Estava escuro do lado de fora.
Risos surgiam na sala de estar da casa da família Bryant ocasionalmente. Diferentes vozes podiam ser ouvidas conversando animadamente.
Na cozinha, o ar estava muito quente. Loraine Torres estava cozinhando sozinha. Seu rosto estava vermelho e o suor escorria pela sua testa enquanto ela observava a sopa fervendo na panela. Logo, sua vista ficou embaçada.
Ela estava com febre desde a manhã.
No entanto, ela ainda não havia ido à farmácia comprar algum remédio ou podia descansar. Ela estava ocupada com tarefas domésticas desde o raiar do dia.
"Ei, o jantar já está pronto? Nossa! Você ainda não terminou. É inacreditável que meu irmão tenha se casado com uma preguiçosa como você!" Marina Bryant gritou para ela, enquanto estava parada na porta da cozinha.
Loraine lambeu os lábios secos. Ela estava acostumada com o comportamento desagradável da cunhada.
"Estará pronto em breve."
Marina sussurrou: "Termine isso logo. Meu irmão e Keely estão aguardando para comer. Keely não é uma caipira como você. Ela estava sendo tratada no exterior antes de voltar aqui. Sua saúde precisa ser bem cuidada. Não podemos permiti-la ficar com fome. Caso contrário, meu irmão fará você sofrer as consequências."
A mão de Loraine que estava na colher de cozinha se apertou. Ela congelou quando seu coração doeu duramente.
Desde que ela se casou com Marco Bryant, três anos atrás, ela havia sido uma esposa obediente. Mas ele jamais apreciou seus esforços. Ela não significava nada para ele. Para ele, ela não chegava aos pés de Keely Haywood.
Marina zombou: "Escute aqui, Loraine. Você não teria conseguido se casar com meu irmão, se nossa avó não estivesse tão apressada em ter um bisneto. Se Keely estivesse no país naquele tempo, meu irmão não teria se unido com você. Você é inútil. Após três anos, você ainda não deu à luz uma criança."
Lágrimas brotaram dos olhos de Loraine. Ela tentou reprimi-las enquanto observava Marina partir.
Só então, ela escutou uma voz fraca do lado de fora.
"Marco, estou incomodando você e a Loraine? Ela está irritada?" Essa voz feminina era muito agradável.
"Não. Seu bem-estar é o que importa aqui", uma voz masculina profunda e gentil disse com ternura.
Marco jamais falou nesse tom com Loraine. Foi só o que ela queria esse tempo todo.
Loraine ficou sozinha na cozinha, e seu coração ferido afundou. Seus olhos recaíram sobre as velas e a caixa de presente na lixeira. A dor em seu coração cresceu.
Ela tentou fazer esse casamento funcionar todos esses anos.
Seu suposto marido, a quem ela sempre deu amor, não se lembrava de que hoje era o aniversário de casamento deles.
Apesar de estar doente, ela preparou um grande jantar para comemorar. Mas logo isso virou um jantar de boas-vindas para Keely.
Tudo parecia uma grande piada sem graça. Todos os seus esforços, paciência e esperança foram reduzidos a cinzas esta noite.
"Senhorita Torres, desculpe incomodá-las. Permita-me ajudá-la." Keely adentrou a cozinha com um sorriso de desculpas.
Com o rosto sem expressão, Loraine observou a bela e frágil mulher à sua frente. "Você deveria se referir a mim como senhora Bryant, não senhorita Torres."
A expressão de Keely mudou em um piscar de olhos. Ela olhou para Loraine e disse arrogantemente: "Deixe-me te explicar as coisas, Loraine. Sou a única que tem o amor de Marco. Ele só está com você devido à avó dele. Três anos são o suficiente para esta farsa de casamento. Agora que retornei, ocuparei meu lugar de direito nesta casa. Não crie expectativas sobre o amor de Marco. É melhor você se poupar da vergonha e ir embora!"
Uma dor intensa massacrou o coração de Loraine. No entanto, ela ainda conseguiu confrontar sua rival.
"Para sua informação, continuo a ser esposa de Marco. Sou a senhora Bryant. Você é a intrusa aqui."
Horror dominava o rosto de Keely quando ela ouviu essas palavras. Elas perfuraram seu coração como mil facas.
"Pare de ser fingida. O título de senhora Bryant não é seu direito de nascença. Pode ser retirado a qualquer momento. Além disso, você sofrerá as consequências, se algo me acontecer por sua causa. Aguarde e veja!"
Uma premonição terrível apareceu no coração de Loraine.
"O que você planeja fazer?" Ela questionou, cerrando os olhos.
Antes que Loraine entendesse o que estava ocorrendo, Keely pegou uma faca da tábua de cortar e tentou se esfaquear no abdômen.
Loraine tentou impedi-la. Segurando o pulso de Keely, ela gritou, "Você está doida?"
Keely se libertou da mão dela.
Durante a luta, a lâmina afiada cortou o braço de Loraine. Ela gemeu de dor.
Quando ela avistou o sangue escorrendo pelas roupas de Keely, Keely sorriu para ela com malícia. No instante seguinte, Keely gritou com toda a força.
"Marcos, socorro! Loraine está tentando me matar!"
Os olhos de Loraine quase saíram das órbitas. Rapidamente, Marco entrou correndo na cozinha.
Ela tentou explicar a situação, mas não conseguiu dizer nada. Era como se sua garganta estivesse bloqueada.
Loraine sentiu-se repentinamente tonta. O sangue jorrava de seu braço e sua cabeça doía.
Enquanto ficava inconsciente, ela viu Marco passar por ela. Ele pegou Keely e saiu correndo, largando sua esposa no chão inconsciente.
No hospital
"A paciente ainda não acordou. Você não pode entrar!"
"Saia da minha frente! Sei que Loraine está lá!"
Ao ouvir o barulho da discussão, Loraine abriu os olhos lentamente.
Com bastante dor e esforço, ela virou a cabeça para o lado para entender o que estava acontecendo e viu Marina empurrar a enfermeira e caminhar até a cama furiosa. Marina a encarava como se estivesse prestes a atacá-la e picá-la em pedacinhos.
"Loraine, sua cadela maldita! Como ousa tentar matar Keely? Ela está com um ferimento grave no rim. O estado dela não é nada bom. Você vai apodrecer na cadeia!"
"Não tentei matá-la!", protestou Loraine, sentando-se fracamente.
Marina rugiu: "Tentou sim! Não adianta querer mentir. Quem foi que a esfaqueou se não você? Vocês duas estavam sozinhas na cozinha. Está sugerindo que Keely esfaqueou a si própria? Você tem ciúmes dela porque meu irmão a ama. Tentou tirar ela de cena para não ter nenhuma rival."
Loraine estava prestes a contra-argumentar. Porém, ao ver Marco entrar, ela se conteve.
Ele era um homem alto, com sobrancelhas perfeitamente esculpidas e um olhar sonhador.
Naquele momento, Loraine olhou para ele como se o salvador dela tivesse aparecido.
"Marco, você precisa acreditar em mim. Não fiz nada de mal a ela!"
Marco dirigiu um olhar frio a ela.
"Me poupe de suas desculpas, Loraine. Você não vai me enganar. Você cometeu uma barbárie e precisa aceitar sua punição. Precisa pedir perdão para Keely."
"Pedir perdão não é suficiente!", gritou Marina. "Keely está com o rim rompido. Como punição, Loraine deve dar o rim dela a Keely."
Sem esperar a aprovação do irmão, Marina deu o comando para os guarda-costas que estavam atrás de Marco: "Levem-na imediatamente para a sala de cirurgia!"
Os guarda-costas obedeceram.
Loraine não tinha forças para lutar. Ela encarou o marido e perguntou: "Marco, você não acredita em mim? Vai deixar que isso aconteça?"
Por algum motivo, ela ainda tinha esperança de que Marco confiaria nela. Porém, ele ficou parado onde estava, observando tudo com indiferença. Estava claro como o dia que ele estava de acordo com a decisão da irmã.
Loraine sentiu uma dor profunda no coração.
Como ele era capaz de abandoná-la de forma tão impiedosa? O amor que ela tinha por Marco desapareceu naquele momento.
Ela estava cansada de amar alguém que não a reciprocava. Estava claro que ela não significava nada para ele. Pior ainda, ele acreditava em outra mulher em vez dela.
Loraine sentiu um cansaço sem precedentes.
Ela não queria mais continuar naquele casamento miserável.
"Marco, precisamos nos divorciar", disse ela com um sorriso amargo.
Ouvindo aquilo, Marco franziu o cenho. Ele arregalou os olhos para Loraine como se ela estivesse louca.
"Você não vai se livrar da punição se divorciando, sua imbecil", cuspiu Marina, a voz cheia de desdém.
Os olhos de Loraine se tornaram frios. "Por que deveria ser punida por algo que não fiz? É ridículo que você queira que eu dê meu rim para ela. Gostaria de ver o quanto ela está ferida de verdade!"
Loraine foi tomada por uma força inexplicável, impulsionada pela sua ira. Ela se desvencilhou do aperto dos guarda-costas e correu para fora.
Ela logo encontrou a ala de Keely.
Antes que pudesse fazer qualquer coisa, porém, Marco se apressou para proteger Keely.
"Loraine, o que está tentando fazer de novo?"
Keely se encolheu na cama. Ela segurou a camisa de Marco e disse com uma voz assustada: "Marco, estou com tanto medo."
O rosto de Marco escureceu. Ele encarou Loraine e gritou: "Não faça nada estúpido. Se ajoelhe e peça perdão agora!"
Uma expressão de remorso surgiu no rosto de Loraine. Ela abaixou a cabeça e foi até a cama.
Os olhos de Keely se iluminaram de orgulho. Ela cruzou os braços e olhou para Loraine cheia de expectativa.
Para desgosto dela, porém, Loraine ergueu a mão e a levou rapidamente até a bochecha de Keely.
O som do tapa ecoou pela enfermaria inteira.
Todos congelaram de surpresa. Em uma fração de segundo, Loraine arrancou a gaze que estava cobrindo o abdômen de Keely.
Na mesma hora, um pequeno corte foi revelado, que já tinha parado de sangrar.
Ao ver aquilo, Marco franziu a testa.
"Viu só? Ela só teve um corte pequeno. A faca nem penetrou a barriga dela. Mas ela quer meu rim. Que boa jogada, Keely Haywood!"
Loraine tinha sentido que havia algo suspeito na história desde o início. Como Keely havia esfaqueado a si própria, Loraine suspeitou que o ferimento não fosse profundo.
A suspeita dela acabou por ser verdade. Um corte daquele tamanho certamente não teria afetado o rim dela.
Keely apressadamente cobriu a barriga.
"Diga a verdade, Keely. O que aconteceu exatamente?", perguntou Marco com frieza.
O rosto de Keely empalideceu. Ela começou a gaguejar: "Na verdade... Eu não sei. Como poderia saber? Entrei em coma depois que Loraine me esfaqueou. Acabei de acordar. Talvez o médico tenha feito o diagnóstico errado."
"Isso não parece um mal-entendido para mim. Se eu não tivesse exposto você agora, eles teriam removido meu rim sem piedade alguma!", disse Loraine com uma gargalhada irônica. "E outra coisa. Você deveria ter se esfaqueado nas costas se quisesse fingir que tinha ferido o rim. Mas se esfaqueou na barriga."
"Que absurdo!", protestou Keeley, olhando para Marco em pânico. "Marco, você precisa confiar em mim. Foi Loraine quem me esfaqueou."
Marco encarou Keeley com os olhos estreitos como fendas. Depois, ele dirigiu seu olhar para Loraine.
"Me dê algum tempo para analisar isso. Se ficar claro que você é inocente, vou compensá-la com o que quiser."
Loraine olhou para ele sem demonstrar qualquer emoção. O amor que ela tinha por ele tinha morrido.
Nos últimos anos de casamento, Marco nunca tinha dado a ela nada que ela quisesse. Ela sabia que ele só estava se oferecendo para compensá-la naquele momento porque queria proteger Keely.
Lorena revirou os olhos. "Me dê o divórcio então!"
Marco a encarou com surpresa.
Aquela era a primeira vez que ele olhava para a esposa com seriedade em três anos.
Loraine, porém, não dava a mínima. Ela se virou e foi embora sem olhar para trás.
Assim que ela saiu do hospital, se sentiu extremamente fraca.
Ela tinha usado toda a sua força para enfrentar o marido e Keely.
Ela pegou o celular e discou um número.
Alguns minutos depois, um Lincoln preto estacionou diante de Loraine. Um homem bonito em um terno bem passado saiu do carro.
Naquele momento, Loraine perdeu todas as forças e suas pernas cederam.
O homem conseguiu segurá-la a tempo.
Loraine olhou para ele com lágrimas nos olhos e murmurou: "Tio Rowan..." Um momento depois, ela desmaiou nos braços dele.
A atmosfera na enfermaria de Keely era de tensão. O ar parecia ter congelado.
Marco estava completamente tomado de raiva com o que tinha acabado de descobrir.
O médico assistente de Keely estava tremendo dos pés à cabeça.
Marco o encarou com seriedade e perguntou: "Você não tinha dito que o rim dela estava rompido? E que precisaria de um novo rim? Como explica isso?"
Gotas frias de suor começaram a escorrer pela testa do médico. Ele estava com medo demais para falar.
Marco continuou: "Que tipo de médico você é? Você deveria ter sua licença médica cassada. Inclusive, cuidarei disso pessoalmente!"
O médico se encolheu. Ele sabia que Marco não estava falando da boca para fora. Se fosse denunciado ao conselho médico, ele nunca mais poderia exercer a medicina.
Com medo, ele confessou tudo.
"Por favor, não faça isso, senhor Bryant. A senhorita Haywood me ordenou a dar esse diagnóstico. Prometo nunca mais fazer isso."
"Saia daqui!"
Como o médico não se moveu um centímetro, Marco lançou um olhar para seu guarda-costas, que imediatamente arrastou o homem para fora.
Marco se virou para encarar Keely, cujo rosto estava vermelho naquele momento. Os olhos dele demonstravam uma pitada de decepção. "O que ele disse é verdade?"
Keely caiu no choro. "Marco, não queria fazer isso. Só fiz isso porque Loraine não queria que você demonstrasse se importar comigo. Estava com muita raiva, então decidi ensinar uma lição a ela."
"Já chega!", esbravejou Marco, que já estava cansado da explicação dela. "Queria ensinar uma lição a ela removendo o rim dela? Como é possível alguém ser tão cruel? Quer saber? A culpa é minha. Não deveria ter te mimado tanto!"
Ao vê-lo tão zangado com ela, Keely continuou implorando enquanto chorava.
"Marco, me perdoe, por favor! Foi errado da minha parte fazer isso. Só fiz porque estava com muito medo. Desde que Jorge morreu, não posso confiar em mais ninguém. Meu corpo não se recuperou por completo. Tenho medo que você desista de mim e me deixe sozinha. Pode me perdoar desta vez? Por favor!"
Jorge Riley era um amigo de Marco que havia morrido por ele. Antes de falecer, ele tinha confiado a noiva dele, Keely, a Marco, e pedido que ele sempre a protegesse.
Ao pensar no amigo falecido, o coração de Marco suavizou.
"Prometi para Jorge que cuidaria de você e pretendo cumprir minha promessa."
Quando Keely deu um suspiro de alívio, porém, Marco disse algo que ela não gostou de ouvir.
"Porém, Loraine é minha esposa legítima. Não faça mais truques sujos com ela. Este foi o primeiro e o último. Entendeu?"
Keely tinha uma expressão nebulosa no rosto devido ao choque de ter ouvido aquilo.
"Como pode dizer isso, Marco? Loraine não passa de uma garota de origem humilde. Não é digna de ser sua esposa. Ela só trouxe vergonha para sua família durante esses três anos. Você pretende mesmo passar o resto da vida com ela? Sem falar que ela pediu por divórcio. E se você conceder o pedido dela agora mesmo?"
"Não se envolva nisso, Keely. Meu casamento não é da sua conta."
Marco a encarou com um olhar frio. Assustada, ela fez silêncio.
Depois, ele saiu da enfermaria furioso. Ele não podia deixar de pensar em como Loraine estava falando sério ao pedir o divórcio mais cedo.
Ele tinha ficado extremamente surpreso com aquela atitude.
Se divorciar dela nunca havia passado pela cabeça dele.
Embora não a amasse, ele se contentava em tê-la como anfitriã do lar dos dois. Aquela havia sido exatamente a razão pela qual ele tinha se casado com ela em primeiro lugar.
Loraine era uma órfã que havia crescido no campo. Ela não tinha ninguém a quem pudesse recorrer, então era muito fácil controlá-la.
No passado, Loraine sempre o tinha servido bem. Ela era sempre obediente a ele, independentemente de como ele a tratasse.
Por isso ele achava que estar casado com ela não era uma má ideia, afinal.
Ele não queria se livrar dela. Como Loraine tinha pedido o divórcio por causa da briga com Keely, Marco decidiu conversar e compensá-la.
Ele acenou para seu subordinado e ordenou: "Encontre Loraine agora mesmo. E também transfira cinco milhões de dólares para a conta dela."
O subordinado não entrou em ação de imediato. Em vez disso, ele encarou o chefe com um olhar de preocupação.
Marco franziu o cenho. "Por que ainda está parado aqui? Se tem algo a dizer, apenas diga."
"Depois que a senhora Bryant saiu do hospital, ela foi apanhada por um homem dirigindo um carro de luxo."
"Como assim?"
A carranca de Marco se aprofundou, e ele cerrou os punhos.
Algo parecia estar errado. As coisas pareciam estar prestes a sair do controle dele.
"Investigue que homem é esse e traga minha esposa de volta imediatamente!", ordenou Marco com raiva.
Enquanto isso, Loraine recobrou a consciência.
Desta vez, ela não estava acordando sozinha na enfermaria. Ela estava em um quarto quente e luxuoso.
"Então você finalmente se lembrou de casa? Ainda não entendo por que você aguenta toda essa besteira por causa de um homem. Ainda é descendente da família Torres? Por que não age como se fosse?!"
Ao ouvir aquela voz familiar, Loraine se virou e olhou na direção de quem estava falando com ela. Um velho de cabelos grisalhos com uma aura imponente estava sentado próximo à cama.
Ela não pôde deixar de cair no choro ao ver o avô.
"Vovô, me desculpe. Não deveria ter partido. Lamento ter partido seu coração por causa daquele verme desgraçado."
Aldo Torres, chefe do Grupo Universo e figura influente na cidade, amoleceu ao ver a neta preferida em prantos. Ele segurou a mão dela e a reconfortou.
"Pronto, pronto, minha princesa. Não precisa chorar. Aquele desgraçado não te merece. Como herdeira de nossa família, você deve manter a cabeça erguida. O Grupo Universo é seu. Ninguém pode intimidar você agora!"