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Meu fruto proibido!

Meu fruto proibido!

Autor:: Claudya Alves
Gênero: Romance
Cristina e Paul Miller estão em um casamento fracassado. Ela em busca de ser feliz, conheceu Alex, um homem muito atraente atencioso e muito intenso. E uma paixão avassaladora surgiu entre eles. E agora ela estava dividida entre dois amores.

Capítulo 1 Tentando salvar o casamento!

Cap 1 - Sinopse

** Cristina tem 23 anos de idade e gosta de ser chamada pelo apelido (Cris) e ela é formada na área de advocacia... mas abriu mão da profissão pra se casar aos 18 anos, e atualmente trabalha de recepcionista em uma agência de viagens. Cris é doce e gentil com todos , adora se divertir com as amigas e é casada com Paul Miller a cinco anos...

** Paul Miller tem 27 anos e é um homem bem sucedido na profissão , fez gestão de tecnologia da informação na faculdade e trabalha em uma grande Empresa Tecnológica. Ele é muito inteligente... mas muito contido não sabe expressar seus sentimentos

# Tentando salvar o casamento!

** Cristina estava sentada na cadeira em sua mesa na agência de viagens... onde trabalhava e que fica localizado dentro de uma grande galeria no centro da cidade ... é um lugar amplo e muito arejado com uma porta de vidro onde dava para ver todo fluxo de pessoas passando,

Mas ela estava absorta em seus pensamentos com a caneta na boca rodando pra lá e pra cá , e por isso não estava prestando atenção em nada e nem em ninguém, o dia também estava tranquilo e não tinha muito movimento, e por isso Cristina podia se dar ao luxo de ficar alí flutuando no ar... ela bem que tentava prestar atenção mas não conseguia por estar aflita naquele dia.

*Muitos dizem que com o passar do tempo o casamento vira rotina, será mesmo verdade?

*Será que seu casamento havia virado rotina?

Ela fez aquela mesma pergunta pela "vigésima" vez naquele dia e não encontrou nenhuma resposta... mas só sabia de uma coisa, que não queria um casamento assim.

Cristina com apenas vinte e três anos de idade, e casada a cinco anos com Paul achava que o seu casamento já havia se tornando rotina, e por isso sentia-se infeliz, por que não era o que imaginara de um casamento, não era aquilo que queria...

Ela não estava arrependida de ter se casado cedo por que se casou por amor, e ainda o amava muito.

Mas queria de volta aquele homem por quem havia se apaixonado.

Queria aquele homem intenso e muito apaixonado por ela de volta e queria sentir aquela paixão e aquele calor que sentia antes: ...antes seu marido a elogiava mais, a beijava mais e dizia que a amava, e agora estava ficando cada vez mais frio e distante com ela.

Ela sabia que teria que fazer alguma coisa pra salvar seu casamento, conversar com ele talvez! Teria que fazer alguma coisa pra mudar aquela situação.

*Vou salvar o meu casamento! pensou ela decidida.

Cristina adorava ficar com o celular na mão assim como qualquer um vivia conectada na internet.

Sempre interagindo com os amigos nas redes sociais e vendo vídeos, assistindo séries e acompanhava todas as páginas de seguidores.

E as vezes até dormia com o celular do lado, seu amigo inseparável!

Ela sabia dos riscos que tinha em conversar com pessoas pela internet, por trabalhar ali naquela agência de viagens e lidar com todo tipo de público, ela sabia muito bem...

{...}

Àquele dia transcorreu rápido não dando tempo de terminar o seu trabalho:

*Talvez tivesse que fazer serão até tarde, mas isto seria em outro dia - Pensou Cristina pegando sua bolsa e saindo, só desejando um bom banho quente e cama.

{...}

Quando Cristina chegou em sua casa, seu marido Paul já estava lá sentado no sofá e com um livro na mão, bebendo uma xícara de café. Ele estava concentrado em sua leitura com seu óculos de grau que dava-lhe um ar de intelectual...ela achava-o lindo com os óculos.

E também era alto com um porte elegante tinha os cabelos escuros e lisos, olhos castanhos e pele clara, com seus cabelos macios que Cristina adorava passar as mãos.

Ela ficou observando Paul, com as pálpebras baixadas e cílios longos, distraído na leitura

Ele levantou os olhos e notou-a se aproximando:

- Oi querida já chegou?

- Sim, e você chegou cedo hoje? - disse Cris sorrindo e indo em direção a ele dando-lhe um beijo em seus lábios

- Saí mais cedo do serviço hoje porque o projeto dos drones e os chips, todos foram concluídos e por isso deram um alívio na Empresa...

Respondeu Paul com um ar de satisfação.

Seu marido Paul Miller trabalha em uma grande empresa Tecnológica conhecida em jogos , designer profissional e inteligência artificial...

Ele é considerado um gênio da computação, muito inteligente! E ela o achava muito gentil e com aquele ar de intelectual ficava muito charmoso.

Diferente dela que apesar de muitos dizerem: Que era uma mulher deslumbrante, se considerava simples

Seu marido a olhava por cima dos óculos e isso fez com ela ficasse sem graça.

- Já jantou ? Quer comer alguma coisa ? Se quiser vou fazer! - ela perguntou intentando ir para a cozinha

- Não querida obrigado! Já jantei no restaurante dentro da empresa se quiser pode fazer pra você

- Também já comi um lanche da tarde, na verdade estou toda dolorida hoje. Só quero tomar um banho pra relaxar!

- Deve ser por causa do frio... será que você não está gripada? Vai lá tomar um banho de banheira, assim relaxa mais.

- É isso mesmo que eu pretendo fazer!

Respondeu Cris já se encaminhando para o quarto, e depois entrou no banheiro enchendo logo a banheira.

Antes de entrar ela colocou uma toalha enrolada nos cabelos para não molha-lo, em seguida entrou com o corpo todo se afundando na água quente. Colocou sais de banho e por isso saía um aroma perfumado e relaxante!

Ela ficou alí se ensaboando delicadamente até sentir os nós da tensão se desfazerem, e ela fechou os olhos sentindo o calor da água sobre seu corpo já relaxado.

- Não vai dormir aí dentro!

Ela forçou as pálpebras pesadas a se abrirem e percebeu que Paul estava do lado da banheira olhando-a. Devia ter cochilado porque não o ouvira entrar.

"Ele nem parece se perturbar", pensou ela irritada.

"Será que nem deitada nua em uma banheira, ele sentia desejo?" censurou-se por aquele pensamento. A última coisa que queria naquela noite era chorar de frustração...

- Está se sentindo melhor querida? - a voz grave dele soou tranquila

- Sim, estou bem melhor ... - respondeu controlando a voz. - Já vou sair num minuto.

Um brilho de irritação escureceu os olhos azuis, por um momento ela poderia ter jurado que seu marido não estava tão indiferente assim, mas poderia ter sido só uma impressão, pois ele saiu do banheiro sem falar mais nada. Ela o observou de rabo de olho e sentia o corpo quente, sensível. Talvez fosse o efeito do banho!

No banheiro ela retirou a toalha da cabeça e seus cabelos sedosos e lisos caiu como uma cascata ondulada até a cintura.

Examinou-se no espelho, e os olhos azuis estavam brilhantes, apesar da frustração que sentia.

"Será que tudo que fazia para chamar a atenção do seu marido seria em vão ? Será que aquela noite conseguiria seduzi-lo ?" se perguntava disposta a tentar mais uma vez.

Ela passou um creme hidratante muito cheiroso sobre o corpo, sentindo o perfume agradável e colocou uma camisola sexy vermelha ...

Aquilo devia dar resultado para que seu marido a desejasse.

Eram 21:00 horas apenas e Paul havia voltado para a sala continuando a sua leitura, devia ser algo interessante que estava lendo!

Mas ao ver Cristina entrar na sala com a camisola vermelha e sexy ele largou o livro e tirou os óculos, colocando ambos sobre a mesa de centro. Os olhos castanhos com um brilho intenso pousaram nos seios descendo até as curvas do seu corpo e as lindas pernas.

Cristina sentiu-se vermelha e tímida com o olhar dele e baixou os olhos, mas depois repreendendo-a e sentou-se no sofá ao lado dele.

A noite estava fria e Paul passou o braço em torno dela, puxando-a para mais perto.

Ela ergueu o rosto ao ouvi-lo sussurrar seu nome e viu os seus lábios descer sobre os dela. E sorriu por dentro, feliz em saber que aquela sedução havia dado certo.

Ela sentiu o beijo delicado e os lábios abriram-se pela expectativa. Que a fazia estremecer.

Ficaram alí no sofá com os lábios colados por um longo e delicioso tempo, e ela correspondeu com paixão. Sua língua entrando na boca dele explorando, e com um gemido ele a abraçou e o beijo ficou mais forte com desejo ardente.

Paul desceu a boca pela garganta dela, e o desejo corria como fogo por seu corpo: Trêmula desabotoou a sua camisa, precisava sentir a sua pele sobre suas mãos e acariciou-lhe o peito forte definido.

O corpo dele é perfeito, todo na proporção certa, e Cristina sentia a boca secar ao ver a expressão pesada em seus olhos desejosos...

A respiração entrecortada enquanto ele descia uma alça da camisola, deixando um seio a mostra, e não se contendo curvou-se e tomou-os nos lábios, lambeu o bico do seio e rodeou todo com a língua, fazendo ela arquear o corpo, para que ele pudesse continuar e aprofundar aquele prazer que a proporcionava... sentia a boca molhada dele que roçava e sugava, mordiscando seus seios. E um gemido de prazer escapou dos seus lábios.

Estavam ambos em um frenesi de desejo ...

Quando foram interrompidos por um toque insistente do celular de Pau, e ele praguejando se afastou para pegar o celular que estava na mesinha de centro.

- É melhor eu atender, é o Ricardo. Deve ser algo importante sobre a empresa para ele ligar a essa hora. -disse ele soando irritação na voz e olhando para Cris, atendeu o celular. - Fala Ricardo...

Ela ficou ali no sofá olhando para Paul que estava em um assunto provavelmente sério com o amigo, mas que ela não entendia nada do que eles falavam por se tratar de assuntos do trabalho deles.

Cristina já conhecia Ricardo, porque ele já teria ido lá algumas vezes... e parecia que era um cara legal, mas eles não conversavam muito por não ter tanta intimidade.

O clima havia se esfriado e parecia que tinham jogado um "balde de água fria" e Cristina voltou para o seu quarto com ar de desanimada.

E ficou enrolando no quarto para não ficar com sono mas cansada de esperar por ele, se deitou e acabou adormecendo...

Capítulo 2 Amigas verdadeiras!

Cap 2 - ** O marido sai para trabalhar e nem se despede...

No dia seguinte às 7:00 horas da manhã Cristina acordou para ir trabalhar como fazia todos os dias, fazendo sua higiene matinal e se olhando no espelho, estava se sentindo desanimada aquela manhã. Provavelmente por causa do que tinha acontecido a noite passada, onde o seu marido foi mais uma vez negligente deixando-a no quarto esperando por ele.

Quando Cristina acordou seu marido não estava mais na cama, já teria ido trabalhar e como sempre nem a acordou para lhe dar um beijo...

*Porque ele faz isso sai e nem me acorda pra se despedir! murmurou Cris chateada.

Como seu marido Paul trabalhava mais longe e o horário dele era mais cedo ele saia com o carro, e ela ia a pé por trabalhar perto.

Ela gostava de trabalhar perto e de ir caminhando, se sentia bem pois assim poderia ir aproveitando a natureza.

Sempre contemplando aquela paisagem exuberante...

Não cansava de apreciar a natureza, as gramas verdes, as árvores e os passarinhos.

O bom de morar naquele bairro, era que tinha um contraste entre as avenidas movimentadas e a as praças com árvores frondosas e muito verde, até parecia um outro lugar de tão diferente que era.

E Cristina amava morar ali naquele bairro, na vila Madalena.

A manhã estava ensolarada e por isso tinham outras pessoas, que estavam caminhando ou correndo naquela calçada larga.

*Hoje o dia vai ser longo, ainda bem que amanhã já é sábado. Folga! - Cris resmungou em um suspiro. Já havia chegado ao seu destino.

Naquele dia no trabalho... Cristina não parou pra nada e nem teve tempo para almoçar, por causa do movimento intenso de clientes, marcando viagens ou só pesquisando alguns pacotes turísticos.

Ela acabou dividindo um lanche, com uma de suas melhores amigas.

A tarde com o fim do expediente, sua amiga Rose já estava esperando-a do lado de fora.

- Vamos Cris, chega por hoje amiga!

- Eu já estou indo. Hoje estou toda quebrada Rose... - disse Cris cruzando os braços nos dela.

As duas saíram de braços dados, conversando e dando risadas como duas adolescentes:

- Então, o que você vai fazer amanhã Cris? Espera aí não responda. Já sei! Você vai ficar em casa com o marido, mas ele trabalhando no computador e você assistindo série. Acertei?

- Você é uma chata Rose, o que posso fazer? Vou sair sozinha? - Disse Cris rindo

- Não, com as suas amigas! Agente nem te convida mais, Poxa! Você sempre inventa uma desculpa amiga. Amanhã vai ter uma festança e você já inventou alguma coisa só pra não ir, não é? Sei que é por causa do seu marido que você não sai, eu falo isso porque sou sua amiga e quero o seu bem.

- Nada disso, Rose. Eu é que não gosto mesmo de sair sem ele, e ele não quer ir comigo na festa por isso não vou. E nós vamos sair no domingo ele já prometeu... - ela completou a frase meio que duvidando.

- Hum... Sei! Tá bom amiga, me desculpa. Não vou falar mais - Rose disse e depois sorriu.

Elas continuaram: Andando e conversando e dando risadas.

Rose com um ar de preocupação, continuou a falar:

- Eu sei que as vezes você fica pensativa, mas não me conta nada Cris. Se precisar de mim, pode contar com sua amiga aqui... Hein! - Rose disse batendo no peito com uma das mãos.

- Poxa Rose, assim você me deixa emocionada! Eu sei que nesses três anos que trabalhamos juntas, você e as meninas do RH, têm sido verdadeiras amigas.

As duas amigas se abraçaram chorosas.

- Estou com vinte anos de idade e muito feliz por não ter se casado ainda, assim posso aproveitar a vida ao máximo. - disse Rose soando satisfação

Elas riram durante a caminhada e depois Rose tomou outra direção:

- Até segunda feira Cris, e aproveita o final de semana. Sai um pouco, não fica só em casa. Viu!

- Está bem! E você cuidado pra não ficar pra titia amiga, porque com a sua idade eu já era casada - disse Cris sorrindo da cara da amiga.

- Está vendo Amiga! Você só têm vinte e três anos e já é casada. Nem aproveitou direito a vida. Foi mal Cris, e até segunda.

Rose disse sorrindo e mandando beijos para o alto com as palma das mãos.

- Tchau Rose, e divirta-se! - gritou Cris pois já estavam se distanciando.

Ela viu a amiga ao longe andando e acenando para trás.

*A Rose é doida, mas eu gosto muito dela! - Indagou Cris ao chegar em sua casa.

Que delicia ser como ela, tão alegre e despreocupada, sempre rindo pelos cantos, a todo momento...

*Essa Rose! Só ela mesmo, para fazer rir daquele jeito... Ela é linda! Pelo menos era o que Cristina achava, mas a Rose não se considerava uma mulher bonita, por ser um pouco magra.

Mas por ser loira, de olhos azuis claros, branca, e muito delicada. Isso era um grande atrativo, assim como sua alegria contagiante que irradiava toda sua beleza.

Assim que entrou na sua casa, Cristina percebeu que seu marido, ainda não havia chegado do trabalho.

As vezes pensava se ele teria outra mulher. Mas nunca teria visto nada que a fizesse suspeitar dele.

Paul não costumava sair muito, era da casa para o trabalho, e ela já teria vasculhado o celular e o computador dele.

Ele sempre deixava o celular jogado, e ela tinha todas as senhas dele, por isso era impossível ele ter outra.

Ela não teria motivo algum. Para desconfiar dele.

Cristina percebeu que estava suspirando pela milésima vez, como estava cedo ainda, eram só dezessete horas.

Ela resolveu ir ao supermercado, no centro da cidade, iria a pé mesmo... pois não era tão longe.

O bom de onde morava, era que tinha tudo perto. O centro, com lojas de marcas famosas. Tinha bancos, shoppings, supermercados e outros.

Não iria ficar em casa se martirizando por causa do seu marido.

*Ora, que se dane Paul! Pensou.

No centro da cidade estava lotado, por causa do horário de pico. E ela caminhava por entre aquele aglomerado de pessoas.

Talvez se sentisse mais alegre se comprasse uma roupa nova.

Tinha visto um vestido preto maravilhoso. Na vitrine de uma das lojas e resolveu entrar.

Ela sabia mesmo antes de experimentar, que ficaria perfeito em seu corpo, foi o que aconteceu. O vestido caia-lhe como uma luva, tão perfeito, que ela resolveu comprar.

E parcelou no cartão de crédito. Cristina não tinha a condição financeira ruim, tinha casa própria e o carro do Paul. Na verdade tudo era dele, mesmo eles sendo casados em comunhão de bens, ela nunca gastava o dinheiro dele.

Preferia não esbanjar, economizava o máximo, procurava viver na simplicidade, se sentia melhor assim.

Depois com sua sacola chique nas mãos, os olhos brilhavam de felicidade pela compra que fizera...

Foi comprar a comida que era o essencial, e escolheu alguns legumes, vegetais, ervas e temperos exóticos para incrementar seus pratos.

Adorava cozinhar, assim como seu pai que era um ótimo cozinheiro, provavelmente teria puxado a ele.

Tinha acabado de sair do supermercado com as sacolas nas mãos, quando ouviu alguém chama-la. Virou-se e viu Ester, sua outra amiga do trabalho, acenando de dentro do seu carro.

Ela encostou-se a calçada e Cris foi até ela sorridente.

- Oi Cris. Quer uma carona?

- Sim Ester, antes que eu gaste meu dinheiro todo nas lojas.

Ester sorriu em apreciação, quando Cris entrou no carro.

- Porquê? O que foi que você comprou Amiga.

- Oh! Um vestido deslumbrante e extremamente caro, menina precisa vê!

Ester ligou o motor sorridente e elas foram conversando e fofocando até chegarem ao lado do portão da casa dela.

Elas haviam se conhecido a dois anos no trabalho mesmo, e se tornaram grandes amigas.

Ela por ser ruiva (chamava atenção por onde passava ) pois é difícil ver uma ruiva, ela tem curvas delicadas e cabelos alaranjados curtos ... E também é tão gentil quanto discreta, e sempre com aquele bom humor.

- Você vai amanhã no aniversário da Marcela Cris ? Queria muito que você fosse amiga! -disse ela estacionando o carro.

- Provavelmente não! - Cris respondeu já saindo do carro - Quer entrar Ester, pra tomar um café ou suco?

- Não amiga, fica para a próxima. Qualquer coisa se você mudar de ideia me liga!

- Tá bom Ester. E obrigada pela carona!

Disse Cristina vendo a amiga confirmar com cabeça sorrindo e mandando beijos, ela ligou o motor do carro e deu ré e saiu.

*É bom ter verdadeiras amigas com quem se pode contar! Pensou Cris ao entrar em sua casa.

E naquela noite fez vários pratos saborosos, e quando Paul chegou do trabalho ficou feliz por saborear tantos pratos diferentes.

No Sábado foi do jeito que a amiga Rose havia falado, depois do almoço os dois não fizeram nada só conversaram um pouco.

E depois Paul pediu desculpas e foi para o escritório, pois teria que fazer um trabalho no notebook.

Depois que Paul foi para o escritório, ela ficou no sofá com o celular nas mãos vendo vídeos e em suas redes sociais.

Assim passou o sábado e o domingo, sem nenhuma novidade!

Ela cobrou a promessa feita pelo marido de sair um pouco, então só foram fazer uma caminhada e tomaram um sorvete, e esse fora o final de semana dela.

Capítulo 3 Quem é esse homem

Cap 3 - Fugindo desses olhos...

Cristina estava correndo e fugindo e de vez em quando virava a cabeça para trás, como se alguém a tivesse perseguindo, mas não sabia quem a perseguia.

Aflita, ela corria mais rápido por uma estrada de terra estreita e com árvores ao redor.

E ali estava meio escuro, e ela tinha pavor do escuro e por isso queria sair logo dali... e ao correr mais rápido ela se esbarrou em um homem com um corpo forte, esbarrou em seu peito.

E ele abraçou-a confortando!

Era Paul seu marido, e ela se sentindo aliviada se abrigou em seus braços.

Quando ergueu a cabeça não era Paul: Era outro homem, um homem estranho que ela não conhecia

Esse homem estranho a olhava com tanta intensidade que a fazia desfalecer em seus braços.

Ele a abraçava muito forte, e ela tentava se desprender daquele corpo, mas não conseguia.

Precisava fugir daquele olhar... era como se saíssem faíscas de fogo dos seus olhos indo em sua direção e consumia todo o seu corpo.

O calor era tão forte que a fazia querer água... Sedenta, ela ficou desfalecida em seus braços.

E ele também parecia estar com sede e com tanto desespero para saciar sua sede: que a boca dele desceu sobre a sua com fúria, os lábios punitivos e cruéis.

Ela ficou com os lábios duros, apertados. Ignorando-o procurando se livrar daquelas garras de ferro, mas aquilo parecia provocá-lo ainda mais aumentando- lhe o desejo... e a beijou com mais insistência: Que Deus a ajudasse, mas ela não conseguiu se conter, e começou a corresponder.

Ela não saberia dizer como ele tirou-lhe a roupa deixando todo seu corpo nu.

A boca dele desceu sobre seu pescoço tomando-a de surpresa antes que um forte calor a dominasse. Todos os seus sentidos se alertaram dando um calor tão intenso, que fez com que tentasse fugir novamente daquele corpo forte.

E ao tentar fugir dos seus braços quis feri-lo com os joelhos, para que conseguisse se desvencilhar.

*Não...você não vai fazer isso!

Falou aquele homem lindo e misterioso com uma voz rouca... e segurando o joelho dela, antes que atingisse o alvo

Ele a segurava com tanta força que se sentia amedrontada. E envergonhada queria cobrir a nudez com suas mãos.

E ele soltou-lhe um pouco os braços e ficou olhando para ela, que pôde sentir aquele olhar sedento em cada curva do seu corpo. Ele não perdia um detalhe e em cada parte que ele olhava sua pele queimava.

Satisfazendo o desejo apenas com os olhos... e ela ergueu a cabeça por um momento, e os olhos febris e ardentes de desejo a atingiram em cheio, sentiu suas pernas fraquejarem.

*Quem seria esse homem, com os olhos como de fogo ?

*E como posso agir assim sendo que nem o conheço ? Cristina se perguntava desesperada, já se perdendo em seus braços.

Ele beijando-a com mais intensidade com loucura e desejo, possuindo-a ali mesmo naquela estrada deserta.

Nada mais importava, a não ser ficar dentro daqueles braços...

Cristina acordou saltando da cama teria tido um pesadelo!

E pegando o seu celular na mesinha de cabeceira, viu as horas e se sentiu aliviada ao ver que estava cedo ainda.

Aquele pesadelo fez com que ela acordasse com calor e muita sede.

E com o coração acelerado que saía-lhe a boca, ela

Se levantou e foi até a cozinha, e tomou vários copos com água gelada.

Depois voltou para o quarto ainda sentindo muito calor e deitou-se novamente na cama.

E virando-se para o lado tentou dormir de novo mas não conseguiu.

Ela virou-se para ver Paul seu marido, mas ele já teria saído.

Ela estava com tanto calor e excitada, que resolveu tomar um banho frio para se acalmar, levantou e foi em direção ao banheiro.

As gotas geladas caíam feito agulhas sobre seu corpo ardente. Depois que estava mais calma e seu corpo mais frio, e voltou a temperatura do chuveiro para morna e abriu ao máximo, deixando a água escorrer com força.

Ensaboou-se bastante, depois ficou vários minutos de olhos fechados deixando a água bater em seu rosto. Enxugou-se vigorosamente com a toalha esfregando-se até que sua pele ficasse avermelhada... Parecia que tinha dado certo: sentia-se viva novamente pelo menos era o que sentia.

Cristina voltou para o quarto e deixou a toalha cair no chão, em frente ao espelho do closet e mirou-se no espelho, examinando seu corpo minuciosamente, sua pele dourada.

Era uma mulher não muito alta e nem muito magra tinha curvas, embora sempre tivesse considerado seus seios proeminentes demais no conjunto, suas pernas eram bem torneadas, os quadris sinuosos e sensuais, contrastando com a cintura fina e estômago chato.

Passou os dedos pelo próprio corpo macio, não podia negar a si mesma: era uma mulher com necessidades de uma mulher cheia de desejos.

Àquele homem estranho a possuíra no sonho e isso fez despertar nela emoções adormecidas que tinham despertado com força de um furacão.

Seu marido não a procurava mais e ela tinha necessidades assim como qualquer mulher.

Ela voltou a atenção para o seu rosto, as feições delicadas com um tom rosado nas bochechas, Os cabelos brilhantes desciam numa cascata rebelde quase até a cintura... lembrou-se com o coração apertado de como Paul costumava correr os dedos por aqueles fios sedosos, afundando o rosto neles, beijando-a no pescoço com desejo ardente, e Começou a escova-los com impaciência e secou-os fazendo um coque solto.

Ela se arrumou rápido pois estava muito atrasada pra ir trabalhar.

Continua...

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