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Noiva por contrato, obsessão eterna

Noiva por contrato, obsessão eterna

Autor:: Silk Mirage
Gênero: Moderno
No momento em que foi obrigada a compartilhar a cama com outro homem, Bethany Roberts descobriu que seu "verdadeiro amor" era uma mentira. Acontecia que seu noivo e sua irmã haviam traído sua confiança e conspirado juntos para roubar a fortuna de sua família. Sem nada a perder, Bethany fez um acordo e entrou em um casamento por contrato com um homem temido, cuja reputação de ser implacável causava arrepios. Todos estavam curiosos para ver quanto tempo ela aguentaria naquele casamento. Determinada a se vingar e recuperar sua dignidade, Bethany não esperava nada além de uma transação fria. No entanto, quando sua irmã zombou dela por ter sido arruinada por um estranho, aquele homem disse calmamente: "Esse estranho sou eu mesmo." E quando seu ex-noivo a ameaçou, ele a presenteou com um raro diamante. "Minha mulher merece o melhor." Quando o contrato estava prestes a terminar, ela pretendia ir embora, mas ele a puxou para perto. "Quero que este contrato nunca termine."

Capítulo 1 Como se atreve a me drogar

No meio da noite, uma chuva torrencial e incessante caiu sobre a cidade Aloridge.

Quando chegou ao hotel, Bethany Nelson estava encharcada da cabeça aos pés, seus cabelos úmidos e caídos sobre o rosto.

Não se importando com o fato de estar toda desarrumada, ela se concentrou na sacola que segurava com força.

Cerca de trinta minutos antes, Gavin Harrison, seu noivo, havia lhe enviado uma mensagem dizendo que havia derramado vinho tinto na sua camisa e pedindo que ela levasse uma nova para ele usar no dia seguinte.

A chuva forte foi repetina, a pegando desprevenida. Felizmente, a camisa de Gavin estava cuidadosamente embrulhada dentro do seu casaco e não foi molhada pela chuva.

Indo rapidamente para o andar de cima, ela chegou ao quarto de Gavin.

A porta estava ligeiramente aberta. Ao pensar no noivo, um calor reconfortante a invadiu, e ela estendeu a mão para abri-la ainda mais.

De repente, um braço forte surgiu e a arrastou para dentro.

Imediatamente, a escuridão tomou conta da sua visão, seguida pelo peso de um corpo quente a pressionando para baixo, enquanto a mão de um homem apertava sua garganta, a impedindo de gritar.

"Como se atreve a me drogar? Você que procurou por isso!"

A voz do homem estava carregada de raiva e ameaça, atingindo Bethany com tanta força que a deixou atordoada.

E claramente não era a de Gavin!

Quem era esse estranho e por que ele estava no quarto de Gavin?

O pânico a invadiu como uma onda gigante. Segurando o pulso dele, ela forçou as palavras a saírem entre os dentes cerrados: "Eu nem te conheço. Vim aqui para ver meu noivo."

"Ah, é? E você ainda tem a audácia de mentir?", perguntou o homem, que parecia não conseguir se conter ao abaixar a cabeça e morder o lábio dela com tanta força que o sangue começou a escorrer, o sabor metálico se misturando com a doçura dela e despertando algo mais sombrio dentro dele.

Gradualmente, ele afrouxou o aperto na garganta dela, enquanto a levantava e a jogava na cama antes de subir sobre ela.

"Não..." Os protestos de Bethany foram completamente silenciados por ele enquanto ele retirava suas roupas úmidas e frias, a deixando entre o frio persistente da tempestade e um calor sufocante e avassalador.

Três horas se passaram até que ele finalmente se satisfizesse.

Finalmente, o homem se afastou dela, com o torso nu marcado pelo resultado da intensa noite.

Bethany se encolheu sob o cobertor, suas bochechas ainda coradas enquanto seu corpo esguio tremia ligeiramente.

Na escuridão, a voz do homem ecoou com um tom zombeteiro: "Duvido que eu seja o seu primeiro. Quem você está tentando enganar com esse seu jeito inocente?"

Convencido de que ela o havia drogado, ele a desprezava tanto que se recusou até a olhar para ela, indo direto para o banheiro tomar um banho.

O som da água corrente encheu o quarto enquanto o olhar desfocado de Bethany se clareava gradualmente, seus olhos fixos na porta do banheiro sem se mover.

Apesar da dor no seu corpo, ela se levantou e estendeu a mão desajeitadamente para acender a luz e pegar seu celular no chão.

Ao desbloquear a tela, se deparou com uma série de chamadas perdidas e mensagens não lidas.

No momento em que as leu, sua expressão se contraiu instantaneamente. Vestindo-se às pressas, ela saiu do quarto sem olhar para trás.

Algum tempo depois, Connor Roberts saiu do banheiro usando um roupão, caminhando com passos lentos, sua expressão calma e todo o seu comportamento carregando um ar descontraído e satisfeito.

De repente, ele parou e observou o quarto iluminado, mas vazio, seus olhos se estreitando ligeiramente.

Ao se aproximar e puxar as cobertas, encontrou a cama vazia, exceto por um leve rastro de sangue manchando os lençóis.

A visão o pegou completamente de surpresa.

Sério? Ela era virgem?

Pegando seu celular, ele discou um número, seu tom se tornando frio ao falar: "A mulher que me armou escapou. Encontre-a e traga-a de volta imediatamente. Eu mesmo cuidarei disso."

A pessoa do outro lado da linha parecia confusa. "Aquela mulher já foi presa há uma hora. Quer que a enviemos agora?"

As sobrancelhas de Connor se franziram. "Há uma hora?"

"Sim. Descobrimos que seu irmão contratou alguém para entrar no seu quarto e criar uma cena falsa, fazendo parecer que você a forçou para prejudicar sua reputação. No entanto, nossos homens a interceptaram antes mesmo de ela chegar ao hotel."

Após terminar a explicação, o subordinado perguntou cautelosamente: "Então de qual mulher você está falando?"

Connor ficou em silêncio.

Na verdade, nem ele fazia ideia de quem era aquela mulher.

Seus olhos se desviaram para a mancha de sangue nos lençóis e, por algum motivo, a visão dessa marca vermelha se tornou difícil de ser encarada.

Sua respiração ficou mais lenta, mas profunda, e uma estranha tensão se formou na sua garganta.

Será que ele estava errado sobre ela o tempo todo?

No hospital, Bethany saiu do táxi e subiu as escadas correndo, indo direto para o consultório de um médico. Ao abrir a porta, perguntou ansiosamente: "Doutor, o que você disse na sua mensagem é verdade? O doador da minha mãe desistiu?"

O médico soltou um suspiro pesado antes de acenar com a cabeça. "Sim, é verdade. Tentei convencê-los, mas eles insistiram que não estão em condições adequadas para prosseguir com a doação."

Nesse momento, um surto de desespero tomou conta de Bethany.

Shirley Clark, sua mãe, estava lutando contra a leucemia. Meses atrás, elas finalmente encontraram um doador de medula óssea compatível e disposto a ajudar, o que deixou Bethany cheia de esperança.

O transplante estava marcado para hoje, e Shirley já havia concluído o condicionamento, deixando sua medula óssea totalmente inoperante. O doador desistir nessa fase era o mesmo que sentenciá-la à morte.

"Preciso falar com o doador", disse Bethany, sua voz trêmula incontrolavelmente.

O médico hesitou por um momento antes de responder: "É contra as normas que doadores e receptores tenham contato direto."

Então o que ela deveria fazer agora? Será que teria que ficar de braços cruzados e ver sua mãe morrer?

Bethany sentiu vontade de gritar, mas sabia que desabafar sua frustração com o médico não mudaria nada.

No momento em que saiu do consultório, ela ligou para Gavin.

A família Harrison tinha uma influência significativa em Aloridge, e talvez Gavin pudesse ajudar a encontrar outro doador, mesmo que as chances fossem mínimas.

A ligação foi completada, mas cortada quase que instantaneamente.

Recusando-se a desistir, ela tentou ligar mais uma vez.

De repente, um toque familiar ecoou pelo corredor silencioso.

Bethany congelou no lugar, então desviou lentamente o olhar para um quarto do hospital próximo com a porta ligeiramente aberta.

Gavin também estava aqui? Então por que ele a mandou para o hotel?

Essas perguntas inundaram sua mente enquanto ela caminhava rapidamente até a porta, espiando pela fresta.

O que ela viu lá dentro a atingiu instantaneamente, a deixando paralisada em choque.

Capítulo 2 Por favor, venha conosco

Na suíte do hospital, um celular não parava de vibrar sobre a mesa, mas o casal ali estava tão envolvido no seu abraço apaixonado que nem notou.

"Gavin, Bethany não para de ligar para você. Me diz, entre nós duas, quem é mais importante para você?"

A mulher era Nicole Nelson, a meia-irmã de Bethany, e tinha uma expressão brincalhona e sedutora no rosto agora.

Gavin silenciou o celular e a puxou para mais perto, com um tom de voz cheio de carinho: "É claro que é você. Bethany é insuportavelmente chata e não chega nem aos seus pés. Só fiquei com ela porque ela vai herdar parte das ações da sua família. Se não fosse por isso, ela nem valeria meu tempo."

Um brilho calculista reluziu nos olhos de Nicole. "Aquelas ações ainda estão nas mãos da mãe desequilibrada dela. Bethany não receberá nada até se casar, mas, sendo sincera, esse dia nunca chegará."

"Por que nunca?", Gavin perguntou com um olhar intrigado.

"Se Shirley morrer antes de Bethany se casar, as ações voltarão para o meu pai, que as redistribuirá", continuou Nicole com um sorriso frio nos lábios. "Shirley está com leucemia, não é? E adivinhe quem é a doadora compatível?"

Quando Bethany estendeu a mão para abrir a porta, paralisou ao se dar conta de algo terrível.

"Sou eu!", exclamou Nicole com um sorriso presunçoso. "Bethany nunca imaginaria que sou eu a doadora. Se eu me recusar, a mãe dela não terá outra opção a não ser esperar pela morte. E quando ela se for, pedirei para o meu pai transferir essas ações para o meu nome."

"Você é genial, amor", disse Gavin, seus olhos brilhando de entusiasmo. "Então, quer ser minha namorada?"

Com um sorriso, Nicole deu um tapinha leve no peito dele. "Já sou sua há muito tempo. Não é óbvio?"

Seus olhares se encontraram, repletos de cumplicidade, antes de se aproximarem e se beijarem intensamente.

Do lado de fora do quarto, Bethany os observava, a fúria estampada nos seus olhos, e um gosto amargo e metálico subiu pela sua garganta.

Então tudo não passava de uma farsa...

Cada palavra de amor que Gavin havia dito era falsa, e até a doação fazia parte de uma mentira. Tudo havia sido meticulosamente planejado.

O futuro que eles tanto ansiavam seria construído com base na morte da sua mãe.

Isso era algo que ela jamais perdoaria.

Uma fria determinação se formou dentro de Bethany: ela os faria pagar por isso.

Após lançar um último olhar venenoso para dentro do quarto, Bethany se virou e saiu em silêncio, indo para a unidade de transplante no andar de cima.

Lá, Shirley dormia na cama, com uma agulha intravenosa inserida no dorso da sua mão. Após passar pelo processo de condicionamento, seu corpo ficou tão frágil que ela mal conseguia manter as funções vitais sem a infusão.

Bethany permanecia do lado de fora da porta de vidro, enquanto a observava e as palavras do médico ecoavam repetidamente na sua mente.

Sem o transplante, Shirley não sobreviveria por mais de uma semana.

Sem hesitar por um segundo sequer, Bethany começou a ligar para todos os contatos que tinha.

Nicole jamais concordaria em doar, e Gavin, o homem que ela acreditava ser sua última esperança, se revelou um mentiroso cruel.

Assim, ela não teve outra opção a não ser encontrar outra solução.

No entanto, entre tantas pessoas, encontrar um doador de medula óssea compatível em um prazo tão curto era praticamente impossível.

Lentamente, a primeira luz do amanhecer surgiu.

Bethany já havia ligado para todos os contatos da sua lista, mas nenhum deles pôde ajudar.

De repente, fortes batidas quebraram o silêncio, a fazendo erguer a cabeça.

Em algum momento desconhecido, Shirley havia saído da cama. Separada pela porta de vidro, ela batia repetidamente na porta de vidro enquanto sorria para Bethany, com uma expressão excêntrica e perturbadora.

Ao longo dos anos, as pessoas diziam que Shirley era louca, mas para Bethany, ela sempre foi a mesma mãe gentil e carinhosa.

No entanto, nesse momento, Bethany não conseguia encará-la, sentindo que não havia mais nenhuma solução.

Incapaz de olhar nos olhos da mãe, Bethany recuou instintivamente.

Sem ter para onde ir, ela se viu encurralada. Enquanto isso, Shirley continuava esticando o pescoço em sua direção, com um sorriso inocente, completamente alheia ao destino que a aguardava.

Sem conseguir se conter por mais tempo, Bethany se sentou no chão e se encostou na parede, enterrando o rosto nas mãos enquanto chorava.

De repente, o som de passos apressados ecoou pelo corredor. Com a visão turva pelas lágrimas, Bethany olhou para cima e viu vários homens de preto parados diante dela.

Um deles disse: "Senhorita, nosso chefe gostaria de falar com você. Por favor, venha conosco."

Do lado de fora do hospital, um Rolls-Royce Cullinan aguardava.

No banco de trás, Connor estava sentado, usando um terno impecável. Suas feições serenas exalavam autoridade, enquanto seus dedos longos batiam de vez em quando no joelho, revelando um traço de impaciência.

De repente, um dos seguranças bateu na janela e se curvou ligeiramente ao falar respeitosamente: "Senhor, a trouxemos."

Capítulo 3 Está tentando me seduzir

Sem fazer ideia do que estava acontecendo, Bethany ficou completamente perdida enquanto era levada para o carro.

De repente, uma voz baixa e firme ecoou ao seu lado: "Então você é Bethany Nelson?"

Um arrepio percorreu todo o corpo de Bethany.

Essa voz tinha algo estranhamente familiar.

Quando ela ergueu o olhar, viu um homem com traços bem definidos.

Ele era extremamente bonito, com uma presença poderosa e imponente. Sob suas sobrancelhas grossas, seus olhos eram frios, intensos e intimidadores.

Um homem como ele não era fácil de esquecer.

Bethany tinha certeza de que nunca havia cruzado com ele antes, então pensou que a familiaridade que sentia não devia passar de imaginação.

Saindo de seus devaneios, ela baixou ligeiramente o olhar e perguntou: "Sim, e quem é você?"

Com um olhar perscrutador, o homem a observou atentamente. "Sou Connor Roberts. Houve um acordo de casamento entre nossas famílias, e vim cumpri-lo."

O quê?

Bethany gaguejou, sua voz trêmula: "Você quer dizer... que pretende se casar comigo?"

"Pode ser", respondeu Connor calmamente.

Bethany ficou completamente atordoada, sem conseguir acreditar no que estava acontecendo. Será que isso era algum tipo de piada sem graça?

Connor apenas a observava em silêncio, com uma expressão indecifrável.

Seus olhos eram penetrantes e intensos, como se pudessem ver através dela.

Imediatamente, o instinto de Bethany a alertou que esse homem era perigoso.

O desconforto a dominava a ponto de ela mal conseguir ficar parada. "Hum..."

"Quando foi a última vez que você tomou banho?", Connor a interrompeu abruptamente.

Os olhos de Bethany se arregalaram em descrença enquanto o encarava. "Como?"

"Você não está com um cheiro muito bom", ele afirmou sem rodeios, como se não soubesse o quão duro isso soava.

Instantaneamente, o rosto de Bethany ficou vermelho, e uma onda de constrangimento e humilhação a invadiu.

Sem jeito, ela ajeitou a barra da sua roupa, que estava amassada, úmida pela chuva e manchada com a poeira das paredes do hospital. Ela realmente estava com uma aparência desgrenhada.

O rubor se espalhou pelo seu pescoço enquanto ela baixava o olhar para os sapatos, envergonhada demais para se mover.

Connor desviou o olhar e instruiu o motorista num tom frio: "Nos leve para Iridale."

Sem dar a Bethany qualquer chance de contestar, o carro partiu rapidamente.

Iridale era um bairro de luxo.

Quando chegaram, Bethany saiu e avistou uma casa de dois andares que se destacava sob a luz do sol. Connor pediu a uma empregada para levá-la ao banheiro.

Ainda afetada pelo comentário anterior de Connor, Bethany teve a impressão de que a empregada franziu sutilmente o nariz ao se aproximar.

Envergonhada, ela disse rapidamente: "Posso ir sozinha."

A empregada lhe entregou um conjunto de roupas limpas antes de se afastar alguns passos. "Cada quarto do segundo andar tem seu próprio banheiro. Você pode usar qualquer um, exceto o terceiro quarto do lado leste."

Querendo apenas escapar desse clima desconfortável, Bethany acenou com a cabeça rapidamente, pegou as roupas e subiu as escadas sem hesitar.

O segundo andar estava repleto de quartos. Ela abriu o mais próximo da escada e foi direto para o banheiro.

Quando tirou a roupa, seu corpo ficou à mostra, marcado com manchas vermelhas. Ela esperava algumas marcas, mas não a esse ponto!

Chupões e marcas de mordidas se destacavam claramente contra sua pele delicada.

De repente, uma onda de tristeza a atingiu, e lágrimas se acumularam nos seus olhos enquanto ela evitava olhar para seu reflexo e ligava o chuveiro, deixando a água quente fluir e se misturar às lágrimas que escorriam pelo seu rosto.

Aquela foi a primeira vez que ela fez sexo. Ela pretendia se entregar ao homem que amava, mas acabou sendo tomada de uma forma tão inesperada e absurda por outra pessoa.

Pior ainda, ela nem sabia como era esse homem.

Dominada pela tristeza, ela esfregava sua pele freneticamente, sem perceber o leve som da porta do banheiro se abrindo em meio ao barulho da água corrente.

Foi só quando uma risada cortou o som que ela percebeu que havia alguém no quarto.

"Está tentando me seduzir?", Connor perguntou.

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