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Meu novo recomeço.

Meu novo recomeço.

Autor:: Jihyo_Gostosa
Gênero: Romance
UM ROMANCE CLICHÊ/DRAMA/INVEJA/TRAIÇÃO/AMOR A PRIMEIRA VISTA/GORDO/GORDA/ LIVRO ÚNICO. Você é meu, Anthony. Eu não sou uma mulher indecisa, o que eu quero, eu tenho. E é você que eu quero. Onde Anthony conheceu a empresária mais famosa dos EUA ao salvá-la de ser roubada, o que ele não esperava era que a sua vida estava prestes a mudar. Um homem que era um mendigo e foi preso por engano, acabou conhecendo o amor da sua vida.

Capítulo 1 ⋘ PRÓLOGO ⋙

Anthony Cooper.

Três anos atrás.

18:00 ― Casa do Anthony ― Nova York ― EUA

Tinha acabado de chegar do meu trabalho como pedreiro em casa, a única coisa que eu mais quero é beijar a minha esposa e dormir até outro dia. Entrei dentro de casa e vi alguns policias e vi a minha esposa chorando.

― O que está acontecendo aqui? ― Perguntei preocupado.

― Foi ele policial, foi ele que me bateu e quase me estuprou!! ― Minha esposa gritou apontando para mim.

O que? Como assim?

Vi que o seu rosto estar todo roxo.

― Eu não fiz nada, Amélia o que está acontecendo aqui!!? ― Gritei me exaltando com tudo isso.

― Eu peço que fique calmo, senhor. ― O policial apontou a sua arma para mim. ― Fique de joelhos e coloque suas mãos atrás da sua cabeça.

― Eu não fiz nada com essa louca!! A mesma está mentindo! Não tem provas para me prender!

Olhei irritado para ela por está me fazendo passar por isso.

― Fique de joelhos agora!!! ― O policial gritou e engoli seco.

Fiz o que ele mandou e o seu companheiro veio até mim e me algemou.

― Eu não fiz nada, ela está mentindo!!

― Não ligamos para quem está mentindo ou não, lugar de negro é na cadeia. ― Dou uma cabeçada no nariz desse infeliz policial.

― Seu desgraçado!! Só porque eu sou negro não significa que deve me tratar assim, eu sou igual a você, tenho dois braços iguais a você, assim como duas pernas, o meu sangue é da mesma cor que a sua!! ― Ele me deu um soco na cara.

― Você está preso por agressão contra sua esposa e agressão contra o policial!

Eles me arrastaram para fora com força total, olhei para a desgraçada da minha esposa e a vi sorrindo para mim.

Filha da puta!! O que eu fiz para merecer isso!?

Sou jogado no carro e logo os dois entram.

― Você vai passar um bom tempo na prisão seu marginal!!

― Vá se foder seu preconceituoso do caralho!!!

Eu não me importava mais em estar agredindo verbalmente alguém da lei, já estou na merda mesmo.

Porque eu? O que eu fiz?

Capítulo 2 ⋘ CAPÍTULO UM ⋙

Anthony Cooper.

Dois anos depois.

A minha vida mudou drasticamente naquela noite quando eu fui preso por um crime que eu não cometi, jogado na prisão como um animal e tratado como um bicho na jaula, sem alimentos, sendo torturado. ― Eu nunca pensei que ela faria isso comigo, mentindo para a polícia e ninguém queria saber se aquilo era verdade ou não, fui preso sem provas e passei um inferno na cadeia. Todos os dias eu era agredido por outros presos por ser um estuprador e agressor de mulheres, essa foi a fama que eu ganhei dentro e fora da prisão, um policial jogou um jornal na minha cara e me chamou de estuprador, quando eu li a matéria, vi que a minha ex mulher foi para a imprensa dizer que eu a tinha estuprado e agredido.

Minha vida se transformou em um inferno por culpa dela, até hoje eu queria saber o motivo por ter feito tudo o que fez comigo, eu sempre fiz tudo o que ela queria, trabalhava feito um condenado para colocar comida dentro de casa. Mas parece que isso não foi o suficiente para ela. As vezes eu dava dinheiro do meu almoço pra ela fazer suas unhas e cabelo, passava fome no trabalho por ela, eu amava demais essa mulher e nunca fui amado, percebi isso no dia em que eu fui preso. ― Desde aquele dia eu parei de confiar nas pessoas, tem tantas pessoas que são inocentes, mas estão presos na cadeia por culpa da polícia.

Dois anos se passaram e eu finalmente fui solto porque o juiz permitiu isso, o problema é que eu não tenho casa, não tenho dinheiro e muito menos tenho nenhum trabalho. Meu rosto estar estampado nos jornais como um estuprador, um agressor, não entendo o porque disso tudo estar acontecendo na minha vida, o que eu fiz de errado pra merecer isso? Tentei ser um bom marido, mas a única coisa que eu conseguir foi ingratidão.

Faz dois meses que eu estou morando nas ruas, comendo as sobras que o povo joga, as vezes até sou agredido por algumas pessoas por me reconhecerem como estuprador, sendo que eu não sou um. Tentei de tudo para conseguir um trabalho e o que eu de fato consegui foi água jogada em mim, tendo pessoas correndo atrás de mim, minha vida estar sendo um grande inferno. ― Penso em tirar a minha vida e acabar logo com esse sofrimento, mas algo dentro de mim diz pra eu não fazer isso, acho que é medo, medo de morrer.

Eu só queria que algo bom acontecesse comigo.

****

20:50 ― Nas ruas. ― Nova York ― EUA.

Ando pela calçada morrendo de frio por causa que logo vai nevar, nem sei como eu vou sobreviver a isso, porque não tenho roupas de frio e posso acabar morrendo por causa de uma hipotermia.

― Ah. ― Solto um suspiro e abraço o meu corpo um pouco forte quando um vento se choca contra o meu rosto. ― Gelado.

Esfrego as minhas mãos uma na outra para tentar esquentar.

Droga, estou vivo por dois meses e agora irei morrer por causa de uma hipotermia. Que dizer, também acho que agora eu tenho anemia por não me alimentar direito, essa vida vai um dia me matar.

― Tenho que procurar um lugar para dormir. ― Falei comigo mesmo.

Observo o prédio enorme no meu lado.

Nossa, deve ser tão bom ter um trabalho e conseguir ter suas coisinhas, eu não tenho nenhuma sorte.

― Eii!! Solta a minha bolsa!!

Escutei um grito e vi um cara tentando roubar a bolsa da mulher que segurava, não pensei duas vezes e corri na direção deles.

Mesmo que a minha vida toda foi fodida, não irei deixar uma mulher ser assaltada.

― Pare com isso! ― Empurrei o cara pro chão e fiquei na frente da mulher. ― Vaza daqui!!

― Seu mendigo desgraçado!!

Ele veio pra cima de mim, só que eu consegui me esquivar do seu soco e chutei sua barriga o fazendo mais uma vez cair no chão.

― Aló? É da polícia? ― A voz dela soou atrás de mim.

― Droga!! ― O cara correu nos deixando sozinhos.

Me virei e engoli seco ao me deparar com uma linda mulher.

― Obrigada por me salvar moço. ― Ela olhou diretamente em meus olhos, isso fez eu sentir um frio na barriga.

Oh que eu estou pensando, ainda sou considerado um estuprador, ela nem deve saber disso pra me tratar desse jeito.

― De nada, senhorita, não precisa agradecer, fiz como qualquer outra pessoa faria. ― Seu olhar me examinava de um jeito que fazia eu me sentir exposto aos seus olhos.

― Me deixe agradecê-lo. ― Neguei com a cabeça.

― Não precisa, só tome cuidado na próxima, até mais. ― Atravesso a rua indo embora rapidamente.

Ela só estar sendo gentil comigo por não saber sobre mim, tenho certeza que logo ela vai descobrir que o seu ''salvador'' foi preso por ser acusado de estupro. ― Mas algo que eu não nego, aquela mulher exala superioridade e confiança, também é muito linda, nunca vou negar isso.

Continuo andando pelas ruas e aproximo de uma praça e vendo que está deserta, fico feliz com isso, pelo menos eu vou poder dormir tranquilo no banco. Soltei um suspiro ao sentir a minha barriga roncar bem alto, passei o braço em volta da minha barriga.

― Sinto muito amigo, não tenho comida agora para te alimentar. ― Falei passando a mão na barriga.

Fui andando até o grande banco da praça e me sentei olhando ao redor, estou tão cansado, tive que acordar cedo e fui tentar procurar alguma comida, o que eu consegui fui algumas pedras sendo lançadas em mim.

― Ah, por quanto tempo eu vou ter que aguentar tudo isso? ― Perguntei a mim mesmo e a resposta foi a minha barriga roncando novamente.

Me deitei no banco e apertei a minha barriga com força, dormir sempre ajuda a esquecer a fome.

― Espero que amanhã possamos ter alguma sorte,barriga.

Fechei os olhos e o vento bem forte chocou contra mim e logo o meu corpo começou a tremer de frio.

Soltei um suspiro e conto mentalmente, isso me fez cair no sono profundo.

****

10:50 ― Nas ruas. ― Praça. ― Nova York. ― EUA.

Sou acordado com um cachorro latindo para mim, rapidamente me sentei no banco assustado, vi as pessoas rindo pelo meu susto.

― Eu deveria soltar o meu cachorro para te morder, seu estuprador!! ― Um senhor de idade falou para mim cheio de raiva.

― É isso mesmo! Some daqui seu estuprador!! ― As pessoas começaram a jogar pedras em mim.

Corri para fora da praça com o meu coração acelerado, parei de correr para recuperar o meu fôlego, querendo ou não, eu não tenho muitas forças para correr tanto assim.

Porque isso só acontece comigo? O que eu fiz pro senhor Deus?

Olhei para o céu e soltei um suspiro, não devo culpar Deus pelas coisas que os seres humanos fazem, querendo ou não, é as escolhas deles serem ruins. Minha barriga começou a roncar e choraminguei com isso, dói muito você passar fome, sua barriga não para de roncar e você começa a passar mal. Não sei quantas vezes eu já desmaiei por falta de nutrientes em meu corpo.

Soltei um suspiro e abracei o meu corpo e continuo andando de cabeça baixa para que ninguém possa ver o meu rosto, não estou afim de uma corrida pela sobrevivência novamente.

Sem querer eu bato no ombro de alguém.

― Sinto muito. ― Peço olhando para a pessoa.

― Você não é aquele estuprador do jornal? ― O cara perguntou, ao seu lado tem três pessoas.

― É ele mesmo, o desgraçado que estuprou a sua própria esposa e ainda agrediu ela. ― O outro homem respondeu com raiva.

Só dei conta do perigo quando eu já estava no chão pelo soco que o primeiro homem deu, rapidamente os quatros começaram a me chutar sem pena alguma, a única coisa que fiz foi proteger a minha cabeça.

Eu já estava perdendo a consciência quando escutei a voz de uma mulher.

― Aló policia? Estão agredindo um homem na rua.

Os caras pararam de me bater pra correr, sem olhar para trás.

― Esses idiotas de merda! ― Levantei o meu rosto e vi aquela mulher que estava sendo assaltada.

Ela se aproximou de mim com cuidado.

― Ei, você está bem?

Porque ela me salvou?

Capítulo 3 ⋘ CAPÍTULO DOIS⋙

Hilary Carter.

Eu nunca acreditei muito no amor, sabe? Minha vida toda foi repleta disso, que eu um dia iria encontrar o amor da minha vida, que iria me casar, só que desde pequena nunca pensei em ter um relacionamento, meu maior objetivo era me tornar uma grande empresária de moda, estudei feito uma condenada para realizar esse meu sonho. ― Minha família dizia que eu nunca iria conseguir isso, bela família que eu tenho, que coloca sua própria filha para baixo. Meu pai é um homem machista demais, sempre dizia que o dever de uma mulher é cuidar da casa e ser sustentada pelo marido, ver se pode uma coisa dessa.

Então eu coloquei na minha cabeça que isso nunca iria acontecer, que eu não vou depender de homem nenhum, conseguir um trabalho aqui, ali, e fui ganhando o meu dinheiro, sou uma mulher gorda e isso eu nunca vou negar, eu me aceito do jeito que eu sou, me amo e me acho a mulher mais linda do mundo. ― Se eu me aceito, quem vai ser a pessoa que vai me colocar para baixo? Ninguém, porque eu não abaixo a cabeça, luto pra conseguir o respeito.

Graças a Deus, por causa dele eu consegui um trabalho que pagasse muito bem, fui construindo a minha empresa, fazendo negócios e vendendo as minhas roupas que eu mesmo criava, dava trabalho, mais eu estava lutando pelo o meu sonho, e pra mostrar ao meu pai que eu não dependeria de homem para realizar o que eu mais almejo. ― Anos passaram e eu conseguir ter a minha própria empresa de moda, onde vende várias roupas, bolsas, sapatos, jóias, muitas pessoas ricas e famosas escolheram a minha empresa, esse é o meu maior orgulho.

Está vendo papai, eu não preciso de homem para ser uma mulher dependente, eu sou independente, meu amor.

Mas de tanto não acreditar no amor, ontem eu fui pega de surpresa ao ser salva por um mendigo, mais tem algo que eu admito, ele é um homem muito lindo, eu queria agradecer a ele o levando para comer, sei que ele deveria estar com muita fome, mas fiquei surpresa quando ele recusou e foi embora.

Desde de ontem eu não consigo tirar ele da minha cabeça, queria encontrá-lo novamente e poder ajudar ele de alguma forma, mas não sei onde encontrar.

****

08:50. ― Casa da Hilary. ― Nova York ― EUA.

― Filha, quando você vai se casar? ― Minha mãe perguntou me encarando.

Quando eu cheguei em casa ontem muito pensativa,meus pais estavam me esperando pra passar um dia aqui em casa, sem me avisar. Só deixei entrar por serem os meus pais, eu odeio pessoas que vem na casa dos outros sem avisar, eles tem sorte por serem meus pais.

― Mãe, de novo esse assunto? ― Encarei ela séria.

― Qual é filha, seus primos estão casados, sua irmã também está casada e esperando um filho, você é a única da família que não é casada.

Tomei um gole do meu café.

― Mãe, eu vou falar só uma vez, eu não estou afim de alguém agora, estou focada no meu trabalho e não tenho tempo para relacionamentos.

Que dizer, se eu encontrar aquele homem de novo, quem sabe.

Pode parecer estranho isso, um mendigo me salvando e eu posso ter me apaixonado por ele, é realmente uma loucura, algo estranho na verdade. Mas quem disse que eu sou uma pessoa normal? Gosto de coisas estranhas, o normal é muito chato.

― Trabalho não é tudo, Hilary. ― Meu pai falou se intrometendo na conversa. ― Você deveria arrumar um homem para tomar conta daquela empresa e você ficar em casa, é isso que as mulheres têm que fazer.

Revirei os olhos.

― Pai, eu tenho trinta e dois anos, tenho a minha própria casa, tenho as minhas coisas, não preciso de um homem para tomar conta da minha vida. Se alguém quiser namorar comigo, vai ter que me respeitar e saber que não vou ficar atrás de um fogão cozinhando, enquanto ele está por aí se divertindo. As coisas mudaram pai, não estamos no tempo passado, as coisas andarem para frente, as pessoas mudam. Tente colocar isso na sua cabeça, porque do jeito que o senhor pensa, um dia vai se dar muito mal.

Me levantei.

― Estou indo trabalhar e peço que saiam da minha casa, não vou aturar machismo dentro dela, eu sai da casa de vocês por isso, aqui dentro vão ter que respeitar as minhas regras.

― É assim que você nos agradece!!? Criamos você! Agora que está rica e mimada não quer saber da família. ― Meu pai gritou irritado.

Respirei fundo e encaro ele séria.

― Família? Uma família que coloca sua filha para trás? Que não apoia sua decisão? Isso não é família, família cuida e ama, protege e aceita as decisões dos seus filhos, mesmo que não apoiem. Toda a nossa família fala mal de mim por eu ser gorda, já que sou a única da família Carter ser gorda, todos vocês perderem o meu respeito quando me trataram como lixo, trataram o meu sonho como lixo, como algo que eu nunca iria realizar. Agora vivem correndo atrás de mim, mimada você diz, não, eu não sou mimada, eu só estou protegendo o meu dinheiro de pessoas gananciosas como vocês. Agora eu peço que saiam agora da minha casa!!

Meus pais me encaravam muito surpresos pela minha resposta afiada.

― Isso não vai ficar assim Hilary!! ― Gritou ele bravo.

― Já ficou assim, pai. Eu não vou abaixar a cabeça nem pra minha própria família, você está na minha casa e aqui quem manda sou eu. ― Falei ríspido.

Onde já se viu, ele vem na minha casa tentar colocar ordem, ah vá se foder não.

Peguei a minha bolsa e acompanho eles até a saída, os dois estão praticamente espumando pela boca de raiva, estou um pouco me lixando para isso, eles perderam o meu respeito quando não apoiaram o meu sonho, ainda ficavam falando mal de mim por trás.

― Você vai se arrepender por essa decisão Hilary!! ― Minha mãe falou chateada.

― Nunca. Jamais irei me arrepender! ― Dei um sorriso de lado.

Eles entraram no carro e foram embora com muita raiva, neguei com a cabeça e entrei no meu veiculo assim que tranquei a porta de casa. ― Assim que coloquei o cinto de segurança dei a partida no carro pro trabalho, tenho muitas coisas para resolver hoje.

― Ah, falando nisso, eu preciso urgentemente de uma secretária. ― Falei comigo mesma.

Eu demiti a minha antiga secretária por ficar transando com os clientes que vinham fazer negócios com a minha empresa, ver se pode uma coisa dessa, ainda por cima negou ter relação com o cliente na cara dura, eu os tinha pegado. ― Agora estou sozinha e cheia de coisas para fazer, é tanta coisa para uma pessoa só.

Parei o carro no sinal vermelho e olhei para fora da janela e fiquei surpresa ao encontrar aquele mesmo mendigo de ontem, arregalei os olhos em choque quando ele começou a ser agredido por quatro caras. ― Sem pensar duas vezes eu desci do carro no meio do trânsito e corri até eles, peguei o meu celular e fingi ligar para a polícia.

― Aló policia? Estão agredindo um homem na rua. ― Falei fingindo estar falando com a polícia.

Os caras ficam assustados e correm o deixando no chão machucado.

― Esses idiotas de merda! ― Digo muito brava com isso.

Olhei para ele e fui me aproximando com cuidado, não queria que ele fugisse de novo como ontem.

― Ei, você está bem? ― Perguntei gentilmente.

Ele continuou me olhando em estado de choque.

Coitado, acho que ninguém nunca foi gentil com ele.

― Ei, eu não vou te machucar, você está bem? Precisa ir pro hospital? ― Perguntei me agachando em sua frente.

― Não precisa se preocupar comigo, moça. ― Falou e encarou o chão. ― Obrigado por ter me ajudado, eu vou indo.

Ele foi se levantar e logo gemeu de dor.

― Você precisa de cuidados, eu posso te ajudar. ― Digo e ele me encarou.

― Não precisa se preocupar com um mendigo moça, eu vou ficar bem, essa não é a primeira vez.

Ouvi isso me deixou muito irritada, como as pessoas podem bater em um homem que já não tem nada?

― Venha, vou lhe ajudar, esse vai ser o meu agradecimento de ontem e nem pense em negar. ― Segurei em seu braço o ajudando a ficar em pé.

Ele colocou a mão na barriga pela dor.

― Meu carro está ali.

― P-Porque estar fazendo isso? Porque se importa com um mendigo? ― Perguntou confuso.

― Você me salvou de ter sido assaltada, esse é o meu agradecimento, nem todas as pessoas são ruins. ― Ele não falou mais nada.

Coloquei ele no banco de trás e as pessoas começaram a reclamar por eu ter parado o carro no meio da rua.

― Já estou saindo caralho! ― Falei irritada.

Entrei no carro e dei a partida sem colocar o cinto, dobro à esquerda para pegar o retorno pra minha casa, olhei para ele através do retrovisor e o mesmo acabou cochilando, isso me fez sorrir de leve.

Irei ajudá-lo do mesmo jeito que ele me ajudou e não pediu nada em troca.

― Você vai ser o meu secretário. ― Sussurrei para mim mesma.

E quem sabe algo mais.

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