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Esta é uma obra de Romance Dark. Nomes de pessoas, acontecimentos, e outros locais que existam ou que tenham verdadeiramente existido em algum período da história foram usados para ambientar o enredo. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.
ATENÇÃO! Essa história contém cenas impróprias para menores de dezoito anos. Contém gatilhos, palavras de baixo calão e conduta inadequada de personagens.
A opinião política e religiosa da autora não se expressa nesse livro.
A autora não apoia nem concorda com o comportamento duvidoso dos personagens.
Este é um romance dark, porém não terá cenas de abuso sexual.
My Favorite Killer não tem o intuito de romantizar qualquer abuso, violência, Síndrome de Estocolmo e assassinato. Incitar ou apoiar qualquer um dos acontecimentos ou decisões tomadas no mundo ficcional criado pela autora. Se você espera um conto de fadas, personagens perfeitos e romance fofo, este livro não é para você. Do início ao fim, My Favorite Killer terá gatilhos. E se você é um leitor cujas temáticas baixas te deixam desconfortável, não leia.
Elisa Mancini é uma garota ítalo-americana doce e meiga do alto escalão de Nova York. Seu pai o chefe da FBI que dá de tudo para a sua preciosa filha, como dinheiro, jóias, roupas... mas nem por isso que Elisa é uma menina mimada. Luke, o maior Serial Killer e o mais procurado por toda a América. Seu histórico é um dos piores por causa de seus assassinatos sem sentido. Pelos traumas de sua infância ele decide se vingar do chefe da FBI por não ter ajudado sobre o caso de sua família.
Agora ele tem uma lista com todos os nomes da família Mancini, incluindo Elisa, e ele pretende matar todos eles na ordem da lista, das pessoas mais importantes até as menos importantes para Enrico. Para Luke, matar é por pura diversão. Seu coração preto e sem alma é incapaz de amar, mas até as pessoas mais frias são capazes de amar. Para a sua lista acabar mais rápido, ele decide sequestrar a filha do chefe da FBI e manipular a sua família com um resgate. Qualquer pessoa que ajudar Elisa a fugir das garras de Luke vai ser morto da pior maneira o possível.
Luke está preso em seu passado que o perturba sempre. Buscar vingança é a primeira coisa que vem pela sua cabeça. Ele cria um plano bem elaborado: seqüestrar a filha do chefe do FBI que não investigou o caso de sua família. Todos da família Mancini que tentar resgatar Elisa, será morto por Luke da pior maneira o possível. O tempo passa, os sentimentos crescem, será que ele vai desistir da vingança por amor?
Prólogo
Luke
Eu estava caminhando nas linhas de trilho do metrô de Nova York, quando ouvi um gemido abafado vindo de um dos túneis que iam direto para o esgoto. Algum casal de merda devia estar fazendo sexo. Quanto mais eu ia me aproximando do túnel, mais o barulho de gemido feminino aumentava.
Eu odiava a felicidade dos outros, então eu faria de tudo para tirar a felicidade deles. Matando os seus entes queridos, filhos, esposa, marido e amigos. Felicidade é para os fracos, eu já ouvi esta frase em algum lugar, mas não consigo me lembrar de onde.
A mulher estava praticamente gritando enquanto o seu – se eu não me engano marido –
– estava lambendo sua buceta. Ela não tinha me visto, a luxúria e o prazer predominando em todo o seu corpo. Já o homem, estava com os olhos abertos, vendo sua esposa se contorcendo de prazer. Seus olhos se desviaram da mulher e se fixaram em mim. Ele franziu a testa e se endireitou.
- Perdeu algo aqui? - Ele perguntou irritado por eu acabar com o momento íntimo entre ele e a mulher.
Péssima coisa para se dizer para uma pessoa como eu. Eu dei o meu sorriso torcido e me aproximei, subindo na plataforma do túnel. - Que pena que a transa acabou, agora é hora do meu show. - Eu peguei minha karambit favorita, o cabo e a lâmina preta, uma das melhores da minha coleção.
A lâmina se refletiu com as luzes mal iluminadas que o túnel proporcionava. A mulher rapidamente subiu sua calcinha até esconder sua nudez e abaixou a saia que estava em seu estômago, seus dedos tremiam violentamente enquanto ela se cobria. Eu percebi a ela dar um passo para trás. O homem me encarava com desafio, subestimando minhas habilidades com a faca. Eu deixei o sorriso cair e lhe lancei um olhar ameaçador, ele entendeu o recado ao pegar a mão de sua esposa e começar a dar largos passos para trás, seus olhos não desviaram de mim ou da faca.
Eu inclinei a cabeça. - Mas já estão fugindo. - Eu disse com uma risada sarcástica. - A festa ainda nem começou.
Eu me lancei primeiro no homem, ele lutaria, diferente da mulher que se submeteria a minha força e temeria pelo medo do inevitável, do que eu poderia fazer com a faca. Mas eu estava enganado, o homem largou a mão da mulher e saiu correndo pelo corredor que havia na esquerda. Covarde. Ele podia esperar, eu acabaria com a mulher primeiro.
Diferente do homem, ela ficou paralisada no lugar, me olhando nos fundos dos meus olhos, como se isso me fizesse sentir misericórdia e poupar a sua vida. Eu me avancei sobre ela com um sorriso torcido, puxei seu cabelo para trás deixando seu pescoço a mostra e enfiei minha faca no meio de sua garganta. Ela sufocou com o próprio sangue que esguichava em minhas mãos e camisa.
Que bom que eu só usava camisas pretas, isso ajuda para ninguém perceber que ela estava manchada ou encharcada de sangue. Eu mudei o ângulo da minha faca e a arrastei até o outro lado de sua garganta, em seguida, fazendo o mesmo do lado oposto, esculpindo um sorriso.
A mulher caiu dura no chão, sua garganta ainda escorrendo o seu sangue. Morta. Agora era a vez daquele homem.
Eu não demorei muito para encontrá-lo tentando subir do esgoto que dava acesso ao subúrbio da cidade. Aproximei-me e puxei sua camisa para ele descer novamente, caindo com um baque audível quando suas costas colidiram contra o chão, ele soltou um gemido de dor. Enfiei minha faca em suas costelas e ele gritou de dor. Eu ainda tenho que conversar com ele para dizer o quanto ele é um covarde.
Agachei-me até que meu rosto pairou na frente do dele e com o sorriso torcido nos lábios. - Você é um covarde, sabia? - Eu disse olhando em seus olhos apavorados. Eu queria que ele confirmasse que ele era um covarde. Virei o ângulo da minha faca em sua costela. - Sabia?
Ele balançou a cabeça freneticamente. - Sim, eu sou um covarde! - Ele admitiu. - Por favor, não me mate. Por favor, eu faço tudo o que você quiser. Só por favor, não me mate. - Ele disse rapidamente, ofegando com a dor nas costelas.
Ele fez igual a sua namorada, me olhou nos olhos e implorou. Eu não sei de onde as pessoas ouviram falar que se você olhar nos olhos do assassino ele ficará com pena e lhe poupará. Isso era uma mentira do caralho, pelo menos para mim.
- A única coisa que eu quero agora, é que você morra. - Eu disse com diversão, um sorriso assassino sempre em meus lábios para assustar as vítimas.
Eu tirei minha faca de suas costelas e a trouxe até o seu coração, perfurando a pele lentamente. Ele soltou um grito ensurdecedor. A cidade em cima de nós, estava menos movimentada por já ser três horas da madrugada, alguém poderia ouvir o homem gritar e chamaria a polícia, mas isso me daria muito tempo para sair daqui.
O homem parou de gritar. Morto. Eu me levantei e peguei um lenço de papel da minha blusa e limpei a lâmina e minhas mãos que tinham sangue do homem e da mulher misturados, depois deixei cair ao lado do corpo do homem.
Arrastei o corpo do homem até onde estava o corpo da mulher, e o joguei em cima.
Saí tranquilamente até a direção da estação de trem. Estava praticamente vazio, exceto por um casal de idosos que me olharam com curiosidade por eu sair das linhas de trem. Eu não dei atenção a eles e fui comprar uma passagem para Manhattan.