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Meus companheiros.

Meus companheiros.

Autor:: Jihyo_Gostosa
Gênero: Lobisomem
Uma ômega muito gentil e bastante tímida, nunca imaginou que iria encontrar o seu companheiro. Ela achava que jamais iria encontrá-lo, mas o que ela não sabia e nunca imaginou. É que o destino tinha preparado para ela, não só um alfa, e sim, dois alfas lúpus. Mas infelizmente ela não sabia que eles eram seus alfas. Por causa da sua mãe. Sua mãe lhe deu remédios para evitar o cio durante seis anos, e por causa disso, teve efeitos colaterais no corpo da Aurora. Fazendo com que ela não consiga mais se transformar em lobo, fazendo que a sua loba inferior sempre estivesse cansada e sonolenta. E por causa disso a sua loba não reconheceu eles como companheiros. Mas eles sim. E ela descobre que são companheiros depois de passarem o cio juntos.

Capítulo 1 Cap um.

Aurora Evans.

Nunca imaginei que iria sofrer tanto no meu primeiro cio. Tenho dezoito anos e meu cio tem sido atrasado por um longo tempo por causa da minha mãe. Ela é uma mulher muito protetora comigo e também é louca, isso eu confesso. Me forçou a tomar remédios para evitar o meu cio desde quando eu tinha doze anos, a desculpa dela é que eu não deveria passar esse período sofrendo de dor sozinha. - Mas isso é normal, todo mundo já passou por isso.

Mas infelizmente a minha dor seria muito forte por causa que eu sou uma ômega lúpus. Nosso cio é bastante intenso e bem pior do que um cio de um ômega normal. - Se o meu período tivesse vindo normalmente, eu não estaria sofrendo as consequências agora. Porque o médico disse que os medicamentos que eu estava tomando, ele estava dando efeitos colaterais no meu corpo, não só me afetando, como também a minha loba.

Ela tem dormido muito por causa dos remédios, e eu tenho vomitado bastante. A cor da minha pele é morena, mas por causa dos remédios, eu fiquei bastante pálida. Meus cabelos castanhos claros começaram a cair, perdi muito dos meus cabelos por causa dos efeitos dos remédios. - Antigamente o meu corpo tinha mais curvas e mais carnes, mas de tanto eu colocar tudo para fora, fiquei bastante magra que chegou a ver o osso da minha clavícula.

E o remédio causou mais um efeito no meu corpo, o pior efeito do mundo. Ele começou a me impedir de me transformar em lobo. Tentei várias vezes e não consigo, sinto dores muito fortes de cabeça, o médico disse que não sabe por quanto tempo irei ficar assim. Eu culpo a minha mãe por isso, ela tirou isso de mim por causa da sua proteção. - Antes eu corria livremente na minha linda forma de lobo, mas agora nem isso eu posso.

Mal consigo ouvi a voz da minha loba, por culpa desse maldito remédio. Eu odeio minha mãe por causa disso, ela me tirou algo especial, tirou minha forma de lobo. - Mas infelizmente eu não posso fazer nada, eu moro na casa dela e dependo dos meus pais.

Ainda nem encontrei o meu companheiro. E nem sei onde ele está, só queria tê-lo em meus braços, ter o nosso alfa nos protegendo e cuidando de nós. É tudo o que eu mais desejo.

****

07:30 - Escola - EUA - Nova York.

Quarta-Feira.

Observo o prédio na minha frente, nem estou com vontade de estudar hoje. Fico parada só vendo as pessoas entrando na escola.

Porque eu tenho que vim para escola? Sempre é a mesma coisa, não tem nada de diferente. Só fico pensando vinte e quatro horas no meu cio, esse vai ser o meu primeiro período e eu estou com muito medo. Vai ser tão intenso que acredito que irei pedir para morrer, eu sou virgem, nem brinquedos eu posso usar para tentar me satisfazer. Eu estou com muito medo.

- Aurora!! - Olhei para frente e vejo a minha melhor amiga acenando para mim.

Laura é uma beta de dezoito anos, tem a pele branca, a cor dos seus cabelos são avermelhados, e o que se destaca mais ainda é a cor dos seus belos olhos castanhos claros.

Ela é um pouco maior do que eu, enquanto eu tenho um metro e sessenta, ela tem um metro e sessenta e sete.

- Bom dia, Laura. - A cumprimentei com um beijo na bochecha como sempre.

- Bom dia, Aurora. Como você está, amiga? - Suspirei com a sua pergunta. - O que foi? Que carinha de tristeza é essa?

- Eu estou muito preocupada com o meu cio chegando, amiga. Nem sei quando vai chegar, pode chegar hoje ou amanhã. Ser pega de surpresa está me dando muita ansiedade. E para piorar, o médico disse que vai doer muito.

Ela suspirou e entrelaçou os nossos braços.

- Eu sinto muito pelo o que você está passando, amiga. - Ela negou com a cabeça. - Tudo isso por culpa da sua mãe que lhe impediu de ter o seu primeiro cio. É engraçado que não vai ser ela que irá sofrer e sim você. Tudo isso é culpa dela. - Falou ela toda irritada.

Eu não culpo a Laura por isso, porque eu também culpo a minha mãe pelo o que eu estou passando. Até o médico disse que ela não deveria ter feito isso, e o que ela fez, poderia ser considerado um crime. Impedir o primeiro cio é uma coisa, mas impedir durante seis anos já é algo preocupante.

- Sim, eu também culpo ela, Laura. Mas na cabeça dela, o que ela fez foi para a minha proteção. - Ela bufou ao meu lado.

- Proteção um caralho! Ela sabia o que estava fazendo. Você é uma ômega lúpus, e ômegas lúpus são mais sensíveis do que um ômega normal. Ela estava ciente que impedindo você de ter o seu cio, iria te fazer sofrer bastante. E olha o que aconteceu, por causa dos remédios você não pode mais se transformar na sua forma de lobo.

Suspirei cansada com tudo isso.

- Vamos só tentar esquecer isso por um momento, por favor. Eu não estou com cabeça para isso. - Agora foi a vez dela de suspirar.

- Muito bem. Só porque você me pediu. - Sorri de leve.

- Obrigada.

Eu e a Laura nos conhecemos desde quando éramos crianças, estudávamos no mesmo jardim de infância e ela sempre foi muito gentil comigo por eu ser uma ômega lúpus. Muitos faziam bullying comigo por eu ser uma lúpus. Diziam que eu era frescurenta demais, até que um dia, um garoto alfa usou sua voz comigo. Meus ouvidos são bastante sensíveis e logo começaram a sangrar, a Laura me socorreu para a enfermaria, mas não adiantou, eu tive que ir para o hospital. Depois daquele dia eu nunca mais fui para a escola, mas a Laura sempre me visitou e nossa amizade se fortaleceu.

- Enfim, você soube que entraram dois lindos novatos? - Perguntou enquanto andávamos pelo corredor.

- Não. Eu não sabia disso. - A respondi sem me importar com isso.

Sempre entram novatos, então não é nenhuma surpresa.

Capítulo 2 Cap dois.

Aurora Evans.

- Como não sabia? A escola toda já está sabendo disso. - Me encarou muito surpresa.

Revirei os olhos.

- Eu não me importo com isso, Laura. E também eu não gosto de ficar me metendo na vida dos outros, é o povo dessa escola que já faz isso. - Agora foi a vez dela de revirar os olhos.

- Você é muito certinha, Aurora. - Bufei. - Enfim, entrou dois lindos novatos, o primeiro se chama Alex Miller, um alfa lúpus. - A encarei muito surpresa.

Um lúpus entrou na escola? Eu nunca encontrei um alfa lúpus na minha vida.

- Nossa, essa vai ser a minha primeira vez me encontrando com um lúpus. Já que são considerados bem raros. - Ela acenou com a cabeça.

- Isso mesmo. E não vai ser só um alfa lúpus, amor. - A encarei sem entender. - Ele tem um irmão, e ele também é um alfa lúpus.

- Um irmão? - Como caralhos ela sabe disso?

- Tem sim. O seu nome é Thomas Miller, dizem que ele é o mais velho. - Estou bem surpresa.

- Esse povo realmente me surpreendeu com essa investigação. - Ela riu.

- Somos todos detetives. - Falou brincando.

São um bando de invasores de privacidade, isso sim.

Entramos na nossa sala de aula, logo eu senti dois cheiros bastante deliciosos no ar. Rapidamente comecei a procurar em volta os donos dos cheiros, foi quando meus olhos encontraram os deles.

Minha nossa!!

O primeiro alfa é bastante alto, a cor da sua pele é morena, seus cabelos são platinados, o deixando muito sexy. E o que destaca são seus olhos azuis claros, reparei também que ele tem piercing nos lábios, no nariz e na orelha. E o formato do seu rosto é quadrado, o deixando com um ar de bad boy.

Desviei o meu olhar para o segundo alfa. A cor da sua pele também é morena, seus cabelos são cinza escuro, o fazendo ser bem sexy. E o que também destaca nele são a cor dos seus olhos azuis escuros, muito escuro. Notei que o mesmo tem uma tatuagem no pescoço, uma piercing também nos lábios, o formato do seu rosto é triangular.

Puta merda! Esses dois são os alfas mais lindos que eu já vi na minha vida.

Eu não conseguia desviar o olhar, e percebi que eles também não. Isso me fez morder os lábios de nervosismo.

- Amiga, você está muito vermelha. - Comentou rindo de mim.

- Cala a boca. - Desviei o olhar rapidamente.

Seguimos em direção aos nossos lugares de sempre, mas eu conseguia sentir os olhares deles sobre mim enquanto eu andava.

Eu estou tão nervosa que nem consigo andar direito, sinto que eu desaprendi a andar.

Me sento no meu lugar que é perto da mesa do professor, e como sempre a Laura senta atrás de mim. Coloquei a minha bolsa em cima da mesa e fui retirando o meu material, colocando em cima da minha mesa.

- Ei, me empresta uma caneta. - Olhei para ela. - Eu esqueci.

- Como sempre. Você tem esquecido suas canetas faz dois anos. E ainda não devolve as minhas. - Ela simplesmente sorriu. Soltei um suspiro. - Você não presta.

- Você me ama.

- Infelizmente.

Peguei uma caneta azul e entreguei a ela.

- Aproveita e fica com você, porque eu já sei que nem vai devolver. - Ela riu.

- Que amiga mais inteligente que eu tenho. - Bagunçou meus cabelos.

Choraminguei irritada, porque demorei bastante para alisar o meu cabelo, e ela ainda vem desarrumar.

Escutei um rosnado e isso fez o meu sangue gelar na hora. Virei o meu rosto para o lado rapidamente e percebi que os dois estavam me observando. Fiquei em choque ao notar que as cores dos seus olhos se tornaram dourados.

Porque eles estão assim?

- Nossa, já conquistou os novatos? - Notei seu sorriso malicioso.

Senti minhas bochechas esquentarem de vergonha.

- Ficou louca!!? - Falei um pouco alto por causa do nervosismo.

- Sei... Me engana que eu gosto.

- Nada a haver, Laura. Pare com isso. - Falo bastante envergonhada a fazendo rir.

Virei para frente com o meu coração batendo rapidamente. Eu tenho a sensação que esse ano vai ser bem interessante.

A porta foi aberta pelo professor de história.

- Bom dia, alunos. - Nos cumprimentou como sempre faz.

O professor é um homem de quarenta e cinco anos, ele é um homem baixo, tem barba branca, a cor dos seus olhos são castanhos escuros, ele é um homem calvo. Eu gosto dele, um homem muito gentil que sempre está nos ajudando.

Ele é um beta e é casado com a professora de ciência, que também é uma beta.

- Peguem seus livros e abram na página cinquenta. - Falou assim que colocou suas coisas em cima da mesa.

Peguei o meu livro e abri na página dita.

- Quero que leiam esse texto e me escrevam o que vocês entenderam, isso está valendo ponto.

Muitos alunos começaram a reclamar.

- Não me importo com suas reclamações, estou fazendo isso para ajudá-los. Porque quando vocês forem mal na prova, esses pontos vão salvar a pele de vocês. Então parem de reclamar.

Por isso que eu gosto desse professor.

Eu tentei focar no texto, mas eu não estou conseguindo por causa daqueles dois alfas. Eu tenho um ótimo sexto sentido, e nesse momento estou sentindo que os dois estão me olhando fixamente e isso está me deixando incomodada demais para prestar atenção no texto.

Eu não sei o porquê deles estarem tão interessados na minha pessoa, eu não sou alguém tão especial assim. Será que estão me olhando tanto assim por eu ser uma ômega lúpus? Será que eles já encontraram outros ômegas lúpus? Porque isso não está fazendo sentido para mim, minhas costas estão queimando com os olhares deles sobre mim.

- Ei. - Laura me cutucou. - Qual é o problema? - Perguntou sussurrando.

- O que? Não tem nenhum problema. - Sussurrei de volta para ela.

- Não tem? Você nem está focando no texto. Me fale, o que está te incomodando?

São esses novatos!! Eles que estão me incomodando. Eu nem consigo me concentrar direito por causa dos seus olhares, e também nem tenho coragem de olhar de volta para eles.

- Não é nada, você não precisa se preocupar. Eu estou bem. - Sorri de leve para ela.

Ela me olhou desconfiada.

- Tudo bem, irei acreditar em você. - Suspirei aliviada quando ela voltou a prestar atenção no seu livro.

Engoli seco e olhei para o lado, rapidamente senti meu rosto ficar vermelho ao me deparar com os dois ainda me encarando.

Puta merda! Meu coração quase saiu pela boca. Porque caralhos eles não param de me olhar? Isso é tão vergonhoso. Eu preciso focar na minha atividade. Se eu conseguir.

*****

Hoje as aulas se passaram tão rápido que estou surpresa, nesse momento estou no vestiário me trocando para a maldita aula de educação física.

Eu odeio educação física, porque toda vez que vamos jogar algum jogo, eu sempre sou marcada por todos. E principalmente por alfas arrogantes, a sorte é que eu sou ótima em me esquivar, se não fosse por isso, eu estaria muito fodida. Porque eles não tem pena de mim, sempre lançam as bolas com bastante força em minha direção. Por muita sorte eu consegui me esquivar dessas bolas, porque senão, eu estaria no hospital.

- Vamos, Aurora. Todos já estão na quadra. - Laura falou me puxando.

- Vai você, Laura. Eu não quero jogar. - Tento me afastar dele, mas é impossível.

- Vamos lá, Aurora. Nós duas somos uma boa dupla. - Isso me fez revirar os olhos pelo seu chororô.

Mas, infelizmente ela está certa. Não estou querendo me gabar, de fato, nós duas somos uma boa dupla nos jogos.

- Tudo bem. - Ela sorriu e foi me puxando para a quadra.

Nesse momento eu queria um buraco para me enterrar, porque todo mundo na quadra se virou para nos encarar.

- Se você não quisesse passar vergonha assim, você deveria ter vindo quando todo mundo entrou. - Não respondi nada.

Porque é capaz de eu mandar ela fechar o cu.

- Enfim, tirem pedra, papel e tesoura, para decidir o time. - Falou o professor Carlos. - Porque o jogo de hoje vai ser queimado.

Ele é um alfa. O professor Carlos tem trinta e cinco anos, ele é bastante alto, a cor da sua pele é morena, a cor dos seus olhos são verdes escuros, a cor dos seus cabelos é castanho claro.

Observo um dos novatos se aproximando do idiota do Taylor, o capitão do time de futebol. Eu ainda nem sei como ele se chama, não sei se ele é o Alex Miller ou o Thomas Miller.

- Pedra, papel e tesoura!! - Taylor colocou pedra e o novato colocou papel.

- Thomas, você pode escolher. - Falou o professor.

Ah, então esse é o Thomas. Ele é realmente tão lindo com essas tatuagens.

Thomas olhou na direção do seu irmão, que logo veio na sua direção.

- Sua vez, Taylor.

- Eu fico com a Laura. - Ele sorriu na direção dela.

Percebi que a Laura ficou muito puta com essa escolha.

- Filho de uma puta!! Desgraçado do caralho! - Ela foi na direção dele xingando, isso me fez segurar a risada.

Por isso que eu amo essa mulher, ela me faz rir com coisas simples.

Reparei que todas as ômegas no local começaram arrumar seus decotes, deixando quase seus seios amostra. Tudo isso para ser escolhido pelo Thomas.

Fiquei um pouco nervosa quando ele olhou na minha direção.

- Eu escolho ela. - Ele sorriu.

Meu Deus!! Que voz é essa? A voz dele é tão grave, isso deixou minhas pernas um pouco bambas. Senti também a minha loba ficar um pouco inquieta dentro de mim.

Respirei fundo e fui andando na sua direção, acabei ficando ao lado do seu irmão Alex.

Que cheiro bom! O cheiro dele está me deixando embriagada, o que eu mais queria nesse momento, é enterrar o meu rosto em seu pescoço e ficar sentindo o seu delicioso cheiro. Eu preciso me acalmar.

Os minutos foram passando e o Thomas escolheu mais homens para o time, já o Taylor escolheu mais mulheres para o seu time.

- Todos vocês já conhecem as regras, nada de jogarem as bolas fortes. Isso pode acabar machucando os ômegas e as betas. - Avisou o professor. - Podem começar.

Isso vai ser um inferno, porque todas as garotas não param de me fuzilar pelos olhos de tanta raiva.

Estou ferrada.

Capítulo 3 Cap três.

Aurora Evans.

Quarta-Feira.

Fiquei bastante surpresa quando a bola veio na minha direção. Se não fosse pelo irmão do Thomas, eu com certeza teria levado uma bolada na cara. Quando ele agarrou a bola, eu reparei que ela veio com muita força. Eu estaria muito ferrada.

Olhei para ele com vergonha.

- Muito obrigada. - Agradeci com bastante vergonha.

Ele sorriu.

Que sorriso lindo, chega a derreter a pessoa.

- Não precisa agradecer.

Que voz linda da porra! Chega a deixar as minhas pernas feitas gelatina. E eu ainda estou sentindo que a minha loba está bastante inquieta. Será que ela está acordando? Já que ela vive dormindo muito por causa dos efeitos dos remédios. Enfim, é melhor eu me concentrar no jogo, antes que eu seja acertada.

Percebi que a Jennifer, uma ômega, está me encarando muito. Reparei que seus olhos ficaram azuis.

O que eu fiz para essa garota? Quer dizer, o que eu fiz para essa gente toda? Só porque o novato falou comigo? Sério isso?

Ela jogou a bola na minha direção e eu consegui me esquivar com maestria a fazendo ficar muito irritada. O Thomas agarrou a bola dela e me entregou com um lindo sorriso.

Deus me ajude para não pular nele.

Ele se aproximou de mim e estendeu a bola.

- Aqui. - Sorri sem jeito para ele.

- Obrigada.

Virei para frente e lancei a bola na direção dela, ela conseguiu se esquivar e a bola acertou uma das suas amigas.

- Merda! - Falou a Bruna muito irritada.

- Tenta queimar eles de volta. - Jennifer falou para ela, mas depois me olhou com muita raiva.

Eles não, e sim, eu. Eu mereço isso, pelo amor de Deus, garota! O que foi que eu te fiz?

A Bruna veio para atrás da nossa linha e rapidamente jogou a bola na minha direção, mas uma vez eu consegui me esquivar. Tomei um susto quando vi que o Taylor agarrou a bola, ele lançou e a bola passou bem perto de mim, que senti até o vento.

Puta merda! Se essa bola tivesse pegado em mim, eu com certeza teria sido mandada para a enfermaria ou o hospital.

- Taylor!! Olha a sua força, garoto! - Repreende o professor muito sério.

- Foi sem querer professor, acabou sendo forte. - Ele falou soando bem inocente, mas eu conheço a peça que ele é.

Assim que o professor desviou o olhar dele, o mesmo me encarou com um ódio terrível.

E a pergunta que eu estou me fazendo muito é, o que eu te fiz? Porque essa escola me odeia tanto assim? Será que é só porque eu sou a única ômega lúpus daqui? Porque está sendo bem difícil entender essas pessoas, eu nunca fiz nada com ninguém. E também, eu nem falo com ninguém dessa escola a não ser a Laura.

Prestei atenção no jogo e vejo o Taylor jogar a bola na direção do irmão do Thomas, fiquei com medo dele se machucar, mas a minha preocupação foi em vão. Porque ele agarrou a bola como se fosse uma bolinha de papel, isso me fez sorrir aliviada. Ele lançou a bola com tanta força na direção do Taylor que tentou agarrar, mas foi impossível. Porque ele logo caiu no chão gemendo de dor.

- Olha a força rapaz. - O professor mais uma vez repreende alguém pelo uso de força.

O Alex olhou para ele com um pequeno sorriso.

- Ah, foi mal, professor. Eu aumentei a minha força sem querer, me desculpe. - Isso me fez segurar a risada.

Eu confesso que foi muito bom de ver isso, ele mereceu essa humilhação. Eu nunca gostei dele por ser tão arrogante e sempre ficar se achando.

O Taylor se levantou do chão ainda gemendo de dor e foi caminhando em direção às arquibancadas, já que não conseguia jogar mais.

- Mandou muito bem, irmão. - Falou o Thomas e os dois fizeram um toque entre si.

Reparei nos sorrisos deles dois, e notei que eles têm sorrisos iguais, mesmo não sendo gêmeos. Como isso é possível? Enfim, fiquei babando tanto neles que nem percebi a bola vindo na minha direção, só fui perceber quando eu senti a bola na minha barriga. O impacto foi tão grande que eu caí no chão.

- Aurora!!! - Gritou a Laura correndo na minha direção. - Amiga, você está bem?

Eu nem conseguia formar uma palavra de tanta dor que eu estou sentindo. Tive que ser acertada logo na barriga?

- Amiga? - Percebi a enorme preocupação nos olhos dela.

- Irei levá-la para a enfermaria. - Falou o irmão do Thomas, o Alex.

Fiquei muito surpresa quando ele me pegou nos braços. Se eu não estivesse com tanta dor, eu com certeza ficaria muito envergonhada.

- Você sabe onde fica a enfermaria? - O professor perguntou se aproximando.

- Eu posso encontrar sem nenhum problema. - O professor acenou com a cabeça.

- Muito bem.

Eu apoio as minhas mãos na minha barriga e respiro fundo, encostei a minha cabeça no peitoral dele, já que ele é bem alto. Ele me carregou para fora da quadra.

- A enfermaria é daquele lado. - Consigo falar, mas em um tom baixo.

- Obrigado, princesa. Mas não se esforce em falar. - Senti meu rosto pegar fogo com esse apelido.

Como ele pode me chamar assim tão facilmente? E o mais importante é esse delicioso cheiro, parecia morango, é tão gostoso.

Fiquei tão embriagada no seu cheiro, que sem perceber eu acabei cheirando o seu pescoço.

Que cheiro gostoso.

- Você gostou do meu cheiro, princesa? - Eu rapidamente recobrei a consciência e me afastei com muita vergonha.

- M-M-Me desculpa... Eu. - Sou interrompida pela sua linda risada.

Meu Deus! Eu estou parecendo uma louca apaixonada! Porque tudo nesses garotos eu acho lindo.

- Não precisa se preocupar com isso, pode sentir o meu cheiro a vontade se você quiser.

Minha senhora do céu!! Eu só passo vergonha, meu Deus! Queria um lugar para enterrar o meu rosto agora, e aproveitar para me enterrar também. Essa vergonha toda me fez esquecer a dor na minha barriga.

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