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Meu primo

Meu primo

Autor:: Marise
Gênero: Romance
Luana, uma jovem extrovertida e cheia de vida, vê sua rotina mudar quando seu primo recém-chegado, Gustavo, se muda para a mesma cidade. Através de conversas, troca de olhares e momentos compartilhados, uma atração inesperada vai surgindo entre eles. Gustavo, por sua vez, também se ve envolvido por essa atração.

Capítulo 1 Sabe quem vai chegar de viagem hoje

Atenção: Essa obra contém gatilhos, tais como; sexo explícito, alcoolismo, drogas e linguagem imprópria.

Luana narrando

Sozinha no meu quarto eu separava algumas roupas para fazer doação e outras para colocar na minha mala. Esse final de semana eu e a minha família, meus amigos e os pais dos meus amigos vamos para a praia. Estou muito ansiosa e animada, tanto que ainda faltam dias para a viagem e já estou aqui arrumando a minha mala. Será que sou ansiosa? O meu celular tocou, olhei e vi que era minha prima, Giulia me ligando.

Ligação on

- Oi, prima.

- Oi Lu, sabe quem vai chegar de viagem hoje?

- Quem?

- O meu querido e amado irmão, Gustavo.

- Legal, prima. Já faz um tempo que não vejo o primo, Gustavo.

- Eu e minha mãe vamos buscá-lo no aeroporto, as 14 horas. Você quer ir conosco?

- Eu não vou poder ir. Esse horário é sempre bem corrido na loja, tenho que dar uma mãozinha para a minha mãe.

- Para de ser chata, mano.

- Ou vagabunda, preciso ajudar a minha mãe.

- Eu tenho certeza que a tia não vai se opor. Vou passar na loja as 14 horas.

- Giulia, eu não posso ir.

- Te vejo as 14h.

Ligação off

Caramba! A tanto tempo que eu não via o primo Gustavo, ele sempre foi um ótimo primo e amigo, mas parece que nunca se deu bem com o pai dele, não sei por quê.

Após arrumar e separar as minhas roupas fui até a lojinha da minha mãe, que ficava na esquina da minha casa.

- Oi, mamãe! - eu disse dando um beijo na sua bochecha.

- Oi, filha!

Depois de receber o meu beijo, minha mãe foi até a arara e começou a pendurar algumas roupas.

- Como está de movimento hoje? - Falei encarando-a.

- Por enquanto está tranquilo, mas daqui a pouco isso aqui vai lotar. - disse sorridente, e bem animada.

- Sabe quem vai chegar hoje de viagem?

- Não. Quem filha?

- O primo Gustavo.

- Mentira, a sua tia não me contou nada.

- A Giulia acabou de me ligar, ela me disse que as duas horas da tarde vão ir buscá-lo no aeroporto.

- A sua prima não lhe chamou para ir junto? - perguntou me encarando.

- Chamou, mas eu prefiro ficar e te ajudar na loja.

- Não tá animada para ver o seu priminho? - me perguntou com um sorrisinho de lado.

- Para mãe. Lembra que vocês ficavam botando pilha para eu e o primo Gustavo sermos namorados? - eu disse rindo, ao lembrar dessa fase.

E que fase, o Gustavo e eu éramos muito próximos, fazíamos quase tudo junto, e por conta disso a nossa família dizia que éramos namorados, mas o primo Gustavo não me via com outros olhos, pelo menos acredito que não, até porque, ele nunca tentou nada.

- Claro que eu lembro, vocês dois formavam um casal tão bonitinho. - ela disse rindo.

Fiquei na loja jogando conversa fora com a minha mãezinha, nem percebi as horas passar, observei o carro da minha tia parando em frente a loja. Ela e a Giulia saíram do carro, minha tia nos cumprimentou, Giulia deu um beijo na minha mãe e se aproximou de mim.

- Tá pronta? - minha prima disse tirando os seu óculos de sol, me encarando em seguida.

- Não vou poder ir.

- Vai sim, filha. Eu vou ficar bem. - Disse fazendo um leve carinho no meu rosto.

- Por isso que você é a melhor tia do mundo! - ela disse abraçando a minha mãe.

- Eu nem me arrumei.

- Ta querendo se arrumar pro meu irmão. - Giulia disse me encarando, dando um sorriso de lado.

- Como você é engraçada!

- Vamos meninas? - a tia disse indo em direção a porta da loja.

- Mãe você vai ficar bem sem mim?

- Claro que sim meu amor, pode ir tranquila. - fez um leve carinho no meu rosto e sorriu.

Dei um beijo na minha mãe, entrei no carro da minha tia e seguimos para o aeroporto.

Ao chegar no aeroporto seguimos até uma lanchonete, pois o voo do Gustavo estava atrasado, pedimos um suco de laranja, depois de alguns minutos a minha tia e a Giulia foram ao banheiro, elas tinham tomado três copos de suco, de onde eu estava dava para ver as pessoas que chegavam do desembarque, e quando vi o meu primo Gustavo, fiquei nervosa não sei porque, ele saiu olhando para todos os lados.

- Gu, aqui! - falei levantando a mão, ele me olhou meio confuso, depois se aproximou de mim.

- Luana, é você?

- Não me reconhece mais, Gustavo? - eu disse sorrindo, um pouco nervosa.

- Você está diferente. - disse me olhando de cima a baixo.

- Não mudei tanto assim. - o Gustavo sorriu para mim, em seguida me abraçou.

Como ele era mais alto, meus braços ficaram ao redor da sua cintura, enquanto seus braços ficaram ao redor do meu pescoço. Ele me deu um abraço forte, mas sem causar desconforto. O meu rosto ficou bem colado ao seu peito.

O abraço teve fim acompanhados de sorrisos.

Logo a minha tia e a Giulia chegaram, fazendo o maior escândalo.

- Meu filho querido! - a minha tia disse abraçando o primo Gustavo.

- Mãe, chega agora é minha vez. - minha prima falou desfazendo o abraço dos dois, depois pulou em cima dele ficando pendurada nele.

- Que saudades que eu estava de vocês. - meu primo disse com um sorriso enorme no rosto.

Seguimos para o carro, Giulia e a minha tia foram na frente, eu fui no banco de trás com o Gustavo. Notei que ele não tirava os olhos de mim, eu já estava até sem graça. Por que ele me olhava tanto? E, não era qualquer olhar, ele me olhava de um jeito marcante, e intrigante e ao mesmo tempo era difícil de decifrar.

[...]

Minha tia me deixou em casa, me despedi de todos, mostrando um sorriso gentil. Assim que entrei na minha casa senti um cheirinho gostoso de comida, e fui imediatamente até a cozinha.

- Que cheiro gostoso!

- Estou fazendo uma torta de frango. - minha mãe disse animada.

- Que delícia. - falei enquanto encarava a maravilha da torta.

- Como foi lá?

- O voo do Gustavo atrasou, mas deu tudo certo.

- E o seu primo, ainda tá bonitão?

- Bom... Ele está igual. - deu de ombros.

- Então, ainda continua lindo, seu primo sempre foi muito bonito. - a minha mãe disse me olhando.

Capítulo 2 Passa o número da Luana pra mim

Eu já estava prestes a confirmar para a minha mãe que o primo estava realmente muito gato, mas ouvi o meu celular tocando no quarto, saí correndo para atender.

Ligação on

- Oi, Giulia!

- Vamos sair hoje para comemorar a chegada do meu irmão.

- Não estou com ânimo para sair.

- Eu passo aí as 21 horas, beijo.

Ligação off

Como a Giulia era insistente, e eu boba, sempre fazia as vontades dela. Retornei novamente para cozinha.

- Quem era, filha?

- A Giulia, me chamando para sair hoje. - eu disse desanimada.

- Por que esse desânimo todo?

- Não estou a fim de sair.

- Vai se divertir, filha você é nova tem que sair mesmo. - disse enquanto me entregava um pedaço de torta.

Gustavo narrando

Assim que desembarquei do avião, fui andando e olhando para ver se via a minha mãe, mas não avistei ela em lugar nenhum, só vi uma garota bonita acenando com a mão.

Será que é comigo? Mas eu não me lembro dela...

A garota chamou pelo meu apelido "Gu" me aproximei e quase não acreditei de quem se tratava... Era a minha prima Luana... Nossa! Como ela ficou gata!

- Luana, é você? - perguntei surpreso.

- Não me reconhece mais Gustavo? - disse sorrindo.

- Você está diferente. - falei olhando ela inteira.

- Eu não mudei tanto assim.

E como mudou! A pirralha da minha priminha se tornou um mulherão.

Logo a minha mãe e a minha irmã chegaram, elas me abraçaram, fizeram a maior festa com a minha chegada. No caminho para casa foi impossível não ficar olhando para aquele rostinho lindo e delicado da minha priminha, aquela boquinha dela me fez ficar até com água na boca, eu estava com o olhar tão fixo nela que Luana começou a notar, e me olhou de volta mostrando confusão, eu disfarcei e fingi que estava olhando para a vista na janela.

Ao chegar na minha casa, encontrei o meu pai no sofá, ele me deu um abraço frio, eu e meu pai não nos davamos bem, o meu pai queria que eu trabalhasse no restaurante que ele trabalhava, como gerente, queria me controlar, achava que estava em dívida com ele, por ter me ajudado em um erro que comenti no passado, mas já disse a ele que vou tocar a minha vida do jeito que eu achar melhor.

Após trocar algumas poucas palavras com o meu pai, fui para o meu quarto, ao entrar vi que estáva tudo igual. Deixei a minha mala no chão, depois me joguei na cama, observei a minha irmã entrando no quarto.

- Hoje tem baladinha? - disse animada se jogando na minha cama.

- A Luana também vai? - perguntei me levantando, sentando na beirada da cama.

- Não sei. Por que? Ficou encantadinho pela prima? - perguntou me olhando desconfiada.

- Ela tá muito gata. - eu disse me jogando para trás, caindo de costas sobre a cama.

- Sossega a periquita, Gustavo a prima tem um namorado. - Giulia disse me encarando.

- Tá falando sério, Marrenta? - perguntei decepcionado.

- Claro que sim! - ela disse tranquila.

Então eu percebi que ela estava mentindo, pois quando mentia mexia de um jeito estranho a ponta do nariz.

- Para de mentir. Conheço quando está mentindo, peste! O seu nariz de Pinóquio mexeu demais. - eu disse pegando na ponta do nariz dela.

Giulia deu uma gargalhada.

- Você me pegou. Estou zoando, a prima está solteira.

- Que bom! Também se tivesse namorando, azar do cara. - falei tranquilo.

- Acha mesmo, que a Luana ia te dar bola se estivesse namorando, Gustavo?

- Claro! Eu sou irresistível. - eu disse dando um sorriso de lado.

- Acho que ela não vai te dar brecha não maninho, a prima é muito devagar.

- Devagar como?

- Ah! Você sabe.

- A prima é do time das santinhas?

- Não exagera! Vou ligar e convidar ela pra balada. - disse mexendo no seu celular.

- Coloca no viva voz? - falei cochichando, pois a Luana já havia atendido a ligação.

E no fim, a minha irmã meio que "intimou" a prima sair com a gente.

- Pronto, você ta me devendo uma. - Giulia disse me encarando.

- Começa não, em Marrenta. Passa o número da Luana pra mim?

- Eu preciso primeiro perguntar a ela, se posso.

- Por que não poderia? Eu sou o priminho dela. - Giulia me encarou por alguns segundos em silêncio.

- Ta bom! - ela disse me dando o seu celular. - Deixa eu te falar... tem um carinha que as vezes a Luana da uns pega.

- Quem é o zé ruela? - perguntei devolvendo o celular para ela.

- Ele vai ta no role de hoje. Ele é esse aqui? - Giulia disse entrando no perfil do cara no WhatsApp, em seguida ela me mostrou a foto.

- Aí que gato, amiga!

- Que besta! - disse rindo.

- Não é assim que vocês falam, quando acham que o cara é bonito. - eu disse rindo.

- Lógico que não, seu palhaço! - ela disse me dando um tapa de leve. - Você não vai conversar com o papai?

- Eu não. Você viu como ele me recebeu? - falei emburrado.

- Por que você não faz...

- Pode parar Marrenta, não vou deixar o pai mandar na minha vida, não adianta, já falei que não quero trabalhar em restaurante nenhum. - falei seriamente.

- Tá bom, mas tenta conversar com ele, não custa nada.

- Já conversei mil vezes com ele Giulia, mas não adianta, o pai é cabeça dura.

- Acho que o papai só quer ter você por perto.

- Você sabe se a mãe falou com ele a respeito da minha estadia aqui?

- Não sei, Gu.

- Fodeu. - eu disse enquanto passava uma das mãos sobre os meus cabelos.

O celular da Giulia tocou, ela pegou ele e sorriu.

- Vou atender no meu quarto, é o meu bebê. - falou animada, saindo do quarto.

Eu permaneci sentado ainda na beirada da cama olhando para a minha bagagem, depois me levantei, e comecei a tirar as minhas roupas para guardar no meu guarda roupas. Após guardar todas as minhas roupas deitei na cama, peguei o meu celular e mandei uma mensagem para a Luana.

WhatsApp on

- Boa noite!

- Boa noite! Quem é?

- Ninguém importante, só alguém que te acha linda.

- Eu vou te bloquear.

- Nossa! Para de ser mau.

WhatsApp off

Capítulo 3 Na balada

Ela não me respondeu, mas também não me bloqueou.

Fui tomar um banho, depois me arrumei para ir a balada. Estava no espelho penteando os meus cabelos e observei a minha irmã entrando no meu quarto.

- Que roupa é essa, Marrenta!

- Você também vai falar das minhas roupas. - disse arrumando seu batom no espelho.

- Eu falei brincando, relaxa. - levantei as mãos em forma de rendição.

- Acho bom.

Brincando nada, o vestido estava curtinho, com os peito tudo de fora.

- Mas aí, quem que fala das suas roupa? - perguntei seriamente.

"Barulho de mensagem"

- Vamos, o Ramon tá esperando a gente lá fora. - ela disse animada.

- Ramon, é o seu bebê. - fiz um biquinho no final.

- Para de ser besta, Gustavo. - disse rindo.

Paramos na sala, onde estavam os nossos pais.

- Estamos indo mãe, pai. - disse dando um beijo na bochecha da minha mãe e em seguida na do meu pai.

- Até mais tarde, coroas. - eu disse um pouco afastado.

- Vão com Deus meus amores, e juízo em. - minha mãe disse nos encarando.

Lá fora estavam o Ramon, namorado da minha irmã, e um outro cara, que com certeza era o tal esquema da Luana. Na foto ele parecia ser mais bonito, pessoalmente não é lá essas coisas, não. A minha irmã foi correndo na minha frente, e agarrou o Ramon.

- Meu amor! Esse é o meu irmão, Gustavo. - Giulia disse animada.

- Beleza cara! Satisfação em te conhecer. - disse estendendo a mão para me cumprimentar.

- Firmeza, satisfação. - retribui ao seu aperto de mão.

- E esse... É o Rique, o meu cunhadinho. - ela disse abraçando o zé ruela de lado.

- Beleza. - ele disse um pouco afastado.

- Tranquilo. - eu disse dando legal para ele.

- Partimos! - Giulia disse animada.

Entramos no carro, fui atrás junto com o zé ruela, que estava usando um perfume fedido, nossa senhora. Assim que chegamos na casa da Luana o Ramon deu algumas buzinadas, eu e a Giulia descemos, a Giulia como sempre fazendo escândalo, ela já chegou abrindo a porta.

- Boa noite, tios! - entrou toda espalhafatosa, abraçando todo mundo.

Fiquei da porta olhando a Luana, que estava linda demais, depois fui falar com a minha tia.

- Tudo bem tia? - dei um abraço demorado nela, depois um beijo no seu rosto.

- Estou bem meu querido. E você, como está? - perguntou fazendo carinho no meu rosto.

- Eu, tou levando. - falei indo cumprimentar o Miler.

- Levando, por quê? - a minha tia perguntou.

- Ah tia é que...

- Ah não tia, temos que ir agora, depois vocês conversam. - Giulia disse me interrompendo.

Ela puxou o meu braço, e me arrastou para fora.

- Beijos, se cuidem. - minha tia disse alto.

Lá fora a Giulia soltou o meu braço, ela foi para o carro, parei e fiquei esperando a Luana, vi ela vindo na minha direção.

- Não precisava me esperar. - disse passando por mim, deixando o cheiro delicioso, do seu perfume.

- É, que eu não te dei "Oi". Oi Luana. - falei segurando a sua mão.

Me senti um idiota depois de ter dito isso, mas já havia falado, então o que restava era continuar, e torcer para a minha priminha gostar de idiotas, porque era o que eu estava parecendo.

- Oi, Gustavo. - disse rindo, soltando a minha mão.

Fomos para o carro.

- Já tão se paquerando. - Giulia disse com um sorrisinho sarcástico.

- Claro que não! Não viaja, Giulia. - Luana disse.

Confesso que fiquei meio decepcionado, com essa resposta dela.

Na balada eu não tirava os olhos da Luana, ela estava muito gata, mas fiquei retraído, por ela ter falado daquela forma, parecia que a Luana não queria envolver comigo, talvez por sermos primos. Vi o zé ruela se aproximando dela, ele disse algo no seu ouvido, Luana deu um sorriso, ele abraçou ela, e beijou o seu pescoço. Sentindo um pouco de raiva enquanto eu observava essa cena, senti alguém tocando no meu ombro, me virei para ver quem era.

- Oi, Samantha. - falei a cumprimentando com um beijo no rosto.

- Quanto tempo!

- Bota tempo nisso.

- Quando você chegou?

- Cheguei hoje.

- Festeiro como sempre.

- Menos. - falei rindo.

- Tá solteiro?

- Estou. E você?

- Eu me casei ano passado. Estou aqui curtindo a noite das meninas.

- É suave conversar com você?

- Claro! Fica tranquilo.

- Eu posso te pagar uma bebida?

- Eu vou adorar.

- Vamos ali no bar.

A Samantha era uma ex peguete minha, ficávamos durante a minha fase de não querer relacionamento sério, encontrei ela nessa balada por acaso e fiquei sabendo que a danada estava casada, uma surpresa para mim, a Samantha nunca foi de se apegar, era justamente por isso que eu gostava de ficar com ela.

Eu e a Samantha estávamos batendo um papo legal, quando vi a minha irmã saindo e deixando o Ramon sozinho, uma menina se aproximou dele, assim que viu a minha irmã se afastando, tem coisa errada ai. Fiquei observando, e de repente vi a minha irmã chegando com tudo e agarrando a menina pelos cabelos. Corri rapidamente até elas.

- Que caralho tá acontecendo? - falei tirando a minha irmã de cima da garota, que saiu rapidinho dali.

- Como você gosta de confusão, Giulia, ta doido. Vamos embora. - Ramon disse enraivecido segurando a minha irmã pelo braço.

- Me solta!

- Solta ela. - eu disse encarando o Ramon.

A Luana e o zé ruela se aproximaram de nós.

- O que aconteceu? - minha prima perguntou.

- Pergunta pra esse cachorro do, Ramon. - Giulia disse com os olhos marejados.

- Eu não fiz nada. - respondeu, Ramon com a maior cara de coitado.

- Por hoje já deu. Vamos embora. - falei seriamente.

Fomos o caminho todo em silêncio, a Luana foi a primeira a descer, ela estava sentada na porta do lado direito, eu estava ao seu lado, e na outra porta estava o zé ruela, assim que paramos perto da casa dela, Luana abriu a porta do carro e o zé ruela também abriu, achando que ia acompanhá-la, mas eu fui mais rápido.

- Eu te acompanho. - falei antes do zé ruela abrir o bico.

- Não precisa, Gu. - Luana disse olhando para o zé ruela.

- Da para vocês andarem logo! Eu quero ir pra casa. - Giulia disse alto.

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