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Minha Culpa é te Amar

Minha Culpa é te Amar

Autor:: Santos Navarro
Gênero: Romance
Em "Minha Culpa é te Amar", mergulhamos em um turbilhão de emoções onde o destino entrelaça os caminhos de Leo e Bia, dois espíritos apaixonados de origens distintas. Enquanto Leo, com sua seriedade brincalhona, e Bia, com sua tropicalidade cativante, se entregam a um amor arrebatador, são confrontados com dilemas morais e lealdades divididas. Quando Bia, consumida pela culpa, retorna à Irlanda para escapar de seus sentimentos proibidos por Leo, a distância apenas intensifica a ardente chama de seu amor. Enquanto ela luta contra a culpa e a lealdade para com sua melhor amiga, Alicia, e a paixão avassaladora por Leo, somos levados a questionar os limites do amor e da amizade, e a natureza das escolhas que moldam nossas vidas.

Capítulo 1 Introdução Onde surgiu essa história.

Olhos fechados pra te encontrar. Não estou ao seu lado, mas posso sonhar, aonde quer que eu vá, levo você no olhar... não sei bem certo se é só ilusão, se é você já perto, se é intuição. Pra onde quer que eu vá levo você no olhar... longe daqui, longe de tudo meus sonhos vão lhe buscar. Volta pra mim, vem pro meu mundo. Eu sempre vou lhe esperar. Não sei bem certo se é só ilusão, se é você já perto, se é intuição. Pra onde quer que eu vá, levo você no olhar.

"Os Paralamas do sucesso.

Canção de Bia e Léo.

Numa tarde de setembro de 2006, envolta pela solidão e um suave lamento, eu me vi ali, sentada em um banco solitário diante do imponente Monastério de Sant Cugat Del Valles, em Barcelona, deixando minha mente vagar pelos cantos mais profundos da saudade, uma saudade que ecoava os sons e cores do Brasil distante. Foi então que, como um raio de sol entre nuvens escuras, uma miríade de sonhos ousados inundou minha mente. Sonhos tão repletos de improbabilidades que talvez nunca se tornassem realidade, mas que, de alguma forma, eu sabia que não poderia deixar de vivê-los.

Assim nasceu uma história de amor, tão bela e complexa, que me vi imersa por horas a fio, sentada naquele banco de jardim, onde o tempo parecia suspender-se para dar espaço aos devaneios do coração. E então, munida apenas de uma velha agenda de apontamentos e da coragem de um coração apaixonado, comecei a escrever. Escrever sobre esse amor que brotava naquele lugar encantado que tanto me cativava.

E assim, aqui estou eu, testemunha e protagonista deste romance proibido. Um amor que desafia as barreiras do tempo e do espaço, cruzando mares e fronteiras, escalando montanhas e adentrando florestas, seguindo pelo curso dos vales e rios, e sobrevivendo até nos desertos mais áridos. É um amor que desafia o próprio destino, reunindo-nos novamente, onde quer que estejamos.

E mesmo amando-te à distância, compreendi que não posso mais fugir do teu amor, pois tu te tornaste parte de mim, como se eu fosse teu corpo e tu fosses meus ossos, entrelaçados numa dança eterna de união indissolúvel.

Capítulo 2 Beatriz e seus medos secretos

Neste terreno pantanoso da vida, eu me vejo caminhando por uma estrada desconhecida, mas cada passo que dou é como um salto de fé em direção ao destino que sempre sonhei encontrar. Cada passo é uma dança com a fatalidade, onde o silêncio é cortado pelos ruídos estranhos que ecoam de lugar nenhum, deixando meu coração pulsando de medo.

Mas mesmo diante do medo, há uma força interior que me impulsiona, uma força que me faz continuar avançando, mesmo quando o céu está tomado por nuvens negras, prestes a despejar um temporal sobre mim. É como se o universo estivesse conspirando para me testar, para ver até onde posso ir, até onde sou capaz de chegar.

Neste campo de batalha da vida, onde cada esquina esconde uma surpresa desconhecida, onde cada decisão pode ser fatal, eu me vejo lutando não apenas contra os obstáculos externos, mas também contra os demônios internos que insistem em me atormentar. Mas mesmo no meio dessa tempestade, há uma calma interior, uma certeza de que, no final, tudo se resolverá.

E então, como uma luz no fim do túnel, surge o amor. Um amor que transcende o tempo e o espaço, um amor que desafia todas as probabilidades, um amor que me faz sentir viva como nunca antes. É um amor que me assusta, que me desafia, mas ao mesmo tempo me completa de uma maneira que nunca imaginei ser possível.

Então, decido seguir em frente, mesmo com os pensamentos confusos e o coração repleto de incertezas. Porque no fundo, sei que não posso mais fugir desse sentimento avassalador que me consome por dentro. Seja qual for o resultado, seja qual for o desfecho dessa história, sei que é inevitável. Porque o amor, assim como a vida, é uma jornada de descobertas e emoções, e eu estou disposta a enfrentá-la de peito aberto, sem medo do que está por vir.

Capítulo 3 O encontro com seu passado assusta

Ligou o rádio do carro numa tentativa desesperada de afastar os pensamentos conflituosos que martelavam sua mente. A música ecoava no interior do veículo, mas seu coração ainda batia descompassado, refletindo a batalha interna que travava. Quando percebeu, o hotel estava ali, imponente diante dela, como um cenário pronto para o desfecho de seus loucos planos.

Cada passo em direção à entrada era como um mergulho num oceano de incertezas, onde a coragem lutava para sobrepujar o medo. Suas mãos tremiam, seus lábios se curvavam num sorriso nervoso, mas no fundo, havia uma determinação inabalável, uma certeza de que não havia mais volta. O frio cortante da Irlanda parecia penetrar sua alma, deixando-a ainda mais emotiva e nostálgica, como se cada gota de chuva fosse um eco dos seus próprios sentimentos.

A música na rádio parecia prever seu destino, suas palavras ecoavam em sua mente como um prenúncio do que estava por vir.

"Olhos fechados pra te encontrar, não estou ao seu lado, mas posso sonhar. Aonde quer que eu vá, levo você no olhar"...

As letras da música se entrelaçavam com seus pensamentos, como se a própria melodia fosse um eco dos seus sentimentos mais profundos.

Ao sair do carro, a chuva forte castigava seu rosto, mas ela não conseguia distinguir se eram as gotas de chuva ou lágrimas que rolavam por suas bochechas. O vento soprava, como se tentasse empurrá-la para trás, mas algo dentro dela a impelia para frente, rumo ao desconhecido.

Decidiu parar de pensar, deixar de lado a racionalidade que tanto a aprisionava, e se deixar levar pelo instinto, pela emoção crua que pulsava dentro dela. Era hora de agir, de seguir em frente, mesmo que isso significasse enfrentar o desconhecido de mãos dadas com o amor que ardia em seu peito.

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