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NA POSSE DE UM MAFIOSO

NA POSSE DE UM MAFIOSO

Autor:: Fátima Souza
Gênero: Romance
Mattia Parganno, um jovem rico e bem-sucedido de 24 anos, é forçado a assumir o legado da família após a morte de seu pai, um homem poderoso e respeitado. Acostumado a ter todos aos seus pés, Mattia segue os passos do pai, tornando-se um homem arrogante e sem escrúpulos. Kalie Rochetti, filha única de um médico indiano, é uma jovem ousada e decidida. Aos 17 anos, ela é aceita no curso de artes da Universidade de Nova Iorque, realizando seu maior sonho. Apesar de ser desejada por muitos, Kalie acreditava no amor verdadeiro e se guardava para ele. Cinco anos depois, os caminhos de Mattia e Kalie se cruzam de maneira assustadora e inesperada. Mattia se apaixona perdidamente por Kalie, que agora pertence a ele como pagamento de uma dívida. No entanto, Kalie se sente prisioneira, casada com um homem que nem sabia que existia. Enquanto Mattia a deseja, Kalie o repudia. O orgulhoso Mattia não está disposto a desistir e usa todas as suas armas de sedução para conquistar Kalie, até mesmo aquelas que ele nem sabia que possuía. O que poderá acontecer entre eles neste encontro de destinos?

Capítulo 1 1. O QUE ESTOU FAZENDO AQUI

Kalie despertou lentamente em uma cama extremamente confortável e perfumada. Ao olhar ao redor, percebeu que estava em um quarto luxuoso e espaçoso. Seu corpo doía, e sua mente estava repleta de confusão. Levantou-se devagar, ainda tentando entender o que acontecera na noite anterior. Dirigiu-se à porta e bateu, buscando respostas, mas apenas o silêncio lhe respondeu. Insistiu com mais algumas batidas e, diante da falta de resposta, começou a gritar:

- Olá! Tem alguém aí?

Após alguns segundos, ouviu o destrancar da porta, mas nenhuma voz se fez presente. Determinada a encontrar respostas, girou a maçaneta e adentrou o corredor vazio. Avançou até chegar a uma sala ampla e luxuosa, com móveis sofisticados e uma lareira imponente. Enquanto examinava o ambiente, uma voz soou atrás dela, fazendo-a tropeçar no tapete:

- Vejo que acordou bem mais calma.

Virando-se rapidamente, Kalie deparou-se com um homem extremamente elegante, alto, de cabelos dourados e olhos azuis profundos, que exibia um sorriso malicioso nos lábios. Kalie o encarou com desconfiança e perguntou secamente:

- Eu só quero saber por que estou aqui?

O homem sorriu, depois adotou uma expressão séria e começou a percorrer a sala, mantendo os olhos fixos nela. Kalie continuou:

- Não vai me responder? Quem é você?

O sorriso malicioso retornou ao rosto do homem, enquanto ele perguntava:

- Realmente não se lembra?

Percebendo o deboche em suas palavras, Kalie tentou ignorá-lo e deu as costas, afirmando que não permaneceria ali. Porém, antes que pudesse sair, ouviu-o dizer:

- Você não vai a lugar algum.

Irritada, ela enfrentou-o:

- Quem você pensa que é? Não manda em mim, entendeu?

O homem se aproximou lentamente, mantendo a calma enquanto respondia:

- Eu sou Mattia Parganno, e você agora é minha.

As palavras dele acenderam uma fúria dentro de Kalie, que o enfrentou com determinação:

- O que você disse? Eu não sou sua, nem de ninguém. Não importa qual seja seu nome ou quem você é, não fico aqui nem mais um segundo.

Ao tentar sair, Kalie foi agarrada pelo braço com violência por Mattia, que a puxou para mais perto de si, impedindo-a de escapar. Mesmo lutando para se soltar, foi em vão. Desesperada, ela gritou:

- Não toque em mim! Não toque em mim!

Diante da resistência de Kalie, Mattia a forçou a encará-lo, segurando seu rosto com firmeza:

- Você é minha agora, entendeu?

Em seguida, a jogou violentamente em um sofá, mantendo-se próximo e proferindo suas palavras com autoridade:

- Somos casados, esta é a sua casa de agora em diante.

Chocada e perturbada com a revelação, Kalie lutou para controlar sua respiração e recusou-se a aceitar a situação:

- Você é louco, e não ouse tocar em mim outra vez.

A tensão entre Kalie e Mattia atingiu seu ápice quando ele a segurou pelos braços e a pressionou contra a parede, mantendo-a presa entre seus corpos. O contato físico deixou Kalie desconfortável, e seus esforços para se libertar foram em vão. Ela protestou, sentindo a pressão de seus braços acima da cabeça:

- Você está me machucando.

A resposta de Mattia foi abrupta, com a voz próxima ao seu ouvido, enviando arrepios pela espinha de Kalie:

- Seja obediente e não será necessário machucá-la.

Ao empurrá-lo para se afastar, Kalie se viu confrontada com a fúria de Mattia. Em meio à confusão, ela tentou apelar à razão:

- Eu não sei quem é você. Vejo que não está bem da cabeça, só me deixe ir para casa.

A resposta de Mattia foi firme e autoritária, revelando sua determinação em controlar a situação:

- Escute bem o que vou lhe dizer, se desobedecer às minhas ordens se arrependerá. Somos casados, você é minha mulher e aqui agora é sua casa, não ouse me desafiar outra vez e só fale quando eu lhe ordenar.

Kalie reagiu com um riso nervoso, mas, desafiador:

- Se pensa que tenho medo de você, está enganado.

A resposta de Mattia foi violenta, revelando uma falta de controle que aterrorizou Kalie. Seus dedos apertaram o pescoço dela, privando-a de ar, e gerando um pânico crescente. No momento crítico, Antony apareceu, interrompendo a cena e confrontando Mattia com a situação. Sob o olhar do tio, Mattia pareceu recobrar o juízo, liberando Kalie.

Antony não esperou por explicações e insistiu que precisavam partir imediatamente. Mattia, ainda abalado pelo episódio, tentou um gesto conciliador oferecendo-lhe a mão, mas Kalie recusou, permanecendo no chão. A chegada de Pietro trouxe uma nova instrução de Mattia, que ordenou que Kalie fosse levada de volta ao quarto e trancada lá até seu retorno.

Paralisada e confusa com os eventos, Kalie seguiu Pietro em silêncio, incapaz de processar completamente o que acabara de acontecer.

Capítulo 2 2. A FAMÍLIA PARGANNO - PARTE 1

Cinco anos antes

Foi assim que tudo começou...

Marco Parganno era uma figura imponente no mundo dos negócios, conhecido por sua arrogância e autoritarismo. Vindo de uma linhagem poderosa de banqueiros, ele herdou uma vasta fortuna de seu pai, cuja reputação era marcada pela desumanidade e falta de piedade, tanto nos negócios quanto em sua vida pessoal. Essa herança de rigidez e implacabilidade se refletia na maneira como ele criava seu único filho, Mattia, moldando-o à sua própria imagem e semelhança.

A família Parganno era uma das mais influentes da Itália, e Marco liderava uma vida agitada, repleta de reuniões de negócios, eventos sociais e atividades ilícitas realizadas às sombras. Em cada um desses compromissos, ele insistia que seu filho estivesse presente, visando envolvê-lo desde cedo no mundo dos negócios e da alta sociedade. Respeitado e temido por todos ao seu redor, Marco nunca aceitava um "não" como resposta; suas ordens eram seguidas sem questionamentos.

Antony Parganno, o irmão mais novo de Marco, era seu fiel seguidor, compartilhando sua semelhança física e apoiando-o em todas as empreitadas. Por outro lado, Mattia, o único filho de Marco, era um playboy de 24 anos, famoso não apenas por sua riqueza, mas também por sua beleza estonteante. Com um físico atlético, traços faciais perfeitos e cabelos claros cortados rente, ele herdara a arrogância e o autoritarismo de seu pai, vivendo uma vida de prazeres hedonistas e desfrutando da companhia de belas mulheres em festas luxuosas. Apesar de sua popularidade entre a mídia e a alta sociedade, todos sabiam que suas relações eram passageiras, sem compromissos duradouros.

No dia 2 de junho, um feriado nacional celebrado em toda a Itália por representar uma das datas mais importantes de sua história, Marco Parganno encontrava-se em sua deslumbrante casa de campo na região da Toscana, desfrutando do feriado ao lado de sua família e alguns amigos próximos. A mansão em que estavam era verdadeiramente extraordinária, com uma arquitetura inspirada na tradição italiana e uma vista panorâmica de tirar o fôlego.

Enquanto Marco desfrutava de uma bebida tranquila na companhia de seus sócios de negócios - David Miller, Francesco Lambordi e Luigi Santoro - seu filho Mattia vagava pela casa na companhia de uma mulher. Após satisfazer seus desejos, Mattia se vestiu rapidamente ao ouvir alguém bater à porta. Ao se virar para a mulher, ainda nua sobre a cama, ele ordenou com firmeza:

- Vista-se e saia.

A mulher, ciente de seu lugar naquele ambiente, prontamente obedeceu, recolhendo suas roupas e deixando o quarto às pressas. Enquanto isso, Antony, tio de Mattia, aproximou-se dele com uma notificação:

- Seu pai está esperando por você, Mattia.

Sem demonstrar emoções, Mattia assentiu e dirigiu-se ao banheiro para se arrumar. Pouco tempo depois, ele se juntou ao tio e ambos foram até a sala, onde Marco estava reunido com alguns de seus amigos. Enquanto Marco Parganno e seus sócios discutiam os rumos dos negócios da família, Mattia observava atentamente, ciente de que um dia teria que assumir o papel de seu pai. No entanto, naquele momento, ele estava relaxado e despreocupado, deixando as preocupações com o futuro de lado.

Após alguns dias do feriado nacional, a família Parganno recebeu uma notícia devastadora: Francesco Lombardi, um dos sócios da empresa, havia falecido em um grave acidente de carro. A perda foi sentida não apenas pelo aspecto empresarial, mas também pessoal, já que Francesco deixara uma esposa e uma filha para trás, pessoas pelas quais os Parganno tinham grande apreço.

Diante desse acontecimento trágico, Marco convocou seu irmão Antony para uma conversa em seu escritório. Ao entrar, Antony mostrou-se pronto para ajudar, perguntando como poderia contribuir.

- Estou aqui, Marco. Em que posso ser útil? - indagou Antony, demonstrando sua disponibilidade.

Marco, sentado à mesa com alguns documentos, entregou os papéis a Antony com seriedade, indicando que tinha uma tarefa importante para ele.

- Ligue para o Sierra e remarque nossa reunião para sexta à noite. Temos o leilão em Roma e uma negociação na Ilha de Capri após o funeral - instruiu Marco, deixando claro o planejamento dos próximos passos nos negócios da família.

Antony, compreendendo a gravidade da situação e a urgência das atividades, concordou prontamente em executar a ordem. Antes de sair, porém, lembrou-se de um detalhe crucial.

- Nosso voo está pronto - anunciou ele, assegurando que todos os preparativos estavam em ordem.

Marco assentiu com um gesto de cabeça, indicando que Antony podia prosseguir com seus afazeres. O irmão saiu da sala e começou a caminhar pelo corredor em direção à porta que levava a uma suíte pequena. No entanto, antes de poder entrar, Pietro, elegantemente vestido, apareceu na porta e dirigiu-se a Antony de forma abrupta.

- Vá procurar seu primo. Nosso voo já está pronto, e seu tio não tolera atrasos - ordenou Pietro, ressaltando a importância da pontualidade.

Antony assentiu prontamente, reconhecendo a seriedade da situação, e respondeu com determinação:

- Sim, sim, já estou indo. O jovem atravessou os corredores amplos da mansão em Toscana com passos decididos. Aquela propriedade era uma das mais imponentes pertencentes à família Parganno, onde passavam a maior parte de seu tempo. Finalmente, quando chegaram à cidade de Veneza, dirigiram-se à ilha de San Michele, onde se situava o cemitério da cidade. Era um local vasto, com uma paisagem rústica marcante, caracterizado por claustros silenciosos e mausoléus organizados meticulosamente. O cemitério era dividido em áreas designadas para diferentes confissões religiosas, incluindo católica, ortodoxa e evangélica.

A cerimônia fúnebre transcorreu pelo tempo necessário para que familiares e amigos pudessem dar seu último adeus ao ente querido. Enquanto Jaqueline, a esposa do falecido, parecia resignada com a separação, a filha Flávia encontrava-se visivelmente abalada. Ela segurava um terço de ouro entre as mãos trêmulas, buscando conforto nas expressões de condolência ao seu redor.

Após deixarem o cemitério, a família Parganno seguiu diretamente para o hotel de Rossie, em Roma. Marco detestava multidões e optou por permanecer recolhido em sua suíte até a hora do leilão beneficente, que estava programado para começar apenas à noite, próximo ao hotel.

Ao chegar ao leilão, Marco avistou seu sócio e amigo, Luigi Santoro, que já estava presente acompanhado por sua filha, Aline. A jovem, de 19 anos, possuía uma beleza cativante, com cabelos loiros e olhos verdes que encantavam a todos. Reconhecida como uma das mulheres mais bonitas do país, ela irradiava elegância naquela noite. Marco não pôde deixar de notar sua presença, embora seu filho Mattia parecesse distraído com outras distrações naquele ambiente.

Enquanto os homens conversavam, Pietro aproximou-se do tio e recebeu sua ordem sem hesitação.

- Encontre seu primo e traga-o aqui imediatamente - instruiu Marco, com firmeza em suas palavras.

Pietro assentiu com a cabeça em sinal de entendimento e afastou-se habilmente entre os presentes. Ele sabia exatamente onde encontrar o primo, mas optou por não interrompê-lo em seus afazeres.

Capítulo 3 3. A FAMÍLIA PARGANNO - PARTE 2

Após desfrutar de sua seção de prazer, Mattia saiu do quarto e se deparou com o primo Pietro, que o esperava do lado de fora. Um sorriso amplo se desenhou no rosto de Mattia enquanto ele se aproximava.

- Estava me procurando? Indagou, curioso, dirigindo-se ao primo. Pietro consentiu com a cabeça, indicando que sim, e respondeu:

- Seu pai quer falar com você.

Enquanto caminhavam, Pietro continuou adotando um tom elegante em sua voz:

- Aline está com ele. A menção de Aline fez os olhos de Mattia brilharem ainda mais.

- E como ela está? Perguntou, curioso.

- Muito mais linda do que antes. Respondeu Pietro, com um leve tom de admiração em sua voz.

Mattia não pôde conter seu sorriso.

- Mas ainda é uma criança. Comentou, antes de receber uma correção gentil de Pietro.

- Não diga isso, ela já completou 19 anos. Lembrou-o o primo.

- Ah, sim! Concordou Mattia, reajustando sua percepção da jovem que não via há tanto tempo. - A última vez que a vi, ela usava aparelho nos dentes.

Nesse momento, Pietro colocou a mão no ombro de Mattia, chamando sua atenção para algo à frente. Mattia diminuiu o passo e assobiou baixinho ao avistar a bela jovem ao lado de seu pai. Com uma mistura de emoções, ele se aproximou lentamente, porém com uma firmeza e elegância inconfundíveis.

Cumprimentou a todos com cortesia, mas foi com Aline que ele fez questão de uma saudação especial, pegando delicadamente sua mão e depositando um beijo sobre ela. Foi nesse momento que Marco, dirigiu-se a Mattia.

- Faz quanto tempo que vocês não se veem? Questionou Marco, querendo contextualizar a situação.

No entanto, foi Aline quem respondeu, seu sorriso revelando a felicidade do reencontro.

- Tem exatamente 4 anos, desde que nos vimos pela última vez. Disse ela, com um brilho nos olhos.

Enquanto as pessoas começavam a se aproximar do salão onde ocorreria o leilão, o grupo seguiu juntamente para o local, aproveitando o momento para compartilhar histórias e reacender laços familiares há muito tempo adormecidos.

Após uma noite de glamour e diversão, a família Parganno partiu para a deslumbrante ilha de Capri, onde tinham alguns assuntos comerciais para resolver. Decidiram estender sua estadia na ilha para desfrutar de um tempo de lazer. Enquanto Marco e Antony exploravam a beleza local, aproveitavam para conversar e talvez discutir sobre os negócios, Mattia preferiu se refrescar nas águas da piscina, exibindo seu físico atlético e chamativo.

Mattia era o tipo de homem que atraía olhares por onde passava, com seu rosto perfeito e corpo escultural. Sabia que despertava desejo nas mulheres, que buscavam muitas vezes apenas uma noite de prazer com ele, sem compromissos futuros. No entanto, havia uma exceção: Aline. Enquanto muitas mulheres poderiam vê-lo como apenas um objeto de desejo temporário, Aline nutria um desejo diferente, uma esperança de que, se ela ao menos o tivesse por uma noite, poderia conquistá-lo para sempre com sua beleza e encanto.

Confiantemente, Aline vestiu um biquíni minúsculo e se aproximou da borda da piscina onde Mattia relaxava. Seu coração batia com uma mistura de nervosismo e determinação enquanto ela se aproximava dele. Mattia, distraído em seus pensamentos, de repente levou um susto ao vê-la.

- Olá, Mattia. Cumprimentou Aline com um sorriso brilhante, seus olhos capturando os dele com uma intensidade sutil.

Surpreso com a aparição de Aline, Mattia respondeu com um sorriso educado, mas um tanto intrigado.

- Olá, Aline. Não esperava vê-la por aqui.

Aline se aproximou um pouco mais, sentindo a urgência de expressar seus sentimentos.

- Bem, eu estava pensando que poderíamos passar um tempo juntos nesta bela ilha. O que acha?

Mattia, acostumado com flertes superficiais, ficou surpreso com a abordagem direta de Aline. Ele a observou por um momento, capturando a determinação em seus olhos e a confiança em sua postura.

- Está flertando comigo? Começou Mattia. Havia indignação em sua voz. - Você enlouqueceu? Não deveria se comportar dessa forma.

Mattia saiu da piscina, caminhou até a espreguiçadeira e pegando o roupão vestiu cobrindo seu corpo.

Aline, porém, estava disposta a continuar com aquele jogo de sedução e caminhando até ele o abraçou por trás. Mattia sentiu uma fúria lhe dominar e segurando os braços dela disse:

- O que pensa que está fazendo? Aline sorriu de forma sedutora e mordeu o lábio inferior. Mattia pareceu surpreso com aquela atitude e olhando-a seriamente disse:

- Aline, você é uma criança.

Após o incidente, ele reagiu de forma rápida, soltando-a imediatamente. Seu semblante denotava uma forte irritação, claramente incomodado com o que acabara de acontecer. Sem demora, ele se dirigiu à sua suíte, onde procurava encontrar um momento de paz e recolhimento para processar os eventos recentes. Ao entrar no quarto, sua expressão ainda carregada de tensão, ele começou a despir-se das vestes que cobriam seu corpo. Com gestos determinados, ele se aproximou do chuveiro, buscando refúgio sob o jato reconfortante de água quente. Ao fechar os olhos, ele tentava bloquear os pensamentos tumultuados que invadiam sua mente, especialmente aqueles relacionados à atitude irresponsável de Aline, que ainda ecoava em sua consciência. Enquanto os cabelos se molhavam e a água fluía por seu corpo, ele se esforçava para encontrar serenidade em meio aquele caos emocional que Aline provocou com sua atitude. Ele gostava dela, mas como irmã, afinal os dois foram criados juntos.

Após um banho demorado, durante o qual Mattia buscou encontrar um momento de tranquilidade e renovação, envolvendo seu corpo no conforto de uma toalha macia, ele se dirigiu calmamente em direção à cama onde sua mala repousava, vislumbrando um instante de paz após as tensões recentes. No entanto, seu movimento foi interrompido abruptamente pelo som da voz de Aline, que ecoou pelo quarto, fazendo-o virar-se imediatamente, sua expressão refletindo uma mistura de surpresa e cautela.

- Eu não sou uma criança Mattia e posso provar isso para você. Ela deixou que o roupão de seda deslizasse pelo seu corpo nu, até cair lentamente no chão.

Mattia respirou profundamente sentindo a fúria lhe dominar. Ele caminhou ferozmente até ela e a aprendeu contra a parede, ele a olhou por um instante.

Mattia achava Aline bonita. Ela tinha um corpo bem-feito de seios pequenos, firmes e arredondados, mas ele não fez questão de tocá-la e ainda sério disse:

- Vista-se e saia daqui agora. Ele tentou controlar a fúria que se acendeu dentro dele. - Eu a considerava como uma irmã. Agora tenho nojo de você. A jovem estava olhando para ele, porém ao ouvi essas palavras ela o empurrou para longe e pegando o roupão de seda que estava no chão vestiu e saiu do quarto chorando. Mattia bateu à porta e voltou para o que antes estava fazendo.

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