Eu observava aquele menino de olhos verdes,alto,atlético e cabelos castanho claro e agradecia a Santo Antônio por ter sido tão generoso comigo. Acho que ele tinha cansado de me ver nas missas todo ano seguido no dia 13 de junho e tinha me mandado aquele colírio que era Miguel Henrique. A voz rouca era como música para os meus ouvidos. Eu estava loucamente,perdidamente e incondicionalmente apaixonada.
A maioria das garotas não aceitavam que eu por não ser "linda e loira" como elas, fosse a namorada de um promissor goleiro, todas achavam que eu era inferior a ele. Miguel Henrique já era cobiçado pelas meninas da escola por ser de uma família tradicional e rica do Rio de Janeiro...já eu? Uma bolsista de um colégio caro na zona sul, graças aos amigos da minha mãe? Lógico que as meninas do colégio não iam aceitar esse relacionamento. Mas fazer o que? Ele tinha se apaixonado por mim e eu por ele.
- Eles não vão ficar junto muito tempo...ela é totalmente diferente dele...- Ouvi uma garota dizer - Uma hora ou outra esse colírio do Miguel vai vê uma mulher de verdade para namorar.
- Como ele pode ter ficado justo com ela? - uma outra comentou - Ela não está a altura dele...na hora que ele ficar famoso, assume uma mais do estilo dele.
Coitadas..
- Amiga, não dê ouvidos a elas...são um bando de recalcadas...elas não conseguem aceitar o fato de você ter fisgado o cara mais interessante do colégio.
- Eu sei que incomoda...- dei de ombros - o futuro goleiro da seleção brasileira, namorando uma garota pobre e negra? As patricinhas passam mal. E eu quero mesmo que elas se rasguem de raiva.
Eu tentava achar um defeito naquele homem mandado para minha vida mas não conseguia,Miguel Henrique era perfeito e tudo que uma namorada desejava. Atencioso,simpático,romântico ,Na cama era uma loucura Ôoo calor...e outras coisas mais. Sabe aquele namorado que faz questão de idolatrar a namorada? Deixando todas as mulheres ao redor com raiva? Então, era esse homem que eu tinha.
Deus,tirei a sorte grande....SQÑ
Até que um dia o príncipe encantado tinha virado um sapo e todo meu conto de fadas tinha se tornado uma novela mexicana dessas que fazem a gente chorar mares e rios. Eu me sentia aquelas personagens das novelas que passavam todos os capítulos sofrendo e escorregando pelas paredes da casa chorando de raiva.
Maria do bairro,Cuidado com o anjo e Marimar..todas essas!
Tudo porque o namorado perfeito era o mais galinha de todos,esse era o defeito que eu não enxergava. Minha cabeça parecia mais uma árvore de natal de tantos chifres que ele colocava em mim.
Porém eu só tive a certeza quando vi com meus próprios olhos ele e minha melhor amiga. Eu peguei os 2 no quarto quando decidi fazer uma visita surpresa para meu amado namorado na casa dele. Cheguei mais cedo do colégio aquele dia, pois ele tinha faltado aula por está indisposto. E chegando lá quem teve a surpresa foi eu.
- Miguel Henrique! - Gritei após abrir a porta do quarto - Seu canalha safado!! Eu não acredito no que eu estou vendo.
- Calma...não é nada disso - Ele levantou rápido levando a mão ao seu membro ,como se eu nunca tivesse visto seu membro antes - a gente só estava estudando para prova de Biologia.
Tá de sacanagem né?! ...
- Giselle sua vaca! - Semicerrei os olhos para ela - você é uma traíra! Minha melhor amiga...e com meu namorado, meus Deus! Como eu fui burra!
- Amiga,me des....- comecei a ouvir a falsa falar, mas eu estava tomada pelo ódio - Sua safada!
- Não me chama de amiga nunca mais - Quando dei por mim,eu já tinha lançado minha mão na cara dela - Para você aprender sua vagabunda! Talarica, esse tempo todo você estava com o meu namorado e se fingindo de minha amiga. Nunca mais eu quero olhar para sua cara!
Saí com ódio e bufando,minha melhor amiga e meu namorado juntos? Na cama? Era o pior que podia acontecer. Eu confiava nos dois, tinha eles como confidentes.
E pensar em quantas vezes pedi ao Miguel que levasse Giselle em casa para que a safada não andasse sozinha...com toda certeza ao longo do caminho eles se pegavam...só de imaginar, meu estômago revira de tanta raiva, justamente porque eu confiava demais. Talvez esse tenha sido meio erro, como eu fui burra por deixar minha amiga tão próxima do meu namorado?
- Me espera Olivíah! - Miguel Henrique correu atrás de mim - Meu amor,me espera..
-Não me chama de meu amor - Gritei, chorando de raiva - Você não tem esse direito.
- O que você quer seu idiota?? - Virei bruscamente me soltando dele - me deixa em paz! - Gritei fazendo escândalo - me esquece!
- Amor me deixa explicar - Ele ajoelhou - Foi ela que me forçou,eu não queria.
- Não seja ridículo Miguel Henrique - sorri debochando - você estava gostando e gemendo bem alto, AAAI vaaaai Giii,Goza pra mim! Seu desgraçado.
- Por favor Oly,Me perdoa! Eu prometo que não vou fazer mais. Foi só um deslize..olha, eu fui um moleque. - Ele se levantou e segurou meu braço. Estava me dando nojo só de sentir ele encostando em mim.
- Você não foi um moleque - Sorri debochando - Você é um moleque Miguel..
- Não, eu não vou te perdoar, Nunca! - Gritei e mirei meu joelho esquerdo nas bolas dele. Ele se contorcia de dor e estava vermelho - Isso é para você aprender e lembrar de mim o resto da sua vida ou enquanto pensar em trair qualquer mulher, seu idiota.
Sorri aliviada enquanto via aquele babaca chorando de dor feito uma criança,naquele momento eu tinha decidido esquecer Miguel Henrique para sempre. Eu não tinha como perdoar uma traição, ainda mais com a minha melhor amiga. E com certeza ele ia pagar caro por ter me traído, o mundo dá voltas e todo cara que é galinha hora ou outra encontra uma mulher pior que ele.
Eu tinha passado a noite anterior fazendo sexo com uma desconhecida,uma mulher na qual eu nem sabia o nome. Conheci por um acaso depois de sair para jantar com uns amigos,trocamos olhares e ela acabou na minha cama.
Nada melhor do que sexo para aliviar tensões. Ainda mais se você não precisar ligar para a mulher na qual transou no dia seguinte.
- Vaaaaai...isso Mariana isso...vai gata...goza pra mim baby - A mulher parou de se remexer quando eu estava quase lá...
- Que droga,meu nome é Marina e não Mariana! - Cacete,eu já tinha errado o nome da mulher umas 200 vezes.
- Foi mal gata mas continua vai,tá gostoso - Fiz de tudo para ela continuar - Vai Marina...
Sim,eu tinha um vício,eu confesso. Sexo sempre foi minha perdição. Se eu estava triste sexo,se eu estava feliz sexo. Qualquer ocasião para mim era sexo. Eu me sentia realizado dentro das mulheres e gostava de fazer- las feliz.
[...]
Acordei com uma ressaca imensa, como eu estava de férias eu não ligava de beber e viver na farra. O mês de dezembro para qualquer jogador de futebol,era o mês de jogar tudo para o alto.
Eu tinha me tornado goleiro do Flamengo e graças a isso eu acabei conquistando fama,dinheiro e status. Eu tinha tudo em minhas mãos. Vivia numa mansão,tinha carros de luxo e tudo mais.
Porém isso não foi necessário para Giselle ficar ao meu lado. O dinheiro não foi suficiente,eu fiz de tudo. Paguei o melhor hospital para tentar salvar a vida dela mas infelizmente,ela se foi. Eu me lembro de cada detalhe daquele maldito dia.
- Nós fizemos de tudo para salva - Lá mas infelizmente sua esposa não resistiu - O médico me olhou com o semblante cansado.
- Não! - Gritei desesperado pensando somente nas crianças - Esse é o melhor hospital do Rio de Janeiro,Você tem que fazer alguma coisa doutor...
- Seu desgraçado! - Olga lançou um tapa na minha cara - Minha filha morreu por culpa sua! Você vai sofrer muito Miguel Henrique,você vai ser muito infeliz.
Demorou para ficha cair que eu tinha perdido Giselle. Pode até ser pecado mas não, eu não amava a Giselle,eu tinha ficado com ela pelas circunstâncias da vida e pelo seu companheirismo.
Eu me vi desamparado e com 2 filhos com 08 anos para criar,sozinho. Enquanto minha mulher era viva,ela tinha toda responsabilidade mas Giselle tinha me deixado e eu me vi num beco sem saída.
- Miguel Henrique! - Quando minha mãe me chamava pelo nome completo,eu sabia que vinha bomba - Temos que ter uma conversa séria.
- Tá,quando eu acordar serve?? - Cobri o rosto com o lençol e ela puxou bruscamente.
- Agora! Miguel Henrique - Fedeu,ela gritou mais alto e começou a me estapear - Levanta logo.
Pelo 2% de juízo que ainda me restava eu levantei. Fui até o banheiro,molhei meu rosto e tratei de me sentar no sofá do quarto para ouvir Helena,ela estava com o semblante triste e na mesma hora eu me senti culpado. Eu sabia muito bem que minha mãe não eatava satisfeita com o jeito que eu estava vivendo.
- Olha filho,você não pode continuar levando a vida desse jeito - Eu disse,eu sabia - Rique,meu amor você é uma figura pública e outra você tem que dá exemplo para seus filhos. Lavínia e Heitor não podem continuar presenciando seus escândalos. Você está todos os dias nos jornais com um problema diferente.
- Mamãe! - bufei massageando minha testa - Meus filhos tem muito vídeo games,viagem e outras coisas para se preocupar tá? Eles nem sabem o que eu faço ou deixo de fazer.
- Eu vou te dar um conselho de mãe Miguel - Ela estava com os olhos cheios de lágrimas - Bens materiais não podem substituir carinho ok? Ainda mais para crianças que perderam a mãe como eles. Faz 02 anos que a Giselle morreu e você abandonou eles.
Por mais que fosse errado,depois da tragédia com Giselle,eu tinha me distanciado dos meus filhos,eu não conseguia ser o pai de antes e só me importava em agradar com presentes e não com carinho de pai.
- Mãe,eu não posso ser a mãe deles ok? - Passei a mão pelo os cabelos nervoso - Eu nem tenho tempo para isso,como pai só posso dar dinheiro e regalias além de claro os 2 podem viver sem se preocupar com nada.
- Deus,meu filho,não. Não é assim - minha mãe já chorava - Não é possível. Você está sendo egoísta. Eles precisam de carinho de pai. Eles só tem 10 anos de idade,são crianças. Acorda pra vida enquanto é cedo,dinheiro é bom mas para crianças que sofrem traumas carinho é muito melhor...olha não vai ter jeito. Eu vou ajudar a mãe da Giselle a conseguir a guarda dos gêmeos.
- Não,não - A bruxa da Olga não - Mãe,ela só quer dinheiro,pelo menos aqui eles tem a senhora.
- Então você larga essa vida e passa a cuidar dos seus filhos como homem ou eu ajudo a Olga - balançei a cabeça em negação,eu estava perdido - Tá na hora de você tomar vergonha na cara Miguel Henrique e voltar a ser o homem que eu criei.
Eu estava em um beco sem saída. A avó materna dos meus filhos só pensava em dinheiro e se caso as crianças fossem morar com ela seria pior ou igual a viver comigo. Pelo menos na minha casa elas podiam contar com meus pais.
Eu respirei fundo e comecei a pensar nas palavras de minha mãe,talvez começar a dar um pouco de carinho e atenção para as crianças fosse o melhor,talvez parar de agir feito um menino de 15 anos e encarar a realidade iria me fazer uma pessoa melhor. O problema era que eu já não sabia mais como me comportar com meus filhos.
- Droga! Cacete! - Gritei revoltado - Por que Giselle?? Por que você foi embora? Eu precisava tanto de você! Me ajuda aí?!
- Mas isso é um absurdo! - A mulher gritava na minha cara - Sabe quanto eu pago nesse colégio? Pago muito caro querida! Você uma professorinha de quinta,pensa que pode reprovar o meu filho??
- Senhora? Seu filho não tem condições de acompanhar a turma...infelizmente...- Tentei não receber o espirito da barraqueira.
Aquela mãe estava gritando comigo fazia bastante tempo e eu já não aguentava mais ter que explicar para ela que o filho teria que ser reprovado porque não tinha nenhuma condições de acompanhar os colegas de turma,o menino não sabia absolutamente nada.
- Querida? Quanto você quer para aprovar meu filho? - Como é isso? Essa senhora estava louca - Fale mil,2 mil? Eu pago!
Não,mas o que é isso? Ah agora o espírito vem...
- Olha senhora,com todo respeito pegue seu dinheiro e enfia bem...no sei traseiro - Gritei revoltada.
Era só o que me faltava! 5 anos como professora e eu nunca tinha visto ou ouvido tamanho absurdo. Uma mãe louca e revoltada porque eu simplesmente tinha reprovado o filho dela que não sabia nada. Era demais.
- Olíviah! - Márcia minha diretora me gritou - Na minha sala agora!
Pronto! Era tudo que a bruxa queria para pedir minha cabeça. A mulher fazia da minha vida um inferno e com certeza me ver discutindo com a mãe daquele aluno era um prato cheio para ela assinar minha demissão. Eu já estava sentindo que ia ralar do colégio São Joaquim.
- É inaceitável o que aconteceu - eu disse,maldita bruxa - Você perdeu a noção? Mandar a mãe de um aluno...eu não vou nem repetir. Pois bem Olíviah,pegue suas coisas e vá para casa.
- Mas...eu estava com a razão - Ela sorriu se dando por vencida.
- Sem mais querida! O colégio São Joaquim não precisa mais de você.
Era um absurdo! Eu tinha acabado de perder meu emprego por causa de uma mãe que tentou me subornar. Eu trabalhava no colégio fazia anos,a escola era parte de mim. Eu passava mais tempo lá do que na minha própria casa.
- Ok ok! - Ah mais antes de eu ir embora Mácia ia me ouvir - Eu já não aguentava mais olhar para sua cara azeda,sua velha mau amada. Passar bem. Bruxa.
Saí da sala da amostra do Satanás mais aliviada,depois de uma série de xingamentos. Mas também sem emprego. Não era possível,aquele colégio que eu mais gostava de dar aulas de uma hora para outra tudo estava perdido.
Depois de pegar todas as minhas coisas e me despedir de meus colegas de trabalho,peguei meu carro e dirigi sem rumo. Eu precisava colocar a cabeça para pensar um pouco.
Por fim acabei parando na orla de Copacabana.
Eu precisava desse tempo sozinha para pensar nas coisas ao meu redor . As horas foram passando e quando olhei no celular já era bem tarde. Logo em seguida o meu celular tocou.
- Alô? - Atendi ao ver que era minha mãe - Calma mamãe...tá tudo bem...mãe...- Revirei os olhos - Eu só perdi na noção da hora.
- Você tem noção do quanto eu fiquei preocupada? - Ela estava gritando do outro lado - Pensei que alguém tivesse te sequestrado!
- Mamãe? - Tentei acalma-La,em vão - Se fosse o Chris Evans ou o Henry Cavil me sequestrando você ia adorar e eu também..né?!
- Olíviah, Não brinca!
- Ok! Já estou indo para casa ok?
Eu vivia com meus pais e meus irmãos no Rio de Janeiro. Éramos a típica família carioca com uma pitada de loucura e algumas confusões.
Mamãe era aquela mulher negra,dona de um belo corpo mesmo com seus 56 anos. Já meu pai era branco,alto e parecia muito com os galãs de Hollywood. Eu e meus irmãos nascemos com a mesma cor da nossa mãe. O que me diferenciava de Rebeca,minha irmã mais do meio era o cabelo que ela usava alisado e eu sempre usava enrolados. Já meu irmão Diego,mais velho de todos,tinha os olhos esverdeados e era bem a cópia de papai,estilo galã.
Segui até meu carro e dei partida. Eu tinha que chegar em casa e explicar a todos o que tinha acontecido,tinha que dizer que eu tinha perdido meu emprego por ser impulsiva e louca na maioria das vezes.
Tudo estava tanquilo até durante meu trajeto de volta para casa alguém bater na traseira do meu carro. Era só o que me faltava. Parecia sacanagem. O sinal estava fechado e mesmo assim o idiota atrás bateu no meu. Respirei fundo e saí do carro bufando pronta para tirar satisfação com aquele ser humano. Qualquer um que fosse dentro do veículo ia ouvir muito.
Até se for o Obama oou a Beyoncé...vou arrasar com eles.
Eu estava virada no Samurai..
- Ôoo idiota - Bati no vidro que era fumê e me impediu de ver a cara do sujeito - Abre essa porra,olha o estrago no meu carro? - Gritei.
Como uma pessoa com um Porsche pode simplesmente bater na traseira de um palio? Continuei batendo até que enfim a porta se abriu. Foi em fração de segundos. Minha boca ficou seca e minha pernas tremulas ,Não era possível após tanto tempo aquele idiota estava ali diante de mim? Não não. Pisquei os olhos tentando não acreditar mas não era real. Era Miguel Henrique,ali na minha frente.
Jeus mas não estamos em outubro... e eu só vi bruxa e assombração hj...
- Olha me descu...- Ele começou a falar e depois se assustou ao me ver - Olíviah?
- Era só o que me faltava?! - Balancei a cabeça sem acreditar - Olha o que você fez no meu carro seu idiota?
Tá de sacanagem né Deus? E eu achei que não ia ter mais zoeira no meu dia..me enganei.
- Cego eu? - Ele ergueu a sobrancelha debochando - Você que parou a porra do carro maluca!
- Ah quer dizer que parar o carro no sinal vermelho é errado? - Gritei - você não muda né idiota?
- E você continua a mesma maluca surtada de sempre, quem em sã consciência para o carro essa hora no sinal vermelho?
- Uma pessoa normal - Eu continuava gritando de ódio - Não um idiota né Miguel Henrique?! Olha não vou ficar aqui discutindo não!
- Continua a mesma barraqueira de sempre, não muda.
O ódio me subiu.na mesma hora eu me abaixei e peguei uma pedra e arremessei no vidro do carro de Henrique.
Fiz questão de deixar minha marca no carro do idiota igual ele tinha feito no meu.
Pronto..mexe com quem tá quieto..
- Você se enganou Miguel,Eu não estou a mesma barraqueira de sempre - Sorri enquanto ele me olhava assustado - Estou bem pior e acho bom você não aparecer no meu caminho de novo. Passar bem..
Deixei aquele idiota parado me olhando com raiva e xingando até minha última geração. Deixei o vidro dele destruído.
Entrei no carro e dei partida,se eu ficasse mais um segundo ali era a cara dele que eu ia quebrar e esfregar 10 anos de ódio daquele maldito goleiro no asfalto.
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