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Meu melhor amigo (Romance gay)

Meu melhor amigo (Romance gay)

Autor:: Victório Peres
Gênero: LGBT+
Leonardo e Renato tem uma amizade de longa data, ambos sempre foram confidentes um do outro. Para Renato aquela amizade não passava de amor fraterno, de irmandade, porém para Léo a coisa é bem diferente e mais complicada. Ao longo de tantos anos de amizade Leonardo se vê envolto a sentimentos que no início eram confusos e errôneos em sua mente, fazendo com que o mesmo decidisse trancar tais sentimentos a sete chaves dentro do seu coração, porque Renato nunca o veria com outros olhos. Renato nunca desconfiou do seu melhor amigo, afinal era isso o que eles eram, melhores amigos, até um certo dia, em uma determinada boate. Onde a história desses dois amigos começa a tomar outro rumo e a partir disso grandes descobertas serão feitas.

Capítulo 1 Prólogo

LEONARDO

E aí amigos, tudo bem? Me chamo Leonardo ou Léo para os mais íntimos e vou contar um pouco de algo que está acontecendo comigo há algum tempo.

Eu sou uma figura pública, pois gravo vídeos para o Youtube, vocês já sabem como funciona, mas o que não sabem é que eu venho escondendo algo por quase três ano do meu melhor amigo, Renato.

É muito difícil estar falando isso abertamente para vocês ainda mais em um livro, que talvez muitos não leiam, mas eu preciso desabafar com alguém e vocês são meus amigos, inscritos e confidentes. Confio a vocês o meu segredo e conto com vocês para guardá-lo junto comigo.

Renato e eu somos amigos há mais de treze anos, somos aquele tipo de amigos que podemos contar a qualquer hora, entende? Ele é super gente boa, um moreno gentil, humilde e compreensivo. Ele tem aquele jeito brincalhão que chega a ser bobo, sabe?

Até aí tudo bem pessoal, o problema é que de uns tempos para cá eu venho sentindo algo diferente por ele, tá ligado? Não sei como isso começou, mas eu percebi que quando Renato ficava muito próximo de mim, eu ficava nervoso e meu coração martelava no peito, parecia que havia corrido uma maratona porque meu coração batia forte em meu peito.

No início eu achei que era bobeira, sabe quando você começa a ter um sentimento por alguém e você nem percebe? Pois é, assim aconteceu comigo. Mas depois de um tempo que fui embora da casa, onde morávamos Renato, mais quatro amigos e eu, para São Paulo. O moreno achou uma "crush."

Fiquei surpreso quando soube, mas também fiquei feliz pelo meu amigo, não seria hipócrita ao ponto de não ficar. Ah, saibam de uma coisa: eu tentei me mudar para São Paulo porque já estava percebendo que o que eu sentia pelo meu amigo não era normal. Quando me mudei o meu objetivo era tentar matar esse sentimento que eu sentia no meu peito, afinal, eu estava namorando com a Nicole e ela era uma pessoa maravilhosa e não merecia sofrer por algo que para mim era besta, naquele tempo claro.

Enfim, eu tentei, porém não consegui ficar longe dele por muito tempo, claro que também senti falta dos meninos, afinal, são meus irmãos do coração. Mas confesso que senti muuuita saudades do Renato.

Quando voltei soube pelo próprio que ele havia achado uma crush e que a estava conhecendo melhor. Como falei, fiquei feliz por fora, porque por dentro eu senti uma dor horrível. Sabe quando você corta o dedo com uma faca e dá aquela pequena fisgada no coração que dói até a sua alma? Então foi isso que eu senti, porém coloquei um sorriso no rosto e o parabenizei da melhor forma possível.

Dayana Fabrício era o nome da crush do Renato, porém nós não podíamos contar nada para os nossos fãs porque eles ainda estavam em um processo de se conhecerem melhor e essas coisas. Quando ele me mostrou a foto dela pelo celular dele, eu fiquei meio que em choque porque ela era linda e só de ver parecia muito meiga.

– Nossa nêgo, que linda. – Falei todo feliz, mas por dentro eu estava um caos.

– Não é mano!? Ela é muito linda, viado. – Renato fala com um sorriso bobo nos lábios rosados que admirei muito secretamente.

Ouvir aquilo me fez ver que eu não tinha chance contra a Dayana, porque o Renato já estava totalmente na dela. Foi quando eu decidi que eu PRECISAVA matar de vez aquele sentimento que crescia a cada dia dentro de mim.

Até porque, naquela época, eu ainda namorava com a minha namorada e seria fiel a ela. Seria muita falta de vergonha na cara e infidelidade fazer isso. E tenho dignidade suficiente para não o fazer.

E também, Renato nunca olharia para mim dessa forma e, sim, eu me dei conta que estava apaixonado pelo meu melhor amigo.

Como isso aconteceu eu não sei, até porque a gente não manda no coração e nem podemos controlar essas coisas. Mas eu não podia fazer isso com a minha namorada e nem poderia estragar o futuro namoro do meu amigo.

Foi então que eu decidi que mataria aquele sentimento e me esforçaria bastante para isso.

Capítulo 2 Péssima notícia

LEONARDO

Os dias foram passando, eu lutava todo dia contra meus sentimentos e estava indo muito bem. Nós gravávamos vídeos quase todo dia para o Youtube, para quem acha que ser um influenciador digital é fácil, estar muito enganado.

Eu estava muito feliz perto dos meus amigos, que também são Youtubers, e todo dia era dia de alegria na nossa casa. Eu me divertia bastante com eles.

Neste momento estou no meu quarto tomando banho para ir até a casa da minha namorada, hoje nós estamos fazendo um ano e quatro meses que estamos juntos e quero fazer uma pequena surpresa para ela.

Enquanto ao Renato, eu tenho agido normalmente com ele. Até porque se eu mudasse meu comportamento o moreno iria estranhar, entendem? Quando termino meu banho, visto uma calça jeans cor creme, uma camiseta branca com uma estampa na frente e meus tênis.

Em resumo, me produzo todo para a Nicole. Pego uma mochila com umas peças de roupas, pois vou dormir na casa dela, coloco meu boné na cabeça e saio do quarto. Assim que abro a porta para o corredor Renato vem saindo do seu quarto, que é próximo ao meu, junto comigo.

– Bom dia, nêgo. Tá bonito hein Léo, vai pra onde desse jeito? – Fala com um sorrisão no rosto, meu coração falha uma batida e logo acelera no peito.

"Se controla Leonardo. Se controla."

– Bom dia Reh, vou pra casa da Nicole, nêgo. – Falo sorrindo para ele que me olha malicioso. – Que foi, doido?

– Pelo jeito hoje tem, né? – Pergunta com aquele olhar malicioso que o deixa ainda mais lindo.

– Aaah Renato, vai se catar! – Falo desconfortável, porém com um sorriso brincalhão no rosto. O moreno gargalha e eu o dou as costas seguindo meu caminho até a garagem.

– APROVEITA HEIN LÉO!? – Renato grita quando vou descendo as escadas, nego com a cabeça rindo daquele maluco.

Desço as escadas e vou para cozinha que é onde tem a entrada para a garagem e lá encontro Renan, Eduardo e Thales, três dos outros moradores da casa onde vivemos, só faltou o Diego, mas com certeza deve estar resolvendo algum B.O, coisa de Youtuber.

– Bom dia gente. – Eu os cumprimento, eles estavam tomando café.

– Bom dia Léo. – Fala Eduardo vou até eles para os cumprimentar com um High Five.

– Bom dia Léo, dormiu bem mano? – Fala Renan e também o cumprimento com um toque de mão.

– Bom dia nêgo, onde você vai? – Thales pergunta e, assim como os outros dois, eu também o cumprimento com um High Five.

– Dormi bem, hein Renan, vou lá na Nicole, mano. A gente tá fazendo um ano e quatro meses hoje. E sabe como é, né!? – Falo e eles concordam.

– Você é sortudo, né Léo? Faz tempo que eu não comemoro nada amoroso. – Renan fala fazendo cara de triste, fingida claro. Os meninos e eu rimos demais dele. As vezes tenho dó do meu amigo por ele não conseguir uma namorada. Ele é tão gente boa, trabalhador, super humilde e honesto, mas não se enganem ele não namora porque não quer.

– Não se preocupa que logo você acha uma namorada, nêgo. – Falo para Renan, que rir e assente.

– Se Deus quiser. – Fala juntando as mãos e balança as mesmas na frente do rosto.

– Mas parece que ele não quer não, hein mano. – Eduardo fala e em seguida ri da cara que Renan faz em resposta.

– Maldade, hein Edu. – Falo dando um pescotapa de leve nele.

– O Eduardo é destruidor de sonhos. – Thales fala negando com a cabeça, porém está com um sorriso no rosto.

– Tá bom gente, tenho que ir. Até amanhã. Não chorem por mim, tá!? – Falo os cumprimentando mais uma vez com o famoso High Five.

Todos rimos enquanto eu saio para garagem.

Pego minha Hornet, ligo-a, guio-a até o portão e abro-o logo em seguida. Já do lado de fora vejo Elton e Íris, os pais de Renato, chegando naquele exato momento. Íris está com a janela aberta e me olha.

– Onde você vai Léo? – Ela pergunta de cenho franzido. A Íris, gente, é tipo nossa mãezona aqui da casa, sabe. Também é uma pessoa muito boa e gentil.

– Bom dia, tia Íris. Tô indo na casa da Nicole. – Falo e fecho o capacete.

Ainda escuto Íris falar:

– Toma cuidado!

Falei que ela era tipo uma mãezona, enfim sigo todo o caminho até a casa da minha namorada que não é tão perto da casa onde moro. Eu estava feliz por completar um ano e quatro meses com a Nicole. Passei até em uma loja que vende flores e comprei um buquê de rosas vermelhas para agradar ela, também havia comprado uma caixa de chocolate, mas isso já estava comigo porque havia comprado no dia anterior.

Quando cheguei ao meu destino, coloquei a moto na garagem e fui ao encontro de Nicole que me observava da porta de entrada da sua casa. Ah como ela era linda! Me considero um cara de sorte por ter ela como namorada. Sorrio para ela e a mesma retribui.

– Oi amor. – Falo a abraçando apertado e ela retribui com a mesma intensidade.

– Oi meu lindo. – Fala com carinho e isso faz meu coração bater mais forte. Estão vendo porque tenho que aniquilar meus sentimentos por Renato? Minha namorada me ama e eu a amo. Não posso abrir mão de algo que eu sei que vai dar certo, por algo que eu nem sei ao certo quando começou.

– Como você está, bebê? – Pergunto a olhando nos olhos e beijo seus lábios delicadamente, mas sinto uma relutância da parte dela o que me faz franzi o cenho.

– Estou bem e você? – Pergunta com um sorriso forçado.

" Mas o que está acontecendo? "

Penso comigo mesmo, pois sei que esse comportamento de Nicole não é normal. A forma como ela me olha e o jeito que seu corpo está tenso indica que algo está acontecendo.

– Estou ótimo amor e olha o que eu trouxe para você. – Falo pegando o buquê de flores da mochila, sim eu coloquei na mochila porque não havia outro lugar para colocar e peguei também os chocolates. Entreguei para ela que me olhou com os olhos cheios de lágrimas. – O que foi amor? – Pergunto de cenho franzido e a confusão estampada no meu rosto.

– Léo, precisamos conversar. – Ela fala de forma séria ainda com os olhos cheios de lágrimas, sinto um aperto no peito quando ela fala tais palavras.

– O que aconteceu? – Pergunto em um meio sussurro e Nicole engole em seco.

– Vamos entrar. – Ela fala sendo a primeira a passar pela porta, a sigo com uma apreensão. Sabe quando você sente que algo está errado? Assim eu estava naquele momento.

– O que foi Nicole? – Pergunto preocupado.

– Senta Léo, por favor. – Fala indicando o sofá e assim o faço. Ela senta ao meu lado e deixa as coisas que eu lhe dei ao seu lado. Ela suspira e me olha com pesar.

– Você tá me preocupando. – Falo e a mesma pega nas minhas mãos e meio que as aperta com delicadeza.

– Eu preciso que você seja muito compreensivo, está bem? – Ela pergunta me olhando no fundo dos olhos e eu franzi o cenho. – Diz que vai ser compreensivo. – Completa quando percebe que eu não falei nada e sem opção assenti com a cabeça. Ela suspirou novamente e o aperto nas minhas mãos ficou mais forte – Você sabe que eu te amo e muito. Mas eu preciso falar isso para você, porque se não vou me culpar pro resto da minha vida e eu não quero te enganar. – Fala desviando os olhos dos meus, sinto uma pontada no peito quando ela fala e logo um frio de nervoso me toma. Fico calado para que ela continue. – Você pode me odiar que eu vou entender se não quiser mais olhar na minha cara, tudo bem, eu vou entender. Mas saiba que o que aconteceu foi um momento em que eu estava carente e você não estava aqui. – Completa e logo percebo que justo hoje em que estamos completando um ano e quatro meses juntos ela vai acabar comigo.

Suspiro profundamente.

– Nicole o que você fez? – Pergunto a olhando nos olhos e os vejo se encher de lágrimas novamente, logo ela começa a chorar. Mas eu já estava entendendo o que ela queria me dizer não sou bobo como alguns pensam. – Vai direto ao ponto, por favor. – Falo com a voz firme por fora, mas por dentro minha vontade era de gritar.

– Léo, eu... Eu te traí. – Fala em um sussurro, porém eu entendi e minha única ação foi abaixar a cabeça e soltar minhas mãos das dela.

Aquilo acabou comigo de verdade, justo hoje em que eu tinha planejado levar ela ao cinema, depois para um jantar e, bem, depois voltaríamos para casa e iríamos aproveitar um ao outro. Mas meus planos foram por água abaixo com essa notícia.

Você se sente arrasado, frustrado e com raiva. Naquele momento eu queria gritar com ela e descontar toda essa raiva e frustação que estou sentindo. Mas eu não podia fazer isso, não com ela. Nicole me pediu para ser compreensivo e eu tentaria ser, porém aquilo que tínhamos acabou.

– Eu... Não sei nem o que te falar. – Falo meio perdido.

– Léo, eu...

– Não, não você... – Nego com a cabeça e passo a mão no rosto desacreditado. – Cara, eu quero entender você, mas é difícil. – Completo tirando o boné e coçando a cabeça.

– Léo, me desculpe, por favor. – Fala chorando, eu podia até desculpa-la, mas perdoar é muito diferente de esquecer.

-Está cedo demais para isso. Nicole... Eu preciso ir embora. – Falo me levantando rapidamente e indo até a porta, mas antes de sair da sala me viro para a mesma que estava chorando no sofá. – Sinto muito, para mim não dá mais. – Falo e viro-me para ir embora.

Sabe quando você só quer um lugar somente para você ficar e pensar? Era o que eu precisava naquele momento e eu sabia muito bem para onde ir. Se eu fosse para a casa os meninos iriam me fazer perguntas as quais eu não queria responder. O que me restava era ir para casa da minha mãe e ficar lá alguns dias para me estabilizar novamente.

Meus pais são meu refúgio e eu só preciso deles agora. E assim rumo para casa da minha mãe com o coração, não quebrado, mas decepcionado e era assim que eu me sentia. E sei que meus pais também entenderiam e iriam me compreender. Não que os meninos não fossem, mas não queria eles me fazendo perguntas sobre o porquê eu ter voltado para casa se disse que voltaria somente no outro dia.

E além disso, precisava de um tempo só para mim e na casa da minha mãe eu teria esse tempo.

Capítulo 3 Não merecia

RENATO

Estava no meu quarto vendo alguns vídeos de motocross para gravar um vídeo para o meu canal, é um esporte bem louco e radical do jeito que eu gosto. Para quem me conhece bem sabe que eu gosto de adrenalina e motocross é um esporte que dá muita adrenalina.

– Reh, você tem falado com o Léo? – Renan pergunta entrando no meu quarto.

Pois é galera, já faz quase uma semana que o Léo não aparece em casa. O que é bem estranho se for parar para pensar, porque ele nunca fica tanto tempo longe de casa assim. Ainda mais sem nos falar nada. Até no nosso grupo aqui da casa ele não responde.

– Não mano, o filho da mãe sumiu. – Falo dando de ombros. – Talvez ele ainda esteja na casa da Nicole. – Falo com um certo desconforto em falar isso. Não sei o porquê, mas sinto um desconforto em relação ao Léo com a Nicole. Deve ser preocupação de amigo, sabe? Léo e eu somos amigos há mais de treze anos e eu me preocupo com ele.

Na verdade, não gosto de ver meus amigos sofrendo e algo me diz que Léo não está bem, mas acredito que só deve ser coisa da minha cabeça. Léo deve estar aproveitando essa semana com a namorada e se esqueceu dos amigos.

E para ser sincero, eu já estou com saudade, muita se você quer saber. Léo é a alegria dessa casa e sem ele parece que falta algo, entende? Parece que tem um vazio quando ele não está aqui.

– Na verdade, não tá não. Mandei mensagem para Nicole ontem à noite e ela falou que eles terminaram. – Renan fala e eu paro o que estava fazendo e olho para ele.

Como assim o Léo e a Nicole terminaram? Eles eram tão fofos juntos que chegava a ser ridículo. Mano, alguma coisa aconteceu tenho certeza. Então não era só coisa da minha cabeça, Léo realmente não estava bem.

– Sério mano? – Pergunto de cenho franzido e ele assente.

– Claro que é, acha que eu iria mentir sobre isso?! – Fala e sinto vontade de rir de repente, porém logo me repreendo. Não sei porque, mas senti uma alegria de Léo ter se separado dela, estranho né? Deve ser porque eu percebia que ela não era para ele. Ela não merecia meu amigo.

– Nossa mano. Vou mandar mensagem para ele. – Falo já pegando meu celular em cima da mesa do computador, abro o aplicativo de mensagens e mando uma mensagem para Léo perguntando se ele está bem, mas ele só visualiza e não responde. – Não me responde. – Falo meio indignado e bravo. Já faz quase uma semana que ele nos ignora e isso está me chateando ainda mais depois de descobrir que Léo terminou o relacionamento.

– É mano, ele não responde nenhum de nós. A gente já mandou mensagem para ele, mas nada. Talvez ele precise de espaço. – Renan disse e eu assenti, mas ele não precisava de espaço e sim dos seus amigos para lhe dar força nesse momento.

Eu vou procurar o Léo e já faço uma ideia de onde ele esteja.

Quando Léo precisa de um tempo ou de alguma outra coisa que ele não consegue aqui na nossa casa, ele vai para um lugar e fica lá até conseguir, a casa dos pais dele.

Eu conheço meu amigo como a palma da minha mão e tenho certeza que ele está na mãe dele. Mas o porquê de ele tá ignorando a gente é o que eu não sei.

– Tá bom mano, se você conseguir falar com ele fala pra gente tá. – Renan fala saindo do quarto e eu aceno com a cabeça.

– Leonardo, Leonardo. Você é um filho da mãe. – Falo comigo mesmo e tento mais uma vez mandar mensagem para ele que somente visualiza e não responde, de novo.

De repente sinto algo no meu peito que eu precisava ajudar meu amigo, talvez ele esteja precisando de mim, quer dizer de nós. Nós somos uma família e damos força um ao outro quando precisamos.

Não sei o que aconteceu, mas tenho certeza que a culpa desse término não foi de Léo. Ele amava aquela mulher de verdade o que chegava a ser... Estranho. Sinto uma curiosidade de saber mais sobre isso. Saber o que ela havia feito para Léo ter nos ignorado e se isolado de nós.

Volto a assistir o vídeo, mas não tirei Léo da cabeça e a dúvida do porquê desse término repentino que para mim era uma questão sem resposta. Ele saiu daqui tão feliz para ir até a casa da Nicole e do nada some. Eu vou atrás do meu amigo.

Levanto-me da cadeira, desligo o PC e saio do quarto. Se Léo acha que eu vou deixa-lo passar por isso sozinho ele tá muito engando, não que ele esteja passando sozinho já que o mesmo tá com a família dele. Mas eu preciso falar com meu amigo e é isso que eu vou fazer.

Desço as escadas, vou para garagem e pego as chaves da minha moto, abro o portão e dou de cara, praticamente, com meu pai entrando com o carro.

– Onde você vai Renato? – Pergunta de dentro do carro. Meus pais todo dia estão na nossa casa, porque me ajudam com a minha loja online onde vendo roupas com o nome do meu canal, minha irmã, Thaís, também me ajuda, mas em breve irão conhecê-la.

– Vou dar uma saída pai, avisa a mãe tá. Não demoro. – Falo colocando o capacete e ligo a moto dando partida rumo à casa dos pais do Léo.

Meu amigo deve está decepcionado com isso e eu entendo que talvez ele não queria ir para nossa casa porque nós faríamos perguntas as quais ele não iria querer responder. Mas ele vai levar uma bronca, oh, se vai. O filho da mãe está me ignorando e isso não se faz com ninguém.

Não demoro muito para chegar ao meu destino, buzino na frente da casa e logo alguém abre a porta ao lado do portão. É Joana, a mãe de Léo, assim que ela me vê fica surpresa e sorrir para mim.

– Oi Renato. Espera que já vou abrir o portão. – Fala e some do meu campo de visão, logo o portão se abre para que eu possa entrar e é o que eu faço.

– Boa tarde Joana. – Falo assim que estaciono a moto e desço da mesma. – Desculpa vir sem avisar. – Completo tirando o capacete. Joana sorrir negando com a cabeça.

– Boa tarde Renato, que nada menino você é de casa. Vamos entrar. – Fala guiando-me para dentro me direcionando para o sofá.

– O Léo tá aqui? – Pergunto me sentando no sofá.

– Tá no quarto dele. – Fala ela sentando ao meu lado.

– Cadê o Sandro, ele tá em casa? – Pergunto para ela que nega com a cabeça.

– Não, foi resolver um problema na casa de um cliente. – Fala e eu assinto.

– Posso falar com o Léo? Aquele filho da mãe não dá notícias faz quase uma semana. – Falo e ela sorrir.

– Claro querido, você já sabe onde fica o quarto. – Ela diz e eu me levanto assentindo novamente. – Com licença. – Falo indo em direção ao corredor dos quartos.

Vou até o quarto do Léo e encontro a porta fechada, bato na porta e logo recebo a permissão para entrar. Assim que entro vejo que Léo está concentrado no celular e não levanta os olhos para ver quem havia entrado no seu quarto.

– O que você tá fazendo que é mais importante que eu? – Pergunto o tirando da sua distração e assim que ele me olha parece surpreso.

– Renato? – Pergunta de cenho franzido.

– Não, o príncipe da Inglaterra, claro que sou eu. – Falo brincalhão, porém Léo não exibe sua gargalhada como de costume, ele apenas sorrir um pouco forçado.

– O que você tá fazendo aqui? – Pergunta meio nervoso me fazendo franzir o cenho.

– Como o que eu estou fazendo aqui? Vim te ver já que você tá ignorando os meninos e eu. – Falo colocando a mão na cintura e logo após vejo Léo arquear as sobrancelhas em compreensão. Me sento na beirada da cama. – O que aconteceu, nêgo? – Pergunto o olhado nos olhando e ele abaixa a cabeça.

– Aaah Reh, não quero falar sobre isso, não agora. – Fala com desânimo. Tenho certeza que aconteceu alguma coisa para ele não querer falar comigo e eu vou descobrir.

– Tudo bem então... Então vamos falar de quanta saudade eu tô sentido de você, seu trouxa. – Falo em tom brincalhão e isso o faz soltar um riso um pouco mais sincero.

Isso me aquece o coração, ver meu amigo feliz e com aquele sorriso lindo nos lábios me deixa bem.

– Ah Renato, só você para me fazer rir numa situação dessas. Você é meu herói, sabia? – Fala me olhando com aquele sorriso de lado que o deixa ainda mais lindo, sim, eu acho meu amigo lindo e não vejo problema nisso.

Ouvir de Léo que eu sou o herói dele me faz sentir um calor no peito e uma satisfação muito grande. Abraço meu amigo que retribui com alegria. E sinto o seu cheiro que faz meu corpo arrepiar, mas isso é normal afinal somos como irmãos.

Sinto o coração de Léo acelerar e sua respiração ficar mais forte. Quebro o abraço, o olho e vejo que ele está vermelho mais do que o normal e noto que ele está com vergonha. Mas vergonha de quê?

– Você tá bem Léo?

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