Liz narrando
Estava tudo tão confuso para mim, minha cabeça girava, mas ela girava de mais. Tento ligar uma, duas, três vezes para Alice mas ela não me atende, Ela precisava me atender, Eu só tinha ela.
Eu até poderia tentar ligar Juliana mas faz tanto tempo que não falo com ela, Rodrigo não deixava eu falar com ninguém. Eu passo a mão pela cabeça milhões de vezes encarando o seu corpo, ele parecia está respirando, mas não tinha certeza, Eu estava tão nervosa que não conseguia ter certeza de nada.
Pego uma mochila coloco poucas roupas e meus documentos, e pego um táxi até o aeroporto. O taxista me encarava pelo espelho do carro e acredito que ele deve ter percebido que eu estava com uma aparência horrível e eu tremia de medo.
- Boa tarde - A mulher do guichê fala
- Preciso de uma passagem - Eu falo
- Para onde? - Ela pergunta
- Qualquer lugar - Ela me encara - Qual é o primeiro voo saindo agora?
- Belo Horizonte daqui 2h - Ela fala
- Pode ser - Eu falo
Entrego o cartão e meus documentos e compro as passagem, vou até a sala do embarque, eram as duas piores horas da minha vida, eram torturante.
Algumas horas antes...
Rodrigo estava viajando a trabalho e deveria está retornando já para o Rio. Confesso que os dias sem ele aqui foi muito bom, bem dizer libertadores.
- LIz? - A voz dele soa pela casa
- Oi - Eu falo - Você já chegou.
- Porque não era para eu chegar? - Ele pergunta
- Era claro - Eu falo
- Pelo jeito você passou bem esses dias - Ele fala e eu o ignoro - Oque é isso? - Ele pergunta indo até o sofá - De quem é isso? - Ele me mostra uma camisinha usada - Com quem você usou isso? Quem esteve aqui em casa? Você está me traindo?
- Eu não sei da onde saiu isso - Eu falo encarando ele
- Essa camisinha surgiu do nada aqui? - Ele me encara
- Eu não sei Rodrigo - Eu falo - A única pessoa que veio aqui em casa ontem de manhã foi a Alice.
- Quem é ele? Eu conheço? Fala Liz - Ele diz se aproximando e eu me afasto mas ele agarra os meus braços e eu consigo me soltar e saio correndo até a cozinha mas ele sai atrás e me segura contra a pia - Anda Liz fala , com quem você está me traindo? Quem é o cara? Anda sua VAGABUNDA - Ele grita.
Eu tento negar mas ele não acreditava eu não fazia ideia.
- Eu não sei da onde surgiu Rodrigo eu juro - Eu falo chorando
- Eu tenho cara de otário? - Ele pergunta me apertando e ele pega a faca - Eu vou acabar com você mas corno eu não vou ser.
- Não - Eu falo e chuto o meio das suas pernas e saio correndo até a sala mas tropeço no sofá e Caio encima dele - Rodrigo não, por favor.
- Você teve coragem de me trair - Ele fala vindo encima de mim e aponta a faca - Você e uma vadia como qualquer outra, bem que ela me avisou, eu vou te matar liz.
Ele tenta cravar a faca em mim mas eu consigo segurar sua mão, Eu chuto ele , Só que Rodrigo era mais forte muito mais forte, eu consigo empurrar ele é ele cai no chão e eu caio encima dele fazendo com que a faca cravasse nele.
- Sua VAGABUNDA - Ele grita e começa a sair sangue, eu me levanto e ele segura minhas pernas eu olho para o abajur pego ele e bato na sua cabeça e ele desmaia.
Começa a sair muito sangue e ele não se mechia, encosto nele mas ele estava desacordado.
Eu tinha matado ele, Eu matei ele!
Henrique narrando
- Delegado - Camilo me chama - Um assassinato no Neblon.
- Morreu como? - Eu pergunto
- Esfaqueado - Ele fala - as câmeras de segurança pegaram a mulher dele saindo do prédio com uma mochila e pegando um táxi.
- A mulher dele é a suspeita? - Eu pergunto
- Acredito que sim - Ele fala
- Vamos até lá - Eu falo
Assim que chegamos no apartamento, e encaro o corpo do cara lá estava ele todo esfaqueado, a faca ainda estava cravada nele.
- O escritório está todo bagunçado - Ele fala
- Recolhe a faca para colher as digitais - Eu falo .
Vou até o escritório e o notebook estava aberto, lá tinha pesquisas de passagens de aviões.
- Olha isso - Renato fala e eu encaro ele - É um testamento - Ele diz - A cópia dele, a onde diz que o morto deixou tudo para a mulher.
Pego o papel na mão, Rodrigo Lambert , ele era um homem muito conhecido no Rio de Janeiro, era dono de e empresas famosas e tinha inúmeras ONGs a onde ele ajudava, era um homem do bem.
- Liga para todas as companhias - Eu falo - Descubra se ela comprou alguma passagem para algum lugar, para rodoviária também, quero todas as saídas da cidade fechadas com blitz e uma ordem de prisão para ela, como ela se chama?
- Elizangela Souza Lambert - Renato fala
- Eu contei 6 facadas na região do abdômen e 3 facadas na região dono pescoço, tirando a facada nos olhos - Camilo fala - O pessoal do IML já está chegando - Ele me encara - Ela matou ele à sangue frio.
Liz narrando
Faltava pouco para o embarque, e eu não tinha conseguido falar com Alice,deixei inúmeras mensagem em seu celular, e uma delas contando que eu tinha matado Rodrigo e que estava fugindo.
- Sua passagem senhora - Ela fala, ela me encara e encara a passagem e meus documentos. - Boa viagem.
- Obrigada - Eu falo
Encarava todos os lados desconfiada, parecia que muita gente sabia oque tinha acontecido,oque eu tinha feito. Eu estava nervosa que na hora não pensei em nada, poderia ter ido para fora do país ou para outro lugar. Oque eu iria fazer em Belo Horizonte e quem eu iria recorrer?
Minha cabeça girava com tantos pensamentos e dúvidas.
O avião começou a andar e a aeromoça já avisava sobre os cintos e aquilo parece que foi me tranquilizando uns 5% apenas , quando do nada o avião para e a aeromoça pede que todos fiquem calmos.
Encaro para os lados vendo um monte de viaturas de polícias, A porta do avião se abre e foi tudo muito rápido.
- Elizangela Souza Lambert - Um policial alto fala do meu lado - Delegado Henrique, você está presa por assassinar o seu marido Rodrigo Lambert e por tentativa de fuga - Encaro ele sem reação nenhuma - Algeme ela policial Johanna - Ele diz para a mulher loira - Você tem o direito de ficar em silencio e tudo que você falar pode ser usado contra você durante o tribunal, na delegacia você vai poder ligar para um advogado e algum familiar para avisar.
Ele fala Grosso e eu encarava ele sem reação, todo mundo me encarava. Oque eu ia fazer? Eu matei ele.
---Henrique narrando
Por pouco não conseguimos prender ela, Ela estava em uma sala esperando para ser interrogada.
- Aqui está a ordem de prisão dela - Camilo me entrega - As fotos que o IML enviou do corpo e um laudo rápido sem muito detalhes.
- Como ela conseguiu atacar um homem da aquele tamanho? - Johanna pergunta.
- Foi encontrado uma substância em seu sangue - Camilo fala - Alguma droga para sedar ele, exatamente oque não sabemos ainda.
- Tudo por dinheiro - Eu falo
- Ele tinha muito dinheiro - Camilo fala - De não conseguir contabilizar, ele fez um testamento e deixou tudo para ela.
- Tem alguma coisa que não bate - Johanna fala - Ela nao pensou na fulga.
- O tratamento foi feito ha uma semana - Camilo fala - Ele viajou depois disso e retornou hoje.
- O celular dela já foi enviado para análise? - Eu pergunto
- Já - Ele fala
- Eu quero falar com ela sozinho - Eu falo
- Henrique - Johanna fala
- Fica tranquila - Eu falo .
Vou até a sala a onde ela estava e pelo vidro vejo ela sentada encarando simplesmente o nada. Assim que entro na sala, ela me encara, seu rosto estava inchado e seus olhos vermelhos, típica aparência para qualquer pessoa sentir pena dela.
- Água? - Eu pergunto pegando um copo de água e oferecendo a ela.
- Não, obrigada - Ela fala me encarando.
- Você tem direito a uma ligação - Eu falo
- Minha irmã - Ela diz
- Me diz o número dela que avisamos que você foi presa - Eu falo encarando ela
- 99765678 - Ela diz - O nome dela é Alice.
- Vamos avisar a sua irmã que a irmã dela matou o marido à facadas - Ela me encara.
- Foi sem querer - Ela fala - Não era para ele ter morrido.
- Claro - Eu falo - Era para ele ficar vivo - Falo ironico. - Vai dizer também que é inocente? ou que a faca pulou da sua mão até ele? Que agiu por impulso?
Ela me encara em silencio mas não diz nada, ela estava com a respiração pesada e perdida.
Saio da sala e vou até a minha sala, pego toda as informações do caso e começo a ligar todas elas. Até eu ligar todos os pontos do assassinato e interrogar ela, Eu não iria sair da aqui.
Liz narrando
Flash Black onn
- Como você está linda hoje - Rodrigo fala beijando o meu pescoço - Só acho que esse calção está muito curto.
- Para de besteira - Alice fala para ele - Liz está linda.
- Você quer que eu troque? - Eu pergunto
- Não precisa - Ele fala
- Vamos nos atrasar para praia - Alice fala - Igor já está nos esperando lá.
- Igor e o seu peguete? - Rodrigo pergunta
- Quase - Ela fala sorrindo
Flash Black off
E tinha sido assim que tudo começou, ele começou a reclamar das minhas roupas, depois das minhas amizades. E até mesmo de ficar sozinha com Igor que hoje era meu cunhado, Alice e Igor se casaram e tiveram um filho o Rafael que hoje tem 5 anos. Eu e Rodrigo ficamos juntos durante 7 anos.
Eu não entendia como tudo foi chegar à esse ponto, como as coisas chegaram nesse ponto.
- Vocês têm vinte minutos - Um policial fala abrindo a porta e Alice e Igor entram na sala.
Igor era advogado.
- Alice - Eu falo e ela me abraça e eu começo a chorar - Eu matei ele mas foi sem querer, Eu juro.
- Calma - Alice fala
- Você precisa me contar tudo oque aconteceu - Igor fala me encarando - Você precisa contar tudo com os mínimos detalhes.
- Rodrigo era um homem tão bom - Alice resmunga.
Eu começo a chorar sem parar e começo a contar tudo oque tinha acontecido.
- Eu não matei ele porque eu quis - Eu falo - Ele ia me matar.
- Mas você traiu ele? - Alice pergunta é e uh nego com a cabeça.
- Eu não sei como que aquela camisinha foi parar lá - Eu falo
- Isso tá estranho - Alice fala - Como que a camisinha foi parar lá sozinha?
- Eu não sei - Eu falo - Mas foi um acidente, eu juro - Começo a chorar sem parar.
- Acabou o tempo - O policial fala - Você é o advogado dela?
- Sim - Igor fala
- Espera ali fora que já vamos chamar ela para o depoimento - Ele fala e os dois saiem da sala.
Se nem a minha própria irmã seria capaz de acreditar em m mim, imagina os policiais.
Henrique narrando
- Mãe vou demorar para chegar hoje - Eu falo para ela
- Mas você disse que ia chegar cedo - Ela diz - Fiz janta.
- Tive uma ocorrência, um assassinato - Eu falo - Calma dona Isa eu chego antes do amanhecer.
Minha mãe ela era super protetora, morava ela e meu pai João, e ela vivia pegando no meu pé dizendo que eu trabalhava de mais.
- Podemos trazer ela? - Camilo pergunta
- Acho que sim - Eu falo -Consegui algumas informações que vai ajudar no interrogatório, é bomvoce ler também - Entrego o papel - O advogado dela já está aí?
- Sim , - Ele diz - Diego Rangar.
- Igor Rangar? - Eu pergunto - Já ouvi falar sobre ele.
- Um advogado famoso na região - Ele fala - As principais clientes deles estão presas na penitenciária feminina, como Joana, Angelica.
- Claro - Eu falo - Já vi ele por lá.
- Vou trazer ela - Ele diz
Logo ele traz ela e coloca ela sentada na cadeira em minha frente , seu advogado entra ao seu lado, ela me encarava e eu encarava ela, ela se mantinha em silêncio e podia perceber que a mesma estava muito nervosa.
- Esse é o investigador do caso - Eu falo apontando para Diego - Ele vai prosseguir com o caso e tentar desvendar ele.
- Boa tarde Elisangela e Igor - Ele fala - Faremos algumas perguntas, a senhora tem o direito de ficar calada até o julgamento. - Eu encaro Igor que apenas assente com a cabeça para ela.
- Dependendo das perguntas à minha cliente irá responder, mas como não tivemos tanto tempo para perguntar ela só irá responder conforme eu à orientar - Ele diz e ela encara ele e volta à me encarar.
- Elisangela - Diego fala - Começa a me contar desdo começo - Ela encara Igor que assente com a cabeça - Foi uma briga? Como tudo começou?
- Ele estava viajando - Ela diz - E não voltaria hoje - Ela diz confusa - ontem, eu não sei .
- Continua - Diego diz para ela
- Então ele chegou e começamos a conversar e do nada ele achou uma camisinha no sofá - Ela fala - E começou a confusão toda, eu tentei falar para ele que eu não sabia porque estava ali, e ele veio para cima de mim.
- Essa camisinha eatava ali porque? - Diego pergunta para ela
- Eu não sei - Ela diz e eu seguro o sorriso ironico - Eu não sei como foi parar ali.
- Continua - Diego fala para ela - Depois que ele descobriu oque aconteceu?
- Ele tentou me agarrar , me machucar , eu consegui me soltar e corri para a cozinha - Ela diz
- Você pode ter tido ajuda do seu amante para matar ele - Eu falo - Até porque você precisaria da ajuda de alguém para matar ele, não iria conseguir direito.
- Eu nao tenho amante nenhum - Ela diz
- Acho que esse depoimento esta indo longe de mais - Igor fala - Vamos deixar para falar no julgamento.
Ela me encarava e eu encarava ela.
- Tudo bem - Eu falo - Camilo pode levar ela de volta para a sala da detenção, se ela não for transferida para a penitenciária, levaremos ela para à cela.
- Penitenciaria? - Ela fala nervosa
- Você matou seu marido e acha que vai para à onde? Para o shopping? - Eu respondo e Camila tira ela da cela junto com o advogado.
Liz narrando
Eu não aguentava mais a agonia de estar dentro da sala, tudo parecia girar e eu abaixo a minha cabeça e escondo ela entre os meus braços, sinto à porta se abrir e era aquele delegado Henrique.
- Daqui a pouco você vai ser chamada para ser interrogada e eu ja consegui a sua transferência para a penitenciaria - Ele fala - Eu vou conseguir para você uma prisão sem fiança - Eu o encaro e ele senta na minha frente - Anos e anos na cadeia à onde eu comando, mas - Ele coloca a sua mao sobre a mesa - Se voce contar o motivo por qual você cometeu o crime, posso aliviar para você.
- Ja falei que foi sem querer - Eu falo - Ele não era a pessoa que todos pensam, ele iria me matar se eu não tivesse reagido.
- Eu sei que ele era um cara muito rico, o seu testamento estava todo em seu nome ate uma semana atras, mas ai ele mudou e ia assinar essa mudança na próxima semana - Ele fala - E você deixaria de ser herdeira dos 100% dos seus bens, foi por isso que voce o matou? Mas não soube fazer à sua fuga - Eu nego com a cabeça - Eu convivo com várias iguais à você, bonita, rosto angelical, mas só sabe pensar em uma coisa, dinheiro e mais dinheiro, caras como ele se apaixonaria por meninas como você e meninas como você se apaixonaria pela conta bancária dele, Estou errado?.
- Esta sim - Eu falo e ele me encara - Você nem quer me escutar e ja esta tirando a porcaria das suas conclusões.
- Não preciso te escutar eu tenho às provas e eu tenho os fatos na minha mão - Ele diz - Você matou ele e isso não tem como negar - Ele se levanta - Voce nao vai abrir a boca beleza, voce vai para o inferno, e la voce vai se arrepender todos os dias da porcaria do seu crime e eu vou fazer de tudo para que você não tenha á merda da sua fiança de jeito nenhum.
Eu o encaro sem reação nenhuma, eu estava me vendo sozinha ali, não tinha ninguém, minha única irmã ainda acreditava que Rodrigo era um santo.
- Você não sabe oque eu passava nas mãos daquele homem - Eu falo
- E porque não tem nenhuma denuncia? - Ele pergunta
- Ele era um homen rico cheio de dinheiro você acha mesmo que iria ter alguma denuncia em cima dele? - Ele me olha.
- Você o matou e isso nao tem como mudar - Ele diz se levantando.
- Espera - Ele me encara - Você tem como me dar um copo de água? - Ele encara a bombona de agua no canto da sala - Eu não consigo pegar - Mostro as minhas mãos algemadas.
Ele anda sem paciência até a bombona, enche um copo de agua e coloca na mesa com tanta força fazendo a água Pilar para fora do copo.
- Mais alguma coisa princesa? - Ele diz.
- Tem como abrir alguns segundos para eu tomar água? - Eu pergunto e ele pega o copo e leva até a minha boca - Bem delicado, obrigada - Ele abre um sorriso falso e sai da sala.
Henrique narrando
- Chegou o mandato - Camilo fala - Ela vai ficar presa na penitenciária até o dia do julgamento.
- Pode ser transferida quando? - Eu pergunto
- A hora que você mandar - Camilo fala
- Ja é quase de manha, ela precisa comer e ir no banheiro - Johanna fala
- Tudo bem - Eu falo - Arruma um lanche que eu vou avisar ela que vamos transferir.
Abro a sala e ela estava com a cabeça na mesa dormindo, ela parece levar um susto e levanta a cabeça rápido e me encara engolindo seco.
- Noticia boa - Eu falo - Você vai ser transferida.
- Para onde? - Eu pergunto
- Penitenciária feminina - Eu falo - Mas não se preocupa não vamos nos deixar de ver, sou um dos diretores de lá.
- Cade meu advogado? - Ela fala
- O mandato ja saiu, você vai poder falar com ele lá dentro - Eu falo - Johanna vai te auxiliar, ajudar a ir no banheiro e vai trazer um lanche, sairemos em uma hora.
Volto ate a minha sala e vejo algumas mensagens da minha mãe preocupada, encaro o porta retrato na mesa, de Mariana e Eduarda.
Eu nunca iria me perdoar pelo acidente e por ter perdidos elas, jamais. Elas eram tudo que eu tinha e eu falhei feio com às duas mulheres da minha vida.
Liz narrando
Assim que desço da van, estava cheio de policiais ali na frente, o lugar era horrivel de se ver, eu não conseguia andar, as minhas pernas ficava bamba e so andava porque um policial me puxava.
- Tira toda a sua roupa - Uma agente fala - Coloca aqui dentro, roupa, brincos, colares, aneis, cintos, tudo oque você tiver, depois vira de costa e fica na aquela faixa - Encaro a faixa - Anda - Ela me encara..
Eu vou tirando á minha roupa aos poucos, e tirando meus acessórios.
- Tudo - Ela fala - Voce tem que ficar nua - Tiro a minha calcinha e o meu sutiã e deixo ali e fasso conforme ela diz, sinto que ela se aproxima - Abre a perna e empina a bunda - ela coloca sua mão dentro da minha buceta e do meu cu e tira - Agora veste o uniforme - Assinto e pego e começo a me vestir - Meu nome é Soraya , sou a agente chef , aqui temos regras que vai ser passada para você, tente não descumprir nenhuma se não as consequências serão grandes. Entendeu?
- Sim - Eu falo e ela assente
- Aqui tem lençóis, mudas de roupas que voce vai precisar na semana - Ela fala - O dia começa as 7:30 da manhã e termina as 19:30 da noite, vai ter várias atividades que vai poder fazer aqui dentro para ganhar bom comportamento. - Assinto e termino de me vestir - Agora anda.
Assim que passamos por vários portões e varios agentes.
- Gabriel - Soraya chama - Leva ela até a sala 39 - ele assente.
- Anda - Ele fala e eu vou atrás dele.
Henrique narrando
Observo pelas cameras da minha sala quando Liz é levada para a cela.
Liz narrando
- Colega nova - Gabriel fala abrindo a cela - Anda entra logo - Eu entro.
Tinha três mulheres ali e elas ficaram me encarando.
- Olha la a cara dela de pânico - Uma mulher morena fala
- Deixa ela Aline - Uma ruiva diz - Meu nome é Joana e o seu?
- Liz - Eu falo - Elisângela mas pode me chamar de Liz.
- E oque fez ? - Uma outra mais gorda fala.
- Matei meu marido - Eu falo ainda com medo.
- Nossa - Ela diz - Eu tambem matei o meu.
- Maria deixa ela - Joana volta a falar - A menina está assustada.
- Porque voce matou ele? - Eu pergunto
- Era um canalha, me traia, me batia - Ela fala - Um dia ele tentou me bater , me machucar e conseguiu, entao fiquei com raiva que a policia nao fez nada e atirei fogo nele enquanto ele dormia - Olho assustada para ele - Como você o matou?
- Essa é sua cama - Joana fala apontando para ela - Por favor se for fazed numero dois fassa durante o dia e no banheiro comunitário - Assinto - Usa o da cela só para xixi. - Ela me olha e eu sento na cama.
- Como funciona aqui? - Eu pergunto
- A cadeia? - Aline pergunta -Nunca foi presa? - Eu nego.
- Isso aqui e um inferno - Maria fala - Mas a sua sorte é que você não caiu nas outras celas e sim caiu nessa.
- Nos somos de boa se voce nao fizer nada para nos prejudicar - Joana fala - Daqui a pouco será horário do almoço , vão liberar nos para o patio e ai você vai ver oque estamos dizendo.
- Como consigo uma ligação? - Eu pergunto
- Você precisa pedir permissão - Ela fala - Você ganha até 4 permissão no mês para ligação, você quer ligar para os seus pais?
- Meus pais morreram - Eu falo - Tenho só minha irmã e uma amiga.
- Esses machucados no rosto foi ele? - Assinto - Uma merda que ainda precisamos fazer justiça com a própria mão e paramos aqui.
- Você foi presa porque? - Pergunto para Joana
- Tráfico de drogas - Ela fala - Ajudava meu marido e quando prenderam ele, eu vim junto.
- Você usa? - ALINE pergunta É eu a encaro - Droga? - Nego - Iin só falta dedurar.
- Vou não - Eu falo e elas ainda me encaravam curiosas e um alarme toca e as celas se abre. - Hora do almoço.
- Vamos fica com medo não patricinha - Maria fala
E eu saio junto delas, Eu estava em pânico e não sabia oque fazer , como agir, como nada. Até 48h atrás eu estava na minha casa e agora eu estou aqui.
- Carne nova no pedaço - Um grupo de mulher fala chegando na mesa a onde eu estava sentada com as garotas da cela.
- deixa ela Angelica - Joana fala
- Calma quero só dar boas vindas - Ela diz me olhando - A Princesinha não tem nome? - Ela me olha
- LIz - Eu falo
- Liz - Ela diz - Seja bem vinda ao inferno.
- Dar licença - Joana fala para ela
- Agora me trata assim? - A tal Angelica fala para ela.
- Sem confusão - O tal Gabriel que me levou até a cela fala e me encara e tira Angelica dsa ali.
- Quem é? - Eu pergunto
- Angelica e seu grupo - Joana fala - Talia e Rafaela as meninas que estão junto, não se meta com elas e nem chega perto delas , elas adoram infernizar as garotas novas que chegam aqui.
- Se mantém longe - Maria fala - Não saia de perto de nós - Assinto assustada e encaro elas e a Angelica me encarava.