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Minha Ex-Esposa Sem Piedade: Consequências Inesperadas

Minha Ex-Esposa Sem Piedade: Consequências Inesperadas

Autor:: Lu Meng
Gênero: Romance
Quando o meu carro capotou, a última coisa que vi foi o rosto ansioso do meu marido, Miguel, a correr na minha direção. Mas quando acordei no hospital, a primeira coisa que senti foi um vazio assustador: o meu bebé de oito meses não tinha sobrevivido. A minha barriga estava vazia. Liguei para o Miguel, exausta e destroçada, mas a voz dele soou impaciente e irritada. "A Clara está bem, mas o braço dela partiu-se." disse ele, a sua voz suavizando ao falar com ela. Clara, a ex-namorada dele. Senti o meu sangue gelar. Quando lhe disse que o nosso bebé tinha morrido, houve um silêncio frio do outro lado, sem dor, sem choque. "Não podes ser tão egoísta, Sofia," ele disse, sem emoção. "A Clara quase morreu." "Era para eu ter feito o quê?" Como se eu, a sua mulher grávida, não estivesse em perigo de morte. As lágrimas escorriam enquanto o meu sogro, Afonso, me gritava ao telefone, apoiando o Miguel e a "Clara, que é como uma filha". "Um bebé pode ser feito outra vez!", gritou ele, enquanto eu olhava para a minha barriga agora achatada. Eles estavam tão ocupados a proteger a amante e a empresa que ignoraram a minha dor, o meu sofrimento, a perda do nosso filho. Acusaram-me de ser egoísta, insensível, uma incubadora avariada. Mas eles iam arrepender-se. Ali, prostrada na cama do hospital, jurei que eles iriam pagar caro pela sua crueldade e traição. O divórcio foi apenas o começo.

Introdução

Quando o meu carro capotou, a última coisa que vi foi o rosto ansioso do meu marido, Miguel, a correr na minha direção.

Mas quando acordei no hospital, a primeira coisa que senti foi um vazio assustador: o meu bebé de oito meses não tinha sobrevivido.

A minha barriga estava vazia.

Liguei para o Miguel, exausta e destroçada, mas a voz dele soou impaciente e irritada.

"A Clara está bem, mas o braço dela partiu-se." disse ele, a sua voz suavizando ao falar com ela.

Clara, a ex-namorada dele.

Senti o meu sangue gelar.

Quando lhe disse que o nosso bebé tinha morrido, houve um silêncio frio do outro lado, sem dor, sem choque.

"Não podes ser tão egoísta, Sofia," ele disse, sem emoção. "A Clara quase morreu."

"Era para eu ter feito o quê?"

Como se eu, a sua mulher grávida, não estivesse em perigo de morte.

As lágrimas escorriam enquanto o meu sogro, Afonso, me gritava ao telefone, apoiando o Miguel e a "Clara, que é como uma filha".

"Um bebé pode ser feito outra vez!", gritou ele, enquanto eu olhava para a minha barriga agora achatada.

Eles estavam tão ocupados a proteger a amante e a empresa que ignoraram a minha dor, o meu sofrimento, a perda do nosso filho.

Acusaram-me de ser egoísta, insensível, uma incubadora avariada.

Mas eles iam arrepender-se.

Ali, prostrada na cama do hospital, jurei que eles iriam pagar caro pela sua crueldade e traição.

O divórcio foi apenas o começo.

Capítulo 1

Quando o meu carro foi atingido e capotou, a última coisa que vi foi o rosto ansioso do meu marido, Miguel, correndo na minha direção.

Depois, tudo ficou escuro.

Quando acordei, a primeira coisa que senti foi uma dor aguda no abdómen, seguida por um vazio assustador.

O médico, com uma expressão de pena, disse-me que, devido ao grave impacto, o bebé de oito meses que eu carregava não sobreviveu.

Fizeram uma cirurgia de emergência para o retirar.

Eu olhei para a minha barriga, agora achatada, e depois para o meu telemóvel no criado-mudo. Havia dezenas de chamadas não atendidas e mensagens do meu irmão mais novo, Leo.

Ignorei-as e liguei para o Miguel.

A chamada demorou a ser atendida. Finalmente, a voz dele soou, impaciente e irritada.

"O que foi? Acabei de sair da sala de cirurgia, estou exausto. A Clara está bem, mas o braço dela partiu-se e ela está muito assustada."

A voz dele baixou, tornando-se mais suave, como se estivesse a falar com outra pessoa. "Não te preocupes, Clara, estou aqui. Vou cuidar de ti."

Senti o meu sangue gelar.

Clara. A ex-namorada dele.

"Miguel," a minha voz saiu rouca, quase um sussurro. "O nosso bebé... morreu."

Houve um silêncio do outro lado. Não um silêncio de choque ou de dor, mas um silêncio frio, quase calculista.

"Sofia, eu sei que estás chateada," ele disse finalmente, o tom dele desprovido de qualquer emoção. "Mas não podes ser tão egoísta. A Clara quase morreu. Eu tive de fazer uma escolha."

"Uma escolha?" Repeti, incrédula. "Eu era a tua mulher. Eu estava a carregar o teu filho."

"Ela estava mais perto de mim! O carro dela estava prestes a explodir! O que querias que eu fizesse? Deixá-la morrer?"

A voz dele aumentou de volume, cheia de raiva e justificação. "Além disso, os socorristas já estavam a caminho de ti. Tu não estavas em perigo imediato."

Não estava em perigo imediato? O meu carro capotou. Eu estava grávida.

As lágrimas que eu segurava começaram a escorrer pelo meu rosto.

"Miguel, vamos divorciar-nos."

Desta vez, a resposta dele foi instantânea, um rosnado furioso.

"Divórcio? Estás a brincar comigo? Por causa disto? És inacreditável, Sofia! Sempre soube que eras fria e egoísta. A Clara precisa de mim agora. Pára de fazer birra e pensa no que fizeste!"

Ele desligou.

Olhei para o telemóvel, para a chamada terminada. A raiva dele, a acusação dele, a completa falta de luto pelo nosso filho.

Tudo ficou claro.

Ele não fez uma escolha no calor do momento. Ele tinha feito a sua escolha há muito tempo.

O meu telemóvel vibrou novamente. Era o meu sogro, o Sr. Almeida.

Atendi, a minha mão a tremer.

"Sofia! O que é esta história de divórcio? O Miguel acabou de me ligar! Como te atreves a causar problemas num momento como este? A Clara é como uma filha para nós! O Miguel fez a coisa certa ao salvá-la!"

A voz dele era um trovão nos meus ouvidos.

"Ele salvou-a," eu disse, a minha voz surpreendentemente calma. "E eu perdi o meu filho. O seu neto."

"Um bebé pode ser feito outra vez!" ele gritou. "Mas a vida da Clara é única! Tu devias ter vergonha de ti mesma, por seres tão insensível! A nossa família não precisa de uma mulher como tu!"

Ele também desligou.

Fiquei a olhar para o teto branco do hospital, o cheiro a antissético a encher os meus pulmões.

A família deles. A mulher deles. O filho deles.

Eu era apenas uma incubadora, e agora, uma incubadora avariada.

Uma nova determinação, fria e dura, instalou-se no meu coração. Eles queriam que eu tivesse vergonha? Eles iam aprender o verdadeiro significado dessa palavra.

Capítulo 2

Dois dias depois, tive alta do hospital.

O meu irmão mais novo, Leo, veio buscar-me. Ele olhou para o meu rosto pálido e para os meus olhos vazios, e os seus próprios olhos encheram-se de lágrimas.

"Mana..." ele começou, mas não conseguiu continuar. Ele apenas me abraçou com força.

"Estou bem, Leo," eu disse, afagando-lhe as costas. "Estou melhor do que nunca."

Quando chegámos ao apartamento que eu partilhava com o Miguel, a porta estava destrancada.

Lá dentro, encontrei o caos. Roupas espalhadas, pratos sujos na cozinha. E no nosso quarto, na minha cama, um vestido de mulher que não era meu.

Era um vestido caro, do estilo que a Clara gostava.

Ao lado, na mesinha de cabeceira, um frasco de comprimidos para a dor com o nome dela.

Ele trouxe-a para a nossa casa. Para a nossa cama.

O Leo viu o meu olhar e o seu rosto ficou vermelho de raiva. "Aquele desgraçado! Eu vou matá-lo!"

"Não," eu disse, a minha voz firme. "Não vamos sujar as nossas mãos. Vamos fazer isto da maneira certa."

Passei a tarde seguinte a fazer as malas. Não as minhas coisas, mas as dele.

Coloquei todas as roupas, sapatos, livros e objetos pessoais do Miguel em sacos de lixo pretos. Cada item era uma memória, uma promessa quebrada. Esvaziei o apartamento de qualquer vestígio dele.

Quando terminei, havia uma pilha de sacos de lixo junto à porta.

O Leo observou-me em silêncio, a sua preocupação a transformar-se em admiração.

"O que vais fazer agora, Sofia?"

"Vou contratar um advogado," eu disse, pegando no meu telemóvel. "O melhor advogado de divórcios da cidade."

O nome que me veio à mente foi Rafael Costa. Uma lenda nos tribunais, conhecido pela sua abordagem implacável e pela sua taxa de sucesso de cem por cento.

Diziam que ele era caro, mas eu não me importava. O meu pai tinha-me deixado uma herança considerável, um fundo que eu nunca tinha tocado, pensando que o guardaria para o futuro da minha família.

Bem, o futuro tinha mudado.

Consegui uma consulta com o Rafael para a manhã seguinte.

Quando o Miguel finalmente chegou a casa, já era noite. Ele abriu a porta e parou, olhando para os sacos de lixo.

"O que é isto?" ele perguntou, confuso.

"São as tuas coisas," eu disse, sentada no sofá, com uma chávena de chá nas mãos. "Podes levá-las quando saíres."

Ele olhou para mim, a confusão a dar lugar à raiva. "Sofia, já chega desta estupidez. Eu disse-te, a Clara precisava de mim."

"E eu disse-te," respondi, olhando-o diretamente nos olhos, "que quero o divórcio. O meu advogado entrará em contacto contigo amanhã."

Ele riu, uma risada amarga e desdenhosa. "Advogado? Tu não tens dinheiro para um advogado decente. Vais voltar a rastejar para mim dentro de uma semana, a implorar para te aceitar de volta."

"Veremos," eu disse calmamente.

A arrogância dele era espantosa. Ele realmente acreditava que eu não era nada sem ele, que a sua família era o meu único apoio.

"Sai da minha casa, Miguel."

"Tua casa?" ele zombou. "Esta casa é nossa!"

"O apartamento está em meu nome. Foi comprado com o dinheiro do meu pai. Legalmente, é meu. Agora, sai."

A expressão dele mudou. Pela primeira vez, vi um vislumbre de incerteza nos seus olhos. Ele não esperava isto.

Ele pegou num dos sacos, resmungando maldições, e saiu, batendo a porta com força.

Fiquei sozinha no silêncio do apartamento. Não senti tristeza. Não senti perda.

Senti apenas o começo de algo novo. Uma batalha. E eu ia ganhá-la.

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