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Mimada no casamento relâmpago com o magnata

Mimada no casamento relâmpago com o magnata

Autor:: IReader
Gênero: Moderno
Expulsa por uma família de "elite" e ridicularizada pela alta sociedade, Elena chocou a todos ao se casar com o homem mais poderoso da cidade. Eles presumiram que era apenas um acordo temporário, pois ele havia dito: "O acordo é por dois anos. Depois disso, terminamos." No entanto, após o casamento, ele se recusou a deixá-la partir. "Elena, você não pode me deixar." Enquanto ele a enchia de amor, os rumores se desfaziam um a um. Uma pintora renomada, uma hacker brilhante e uma especialista genial em tecnologia - as verdadeiras identidades de Elena deixaram o mundo em choque. Quando uma renomada marca de luxo publicou a foto de sua herdeira perdida, todos se perguntaram: "Por que ela se parecia tanto com Elena?"

Capítulo 1 Um cheque deixado para trás

Ao abrir os olhos na suíte do hotel, Elena Harvey viu o homem deitado ao seu lado, que era absurdamente gostoso.

Uma expressão de constrangimento cruzou o rosto de Elena, misturada com algo bem mais difícil de descrever.

Na festa da noite anterior, ela havia tomado apenas alguns goles antes de sentir que algo estava muito errado. Então, saiu o mais rápido que pôde, atordoada e perdendo as forças a cada passo, até que de alguma forma acabou parando em um dos andares dos quartos de hóspedes. Uma das portas estava entreaberta e, em seu estado de confusão, ela entrou cambaleando.

De repente, um homem alto e atraente surgiu à vista.

"Saia."

Essa foi a primeira palavra que ele disse a ela, fria, seca e cheia de raiva.

No entanto, naquele momento, ela estava se sentindo mal demais para pensar com clareza em qualquer coisa. A única coisa que se lembrava era o quão atraente ele era e como, apesar da frieza dele, ela não conseguiu resistir em se aproximar e queria se aconchegar nele...

Voltando à realidade, Elena cerrou as sobrancelhas e se forçou a parar de se lembrar antes que fosse longe demais.

De repente, o homem ao seu lado se mexeu, fazendo seu coração disparar. Ela fixou seu olhar no rosto belamente esculpido dele, enquanto um traço de inquietação passava por seu rosto.

Após alguns segundos, por sorte, ele continuou dormindo.

Só então ela soltou um leve suspiro de alívio. Com todo o cuidado do mundo, saiu de debaixo das cobertas, se levantou da cama e, ignorando a dor que percorria seu corpo, pegou apressadamente as roupas espalhadas pelo chão.

Ela admitiu para si que ir embora sem se despedir depois de passarem a noite juntos não era nada certo.

Depois de se vestir, Elena ficou ao lado da cama olhando para o homem que continuava dormindo. Ele era realmente muito atraente! Embora ela já tivesse visto muitos homens bonitos na sua vida, nunca um que a tivesse impactado tanto à primeira vista.

O único problema era que ele não fora nada gentil na cama.

De repente, alguns fragmentos da noite anterior surgiram em sua mente. O calor invadiu seu rosto, a fazendo descartar esse pensamento imediatamente.

Após hesitar por um momento, ela tirou um cheque de sua bolsa e o deixou sobre a mesa de cabeceira. Ainda achando que isso não era suficiente, encontrou uma caneta, escreveu um bilhete e o colocou ao lado do cheque.

Só depois de fazer isso, ela se virou e foi embora.

Assim que ela entrou no elevador, seu celular começou a tocar, então ela o pegou e atendeu: "Alô."

"Ei... o que aconteceu com você? Por que está com essa voz tão exausta logo de manhã?", a mulher do outro lado da linha perguntou, direta como sempre.

Pigarreando suavemente e baixando a voz, Elena respondeu: "Não dormi bem ontem."

"Não dormiu bem? Por quê?"

"Não foi nada." Elena esfregou a ponta do nariz, não querendo se prolongar nesse assunto. "Por que está me ligando a essa hora?"

"Ah, é mesmo. Os funcionários de Henry Watson vieram à galeria novamente. Eles disseram que estão dispostos a pagar dez vezes o valor da sua pintura. Vai querer reconsiderar?"

Elena não respondeu de imediato.

Como se estivesse com medo de que ela fosse recusar, a mulher continuou rapidamente: "Querida, você tem ideia de quem é Henry Watson? Ele é o responsável pelo Grupo Genesis. Esse homem tem poder, um lado cruel e uma reputação que ninguém ousa desafiar. No momento em que os homens dele entraram, percebi que ele queria muito essa obra. Já recusei uma vez. Se eu disser não novamente... acho que minha vida estará em perigo."

Diziam que Henry havia assumido o controle de sua família aos dezesseis anos e acabado com a disputa interna da família. Aos dezoito, ele já era o verdadeiro poder por trás do controle do Grupo Genesis. Agora, com apenas vinte e seis anos, ele havia aumentado o valor de mercado da empresa em várias vezes. Sua ascensão foi tão rápida e impiedosa que o transformou em uma figura quase lendária no mundo dos negócios.

Além das pessoas mais próximas a ele, ninguém sabia como ele era de verdade, mas as histórias sobre ele nunca pararam de surgir.

Após pensar por um momento, Elena concordou: "Tudo bem, pode deixar que ele fique com ela."

Aquela pintura havia sido preparada para ser um presente para a família Barnes, mas agora isso não fazia mais sentido.

Aquela família sempre a desprezou por ser uma pessoa simples. Além disso, eles nunca pretenderam cumprir a promessa que fizeram ao seu pai. Por isso, ela não tinha o menor interesse em se casar com um riquinho mimado daquela família.

A mulher do outro lado da linha soltou um suspiro profundo de alívio, sua empolgação quase transbordando. "Ótimo. Assim que a venda for concluída, enviarei o dinheiro para você."

"Não precisa pedir dez vezes o valor. O valor original é suficiente", disse Elena.

A mulher soltou uma risada do outro lado da linha. "Eu sei disso. Mesmo que ele estivesse disposto a pagar tudo isso, eu não teria coragem de aceitar."

Por ser sábado, as colegas de quarto de Elena não estavam no dormitório.

Assim que chegou em seu dormitório na Universidade Bramville, ela correu para o banheiro. Durante a maior parte do banho, ficou com os olhos quase fechados, se recusando a olhar para seu corpo com atenção.

Após se vestir, ela se sentou à sua mesa e invadiu o sistema de vigilância do hotel rapidamente.

No entanto, a câmera do salão privado onde a festa havia acontecido havia falhado na noite anterior e não havia capturado nada.

Elena não confiava em coincidências que se encaixavam tão bem. Após refletir por um momento, seus dedos delicados voltaram ao teclado. Alguns minutos depois, ela parou, seu olhar gélido fixo na tela.

Então, quem estava por trás disso era exatamente quem ela havia pensado.

Após uma breve pausa, Elena acessou a vigilância do corredor do hotel do lado de fora dos quartos de hóspedes. Ao se ver entrando em uma suíte, ela franziu levemente as sobrancelhas, mas deixou a gravação intacta. Como o cheque que ela havia deixado tinha sua assinatura, excluir o vídeo nesse momento só deixaria a situação ainda mais suspeita.

Ela não estava tentando fugir do que havia acontecido, mas só havia saído porque toda a situação foi bastante constrangedora. Se o homem ficasse insatisfeito com a forma como ela lidou com isso, eles poderiam conversar sobre isso.

Ainda assim, ela esperava que ele pegasse o cheque e deixasse o assunto para lá.

Enquanto isso, na suíte do hotel, Henry estava ao lado da cama, olhando para o bilhete em sua mão com um olhar indecifrável.

"Me desculpe. Fui enganada na noite passada. Obrigada por ter me ajudado. Aqui está o cheque. Vamos fingir que nada disso aconteceu."

Seu rosto ficou gélido. Ele cerrou o bilhete na mão e depois olhou para o cheque, sua expressão ficando ainda mais sombria..

Se a toxina em seu corpo não tivesse surgido tão abruptamente e o fizesse perder o autocontrole, ele nunca teria acabado dormindo com aquela mulher.

Ela havia dormido com ele e depois foi embora como se isso não significasse nada - e para piorar, ela ainda teve a audácia de deixar um cheque para ele, como se ele fosse alguém que ela pudesse simplesmente dar dinheiro e dispensar. Que atrevimento!

Após jogar o bilhete amassado para o lado, ele pegou seu celular para ligar para seu assistente, e seus olhos notaram uma mancha de sangue no lençol.

Uma hora depois, o assistente de Henry, Ashton Campbell, se aproximou dele com cautela. "Já a localizamos."

Sentado no sofá com os olhos fechados, Henry estava com suas feições marcantes e rígidas como uma pedra esculpida. Mesmo sem dizer uma palavra, ele tinha uma autoridade esmagadora que fazia as pessoas baixarem a voz sem nem pensar. "Diga."

"Ela se chama Elena Harvey. Tem vinte anos e é estudante do terceiro ano do curso de ciência da computação na Universidade Bramville. Ela tem notas excelentes, mas não é de família rica. Seu pai faleceu e sua mãe se casou novamente. Atualmente, ela está morando sozinha em Bramville para fazer faculdade, e foi à festa de ontem à noite com seus colegas de classe."

Após hesitar por um momento, Ashton continuou: "Pelas imagens de vigilância, ela estava realmente fora de si na hora. A porta do seu quarto não estava totalmente fechada e ela acabou entrando por engano."

"Não é de família rica? Então o que significa esse cheque?", perguntou Henry, abrindo os olhos imediatamente com a dúvida estampada neles.

Um cheque de sete dígitos poderia não ser nada para ele, mas para uma estudante universitária comum, não era uma quantia insignificante.

"Há uma história circulando pelo campus. Ao que parece, o pai dela fez um favor a uma família rica. Antes de falecer, ele deixou a filha sob os cuidados deles, esperando que ela se casasse com alguém daquela família. Eles recusaram, mas parece que lhe deram uma quantia em dinheiro em troca", explicou Ashton cautelosamente.

Henry olhou para o cheque sobre a mesa de centro, seus olhos se estreitando ligeiramente. Seu rosto não revelava nada, impossibilitando que adivinhassem o que estava passando pela sua mente.

Ashton olhou para o cheque, pensativo. Para um homem como Henry Watson, essa quantia era praticamente um troco. Depois de passar a noite com ele, ela ainda teve a audácia de desprezá-lo dessa forma? Ela estava ferrada!

"Senhor Watson, devo ir até a universidade e trazê-la aqui?"

Após um breve silêncio, Henry respondeu: "Não na faculdade. Traga ela para a Mansão Hartwell."

"Sim, senhor." Então, Ashton se lembrou de outra coisa: "Senhor, o dono da galeria concordou em vender a obra de Drift. Você quer que ela seja entregue na Mansão Hartwell ou na propriedade da família?"

A menção da obra que ele queria suavizou um pouco a expressão de Henry. "Envie para a Mansão Hartwell. Vá pessoalmente. Mande emoldurá-la e colocá-la na sala de estar."

Ashton assentiu com a cabeça. "Entendido. Cuidarei disso imediatamente."

Capítulo 2 Um confronto com a família Barnes

Por volta das cinco horas da tarde, Elena fechou seu notebook, retirou o pen drive e saiu.

Ela estava indo para o Clube Enclave, um lugar próximo à Universidade Bramville, que ficava a pouco mais de dez minutos a pé.

No meio do caminho, ela teve uma sensação estranha, como se alguém estivesse a seguindo. Quando ela parou e se virou, dois homens vestidos de preto surgiram atrás dela.

Um deles se inclinou e murmurou: "É ela. Vamos."

Elena lançou um olhar frio. Como a rua estava lotada e os carros passavam sem parar, ela não queria arrumar confusão em público, então acelerou o passo e mudou de direção de repente, entrando num beco estreito ali perto.

Os dois homens foram atrás dela, mas quando chegaram ao beco, pararam. O beco se estendia à frente deles, longo e vazio, sem qualquer vestígio dela.

Eles ficaram paralisados, seus rostos rígidos de incredulidade.

"Para onde ela foi? Como ela conseguiu ser tão rápida?"

"Ela tem suas habilidades. Agora entendo por que nos mandaram. Vamos dar uma olhada lá dentro", disse o outro em voz baixa.

A princípio, eles acharam que seria fácil lidar com Elena, já que ela parecia ser só mais uma estudante universitária. No entanto, do nada, ela desapareceu como mágica, bem diante dos seus olhos.

Para eles, isso foi um grande golpe.

A essa altura, Elena já havia os despistado. Ela deu a volta por uma rua diferente e continuou seu caminho para o Clube Enclave.

Porém, as coisas não estavam indo bem para ela. Pouco depois de se livrar dos homens que a perseguiam, ela se deparou com a família Barnes do lado de fora do local.

Sophia Barnes foi a primeira a notá-la, e sua expressão se fechou imediatamente. "O que está fazendo aqui? Quem te deu permissão para vir?"

As duas estudavam na Universidade Bramville e estavam no mesmo ano, embora fossem de departamentos diferentes.

Sophia nunca gostou de Elena e, ao saber que Elena poderia se casar com seu irmão, essa antipatia se transformou em repulsa. Felizmente, sua família não tinha planos de prosseguir com esse casamento, se não, ela não teria conseguido suportar.

A noite havia sido organizada para comemorar seu aniversário, e sua família e amigos se reuniram para animar a festa, mas ela não esperava que Elena fosse aparecer lá.

Um por um, as pessoas começaram a olhar para Elena. No instante em que reconheceram quem era, suas expressões ficaram claramente desagradadas.

Elena encarou Sophia sem hesitar. "Este lugar pertence à sua família?"

Antes que Sophia pudesse responder, sua mãe, Lise Barnes, se aproximou e falou com firmeza: "Você realmente não se toca, não é? Você até nos seguiu até aqui. Vou deixar claro, Elena. Já demos 500 mil à sua família. Aquele assunto está resolvido. Quanto a qualquer noivado com meu filho, nossa família nunca aceitará. Ele não se casará com alguém como você! Então pare de pensar nisso."

Para ela, a futura esposa do seu filho tinha que vir de uma família poderosa e alguém como Elena nunca estava à altura.

Elena soltou uma risada fraca e fria. "Você está pensando demais. Não tenho interesse no seu filho, principalmente com todos os escândalos envolvendo ele."

Sophia cruzou os braços e a olhou com um sorriso de escárnio. "Se isso é verdade, então por que veio ao meu aniversário?"

O clube era um dos lugares mais exclusivos da cidade, conhecido como um refúgio para os ricos. Alguém com a situação de Elena claramente não se encaixava num lugar como esse, então, para Sophia, só havia um motivo para ela ter vindo até lá.

Com um leve sorriso de escárnio, ela continuou: "Mesmo que você tenha vindo para isso, não há nada que possa fazer. Meu irmão nem está no país. Você não terá a chance de se atirar para ele."

Outra mulher, vestida com elegância, comentou com uma risada suave. "Ou ela não se toca, ou é só interesseira. 500 mil não durarão para sempre. Se ela se casasse com alguém da sua família, tudo mudaria para ela, e ela viveria confortavelmente pelo resto da vida. Por que ela desistiria disso?"

Sophia riu novamente, dessa vez com um desdém explícito. "Nunca aceitaríamos alguém assim."

Richard Barnes, pai de Sophia, olhou para Elena, com uma expressão sombria no rosto. Só de vê-la, ele já ficava irritado, e depois de tudo o que havia acontecido, não esperava que ela fosse aparecer diante deles novamente.

Virando-se para seu pai, Walter Barnes, Richard falou num tom firme: "Pai, é melhor você entrar. Deixe que eu resolvo isso."

Esse dia era para comemorar o aniversário da sua filha. Se as coisas ficassem complicadas por ali, seria sua família que acabaria passando vergonha.

Walter se aproximou e parou bem na frente de Elena. "Elena, seu pai me ajudou quando precisei. Por causa disso, concordei com esse acordo para que ele pudesse descansar em paz. No entanto, há algo que você precisa entender."

Sua voz permanecia calma, embora a frieza nela fosse evidente. "Você não combina com meu neto. Mesmo assim, nossa família não te deixará desamparada. Se algo acontecer com você no futuro, pode nos procurar. Me certificarei de que tudo seja resolvido."

Então, ele baixou o tom: "Mas se você causar problemas aqui e nos fazer passar vergonha, não espere que as coisas acabem bem para você."

Elena foi tomada por uma onda de repulsa. Seus olhos percorreram-nos, penetrantes e inflexíveis. "Vocês têm dificuldade em entender o que estou dizendo ou só ignoram tudo o que não gostam? Já disse que, na última vez, foi para encerrar esse noivado. E encontrar vocês aqui não foi planejado. Não me importo com nenhum de vocês."

Anos atrás, seu pai havia feito um acordo com Walter: quando ela completasse vinte anos, se casaria com seu neto mais velho.

Ela entendia o que seu pai queria. Ele esperava que ela tivesse alguém com quem pudesse contar. Mesmo assim, ela nunca queria se casar e não precisava da proteção da família Barnes. Foi por isso que ela se mantinha afastada deles após chegar em Bramville.

Uma semana atrás, como havia completado vinte anos, ela foi à residência deles com o único objetivo de encerrar o noivado. De alguma forma, eles entenderam errado e presumiram que ela havia ido para reivindicá-lo, por isso, não só se recusaram a recebê-la, como nem sequer permitiram que ela passasse da entrada, e até pediram para uma empregada ir até lá só para zombar dela.

Essa situação lhe mostrou exatamente que tipo de pessoas eles eram.

Quanto aos 500 mil que eles não paravam de mencionar, ela nunca havia recebido nada disso e nem tinha interesse.

Suas palavras fizeram com que todos ali fechassem a cara.

Ninguém acreditou nela. Para eles, ela só estava tentando salvar as aparências após ser rejeitada.

Richard soltou uma risada fria. "É melhor que esteja falando sério. Se agir como se deve, posso garantir que você fique em Bramville. Se não, não espere que eu pegue leve."

Finalmente, a paciência de Walter se esgotou. "Já chega. Vamos entrar."

Não havia mais motivo para Elena discutir com eles. Sem dizer mais nada, foi em direção ao clube.

No momento em que viu Elena continuar em direção à entrada, Sophia correu até ela. "Espere aí. Você ainda pretende entrar? Se olhe no espelho. Acha mesmo que pertence a um lugar como este?"

Elena virou a cabeça ligeiramente, olhou para ela e disse com uma voz fria e incisiva: "Saia do meu caminho."

Sophia abriu a boca, prestes a responder, mas alguém se aproximou antes que ela pudesse falar.

Num tom respeitoso, ele disse: "Senhorita Harvey, estávamos esperando por você."

Elena olhou para ele. "Senhor Wells, desculpe por te fazer esperar."

Com um sorriso educado, Jaycob Wells apontou para dentro. "Tudo está pronto. Por favor, entre."

"Está bem."

Sophia ficou paralisada, sem conseguir reagir. O próprio gerente havia saído para receber Elena!

Ao redor dela, sua família e amigos trocaram olhares, com o choque estampado em seus rostos.

O Enclave não era um lugar qualquer. Suas conexões eram extensas, e até seu gerente ocupava um cargo que a maioria das pessoas não ousaria subestimar.

A família Barnes não tinha influência suficiente para receber esse tipo de atenção. No entanto, de alguma forma, Elena tinha.

O rosto de Sophia ficou pálido, mas logo voltou a ficar vermelho de raiva. "O que diabos está acontecendo?"

Rapidamente, uma das suas amigas comentou: "Ela provavelmente está trabalhando aqui. Ouvi dizer que ela conseguiu um estágio recentemente. Talvez ela precise de dinheiro."

Lise se aproximou da filha e colocou a mão no seu braço. "Deixe ela para lá. É seu aniversário. Não perca seu tempo com alguém insignificante."

Para ela, Elena não passava de uma órfã desamparada e alguém assim só aparecia em lugares como esse para trabalhar ou para se envolver com homens ricos. De qualquer forma, ela só sentia desprezo por isso.

Mesmo assim, Sophia não conseguia deixar isso de lado. Enquanto passava o braço em volta do da mãe, ela falou com clara irritação: "Mãe, não pode fazer com que ela seja expulsa da universidade? Estou cansada de ficar esbarrando nela."

Capítulo 3 Caminhando direto para as mãos dele

"Uma vez, o pai dela tirou seu avô do fundo do poço. Não podemos ir longe demais", disse Lise. "Só finja que ela não existe, pois alguém como ela não merece seu tempo."

Soltando um suspiro, Sophia ponderou: "Mesmo assim, muitos rapazes ricos da faculdade parecem estar interessados nela. E se ela acabar namorando um desses herdeiros?"

"Impossível!", disse Lise, com um tom de desdém. "Com um passado como o dela, até ficar com um homem rico por alguns dias já seria mais do que ela poderia esperar."

Sophia ficou em silêncio, seus lábios cerrados, mas a amargura no seu peito não diminuía. Não importando o que fosse preciso, ela faria com que Elena fosse embora de Bramville de vez.

Numa das salas VIP do clube, Henry estava recostado no sofá, sua postura relaxada, mas distante. Seus olhos não tinham qualquer brilho, e sua mente estava claramente em outro lugar.

Os dois homens sentados à sua frente conversavam, mas ele não lhes dava a mínima atenção.

Nesse momento, Ashton entrou com o rosto tenso, indo direto até Henry e se inclinando para falar em voz baixa: "Ela escapou. Não conseguimos pegá-la."

A expressão de Henry se enrijeceu instantaneamente. Desviando o olhar para o homem à sua frente, ele ordenou: "Repita o que disse."

Ashton se enrijeceu. "A culpa é minha. Os homens que enviei disseram que ela foi rápida demais e passou por eles antes que pudessem reagir. Para se livrar de dois seguranças treinados com tanta facilidade, ela deve ter suas manhas."

Henry falou num tom baixo e firme, mas com uma pontada de acidez: "Então ela é habilidosa ou foram seus homens que vacilaram?"

Sem saber o que responder, Ashton ficou perplexo, aqueles dois homens eram ex-mercenários que agora trabalhavam como seguranças, e nem ele esperava que eles fossem perder o rastro de uma universitária.

"Você verificou as câmeras de vigilância por perto?", Henry perguntou.

"Verifiquei. Ela não apareceu em nenhuma delas, evitando todas de propósito", respondeu Ashton.

Ela havia se livrado de seguranças treinados e ficado fora do alcance de todas as câmeras? Diante dessa constatação, um olhar profundo surgiu nos olhos de Henry, que esboçou um leve sorriso nos lábios. Então, a melhor aluna do departamento de ciência da computação da Universidade Bramville era mais do que se esperava.

Jaycob levou Elena até uma sala reservada e abriu a porta. "Pode entrar."

"Obrigada", disse Elena, passando por ele.

Jaycob foi atrás dela e anunciou: "Senhor, a senhorita Harvey chegou."

Do sofá, Samuel Owen se virou e se levantou imediatamente. "Elena, que bom que veio."

Como futuro sucessor do Clube Enclave, Samuel ainda não havia assumido o controle total. Por enquanto, ele se concentrava em administrar sua própria empresa de tecnologia.

No trabalho, ele era um empresário perspicaz e eficiente, mas fora do trabalho, se tornava mais descontraído, com uma elegância discreta no seu jeito de ser.

O vínculo entre eles surgiu por intermédio do professor James Burton. Samuel respeitava a expertise de Elena e já havia lhe oferecido uma posição de sócia na sua empresa, onde sua experiência serviria como sua cota e ela teria total controle sobre seus horários. Mesmo assim, ela ainda não havia formalizado o acordo.

Não muito longe deles, os outros na sala também desviaram sua atenção para Elena.

Sob o brilho dos lustres de cristal, a figura de Elena se destacava de forma quase irreal. Seus cabelos caíam suavemente pelas costas, sua pele captava a luz com um brilho suave, e suas feições tinham uma elegância discreta que atraía todos os olhares do local.

"Senhor Owen", Elena começou, abrindo um leve sorriso.

Por acaso, seu olhar encontrou o de Henry, e a expressão no seu rosto se paralisou.

Era ele... o homem da noite passada!

O que ele estava fazendo aqui? E qual era sua ligação com Samuel?

Por um breve momento, Ashton demonstrou um lampejo de surpresa antes de baixar a voz. "É ela."

Desde o momento em que ela entrou, Henry já a reconheceu, mantendo seus olhos fixos nela, firmes e indecifráveis, sem revelar nada.

Sem deixar transparecer nada, Elena foi até Samuel e colocou o pen drive na sua mão. "Tudo foi restaurado. Pode verificar."

O alívio cruzou o rosto de Samuel ao pegá-lo. "Obrigado. Te devo essa."

"Não foi nada."

Recostado no sofá, Evan Stewart a observava com um claro interesse, um toque de diversão no seu olhar. "Samuel, pode apresentar sua convidada?"

"Esta é Elena Harvey. Ela está estudando ciência da computação na Universidade Bramville. Pretendo trazê-la para a empresa como engenheira", disse Samuel, se virando ligeiramente. "Elena, conheça Evan Stewart, da Joias Aura, e Henry Watson, que administra o Grupo Genesis."

Ambos os nomes tinham peso em toda a cidade, e qualquer um que prestasse atenção sabia exatamente quem eles eram.

Nesse momento, um choque percorreu Elena.

Então ele era Henry Watson! O homem da noite passada, com quem ela passou a noite e entregou um cheque, era o homem mais rico da cidade!

Será que isso significava que os dois homens que tentaram pegá-la mais cedo estavam trabalhando para ele?

De todas as maneiras que as coisas poderiam ter acontecido, ela acabou caindo bem no círculo dele.

Quando seus olhos se encontraram novamente, algo no olhar dele a deixou desconfortável, embora nada transparecesse no rosto dela.

Enquanto Elena mantinha um tom firme ao cumprimentar Evan e Henry, Evan a cumprimentou com um sorriso descontraído.

O silêncio permaneceu por um momento antes de Henry falar, sua voz uniforme: "Nos encontramos novamente."

Ele não enfatizou a palavra "novamente", mas o significado era claro.

Samuel olhou de um para o outro, a curiosidade transparecendo. "Você já a conhecia, Henry?"

Elena interveio antes que Henry pudesse responder: "Só nos encontramos uma vez, e eu não sabia quem ele era."

A compreensão surgiu no rosto de Samuel. "Entendi."

Henry não acrescentou nada, e Elena soltou lentamente o ar que estava segurando.

Ao lado, Evan observava a interação atentamente, seus olhos se desviando entre eles. Algo não fazia sentido, pois ele nunca vira Henry iniciar uma conversa com uma mulher que mal conhecia. Só isso já chamou sua atenção.

Um leve sorriso se formou enquanto ele se inclinava para a frente. "Senhorita Harvey, posso te oferecer uma bebida?"

Um sorriso sutil apareceu nos lábios de Elena. "Não, obrigada. Não bebo."

Ela já havia se decidido de que o álcool não era algo que ela tocaria novamente.

A voz de Henry interrompeu, calma e distante: "Não bebe?"

A noite anterior contava uma história diferente, já que ela havia entrado no quarto dele com cheiro de álcool, mas agora estava ali, agindo como se não bebesse.

Elena não reagiu. "Não posso. Sou alérgica."

"Você não parece muito bem. Está se sentindo mal?", perguntou Samuel, com preocupação nos olhos.

Elena deu uma leve tossida e balançou a cabeça. "Estou bem. Só vim correndo um pouco rápido demais."

O olhar de Henry permanecia nela, frio e indecifrável. Ela havia conseguido se livrar de dois seguranças treinados, mas mesmo assim acabou bem na frente dele. Desta vez, ele não a deixaria escapar.

"Não fique aí parada. Sente-se", disse Samuel.

Elena não pretendia ficar. "Tudo bem. Já entreguei o pen drive. Preciso voltar para a faculdade."

"Então me mande uma mensagem quando chegar lá. Quero saber se você voltou em segurança."

"Está bem."

Os olhos de Elena se desviaram brevemente para Henry e Evan. Após dar um aceno de cabeça para eles, se virou e saiu.

Evan a observou sair, o canto dos seus lábios se curvando. "Samuel, você sempre cuida dos seus subordinados assim, ou ela é uma exceção?"

Um sorriso suave se formou no rosto de Samuel. "Você está com a ideia errada. Trato todos os meus parceiros da mesma forma."

O significado era óbvio: ele não via Elena como alguém que trabalhava para ele.

De repente, Henry se levantou. "Vocês dois podem continuar. Tenho algo para resolver."

Sem esperar por uma resposta, ele saiu.

Ashton foi logo atrás dele.

Evan mal reagiu, já que estava acostumado com isso. Já Samuel, parecia inseguro, como se estivesse se perguntando se havia feito algo errado.

Percebendo isso, Evan dispensou a ideia. "Ele é assim mesmo. Não leve para o lado pessoal. Venha, tome uma bebida."

Enquanto falava, ele serviu um copo.

Samuel desviou o olhar da porta e deu um aceno de cabeça educado. "Está bem."

Depoisa de dar poucos passos fora da sala, Elena ouviu alguém atrás dela.

"Senhorita Harvey, espere um momento", chamou Ashton.

Ao se virar, Elena parou e viu duas figuras altas se aproximando. Desde o momento em que percebeu quem era Henry, ela já sabia que a noite passada não terminaria tão facilmente.

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