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Noiva Abandonada, Mulher Libertada

Noiva Abandonada, Mulher Libertada

Autor:: Xiao Xiao Su
Gênero: Romance
O salão de festas estava perfeito. Flores brancas e o cheiro doce. Meu vestido custou mais que um carro, meu cabelo estava impecável. Era o dia do meu casamento. "Pedro, você aceita Maria como sua legítima esposa...?" Pedro ficou em silêncio. Um, dois, vários segundos. Ele não olhava para mim, sua noiva. Olhava para Sofia, minha melhor amiga e madrinha de honra. Então, na frente de todos, ele se virou para Sofia e a beijou. Um beijo longo e profundo. Meu mundo desabou. O buquê caiu, espalhando pétalas. Pedro se afastou de Sofia, confuso, e disse: "Maria... eu... eu me confundi." "Eu te confundi com a Sofia." A humilhação era insuportável, mas uma frieza estranha me preencheu. Peguei uma rosa do chão e minha voz saiu assustadoramente calma: "Se você o queria tanto, poderia ter me dito. Não precisava esperar o dia do meu casamento para roubá-lo." Sofia fingiu chorar, mas seus olhos brilhavam com triunfo. Pedro a abraçou, defendendo-a. "Maria, já chega! Não vê que ela está mal? Não faça uma cena." Naquele instante, todo o meu amor por ele virou cinzas. Minha mãe me olhava com raiva, preocupada com a festa, o negócio. Os pais dele calculavam os prejuízos. Ninguém se importava comigo. Rasguei o véu da cabeça. "Você tem razão, Pedro. Não vou fazer uma cena." Eu não ia fazer uma cena, mas não seria mais a Maria submissa. Eu me virei e fui embora, deixando para trás o pesadelo público, mas levando comigo a certeza de que estava livre.

Introdução

O salão de festas estava perfeito.

Flores brancas e o cheiro doce. Meu vestido custou mais que um carro, meu cabelo estava impecável.

Era o dia do meu casamento.

"Pedro, você aceita Maria como sua legítima esposa...?"

Pedro ficou em silêncio. Um, dois, vários segundos.

Ele não olhava para mim, sua noiva. Olhava para Sofia, minha melhor amiga e madrinha de honra.

Então, na frente de todos, ele se virou para Sofia e a beijou. Um beijo longo e profundo.

Meu mundo desabou.

O buquê caiu, espalhando pétalas.

Pedro se afastou de Sofia, confuso, e disse: "Maria... eu... eu me confundi."

"Eu te confundi com a Sofia."

A humilhação era insuportável, mas uma frieza estranha me preencheu.

Peguei uma rosa do chão e minha voz saiu assustadoramente calma: "Se você o queria tanto, poderia ter me dito. Não precisava esperar o dia do meu casamento para roubá-lo."

Sofia fingiu chorar, mas seus olhos brilhavam com triunfo. Pedro a abraçou, defendendo-a. "Maria, já chega! Não vê que ela está mal? Não faça uma cena."

Naquele instante, todo o meu amor por ele virou cinzas.

Minha mãe me olhava com raiva, preocupada com a festa, o negócio. Os pais dele calculavam os prejuízos.

Ninguém se importava comigo.

Rasguei o véu da cabeça. "Você tem razão, Pedro. Não vou fazer uma cena."

Eu não ia fazer uma cena, mas não seria mais a Maria submissa.

Eu me virei e fui embora, deixando para trás o pesadelo público, mas levando comigo a certeza de que estava livre.

Capítulo 1

O salão de festas estava perfeito.

Flores brancas por toda parte, o cheiro doce enchendo o ar. Todos os rostos importantes da cidade estavam ali, sorrindo, sussurrando sobre a união de duas das famílias mais ricas.

Eu usava um vestido que custou mais do que um carro, meu cabelo preso em um penteado elegante que levou horas para ser feito.

Tudo estava como nos sonhos.

Ou melhor, como nos sonhos da minha mãe.

O padre sorriu, sua voz ecoando pelo silêncio.

"Pedro, você aceita Maria como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da sua vida?"

Pedro ficou em silêncio.

Um segundo.

Dois segundos.

O silêncio se tornou pesado, desconfortável.

Eu olhei para ele. Seu rosto estava pálido. Ele não olhava para mim. Ele olhava para a minha madrinha de honra.

Minha melhor amiga desde a infância, Sofia.

Então, na frente de centenas de convidados, na frente da minha família e da dele, Pedro se virou. Ele deu um passo em direção a Sofia e a beijou.

Um beijo longo, profundo.

A música parou. Os sussurros se transformaram em exclamações de choque.

Meu mundo inteiro desmoronou naquele instante. O buquê de rosas brancas caiu da minha mão, espalhando pétalas pelo chão de mármore.

Pedro finalmente se afastou de Sofia, parecendo confuso, como se tivesse acabado de acordar de um transe. Ele olhou para a multidão chocada e depois para mim.

"Maria... eu... eu me confundi."

Essa foi a desculpa dele.

"Eu te confundi com a Sofia."

A humilhação queimou meu rosto como fogo. Mas por baixo da dor, uma frieza estranha começou a tomar conta. A frieza da clareza.

Eu me abaixei lentamente, peguei uma única rosa branca do chão e caminhei até eles.

Pedro e Sofia ainda estavam próximos, ela com os olhos cheios de lágrimas falsas, ele com uma expressão de pânico.

Estendi a rosa para Sofia. Minha voz saiu calma, assustadoramente calma.

"Se você o queria tanto, poderia ter me dito. Não precisava esperar o dia do meu casamento para roubá-lo."

Sofia agarrou o braço de Pedro, o rosto escondido em seu ombro, o corpo tremendo em soluços teatrais.

"Maria, me desculpe! Eu não sei o que aconteceu! Foi um acidente, eu juro! Pedro e eu somos amigos há tanto tempo, foi só... um momento de fraqueza."

Seus olhos, no entanto, brilhavam com triunfo por cima do ombro dele. Ela estava adorando cada segundo.

Pedro, em vez de se virar para mim, sua noiva, abraçou Sofia com força. Ele a protegeu como se ela fosse a vítima.

"Maria, já chega! Não vê que ela está mal? Não faça uma cena."

Ele me acusou. Ele a defendeu.

Naquele momento, todo o amor que eu sentia por ele se transformou em cinzas. Todos os anos de dedicação, de sempre ser a segunda opção, de engolir o fato de que ele sempre preferia a companhia de Sofia à minha, tudo veio à tona.

Eu olhei para minha mãe na primeira fila. Ela não olhava para mim com compaixão, mas com raiva. Raiva por eu estar estragando a festa, o negócio.

Olhei para os pais de Pedro. Eles cochichavam entre si, os rostos fechados, calculando os prejuízos.

Ninguém se importava comigo. Ninguém nunca se importou.

Com as mãos firmes, arranquei o véu da minha cabeça. O tecido caro rasgou levemente.

"Você tem razão, Pedro. Não vou fazer uma cena."

Eu me virei e comecei a caminhar para fora da igreja, descendo o mesmo corredor que eu tinha subido minutos antes, radiante de felicidade.

"Acabou."

Ele correu atrás de mim, sua voz um sussurro furioso no meu ouvido.

"Maria, volte aqui agora! Pense na reputação das nossas famílias! No nosso acordo!"

Acordo.

Essa palavra selou o destino.

Eu parei e olhei para ele, um sorriso vazio nos lábios.

"Você deveria ter pensado nisso antes de beijá-la."

Puxei meu braço de sua mão com força e continuei andando, deixando para trás o casamento dos sonhos que se tornou meu pesadelo público.

O coração que batia por ele com tanto amor, agora, estava completamente morto.

Capítulo 2

Eu não fui para casa.

Não fui para a casa dos meus pais, onde minha mãe certamente estaria me esperando com acusações e críticas.

Fui para o hotel mais próximo, paguei por uma suíte com o cartão de crédito que eu mesma administrava e tranquei a porta.

Meu celular não parava de vibrar na bolsa. Mensagens e ligações de Pedro, da minha mãe, dos pais dele. Ignorei todas.

Tirei o vestido de noiva pesado e o joguei no canto do quarto. Ele caiu no chão como um corpo sem vida.

Entrei no banheiro, me olhei no espelho. A maquiagem perfeita estava borrada pelas lágrimas silenciosas que eu não tinha percebido que estavam caindo.

Liguei o chuveiro na temperatura mais quente e fiquei embaixo da água por um tempo que pareceu uma eternidade. A água lavava a maquiagem, o laquê do cabelo e, eu esperava, a sujeira daquele dia.

Quando saí, enrolada em um roupão branco e macio, o celular ainda tocava. Era Pedro. Desta vez, atendi.

"Onde diabos você está, Maria?"

Sua voz não era de arrependimento. Era de pura fúria.

"Volte aqui agora! Você não tem ideia da vergonha que me fez passar!"

Eu ri. Uma risada seca, sem humor.

"Eu te fiz passar vergonha? Isso é uma piada?"

"Você abandonou seu próprio casamento! Deixou centenas de convidados olhando para a minha cara! O que você quer que eu pense?"

"Eu quero que você pense no que você fez, Pedro. Mas acho que isso é pedir demais."

"Foi um erro! Quantas vezes eu tenho que dizer? Eu me confundi!"

"Não, Pedro. Não foi um erro." Minha voz era firme. "Chega de desculpas. Acabou."

"Você não pode terminar comigo. Nossas famílias..."

"Nossas famílias que se danem." Eu disse, e a força nas minhas próprias palavras me surpreendeu. "Nosso noivado, nosso casamento, tudo, acabou. Exatamente às três e quatorze da tarde, quando você enfiou a língua na boca da Sofia na frente de todo mundo."

Desliguei na cara dele e bloqueei seu número.

Minutos depois, ouvi batidas fortes na porta.

"Maria! Abra a porta! Eu sei que você está aí! Eu rastreei seu celular!"

Claro que ele rastreou. Controle sempre foi o forte dele.

Fiquei em silêncio, esperando que ele desistisse. Mas as batidas se tornaram mais altas, mais desesperadas.

Então, silêncio. E o som de um cartão-chave sendo inserido na fechadura. A porta se abriu.

Pedro entrou no quarto, o rosto vermelho de raiva.

E logo atrás dele, como uma sombra, estava Sofia.

Ela usava o mesmo vestido de madrinha, os olhos vermelhos e inchados, uma expressão de pura preocupação no rosto. Uma preocupação que não chegava aos seus olhos.

"Maria, graças a Deus!" ela disse, a voz trêmula. "Nós estávamos tão preocupados. Por favor, não seja assim. O Pedro está sofrendo muito."

Nós.

Ela usou "nós" de novo. Como se eles fossem uma frente unida.

Pedro caminhou até mim, o cheiro de álcool vindo dele. Ele tentou me abraçar.

"Querida, por favor. Vamos esquecer isso tudo. Foi um momento de estupidez. Eu te amo. Eu te compro o que você quiser. Um carro novo? Aquela bolsa que você queria? Uma viagem para Paris?"

Ele tentou me beijar.

A imagem dele beijando Sofia invadiu minha mente. O mesmo homem, a mesma boca. Senti meu estômago revirar.

Empurrei-o com toda a minha força.

"Não me toque!"

Ele pareceu chocado com a minha reação.

"Maria..."

"Saia daqui. Vocês dois." Minha voz era um rosnado baixo. "Agora."

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