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Meus alfas lúpus.(Romance hétero)

Meus alfas lúpus.(Romance hétero)

Autor:: Jihyo_Gostosa
Gênero: Lobisomem
Uma ômega bastante tímida nunca pensou que iria encontrar seu companheiro algum dia. Só que ela não sabiá era que o destino tinha reservado não só um alfa e sim dois. Ainda por cima sendo alfas lúpus. Ela sempre ouviu falar que todos os alfas lúpus são agressivos, violentos com qualquer pessoa. Porém ela percebeu que nem todos são assim, porque os seus alfas não são agressivos e nem violentos.

Capítulo 1 Explicação do universo ABO.

Sumário

• O que significa "ABO"?

• Alfas, Betas e Ômegas

• Sobre as transformações

• Sobre o cio

• A questão da marca

• "ABO" significa exatamente: Alfa, Beta e Ômega. Que refere-se a classes em que os mistos com lobos são distribuídos.

• E então, o que significa esses Alfas, betas e Ômegas?

Alfas Lúpus:

Os primeiros da linhagem são imortais.

Os olhos em determinadas situações são vermelho sangue (no caso de proteção para com um ômega, dourado)

Possuem metamorfose para Lobo sendo duas vezes maior que o comum.

Possui regeneração avançada.

Força sobre-humana.

Instinto totalmente selvagem em sua forma lupina.

Possui cio violento com duração de três dias.

O lobo interior do lúpus é independente, como se fosse, de fato, uma segunda personalidade.

Ômegas Lúpus.

Os primeiros da linhagem são imortais.

Os olhos em determinados momentos são azul

Possuem metamorfose para lobo (sendo menor que o lobo alfa)

Regeneração elevada, porém mais lenta que a de um alfa.

Instinto protetor (geralmente com seu filhote)

Possui cio com duração de sete dias, necessitando de um alfa para satisfazê-lo com o nó.

Betas Lúpus.

O primeiros de sua linhagem são imortais.

Olhos em cor turquesa.

Metamorfose para lobo, do tamanho comum de um lobo.

Tem a força comum, humana.

Não possui cio.

Seu olfato é elevado

Sub-classe: Híbridos.

Alfas:

Olhos de coloração alaranjada.

Metamorfose apenas nas presas e garras.

Regeneração rápida, porém não total.

Violento nos cios.

Força mediana (entre humano e lobo)

Alfas mulheres são intersexuais.

Ômegas:

Olhos de coloração azul safira.

Metamorfose apenas nas presas e garras.

Procriação.

Cheiro doce, que pode servir de calmante para um alfa.

Senso de proteção elevada.

Betas:

Olhos de coloração amarelados.

Metamorfose apenas nas garras e presas.

Regeneração comum, como a de um humano.

Não possui cio.

Força comum.

• Sobre as transformações.

• Bom... Na real, utilizando esse universo Não era para ter transformações ( segundo o que eu li uma vez ). Devido ao fato de as pessoas serem mais humanas do que lobos.

• O universo ABO surgiu com a ideia de humanos evoluírem para ficaram mistos, seus corpos ganham mais resistência e essas coisas. Muitas histórias utilizam meios científicos para chegar nesse estágio enquanto outras nem tocam nesse assunto.

• Sobre o cio.

• Então, o Cio é um período em que os Alfas e Ômegas perdem a cabeça e precisam de um parceiro para saciar o desejo por sexo.

• O Cio dos Alfas dura cerca de três dias eles ficam loucos, quase literalmente, atrás de um Omega para acasalar. Por evitar o Cio geralmente os Alfas se dopam e essas coisas, mas varia de acordo com a história.

• Os Ômegas sentem extremas dores, dói ********, e está dor só pode ser amenizada ou parada por um parceiro Alfa, caso seja um Beta será amenizada.

• Betas não tem cio ( vai entender ).

• Questão da marca

• A marca é uma conexão estabelecida entre Alfas e Ômegas.

• Na hora de praticar amor, após a ejaculação, o nó é formado. O nó seria o órgão genital do Alfa inchar e ficar preso no orifício em que se meteu, nesse momento é o qual marca-se com uma mordida seu parceiro criando um laço inquebrável.

• A marca é um compromisso maior que o casamento, inquebrável, não importa o que faça. Através das ligação estabelecida pela marca os parceiros podem compartilhar os sentimentos através deste vínculo. Se o seu parceiro estiver triste, feliz, com raiva, angustiado, esses sentimentos serão sentido por ambos.

Capítulo 2 ⋘ CAPÍTULO UM ⋙

Heloísa Sophia.

Olá, meu nome é Heloísa e eu sou uma ômega lúpus, tenho um metro e sessenta e dois, não sou gorda nem tão magra, estou no padrão normal. Tenho cabelos pretos e olhos castanhos claros.

Enfim, bom, eu nunca tive o meu primeiro cio por causa que a minha mãe faz com que eu tome remédios para atrasa-lo. Normalmente o cio de uma ômega lúpus deveria ter chegado quando eu tinha treze anos, essa é a idade ideal. Só que hoje estou com dezoito anos e semana passada nós formos no médico pra saber se o remédio que estou tomando está me fazendo mal. Descobrimos que na verdade está fazendo mal ao meu corpo, ele recomendou que eu parasse de toma-lo e esperar que o cio venha normalmente. - Eu tenho muito medo quando o meu cio chegar, o doutor disse que a dor poderia ser muito pior por causa dos remédios.

Tenho bastante medo por causa que eu sou virgem ainda e sem nenhum alfa. Se eu não fosse virgem poderia usar os brinquedos que são feitos para os ômegas quando estão nesses dias dolorosos. Eu nunca tive nenhum relacionamento porque eu espero pelo o meu parceiro, o meu companheiro. - Como eu sou um tipo de ômega diferente dos outros, eu só posso ter relação sexual com um alfa lúpus.

07:20 - Escola Thomas Jefferson High School for Science and Technology - Virginia.

Solto um pequeno suspiro ao se aproximar da entrada da escola, logo vejo a minha melhor amiga Helena.

- Bom dia, Helena. - Digo e beijo a sua bochecha com carinho.

- Bom dia, Loisa. Como você está? - Pergunta entrelaçando os nossos braços.

A Helena é uma beta e a mesma tem a minha idade. Ela é morena com cabelos tingido de vermelho, tem um metro e setenta de altura e a cor dos seus olhos é verde.

- Sim, estou bem, só cansada um pouco. - Digo com um pequeno sorriso.

- Preocupada com o seu cio? - Questiona e aceno.

- Sim, o médico disse que pode doer muito, pior do que um cio normal.

- Meu Deus amiga, tudo isso por causa da sua mãe que lhe privou do seu primeiro cio. Agora pode sofrer horrores de dor por culpa dela. - Diz séria.

- Sim, mas... Eu sei que ela quis o melhor para mim. - Digo e a mesma bufa com isso.

- Você é boa demais, Loisa. Sabe que é mais sensível que um ômega normal, ela deveria ter permitido que o seu cio tivesse vindo normalmente. - Solto um pequeno suspiro.

- O médico disse também que isso pode causar problemas no meu corpo, exemplo: Pode vim no dia que não era para vim e no dia que é para vim não vem.

- Sua mãe é louca por ter feito você tomar isso. - Fala muito brava.

- Não se preocupe amiga. - Digo tentando acalma-la.

- Como não me preocupar, Loisa? Você vai sofrer horrores no seu primeiro cio.

- Não vamos falar mais disso, tudo bem? - Ela suspira, mais acaba concordando.

Nós duas somos amigas deste o jardim de infância, ela sempre foi gentil comigo por ser uma ômega lúpus. Eu sofri muito por ser assim, porque meus ouvidos são bastante sensíveis e qualquer grito de um alfa, pode fazer meus ouvidos sangrarem.

- Ei, você soube que vai entrar dois novatos na escola? - Questiona.

- Não, eu não sabia disso. - Respondo dando de ombro sem me importar com isso.

- Como não sábia? A escola toda já sabe sobre isso. - Diz bastante incrédula me encarando.

Bufo irritada com isso.

- Bom, talvez eu não seja igual a maioria das pessoas que vivem xeretando a vida do povo. - Ela revira os olhos.

- Você é muito certinha. Enfim, vai entrar dois garotos, o primeiro se chama Christopher Cooper e parece que o mesmo é um alfa lúpus. - Olho para ela surpresa com isso.

Lúpus? Vai ser a primeira vez que vejo um alfa lúpus.

- Nossa, vai ser a nossa primeira vez vendo um de perto. Já que são considerados bastantes raros. - Digo e a mesma cena.

- Isso mesmo, o seu irmão também é um alfa lúpus.

- Ele tem irmão? - Questiono surpresa pela mesma saber disso tudo.

- Tem sim, seu nome parece ser Lorenzo Cooper, dizem que ele é o mais velho.

- Nossa, o povo realmente superou as investigações. - Digo e a mesma rir.

- Somos detetives. - Fala brincando.

Um bando de intrometidos isso sim.

Entramos na sala de aula e do nada dois cheiros muito gostoso invadi totalmente as minhas narinas, rapidamente olho em volta procurando os donos desse maravilhoso cheiro. Meus olhos se encontram com quatro pares de olhos, um azul claro e outro castanho escuro, isso os deixa totalmente atraentes.

Nossa, eles são bastante lindos.

Continuamos nos encarando e rapidamente mordo os lábios de nervosismo.

- Menina, você está vermelha demais. - Ela diz rindo da minha cara,

- Cala a boca.

Seguimos em direção aos nossos lugares, mais eu sentia os olhares deles sobre mim enquanto andava. Sento em meu lugar que é perto da mesa do professor e Helena senta atrás de mim.

- Me empresta uma caneta roxa. - Entrego a ela.

- Fica pra você, eu sei que não vai mais devolver. - Ela dá um sorriso de lado.

- Que amiga mais inteligente que eu tenho.

Ela bagunça meus cabelos que fez eu choramingar brava por isso, demorei bastante tempo para arrumar o meu cabelo e ela faz isso. Só que do nada escuto um rosnado que fez o meu sangue gelar na hora, olho por cima do ombro dela e vejo os dois me encarando. Fico muito surpresa ao ver que a cor dos seus olhos mudaram e isso indicava que seus alfas tomaram conta do seus corpos. - Observo a cor dos olhos dos dois que são vermelhos.

- Nossa, já está assim para os novatos? - Pergunta com um sorriso malicioso.

Sinto as minhas bochechas pegarem fogo.

- O-O-O que? Não, que isso, ficou louca. - Digo bastante nervosa.

- Sei, me engana que eu gosto.

- Para Helena. - Digo muito envergonhada a fazendo rir.

Me viro para frente com o coração batendo muito rápido, eu tenho certeza que esse ano vai ser muito interessante.

****

A aula começa e eu mal consigo prestar atenção pelo simples fato que eu não consigo, motivo? Por causa daqueles dois homens deliciosos que não param de me encarar, como eu sei disso? Simples, eu sinto quando tem alguém me observando e ainda sei de onde estão me observando, é um dom que ganhei.

- O que foi? - Helena pergunta baixo em meu ouvido.

- O que? - Questiono sem entender.

- Você mal está prestando atenção, então me fala o que estar te incomodando.

São os novatos que estão me incomodando!!!

- Não é nada. Não precisa se preocupar. - Digo sorrindo de leve para ela que me encara desconfiada.

- Sei. - Ela diz e logo volta para o seu lugar.

****

Já estávamos na terceira aula que é de educação física e eu odeio muito essa aula. Porque todos só ficam me mercando e até os alfas que são bastante fortes, isso é palhaçada comigo.

- Vamos Loisa, todos já estão na quadra. - Helena diz me puxando.

- Vai você, eu não quero ir jogar.

- Vamos Loisa, nós somos uma boa dupla.

Reviro os olhos pelo seu comentário, mas, ela está certa, não querendo me gabar nem nada, só que nós duas somos muito boas no queimado.

- Vamos. - Ela sai me puxando para a quadra.

Eu queria morrer de vergonha, porque assim que entramos na quadra todos se viram para nós.

- Se não quisesse chamar tanta atenção teria vindo logo. - Respondo nada, porque se não é capaz de eu manda-la tomar no cu.

- Bom, tirem time para o jogo. - O professor diz olhando em volta.

Um dos novatos se aproximou, eu não sei qual é o seu nome, mais o mesmo tem um corpo bem musculoso, é alto demais e a cor dos seus cabelos é preto o deixando extremamente sexy. - O mesmo vai tirar pedra papel e tesoura com o Jackson que é capitão do time de futebol, esse cara é um tremendo idiota que gosta de colocar as pessoas para baixo.

- Pedra papel e tesoura!! - Jackson coloca pedra e o novato que ainda não sei como se chama coloca papel.

- Christopher pode escolher. - O professor diz.

Então esse é o Christopher.

Ele olha em direção ao seu irmão que logo vai até ele.

- Eu escolho Helena. - Jackson diz a encarando.

- Filho da mãe desgraçado!! - Ela vai até ele o xingando, seguro a risada por isso.

Essa Helena não tem jeito mesmo.

As ômegas arrumam os decotes das suas roupas para serem escolhidas pelo Christopher, o mesmo as ignora e olha para mim e dá um sorriso de lado.

- Eu vou ficar com ela. - Puta merda que voz é essa?

Minha loba dentro de mim fica inquieta, solto um pequeno suspiro e vou andando na sua direção e fico ao lado do seu irmão que tem um cheiro muito bom.

O tempo foi passando e eles continuavam a escolher, o Christopher escolheu mais homens depois de ter me escolhido, já o Jackson escolheu mais mulheres pro seu time.

- Já sabem as regras, nada de jogarem as bolas fortes pra não machucarem as ômegas e as betas. - O professor avisa.

Que comece o inferno, porque as meninas não param de mim olhar com raiva.

Capítulo 3 ⋘ CAPÍTULO DOIS ⋙

Heloísa Sophia.

O jogo mal tinha começado e já vinha bolas na minha direção, se não fosse o irmão do Christopher agarrando a bola, eu teria levado na cara com muita força. Rapidamente o mesmo joga de volta na garota que lançou a bola em mim, a mesma tentou segurar e falhou.

- Obrigada. - Agradeço um pouco envergonhada.

- Não tem de que. - Responde com um pequeno sorriso.

Meu Deus!! Como eles podem ter essas vozes tão lindas? Será que é porque são alfas lúpus? A minha loba dentro de mim está muito inquieta como se quisesse fugir.

Solto um suspiro e resolvo deixar isso de lado, volto a prestar atenção jogo e a líder de torcida joga a bola na minha direção e consigo me esquivar com maestria. O Christopher tinha pego a bola e me entrega com um lindo sorriso de lado.

Jesus me ajude.

Suspiro e lanço a bola na direção dela, a mesma consegue se esquivar e aceita uma da suas amigas.

- Porra! - A Vitória diz irritada.

- Tenta queimar eles de volta. - A Jéssica fala pra ela.

A mesma vem para trás da linha e lança rapidamente na minha direção, consigo me esquivar e o Jackson agarra e lança mais uma vez na minha direção, a bola passou perto de mim.

Porra, se essa bola tivesse pegado em mim, eu estaria na ala hospitalar agora.

- Jackson olha a força. - O professor o repreende.

- Foi mal professor. - Diz ele soando inocente, só que ele me encara com odeio.

O que foi que eu ti fiz garoto? Porque a escola toda me odeia tanto assim? Eu nunca fiz nada para ninguém, sempre prefiro ficar na minha.

O Jackson lança a bola na direção do irmão do Christopher e o mesmo agarra como se fosse uma bolinha de papel, sorrio com isso. Agora você se lascou Jackson. - O mesmo lança a bola no Jackson com tanta força, ele ainda tentou segurar só que foi em vão, sentir até pena dele quando o mesmo caiu no chão gemendo de dor.

- Olha a força, senhor Lorenzo. - O professor repreende ele também.

- Foi mal, professor. Aumentei a força sem querer. - Seguro a risada ao ouvir isso.

O Jackson se levanta do chão gemendo ainda de dor após ter levado uma bolada. Ele caminha em direção a arquibancada porque não vai conseguir mais jogar.

- Mandou bem, irmão. - O Christopher fala pro seu irmão Lorenzo.

Os dois dão sorrisos um pouco idênticos mesmo não sendo gêmeos, só que os sorrisos deles dois é muito lindo demais. Percebo que fiquei babando olhando para eles, porque os dois não param de me encarar nesse momento

Misericórdia, fiquei tão distraída ao encara-los que estou parecendo uma louca. Mais convenha a nós, eles dois são uns deuses gregos isso ninguém nega.

O Lorenzo tem o mesmo tipo de corpo do seu irmão, ele é bem musculo e tem cabelos castanhos escuros, sua altura é bastante grande.

Fiquei tão distraída com os meus pensamentos que acabei levando uma bolada na barriga, solto um gemido de dor com o impacto.

- Loisa!!! - Helena grita e rapidamente vem correndo até mim. - Você está bem?

Eu mal conseguia formular uma palavra pela dor no estômago.

- Venha, irei leva-la a enfermaria. - Lorenzo diz ao se inclinar e me pegar nos braços.

Jesus do céu!!! Que braços!!

Seu cheiro é tão delicioso que parecia moranga, eu fiquei tão embriagada com o seu cheiro que sem perceber acabo enterrando o rosto em seu pescoço.

- Gostou do meu cheiro? - Pergunta com um lindo sorriso.

Eu só passo vergonha!!!

Retiro rapidamente o rosto do seu pescoço.

- M-Me desculpa.... Eu... - Sou interrompida pela sua risada.

Ai meu pai do céu!!

- Não se preocupe com isso, pode sentir o meu cheiro a vontade se quiser. - Onde eu enterro a minha cabeça agora? Meu Deus.

Abaixo a cabeça sem coragem de encara-lo, o mesmo abra a porta da enfermaria sem problema algum, a doutora Sandra nos encara.

- O que aconteceu? - Pergunta sem demonstrar preocupação.

Mulher idiota.

- Ela levou uma bolada no estômago. - Responde sério.

- Coloque ela em cima da cama. - Aponta.

O mesmo me guia até a cama e ela se aproxima com um saco de gelo, ergo um pouco a minha camisa pra colocar o gelo. Assim que faz contato solto um gemido de dor.

Ainda está dolorido.

- Depois do gelo irei lhe passar um remédio. - Diz e a encaro.

Porque não me dá agora? Eu preciso!!!

Solto um suspiro e somente aceno para ela.

A mesma encara o Lorenzo.

- Pode ir querido, ela vai ficar bem. - Não vou!!

Mais estou com uma leve impressão que a mesma está dando em cima dela.

- Você vai ficar bem mesmo? - Pergunta se aproximando mais ainda de mim, ignorando totalmente ela.

- Sim.... Eu vou. - Respondo um pouco nervosa com sua aproximação.

Não que fosse um incomodo a aproximação dele perto de mim, é que eu nunca tive uma conversa com um garoto antes, isso faz eu ser bem tímida.

- Certo então, vou voltar para a quadra. - Avisa e concordo com a cabeça.

Ele caminha até a porta e logo para, olho para ele sem entender o porque de ter parado. Sem mais nem mesmo, ele volta até mim e beija a minha testa, deixando-me muito envergonhada.

- Agora eu posso ir. - Fala sorrindo.

Meu Deus!! Ele beijou a minha testa!!!

Ele sai da enfermaria sem olhar para trás, a doutora me encara por alguns segundos e logo volta para o seu lugar, resolvo descansar um pouco. - Fecho os olhos sentindo o seu cheiro delicioso ainda impregnado nas minhas roupas, fecho os olhos e logo adormeço.

****

Acordo com carinho em meus cabelos e já sei quem é.

- Como foi o jogo? - Questiono abrindo os olhos a encarando.

- Foi um lixo, eu acabei sendo suspensa. - Arregalo os olhos por isso.

- Como? Porque? Você não fez nada. - A mesma solta um suspiro.

- A garota que jogou a bola em você está na quadra acabada. - A olho confusa.

- Helena o que você fez? - Pergunto preocupada.

- Eu bati nela porque começou a falar mal de você, quando o senhor gostosão a levou embora. - Coro um pouco com o senhor gostosão.

- Não deveria ter feito isso, Helena. - A repreendo.

- Claro que deveria, aquela infeliz lhe chamou de vadia e disse que você só estava fingindo está com dor só pra ser carregada por ele.

Que puta, eu realmente estava e ainda estou com dor, aquela bola me acertou em cheio.

- Aquela idiota me acerta e ainda tem a cara de pau em dizer que eu estava me fingindo, ah que inferno!! - Grito irritada.

- Né, aquela sebosa. Enfim, agora só vou voltar daqui a cinco dias. - Diz suspirando.

- Sinto muito amiga.

- Que nada, assim eu posso passar esses cinco dias em casa assistindo séries.

Acabo rindo um pouco com o que ela diz, essa Helena é doida mesmo.

- Que horas são? - Pergunto ao notar que o sol está se pondo.

- São cinco e meia e as aulas já acabaram. Então vim acordar você pra irmos para casa. Vamos?

- Sim. - Me sento na cama e suspiro por causa da dor na barriga.

Tenho medo que por causa da bolada possa fazer o meu cio chegar.

Suspiro e me levanto da cama com ajuda dela, ela pega a minha bolsa que trouxe da nossa sala e formos caminhando pelo corredor.

- Eu acho que eles gostaram de você. - Diz do nada.

A olho confusa.

- Quem?

- Os novatos. - Arregalo os olhos surpresa.

- O-O-O que? Claro que não, Helena. De onde tirou isso? Por isso acho que você é louca.

A mesma bufa.

- Eu percebi o jeito que eles te olharam quando você foi atingida pela bola. Menina, fiquei até com medo com a cor dos seus olhos vermelhos. E ainda por cima você cheira a ele.

Coro um pouco.

- Mais é claro né Helena, ele me carregou até a enfermaria. Claro que vai está o cheiro dele em mim.

Ela me olha e dá um sorriso de lado.

- Agora me diz, você gostou não foi? - Sorrio ao lembrar do beijo na testa. - Oh, o que mais aconteceu quando ele trouxe você?

- No corredor para a enfermaria eu acabei cheirando o seu pescoço. - A mesma gargalha, deixando-me muito corada.

- Meu Deus, Loisa! Oh, como eu queria ter visto isso.

- Ele ainda me perguntou se eu estava gostando do cheiro dele. - Ela solta outra gargalhada me deixando sem graça.

- Ah, como eu daria de tudo para ver essa cena. - Reviro os olhos.

Sorrio de leve.

- E tem mais. - Ela me olha atenta. - Quando ela ia embora da enfermaria o mesmo voltou e beijou a minha testa e simplesmente foi embora.

- O meu Deus, isso vai dá namoro!! Vai dá namoro!! Vai dá namoro!!! - Começa a gritar no meio do corredor.

- Cala boca porra, fala baixo!! - Ela simplesmente rir.

- Vai dá namoro!! - Ela sai andando pelo corredor cantando.

A pessoa manda ela falar baixo e a desgraça fala mesmo baixo, mais continua com essa ideia de namoro. Bom, eu até queria um alfa pra cuidar de mim, só não sei se a minha família vai aceitar um alfa lúpus, já que alguns tem fama de serem violentos.

- Ai meu Deus, a minha menina está quase namorando.

- Não viaja Helena!

- Falando em viajar, eu quero batatinha. - Franzo a testa sem entender.

Como viajar tem haver com batatinha?

- Só vamos ir pra casa que a minha barriga está doendo.

- Tudo bem, vamos passar na farmácia e comprar um remédio a dor na sua barriga.

- Só que eu não tenho dinheiro, Helena.

- Tudo bem, depois você me paga com uma deliciosa refeição.

Acabo rindo.

Essa menina não tem jeito mesmo, mais a amo do jeito que é.

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