ISABELLA
-Por favor, Ares eu não quero fazer isso? - Eu pedi chorando.
-Se quiser que seu irmão sobreviva vai fazer sim!
Ares puxou o meu braço com violência, como eu odiava esse traficante de merda.
Eu olhei para ele em pânico, Ares era o traficante do morro onde eu morava, meu irmão um usuário de drogas idiota estava devendo muito dinheiro a Ares e me envolveu no meio dessa confusão. Ares ia matar o meu irmão e eu como a idiota que sou entrei no meio e me ofereci para pagar a divida dele, que era bem alta.
Ares aceitou na hora queria que eu fosse a mulher dele e eu não aceitei e ele ficou nervoso e me arrastou para isso, e eu não tinha escolha
-Eu nunca fiz isso Ares, como vou entrar na casa de alguém e roubar assim do nada! -eu falei soluçando, Ares segurou meu braço forte
-Então abre essas pernas gostosas para mim e vire a minha mulher, vou adorar sabe que sempre fui louco por você gatinha! -ele falou encostando em mim.
-Me larga! -eu empurrei ele.
-Além do mais, só mora uma velhinha ai!
-E por que você não entra ou manda um dos seus idiotas entrarem, porque eu?
Eu ainda chorava incessantemente, chegando a soluçar.
-Porque aqui é território do caveira, não quero treta com ele, e se você for pega por ele ou por qualquer outro é só chorar e dizer que estava com fome e que entrou para pegar algo para comer, que essa carinha linda vai convencer eles! -Ares falou.
-Eu não sei o que fazer! -eu estava em pânico.
-Entre lá, procure as gravações das câmeras de ontem, traga para mim, senão conseguir, pelo menos apague! -ele falou .
Eu me tremia inteira como eu iria fazer isso, Ares era louco e eu uma idiota por aceitar pagar a dívida do seu irmão.
Mesmo morando no morro a vida toda sempre tentou se manter afastada desses traficantes, mas Ares sempre me procurava sempre dava um jeito de se aproximar de mim e agora graças a seu irmão estava nas mãos dele.
-Vai logo porra! -ele falou.
Eu caminhei em direção ao muro, não era alto, era uma casa de padrão alto e bonita, bem antiga, mas bem conservada!
MARCO
-Estou feliz que vieram me ver finalmente! -minha avó falou nos olhando brava
-Desculpa vovó, nosso serviço é realmente puxado e quase não temos tempo-falei abraçando a senhora com carinho, nossa avó era a nossa prioridade na vida, sempre cuidamos dela e mesmo quase não tendo tempo de vê-la sempre a acompanhamos pelas câmeras espalhadas pela casa toda e pelo quintal, apesar da idade minha vó teimava em morar sozinha e com as câmeras podemos cuidar dela de longe
-Eu fico muito orgulhosa de vocês são grandes homens! -ela falou sorrindo
-Cadê a enfermeira que contratamos para ficar com você? -Micael perguntou sério
-Mandei-a embora! -a senhora falou calma
-O que vovó? É a terceira que contratamos em três semanas, qual o problema desta agora? -Matteo perguntou serio
-Muito chata, não me deixava fazer nada queria que eu ficasse o dia todo na cama para ela ficar no celular! -ela falou com ar de inocência
-Porra, vovó, assim não da ninguém quer ser sua enfermeira, você briga e demite todas! -eu falei bravo
-Marco Lancellotti, não fale palavrão na minha casa e vai se foder ouviu! -ela falou e nós rimos
-Aprendemos com quem a falar? -Micael falou rindo
-Comigo que não, sou uma velhinha nunca falei palavrão! -ela falou
-Vamos dormir aqui já que não pode ficar sozinha.-eu falei
-Não precisa se for para eu morrer vou morrer com vocês aqui ou não, cassete, vão embora! -ela falou seria
-Nem pensar e vai deitar dona Marisa! -Matteo falou
-Demoram para vir e quando vem é para encher meu saco! -a mulher falou se levantando e eu ajudei ela a subir as escadas e ajudei ela a deitar
-Boa noite, vó, estaremos em nossos antigos quartos, qualquer coisa chama! -eu falei e sai do quarto e desci ate a sala de jantar onde meus irmãos estavam
-Agora fodeu, onde vamos achar outra enfermeira que aguente o ritmo da vovó! -Micael falou
-Sei la...-me falei ao ouvir um barulho de algo caindo no quintal
Fiz sinal para os meus irmãos apagarem as luzes, com certeza era um marginal querendo assaltar a velhinha sozinha e agora teria dois policiais e um delegado para brincar um pouquinho.
Cada um dos meus irmãos foram se esconder em um canto.
Eu realmente adorava pegar esses vagabundos que gostavam de assaltar os mais indefesos, iria fazer o vagabundo se arrepender de ter nascido e ter escolhido a casa de sua avó para roubar.
ISABELLA.
Ao pular o muro eu cai e fiquei no chão parada chorando muito, no que eu fui me meter, eu nunca sequer roubei uma bala de alguém, como eu iria entrar na casa de alguém e procurar por gravação de câmera de segurança .
O que Ares aprontou que precisava dessa gravação, porque eu estou aqui era para o idiota do meu irmão estar aqui não eu.
Me levantei ao ver que não tinha movimento na casa, ninguém ouviu o barulho que fiz, caminhei lentamente até a janela que estava parcialmente aberta.
Aqui era um bairro nobre mas deixar a janela aberta era um pouco perigoso, a senhora devia tomar mais cuidado eu pensei ao entrar com facilidade
Estava muito escuro e eu quase não via nada, meu coração estava acelerado, eu não sabia o que fazer, ou onde procurar, provavelmente as gravações deviam estar em algum celular ou computador. Meu Deus o que eu estava Fazendo, eu estava apavorada
Resolvi procurar no andar de cima, ainda bem que não tinha nenhum bicho, tipo um gato ou um cachorro eu tinha pavor de cachorro, comecei a subir as escadas, quando senti uma mão segurando perto do meu pé me puxando, eu cai e fui puxada escada abaixo.
Eu fiquei apavorada com aquilo e chutei quem me puxou pelo pé e corri escada acima, o que era isso? Eu me perguntei em pânico, Ares me disse que só morava uma velhinha ali e quem me puxou pela força com certeza era um homem.
E abaixei perto de uma porta formulando algo para conseguir sair dali. Me recriminava mentalmente por ter entrado nessa enrascada, por causa do seu irmão, alguém me puxou pelo braço, eu tentei lutar, puxando o braço e me debatendo, mas o homem era forte pra caramba.
-Pare de se debater feito uma garota, vagabundo, ou vou enfiar a bala na sua cabeça, caralho! -eu senti meu sangue gelar ao ouvir a voz grossa e rouca do homem era assustadora
Num impulso mordi o braço dele que grunhiu e me soltou eu corri e bati uma parede de músculos, cai no chão e fiquei mais apavorada ainda ao notar que havia outro homem, Deus eu realmente estava perdida.
Ele tentou me pegar e eu passei por debaixo dele, era muito alto e eu como era desprovida de altura, passei por ele facilmente
-Que vagabundo escorregadio! -ouvi ele falar com a voz tão grossa quanto a do outro
Desci as escadas correndo, tentando alcançar a janela que entrei, mas vi a silhueta de outro homem e me abaixei embaixo de uma mesa, lágrimas escorriam por meu rosto, eu iria morrer ali, ao tentar salvar meu irmão quem morreria era eu.
Tentei ficar o mais em silêncio possível, eu chorava, mas tentava me manter calada.
-Achou que seria um roubo fácil, vagabundo, assaltando uma velhinha ! -um deles falou e eu podia ver as pernas dos três andando devagar a minha procura
-Sabe o que fazemos com trombadinhas feito você moleque? -eu quase gritei ao ouvir o barulho de uma arma ser engatilhada
Nunca rezei na vida e comecei a rezar, feito louca pedindo para não morrer ali eu tinha tanta coisa para fazer ainda a primeira delas era sumir daquele morro maldito, para bem longe de Ares
-Primeiro vou te bater até você desmaiar, moleque...-eu tinha mais pavor da voz grossa deles do que da situação, eles eram assustadores
Meu Deus eles iriam me matar, eu tinha certeza disso, como eu fui me envolver nisso, me encolhi ao ver um deles bem perto de mim, as pernas longas dele estava bem próximo.
-Depois vou arrancar seu pau fora para não ter a chance de reproduzir outro merda que nem você!
Eu engatinhei bem devagar em direção a uma cozinha na esperança de ter alguma porta aberta eu precisava fugir dali e nunca mais olhar na cara do Ares, aquele bandido já deve ter ido embora a muito tempo e eu nessa situação horrível de vida e morte.
Parei e fiquei quieta quando os três começaram a se movimentar mais rápido pelo local a minha procura, dava para ver pela respiração deles que estavam ficando cada vez mais irritados, eu coloquei as mãos na minha cabeça, tentando pensar em algo para eu não ser pega
MICAEL
Que vagabundo escorregadio, como não conseguíamos achar um moleque minúsculo, deu para perceber por sua silhueta que era quase um anão e ainda por cima devia ser um adolescente o marginal
Minha vontade era de atirar por todo canto matar logo o vagabundo
-Sai logo moleque, que te damos uma chance de não ser morto! -eu falei e cai no chão ao tropeçar em algo, olhei aquele moleque encolhido no chão até tremia de medo
Ele se levantou e ia correr eu segurei sua perna e ele caiu no chão, puxei ele para perto de mim e ele me bateu, me deu vários tapas eu ri alto
-Bate que nem uma menininha assustada, vagabundo! -eu falei empurrando ele, que era tão leve que foi parar longe
-Atira logo nesse porra! -eu falei para Marco que se aproximou
O menino correu de novo, eu me levantei, aquilo estava me deixando nervoso demais, eu ia torcer o pescoço desse vagabundo
-Porra esse moleque esta me tirando do serio! -Marco falou irritado, ele ja era irritado por natureza, quando ficava um pouco mais além do normal é bom sair de perto pois ele é o demônio em forma de gente
-Vamos pegar esse verme logo! -Matteo falou indo ate a cozinha onde o moleque correu, fomos os três e como ele tentar abrir a porta desesperado
O moleque era realmente um anão, aquela blusa gigante de moletom e ainda com o capuz na cabeça, deixava o moleque ainda menor
-Quantos anos você tem moleque, treze, doze e ja assaltando, vou te dar umas palmadas, para você aprender a ser gente e ir estudar! -Matteo falou nervoso.
O menino tentou correr desesperado, só coloquei o pé na frente dele e ele caiu no chão, Marco deu um chute no garoto no chão que gemeu de dor e chorou, ele se sentou com os joelhos no chão e colocou as mãos onde recebeu o chute e se curvou e chorou.
-Qual é moleque nem foi tão forte assim! -Marco falou sério
-Você assalta a casa de uma idosa e quer ser tratado como, devia é enfiar uma bala na sua cabeça-Matteo falou se aproximando o menino foi para trás e correu -O moleque do cassete mesmo viu, vou encher tua cara de tapa! -Rádio grunhiu indo atrás do moleque
-Ei, você agrediu um menor! -eu falei para Marco
-Que foda, não foi o primeiro nem vai ser o último! -ele falou impaciente
-Mas você viu o tamanho do menino! -eu falei
-Ta com dó leva para casa, senão estivéssemos aqui duvido que teria dó da vovó, mataria ela se ela o afrontasse tenho certeza disso
Nós fomos ate, Matteo, vimos o garoto subir as escadas, as luzes foram acesas
-Estão fazendo o quê ai, com todo esse barulho, porra! -minha vó falou e o marginal ficou no meio da escada, o garoto se virou para nós, na intenção de correr
-Porra ...-eu falei olhando para a figura parada no meio da escada, nos olhando assustada
-Uma garota! ! ! ? -nós falamos olhando para a menina.
ISABELLA
Eu comecei chorar desesperada não sabia o que fazer, eu iria morrer ali e isso me deixava em pânico e ainda aquele chute doeu pra caramba, eu coloquei a mão na minha cintura onde o chute pegou.
-O que foi, menina? -a senhora desceu as escadas devagar e parou ao meu lado
-Sai de perto dessa ladrazinha vó, ela estava tentando roubar sua casa! -um dos gigantes falou era o que parecia um monstro de tão musculoso e o da voz mais assustadora e do olhar também, ele me olhava ferozmente.
-Eu não sou ladra...-eu falei em prantos - Desculpa...eu achei que não tinha ninguém na casa...sei que sou errada...-eu falei apavorada, tentando inventar algo - Eu só ia pegar algo para comer e ir embora!
Os três me olharam com os olhos cerrados com pura desconfiança, eu podia ver que não acreditaram em nenhum momento em mim.
-Ia pegar algo para comer na parte de cima da casa, nós vimos você entrar e ir direto para o andar de cima! -o outro gigante falou o de cabelos e barbas escuro dos três
-Eu queria ir no banheiro eu conclui que era la em cima! -falei olhando para eles com medo, um mantinha a arma na mão e tinha uma expressão seria
-Ahhh, tadinha, esta com fome, vem comer querida! -a senhora segurou meu braço e desceu as escadas me puxando com dificuldade, eu soltei meu braço e segurei o dela
-Cuidado, senhora! -eu falei a ajudando a descer as escadas.
Os três se entreolharam e voltaram seus olhos para mim
-Vovó, não vai dar nada a essa ladrazinha, ela é uma bandida...
-Quieto, Marco a menina só quer comer, não se nega comida a ninguém! -a senhora falou e os três bufaram, mas ficaram em silêncio, passei perto dos três me tremendo toda, eles eram três homens que pareciam gigantes e musculosos, eram três armários e eu quase fiz xixi nas calças de medo.
Eu acho que do mais baixo deles eu ficava abaixo do peitoral dele de tão alto o mais alto e assustador eu era da altura de sua cintura eu acho.
A senhora me levou até a cozinha, eu segui em silêncio era melhor eu ficar bem pertinho dela e talvez eu saia viva dali.
-Senta! -ela falou e eu obedeço -Marco faz um lanche para menina comer, você é o que cozinha melhor! -ela ordenou
-O que pirou vovó, porra, eu não vou fazer nada para uma marginalzinha que acha que me engana com essa voz doce! -ele falou e eu olhei para ele que me olhou de volta, ficamos nos olhando por um momento, ele era bonito, não tinha como não notar, o cabelo era curtinho como o de um militar a barba bem desenhada, olhos pequenos e azuis, a boca era um pouco fina mas bem bonita.
-Anda logo, Marco quer levar uns tapas na orelha cassete! -ela falou brava, ele resmungou e desviou o olhar de mim
-Só pode ser brincadeira, me fazer preparar um lanche para uma bandidinha ! -ele resmungou se aproximando de mim feroz, eu fiquei com tanto medo dele que dei um pulo de susto e acabei caindo da cadeira.
-Nossa, querida...tudo bem? -a senhora perguntou, um deles me ajudou a levantar, segurou minha cintura onde levei um chute, eu gemi de dor.
Ele me olhou e levantou minha blusa.
-Ei...-eu falei tentando puxar a blusa, ele segurou minha mão
-Fica quieta ! -ele falou sem paciência segurando minhas mãos facilmente
Ele olhou minha cintura e eu segui seu olhar e vi o roxo enorme que estava na minha cintura onde levei o chute
-Meu Deus o que foi isso, menina? -a senhora perguntou assustada.
-O Marco chutou a menina! -o que me segurava falou
-Eu achei que era um ladrão e um homem, não sabia que era uma garotinha anã! -o que preparava o lanche falou olhando para o roxo em mim
-Nossa que horror, Marco, foi assim que te ensinei a tratar uma garota? -a senhora falou séria
-Ja falei que não sabia que era uma mulher, caramba! -ele resmungou voltando a preparar o lanche
-Depois que ela comer passe uma pomada no ferimento dela! -a senhora falou
-Quer que eu de banho nela também, escove seus cabelos e a ponha para dormir também? -ele falou com ironia
-Quero, ótima ideia! -A senhora falou e ele grunhiu alto e os outros dois riram, o que segurava minhas mãos tocou no meu machucado, eu gemi e afastei meu corpo, só aquele toque de leve doía
-Isso esta feio, bandidinha! -ele falou me olhando nos olhos, eu fiquei vermelha, que coisa aqueles três eram muito bonitos e isso me deixava mais nervosa ainda do que estou.
Ele me soltou e me fez sentar de volta na cadeira, eu olhei a situação que eu estava não sabia se ria ou chorava, depois do pânico que esses três me fizeram passar, agora um deles preparava um lanche para mim.
Talvez essa fosse a última refeição da minha vida, não duvidava nada que depois de obedecerem a vó deles eu fosse morta por eles
Estavam tão nervosos que eu sentia medo do que podia me acontecer
-Come logo! -Marco jogou o prato na minha frente, pegou uma lata de refrigerante e jogou perto de mim também
Fiquei olhando o lanche parecia muito bom, mas eu tinha medo de comer e soltar tudo de tão nervosa que estava
-Come porra! -ele falou alto com aquela voz eu de um sobressalto e peguei o lanche
Eu estava com fome, estava sem comer desde de manhã, passei o dia todo tentado convencer Ares a não matar meu irmão, eu comi o lanche em segundos e estava muito bom mesmo.
Marco colocou outro lanche no meu prato, levantei a cabeça e vi que os três me olhavam atentos, eu ruborizei na hora, era constrangedor ter aqueles três homens extremamente lindos me olhando sem parar.
Me sentia muito mal, por ter invadido a casa dessa senhora tão gentil, foi uma coisa horrível, que eu não queria repetir essa experiência nunca.
-Come bandidinha!