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No Altar da Traição

No Altar da Traição

Autor:: Cinderella's Sister
Gênero: Romance
Meu coração batia forte. Finalmente, o dia do meu casamento com Juliana havia chegado. Trabalhei anos em dois empregos para sustentar não só a mim, mas a toda a família dela. O pai bêbado, a mãe doente, os irmãos que precisavam de tudo. Eu faria de novo, mil vezes, por amor. Mas enquanto o padre começava a cerimônia, algo estava errado. O sorriso dela não estava ali. Ela olhava fixamente para a porta. De repente, as portas se abriram com um estrondo. Um homem alto e elegante entrou. "Marcelo!", a voz de Juliana soou, surpresa e feliz. Para meu choque, Juliana correu para os braços dele. Eles se abraçaram diante de todos, um abraço que não era de amigo. Fiquei paralisado no altar, meu sorriso congelado, uma máscara patética. Perguntei: "Juliana, o que está acontecendo?" Ela se virou para mim, o rosto contorcido em desdém. "Ricardo, me desculpe, mas eu não posso fazer isso. Eu não posso me casar com você." O salão se encheu de sussurros e risos abafados. Marcelo passou um braço possessivo pela cintura dela e me mediu de cima a baixo. "Você realmente achou que ela se casaria com um Zé Ninguém como você?" A humilhação era uma onda física, quente e sufocante. Olhei para a família dela. O Sr. Carlos deu de ombros, tomando um gole da garrafa escondida. Tios e primos, que ajudei tantas vezes, me olhavam com pena e desprezo. Eles sabiam. Todos sabiam. Eu era um palhaço no meu próprio circo. Meu coração, antes cheio de felicidade, era agora um buraco vazio. Tudo pelo que trabalhei desmoronou em um instante de traição pública. Fiquei ali, sozinho no altar, enquanto minha noiva me trocava por um homem mais rico. A dor era tão intensa que parecia irreal. Mas então, Juliana estendeu um maço de notas. "Tome. É para... Compensar pelo seu tempo. Pelos gastos com essa festa ridícula." O insulto foi tão cruel que até os parentes fofoqueiros dela ficaram constrangidos. Olhei para o dinheiro, para o rosto dela, e uma clareza fria me atingiu. Eu não precisava da caridade dela. Porque, há poucas semanas, meus pais biológicos me encontraram. Eu era um Almeida. O único herdeiro de uma das famílias mais ricas do país. Enquanto ela me humilhava por ser pobre, eu era, na verdade, infinitamente mais rico do que Marcelo. "Não, obrigado, Juliana. Pode ficar com o dinheiro. Você vai precisar mais do que eu." Eu estava livre. Finalmente. Eu era o tolo útil, o burro de carga que financiou a vida da família dela. Agora, a dor se transformava em raiva gelada. Minha bondade, lealdade e sacrifício não foram amor; foram exploração e manipulação. Eu não era o noivo traído. Eu era a vítima de um golpe cuidadosamente orquestrado. Enquanto caminhava para pegar minhas coisas, Marcelo e seus brutamontes me bloquearam. Juliana me acusou de persegui-la, de ser um parasita. Ela me jogou o dinheiro outra vez. Eu o tirei do bolso e o deixei cair no chão. "Eu não preciso da sua caridade, Juliana." Com um celular velho, disquei o número que aprendi de cor. "Pai? Aconteceu uma coisa. Podem vir me buscar?" Meu pai biológico respondeu: "Já estamos a caminho. Cinco minutos." Eu não lutaria mais. Eu iria embora. Na manhã seguinte, minha casa estava cercada. Juliana, Marcelo, o Sr. Carlos e toda sua comitiva me zombavam. "Olhem só! O sem-teto. Passou a noite na rua. Você não é nada sem nós!" O Sr. Carlos cuspiu no chão. Levantei a cabeça, exausto, mas sem dor. "Você já terminou, Juliana?" Ela zombou: "Terminei? Eu nem comecei! Você vai aprender o que acontece quando se cruza o meu caminho." Mas então, um ronco suave de motores preencheu o ar. Um Rolls-Royce Phantom preto polido apareceu no fim da rua. Seguido por dois Mercedes-Benz. Juliana, ambiciosa, pensou que fossem os contatos de Marcelo. Mas a porta do Rolls-Royce se abriu, e um mordomo impecável saiu. Ele ignorou a todos, caminhou até mim, fez uma reverência profunda e disse: "Senhor Ricardo. Perdoe-nos pelo atraso. Seus pais estão esperando no carro." O mundo de Juliana parou. "Senhor Ricardo?" O que era isso? Marcelo riu nervosamente: "Isso é uma piada? Ele é um Zé Ninguém!" O mordomo se virou, com um olhar gelado: "Eu sugiro que o senhor meça suas palavras ao se dirigir ao único herdeiro da família Almeida." O nome "Almeida" pairou no ar como uma bomba. A família mais rica do estado. O rosto do Sr. Carlos ficou branco. Juliana começou a tremer. A porta do outro lado do Rolls-Royce se abriu. Meus pais. Elegantes. Poderosos. Juliana tentou novamente, desesperada. "Ri... Ricardo... eu... eu não sabia... Me perdoe... eu te amo..." Eu me levantei do banco. Passei por ela como se ela fosse invisível. Abraçei minha mãe. Apertei a mão do meu pai. Eu não senti nada. Apenas um vazio absoluto. Meu pai se virou para Marcelo: "Vamos ver como seus negócios se saem quando todos os seus contratos forem cancelados e seus empréstimos forem cobrados. Hoje." E para a família de Juliana: "Quanto a vocês... aproveitem a casa. A ordem de despejo será entregue amanhã." Juliana correu atrás de mim. "Ricardo, por favor! Foi um erro! Eu amo você! Podemos começar de novo!" "Adeus, Juliana", eu disse. Entrei no Rolls-Royce. Eu estava indo para casa.

Introdução

Meu coração batia forte.

Finalmente, o dia do meu casamento com Juliana havia chegado.

Trabalhei anos em dois empregos para sustentar não só a mim, mas a toda a família dela.

O pai bêbado, a mãe doente, os irmãos que precisavam de tudo.

Eu faria de novo, mil vezes, por amor.

Mas enquanto o padre começava a cerimônia, algo estava errado.

O sorriso dela não estava ali.

Ela olhava fixamente para a porta.

De repente, as portas se abriram com um estrondo.

Um homem alto e elegante entrou.

"Marcelo!", a voz de Juliana soou, surpresa e feliz.

Para meu choque, Juliana correu para os braços dele.

Eles se abraçaram diante de todos, um abraço que não era de amigo.

Fiquei paralisado no altar, meu sorriso congelado, uma máscara patética.

Perguntei: "Juliana, o que está acontecendo?"

Ela se virou para mim, o rosto contorcido em desdém.

"Ricardo, me desculpe, mas eu não posso fazer isso. Eu não posso me casar com você."

O salão se encheu de sussurros e risos abafados.

Marcelo passou um braço possessivo pela cintura dela e me mediu de cima a baixo.

"Você realmente achou que ela se casaria com um Zé Ninguém como você?"

A humilhação era uma onda física, quente e sufocante.

Olhei para a família dela. O Sr. Carlos deu de ombros, tomando um gole da garrafa escondida.

Tios e primos, que ajudei tantas vezes, me olhavam com pena e desprezo.

Eles sabiam. Todos sabiam. Eu era um palhaço no meu próprio circo.

Meu coração, antes cheio de felicidade, era agora um buraco vazio.

Tudo pelo que trabalhei desmoronou em um instante de traição pública.

Fiquei ali, sozinho no altar, enquanto minha noiva me trocava por um homem mais rico.

A dor era tão intensa que parecia irreal.

Mas então, Juliana estendeu um maço de notas.

"Tome. É para... Compensar pelo seu tempo. Pelos gastos com essa festa ridícula."

O insulto foi tão cruel que até os parentes fofoqueiros dela ficaram constrangidos.

Olhei para o dinheiro, para o rosto dela, e uma clareza fria me atingiu.

Eu não precisava da caridade dela.

Porque, há poucas semanas, meus pais biológicos me encontraram.

Eu era um Almeida. O único herdeiro de uma das famílias mais ricas do país.

Enquanto ela me humilhava por ser pobre, eu era, na verdade, infinitamente mais rico do que Marcelo.

"Não, obrigado, Juliana. Pode ficar com o dinheiro. Você vai precisar mais do que eu."

Eu estava livre. Finalmente.

Eu era o tolo útil, o burro de carga que financiou a vida da família dela.

Agora, a dor se transformava em raiva gelada.

Minha bondade, lealdade e sacrifício não foram amor; foram exploração e manipulação.

Eu não era o noivo traído. Eu era a vítima de um golpe cuidadosamente orquestrado.

Enquanto caminhava para pegar minhas coisas, Marcelo e seus brutamontes me bloquearam.

Juliana me acusou de persegui-la, de ser um parasita.

Ela me jogou o dinheiro outra vez.

Eu o tirei do bolso e o deixei cair no chão.

"Eu não preciso da sua caridade, Juliana."

Com um celular velho, disquei o número que aprendi de cor.

"Pai? Aconteceu uma coisa. Podem vir me buscar?"

Meu pai biológico respondeu: "Já estamos a caminho. Cinco minutos."

Eu não lutaria mais. Eu iria embora.

Na manhã seguinte, minha casa estava cercada.

Juliana, Marcelo, o Sr. Carlos e toda sua comitiva me zombavam.

"Olhem só! O sem-teto. Passou a noite na rua. Você não é nada sem nós!"

O Sr. Carlos cuspiu no chão.

Levantei a cabeça, exausto, mas sem dor.

"Você já terminou, Juliana?"

Ela zombou: "Terminei? Eu nem comecei! Você vai aprender o que acontece quando se cruza o meu caminho."

Mas então, um ronco suave de motores preencheu o ar.

Um Rolls-Royce Phantom preto polido apareceu no fim da rua.

Seguido por dois Mercedes-Benz.

Juliana, ambiciosa, pensou que fossem os contatos de Marcelo.

Mas a porta do Rolls-Royce se abriu, e um mordomo impecável saiu.

Ele ignorou a todos, caminhou até mim, fez uma reverência profunda e disse:

"Senhor Ricardo. Perdoe-nos pelo atraso. Seus pais estão esperando no carro."

O mundo de Juliana parou.

"Senhor Ricardo?" O que era isso?

Marcelo riu nervosamente: "Isso é uma piada? Ele é um Zé Ninguém!"

O mordomo se virou, com um olhar gelado: "Eu sugiro que o senhor meça suas palavras ao se dirigir ao único herdeiro da família Almeida."

O nome "Almeida" pairou no ar como uma bomba.

A família mais rica do estado.

O rosto do Sr. Carlos ficou branco. Juliana começou a tremer.

A porta do outro lado do Rolls-Royce se abriu.

Meus pais. Elegantes. Poderosos.

Juliana tentou novamente, desesperada.

"Ri... Ricardo... eu... eu não sabia... Me perdoe... eu te amo..."

Eu me levantei do banco. Passei por ela como se ela fosse invisível.

Abraçei minha mãe. Apertei a mão do meu pai.

Eu não senti nada. Apenas um vazio absoluto.

Meu pai se virou para Marcelo: "Vamos ver como seus negócios se saem quando todos os seus contratos forem cancelados e seus empréstimos forem cobrados. Hoje."

E para a família de Juliana: "Quanto a vocês... aproveitem a casa. A ordem de despejo será entregue amanhã."

Juliana correu atrás de mim. "Ricardo, por favor! Foi um erro! Eu amo você! Podemos começar de novo!"

"Adeus, Juliana", eu disse.

Entrei no Rolls-Royce. Eu estava indo para casa.

Capítulo 1

O salão de festas estava decorado de forma simples, mas com o cuidado de quem depositou ali todos os seus sonhos.

Ricardo olhava para o altar, o coração batendo forte, não de nervosismo, mas de pura felicidade.

Ao lado dele, Juliana, sua noiva, parecia uma princesa em seu vestido branco barato, mas que para ele era o mais lindo do mundo.

Por anos, Ricardo trabalhou em dois empregos para sustentar não apenas a si mesmo, mas toda a família de Juliana.

O pai dela, o Sr. Carlos, um homem que vivia de bicos e mais tempo bêbado do que sóbrio, a mãe doente, os irmãos mais novos que precisavam de material escolar.

Ricardo nunca se importou, ele fazia tudo por amor a Juliana.

O padre começou a cerimônia, sua voz ecoando pelo salão modestamente preenchido por amigos e familiares.

"Estamos aqui hoje reunidos para celebrar a união de Ricardo e Juliana..."

As palavras eram música para os ouvidos de Ricardo.

Ele se virou para sorrir para Juliana, mas o sorriso dela não estava ali.

Ela olhava fixamente para a porta do salão.

De repente, as portas duplas se abriram com um baque surdo.

A música parou.

Todos os convidados se viraram.

Um homem alto, vestindo um terno caro que brilhava sob as luzes fracas, entrou no salão.

Seu sorriso era arrogante, seus sapatos italianos faziam um som caro no piso de cerâmica barata.

Ricardo não o conhecia.

"Marcelo!", a voz de Juliana soou como um sussurro surpreso e feliz.

Para o choque de Ricardo e de todos os presentes, Juliana levantou a barra de seu vestido e desceu os degraus do pequeno altar.

Ela caminhou, quase correu, em direção ao homem.

Ela o abraçou na frente de todos, um abraço que não era de um amigo.

Ricardo ficou paralisado no altar, o sorriso congelado em seu rosto, agora parecendo uma máscara patética.

O padre pigarreou, sem saber o que fazer.

"Juliana, o que está acontecendo?", Ricardo finalmente conseguiu perguntar, a voz fraca.

Juliana se soltou de Marcelo e se virou para Ricardo, seu rosto agora era uma máscara de desdém.

"Ricardo, me desculpe, mas eu não posso fazer isso."

Ela disse as palavras em voz alta, para que todos ouvissem.

"Eu não posso me casar com você."

O murmúrio entre os convidados aumentou, se transformando em um zumbido de fofocas e risos abafados.

Marcelo colocou um braço possessivo ao redor da cintura de Juliana e a puxou para perto.

Ele olhou para Ricardo de cima a baixo, com um desprezo óbvio.

"Você realmente achou que ela se casaria com um Zé Ninguém como você?", Marcelo disse, sua voz cheia de zombaria.

O rosto de Ricardo ficou pálido.

A humilhação era uma onda física, quente e sufocante.

Ele olhou para a família de Juliana.

O Sr. Carlos, que estava sentado na primeira fila, apenas deu de ombros e tomou um grande gole de uma garrafa que tinha escondido.

Os outros parentes, tios e primos que Ricardo ajudou tantas vezes, agora o olhavam com pena e um pouco de desprezo.

Eles pareciam saber o que estava acontecendo.

Ricardo sentiu-se como um palhaço no seu próprio circo.

Seu coração, que momentos antes estava cheio de felicidade, agora parecia um buraco vazio e frio em seu peito.

Ele não conseguia sentir nada além de um zumbido nos ouvidos e o peso dos olhares de todos.

Tudo pelo que ele trabalhou, todos os sacrifícios, tudo desmoronou em um único instante de traição pública.

Ele permaneceu ali, em pé no altar, sozinho, enquanto sua noiva anunciava ao mundo que o estava trocando por um homem mais rico.

A dor era tão intensa que parecia irreal.

Ele apenas observava a cena, como se estivesse assistindo a um filme ruim sobre a sua própria vida.

A passividade dele era quase assustadora.

Ele não gritou, não chorou, não implorou.

Ele apenas aceitou o golpe, o corpo imóvel, a mente em branco.

O casamento havia acabado antes mesmo de começar.

Capítulo 2

Ricardo desceu lentamente os degraus do altar.

Seus movimentos eram calmos, deliberados.

Ele não olhou para Juliana ou Marcelo.

Seus olhos estavam fixos em um ponto qualquer no final do salão.

Essa calma inesperada incomodou Juliana.

Ela esperava gritos, acusações, um escândalo.

A reação contida dele era um anticlímax que a deixava desconfortável.

"Ricardo, eu...", ela começou a dizer, com uma falsa expressão de arrependimento.

"Não diga nada, Juliana", ele a interrompeu, a voz baixa, mas firme. "Está tudo bem."

Marcelo riu, um som desagradável e arrogante.

"Claro que está tudo bem. Ele finalmente entendeu o lugar dele."

Juliana, querendo encerrar o assunto e talvez aliviar uma pontada de culpa, abriu sua bolsa.

Ela tirou um pequeno maço de notas e estendeu na direção de Ricardo.

"Tome. É para... compensar pelo seu tempo. Pelos gastos com essa festa ridícula."

A oferta era um insulto tão grande, tão cruel, que um silêncio chocado caiu sobre o salão por um segundo.

Até mesmo os parentes fofoqueiros de Juliana pareceram constrangidos.

Ricardo olhou para o dinheiro na mão dela e depois para o rosto dela.

Pela primeira vez, uma emoção brilhou em seus olhos: não era dor, mas uma espécie de clareza fria.

Ele não pegou o dinheiro.

Ele simplesmente balançou a cabeça lentamente.

Dentro de sua mente, um segredo recente começou a pulsar.

Há algumas semanas, um casal elegante bateu à sua porta.

Eles eram seus pais biológicos.

Roubado na maternidade e criado em um orfanato, Ricardo nunca soube de suas origens.

Seus pais, uma das famílias mais ricas e influentes do país, nunca pararam de procurá-lo.

Eles o encontraram.

Eles lhe contaram a verdade, mostraram fotos, documentos, um teste de DNA incontestável.

Eles pediram que ele voltasse para casa, para assumir seu lugar como herdeiro de um império.

Ricardo ficou chocado, confuso.

Ele pediu um tempo.

Ele queria se casar com Juliana primeiro, queria contar a ela de uma forma especial, queria que ela o amasse por quem ele era, não pelo que ele tinha.

Ele queria ter certeza de que o amor dela era real.

Agora, ele tinha sua resposta.

A ironia era brutal.

Enquanto Juliana o humilhava por ser pobre, ele era, na verdade, infinitamente mais rico do que Marcelo jamais sonharia ser.

Essa revelação interna deu a Ricardo uma força que ele não sabia que possuía.

A dor da traição ainda estava lá, mas estava sendo coberta por uma camada de gelo.

"Não, obrigado, Juliana", disse ele, a voz ainda calma. "Pode ficar com o dinheiro. Você vai precisar mais do que eu."

Ele se virou para a família dela.

Ele olhou para o Sr. Carlos, que o encarava com olhos gananciosos, provavelmente calculando quanto poderia tirar de Marcelo.

Ele olhou para os tios e primos, cujos sorrisos zombeteiros agora pareciam patéticos.

Ele sentiu o nó que o prendia a essas pessoas se desfazer.

Não havia mais obrigação, não havia mais amor, não havia mais nada.

Ele estava livre.

"Eu desejo a vocês... tudo o que vocês merecem", disse Ricardo, e havia um peso em suas palavras que ninguém ali, exceto ele, conseguia entender.

Ele se virou e começou a caminhar em direção à saída, de costas para o altar desfeito, para a noiva traidora e para a vida que ele pensava que queria.

O Ricardo que entrou naquele salão, o jovem humilde e apaixonado, estava morrendo.

O Ricardo que saía era outra pessoa, alguém forjado no fogo da humilhação, com uma nova e poderosa realidade esperando por ele do lado de fora.

Ele não olhou para trás.

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