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Minha Vingança, Nosso Recomeço

Minha Vingança, Nosso Recomeço

Autor:: Wei Qin
Gênero: Moderno
O cheiro de desinfetante e o 'bip' constante da máquina. Na TV da enfermaria da prisão, o repórter falava de mim, Lucas, o promotor que matou a própria filha. Minha Sofia. Meu mundo. Destruído pelas mãos de Isabella, a mulher que amei, e de Dona Ana, minha própria mãe. Elas forjaram as provas, me drogaram, e eu fui condenado por um crime que não cometi. Senti o veneno que injetei subir pelas minhas veias, um fim solitário e injusto. Mas, de repente, uma luz! Um grito metálico! E eu abri os olhos. Estava de volta. Três anos no passado, no dia em que tudo começou. Meu celular vibrou: Isabella. A mesma ligação fatídica. Dessa vez, não. A raiva me consumia, mais forte que a morte. Eu não era mais a vítima. Eu era o carrasco. Quando Isabella veio com suas mentiras sobre Sofia, agarrei seu pescoço. "Você não vai tocar na minha filha. Não de novo." Soltei-a, mas a fúria ardia. Na delegacia, minha mãe fez seu show de preocupação, mas eu sabia. Ela era parte da conspiração. Na cela fria, eu não sentia desespero. Sentia sede de justiça. Eu seria a espada. O jogo tinha virado. Eu era o caçador.

Introdução

O cheiro de desinfetante e o 'bip' constante da máquina.

Na TV da enfermaria da prisão, o repórter falava de mim, Lucas, o promotor que matou a própria filha.

Minha Sofia. Meu mundo. Destruído pelas mãos de Isabella, a mulher que amei, e de Dona Ana, minha própria mãe.

Elas forjaram as provas, me drogaram, e eu fui condenado por um crime que não cometi.

Senti o veneno que injetei subir pelas minhas veias, um fim solitário e injusto.

Mas, de repente, uma luz! Um grito metálico!

E eu abri os olhos.

Estava de volta. Três anos no passado, no dia em que tudo começou.

Meu celular vibrou: Isabella. A mesma ligação fatídica.

Dessa vez, não.

A raiva me consumia, mais forte que a morte. Eu não era mais a vítima. Eu era o carrasco.

Quando Isabella veio com suas mentiras sobre Sofia, agarrei seu pescoço.

"Você não vai tocar na minha filha. Não de novo."

Soltei-a, mas a fúria ardia.

Na delegacia, minha mãe fez seu show de preocupação, mas eu sabia.

Ela era parte da conspiração.

Na cela fria, eu não sentia desespero. Sentia sede de justiça.

Eu seria a espada.

O jogo tinha virado.

Eu era o caçador.

Capítulo 1

O cheiro de desinfetante hospitalar e o som monótono do monitor cardíaco eram a trilha sonora da minha morte. Na pequena televisão pendurada na parede da cela da enfermaria, um repórter falava sobre o meu caso com um entusiasmo doentio. "Lucas, promotor público outrora respeitado, condenado por abuso e maus-tratos que levaram à trágica morte de sua própria filha, Sofia."

Minha filha. Morta.

E eu, o culpado aos olhos do mundo.

Tudo por causa da mulher que eu amava, Isabella, e da minha própria mãe, Dona Ana. A traição delas me destruiu, me jogou neste inferno. Fechei os olhos, sentindo o veneno que eu mesmo injetei começar a fazer efeito. O frio subia pelas minhas pernas. Era o fim. Um fim injusto, solitário.

Mas então, uma luz forte explodiu atrás das minhas pálpebras. Um som agudo, como um grito metálico, rasgou o silêncio. Meu corpo foi sacudido com uma violência absurda, e a escuridão me engoliu.

Abri os olhos.

Eu estava no meu escritório. A luz do fim de tarde entrava pela janela, iluminando a poeira que dançava no ar. Minhas mãos estavam sobre a mesa de mogno, firmes, sem tremores. Meu coração batia forte, mas era um ritmo saudável, vivo.

Olhei para o calendário na parede. A data era de três anos atrás. O dia em que tudo começou.

Meu celular vibrou sobre a mesa. O nome no visor fez meu sangue gelar.

Isabella.

Era a ligação. A mesma ligação. Na minha vida passada, eu atendi, ouvi suas mentiras sobre Sofia estar doente, corri para casa e caí direto na armadilha que ela e minha mãe armaram. Elas me doparam, forjaram as provas, e no dia seguinte, minha vida acabou.

Desta vez, não.

Deixei o celular vibrar até o silêncio voltar. Respirei fundo, sentindo o ar encher meus pulmões. O ar da liberdade, o ar de uma segunda chance. A raiva, uma brasa que a morte não conseguiu apagar, explodiu em chamas dentro de mim.

Levantei-me, peguei as chaves do carro e saí do escritório sem dizer uma palavra. Dirigi para casa, não com a preocupação de um pai, mas com a frieza de um carrasco.

A porta se abriu antes que eu pudesse usar minha chave. Isabella estava ali, com uma expressão de falsa preocupação.

"Lucas, querido! Por que não atendeu? Eu estava tão preocupada! Sofia..."

"Onde ela está?" minha voz saiu rouca, um som que nem eu reconheci.

"No quarto dela, dormindo. Ela está com um pouco de febre, eu..."

Passei por ela sem olhar em seus olhos. Fui direto ao quarto de Sofia. Minha pequena estava dormindo, o rosto sereno, as bochechas rosadas. Nenhum sinal de febre. Nenhum sinal de maus-tratos. Ela estava perfeita. A visão dela, viva e segura, quase me fez desabar. Mas eu me segurei.

Voltei para a sala. Isabella estava parada no meio do cômodo, os braços cruzados, uma ponta de irritação em seu rosto por eu ter ignorado seu teatro.

Ela abriu a boca para falar, para começar a tecer a teia de mentiras que me prenderia.

Eu não dei a ela a chance.

Agarrei seu pescoço com uma mão e a prensei contra a parede. Seus olhos se arregalaram em choque e medo. Um medo real, desta vez.

"Lucas! O que você está fazendo? Ficou louco?" ela engasgou, as unhas arranhando meu pulso.

"Você não vai tocar na minha filha," eu disse, cada palavra carregada com o ódio de três anos de inferno. "Você não vai destruir minha vida. Não de novo."

Apertei mais. O rosto dela começou a ficar vermelho, os olhos saltando. Eu queria matá-la. A vontade era tão forte que meus dedos doíam. Eu vi o corredor da prisão, senti o frio da solidão, ouvi o veredito do juiz.

Mas matá-la agora seria fácil demais. Seria a minha palavra contra a dela. Eu precisava de mais. Eu precisava que o mundo inteiro visse a verdade.

Afrouxei o aperto. Ela caiu no chão, tossindo e ofegando, lágrimas escorrendo pelo rosto.

"Você... você me agrediu! Eu vou chamar a polícia!" ela gritou, a voz trêmula de pavor e raiva.

"Chame," eu disse, dando um passo para trás. "Eu espero."

Ela pegou o celular, os dedos tremendo enquanto discava. Em poucos minutos, o som das sirenes encheu a rua. Dois policiais entraram com as armas em punho, encontrando-a chorando no chão e a mim, de pé, esperando calmamente.

"Ele me atacou! Ele tentou me matar!" Isabella gritou para eles.

Os policiais me algemaram. O metal frio nos meus pulsos era familiar, mas desta vez, não havia desespero. Havia um plano.

Na delegacia, minha mãe, Dona Ana, chegou. Ela correu para me abraçar, o rosto uma máscara de preocupação e amor. A mesma máscara que ela usou enquanto me visitava na prisão, me garantindo que acreditava na minha inocência, enquanto secretamente celebrava minha ruína.

"Meu filho! O que aconteceu? Isabella me ligou, ela estava histérica!"

"Ela mentiu, mãe," eu disse, olhando fundo em seus olhos, procurando qualquer sinal, qualquer vacilo. "Ela disse que Sofia estava doente, mas não estava. Ela estava armando para mim."

"Oh, meu querido," ela afagou meu rosto. "Isabella está sob muito estresse. Casamentos têm fases difíceis. Vocês vão superar isso."

Ela estava me testando. Vendo se eu era o mesmo Lucas ingênuo de antes.

"Onde está Sofia?" perguntei, minha voz dura. "Eu quero que ela fique com você. Não a deixe com Isabella. Por favor, mãe. Proteja minha filha."

A preocupação em meus olhos era genuína. Sofia era a única coisa que importava. No meio de todo o ódio e desejo de vingança, o medo de perdê-la novamente era a minha maior tortura.

"Claro, meu filho. Claro que eu cuido da minha neta. Não se preocupe com nada," ela disse, com a voz suave e tranquilizadora.

Eu sabia que ela estava mentindo. Ela era parte da conspiração. Mas eu precisava que ela acreditasse que eu confiava nela. Era parte do jogo.

Eu a afastei gentilmente e disse: "Mãe, diga a Isabella que eu não vou dar o divórcio a ela. E nem um centavo. Diga a ela que se ela quer guerra, ela vai ter."

Fui levado para uma cela de detenção. As grades se fecharam. Eu estava preso de novo. Mas desta vez, era diferente. Na minha vida passada, eu fui uma vítima.

Agora, eu era o caçador.

Eu ia expor todos eles. Isabella, minha mãe, e o filho bastardo do meu pai, Ricardo, o cérebro por trás de tudo. Eu ia desenterrar cada segredo sujo, cada mentira. Eu ia proteger Sofia e garantir que os verdadeiros culpados pagassem.

A justiça não seria cega desta vez. Eu mesmo seria a espada dela.

Capítulo 2

A porta de metal da sala de interrogatório se abriu. Isabella entrou, acompanhada por um policial. Ela usava uma gola alta, mas a marca roxa dos meus dedos ainda era visível em seu pescoço. Seu rosto estava inchado de tanto chorar, uma performance digna de um Oscar.

Ela se sentou na cadeira à minha frente, as mãos tremendo sobre a mesa.

"Lucas," ela começou, a voz um sussurro frágil. "Eu vim retirar a queixa."

Eu apenas a encarei, em silêncio.

"Eu... eu te perdoo," ela continuou, como se estivesse me oferecendo um grande favor. "Sei que você estava estressado com o trabalho. Nós podemos resolver isso. Podemos fazer terapia de casal. Pela Sofia."

A menção do nome da minha filha fez meu estômago revirar. Ela a usava como um escudo, uma ferramenta de manipulação.

Na minha vida passada, eu teria acreditado. Teria me agarrado a essa falsa esperança. Teria pedido perdão, prometido mudar. Teria voltado para casa e caminhado direto para a destruição.

"Não," eu disse, a palavra soando como uma pedra caindo no chão.

Ela piscou, surpresa. "Não? O que você quer dizer com não?"

"Eu não quero o seu perdão. E não quero retirar queixa nenhuma," eu respondi, inclinando-me para a frente. "Eu quero que você prossiga. Quero que isso vá a tribunal."

O choque em seu rosto foi delicioso. Ela não esperava por isso. Seu plano era me assustar, me fazer sentir culpado e depois me controlar com a ameaça de uma acusação.

"Você enlouqueceu? Isso vai arruinar sua carreira!" ela sibilou, a máscara de vítima caindo por um segundo.

"Minha carreira já está arruinada. Você cuidou disso," eu disse calmamente. "Prefiro ficar aqui. Pelo menos aqui eu sei quem são meus inimigos."

Ela me olhou, os olhos estreitos, tentando entender minha estratégia. Ela não conseguia. Para ela, eu ainda era o marido previsível e apaixonado. Ela não podia imaginar o homem renascido do inferno que estava sentado à sua frente.

"Faça o que quiser, Lucas. Mas você vai se arrepender," ela disse, levantando-se bruscamente.

"Eu já me arrependi de muitas coisas, Isabella. Acreditar em você foi a primeira da lista," respondi.

Ela saiu batendo a porta. O policial que estava de guarda me olhou com uma mistura de pena e desprezo. Eu não me importei. Pela primeira vez em muito tempo, eu estava no controle. Ficar na cadeia era a minha proteção. Lá fora, eles poderiam tentar me dopar, plantar provas, me matar. Aqui dentro, eu estava seguro para planejar meus próximos passos.

Mais tarde naquele dia, meu advogado veio me ver. Ele me trouxe notícias que fizeram meu coração parar e depois bater com um alívio avassalador.

"Lucas, seu detetive particular, um tal de Carlos, me ligou. Ele disse que conseguiu tirar sua filha da casa da sua mãe antes que qualquer coisa acontecesse. Ela está segura em um local que só ele e eu conhecemos."

Carlos. Na minha vida passada, eu o contratei tarde demais. Ele descobriu a verdade, mas eu já estava condenado e Sofia... Sofia já estava morta. Desta vez, minha primeira ligação ao sair do escritório, antes mesmo de ir para casa, foi para ele. "Proteja Sofia. Custe o que custar."

A tensão que eu nem sabia que estava segurando se desfez. Minhas pernas fraquejaram e eu tive que me sentar na beirada da cama de concreto. A imagem de Sofia, segura e sorrindo, encheu minha mente. Aquele era o único objetivo. O único prêmio que importava. A vingança era apenas um bônus.

O cansaço me atingiu como uma onda. O estresse, a raiva, o alívio. Tudo se misturou e eu caí em um sono profundo, o primeiro sono sem pesadelos em anos.

No dia seguinte, tive uma visita. Quando o guarda abriu a cela, meu coração deu um salto.

Era Sofia.

Ela correu para mim, os bracinhos se envolvendo no meu pescoço.

"Papai!"

Eu a abracei com força, inalando o cheiro de shampoo de bebê em seus cabelos. Era real. Ela estava aqui, nos meus braços. Lágrimas que eu não sabia que ainda tinha encheram meus olhos.

"Oi, minha princesa," eu disse, a voz embargada.

Atrás dela, de pé no corredor, estavam Isabella e minha mãe, Dona Ana. As duas víboras, observando a cena com sorrisos falsos.

"Achamos que ele gostaria de vê-la," disse Dona Ana com sua voz melosa. "Sofia estava com tantas saudades do papai."

Isabella se ajoelhou ao lado de Sofia. "Filha, diga ao papai que sentimos muito que ele esteja nervoso e que o amamos."

Sofia me olhou com seus grandes olhos castanhos. "Papai, você está nervoso?"

"Não, meu amor. O papai não está nervoso," eu disse, beijando sua testa.

Notei que Isabella segurava o bracinho de Sofia com um pouco de força demais. Instintivamente, puxei a manga do vestido da minha filha para cima. Na minha vida passada, neste exato momento, eu vi os hematomas. As pequenas marcas de dedos que Isabella fez para depois me acusar.

O braço de Sofia estava liso. Perfeito. Nenhuma marca.

Eu franzi a testa, confuso. Olhei para Isabella, depois para minha mãe. Elas pareciam não notar minha confusão.

"Vovó disse que você foi um menino mau e bateu na mamãe," disse Sofia, com a inocência cruel das crianças.

Meu coração se apertou. Eles já estavam começando a envenená-la.

"A vovó e a mamãe estão enganadas, meu amor. O papai nunca faria mal a ninguém, especialmente a vocês," eu disse, olhando diretamente para as duas.

Mas a imagem do braço liso de Sofia não saía da minha cabeça. Na minha primeira vida, os hematomas eram a principal prova contra mim. Se eles não existiam agora, o que mais era diferente? Será que minha memória estava me enganando? Ou será que o plano delas era ainda mais sombrio do que eu imaginava?

Uma dúvida fria começou a se instalar no meu peito. Eu renasci, voltei no tempo, mas será que eu realmente sabia toda a verdade? Ou eu era apenas um peão em um jogo cujas regras eu ainda não entendia completamente?

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