizei, depois das apresentações, fomos nos sentar e a raiva sentou-se ao meu lado.

Não fiquei preocupada com a Maria Luiza, ela sabe se virar muito bem sem mim.

As horas passaram voando, e quando finalmente chega a hora de ir embora, fomos barradas na porta da sala a abelha rainha, estava na porta encarando-me com um sorriso desdenhoso no rosto.

- sei que é novata, então é bom saber, que quem manda nessa escola sou eu, se não quiser problemas, é melhor não pisar no meu calo e ficar longe do que me pertence.

Avisa jogando meu caderno no chão, respiro fundo e conto até dez, mas estou irada demais para funcionar.

É o meu primeiro dia caralho, que tipo de pessoa acha que tem direito sobre com que eu falo ou deixo de falar?

- eu me chamo Layla, por que você não pega essa sua soberba e enfia naquele lugar? Eu não sou da sua cidade, não me ameace, você não me conhece, não mexa comigo que faço o mesmo com você.

Algumas pessoas sorriram, outras aplaudiram, algumas vaiaram, pego meu caderno e saio, não era show para ter plateia, apenas me defendi.

- uau! Garota você arrasou, ninguém, absolutamente ninguém, enfrentou a Maya.

Kat diz eufórica e batendo palmas.

- você ainda não viu nada, minha biju é muito brava.- Maria Luiza aparece no corredor e sorrio.

- quero saber, por que as pessoas têm medo dessa garota?

- ela é filha do prefeito de Braston City, é a riquinha da escola, e tem o fato do meu gostoso irmão ter dado uns amassos nela, e então se auto-declarou a fodona da escola.

- quando você pensa que já viu de tudo, ainda não viu nada.- falo e a ruiva sorri.

- vamos mudar de assunto, lá em casa vai ter uma festa, meu irmão mais novo Thom vai dar uma festa, é aniversário dele, estão convidados serão as minhas vips.

Fico pensativa sobre ir ou não, mas a Luiza já aceitou.

- vai Layla, aceita?- kat diz juntando as mãos e me implorando.

- está bem, mas aonde você mora?

- na Caccini Vill.

Fico surpresa, como não liguei os fatos é lógico, Katherine Caccini, deve ser filha dos donos da Fazenda vizinha.

- aí meu caralho, somos vizinhas, é claro que vamos.

Minha irmã fala bastante eufórica.

- sim, pode confirmar, agora vamos, se não papai vai encher a gente de perguntas, e não estou nem um pouco afim de respondê-las - falo nos despedimos da Katherine e seguimos para onde nosso carro estava.

Quando chegamos papai não estava, mas para variar a sua namorada está.

Passamos direto por ela, a cumprimentamos, e subimos para os nossos quartos.

Me tranco no meu, respondo algumas atividades, que os professores passaram e depois ouvi um pouco de música, quando dei por mim, já eram sete da noite e fiquei pensando se deveria realmente ir nessa festa.

E decidi que sim, a Katherine foi bastante educada conosco, essa será minha maneira de agradecê-la.

Tomo um banho, me seco, faço uma leve maquiagem, opto por um vestido preto justo ao corpo, coloco uma bota da mesma cor.

Solto o cabelo e me perfumo, desço e encontro Malu na sala andando de um lado para outro igual uma pirua tonta.

- já sei! Você achou que eu não ia mais.- falo irônica e ela revira os olhos.

- vamos logo que eu não me arrumei para nada.- esbraveja e sorrio.

Pegamos novamente o carro da Antonela, mas desta vez eu pedi ao papai, mas Maria Luiza acha que isso é um roubo e está bem feliz com isso.

É, as vezes a minha irmã tem desvio de caráter, se um mafioso a sequestrasse com cinco minutos ele traria ela de volta eu tenho certeza disso.

...

Chegamos na casa da kat, e a festa já estava a todo vapor, tinha muita gente, da escola lá e também outras pessoas nas quais não conheço, estaciono o carro e saímos, não demorou muito para a nossa anfitriã nos receber.

- ainda não acredito que vocês vieram, e aliás estão lindas.- comenta nos abraçando e nos leva até onde as pessoas estão dançando, vou até o bar e peço uma tequila, o barmem me serve e me encara.

- o que foi?- questiono e ele se assusta.

- aqui as meninas não costumam beber tequila.

- uma pena para elas, mas como não sou daqui, serve mais uma dose.- falo e ele sorri, colocando mais um pouco da bebida no meu copo.

Observo os jovens dançando e se divertindo, sem preocupação sem boletos, a festa da kikkat, não é tão diferente das de New York, exceto pelos marshmallow e a fogueira, e também a roda de violão.

Olho para a minha bebida e viro de uma vez, e o líquido desce rasgando a minha garganta.

- uma delícia!- falo e sinto arrepios por causa do frio, e me arrependo por não ter trago um casaco ou uma jaqueta.

Qualquer um deles cairia muito bem agora, e me deixaria quente.

Estava prestes a pedir mais uma dose, mas fui interrompida pela Kat acompanhada por um cara bem bonito e forte que usa uma camiseta que marca bem os seus músculos, ele tem o que? Um metro e oitenta de altura? E estava acompanhado da Luiza, espera aí... a Luiza?

Pisco várias vezes para ver se estou enxergando direito, ou se é a tequila que já está fazendo efeito, mas não é possível, eu só tomei duas doses e eu não fico bêbada fácil, esfrego meus olhos mais uma vez e tiro minha conclusão.

Minha irmã não perde tempo mesmo...

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