CAMILA
Ao sair da escola encontro com Vinícius, meu namorado, estamos juntos há quase um ano, e no momento estamos brigados. Vinícius diz que é meu namorado e não me apresenta nunca aos pais dele, sinto que só estou sendo usada por ele, nosso namoro não é dos melhores, às vezes ele é um completo idiota, mas éramos compatíveis nos planos de vida. Ele já se formou é um advogado e trabalha no escritório de advocacia do pai dele, eu estou no último ano da escola e estou estudando para ser uma advogada também, temos planos de se casar, ter uma boa carreira para depois termos filhos, planos bons eu acho.
Ocorre que o fato de ele nunca me falar nada sobre sua vida está me irritando profundamente, só sei que o pai dele é advogado, porque trabalham juntos e foi obrigado a me dizer.
Ele estava parado em frente a sua Porsche prata reluzente, seu terno impecável caia bem em seu corpo magro, alto com seus quase um metro e noventa, ele me olhou sério, não respondo suas mensagens desde ontem e sei que isso o enfurece, ele era bem ciumento, às vezes até demais.
- Tchau Milla, até amanhã.
Minha amiga Sara me abraça e vai embora, vou em direção a Vinícius, séria assim como ele.
- Por que não me atendeu?! Estou te ligando desde às sete horas da noite e nem as minhas mensagens você visualizou ainda!
Vinícius me olha feroz, ele por ter vinte e cinco anos às vezes era mais infantil que eu com meus dezoito recém completados, virei o rosto para o lado cumprimentando um amigo que acenou para mim. Ele segura meu rosto com certa força e me faz encará-lo, seu olhar para mim era de pura raiva.
- Estou falando com você! Preste atenção em mim quando estivermos conversando!
Ele diz entre os dentes, seus olhos castanhos claro, agora estavam mais escuros demonstrando a raiva que sentia.
Empurro a mão dele que prendia meu rosto me obrigando a encará-lo.
- Não encosta em mim assim! Não sou seu brinquedo!
- É minha namorada e estamos conversando, nunca mais vire o rosto para outro homem quando estivermos conversando!
- Não tenho nada o que falar com você! Para que conversar?! Você enche a boca para dizer que é meu namorado e nunca me levou para conhecer a sua mãe e seu pai ou seus irmãos, nem sei se tem irmãos!
Meu tom também é raivoso, não gosto quando ele age assim achando que pode me tratar como se fosse sua propriedade.
- Não tenho irmãos, sou filho único e já te falei.
- Não sei se acredito já que não me apresenta a ninguém, você conhece toda a minha família e eu sou escondida da sua, tem algo errado nessa história, você tem outra Vinícius?
- Claro que não Camilla, eu só namoro você.
- Então por que não me apresenta aos seus pais?!
Indago nervosa e Vinícius passa a mão em seu cabelo, bem penteado para trás, e dá um longo suspiro.
- Ok, vai ter a festa de aniversário do meu pai nesse domingo, e vou levar você para conhecê-los.
Por fim ele concede e eu sorrio, depois de um ano finalmente vou conhecer minha sogra e meu sogro.
- Entra no carro, estou com saudades, nem dormi direito, custava me responder?
Ele abre a porta de sua Porsche e eu fico parada.
- Entra, Camilla.
- Não.
Eu cruzo os braços e Vinícius me encara sério.
- Entra logo, Camilla!
- Só falarei com você depois que me apresentar aos seus pais.
- Pare de graça, eu já falei que vou te apresentar, entra logo!
Arqueio uma sobrancelha e vou caminhando pela calçada já bem surrada da entrada da escola, Vinícius me puxa violentamente pela minha mochila fazendo meu corpo bater no seu carro.
- Não dê as costas para mim Camilla! - Ele fala me encarando feroz, me coloca dentro do seu carro, fecha a porta e entra se posicionando na frente do volante. - Não gosto de agir assim com você pequena, mas você anda passando dos limites ultimamente.
- Me deixa sair, Vinícius!
Tento abrir a , mas está travada, olho furiosa para Vinícius.
- Vou te levar para sua casa e contar para sua mãe que anda fazendo birra comigo, minha sogra me ama e vai ficar do meu lado tenho certeza.
- Não sou sua namorada mais, me deixa sair!
- Você é minha namorada, você me pertence Camilla! - Ele deita seu corpo sobre mim quase me esmagando.
- Estou cansada de você me tratando assim Vinícius, me deixa em paz, não quero mais nada com você...
Não consigo conter as lágrimas que escorrem livres pelo meu rosto, Vinícius era muito instável para o meu gosto, uma hora ele era um príncipe encantado, me tratando bem jurando amor eterno me enchendo de presentes, e em outra hora era um ciumento possessivo e violento, não chegou a me bater, mas puxa meu braço com força, me prende na parede, projeta seu corpo enorme sobre o meu, me imobilizando e isso estava me cansando, sinceramente estava acabando comigo. Não quero conhecer mais sua família, quero que ele suma.
- Para de chorar, Camillinha, por favor, desculpa.
Vinícius deita sua cabeça em meus seios e abraça minha cintura fortemente.
- Eu quero ir para minha casa.
Ele me solta e se posiciona direito em seu lugar, e logo sai com o carro.
Vinícius me deixa em casa, eu saio do carro e entro correndo, sem nem esperar ele dizer algo, vou direto para o meu quarto, evito minha mãe, fã de carteirinha de Vinícius, ela o achava perfeito e o fato de ser rico o tornava melhor ainda. Não somos pobres, temos uma vida razoável, não nos falta nada do essencial, mas minha mãe era deslumbrada com o que o Vinícius tinha, suas roupas caras, seu carro importado, suas joias, e tudo que ele dava a ela, por isso nada do que eu disser a respeito dele ela levará em conta.
Entro no meu quarto, coloco minha mochila na minha cama de solteiro, ela ficava encostada na parede, abaixo da janela, minhas colinas floridas combinação com o lençol da cama, eu me sento na cadeira da minha penteadeira e fico pensando em como vou contar aos meus pais que não quero mais namorar o Vinícius? Eles adoram essa faixada de perfeição que o Vinícius montou para eles.
CAMILA
Fico deitada na minha cama um tempo, pensando em como vou contar aos meus pais, até que meu celular toca, peguei e vi que era Sara.
- Oi, Sara.
- Milla, não sabe o que eu descolei para nós!
Sara grita empolgada, ela parecia tão feliz que sua voz até falhava.
- Diz o que está aprontando, Sara?
- Sabe aquela boate do centro a nova, super cara que só vai cara rico? Ganhei duas entradas para o camarote, nós vamos a boate mais badalada do momento!
Sara grita alto e tenho que afastar o celular do ouvido, até que não era uma má ideia sair e espairecer um pouco, e aquela boate era bem famosa mesmo, claro que quero ir nem que for só para consumir uma bebida, lá deve me custar um rim.
- Onde conseguiu as entradas, doida?
- Um dos meus suggar daddy me deu.
Rio com a naturalidade que Sara fala isso, ela tem uns três coroas que bancam ela, ela já tinha duas casas, um carro e uma moto, que conseguiu arrancar deles.
- Beleza, nós vamos, que horas? - Pergunto e ela vibra, já que não sou de sair muito ainda mais com ela, que Vinícius odiava.
- Às nove, porra acho que vou arrumar outro suggar daddy para mim, você deveria ter uns também, eu te arranjo quantos quiser, ao invés de aturar o seu namorado escroto, aliás como vai sem ele saber?
- Não estou mais com ele, Vinícius é um idiota.
- Nossa e só percebeu isso agora?
Sara falou com ironia e eu rio, ela sempre me falava sobre Vinícius ser um idiota, mas eu achava que quando nos casássemos ele iria ser mais tolerável, agora acho que não vai acontecer isso nunca.
Conversamos um pouco e desci para comer algo, meus pais estavam arrumando a casa, eles sempre faziam isso de final de semana, desde que comecei a namorar o Vinícius ficaram pior, ainda mais que final de semana ele praticamente morava aqui, mas não mais, não quero saber mais dele.
- Por que o Vinni não entrou, brigou com ele de novo, Camilla? - Minha mãe pergunta e eu reviro os olhos.
- Vou sair com ele mais tarde, por isso foi embora.
Menti já que eles ficariam furiosos quando souberem que terminei com ele e não me deixariam sair, muito menos com a Sara.
- Ah, sim, ele vai dormir aqui esse final de semana? - Minha mãe perguntou.
- Não sei. - Respondo indo pegar uma maçã na fruteira, lavei e comecei a comer.
Ajudei meus pais na arrumação da casa e quando quase deu o horário de sair com a Sara, coloquei um conjunto de saia bem colada que ficava um pouco acima da metade das minhas coxas, cintura alta e um top de mangas compridas que só cobriam meus seios, coloquei saltos que apesar de quase nunca usar, com meus um metro e sessenta, ficomais alta e minha autoestima fica mais elevada, me maquiei e deixei meus cabelos soltos, coloquei uma blusa de moletom que Vinícius deixou aqui, meus pais me encheriam se me vissem com essa roupa.
- Tchau mãe, o Vinni está me esperando, lá na entrada da rua, ele não quer virar o carro aqui, final de semana é cheio de criança na rua e ele não gosta.
Menti novamente, hoje eu estou me superando já que eu nunca faço isso, mentir para os meus pais, por isso foi tão fácil eles acreditarem em mim e me deixarem ir sem questionar.
Encontro Sara, me esperando na entrada da rua com sua moto, eu tiro o moletom e subo na moto, me cobrindo com a blusa. Coloquei o capacete e seguimos até o centro onde ficava a boate. Ao chegarmos nem precisamos esperar na fila imensa, já entramos direto para área vip.
Fiquei deslumbrada com tudo aquilo, o lugar era amplo, com um bar na lateral, onde os barman faziam acrobacias com as bebidas, tinham alguns sofás pequenos e pufes em um espaço perto da janela de vidro que dava para uma vista muito bonita da cidade, tinha algumas cascatas nos cantos do lugar e eram iluminadas, cada uma de uma cor, a luz era meia azulada.
Fomos direto pegar umas bebidas, eu olhava tudo com atenção, havia bastante pessoas, todas bem vestidas e com suas joias reluzentes.
- Vamos pegar vários boys hoje. - Sara falou e fomos para a pista de dança que tinha ali, não era grande, mas era bem bonita.
- Só quero beber e dançar hoje.
- Sai dessa, vai pegar alguém, comemore o livramento que foi sair desse relacionamento com Vinícius.
- Bom, vamos ver, quero me divertir!
Eu falei dançando, eu dancei até ficar exausta, a muito tempo eu não fazia isso e estou adorando.
- Meu! Olha aqueles dois gatos que não tiram os olhos de nós! - Sara gritou no meu ouvido.
Eu disfarcei e olhei na direção onde Sara indicou com a cabeça, disfarcei para olhar, e tinham dois homens sentados num dos sofás, com bebidas em suas mãos, eles realmente nos olhavam fixos, na verdade parecia que os dois mantinham seus olhos em mim.
Ambos eram lindos, um era moreno, barba cerrada cabelo alinhado, parecia ser bem musculoso, a luz não deixava ver bem e estavam sentados, o outro, tinha cabelos pretos também, mas tinha uma barba mais farta, e esse era bem musculoso dava para ver por sua camisa social bem grudada.
- Eu pego o de barba, o outro é seu.
Assim que Sara fala, os dois me olham e se beijam e não era um beijinho, era um beijo bem pornográfico.
- Ahh... que pena... São viados. - Sara fala.
- Que horror, Sara! São homosexuais!
Sara voltou a dançar dando as costas para eles, eu continuei a olhá-los, não sei o que deu em mim, eu já vi alguns amigos gays meus se beijando, mas esses dois, não sei era um beijo tão quente, que me imaginei no meio deles por um instante, aqueles dois sabiam beijar com sensualidade, meu Deus.
Eu não tirava os olhos deles, senti um formigamento entre minhas pernas, fiquei constrangida comigo mesma, pelos pensamentos que me invadiram, eu devo estar maluca mesmo.
Quando eles se soltaram, voltaram seus olhos para mim, os dois fixaram seus olhos em mim, um deles deu um sorriso de lado, bem malicioso para mim. Eu ainda os olhava, não conseguia desviar o olhar, o de barba cerrada sorriu e fez um aceno com a cabeça para mim, eu corei e me virei.
Fiquei apreensiva deles me xingarem por ter encarado tanto um momento íntimo deles, voltei a dançar e me concentrar na Sara.
CAMILA
Dancei tanto que meus pés doeram, me sentei num sofá já que Sara já estava com a boca enterrada em alguém, e comecei a massagear meus pés.
- Uma jovem que não aguenta dançar por nem uma hora é raro. - Ouvi uma voz grossa falar num tom divertido.
Olho para cima e vejo os dois homens lindos que estavam se beijando, fico vermelha na hora, será que vieram tirar satisfação do meu ato de olhá-los insistentemente?
- Não faço isso com frequência, por isso estou enferrujada. - Brinquei e os dois riram.
- Uma jovem falando sobre estar enferrujada faz com que me sinta desintegrado então.
O sem barba falou e cada um se senta de um lado meu, eu praticamente sumo no meio dos dois.
- Qual seu nome? - O de barba pergunta.
- Camilla.
- Oi Camilla, sou Klaus e esse é meu marido, Enrico. - O sem barba falou.
- Prazer em conhecer vocês, mas eu tenho que ir até minha amiga...
Fui me levantar e me seguraram pela cintura, eu já olhei para eles apreensiva.
- Fica um pouco, não vamos fazer nada que não queira e pelo jeito que olhou para mim e meu marido nos beijando, talvez você queira algo. - Klaus falou com um sorriso bem safado nos lábios.
- Desculpa eu não quis ficar encarando. - Eu acho que nunca fiquei tão vermelha em toda minha vida.
- Tudo bem, Mila. Nós estávamos te encarando primeiro.
Enrico falou e notei a forma íntima como me chamou e ele falou de uma forma tão sexy, que senti minha pele se arrepiar inteira.
- Estavam me encarando por quê?
- Preciso mesmo dizer, você é linda e chama a atenção de longe. - Enrico sorri.
Ele era muito bonito, de perto dava para notar seu rosto anguloso e seus olhos azuis eram lindos.
- Eu preciso ir. - Eu falei sem graça com aquela situação os dois pareciam estar dando em cima de mim e eram casados, que loucura.
- Enrico, está assustando-a, nos perdoe Camilla, apenas tome uma bebida e converse conosco.
Apesar de achar aquilo uma loucura acabei conversando com eles e via Sara nem lembrar que existo atracada com um cara. Mas no final a conversa foi boa, conversamos sobre estudos, trabalho e coisas bobas.
- Agora eu preciso mesmo ir...
Antes que eu pudesse me levantar, sinto as mãos de Enrico em minha cintura.
- Sei que pode me bater e terá todo o direito de fazer isso, mas eu preciso provar seus lábios.
Enrico imediatamente junta seus lábios nos meus, arregalo os olhos, e fico sem reação, ele devia estar muito bêbado para fazer isso na frente de seu marido, eu tentei me soltar, mas no final das contas acabei entreabrindo os lábios e uma língua voraz, se apossou do da minha boca, explorando cada canto, buscando meu beijo de forma até meia desesperada. O beijo foi longo, eu nunca havia beijado assim antes, ele me beijava como beijou seu marido a alguns minutos atrás, e meu corpo queimava tanto que pensei estar com febre, que loucura era essa que estava fazendo.
Quando ele me soltou, olhei para Klaus envergonhada, e com as bochechas quentes de vergonha pelo beijo caloroso, e antes que eu pudesse formular algo, era ele quem tomava minha boca num beijo intenso, não era tão invasivo e devorador como o de Enrico, mas era cheio de desejo, ele me beijava com vontade e até soltava uns gemidinhos de prazer com o simples fato de me beijar.
- Quer passar a noite com a gente, Camilla? Tivemos um dia péssimo e conhecer você está sendo uma delícia e uma doce calmaria a nosso dia agitado. - Klaus falou ao soltar meus lábios.
- Isso é estranho, vocês são casados.
- Sim, somos e estamos de acordo. Queremos você desde que subiu aquelas escadas toda sorridente, olhando tudo ao redor, como uma menininha numa loja de brinquedos.
Enrico passou a mão nos meus cabelos, pegando uma parte dele e levando até seu nariz e inspirou profundamente uma mecha.
- Tão cheirosa... - Enrico falou ao soltar meu cabelo e cheirar a curva do meu pescoço.
- Eu não posso... isso é esquisito...
- Não achou esquisito quando eu e Enrico nos beijamos, aliás não virou o rosto um instante sequer, quase ninguém faz isso, sempre que nos beijamos em público, todos viram o rosto, mas você pequena e linda garota, você nos desejou - Klaus colocou meus cabelos para trás se aproximando do meu ouvido. - Queria estar entre nós, não é?
Ele sussurrou no meu ouvido e seu hálito quente, me fez arrepiar inteira, o leve cheiro de álcool que ele exalava, me fez ficar em chamas, eu nunca senti meu corpo ficar desta forma, era estranho e assustador.
Klaus se aproximou do meu pescoço e depositou um leve beijo, meu corpo deu um leve tremor, enquanto me sinto mais quente ainda, estou formigando entre minhas pernas.
- Quer saber como é, pequena? - Klaus continuou a falar no meu ouvido de forma lenta e bem sensual.
- Eu...
Antes que eu terminasse os lábios de Klaus já estavam colados nos meus, eu pensei em não retribuir, por menos de um segundo eu tentei, mas foi impossível, nunca vi aquele homem, porém a atração que senti por ele, aliás por eles é surreal, como posso querer beijar dois homens ao mesmo tempo? Por falar nisso, sinto outra boca se juntar a nós dois.
Enrico enfiou a língua na minha boca, junto com Klaus, os dois buscam minha língua de forma urgente, eu não conseguia resistir, nossas línguas se misturavam umas nas outras como um verdadeiro furacão de emoções, meu corpo pegando fogo ainda mais, não conseguia nem pensar direito tudo o que eu queria era continuar aquela delícia de beijo.
Sinto uma mão na minha coxa, bem perto da minha intimidade, esses dois deviam estar à procura de algo para sei lá, apimentar a relação deles, não sei por que fui a escolhida para fazer isso, mas que se dane, não vou vê-los nunca mais, então vou tirar um dia e ser louca como minha amiga, pelo menos uma vez na vida, ver até onde esses dois homens lindos querem ir.
Quando nos soltamos pois precisávamos de ar, Klaus me olha e sorri.
- Fica linda com as bochechas vermelhas.
Klaus faz um carinho com as costas da mão nas maçãs do meu rosto, enquanto Enrico aperta minha coxa e beija meu pescoço de forma deliciosa, ele parecia querer me devorar, era muito bom, mas eu nunca fiz isso, era tão estranho, namorei por tanto tempo e nunca senti isso.
- Enrico, amor, vai com calma está assustando a menina. - Klaus falou olhando para mim, mas sua mão também pousava em minha coxa.