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Meu vizinho mafioso - máfia escolar

Meu vizinho mafioso - máfia escolar

Autor:: J. Landim
Gênero: Romance
Nicole Lopez, uma garota de 19 anos, se muda para Madrid, para recomeçar, ela perdeu a pessoa mais importante de sua vida, seu avô. Ao se mudar para um Kit-net sua vida toda muda. Ela sentirá raiva e ódio de um homem que mora no andar de cima: Edgar. Para sua má sorte ele é um mafioso espanhol, que trabalha para o chefe da máfia mais perigoso da cidade. Mesmo a cada dia que se passa o ódio só cresce mais e mais por seu vizinho mafioso, porém algo a mais cresce dentro de si, o amor o e o ódio. Juntos eles enfrentarão obstáculos. E o mafioso sexy, playboy e sedutor deixara Nicole: uma garota esquentadinha louca de paixão. Um romance de máfia escolar te aguarda. Vem embarcar nesse romance erótico.

Capítulo 1 1

SINOPSE

Nicole Lopez, uma garota de 19 anos, se muda para Madrid, para recomeçar, ela perdeu a pessoa mais importante de sua vida, seu avô.

Ao se mudar para um Kit-net sua vida toda muda.

Ela sentirá raiva e ódio de um homem que mora no andar de cima: Edgar.

Para sua má sorte ele é um mafioso espanhol, que trabalha para o chefe da máfia mais perigoso da cidade.

Mesmo a cada dia que se passa o ódio só cresce mais e mais por seu vizinho mafioso, porém algo a mais cresce dentro de si, o amor o e o ódio.

Juntos eles enfrentarão obstáculos. E o mafioso sexy, playboy e sedutor deixara Nicole: uma garota esquentadinha louca de paixão.

Um romance de máfia escolar te aguarda.

Vem embarcar nesse romance erótico.

Personagens:

Nomes dos personagens:

Nicole Lopez, 19 anos, cabelos loiros escuros pra baixo dos ombros, olhos castanhos

esverdeados, branca e magra, bem baixinha com um metro e cinquenta e cinco,

esquentadinha e não tolera que mexam com você.

Edgar Torres, 22 anos, cabelo ruivo escuro, um metro e oitenta. Musculoso e tatuado, faz

parte da maior máfia espanhola. Começou a se envolver aos 19 anos. Tem uma moto e

adora usar óculos escuros.

Timóteo Lopez, avô de Nicole que faleceu há um ano.

Felipe: melhor amigo de Edgar, 23 anos, cabelos negros, tatuado e musculoso.

Geovana: Ficante de Edgar, 19 anos, loira, esbelta e barraqueira.

Colega da faculdade: Fernando: 20 anos, cabelos negros, cabelo em topete e musculoso.

Lúcio e Elizabeth, vizinhos de Nicole.

Todos os direitos reservados a J. LANDIM E BELL J. RODRIGUES

Capítulo 1

Meu nome é Nicole Lopez, tenho 19 anos, eu morava com o meu avô, seu nome era Timóteo, morávamos numa casa no interior do estado de Madrid, era um lugar muito bom, éramos só eu e ele na maior parte do tempo, perdi os meus pais quando ainda era pequena, então fui criada por ele, nunca tive muito contato com o resto da família, assim como ele, ele havia Optado por viver distante deles depois que perdeu a sua amada, a vovó Felicia.

Mas, bem... vovô vinha a cuidar de uma forte doença no pulmão, fazia acompanhamento

médico, e tomava medicamentos, porém ele piorava a cada dia que passava.

Até que no fim do ano passado, quando completei os meus 18 anos, ele faleceu.

Foi muito triste para todos, mas pra mim, foi como se perdesse tudo, ele era tudo que eu tinha, foi devastador perder ele assim.

Depois do funeral, voltei para nossa casa no interior, mas não era a mesma coisa, eu estava sozinha, e isso entristecia-me muito.

Decidi então mudar-me para um lugar diferente, e começar uma vida nova, fazer amizades, e tentar viver de uma forma diferente. Como a casa era do meu avô e no seu testamento ele colocou todos os seus bens para mim, eu consegui vender a casa por um bom preço, e seus outros pertences carrego comigo, os itens que era precioso para ele, estão comigo e os guardarei com todo o amor e carinho.

Eu não tinha muitos amigos nem nada, então talvez fosse bom pra mim, morar sozinha, eu sei que não viverei solitária, eu sei que talvez possa fazer alguma amizade futuramente.

Eu então escolhi uma faculdade, matriculei-me, e procurei uma casa pela internet em uma cidade grande do estado de Madrid.

Agora, eu estou no ônibus, indo para lá, não sei o que me aguarda, mas estou animada de de certa forma.

O ônibus para na rodoviária, assim que desço vejo o quão movimentada é aquela cidade, pessoas andando sem parar a esbarrar uma na outra, era um lugar totalmente diferente de onde eu vim.

- Espero que eu me acostume logo...

Digo pra mim mesma enquanto vou pegar minhas malas, vou até um balcão que fica perto do ponto na rodoviária, e lá, vejo uma moça, a atendente.

Assim que chego para falar com ela, sou recebida com um olhar de deboche, ela me olha de baixo pra cima, e sou ignorada...

Sabe, eu não sou uma pessoa "bonita", pelo menos eu não acho tanto assim... Tenho cabelos médios um pouco pra baixo do ombro da cor loiro escuro, meus olhos são castanhos esverdeados, não sou de passar muita maquiagem, nem nada do tipo, tenho a altura mediana de um metro e cinquenta e cinco, e gosto de roupas mais discretas. Mas, o que me faz pensar e porque as pessoas são assim? Pra que tratar ou outros tão inferior assim? Eu odeio pessoas desses tipos, que se acham mais do os os outros, eu tento mais uma vez a chamar.

- Moça?

Eu pergunto a chamando, enquanto ela continua a me ignorar, aparece então outro atendente, dessa vez uma rapaz, parecia ter quase a minha idade, acredito que cerca de uns vinte e dois anos, por aí.

Ele olha para a outra atendente, e faz uma cara de confuso, e logo me atende.

- Em que posso te ajudar?

Diz ele com aquele sorriso padrão que todos atendentes tem, sem nem mesmo olhar para mim, enquanto mexe em alguns papéis no balcão.

- Eu preciso pegar minhas malas, sabe?

Digo a ele, colocando o papel para pegar a bagagem na frente dele.

Ele então olha pra mim, e seus olhos saltam.

- Oi!

Ele diz novamente, mas dessa vez me olhando fixamente..

- Eeh .... oi..

Respondo confusa, não entendo o porquê dele ter me olhado assim e até ter esquecido o disse a ele a pouco tempo.

É um mais doido que o outro, só pode, penso segurando um sorriso.

Ele me olha por uns segundos e logo parece acordar.

- Ah, suas malas, venha comigo, vou pegar pra você!

Ele diz com um sorriso, dessa vez parece mais verdadeiro que o anterior, assim que ele levanta, a outra atendente, vem até o balcão, e o interrompe.

- Você não precisa pegar nada para ela, apenas carimbe o papel e devolva... ela que Pegue as malas dela!

Diz a moça com um tom rude, ela estava com o rosto coberto de maquiagem, ficava com um espelho, onde se olhava o tempo todo, usava um decote enorme com saltos altos, parecia ter quase a mesma idade que ele.

- Olha Lili, pare de se intrometer..

Diz o rapaz que logo é interrompido novamente pela moça.

- Esses caipiras, deixe que eles resolvam os seus problemas..

Diz a moça, agora sei que ela se chama Lilian ou algo assim, já que Lili parece um apelido... Ela pode ser linda por fora, mas por dentro parece ser horrorosa, eu perguntei-a séria e com raiva.

- Caipiras?

Eu me estresso na hora em que ela fala isso, eu não sou de brigar, mas não vou ficar calada enquanto falam coisas de mim na minha frente.

- Olha, eu só quero minhas malas, por favor, só carimbe e me dê logo o papel.

Digo estendendo minha mão para o rapaz, que logo carimba o papel e o entrega pra mim.

A moça então continua a resmungar,

- Vocês do interior, são todos sem educação, você acha que só porque tem um rostinho bonitinho pode tratar as pessoas assim?

Diz ela enquanto balançava sua cabeça e olhava para suas enormes unhas pintadas.

- O'Que? Se tem alguém sem educação aqui é você!

Meu rosto já estava rubro de raiva, quase indo lá dar uns tapas nela... que garota ousada, quem ela pensa que e... enquanto vou falar algo, o garoto diz.

- Chega Lili, deixe a garota..

Diz o rapaz, desapontado com a atitude da outra atendente.

Eu saí de lá assim que peguei o papel, quero distância desse lugar.

Vou até o local para pegar as malas, eram apenas duas, eu não tinha muitas roupas, consigo carregá-las sozinha, porém com um pouco de dificuldade.

Fui até o lado de fora para pegar um Táxi/Uber, só no caminho até de fora, uns quatro rapazes me ofereceram ajuda para as carregar, tinha até uns bonitinhos, mas estava tão estressada, que tudo que queria era sair daquele lugar. Nem dei muita moral para eles.

Pego o Uber, e então chego até o endereço da minha nova casa, que havia alugado pela internet.

Era TOTALMENTE diferente das fotos...

Eu fiquei super assustada com o local, repleto de becos e pessoas estranhas na esquina, estava morrendo de medo de ser assaltada.

Logo após descer do Uber/taxi correndo desajeitadamente com as malas até a porta, a dona do lugar estaria me esperando para entregar as chaves.

Era um kitnet em um pequeno prédio, tinha o térreo e mais dois andares, cada andar tinha um quarto, sala, banheiro e uma pequena cozinha com uma varanda .

Eu aluguei o kitnet do segundo andar.

Assim que entro, me deparo com um casal, eles estavam saindo pela porta do apartamento do térreo.

Eu paro imediatamente, e arrumo meu cabelo, como entrei correndo, meu cabelo bagunçou tudo por conta do vento, não quero causar uma má primeira impressão. Quero me dar bem com os vizinhos daqui. Assim será um bom recomeço, sorrio confiante que vai dar tudo certo.

Me aproximo e falo.

- Olá...

Digo para eles, que sorriem para mim, pareciam boas pessoas, eles usavam alianças, então penso que estão casados, eles aparentam ter mais de trinta anos, por aí.

- Ola.. você é a nova moradora do segundo andar?

Pergunta a Senhora, enquanto tenta trancar a porta pela qual acabou de sair, parecia estar com problemas com a fechadura.

- Sim.. acabei de chegar...

Digo sorrindo, espero que me de bem com os vizinhos, dizem que eles são nossa segunda família, não é mesmo?

- Maldita fechadura!

Diz a mulher enquanto balança a maçaneta sem parar.

- Me desculpe, mas sabe... é bom você saber que aqui tudo é do pior tipo... coisas quebradas, bagunça pelas ruas, espero que você se adapte bem, a dona do local quase não aparece, então dá pra você imaginar a bagunça...

Ela então continua, parece que ela havia conseguido fechar a porta... fico até com receio de morar aqui, mas não saberei se é ruim até eu não descobrir, não é? E já estou aqui, acho que vou gostar daqui. A senhora me tira dos meus pensamentos e diz.

- Qual seu nome ?

Ela perguntou vindo em minha direção, guardando suas chaves em sua bolsa, ao seu lado seu marido a acompanhava.

- Nicole Lopez, é um prazer conhecer vocês..

Eu coloco minha mochila no chão e estendo minha mão para comprimentá-la.

- Me chamo Elizabeth, e esse é meu esposo Lúcio.

Ela então aperta minha mão, me dando um sorriso, e seu esposo logo em seguida.

- Você não é daquelas garotas delinquentes que ficam na rua, é?

Diz o marido de Elizabeth, com um tom de questionamento.

- Lucio! Não se fala esse tipo de coisa quando se conhece alguém...

Elizabeth logo o corta, e se desculpa.

- Desculpa por isso, mas sabe, ultimamente estamos tendo muitos problemas com esses jovens que ficam nas ruas, sons altos, brigas, bebedeiras, ó céus...

Nossa, aqui parece ser bem perigoso, mas vou tentar não pensar muito nisso, e espero que tudo possa ocorrer bem por aqui. Eu os tranquilizei.

- Eu entendo, podem ficar tranquilos, eu não sou esse tipo de pessoa.

Eu respondo seriamente, eu não gosto mesmo dessas coisas, e quero distância de problemas, tudo que quero é estudar e poder me formar logo.

- Graças a Deus!

Diz Lúcio com um tom de alívio e brincadeira, todos rimos depois disso.

- Você vai morar aqui sozinha?

Pergunta Elisabeth, pude ver em seu rosto que ela parecia meio preocupada...

- Irei sim...

Digo sorrindo alegremente, estava tão animada, precisava muito espairecer a cabeça e meus pensamentos, após o luto, havia ficado sem vontade de fazer as coisas, mas não posso ficar assim, tenho que ser forte, meu avô não iria querer-me ver daquela forma.

Vejo na face dos dois que eles estavam preocupados, então resolvo perguntar..

- Porque vocês ficaram tão sérios de repente?

- Nicole, é bom você tomar cuidado com o inquilino de cima, sabe, ele é um tremendo de um pervertido, metido a mafioso...

Diz Lúcio baixinho, olhando para os lados, como se tivesse medo que alguém escutasse..

Elizabeth se aproxima, e fala comigo de uma forma séria.

- Não vá nas ideias dele, direto ele vem com garotas aqui... é um sem vergonha!

Elizabeth também fala baixinho quase que sussurrando pra mim. Não sei o que esse inquilino faz, mas parece que ele causa muitos problemas, Elizabeth e Lúcio não parece gostar nada dele, nem quero imaginar porque.... bom! De qualquer forma, se ele se meter comigo vai ver, eu não sou igual essas garotas que ele convive.

- Não precisam se preocupar, não irei causar problemas, e também não sou manipulável como a maioria dessas garotas que devem vir aqui..

Não quero que eles fiquem preocupados comigo, então tento passar o máximo de segurança enquanto falo.

- Certo!

Diz Lúcio olhando para mim, sorrindo um pouco.

- Se precisar de algo, estamos aqui.

Ele fala enquanto sorri, realmente, eles são pessoas maravilhosas, passam uma ótima sensação de acolhimento, quero muito poder conversar com eles novamente e nos conhecermos melhor.

- Temos que ir agora... Ah! A Dona do lugar pediu para que entregassem as chaves para

você.

Lúcio então tira as chaves do bolso de sua calça, ele usa algo bem social, deve estar indo para alguma festa ou algo do tipo.

- Obrigada, eu irei subir agora também, tenham um ótimo dia!

Eu agradeço, enquanto eles saem do prédio, pego então as minhas malas que haviam posto no chão, e vou até a escada.

Começo a subir, e a cada degrau parece que as malas ficam mais e mais pesadas...

- Eu devia ter subido com uma de cada vez...

Digo a mim mesma, enquanto escoro na parede sentando em um dos degraus..

Respiro fundo então, pegando fôlego, e me levanto.

Tenho que arrumar muitas coisas ainda hoje, é melhor eu não ficar perdendo tempo.

Após algum tempo arrastando as malas pela escada, eu finalmente chego à porta do meu kitnet.

- Amém!

Falo assim que vejo que havia chegado.

Pego a chave e por minha surpresa, a fechadura realmente era uma droga para abrir, quase me estresso fazendo força.

Mas logo após algumas balançadas na porta, consigo abri-la.

Abro a porta, vagarosamente, mal podia acreditar que aquele lugar seria minha nova casa.

Da porta podia ver a pequena varanda que estava na cozinha, na sala havia dois sofás e uma pequena mesa de centro.

Uma prateleira de madeira aparentemente antiga estava logo ao meu lado da porta.

Entro eu fecho a porta logo após.

Coloco minhas mochilas no chão e corro para a varanda para olhar a vista.

Não era das melhores, mas era incrível poder ver tudo dali, havia uma praça bem perto do prédio, então era bom para observar a movimentação.. olhando para baixo, conseguia ver a varanda de baixo, do Sr Lúcio e da dona Elizabeth.

Eles não estavam em casa, mas me senti meio exposta...

Já que eu podia ver a varanda deles, então o cara do andar superior também podia ver a

minha...

Olho rapidamente para cima assim que dou conta disso, mas não consigo ver nada além da

parte de baixo do chão da varanda dele..

- Credo! Seria perfeito... se não fosse isso.

Falo comigo mesma, tenho essa mania desde pequena..

Na minha varanda, tinha uma mesa de madeira, com duas cadeiras, achei um ótimo lugar para tomar meu café ao amanhecer...

Sorrio enquanto imagino a cena, ainda não acredito que estou em um local diferente, começando do zero, irei criar ótimas lembranças aqui..

Entro e vou ver a cozinha.

O lugar era pequeno, mas muito aconchegante, claro que não parecia nada com as fotos que a dona do lugar mandou, mas não era ruim...

Na cozinha tinha uma geladeira, fogão, e um armário acoplado na parede. Lá tinha algumas panelas e talheres.

O gás é encanado, então eu não precisava-me preocupar com a comida, já que o gás é bem caro por aqui, pelo menos posso cozinhar o quanto quiser, eu adorava fazer diversos pratos e doces na casa de meu avô, sinto saudades dele, era como um pai pra mim..

Após olhar a sala, cozinha e varanda, vou para o quarto que fica logo à esquerda da sala.

Lá tinha um guarda roupas, uma cama de casal ... acredito que geralmente as pessoas morem com um par, não sozinhas, mas de qualquer forma vou adorar ter todo aquele espaço só para mim...

Do lado da cama, tinha uma pequena mesa, com um abajur, achei bem fofo.

A janela do quarto ficava de frente a um prédio, então não dava para ver quase nada, mas ventilando bem , já estava ótimo.

Era tudo muito simples, mas também , pelo preço, acredito que é o melhor que poderia encontrar..

Preciso arranjar um emprego logo, e também organizar as coisas para a faculdade, não vejo a hora de conhecê- la.

Pego minhas coisas e levo para o quarto para começar arrumar o guarda roupas, troco os lençóis da cama por novos que comprei, limpo tudo da melhor forma que posso, preciso comprar produtos de limpeza amanha, e alguns utensílios..

Fico tão animada em imaginar a casa mobiliada, com quadros, decorações, começo a sorrir sozinha.

O banheiro era pequeno, mas bonito.

Havia uma pequena banheira daquelas retangulares , sempre quis tomar banho em uma dessas, mas claro que tenho que limpar bem antes... vai saber quem estava aqui antes de mim, por enquanto irei tomar banho normalmente como de costume.

Após limpar tudo que consegui com o que tinha, decidi tomar um banho e jantar.

Eu havia comprado algumas Croquetas pois podia petiscar enquanto arrumava tudo.

- Amanhã faço uma compra, e começo a cozinhar em casa.

Digo a mim mesma com animação.

Após terminar de beliscar os petiscos, corro para a cama, me deixou e fico deitada de barriga para cima, enquanto relembro tudo que aconteceu no dia, fico aliviada por ter acontecido tudo da melhor forma.

Espero que amanhã seja um bom dia, não vejo a hora de começar a estudar e trabalhar...

Acabo dormindo, enquanto lembro de tudo.

****

Acordo no meio da noite, com um barulho vindo do andar de cima...

- Parece que o tão famoso vizinho chegou..

Falo baixo comigo mesma.

Ouço vocês, parece ser duas pessoas, eles andam como cavalos, cruzes, ouço som de alguma coisa de vidro caindo e quebrando.

- Estão bêbados?

Parece que derrubam tudo por onde passam, até chegar no quarto que por meu azar e bem em cima do meu...

Algo faz um barulho como se alguém tivesse se jogado em algum colchão...

Ouço sons que parecem sussurros e risadas, e no meio disso, o barulho de cama se mexendo.

- O que? ... é ... isso?

Eu arregalo os olhos, e meu sono some na hora, eu não acredito que estão fazendo tanto barulho assim, parece proposital pra mim....

Após algum tempo com o barulho da cama, posso ouvir tapas agora, e alguém gemendo,

EXTREMAMENTE ALTO...

Meu rosto fica vermelho, eu me perco no som, não sei nem o que pensar, aquela barulheira, não parecia que ia passar tão cedo..

Olho para o relógio que deixei na mesa do lado da cama, e já são 2:30AM .

Eu preciso dormir... o que esse povo pensa que está fazendo? Eles devem saber que tem gente no andar de baixo, afinal de contas a dona disse que informaria a todos os inquilinos para que não houvesse problemas...

Isso só pode significar uma coisa...

Esse tal de inquilino sem vergonha que o Sr. Lúcio falou, deve estar de gracinha com minha cara...

Eu não vou deixar que ele pense que irei aguentar essas idiotices calada..

Eu então dou um grito, mais alto que os gemidos, para que possam ouvir que estou ali, e bem acordada.

- TEM GENTE TENTANDO DORMIR SABIA!

Fico com vergonha quando grito, mas não vou deixar que ele faça o que quer, ainda mais sendo obrigada a ouvir tudo..

Por um momento os sons pararam... e então ouço risadas, e logo uma resposta e gritada de volta.

- SE QUISER EU DEIXO VOCÊ SE JUNTAR A NÓS...

Ele diz gritando, e rindo logo em seguida, sua voz é grossa e bem grogue, posso ver pela sua voz que ele está muito bêbado, como eu havia imaginado..

Os barulhos começam novamente, porém agora eles fazem mais alto para implicar... Ele começa a dar tapas na garota, consigo escutar as palmadas, meu Deus, ele acha que está em um motel? Ele continua batendo nela e dizendo que ela é "gostosa" e ela gemendo para ele dizendo... " Mete mais seu gostoso." E gritando mais alto...

Maldito! Agora entendi o porquê dos inquilinos de baixo ficarem tão desconfortáveis com a presença desse cara e das suas companhias noturnas, que droga!

Acho que é inútil discutir com alguém bêbado, mas amanhã, eu irei dar um jeito de resolver isso..

Tampo meus ouvidos com o travesseiro, envergonhada, tento não pensar no que está acontecendo, mas os sons são sugestivos demais. Não tem como não saber o que estão fazendo, esses sem vergonha estão transando no andar em cima do meu, que primeiro dia terrível, meu Deus.

Não sei se fico com raiva ou com vergonha, só espero que isso acabe logo, tento dormir mas o sono se foi. Quando eles gritam mais fazendo suas orgias, meu sono se acaba a cada instante e a minha raiva só aumenta por esse... idiota.

Maldito vizinho safado! Ele me paga, ele não sabe com quem está se metendo. Vai ter troco.

Capítulo 2 2

EDGAR.

Bendita hora para aquela mulher me ligar, a dona da kitnet, aquela velha, droga, uma garota vai se mudar para o andar de baixo do meu, eu moro no terceiro andar, já essa garota vai ficar no segundo, já não aguento certas horas aqueles velhos do primeiro andar enchendo meu saco, só me faltava essa.

Agora mais uma para pagar uma de careta e não deixar eu curtir minha noite como eu quero.

Desligo o celular com raiva e o jogo em cima da cama, puxo meus cabelos com um pouco de raiva, mas assim que explodo minha raiva e o meu celular toca de novo.

Eu pego ele com raiva e olho no visor do meu celular, é meu amigo Felipe. Trabalhamos na mesma máfia a alguns anos, eu decido atender.

– Fala mano.

Do outro lado, meu amigo diz meio alegre demais, logo cedo pela manhã, isso não é do feitio dele.

– Oi cara, tudo de boa ?

Tento não lembrar da nova inquilina que vai se mudar hoje mesmo, eu respondo tentando ignorar isso.

– Estou de boa, e você mano? Tenho que ir para a faculdade, bem, você sabe, eu só faço as aulas quando me dá vontade.

Dou uma risadinha e Felipe diz.

– Estou bem, só tomando umas já cedo. Sei como é, eu nem me dou o trabalho de ir, se é loko em mano, pra que ir numas furadas dessas, enfim, eu tenho uma coisa pra contar. Nossos parceiros querem que você participe de distribuir umas drogas e armas para os clientes, eu às vezes tenho que te cobrir mano, mas não dá né, se o chefe souber disso, estamos ferrados, sacou ??

Droga... é verdade, não quero problemas com o chefão.

Eu faço uma careta e respondo..

– Ok, me manda a localização que já faço as tarefas mano, manda logo que tenho que passar na faculdade, tem umas garotas que quero pegar, saco?

Ele ri do outro lado da chamada e responde.

– Falo, mano, já mando o endereço pra você irmão, depois vamos marcar de beber esse fim de semana ?

– Claro mano, é nois. Até. E valeu.

Encerramos a ligação e tento fazer um sanduíche para mim antes de ir fazer minha tarefa de hoje, o que eu odeio, mas preciso fazer isso, é meu trabalho, eu sobrevivo disso.

Vou até os armários e pego os pães e já procuro os recheios.

****

Horas depois...

Agora vou ver Geovana, vou pegar ela na casa dela e vamos ter uma noite maravilhosa, e a nova inquilina de baixo, não vai dormir essa noite, vai ser maravilhoso, eu não queria mais um vizinho, e agora que ela se mudou não posso fazer nada, dê certo está lá arrumando suas coisas, por conta disso, vou fazer a noite dela um inferno.

Rio baixo com esse pensamento e vou no estacionamento pegar minha moto, eu amo ela, me leva para todos os lugares que quero, e agora, vou ver Geovana e vamos fo.der muito essa noite. E espero que a vizinha fique louca. Mal posso esperar para a noite chegar.

***

Já de noite...

Assim que eu e Geovana tran.samos muito a inquilina debaixo grita dizendo que quer dormir, eu e Geovana rimos muito dessa sem noção, eu até chamo ela para se divertir com a gente, vai que ela é gata...

Mas, eu e Geovana continuamos a tran.sar muito...

Fazemos se,.xo em todas posições possíveis, eu acabei com ela e a danada gostou muito, ela foi embora as quatro da manhã, admirei seu corpo mais uma vez e apertei seus mami.los rosados e juntei nossos corpos e ela ge.meu me olhando com te.sao ainda.

Mordo seu pescoço e ela crava suas unhas nas minhas costas nuas.

Ela se afasta rebolando para mim dizendo.

-- Nos vemos depois, gos.tosao.

Eu afirmou com a cabeça dizendo.

-- Mal posso esperar, sua sa.fada.

Ela ri mais uma vez pegando suas peças de roupa e se vestindo rapidamente.

Ela sai e bate a porta com força, eu caio na cama e tomo mais um gole de uísque.

Meu Deus, está tudo girando, nem sei como eu trans.ei tanto essa noite nesse estado. Começo a rir baixo e decido desligar as luzes e o som, mas o sono o não vem.

Resolvo acender um cigarro e ficando na varanda olhando a vista, solto uma bolinha assim que solto a fumaça pela boca, sinto uma sensação de tranquilidade... Fecho meus olhos e trago mais uma vez... Sentindo o gosto do cigarro que me relaxa, só preciso tentar dormir, pelo menos uma hora. Pra descansar minhas vistas.

***

DIA SEGUINTE...

Quando já faço as tarefas do dia, dou uma passada na faculdade, só de bobeira mesmo, estou usando óculos escuros, blusa de frio, gosto de me vestir assim, me sinto mais à vontade, mas assim que passo perto das calouras, noto uma me observando, quando dou uma olhada nela, é uma loira de cabelos escuros de olhos castanhos esverdeados, nunca a vi por aqui, é tão linda... Caraca...

Ela abre sua latinha e olha em minha direção e depois vira o rosto, então ela está me paquerando, que baixinha danada, começo a sorrir e não paro de olhar para essa garota, que é novata, já sei disso.

Ela então abana seu rosto e começa a sair dali, o que deu nela? É tímida será?? Começo a rir e então vejo ela sair apressada indo até a saída, resolvo sair também e quando vejo estamos na mesma direção, pu.ta merdaaa.

Ela está me seguindo? Ela não é daquelas garotas loucas que ja começam a Stiller os caras, né? Porque eu odeio isso, pensando nisso enquanto eu ando, tiro meus óculos os colocando no bolso e viro a esquina e reparo que ela segue reto, quero só ver aonde que ela vai, ela segue reto andando despreocupada, mas vou indo até ela até que a agarro prendendo suas mãos e a empurrando até uma parede, ela se assusta e vejo como ela é baixinha e linda, ela é gata na verdade.... meu pai...

Mas, mantenho na pose e pergunto o porquê dela estar me seguindo, ela nega dizendo que estava indo para a casa, mas eu disse que ela estava me observando desde a faculdade, e ela diz que é nova na faculdade, se bem que eu percebi isso, mas me faço de desentendido e bem na hora que estamos conversando, chega meus parças querendo fazer graça. Bem agora que já ia pegar essa novinha de jeito, eles estão vestindo uma roupa de praia, bem esquisita, na verdade, eles são estranhos pra caramba, eles tiram a arma para assustar a garota, e funcionou, ela se assusta e me fala para a soltar, ela está com medo, eu afrouxo minhas mãos nas suas e digo para ela fazer o que digo, que confio um pouco no que ela me disse, mas digo para ela fazer o que disser.

Eu me aproximo mais dela e abaixo minha cabeça e beijo ela, beijo de modo agressivo e minha língua invade a sua, e o gosto dela eu sinto, que gosto maravilhoso, como quero sentir essa garota toda nua na minha frente, que delícia, continua a beijando e sinto minha ereção pulsar na minha calça e acho que ela sentiu ... essa garota já está me deixando louco, eu separo nossos lábios e quando olho para ela que está sem fôlego e sem entender o que aconteceu, mando ela correr, ela se desequilibra e começa a correr depressa sem olhar para trás, eu começo a sorrir vendo ela daquele jeito, desesperada e com medo, mas me viro para olhar para meus parças mané e sem noção e digo.

– O que foi cara??

Um deles sem querer dá um tiro para cima, mas eu vou até eles gritando.

– Para com isso seu merda, a polícia vai ouvir seu idiota. O que vieram fazer aqui.??

Vamos conversar ali...

Eu puxo os dois pela camiseta e os levo para um bar que tem aqui por perto.

Quando chegamos lá, eles disseram que só queriam me assustar. Mas, eu digo.

– Você assustou a mina que estava pegando, seu idiota. E relaxa, que eu vou fazer os serviços de boa...

– Bom mesmo, vacilão. Porque eu sei bem que Lipe está se cobrindo. – diz um dos parcas, esses caras são uns bocos mesmo pra fazer algo assim. E ainda querendo tirar satisfações, quem eles pensam que são?

– Cala a boca, e se fazer algo assim de novo, vai dar ruim pra você, mano. E o que faço não é da sua conta, eu vou fazer os serviços direito agora, mas, cala a boca viu, você me estressou hoje, acabou com minha paquera, seus burros.

Eles começam a reclamar, mas não quero mais perder meu tempo com esses idiotas, me viro e ignoro eles e saio do bar. Só podia me faltar essa, esses idiotas.

Agora, aquela loirinha, não vai sair da minha mente, quero ver ela de novo na faculdade amanhã, mas enquanto o amanhã não vem, vou ver se chamo Geovana de novo, para ela me aliviar. Pois, estou com tes.ao após ter beijado aquela loirinha.

Capítulo 3 3

Nicole

Acordo cedo no outro dia, mal consegui dormir a noite anterior ... Tenho certeza que dormi talvez duas ou três horas só, meu corpo está um caco, me sinto mais cansada ainda, tudo por causa daquele... sem vergonha.

Não acredito que aquele maldito vizinho fez aquilo a noite passada, e ainda por cima daquela altura, fico vermelha de vergonha só de lembrar...

- É melhor eu me levantar, tenho muitas coisas para resolver hoje...

Penso alto comigo mesma, dou um pulo da cama e a arrumo, deixo tudo dobrado.

Vou até o banheiro lavar o meu rosto e escovar os dentes, ao olhar no espelho posso ver que Estou com olheiras e o rosto bem cansado.

- Maldito!

Eu dou um grito baixinho..

- Eu vou matar esse idiota!

Fico com raiva só de pensar nele.

Respiro fundo e tento me acalmar, tenho que focar em organizar minhas coisas hoje.

Após lavar meu rosto vou até a cozinha, para arrumar algo para comer.

Tudo que tenho no momento é Café! Não comprei nada para comer hoje..

Suspiro fundo, enquanto penso na ordem das coisas que preciso fazer hoje..

Tenho que comprar algo para comer, ir até o banco e levar as documentações para a

faculdade, fico cansada só de imaginar em tudo que terei que fazer..

Faço o meu café rapidamente, e o tomo na varanda, olhando para a linda paisagem da praça que fica perto, de certa forma relaxo-me um pouco, nada melhor que o bom e velho cafezinho..

Termino de tomar, e coloco a xícara na pia, irei lavar assim que chegar, já estou atrasada, a noite passada tirou toda minha energia...

Corro para o banheiro para tomar uma ducha rápida, coloco uma roupa que já havia deixado separada, uma roupa simples, como uma calça jeans e uma regata e um tênis..

Não sou de usar roupas muito decotadas, acho lindo, mas não sei se combina comigo... Mas posso descobrir se comprar algumas roupas mais... femininas talvez.

Pego a minha mochila, coloco as documentações necessárias para a inscrição na faculdade, olho tudo para não esquecer nada.

Checo tudo e então, tranco a casa...

Queria muito tirar satisfação com o tarado que mora no andar de cima, sorte dele que estou atrasada.

Desço correndo as escadas, aparentemente não tem ninguém acordado ainda.

Quando saio pela porta, vi que as lojas estão abrindo, não vejo a hora de comer algo, estou faminta, espero encontrar uma padaria no caminho do banco, uma padaria barata, estou com pouco dinheiro em mãos no momento, pois preciso passar no banco ainda.

Pego minha carteira e saio contando quanto tenho disponível para gastar com o lanche antes de ir ao banco.

- Droga! Tomara que dê pra comprar algo gostoso com isso!

Falo comigo mesma, desapontada com o valor que consegui juntar.

Enquanto ando, eu vejo que do outro lado da rua tem uma lanchonete, talvez lá vendesse algo barato.

Atravesso então a rua chegando a porta da lanchonete, na entrada posso ver uma moça fumando.

--- Essas horas da manhã... Credo.

Penso comigo mesma enquanto olho passando por ela, então entro logo em seguida ao entrar vejo que havia algumas pessoas lá dentro, alguns garotos com notebooks tomando café.

Espero não passar vergonha aqui, tenho apenas 3€.

--- Ola mocinha, o que vai querer?

Diz o atendente que já era um senhor, parecia ser o sono do local..

- Ola..... bem, preciso tomar um café da manhã... o mais barato..

Falo baixinho para que as pessoas dentro do estabelecimento não ouçam..

- Quanto você tem?

Pergunta de forma grosseira e alta, parece de propósito para que todos ouvissem, posso ouvir algumas risadas..

- Bem...

Começo a falar, já meio estressada com a situação, se continuarem eu vou mandar todos irem a merda... droga, o meu segundo dia já for assim, vou ficar louca mesmo.

Um dos garotos sentados, se levanta e vem até mim, ficando ao meu lado de frente para o atendente.

--- Eu pago o café dela!

Diz o garoto colocando 4€ em cima do balcão.

Eu olho meio surpresa para ele, não preciso que paguem nada para mim... não quero ser rude, mas, eu mal o conheço.

Dou uma olhada em volta e as pessoas olhavam, não quero que pensem nada errado.

- Obrigada, mas, pode deixar que eu mesma pago.

Falo colocando os 3€ também no balcão.

- Vou querer um café com leite e um pão com tomates.

- Ah sim, são 2,75€ já vou pegar o seu troco e trazer o seu café.

Fala o atendente rabugento, eu então me viro para o garoto que estava com os olhos arregalados do meu lado. Ele tem cabelos curtos e negros em um topete, está me olhando sorrindo, de orelha a orelha. Eu digo olhando para ele.

- Desculpe, mas está tudo bem, posso pagar por isso..

Ele então pega o seu dinheiro de volta e assente com a cabeça.

- Não queria parecer intrometido, mas acabei sendo.. desculpe. Só queria ajudar de qualquer forma. Meu nome é Fernando, prazer.

Diz ele meio cabisbaixo. E sorrindo torto para mim após se apresentar.

- Sem problemas. E obrigada.

Digo a ele enquanto ele volta para sua mesa. Não quis dizer meu nome, ele é um desconhecido de qualquer forma, melhor não dizer meu nome a qualquer um que eu ver.

Após algum tempo esperando no balcão, o velho volta com meu pedido e meu troco.

- Obrigada!

Digo de forma séria, mostrando para ele que não foi nada legal da parte dele falar alto daquele jeito, irei me lembrar desse velhote!

Pego o pedido, e já saio da lanchonete, estou muito atrasada, terei que comer enquanto ando. Vou comendo e está uma delícia o café e esse pão com tomates, eu estava mesmo com fome, está uma delícia mesmo, termino de comer lambendo os beiços...

Passo por algumas ruas, e finalmente chego ao banco.

Entro e vou direto para o caixa eletrônico, precisava retirar um pouco de dinheiro para comprar algumas coisas para a casa nova.

Após terminar, saio pela porta da frente, do lado de fora posso perceber a quantidade de becos que tinha pelas ruas, pensei que era apenas perto de casa, mas aparentemente tem por vários locais.

Agora e hora de ir para a faculdade, fazer minha inscrição, estou tão nervosa, tomara que dê tudo certo, e uma faculdade com o preço muito bom, é sempre foi meu sonho fazer faculdade de gastronomia, não posso perder essa oportunidade. Ainda mais, que sempre amei cozinhar, mas quero me aperfeiçoar, e também, abrir um negócio futuramente. Seria perfeito.

Ando por mais um pouco, chegando na universidade, aparentemente todos estavam em aula pois não vi ninguém fora das salas, fui para a secretaria, levar minhas documentações.

Por um instante, a noite passada vem a minha mente, eu não sei se fico com vergonha ou com raiva... Espero não estar feia com essas olheiras, quem sabe compro um pó compacto depois, não quero mais passar por isso por causa de um vizinho tatarado que nem me deixou dormir. Ele me paga. Penso enquanto sigo a secretária.

- Tomara que dê tempo de voltar cedo, aquele cretino vai ter que se desculpar por ter arruinado meu sono!

Penso alto..

- Senhorita ?

Ouço uma voz vindo do meu lado, era uma das atendentes, ela vestia um traje comum de secretária, era mais baixa que eu, aparentava ter mais de trinta, bom eu adoro adivinhar as idades das pessoas.

- Olá... vim fazer a inscrição para o curso de gastronomia.

Digo meio assustada, tomara que ela não tenha me ouvido falar sobre meu vizinho.

- Ah sim! Pode vir comigo..

Diz ela com um sorriso simpático no rosto seguindo em direção a uma sala.

- Sente se, você trouxe toda a documentação necessária?

Ela pergunta enquanto se senta à minha frente, era uma sala bem bonita, tinha quadros, armário e a mesa que ficava perto da entrada.

- Sim!

Respondo animada enquanto pego os papéis na minha bolsa.

- Aqui está!

Ela começa a folhear por um tempo.

- Parece que está tudo certo... senhorita... Nicole?

Ela diz enquanto lê meu nome nos papéis.

- Isso!

Graças a Deus, estava preocupada com a papelada.

- Está tudo certo! Pode começar amanhã, mas se quiser conhecer a universidade hoje fique a vontade, a cobrança será enviada para seu endereço cadastrado.

Um sorriso toma conta do meu rosto, não acredito que finalmente estou matriculada.

- Muitíssimo obrigada!

Digo sorrindo apertando a mão da secretária.

- Meu nome é Lúcia, sempre que precisar de algo pode vir me procurar.

Ela responde com outro sorriso, ela é muito simpática, espero me dar bem com todos aqui, não vejo a hora de começar...

Me despeço dela então, e vou ao pátio central, quero ver como é a universidade, quero conhecer tudo para amanhã estudar despreocupada.

Vou até o pátio, havia algumas pessoas lá, tinha uma área de exercícios também, um refeitório com algumas lojinhas com lanches, laboratórios, locais para aulas práticas de vários cursos.

Nunca vi tanto coisa, estava tão animada para começar, não consigo parar de sorrir.

Me sento então em um banco que fica no pátio, entre a grama e as árvores, era um local bem quieto, parecia até mesmo escondido, o local era enorme!

Me relaxo no banco, esparramado meu corpo tentando me relaxar.

Me assusto ao ver um garoto passando por perto, rapidamente conserto minha postura.

Ele usa uma blusa de frio longa com capuz, tem a pele clara, seu cabelo não consigo ver ao certo mas parece meio ruivo, suas sobrancelhas são grossas, ele tem uma cara de bad boy, ainda mais usando esses óculos escuros, e por debaixo da blusa consigo ver o volume de seus músculos.

Fico envergonhada de imaginar essas coisas, ele passa perto de mim e me olha, eu tento ignorar por conta da vergonha, não acredito que estou pensando no corpo dele... deve ter sido por conta da noite anterior, vou matar aquele vizinho quando chegar.

O garoto passa, e some da minha vista, eu então dou um suspiro, e tento me acalmar..

- Certo! Nada de paquerar Nicole, meu foco não é esse.

Digo pra mim mesma enquanto me levanto do banco e passo a mão em minhas roupas tentando desamarrotar.

Me levanto e vou para a cantina, irei comprar algo para comer, já é hora do almoço, então acredito que todos já estão comendo.

Quando chego vejo que tem muitas pessoas lá, está lotado, não sei nem como fazer para entrar.

Talvez seja melhor só comprar algo simples mesmo, evitar essa multidão seria bom!

Tenho que pensar como vou fazer amanhã, as aulas são em horários diferentes, em alguns dias da semana são à tarde e outras a noite, mas tenho que ver como vou fazer quando for na parte da manhã... Ainda bem que recebi o horário na secretaria, assim posso me organizar melhor.

Vou então a uma daquelas máquinas de pegar batatinhas e refrigerante.

Coloco a nota e então escolho, é mais simples do que eu pensava.

Pego meu lanche e vou me sentar novamente naquele banco, achei o lugar bem discreto.

Vou sem prestar muita atenção em volta, então após chegar me sento no mesmo lugar.

Da onde estou posso ver outros bancos, consigo ver o garoto de mais cedo sentado, ele está fumando...

Que triste, um garoto tão bonito e gostoso...

Estou fazendo de novo! Céus....

- Tenho que focar!

Falo pra mim mesma balançando a cabeça tentando mudar de pensamentos.

Abro as batatinhas e o refri, o som da lata de refrigerante faz o garoto notar minha presença.

Eu tento não fazer contato visual com ele, mas ele olha diretamente pra mim.

Começo a ficar vermelha de vergonha, ainda mais depois de ter pensado nessas coisas.

Por um momento quase me engasgo.

Dou umas tossidinhas e me levanto.

- É melhor eu sair daqui, está muito quente!

Penso alto enquanto me abano com a mão.

Acho que irei ao banheiro, e depois quando tocar o sinal irei embora, tenho coisas para resolver em casa...

Aparentemente a aula de hoje acaba no horário do almoço, então irei embora junto dos outros estudantes.

Vou ao banheiro, limpo meu rosto com água, estou vermelha... melhor me acalmar um pouco antes de sair..

Após alguns minutos, sai e posso ouvir o sinal tocar, todos estão saindo de suas salas.

É melhor eu sair antes, não quero ser atropelada por eles...

Fico na entrada escorada na parede, vendo a movimentação e o pessoal saindo.

A partir de amanhã essa será minha rotina.

Fico lá por um tempo, olhando e imaginando minha futura rotina, e então aquele garoto vem a minha mente... e no mesmo instante ele passa por mim, tão perto que posso sentir seu cheiro.

Eu então olho para ele e ele olha para mim, em simultâneo.

Ele tem um cheiro muito bom...

Eu volto a mim e vejo que estou ficando vermelha novamente.

É melhor eu ir logo, não quero passar vergonha aqui... estou até parecendo uma tarada, meu Deus.

Eu então começo a andar, em direção a minha casa.

Vou suspirando tentando controlar minha respiração.

A cada dia nesse lugar as coisas ficam mais estranhas.. Ontem foi aquilo no prédio, e agora na faculdade...

Espero que amanhã não veja esse garoto de novo! Estou ficando doida com isso.

Quando penso em atravessar a rua e olho para frente vejo que o garoto está andando no mesmo caminho que o meu...

Eu tento ver melhor, mas realmente é ele..

E agora? Ele não vai achar estranho eu andando assim, logo atrás dele? Será que devo parar? Esperar um pouco ?

Enquanto penso continuar a pensar.

Ele então vira e me vê, com certeza ele deve saber que era eu na faculdade...

Tento desviar o olhar e fingir que não estou o vendo..

Após alguns passos ele virá em um beco.

Graças a Deus!

Penso..

Estava ficando nervosa já!

Continuo a andar, sem dar importância para o que aconteceu, melhor esquecer e tentar ignorar esse garoto..

Quando de repente quando passo ao lado do beco, algo me puxa me prendendo na parede..

- Ai! O que é isso?

Falo enquanto o garoto me pressiona, me prendendo na parede segurando meus pulsos..

- Quem mandou você ficar me seguindo?

Diz ele com seu rosto perto do meu, quase sussurrando em meu ouvido. Ele diz ríspido me olhando.

Não sei o que senti na hora, uma mistura de raiva, medo, vergonha, por ele estar tão perto assim de mim.

- Eu não estou te seguindo! Eu sou aluna da faculdade!

Falo pra ele tentando mostrar que ele estava enganado. Como se eu fosse seguir alguém assim, até parece, ele responde ainda sério.

- Eu nunca te vi lá..

Ele fala mais perto do meu ouvido, apertando cada vez mais meus pulsos.

- Me inscrevi hoje! Começo a estudar amanhã... Está doendo, me solta!

Falo com a voz firme olhando diretamente para seus olhos o enfrentando, eu não vou deixar ele fazer o que quiser!

- É mesmo é?

Diz ele com um sorriso no rosto, aproximando seu corpo do meu, quase deixando colado, posso sentir que ele tem algo duro na calça mas não sei se é realmente o que estou pensando, será? Ele não pode ser tão pervertido assim, não é? Nossos olhos estão perto, posso ver a cor deles.

Nesse momento do outro lado do beco, posso ouvir o som de motos...

Eles param meio distante, o garoto então olha para eles, e eu consigo ver um pouco.

Elas dois homens um em cada moto.

Eles então começam a falar enquanto tiram revólveres de suas calças..

- Estamos atrapalhando os pombinhos?

Diz um dos homens, ele usava uma roupa estranha, lembrava aquelas roupas de praia, nada combinando.

O outro começou a falar também.

- Namoradinha bonita Edgar, não quer dividir com a gente?

Ele fala passando a língua em seus lábios, parece tentar provocá-lo.

Eu começo a entrar em pânico quando os vejo com as armas, e começo a tentar sair me forçando contra o garoto, parece que seu nome é Edgar...

- Me deixa sair daqui seu doido!

Eu grito com ele, tentando fazer ele me soltar.

Ele me segura de uma forma mais fraca agora, e sussurra em meu ouvido.

- Parece que você estava dizendo a verdade, mas por hora, para sua segurança é melhor fazer o que eu digo, é melhor pra você se pensarem que temos algo.

O'Que? Penso comigo, eu não entendi...

Eu olho confusa pra ele quando ele termina de falar, e então no mesmo momento, ele começa a me beijar, comigo ainda presa na parede, sendo pressionada pelo seu corpo.

Eu congelo, meu rosto fica vermelho, e meu corpo esquenta na hora. Eu só fecho os olhos e deixo ser beijada por esse estranho, eu não devia, mas achei melhor do que ser pega por esses caras que chegou agora.

Posso sentir sua língua em minha boca, seu corpo colado ao meu... mesmo não querendo, é tão bom, sentir o gosto dele na minha boca, esse tal de Edgar tem pegada, meu Deus...

Minhas pernas ficam bambas, e eu começo a desequilibrar, ele segura meu corpo então, soltando meus pulsos.

- Agora corre! – Ele diz sussurrando.

Qual ele diz isso, olhando para meu rosto, eu não tive outra reação, a não ser correr.

Sem olhar para trás, estava desesperada, sem saber o que estava acontecendo.

Tudo que ouvi foram sons de tiros.

Corri o máximo que pude, até chegar na praça que ficava do outro lado da entrada do prédio.

Sentei no chão escorada na parede, as pessoas olhavam, mas tudo que eu pensava era naquele momento.

Minha cabeça estava a mil.

O que será que aconteceu? Quem são eles e o que queriam? São tantas perguntas, confesso que tive medo, nunca passei por nada assim na minha vida.

Tento controlar a respiração, e me acalmar.

Tenho que pensar em algo, amanhã tenho que voltar lá na universidade... e preciso que coisas assim não aconteçam mais, mas como aqueles caras me viram, se eles me perseguir? É disso que tenho medo, meu segundo dia aqui está sendo mais agitado do que pensei.

Aquele garoto.... Edgar.... Tenho que falar com ele! Temos que resolver sobre o que aconteceu, não quero que o pior aconteça.

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