Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > MÉNAGE [MORRO]
MÉNAGE  [MORRO]

MÉNAGE [MORRO]

Autor:: Gabrielle Ramos
Gênero: Romance
Emily Santory é uma arquiteta da zona sul de São Paulo e tem Breno como seu cônjuge. Farinha comanda o tráfico do outro lado da cidade. | Ela tem namorado e queria ménage não era amor, era libertinagem| Apresento uma história muito quente e envolvente. Me siga no instagram para ver as fotos dos personagens @aut.gabrielleramoss

Capítulo 1 01 - Paraisópolis.

Emily Narrando

Estava no quarto do meu namorado, nós dois estávamos na cama prestes a fazer sexo, mas eu não estava com vontade.

- Não fode, não dá mais! - Falei irritada.

- Como não dá? Vivia de quatro pra mim e agora diz que não tem mais vontade de ficar comigo, que merda tá acontecendo? -

- Não me dá mais tesão, entende isso - Me levantei nua da cama catando minhas roupas -

- Tá bom então, vaza daqui - Falou bravo.

Vesti meu vestidinho colado vermelho e calcei meu salto preto, coloquei o iphone entre os meus peitos.

- Levanta pra ir me levar, Breno - Olhei séria pra ele .

- Quem disse que eu vou te levar? Vai embora sozinha -

- Não tem Uber nenhum na rua uma hora dessas, pelo amor de Deus -

- Se vira Emily, deixa o cara com tesão e depois desiste da foda, isso é broxante demais -

- Vai se foder - Falei estressada saindo de lá e peguei o elevador -

Saí do prédio e não vi um táxi se quer na rua, apenas carros e mais carros em alta velocidade.

Boa pa quem vai ir da Vila Andrade até o Morumbi de pé, sem falar que vou ter que pegar atalho e passar por Paraisópolis.

Nunca vou perdoar Breno por isso, sério.

***

- Moço, pelo amor de Deus, eu só quero pegar um caminho mais rápido pra chegar na minha casa, será que é tão difícil assim de entender? -

Fazia cinco minutos que eu estava tentando convencer um traficante de Paraisópolis me deixar cortar caminho.

- Não tem essa de pegar atalho aqui na favela não, vey - Falou marrento.

- Não tem ninguém nessa bagaça não? Me deixa passar moço, só quero chegar em casa logo, olha a chuva que tá - Coloquei meus cabelos de lado, tão tudo encharcado e meu celular já deve estar todo molhado.

Vi ele pegando um rádio preto e falando com o "chefe".

Fiquei de braços cruzados olhando para ele até o tal cara chegar.

- Tá perdendo tempo, namoral - Falou o abusado.

Fiquei calada e quando menos esperei, uma BMW passou raspando perto de mim, quase que me atropela.

O gostosão abriu o vidro do carro olhando para mim com cara de sarcasmo. E que gostosão viu, minha nossa, Larissinha piscou agora.

- De qual foi Jacaré? - Perguntou com uma voz grossa, que delicinha de voz -

- A dondoca quer cortar caminho pro Morumbi, pode isso? -

- Pode não porra, tu tá fazendo oque na quebrada mina? - Perguntou a mim.

- Eu vim da Vila Andrade moço, o Morumbi é longe demais e quis pegar um atalho por aqui - Falei e vi ele negar com a cabeça e acender um Marlboro dentro do carro.

- Pois pega o papo que aqui na minha favela tem isso não, de fora só entra pra ir em baile ou fazer as correrias -

- Foi você que construiu tudo isso? Acho que não né, traficante manda no tráfico e não na comunidade - Desafiei.

- Tu quer tanto ir pra casa, caralho? - Assenti com a cabeça - Pois entra dentro desse carro -

Não pensei duas vezes, só o que eu quero é meu AP.

- Tu com esse salto quinze aê - Falou olhando para os meus pés - Ia levar um tropicão nos buracos da favela, isso sim -

Eu ri alto, ele seguiu o caminho pelo atalho que eu queria ir.

- Tá vendo? Até tu tá seguindo o atalho que eu queria - Falei orgulhosa.

- Não ri alto de novo não pô, pareceu uma foca engasgada -

- Engraçadão você né? - Falei de boa colocando uma música nesse carro, morgado demais. Começou a tocar putaria

- Só tem música ruim, puta que pariu - Falei desligando a merda do som.

- A porra do carro é de quem? Mina abusada do caralho - Falou bravinho.

Ui!

***

Farinha Narrando

Parei de frente ao apartamento da mina surtada, pelo visto tem mó vida boa. Em terra de São Paulo, quem mora no Morumbi é rei.

- É... Quer entrar? - Perguntou gaguejando.

- Pra quê? - Fiz outra pergunta como resposta -

- Pra tomar uma xícara de café, talvez - Deu de ombros -

- Jaé - Falei soltando um sorrisinho -

- Deixa o carro no estacionamento - Sugeriu -

- Não, aqui de frente mesmo - Encostei o carro em uma vaga na rua - Vai ser rapidão -

- Ok né, se é oque diz - Falou com irônia -

Abusada do caralho, era pra eu ter deixado ela no pé do morro mermo, toda molhada parecendo um pinto.

Já estou vendo que essa não bate bem do juízo, aceitou uma carona minha e vai me deixar entrar para a casa dela, não tem medo da morte mesmo.

***

- Tá com fome? - Perguntou quando chegamos no AP -

- Pra ser sincero, tô varado de fome -

- Curte strogonoff? -

- Demais - Fui pra mesa da cozinha - Só mora tu nessa casa? - Perguntei reparando o AP e vendo ela tirar a comida da geladeira e esquentar no micro-ondas -

- Sim, não tenho nenhum familiar - Tirou o salto e espremeu a água da chuva que tava no cabelo -

- Por quê ? -

- Uma tragédia aconteceu na minha família há alguns anos, eles foram viajar no jatinho particular e o avião caiu no mar, não teve nenhum sobrevivente -

- Sinto pela tua família -

- Obrigada - Falou e deu um sorriso fraco - Não gosto de falar sobre isso -

- De boa pô - Falei escutando o barulho do micro-ondas -

Ela abriu e me entregou um prato de strogonoff, com arroz, purê e batata palha.

- Sem miséria irmão - Falei começando a comer -

- Quer coca? - Assenti com a cabeça-

Deixou o copão de coca em cima da mesa

- O strogonoff tá massa demais - Falei para ela -

- Uma das únicas comidas que eu faço boa - Riu - Vou tomar um banho -

- Tá precisando - Ela riu -

- Qualquer coisa me chama, pode ficar a vontade -

- Jaé -

***

Estava folgadão deitado no sofá dela assistindo um filme mó da hora, ouvi os gritos dela no quarto. Me levantei rápido e fui ver o que era.

- Que que pega porra? - Perguntei vendo ela se cobrir com a toalha assustada -

- Mata essa barata pelo amor de Deus - Apontou pro guarda roupa -

- Esse escândalo todinho por causa de uma barata? Puta que pariu, mermão - Fui até a porta do guarda roupa e pisei na barata que caiu morta -

Senti a toalha dela caindo nos meus pés, mirei ela dos pés á cabeça, gostosa demais. A mina deu um sorriso safado e eu vi que ela estava na intenção, não nego fogo então entrei no joguinho dela.

- Sem roupa tu é mais bonita ainda - Ela me olhou sorrindo e ia abaixando pra pegar a toalha - Não pô, fica assim - Falei iniciando um beijo, toquei na bunda e depois fui para a parte da frente, enfiei devagar o meu dedo na buceta dela, já estava toda molhadinha.

Finalizamos o beijo e eu fui até a porta do quarto fechando de chave, tava afim de um sexo bolado mesmo.

Tirei minha camisa indo até ela e dando outro beijo, senti as mãos nela na minha nuca e em seguida tirando meu short.

Abaixei minha cueca colocando o pau durão pra fora, fiz um rabo de cavalo no cabelo dela que se abaixou e começou a mamar.

- Boquinha deliciosa do caralho - Falei com tesão, chupa bem demais -

Gozei na boca dela, engoliu tudinho e finalizou lambendo a cabeça da minha pica. Ela se levantou e empurrei ela para a cama, me abaixei e meti a língua na sua buceta.

- Me fode! - Pediu gual uma cadela no cio -

- Comigo tem quer ser no pelo - Falei puxando ela pela cintura e batendo meu pau na buceta dela -

- Eu só quero sentir você dentro de mim - Falou me deixando mais louco ainda -

Encaixei minha pica direitinho, fazendo o movimento de vai e vem e ouvindo os gritos dela delirando, coloquei o dedo indicador na boca dela.

- Xii, sem acordar os vizinhos, pô - Falei calmo, ainda metendo nela -

- Que pica gostosa, cara - Falou gemendo de prazer pra mim, com as mãos nos meus braços -

Um homem esperto tem o poder de saber se a mulher é safada ou não, essa aqui é sem sombra de dúvidas.

Depois da transa eu gozei dentro, gozar fora é homicídio.

- Toma anteconcepcional? - Perguntei -

- Sim, sim - Falou ofegante -

***

E foi assim que essa história começou, Emily Santoy tomou tanta pílula do dia seguinte que já estava em 2023.

Veja as fotos dos personagens no meu perfil do instagram @aut.gabrielleramoss

Capítulo 2 02 - Mensagem

[12/10 10:53 Emily Narrando

Dia seguinte//

Acordei atrasada pro trabalho, merda. Saí catando um vestido justo branco que bate no joelho, entrei no box do chuveiro deixando a água fria bater em meu corpo e jogar fora a preguiça e o sono.

Vesti a roupa e coloquei um cinto da Gucci pra ficar mais charmosa, olhei pra minha cama lembrando da noite perfeita de ontem. TBT por favor. O cara transa bem para caralho e foi embora depois da nossa foda, por mim ele viveria aqui.

Fiz uma make básica bem rápido e peguei minha bolsa de trabalho com as coisas que necessito. Peguei o elevador chegando rapidinho em baixo e acenando pro táxi mais próximo. Vidinha sofrida, nada como um dia após o outro.

***

O elevador abriu e eu entrei no andar do meu escritório com uma xícara de café, me sentei na minha bancada.

- Bom dia meninas -

- Bom dia flor -

- Bom dia meu amor - Pri veio até mim me dando um beijo na bochecha -

- Cara, olha essa matéria, que horror - Vi Tayane mostrar algo para Priscila no celular -

- Puta que pariu, qual a mulher que transa com o cara sem nem saber o nome dele? - Perguntou fazendo careta.

Engoli em seco, e continuei mantendo a atenção no meu Capuccino.

- Trabalhar né? Sem fofoquinha -

- Ih, vai morder quem te mordeu, Emily - Tayane falou com deboche

- Ela não tá estressadinha, entrou com uma cara feliz, pelo meu conhecimento a Emily teve uma noite ótima - Falou sorrindo e me olhando.

- Sim Pri, me conhece tão bem - Falei me levantando da cadeira da bancada -

- Estranho, Breno veio aqui atrás de você ás oito horas -

- Estranho mesmo, passamos a noite juntos - Menti.

Fiquei pensativa, o que ele queria comigo?

***

Horário de almoço é sempre corrido, não dá tempo para fazer quase nada. Recebi a mensagem de um número no meu whats, soltei um sorrisinho já sabendo de quem era.

? WhatsApp On ?

+11 xxxx-xxxx: Covardia o que tu fez nas minhas costas, namoral.

Gargalhei, escrevi meu número nas costas dele com a unha.

Eu: Fiz apenas pra ser lembrada, rs.

+11 xxxx-xxxx: Iria te caçar até no inferno pra descubrir pelo mesmo teu nome.

Eu: Satisfação Emily ☺️

+11 xxxx-xxxx: Prazer é só na cama ??

Eu: Exatamente, como salvo aqui?

+11 xxxx-xxxx: Coloca Farinha, meu vulgo.

Eu: Tem nome não?

+11 xxxx-xxxx: Farinha, pô.

Eu: Ok, tá salvo.

Farinha: Brota no baile da DZ7 sexta.

Eu: Pode ser, vai me recompensar?

Farinha: É o que eu mais quero, pode ser até hoje se quiser.

Hoje o Breno pode querer vim aqui em casa fazer chorôrô como sempre.

Eu: Deixa pra amanhã, cheguei atrasada no trabalho hoje e vou ter muita coisa pra fazer.

Farinha: Jaé, quem é esse cara no perfil?

Putz, esqueci total da minha foto com o Breno na merda do perfil.

Eu: Ele é escritor, vi ele em um barzinho e tirei uma foto.

Farinha: Haha, de boa.

Vizualisei mas não respondi nada.

WhatsApp Off

Passei cinco minutos olhando a foto do perfil daquele homem, puta que me pariu. Voltei a realidade indo arrumar meu quarto, trocar os lençóis pra tirar o cheirinho de sexo selvagem.

Meu namorado pode chegar á qualquer hora e não quero bancar a 'infiel'.

***

Escutei a cigarra do AP tocar, porra, são quase dez horas. Olhei pelo olho mágico vendo o Breno e abri a porta com cara de cu

- Vamos conversar, Emily? -

- Não tenho nada pra conversar contig, Breno - Fiz cara de lerda.

- Foi mal por ontem, sério mesmo -

- Certo, era só isso? - Fiz pouco caso não ligando muito.

- Trouxe pra tu - Me entregou uma bolsa da Cacau Show, abri tirando um coração de chocolates.

O meu preferido, vejamos que ele quer me agradar e me domar com chocolate.

- Valeu pelos chocolates, gosto muito -

- Vai nem me chamar pra entrar? -

- Entra Breno - Falei quase revirando os olhos.

Me assustei com ele me agarrando por trás, pude sentir o seu membro batendo na minha bunda no vestido de tecido fino.

Me virei beijando ele e me agarrando em seus braços fortes, deixei cair a bolsa com os chocolates.

- Tava morrendo de saudades de você minha boneca - Me pegou no colo me levando pra cama. Senti algo estranho, lembrei de Farinha.

- Para Breno - Pedi.

- DE NOVO COM ESSA PORRA, EMILY? - Gritou quase avançando para cima de mim - Me atiça e na hora H tu pede pra parar? Puta que pariu -

- Calma, não sei o que tá acontecendo - Falei confusa - Não precisa gritar comigo -

Ele suspirou pesado passando as mãos no cabelo.

- Vamos pra sala, assistir um filme, comer pipoca e chocalate - Falei me aproximando dele e fazendo carinho em sua barba.

Ele assentiu com a cabeça me dando um selinho, ainda com a cara emburrada. Que Deus tire de mim essa falta de tesão por esse homem, amém.

***

Farinha Narrando

Vi os irmão para lá e para cá na biqueira, hoje tem bailão da DZ7 e eu não quero bagunça nessa porra de morro.

- Mermo esqueminha de sempre - Meti o papo pra todos pelo rádio - Quero dois cara na rua Principal, ficar olhando o movimento pra ver se vai moiar ou não, camarote vai tá no Bega, geral do movimento pode brotar lá que vai ser bem recebido e máximo respeito com a galera do baile, nada de ficar ostentando com arma pra cima, se tiver briga trás pra mim que eu resolvo a parada, não quero nada que atrai os canas pra dentro de Paraisópolis -

Dei um trago no baseado já com os olhos pequeninhos escutando eles falaram no rádio.

- Tem hora pra terminar chefe? -

- Se der tudo certo e os filhos da puta não aparecer, o baile vai render até na matina, assim que amanhecer todo mundo tem que vazar, não quero atrapalhar os trabalhadores da quebrada que acordam cedo pra ter o pão de cada dia -

A cambada concordou e eu coloquei o rádio em off, fiquei ali parado na porta da biqueira vendo os crias fazendo o trabalho deles.

Senti meu celular vibrar no bolso, era mensagem da Emily, vagaba não falou comigo desde aquele dia e hoje vem mandando mensagem.

WhatsApp On

Emily: Vou colar no baile hoje.

Dei um sorrisinho de lado jogando a pontinha do baseado fora.

Eu: Dmr, por que essa carinha de lua? Coisa de idiota.

Emily: Nada uai, emoji normal.

Eu: Bailão vai começar lá pras meia noite .

Emily: Vai vim me buscar né?

Eu: É arriscado ir no Morumbi dia de baile, tu vai ter que vim

Emily: Nenhum Uber sobe essa favela, no máximo deixam na entrada e olhe lá.

Eu: Fica na entrada mrm e me avisa, vou te buscar.

Emily: Tá bom, te ligo quando tiver por ai.

Eu: Jaé, saindo aqui.

Emily: Bj.

Deixei no vácuo.

WhatsApp Off

- Oi amorzinho - A puta da Thamires brotou na minha frente do nada -

- Entra dentro dessa porra e chupa meu pau, piranha - Ordenei.

***

23:45

Peguei a chave da moto assim que Emily ligou para mim avisando que já estava na entrada do morro, arranquei dali na minha GSX preta.

Cheguei voando e vi ela parada me esperando, porra... Estava linda demais. Toda nas correntes de ouro e vestido de luxo, pique de patroa mermo.

- Sobe aí - Falei pra ela que sorriu ao me ver, não retribui -

Subiu delicada por conta do salto e dei partida quando senti as mãos dela na minha cintura. Já vi a aglomeração de gente e som alto pra caralho, hoje rende.

Fui para o Bega pela rua principal, por onde eu passava a galera dava espaço, geral me conhece, escondo minha cara para ninguém não.

Estacionei minha moto perto das motos dos meus manos, assim que descemos da moto puxei Emily de leve pela cintura.

- Hoje a noite promete, papo reto - Falei no ouvido dela e vi sua nuca se arrepiar -

Não respondeu, apenas deu um beijo perto do meu pescoço deixando a marca do batom vermelho.

Seguimos até as tendas com bebida, droga e a porra toda. Esse camarote no Bega é rodeado de cara, segurança total.

Cheguei cumprimentando a rapaziada e Emily recebeu olhar de todo mundo ali, ela sorria para alguns. Me sentei na mesa onde só tinha os aliados, cada um com sua mulher do lado e fuzil nas costas.

- Apresenta a dondoca, Farinha - Disse Amanda sorrindo.

- Emily pô, tem o que apresentar não - Falei bebendo um pouco da minha cerveja.

- Propriedade tua né? - Assenti com a cabeça, se envolveu já era.

Ela ficou conversando com as meninas até se levantar dando o papo que ia com elas para curtir na multidão.

- Vê se não bebe demais, Amanda - R7 disse para a mulher dele.

- Relaxa cuzão - São dois doidos, por isso se combinam tanto.

- Se comporta, Isa - Falou Pedrão para a mina dele.

Não falei nada para a Emily, bastou só um olhar para ela se ligar. Fiz um gesto com a cabeça pra um segurança ficar de olho nela ele entendeu direitinho.

Quando estava só os caras na mesinha, começaram a me fazer perguntas.

- Gamou na mina, patrão? -

- Tem isso não, ela fode bem, resolvi chamar pra curtir o baile -

- Aposto que num é daqui, nunca vi ela pela favela - Falou o outro.

- Morumbi, e chega de assunto nessa porra, não tenho nada sério com ela mas também não quero vocês de gracinha, propriedade minha - Virei o copão de Whisky.

- Jaé chefe -

- Respeito total, cê tá doido - Falaram negando.

Começaram a falar assunto de crime e de piranhas, só conversado de merda mesmo. Aproveitei para dar um raio, ficar acordadão.

- Hoje o baile rende caralho - Falou um dos menor, animado -

- Então, os meninos da entrada disse que até agora tá firmeza - Falei cheirando o brait e vendo o movimento do camarote.

Geral rindo, ostentando, uns até dando perdido na mulher, ser bandido não é só ficar em biqueira ou roubando correndo perigo não zé, tem que ostentar e aproveitar para caralho também. Senti a mão de Thamires no meu ombro.

- Tá afim bebê? - Olhei para o corpo dela e não teve como resistir.

- Cola no banheiro do Bega - Falei baixo e saí dali discretamente.

Nego foda para ninguém pô, se quiser pode vim que dou surra de piroca mesmo, sem caô.

***

Foto da Thamires disponível no Instagram @aut.gabrielleramoss

Capítulo 3 03 - Cachorrona

Emily Narrando

" Vai sentando sem compromisso, eu não quero namorar contigo, não vem dando uma de maluca não, é só um pente e rala mozão".

Dancei com as três meninas sorrindo, o álcool fazia efeito em mim, o som estrondava nos meus ouvidos.

- Isso é bom demais, cara - Falei alto por causa do som.

- Bailão na favela é só assim, gata - Amanda levantando o copão.

- Só presta assim mona - Micaelly falou com um baseado na boca -

Senti algo roçar na minha bunda e olhei pra trás, era Farinha com o cano da Glock.

Sorri e joguei meu cabelo fazendo o quadradinho, ele me puxou pela cintura e sussurou no meu ouvido

- Já deu a hora pô, vamo se sair -

- Me deixa ficar mais um pouco com as meninas? - Perguntei me aproximando do rosto dele e encarando ele

- Vou tá no bar ali - Apontou sério

- Tá bom - Sorri e ia dar um selinho dele

O desgraçado virou a cara e foi pro barzinho, fechei meu semblante e continuei dançando com as meninas

Um bofe lindo me parou pedindo meu número , sorri pra ele

Passei meu número pro bofinho que ainda me ofereceu uma bebida rosa, tomei todinha, delícia.

Olhei pro Farinha que olhava tudo de cara feia, mas nada fez. Tu liga? Nem!

- Já te vi no Morumbi, certeza - Puxou assunto -

- Sou de lá -

- Trabalha? -

- Arquiteta, e você? -

- Certo - Assentiu - Engenheiro civíl -

- Uau, nunca pensei que fosse encontrar um engenheiro civíl no baile funk - Ri.

- É pô, a vida prega essas com a gente - Dei um sorissinho e me virei indo falar com as meninas

- Tô indo nessa princesas -

- Poxa mona fica mais -

- É pô -

- Nem dá, amanhã trabalho e já são 4h30 - Minto

- Passa o zap pelo menos bebê - Mica brincou -

Passei o número a elas e fui até Farinha, que continuava no bar, muito sério como sempre

- Vamos? -

- Bora pô - Se levantou do banco e a gente foi caminhando até a moto dele

Me arrepiei, ia transar tanto hoje que amanhã estaria toda quebrada.

***

- Farinha, ããhn - Gemi sentindo a pica dele ir no meu coração e voltar.

Ele dava estocadas rápidas, minha pepeka parecia alargar 10x a cada metida

Arranhei as costas dele como de costume, vendo a cara de tesudo que ele fez

- Gostosa - Disse gozando dentro de mim

- Fode meu cu, Farinha - Pedi igual uma cachorrona, oque não falamos na hora da transa não é mesmo -

- Gosto muito de cu não - Falou deitando na cama e cruzando os braços.

Provoquei esfregando meu bumbum no corpo dele, não demorou muito pra sentir a ardência dos tapas que ele deu na minha bunda

- Ah danada, cachorrona mermo ein - Fiquei de 4 esperando a rajada de piroca.

***

Acordei com a luz da janela no meu olho, maldita claridade.

Me remexi vendo Farinha já lenvantado com a 3° perna dele dormindo.

- Que horas são? - Perguntei com voz de sono e bocejando -

- 7 da manhã - Falou sério e indo pro banheiro do quarto -

- Poxa cara, sério que eu só tive uma hora de sono? - Me levantei devagar sendo deixada no vácuo -

Comecei a me vestir escutando o barulho do chuveiro.

Farinha saiu do banheiro sacodindo o corpo, puta sacanagem né.

- Poxa, a porra da água tá batendo em mim - Reclamei de cara feia calçando o salto.

- Foi mau - Começou a se secar e vestir uma roupa -

Observei ele já pronta, delicioso demais, só eu sei o quanto tô querendo esse homem ultimamente, não só o sexo mas a presença dele também.

- Vai me levar? -

- Vou, mas vou passar na boca antes - Colocou as armas na cintura e um boné -

Me levantei seguindo ele, queria tanto poder ser carinhosa, mas Farinha não gosta dessas coisas...

Será que ele não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sentiu ciúmes quando o cara do baile pediu meu número

Entramos dentro do carro e ele parou em uma espécie de casa, vi alguns vapores e imaginei que ali fosse uma das bocas.

Agradecia pelos vidros do carro ser fumê, não quero que ninguém me veja com essa cara de derrotada e fedendo á sexo.

***

- Dia de sábado é sempre assim? Movimentado desse jeito ?- Perguntei vendo várias pessoas pra lá e pra cá, carros, motos, pessoas abrindo os comércios, muito movimento -

- É, nesse pique memo - Ele abriu os vidros pedindo pras pessoas darem espaço -

Só quer ter moral, aliás, ele tem.

- Sorte que eu não trabalho hoje, são mais de oito horas - Falei, sendo deixada no vácuo novamente - Vai ficar me evitando?

- Ih, tá maluca? Tô evitando ninguém não -

- Tá me ignorando faz mó cota - Falei impaciente bufando -

- Ideia errada sua - Disse normal e seguiu o caminho -

***

Ele parou o carro de frente ao meu apartamento, pensei em me despedir com um beijo, mas por mais que eu queira, não ia fazer isso.

- Obrigada Farinha - Falei olhando ele.

- De rocha - Saí do carro e segui até o prédio.

Falei com o porteiro e a recepcionista.

Peguei o elevador indo pro meu AP.

- Até enfim - Falei pra mim mesmo jogando a bolsa em cima do sofá -

Segui morta de sono até meu quarto e liguei a luz, quase pulando de susto.

- Oque tu tá fazendo aqui? - Levei a mão no peito observando Breno na minha cama.

- Esperando tu chegar vadia, tava onde? - Perguntou

Se levantou e veio pra cima de mim, com raiva.

***

[12/10 10:54] Gabrielle Ramos 🦋: Breno Narrando

Já tem uns dias que eu tô percebendo a Emily estranha, não me dá atenção, não liga mais pra mim.

Ela até tirou a nossa foto do perfil do whats, tem outro no meu lugar.

- Fica mais um pouco - Léo pediu, meu "parceiro" -

- Não, vou atrás da Emily - Falei me levantando e vestindo a roupa

Eu e o Léo sempre nos comemos nas encondidas, ele também é empresário e a empresa dele lucra mais que a minha, então minha intensão é sempre ter ele por perto.

- Ela tá é dando pra outro, prostituta barata -

- Cala a boca exu, eu vou atrás dela e acabou - Calçei meu sapato e peguei as chaves do carro saindo do AP dele -

Dia de sábado, SP movimentado pra caramba, trânsito pra todo camto.

O porteiro liberou minha entrada e peguei o elevador abrindo a porta do apartamento com a cópia da chave.

Procurei e nada, não tava aqui.

Joguei um vaso de vidro na parede, tô no ódio jão.

Entrei do quarto da Emily fechando a porta forte, só esperando ela chegar pra me dar explicação.

Olhei a movimentação da rua pela janelinha do quarto e vi um carro preto parando de frente ao prédio, ela saiu de dentro.

Sabia que tava me traindo, safada.

Esperei deitado na cama, 5 minutos depois ela abriu a porta se assustando comigo aqui.

- Oque tu tá fazendo aqui? - Levou a mão no peito me observando.

- Esperando tu chegar vadia, tava onde? - Perguntei

Me levantei e fui pra cima dela, pegando pelo pescoço e prensando na parede, já dava pra perceber a dificuldade pra respirar.

- Me solta Breno - Disse com dificuldade.

- Vou continuar até você me dizer com quem estava -

- Tava com outro, era isso que você queria escutar? Tava com outro, te traindo -

Soltei o pescoço dela encarando.

- Bem que eu desconfiei, tava me ignorando, evitando sexo comigo, agora tá tudo explicado -

- Isso do sexo foi bem antes, não tava me sentindo bem, não tinha vontade, não com você! Conheci outra pessoa. -

- Piranha, me traindo e fingindo que o erro era eu - Debochei

- E você? Acha que não sei que você também tem outro alguém? Pelo amor de Deus né Breno -

Fiquei calado, ela deve pensar que é mulher.

- Venho aguentando chifres faz tempo, agora é minha vez de colocar também, chifre trocado não dói. - Falou me encarando

Levantei minha mão com tudo e dei na cara dela.

- Merece isso e muito mais - Cuspi as palavras dando outra tapa -

- Covarde do caralho, vai me batar agora? Babaca - Levou a mão até o rosto alisando a bochecha -

- Podia te arrebentar agora se eu quisesse, mas vou deixar isso pra mais tarde -

- Não vai ter "mais tarde", nem "depois" muito menos "nós" , acabou cara - Falou com os olhos lagrimejados.

- Não, nada acabou - Me aproxeimei dela que continua na parede.

- Acabou sim, não dá mais, não vou viver de aparências -

- Vai almoçar lá em casa hoje, meus pais querem te ver -

- Não vou Breno, que saco, não quero mais -

Segurei o queixo dela sem paciência olhando dentro dos olhos dela.

- Tu vai sim, só acaba quando eu cansar de você, temos 2 anos juntos, vai ser tudo jogado no lixo? -

- É, provavelmente não valeram de nada esse tempo todo, agora você tá me batendo e me obrigando a ficar contigo, coisa que eu não quero! - Disse séria

Soltei o queixo dela.

- Se arruma, passa um reboco nessa cara que eu tô te esperando lá em baixo - Fui rude saindo do AP

Depois do almoço ela vai ver só.

***

- Querida, que bom que veio - minha mãe falou sorrindo vendo a gente entrar

- Mily, que sôdadi - Minha irmãzinha falou indo abraçar Emily.

Meu pai nunca gostou dela, então logo fechou a cara.

- Oi meu amor, como você está? - Se abaixou pra falar com a Brenda.

- Tô bem e voxê? -

- Tô bem também princesa - Deu um beijo na bochecha dela.

- Você nunca mais apareceu Emily, sentimos sua falta -

- Também senti falta de nossas conversas, Stella - Falou sorrindo -

Emily sabe ser uma boa atriz, quando quer.

***

- Me deixa em casa por favor - Pediu entrando no carro, não tive como não olhar pro corpo do cacete que ela tem.

Segui caminho e parei em um bairro calmo, perto do Apartamento dela.

- Parou aqui por quê? -

- Mama meu pau - Falei abaixando a calça e cueca.

Só fiz isso pra ter uma desculpa pra bater nela, minha mão tá coçando e eu sei que ela vai recusar me mamar.

Ela olhou e depois me encarou

- Não Breno, me deixa em casa por favor -

- Mama Emily -

- Não vou cara, já disse, puta que pariu -

Puxei os cabelos dela com agressividade e bati com tudo no volante do carro

Três vezes.

Puxei de volta vendo que machucou muito

- Ficou até mais bonitinha - Debochei.

- Você tem demência porra? Olha o estado do meu rosto - Falou já chorando

- Agora desce desse carro e vai andando pra casa -

- Tá maluco cara? Como você tem coragem de fazer isso comigo? - Perguntou indignada.

- Tenho, tô mandando descer do carro, vai descer ou quer que eu te empurre? -

- Cretino de merda - Desceu do carro passando a mão do rosto.

Tá vermelho e com alguns cortes, vai demorar pra sarar e sem falar que ela tá chorando igual uma criançinha

Não senti pena vendo ela caminhar chorando e cobrindo o rosto.

Passei 2 anos com a Emily me servindo e agora ela quer me deixar por qualquer um que vê pela frente? Pelo amor de Deus.

Tô curioso pra saber quem é esse cara, vou acabar com esse lancinho dos dois.

***

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022