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Minha Pequena Felicidade - Especial mês das mães

Minha Pequena Felicidade - Especial mês das mães

Autor:: AutoraAngelinna
Gênero: Romance
Vale a pena arriscar o coração pelas dádivas mais preciosas da vida... Ben Richardson está tentando recomeçar. Desta vez na emergência de um hospital de Melbourne. Já se passaram quase quatro anos desde que perdeu sua esposa e o bebê que ela esperava, e ele se sente atraído por uma bela grávida na praia, se surpreende ao perceber que ela é enfermeira no mesmo hospital em que ele trabalha. Diante da coincidência, resolve se manter afastado: Celeste o faz lembrar de tudo que perdeu. No entanto, ela está enfrentando uma gravidez problemática... e sozinha! Ben não consegue deixar de ajudá-la, e estar com ela na hora do parto o faz perceber que pode existir uma nova chance para ele... desde que aceite arriscar seu coração...

Capítulo 1 1

Vale a pena arriscar o coração pelas dádivas mais preciosas da vida...

Ben Richardson está tentando recomeçar. Desta vez na emergência de um hospital de Melbourne. Já se passaram quase quatro anos desde que perdeu sua esposa e o bebê que ela esperava, e ele se sente atraído por uma bela grávida na praia, se surpreende ao perceber que ela é enfermeira no mesmo hospital em que ele trabalha. Diante da coincidência, resolve se manter afastado: Celeste o faz lembrar de tudo que perdeu. No entanto, ela está enfrentando uma gravidez problemática... e sozinha! Ben não consegue deixar de ajudá-la, e estar com ela na hora do parto o faz perceber que pode existir uma nova chance para ele... desde que aceite arriscar seu coração...

Um

Um novo dia.

Um novo começo.

Mais um.

Caminhando pela praia, Ben Richardson estava com a ca¬beça baixa e perdido demais em seus pensamentos para real¬mente notar o magnífico céu cor-de-rosa sobre as águas calmas da Baía de Port Phillip. Ele havia sido aceito como residente da Emergência no Hospital Melbourne's Bay View e estaria lá em algumas horas para começar seu primeiro dia de traba¬lho. Só que não havia o nervosismo típico do primeiro dia enquanto ele avançava ao longo da praia, afinal, ele tinha tido muitos recomeços antes. Esse seria seu quarto emprego nos três anos desde a morte de Jennifer... não, agora eram quase quatro anos. O aniversário da morte dela estava se aproximando e Ben temia essa data. Tentando e falhando em não pensar sobre ela, tentando e falhando em não pensar constantemente sobre como a vida deveria ser, se eles tives¬sem tido tempo de vivê-la. Se ele tivesse se estabelecido no Melbourne Central, se a vida para ele não tivesse mudado tão dramaticamente, agora ele estaria se candidatando a car¬gos de consultor. Mas permanecer lá não havia sido uma op¬ção. Havia lembranças demais para ele. Após seis meses de tentativas, Ben havia percebido que não podia continuar tra-balhando no mesmo local onde um dia trabalhara com sua esposa e tinha aceitado, depois alguma autoanálise, que as coisas nunca mais seriam as mesmas. Elas nunca mais pode¬riam ser as mesmas. Então, ele havia se mudado para Sidney, o que pareceu certo por um tempo, mas após 18 meses, bem, aquele sentimento de inquietação tinha começado novamente e ele mudou-se para outro hospital, em Sidney. Só que... era a mesma melodia, apenas numa canção diferente. O lugar era ótimo, as pessoas também...

Mas simplesmente não funcionou sem Jen. Então, ele havia voltado para Melbourne, mas desta vez para um bairro afastado, e era bom estar de volta, mais perto de sua família e novamente entre seus velhos amigos.

Não, ele não estava nervoso sobre este recomeço. A diferença era que, desta vez, estava ansioso por ele, pronto para ele, até mesmo animado com a perspectiva de seguir em frente. Já era tempo.

Capítulo 2 2

Ele tinha decidido viver perto da praia e fazer caminhadas rápidas ou correr toda manhã... Mas no terceiro dia após a mudança ele havia apertado o botão "soneca" de seu desperta¬dor algumas vezes!

Ben aumentou a velocidade e começou a correr, sua estru¬tura musculosa escondendo sua destreza, e bem rapidamente ele alcançou seu destino: a casa na qual ele estava de olho havia algumas semanas.

Enquanto cumpria seu período de aviso prévio em Sidney, Ben fizera a viagem até lá para encontrar um lar perto do hos¬pital. Procurando pela internet e conversando por telefone com corretores de imóveis, ele havia se deparado com várias possibilidades a serem visitadas durante o final de semana, pois estava determinado em conseguir uma casa antes de co¬meçar seu novo trabalho, percebendo que, se fosse o dono de uma propriedade, talvez se mostrasse mais inclinado a acomo¬dar-se por mais tempo.

O corretor tinha mostrado a ele um apartamento típico de solteiro, um novo empreendimento junto à praia, com vista maravilhosa para a baía e a cidade. Era claro e arejado e tinha todos os confortos modernos com a vantagem de uma grande varanda, o que seria bom quando ele recebesse a visita de ami¬gos ou da família. Ele realmente tinha tudo, e Ben quase o comprara naquele mesmo dia, mas, enquanto esperava, na va¬randa, que o corretor separasse os documentos, Ben viu casa ao lado. Ela era mais antiga e se projetava um tanto a mais para dentro da praia que o bloco de apartamentos. O jardim, que tinha acesso direto à praia, era um oásis verde coberto de ervas comparado com a varanda de assoalho enfeitado e pare¬des claras onde ele estava. Em vez de olhar para a magnífica praia, Ben ficou encantado com o jardim do quase vizinho. Um enorme salgueiro projetava sua sombra em grande parte dele, havia um escorregador, um balanço e uma cama elástica ali, mas o que realmente chamou a atenção de Ben foi o barco estacionado junto à lateral da casa. Um homem por volta de seus 40 anos que jogava água no barco com uma mangueira olhou para cima e acenou quando eles saíram para a varanda, e Ben balançou a cabeça rapidamente num cumprimento, não percebendo que o homem na verdade estava acenando para o corretor e não para ele.

- Logo estarei com você, Doug - o corretor gritou, então, se sentou junto a uma mesa de vidro bem posicionada, colo¬cando em ordem documentos e demais papéis e finalmente localizando o contrato.

- Ela está no mercado? - Ben perguntou.

- Desculpe?

- A casa ao lado. Ela está à venda?

- Ainda não - disse o corretor com um sorriso reservado. - Sente-se, Dr. Richardson, e verificaremos os detalhes do contrato.

- Mas ela vai estar à venda? - Ben insistiu.

- Talvez. Embora, realmente, ela não tenha nenhuma das características que o senhor especificou. Aquela casa precisa de várias reformas, ainda tem a cozinha original e o jardim está uma selva.

Só que Ben não estava ouvindo, e o corretor de repente teve aquela sensação deprimente e terrível de que ele estava per¬dendo o controle de venda que julgava certa.

- O conjunto de apartamentos recebe manutenção regular, possui academia de ginástica e piscina com raia para os inqui¬linos - ele ressaltou, reforçando o que presumiu serem os benefícios de viver ali para esse sujeito solteiro de aparência vigorosa, com título de doutor. Ele tivera tanta certeza que pouca necessidade de manutenção era a chave para esta venda. Ele estava errado.

Ben estava se dando conta rapidamente que grande neces¬sidade de manutenção seria ótimo par ele!

Capítulo 3 3

Estes eram um jardim e uma casa onde ele poderia se es¬quecer de si mesmo, perdido em preocupações sobre conser¬tos da casa e em passar óleo nas tábuas do deck. E que tal um barco? Seria muito melhor preencher o tempo livre que tinha reformando a casa ou ao ar livre, passeando de barco na baía, do que confinado às linhas modernas e polidas daquele aparta¬mento ou queimando sua energia interminável numa piscina com raia! Pela primeira vez em muito tempo, Ben se viu inte¬ressado em algo que não era trabalho, e encarando a casa, ele quase podia vislumbrar um futuro, um verdadeiro futuro...

Por isso, em vez de fechar negócio e se mudar para o luxuoso pré¬dio de apartamentos, para o aborrecimento óbvio do corretor, Ben assumiu o risco: colocou seus móveis num depósito e alugou uma das unidades de decoração barata no outro extremo da rua, preparado para esperar pacientemente até que a casa estivesse à venda.

Foi realmente vantajoso, Ben pensou naquela manhã, en¬quanto caminhava ao longo do caminho de acesso à praia até a frente da casa. Em um curto espaço de tempo, o mercado imobiliário despencara e as incorporadoras estavam tendo problemas para vender os apartamentos de luxo. O preço já havia caído alguns milhares, assim, se nada acontecesse com a casa...

À Venda por Leilão

Ele viu a placa e deu um sorriso ao ler que o leilão seria em breve, na verdade, em apenas algumas semanas. E havia uma "visita para inspeção" prevista para o fim de semana. Cami¬nhando de volta para a praia, desta vez ele prestou atenção no magnífico céu e na quietude da manhã, nas gaivotas sentadas como patos na água tranqüila, no cão que correu para a água e as afugentou. E então ele a viu, em pé no oceano vítreo, a água na altura de seus joelhos, pernas afastadas e alongando-se, suas mãos estendidas em direção ao céu. Ela ficou parada e manteve a posição para depois, vagarosamente, abaixar seus braços. E começou a fazer tudo de novo. Deus! Ben revirou os olhos. Ele estava em grande forma e tentava de maneira vaga se manter assim, confiando principalmente em caminhar mi¬lhares de quilômetros dentro da Emergência do hospital e en¬tão esgotar-se com natação, mas isso que a mulher estava fa¬zendo era "Nova Era" demais, aquele tipo de atividade feita para saudar o dia, ou coisa parecida... Por favor!

Ainda assim, Ben admitiu que havia alguma coisa de espe¬tacular sobre sua falta de inibição, e algo sobre ela fez Ben sorrir enquanto caminhava.

E então, ela se virou e o sorriso dele desapareceu quando ela se inclinou... dobrou-se em duas na verdade. Ben viu o abdômen inchado dela e percebeu que ela estava grávida e visivelmente com dor. Ganhando velocidade, caminhou rapi¬damente pela areia, tentando não parecer muito afobado, já que aquilo também poderia apenas ser parte da rotina de exer¬cícios dela. Mas não era, ela estava caminhando com visível desconforto para fora da água rasa, ainda curvada num ângulo estranho, e Ben começou a correr, até alcançá-la na beira do mar. Ele viu os cachos escuros no alto da cabeça dela enquan¬to ela, ainda dobrada, agarrava seus próprios joelhos.

- Você está bem? - Ben perguntou, preocupado.

- Ótima - ela gemeu, e então olhou para ele. Os olhos dela eram cor de âmbar, usava grandes brincos prata e estava rangendo seus dentes muito brancos. - Ioga idiota!

- Você está tendo uma contração? - Ele a estava exami¬nando, mas não quis se aproximar e colocar a mão na barriga dela. Ele achou que precisava se apresentar primeiro. - Meu nome é Ben, e eu sou médico.

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