Fabiana narrando
Hoje era o dia em que eu e Felipe comemoramos dois anos de casamento. Eu tinha arrumado à mesa inteira, eu queria tentar algo diferente, até porque eu só tinha ele. Tento passar uma maquiagem no rosto para disfarçar algumas marcas que ainda estava ali.
Ele tinha chegado apenas cansado e extressado do serviço na aquela noite, ele nunca tinha feito isso, nunca tinha encostado em mim, ele nunca tinha sido capaz de fazer isso, ele sempre disse que me amava. Ele tinha jogado meu celular na parede e prometeu que compraria outro , assim ele fez , ele me deu um celular inferior do que eu tinha.
Eu e Felipe se conhecemos quando fui fazer estágio na delegacia, ele era delegado e eu era secretária, nos conhecemos, nos apaixonamos, namoramos , noivamos e nos casamos , como um conto de fada, ele esteve ao meu lado quando a mamãe morreu e sempre me protegeu de tudo, ele era como um ponto de paz para mim, fazia de tudo por mim, me dava tudo oque eu precisava, e sempre dizia que eu era a mulher da vida dele, às vezes ele chegava cansado, extressado, descontava em mim com as suas palavras rudes e suas ignorância, mas eu já tinha aprendido a conviver com isso e não dava muita bola para ele.
Às vezes nada estava bom para ele.
- Boa noite -Ele fala entrando dentro de casa.
- Boa noite meu amor - Eu falo para ele sorrindo e seus olhos param na mesa.
- Eu já jantei - Ele fala - pode desarrumar tudo isso, você sabe que não suporto o cheiro dessas velas perfumadas e inssiste em usar elas.
- Mas eu só quis arrumar porque hoje - Ele me interrompe
- Fabiana eu já mandei você desarrumar a porcaria dessa mesa e desligar essas velas - Ele fala me encarando - Qual é o teu problema? Olha a hora que é?
- Eu sóquis fazer uma surpresa - Eu falo
- Eu odeio surpresas - Ele fala puxando a toalha da mesa e jogando tudo no chão - Eu estou pouco me importando se isso tudo era uma surpresa - Meus olhos enchem de lágrimas.
- Porque você esta fazendo isso? Me tratando desse jeito? - Eu falo para ele
- Eu estou te tratando bem, não estou entendendo oque você esta falando - Ele se aproxima de mim - Você acha que eu estou te tratando mal? - Eu ando uns passos para tras batendo ás minhas costas na parede.
- Para por favor - Eu falo para ele
- Eu nem fiz nada - Ele diz passando as suas mãos pelo meu pescoço - Angelica falou que você falou para ela que eu bati em você.
- Ela perguntou das marcas - Eu falo
- Eu mandei você não sair de casa - Ele fala abraçando as suas mãos no meu pescoço.
- Para por favor - Eu falo chorando
-Eu estou cansado de você - Ele fala - Você quee acabar com a minha carreira? Ou você esqueceu que a Angelica é policial e me odeia la dentro? - Ele começa apertarmais forte e eu começo a ficar sem fôlego .
Ele começa apertar forte e eu tento afastar ele mas ele era mais pesado, eu dou um chute no meio das suas pernas e consigo me soltar, tento sair correndo mas ele agarra os meus cabelos me fazendo cair no chão e bater a minha cabeça, o sangue começa a escorrer pela minha testa.
- Eu mandei você ficar quieta sua desgraçada - Ele fala
- Ela veio aqui, não tinga como eu esconder - Eu falo chorando
- Eu vou te dar uma lição para você nunca mais esquecer - Ele fala me dando dois tapa no rosto e eu tento empurrar ele mas não conseguia, ele vem para cima de mim apertando o meu pescoço novamente. - Eu vou te matar Fabiana, depois vou matar seu irmão, eu vou acabar com ele.
Eu consigo agarrar um vaso que tinha no chão e jogo na sua cabeça, fazendo ele cair desmaiado e quando vejo o sangue escorrendo pela sua cabeça, fico desesperada.
Oque eu faria agora?
2
Fabiana narrando
Ele ainda estava vivo, eu sentia o batimento no seu pulso, ele iria acordar e eu precisava sair da aqui o mais rápido possivel.
Era dificil cair a ficha, mas se ele acordasse e eu estiver aqui, ele iria me matar.
Pego uma mochila pequena e coloco alguns pertences basicos,abro o cofre e pego toda a quantia de dinheiro que tinha ali, eu ainda não entendia porque ele guardava tanto dinheiro em um cofre do que guardar em um banco.
Saio correndo sem direção nenhuma pelas ruas, à algumas quadras da nossa casa ligo para emergencia para irem socorrer ele e depois pego um uber em direção ao unico lugar que alguém poderia me ajudar nesse momento, à um lugar que eu jamais pensei que iria voltar.
Já marcaca mais de meia noite e o motorista do uber estava desconfiado, eu estava machucada, sangrando e suja.
- Posso deixar a senhora até aqui - Ele fala e eu encaro as ruas - É três quadra da aqui, não seria melhor eu te deixar em um hospital ou até mesmo na policia?
- Não,obrigada -Eu falo - Aqui esta o seu dinheiro, eu preciso ficar aqui - Ele assente com a cabeça.
Asism que desço do carro o meu medo vai só aumentando, eu não veio nesse lugar há exatamente 12 anos, e quase ninguém sabia quem eu era, para alguém meter a bala na minha cabeça era questão de segundos.
- O toque de recolher foi as 21h - Um soldado fala me encarando com um fuzil na mão assim que me vê.
- Preciso falar com o turco - Ele me encara.
- Puta dele? - Outro soldado loirinho fala.
- Duvido - O ruivo que me parou fala - Se a madame dele descobre, mata ele.
- Quem é ela Junior? - Um outro cara para me olhando.
- Junior não deixou ela falar ainda não Mateus - o loiro fala.
- Qual é Pedro - Junior fala - Ela quer falar com o Artur. - O Pedro para e me encara.
- Eu sou irmã dele - Eu falo - Eu preciso muito falar com ele, meu nome é Fabiana.
- Bibi? - Yuri sai de dentro de uma pequena casinha que era mais uma toca e me encara - Oque você está fazendo aqui garota? Oque aconteceu contigo? - Dou um suspiro de aliaviada. Yuri era um dos melhores amigos do meu irmão e crescemos juntos e sei que ele não iria me fazer mal e também não iria deixar ninguém fazer.
- Eu preciso de ajuda -Eu falo - Eu preciso falar com meu irmão, me deixa subir, me leva até ele.
- Ele está em uma reunião - Yuri fala
- Por favor - Eu falo chorando - Me ajuda , eu estou com muito medo, eu preciso dele. - Ele me encara e eu sei que o seu olhar era de reprovação porque eu era mulher de policial, no caso ex,mas ele não sabia.
- Eu vou te levar até a casa a onde ele tá - Ele fala me encarando - Você se envolveu em uma briga? - Ele pergunta
- Eu preciso falar com ele - Ele assente quando ve que de mim não iria sair nada.
Eu não iria confiar em ninguem à não ser da minha família, alguma parte assim como Yuri sabe quem eu sou e com quem eu era casada e querendo ou não, eu poderia ser Não bem vinda aqui e muito menos bem vista.
- Porque você não me levou para casa dele? - Eu pergunto para Yuri quando ele manda eu sentar em um sofá em uma pequena sala em um barraco bem mal arrumado e sujo, tinha algumas motos paradas lá na frente e as vozes dentro de uma porta eram exaltadas e nervosas.
Yuri não me responde nada.
O meu corpo doia, a minha alma doia, eu não posso acreditar o quanto fui idiota, as suas palaras dizendo que iria me matar e depois mataria meu irmão, só fez eu acreditar no que Artur sempre disse que ia acontecer.
A porta se abre e um monte de homens sai de dentro, no mínimo uns seis e o meu irmão tinha sido o ultimo, todos eles param e me encaram.
-Fabiana - Artur fala me olhando - Oque você está fazendo aqui?
Eu corro em sua direção e abraço ele forte e começo a chorar sem parar, eu esqueço que tinha o resto das aqueles homens ali, ele responde o meu braço me trazendo um pouco de conforto.
- Me ajuda - Eu susurro para ele - Ele queria me matar - Eu falo entre as lágrimas.
- Eu estou aqui , fica calma -Ele fala.
3
Artur narrando
Fabiana me abraçava forte e suas lágrimas desciam sem parar, a última vez que à vi, foi à 3 anos atras quando a nossa mãe morreu, ela ja estava namorando o Felipe o tal delegado, o próprio quase me prendeu durante o enterro da minha mãe, só não fez isso porque Fabiana tinha implorado paz na aquele momento. Eu tentei avisar ela diversas vezes para não casar com ele, mas nada adiantou, eu e ela nunca fomos próximos, ela foi embora do morro ela tinha 8 anos e depois à vi apenas no enterro do nosso pai e no enterro da nossa mãe.
Depois de dar dois copos de água para ela, ela começa à se acalmar, ela tinha que chegar bem no final de uma reunião de chefs dos morros aliados, eles ficaram intrigados olhando para ela, mas logo Nem mandou todos vazarem da aqui de dentro.
- Fabiana você precisa se acalmar - Eu falo sentando de frente para ela. - Fabiana me conta tudo oque aconteceu, você está machucada, abatida, com marcas.
- Ele - Ela diz ainda em lágrimas - Ele tentou me matar, ele disse que me mataria e depois te mataria - Sinto o olhar do Nem nela, mas ele não diz nada.
Meu celular toca e era Tais ligando, já era tarde da noite e claro que ela queria saber a onde estava o marido dela.
- Oque ele fez? - Eu pergunto - Tenta se acalmar para me contar tudo. - Ela assente com a cabeça e olha para Nem - Ele vai ficar aqui? - Eu encaro ele.
- To vazando - Nem fala - Resolve aí - Eu assinto.
Nem sabia quem era a minha irmã, mas ele não iria dizer nada sem saber da história, nos comandamos isso junto desde que os nossos pais morreram, decidimos tudo junto.l e somos mais do que parceiros, somos irmãos.
- Começou à algumas semanas ou meses - Ela fala confusa - Eu fui uma grande idiota, eu achava que ele me amava, mas seu comportamento mudoh de uma hora para outra, semana passada ele me bateu, chegou do serviço, berrando, sem paciência e me bateu, me bateu forte, no outro dia ele chorou, implorou perdão e disse que me amava - Eu encaro ela ja pensando na hora que eu ia matar ele - Eu perdoei, eu tinha só ele, eu achei que você nao iria querer me ajudar, então hoje iriamos comemorar dois anos de casado, ele chegou e me humilhou, veio para cima de mim, tentou me matar - Eu limpo as suas lágrimas - Eu joguei o vaso na cabeça dele e ele desmaiou, e eu fugi para cá, porque se ele acordar e me achasse lá, ele iria me matar, ele vai vir atrás de mim Artur e eu estou com medo, com muito medo - eu abraço ela mais uma vez.
- Agora você está segura - Eu falo para ela - Eu vou te proteger, eu prometo.
Eu prometi para o meu pai que iria proteger ela e eu tinha falhado, falhado feio nisso.
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