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Meu vizinho de 40 anos

Meu vizinho de 40 anos

Autor:: Leidy Gomez
Gênero: Romance
- Que porra - acabei pensando em voz alta. - Nossa família está grata pela sua presença em nossa vizinhança - engoli em seco, recitando a frase que a minha mãe mandou. - O que você está fazendo aqui, Emma? Não bastou suplicar pelo meu pau na faculdade e agora veio suplicar por ele na porta da minha casa? - Ele perguntou em um tom de deboche.

Capítulo 1 Emma Stone 1 parte 1

Emma Stone

Hoje eu começo mais um período na faculdade, nem acredito que já se passaram dois anos desde que entrei na universidade. Consegui entrar em uma das universidades mais renomadas do país. Quando eu tinha vinte anos, agora com vinte e dois, eu vou cursar a minha matéria favorita, direito penal.

Me disseram que o professor dessa matéria é horrível, ele não costuma passar as pessoas com tanta facilidade. Disseram ainda que ele tem uma das maiores advocacias do país, além de ser o professor mais renomado da universidade. Estudar em Harvard não é fácil.

Passei tanto tempo me arrumando que esqueci completamente a hora, estou muito atrasada e logo na matéria nova. Desci do meu quarto correndo, não consegui nem dar bom dia para a minha mãe. Peguei um pedaço de pão, enfiei na boca e fui para fora, entrei no meu carro e dirigi feito uma louca.

No entanto, o trânsito atrapalhou minha chegada na faculdade, fiquei preocupada por estar atrasada no primeiro dia de aula da nova matéria.

Assim que cheguei na faculdade, corri em passos largos até minha sala e abri a porta com força, fazendo todos que estavam prestando atenção na aula olharem diretamente para mim.

O professor é um homem alto e forte, com cabelo preto e alguns fios brancos, rosto quadrado. Ele me olhou com fúria. Eu podia ver chamas saindo de seus olhos e vindo para cima de mim.

- Não gosto que se atrasem para a minha aula - ele disse.

- Desculpa... - fui interrompida.

- Quieta, garota. Sente-se - ele voltou a explicar a matéria.

Eu estava completamente envergonhada, entrei com o rosto vermelho e me sentei ao lado da minha melhor amiga, Vivian Smith.

- Quem é esse professor? - Sussurrei em seu ouvido.

- Jack Daniel, o dono da Advocacia mais renomada da cidade e uma das maiores do país - ela mordeu os lábios enquanto fitava o professor.

- O que ele tem de bom, tem de idiota. Não achei que a minha aula tão esperada fosse a primeira do dia - falei com raiva.

- Ignorante do caralho - Acabei pensando alto demais.

- Quem disse isso? - Jack perguntou.

A turma inteira apontou para mim, menos a minha amiga, que abaixou a cabeça e fingiu que eu não existia.

- Depois da aula, teremos uma conversa - ele disse em um tom de raiva.

Estava muito irritada com o jeito como ele me tratou, mas também sabia que estava errada por ter chegado atrasada. Não podia negar, porém, que sua aula era ótima. Ele tem ótima oratória. Quando a aula terminou, minha amiga pegou a bolsa dela sem me esperar e fugiu.

Eu queria enfiar a minha cabeça em um buraco para nunca mais sair, tentei ainda fugir de fininho, talvez ele tenha esquecido a idiotice que eu falei durante a sua aula. Quando estava prestes a sair pela porta, ele me chamou, eu suspirei, me virei lentamente, o olhando.

- Sim, senhor - falei em um tom de deboche.

- Não tolero esses comportamentos infantis na minha aula - ele se aproximou de mim.

Consegui ver de perto seus olhos negros que contaminavam a minha alma. Se eu passar tempo demais o olhando tão de perto, sinto que vou desmanchar, desviei o olhar para não ficar observando o seu rosto, não posso negar a sua beleza.

Senti um pouco de medo quando percebi que ele era bem mais que eu, me senti tão pequena ao seu lado, mesmo assim o enfrentei.

- E eu não tolero ser tratada com tanta ignorância por você, quem você acha que é para me tratar assim? - Perguntei, levantando o cenho. - Me expôs ao ridículo na frente de todo mundo. Foi humilhante!

Ele deu uma risada debochada e passou a mão pelos fios do seu cabelo preto liso, jogado para trás muito bem penteado.

- Garotinha, você me xingou no seu primeiro dia de aula comigo - ele parou de frente para sua mesa.

- Chegue na hora certa e não passará por tal humilhação.

- Eu poderia negar e dizer que não era para você, mas eu estaria mentindo porque eu realmente te xinguei - falei sem medo.

- Já que você é tão audaciosa e gosta de enfrentar a autoridade em sala de aula, traga amanhã mesmo um trabalho que será apresentado diante de toda a turma - Ele revirou alguns papéis que estavam na mesa.

- Amanhã? - Me virei rindo. - Você só pode estar brincando.

Que homem idiota, insuportável do caralho, já peguei ódio dele e o que eu puder fazer para infernizar a sua vida eu farei.

- Traga amanhã ou pode se considerar reprovada na minha aula, agora saia da minha sala - ele me expulsou. - O tema será sobre investigação criminal - ele avisou antes que eu saísse.

Eu saí com os punhos cerrados, desejo a porra do inferno para esse demônio de merda. Como irei em menos de um dia preparar um trabalho.

Estava revoltada, vi Vivian no corredor e olhei com raiva, como ela pode ter me abandonado com aquele monstro sozinha? Ela veio atrás de mim como uma cachorrinha arrependida.

- Você é uma péssima amiga - falei com raiva enquanto andava.

- Aquele homem dá medo, entenda meu lado - ela me seguiu. - Sabe que te amo e que você é minha melhor amiga.

Eu e Vivian nos conhecemos desde pequena, estudamos juntas desde o fundamental e acabamos na mesma universidade. Ela sempre foi medrosa e eu sempre a protegia das garotas malvadas e dos meninos que implicavam com a gente.

- Eu te perdoo - coloquei meu braço em cima do seu ombro. - Acredita que aquele professor idiota me mandou entregar um trabalho até amanhã?

- Você está fodida - ela riu.

E ela não está errada, realmente estou fodida e não sei nada sobre investigação criminal, mas não vou dar esse gostinho a ele, vou chegar em casa hoje e passar, nem que seja a noite inteira, fazendo a merda desse trabalho.

Voltei para casa no meu Ford, um carro simples e popular. Estou horrorizada com a atitude do idiota do professor, estou morrendo de fome e ainda tenho que pensar na forma de como irei apresentar o trabalho que ele pediu.

- Você chegou, querida, fiz um bolo, coma - ela apontou para o bolo.

Minha mãe, Janny Stone, é a melhor pessoa do mundo. Queria ser calma e paciente como ela, mas não sou, puxei o temperamento e a boca faladeira do meu pai, Abel Stone. Fui até a cozinha, peguei um pedaço de bolo e um copo cheio de café e enfiei na boca.

- Nossa, mãe, está uma delícia - falei com a boca cheia.

- Fecha a boca, menina - minha mãe reclamou.

- Mamãe, quando ele volta? - Perguntei cabisbaixa.

- Não sei, querida.

Meu pai viaja muito e tem meses que não volta para casa. Desde pequena, tenho que lidar com a ausência dele. Quando ele estava em casa há uns meses atrás, ele disse que eu precisava me casar, disse que já estou na idade e que ele tentaria arranjar alguém para mim, mas eu me nego a ficar com quem eu não gosto.

Capítulo 2 Emma Stone 1 parte 2

Emma Stone

- Não me espere para o jantar - avisei. - Tenho que entregar um trabalho amanhã - saí da cozinha.

Subi para o meu quarto tentando me tranquilizar para conseguir escrever sobre o assunto, peguei meu notebook e comecei a pesquisar sobre o tema. Preciso mostrar para ele o quão inteligente eu sou. Passei horas no meu quarto, minha cama tinha livros espalhados por toda parte.

Acordei na manhã seguinte com a cabeça jogada no notebook e com a mesma roupa do dia interior. Eu foquei tanto no trabalho que acabei esquecendo de tomar um banho.

Levantei, olhando para o relógio, que merda! Estou atrasada, sou uma idiota mesmo, aquele cara vai acabar com a minha vida dessa vez. Entrei no banheiro e tomei um banho rápido. Coloquei o meu vestido preto, que me faz ficar com um aspecto mais adulto. Quero fazer com que o professor não me veja como uma garota, mas sim como uma mulher. Peguei o meu notebook, desci as escadas correndo, fui até a cozinha e na mesa tinha panquecas, enfiei na boca e saí.

Não sou qualquer aluna daquele colégio, eu sou a mulher com as melhores notas da universidade e não vai ser ele que irá acabar com a trajetória que fiz durante esses dois anos que estou estudando.

Entrei no meu carro, acelerei e fui o mais rápido que conseguia. Vou ter que lidar mais uma vez com ele, desci do meu carro e entrei na universidade, fui até a minha sala e abri a porta devagar para não atrapalhar a aula. Chamei apenas a atenção dele e não a de todo mundo. Ele olhou para mim com muita raiva.

- Você deve estar brincando comigo - disse ele.

- Desculpa, professor. Não era a minha intenção - falei baixo.

- Já que não era a sua intenção, acredito que tenha trazido o trabalho que pedi - ele semicerrou os olhos.

- Trouxe - respondi.

Ele apontou para o telão e saiu sentando-se em uma das cadeiras como se fosse um aluno. Ele cruzou as pernas e colocou o polegar nos dentes, seus olhos me varreram de cima a baixo e eu senti um arrepio tomando conta do meu corpo.

Coloquei meu notebook em cima da mesa e conectei com o telão, abri o slide e olhei para a turma, todos os olhos estavam focados em mim e aquilo me deixou um pouco nervosa.

O professor estava me olhando com profundidade, seus olhos castanhos escuros estavam me tomando por completo. Tentei abrir a minha boca para começar a explicar, mas estava nervosa e ficando com a calcinha molhada toda vez que percebia seus olhos me seguindo para onde fosse.

- Primeiro, eu irei explicar sobre o que é a investigação criminal - passei o slide. - É o processo de coleta, análise...

Continuei falando enquanto passava os slides e explicava sobre o assunto. O professor ainda estava com o polegar na boca, isso estava tirando a minha atenção.

Ele tem quarenta e você vinte e dois. Repetia isso na minha mente no intuito de tirar qualquer pensamento idiota que tivesse na minha cabeça. Ainda tem o fato dele ser arrogante e imbecil.

Depois de uns trinta minutos, eu finalmente tinha terminado de explicar o meu trabalho e então me senti vitoriosa, eu aguentei todos os olhares do professor Jack, uma hora eu queria matá-lo, outra hora sentia minha calcinha molhar.

- Muito bem, Emma, para menos de um dia você não foi tão ruim - ele se levantou. - Sente-se - ele ordenou.

Não fui tão ruim? Esse é o tipo de elogio que esse idiota está me dando? Eu não posso acreditar. Ele continuou falando sobre o mesmo tema que eu e ainda respondia várias dúvidas da turma.

- Você foi ótima - Vivian cochichou no meu ouvido.

- Pelo visto, para ele eu fui mais ou menos - sussurrei de volta.

Ele estava explicando tão bem, queria vê-lo em uma aula de sexologia, seria interessante vê-lo profanando as palavras "vagina" e "pau", que merda eu estou pensando? Eu não vou mesmo com a cara desse professor, por que ele tem que ser tão bonito? Seria tão mais fácil se ele não fosse atraente, eu poderia odiá-lo em dobro.

Quando a aula terminou, eu juntei as minhas coisas que estavam na mesa, desci as escadas, eu estava sentada bem para cima, ele me chamou antes que eu pudesse fugir para bem longe da sua arrogância.

- Emma, venha aqui, por favor - ele me chamou.

- O que foi? - bufei.

Fui até a sua mesa e sentei na beirada com os braços cruzados, estava com raiva e, quando acho que posso ficar distante, ele me chama.

- O que você está tentando fazer? Hoje, você fez algo que eu disse que não tolero - ele disse, me olhando diretamente nos olhos.

Ele se aproximou, colocou uma mão em cada lado da mesa em que eu estava sentada, me fechando em seus braços, ele se abaixou, levando o seu rosto para perto do meu, senti seu hálito enquanto ele falava.

- Você é só uma garotinha, ainda precisa entender muitas coisas da vida - ele falava bem próximo.

O que eu estava sentindo por ele ali não era amor, nem paixão e muito menos amizade, dele eu não quero nada disso. O que sentia mesmo era nada mais nada menos que tesão, minha boceta estava molhada.

- Sabe o que garotinhas novas como eu e que não entendem nada da vida gostam de fazer? - perguntei.

- O que, me diga.

- Elas fodem, professor Jack, e a minha boceta não foi usada tantas vezes durante a minha vida, então imagine o tanto que ela é apertadinha - Falei sem medo. - Você está próximo demais de mim, não me leve a mal, mas para mim você é um babaca, no entanto eu... - repensei no que ia dizer.

- Continue - ele lançou um sorriso enviesado.

- Adoraria ter o seu pau afundado na minha boceta - fui direta.

Seu sorriso se alongou, ele saiu de perto de mim, não sei se fiquei aliviada ou com raiva dessa sua distância depois do que eu falei. Ele respirou fundo antes de se virar para mim de novo e continuar falando.

- Para uma garota nova, você tem a boca muito suja - ele deu uma risada. - Não chegue mais atrasada na minha aula, agora saia - ele acenou com a cabeça para a porta.

A porta bateu tão forte depois que eu saí da sala que a vergonha tomou conta do meu corpo. Como eu pude ter sido tão direta com aquele babaca? Ainda fiquei andando pela escola, tentando tirar da minha mente a merda que eu tinha feito. Falei para o professor que estou desejando o seu pau.

Andei por horas depois de toda essa situação constrangedora, tentei pensar nas minhas atitudes. Parei bem na frente da janela dos professores, que tinha uma bela visão do lindo jardim da escola. Eu estava lá no jardim. Olhei pela janela e vi a senhora Parker, professora de direito civil. Ela deve ter a idade do professor Jack, tem um corpo muito bonito. Logo depois, vi entrar na sala o professor Jack. Eu ia sair dali, não queria bisbilhotar, mas a vontade de ver foi mais forte.

Ela se aproximou dele com desejo. Eu podia ver nos seus olhos a vontade de atacá-lo, será que ela sabe o quão babaca ele é?

- Se precisar de companhia, fale comigo - ela colocou a mão no seu peito.

Eu não tirava meus olhos nem por um segundo, ele foi para trás, tirando suas mãos de cima dele.

- Eu não estou interessado - ele se afastou.

- Você fala isso porque ainda não me experimentou.

Céus! Que nojo, se ele não quer, por que ela insiste nisso? Ela continuou insistindo, começou a tirar seu vestido na frente dele, meus pensamentos intrusivos falaram mais alto.

- ELE DISSE QUE NÃO QUER - abaixei a minha cabeça e corri.

Que merda eu fiz?

- Quem disse isso? - Senhora Parker perguntou com a cabeça do lado de fora da janela.

Eu corri tanto que agora estou cansada, fui até o meu carro, entrei e respirei fundo, nunca mais bisbilhoto nada.

Capítulo 3 Emma Stone 2 parte 1

Emma Stone

Olhei pela janela do meu quarto e vi um caminhão de mudança na enorme casa da família Wotyson, o que está acontecendo? Eles se mudaram há tanto tempo, lembro-me de brincar com os filhos deles quando era menor. Desci as escadas correndo e fui até a minha mãe, que estava preparando o café da manhã.

- Mãe, os Wotyson voltaram?

- Que eu saiba, não, mas parece que eles estavam vendendo a casa, será que alguém comprou? - Ela colocou a geleia em cima da mesa.

Eu fui para fora, olhando dois jovens que pareciam ter a mesma idade que eu, pegando caixas e levando para dentro. Os dois têm cabelos pretos e são muito parecidos. Resolvi me aproximar para saber o que de fato estava acontecendo.

- Bom dia - acenei para o menino.

- Bom dia, somos seus novos vizinhos - ele se aproximou.

- Não sabia que essa casa tinha sido vendida, eu adorava os antigos donos - falei. - Qual o nome de vocês? - perguntei.

- Eu sou Bray Daniel e aquela é minha irmã gêmea, Kely Daniel - ele apontou para a irmã que estava carregando uma enorme caixa.

Agora está explicado o porquê deles se parecerem tanto. Esse sobrenome é o mesmo que o do professor Jack, não é como se outras pessoas não pudessem ter o mesmo sobrenome que ele. A menina pegou na minha mão, me levando para dentro da casa que estava completamente diferente de como era a casa do Wotyson.

- Quantos anos vocês têm? - Perguntei para a garota.

- Vinte e um, e você?

- Vinte e dois - ele me levou até a cozinha.

Ela pegou um pedaço de bolo na geladeira e me ofereceu, eu peguei sem nem pensar duas vezes, adoro comer. Tudo aqui ainda está muito estranho, onde estão os pais deles? Será que eles moram sozinhos?

A casa é escura, os móveis em tons de preto e cinza e até eles dois são estranhos para mim. Kely pegou a faca que passou na pasta de amendoim, colocou-a deitada na língua e deslizou.

- Onde estão os pais de vocês? - Me atrevi a perguntar.

- Nosso pai só trabalha, não se importa com a gente e minha mãe sumiu há uns dez anos - ela enfiou a faca que tirou da boca e enfiou dentro do pote de pasta de amendoim de novo. - Se eu fosse você, não se aproximava muito da gente, essa família não bate bem da cabeça - passou a faca na língua de novo, deixando-a limpa.

Ele empurrou o pote para mim e esticou a mão, me dando a faca. Meu estômago embrulhou, imaginando quantas vezes ela já babou isso aí.

- Eu dispenso, obrigada - falei, saindo da cozinha.

Fui para a sala que estava me assustando um pouco, todas as luzes estavam apagadas. Por que eles não ligam a porcaria da luz nessa casa? Bray saiu do nada, de uma sombra escura no canto da sala, me assustando. Quando ele se aproximou, percebi o quanto era alto e como me lembrava o professor. Acho que estou pensando muito nesse homem.

- Vamos sair juntos, Emma? - Ele foi para detrás de mim. - Gostei de ter você como vizinha - ele soltou uma risada.

- Acho que é muito cedo para você me chamar para sair - respondi.

- Estou brincando, mas se quiser, te mostro o caminho do meu quarto - seus olhos me olharam com profundidade.

Algo me diz que agora ele não está brincando, ele é bonito, tem olhos escuros e cabelo preto liso, tem quase a mesma idade que eu.

- Eu preciso ir agora - falei, me distanciando dele.

Andei rápido até a porta, saindo depressa. Eu achava a minha família louca, mas essa? É pior que a minha certeza. Voltei para a minha casa, entrei e senti cheiro de cookies, parece que minha mãe está fazendo biscoito, eles ainda estão no forno.

Subi para o meu quarto e fiquei pensando naqueles dois. Eu tenho uma mãe que está sempre cuidando de mim e ela disse que a mãe deles sumiu, isso deve ser tão triste.

Deitei-me na cama e acabei adormecendo. Depois de algumas horas, eu acordei sentindo o cheiro forte do cookie, finalmente estava pronto, desci entusiasmada para comer. A bandeja estava em cima da mesa, quando fui pegar um, minha mãe deu um tapa na minha mão.

- Poxa, mãe, eu queria só um - reclamei.

- Não é para você e para o vizinho, acabei de conhecer o dono, ele é um pouco frio, mas quero ser uma boa vizinha - ela pegou a bandeja que já estava fria. - Leve para ele.

- Por que não leva você?

- Porque preciso terminar a janta, anda, faça o que eu te mandei e não me responda desse jeito, garota - ela empurrou a bandeja nos meus braços. - Temos que mostrar simpatia, diga que nossa família está grata pela presença dele na vizinhança.

A casa dos Wotyson é linda, eu posso vir aqui mil vezes que eu sempre vou admirá-la. Eu sempre amei cada detalhe dessa casa toda amadeirada, pelo menos eles não mudaram o lado de fora da casa. Consegui olhar um pouco pela janela da sala, estava tudo escuro, eles ainda não ligaram a luz?

Minha mãe só me ferra mesmo e, se essa família louca me sequestrar? Parece que ela nunca viu filmes de terror, como alguém vive em um lugar tão escuro assim? Bati na enorme porta de madeira, meu coração estava acelerado, minha respiração ofegante de tanto medo que eu estava sentindo naquele momento, a porta se abriu lentamente, mostrando para mim a imagem do professor Jack com camisa preta e calça de alfaiataria, estava confortável e lindo.

- Que porra - acabei pensando em voz alta. - Nossa família está grata pela sua presença em nossa vizinhança - engoli em seco, recitando a frase que a minha mãe mandou.

Meus olhos estavam arregalados, não acredito que o professor Jack agora é meu vizinho, estou pagando pelos meus pecados, não existe nada pior do que isso.

- O que você está fazendo aqui, Emma? Não bastou suplicar pelo meu pau na faculdade e agora veio suplicar por ele na porta da minha casa? - Ele perguntou em um tom de deboche.

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