Nota da Autora: Essa história é a continuação da obra "Droga! Ceo é um babaca em busca do prazer", que conta a história do casal Renata Arantes e Bruno Fizterra. Mas, as histórias podem ser lidas separadamente, porém para melhor compreensão aconselho que leia o primeiro volume. Tenha uma ótima leitura!
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>>Prólogo
"Ah, eu mudei! E como mudei! Apresento a minha nova versão. Que tal?"
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Sabe quando você imagina ter traçado todo o seu destino e tudo se encaminha para o que tanto desejava acontecer?
Pois é. Era assim que a minha vida estava fluindo, mas tudo mudou drasticamente quando um certo senhor "quase" perfeito, cruzou o meu caminho.
O típico riquinho que imagina que tudo e todos devem dançar conforme a sua música, e fazer tudo o que ele diz ser o certo. Em outras palavras, conheci o oposto de mim, e o pior é tudo o que aconteceu comigo após um maldito encontro.
Sempre fui livre em todas as áreas da minha vida, principalmente a sexual. Para mim, homens servem apenas para serem usados e nada além disso. Compromissos? Jamais! Era só uma ficada e se eu curtisse subiria de posto, de ficante para P.A. (Pau amigo) onde eu me fartava até cansar e depois descartava.
O único momento que cogitei, rapidamente, ter um relacionamento, foi quando vi tudo que Santiago, o namorado da minha prima Analu, fez unicamente para estar ao lado dela em Curitiba. Mas, como eu disse, foi uma loucura súbita e sequer durou mais do que alguns minutos. Pois, naquele momento, era óbvio, que eu nunca iria querer um grude no meu sapato para me ditar regras e exigir exclusividade. A vida é muito curta e tenho mais é que curtir o quanto posso. Até então, esse era meu lema, "pegar sem se apegar", mas como eu disse... tudo mudou...
Mas será que mudou para melhor?
Em alguns aspectos, sim, mas em outros está mais complicado do que nunca.
Será que esse negócio de destino realmente existe?
Se existe eu tenho que procurar o responsável que afirmou isso e fazer uma reclamação por ter colocado um sujeito tão cabeça dura e turrão feito Bruno Fizterra no meu caminho.
Sim! Esse é o nome do dito cujo, que me enlouquece em todos os sentidos, dentro e fora da cama. Por mais que eu tente fugir, acabei caindo nos braços de um Ceo "quase" perfeito.
E será que deu certo?
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>> Capítulo 1
Renata
Dias atuais...
- Renata, levanta logo dessa cama ou vai se atrasar... - minha mãe diz fazendo cócegas em meus pés e eu me fingindo de morta como sempre...
Hoje é um dia muito importante pra mim, não mais que minha noite de ontem, que foi a culpada por me derrubar nessa cama com a sensação de ter sido atropelada por um trator, na verdade foi quase isso mesmo... Um trator de 1,85 metro de altura, atlético, gostoso, que tem meu telefone e um maldito perfume másculo que me deixa louca só de lembrar...
[...]
Algum tempo atrás...
Hoje é uma noite histórica, sabe aquela galera que estudou até a oitava série? E depois disso todos se perderam ou não se viram mais? Mudança de colégio, escolhas diferentes? Pois bem... Hoje é o dia que iremos nos reencontrar. Graças ao famoso aplicativo Whatsapp conseguimos fazer um grupo e reunir parte da galera, mas o melhor vem agora... Estamos todos crescidos com maioridade e muito melhores em relação à fisionomia, bom ao menos eu estou, pois sou um exemplo vivo que mais parecia a Olívia palito de óculos de tão magra que era. Os óculos ainda continuam sendo meus fiéis amigos, já a magreza, se tornou em um belo corpo modéstia à parte. Tomei vitaminas, fiz muita musculação e hoje conquistei o corpo que sempre desejei. Com meus vinte e um anos tenho o famoso corpo violão, e tendo em vista que eu era a mais zoada entre meus amigos, hoje irei surpreende-los. A famosa patinha feia se tornou uma mulher bonita, sensual e muito gostosa. Disposta a beijar e transar com aquele que tiver a melhor pegada, e acreditem que estou indo em busca do homem que irá tirar a minha virgindade. Pois é, eu fiz um juramento a mim mesma que me entregaria aos prazeres carnais após me formar, porque sei da minha loucura, se me entregasse ao sexo e as bebidas eu me perderia muito facilmente. E agora, formada em estética posso me jogar.
E por falar nisso, amanhã é minha colação de grau, prometo não extravasar muito, pois meus compromissos começam pela manhã.
Às 20h estava pronta, como em Curitiba faz muito frio estou bem agasalhada, calça jeans justinha, um body decotado e uma jaqueta vermelha por cima, nos pés uma bota de cano longo e salto fino. Nos lábios um puto de um batom vermelho e enfim... Vestida para matar!
Em minha mente eu idealizei dá uns pegas no Mateus, sempre foi minha paixonite de criança até a adolescência, mas tudo mudou pelo menos nessa noite. Depois que fiquei com ele. Mas o protagonista dessa noite tem outro nome, chamado Arthur...
Com o celular na mão e aflita em busca de um carro de aplicativo que possa me levar até o galpão onde iremos nos encontrar, eu acho um senhor que estava vindo me buscar, mas seu carro acabou a bateria no meio do caminho e então ele me encaminhou outro motorista que já está atrasado a meia hora e eu já estou tendo crise porque a metade da galera já está lá e eu não...
Depois de exatos 43 minutos de espera o tal motorista lesma chega...
- Bênção mãe, bênção vó, estou indo... - digo aos amores da minha vida
- Que Deus te acompanhe. - Minha avó diz
- Juízo hein Renata Arantes! Juízo... - minha mãe me alerta
- Amém vozinha! Juízo é o meu segundo nome mamis... - falo dando um beijo na bochecha de cada uma e saio.
O carro parado tem um vidro todo preto, sendo assim, não vejo de quem se trata o motorista, mas que se dane, eu quero é chegar logo ao meu local de início. Mas assim que entro sou surpreendida por uma voz rouca e um perfume másculo delicioso...
- Boa Noite, desculpe o imprevisto, me chamo Arthur...
Minha voz trava, coisa rara de acontecer já que eu sou uma pessoa que fala mais do que respira. Evito olha-lo, pois posso me perder nele e nem chegar a festa. Pensem em um homem moreno que descreve a música da Alcione, um príncipe negro feito à pincel. É lindo demais! Nossa senhora das calcinhas encharcadas, me abane...
- Oi... Galpão na rua... - tento dá o endereço, mas ele me interrompe.
- Sei do seu destino. - ele diz um pouco mais sério ao perceber que fui fria com ele.
Mas, fria só no jeito de falar, porque por dentro estou pegando fogo. No som do carro toca um samba de Diogo Nogueira, mas é só, estamos em silêncio e só voltamos a nos falar quando ele me deixa onde preciso ficar e me entrega seu cartão dizendo que estará disponível a noite toda. Pego o cartão de sua mão, pago a corrida e enfim um passo grande em minha vida...
- BEM VINDA A VIDA DE PRAZERES MOMENTÂNEOS! - falo comigo mesma
Com o pé direito entro no galpão e não me demoro a encontrar a galera...
- Uau! Como estamos maduros. - falo e em seguida cumprimento à todos
Dou boas risadas e enfim meu primeiro copo de bebida alcoólica... uma cerveja super gelada. E essa foi só a primeira da noite e por sinal teve rumos muito diferentes do que eu imaginei.
Beijei na boca? Claro que sim. Mas não de alguém da escola, e esse mesmo beijo não foi o suficiente para que eu sentisse vontade de transar. Mas uma observação: Eu nunca idealizei a minha virgindade igual novela e em livros de romances baratos que tem que está apaixonada e blá blá blá... E olha que já li vários clichês, mas eu penso diferente... Não sou convencional e o meu objetivo não é encontrar o príncipe encantado e me casar com ele vestida de branco com um véu quilométrico na cabeça... E menos ainda me encher de filhos e ficar como uma louca com a barriga na pia e na beira do fogão... Não é que eu tenha nada contra a quem vive assim, pois sei que muitas são felizes dessa maneira, mas eu almejo outro tipo de vida e ficar grudada para sempre em um único homem está totalmente fora de cogitação.
Bem... Mas voltando ao assunto, meu desejo sempre foi me entregar a alguém sem sentimentos para não me apegar e nem sofrer. Então o homem que me fizesse molhar minha calcinha será o iniciador da minha vida sexual.
Mas o meu grande problema nesse momento é um só. Será que esse cara existe?
"Ela tem força, ela tem sensibilidade, ela é guerreira. Ela é uma deusa, ela é mulher de verdade."
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Renata
As 2:05h da manhã, bêbada e constrangida por não ter cumprido toda minha meta de hoje, eu decido ir embora. Dispenso caronas com segundas intenções, e então eu me lembro agora com segundas intenções, do cartão do uber perdição e ligo para ele.
- Oi... Você me trouxe no galpão hoje, pode vir me buscar? - falo meio embolado devido ao excesso de álcool
- Já estou aqui... - ele me diz com sua voz rouca
Será que ele ficou a noite toda aqui? Estranho. Como ele sabia que eu ligaria?
"Será que ele está com a garganta inflamada? Ou é sua voz normal?" -Penso comigo
Saio do galpão e o encontro encostado em seu carro.
"Uau! Ele é grande." - penso boquiaberta
Caminho até ele cambaleando.
- Oi... - falo tentando não parecer bêbada, o que era praticamente impossível, pois eu estava só o pó da rabiola
- Alguém bebeu um pouco... - ele diz abrindo a porta pra mim
Olho para ele com desdenho e me sento na poltrona do carro. Assim que ele entra pergunto:
- Por que pensa que bebi? - pergunto curiosa
- Porque pessoas bêbadas costumam ser mais simpáticas. - ele diz ligando o carro
Faço uma cara de bunda suja e estalo a boca, contenho uma resposta para não correr o risco dele me deixar na rua e ir embora.
Não sei se é o álcool, mas ele está mais bonito e eu estou reprimindo ela enorme vontade de beijar a boca dele, e posso sentir que seu desejo é o mesmo, porque toda hora que ele passa a marcha sua mão esbarra na minha perna fazendo com que meu corpo todo reaja a esse simples toque por cima da minha calça.
Ao chegarmos próximo ao meu bairro eu digo para ele parar o carro porque estou com o estômago embrulhado, mas é mentira, eu na verdade quero ganhar tempo porque preciso fazer algo para que ele note que estou afim dele.
- Você vai vomitar? - ele pergunta com cara de preocupado
Só não sei se a preocupação é comigo ou pelo carro. Olho para ele com uma cara erótica e digo:
- Não, não é isso que eu quero. - falo passando o dedo em meus lábios
Ele me olha confuso e pergunta:
- O que deseja, então? Não posso ficar com o carro parado aqui, é perigoso. - ele diz aflito
Respiro fundo e meto a descarada, afinal nunca tive vergonha de nada nessa vida, e sabendo que terei que apelar, que seja ao menos sexy.
- Olha... Eu vou ser sincera com você, eu quero um beijo seu. - falo forçando uma voz sensual
Ele quase se engasga, passa a mão na cabeça e diz:
- Você é uma menina. Isso não é certo. - ele diz receoso
Reviro os olhos para ele e digo:
- Sabia que você era um banana... Me leva embora. - falo me prendendo ao cinto.
Ele fica imóvel por alguns minutos e então pergunta:
- Quantos anos você tem?
Eu sem paciência para o assunto e já ressecada respondo:
- Vinte e um anos!
Ele me olha de cima abaixo, dá um ligeito sorriso e fala:
- Vou te mostrar quem é o bananão.
E ali mesmo parados dentro do carro na entrada do meu bairro, eu perdi a minha virgindade, com um negão enorme, gostoso, cheiroso e com três pernas. Se é que me entendem!?
Ele quase teve uma síncope nervosa quando eu contei que era virgem. Ficou nervoso, mas engatou uma segunda marcha e as 05:15 da manhã eu cheguei em casa parecendo que sentei em cima de um toco de árvore, e que minha piriquita estava igual boca de sacola de lixo.
Agora vocês entendem o tamanho do trator que me atropelou, não é mesmo?
[...]
Dias Atuais...
Com dificuldade, abro apenas um olho, e enxergo minha mãe me encarando raivosa.
- Quer saber? Que se dane! Se não quiser levantar não levanta. - minha educada e gentil mãe fala
Sejam bem vindos a minha vida, a única que tem a cabeça no lugar é minha vozinha que é uma santa, já a senhorita minha mãe e eu... Boca mais suja que bueiro...
Me espreguiço na cama e meio sonâmbula caminho até o banheiro. Sento no sanitário para fazer xixi e quando vou me secar sinto uma ardência e então lembro daquele pênis que parecia um litrão de cerveja de tão grande que esteve por aqui, levanto meus braços e digo:
- Virgindade perdida com sucesso sem risco de ter ficado vestígio ou nada parecido. Ele usou preservativo, mas por via das dúvidas vou passar na farmácia e comprar a pílula do dia seguinte. Porque correr o risco de engravidar de um desconhecido era fora de cogitação.
Entro no banho e começo a pensar no que aconteceu, não saiu como eu idealizei, mas foi produtivo...
Enrolada na toalha pego meu celular e tem uma mensagem do homem pau de metro.
- Oi doida, espero que tenha dormido bem. Eu estou até agora sem acreditar no que me fez...
Jogo o celular de lado, não quero assunto por agora.
E então segui minha vida.
Após a formatura larguei o meu emprego de atendente numa clínica odontológica e fui trabalhar numa clínica de estética aqui mesmo. Porém nas horas vagas eu comecei a fazer cursos de maquiagem, depilação, sobrancelhas e até de extensão de cílios. Hoje tenho inúmeros cursos, mas me falta grana para eu abrir a minha própria clínica. Mas em breve eu sei que esse sonho será realizado.
Sobre Arthur, a gente ainda se vê, mas nada além de encontros prazerosos. Além do mais tenho o Mateus também e assim vou aproveitando cada minuto da vida. Na verdade, eu nunca tive vontade de ter ninguém, a única coisa que me fez ter um fio de esperança de ter um alguém foi ver o namorado da minha prima Analu se deslocar de São Paulo até aqui para ficar com ela. Isso foi tão romântico, mas não me vejo nessa situação.
Quando Analu chegou aqui eu vi que ela precisava de um Upgrade na vida, estava muito tristonha devido a perda da sua avó, então a levei para sair e fiz o máximo de companhia possível enquanto ela estava por aqui. Até porque eu não sabia quando iria vê-la novamente, mas um convite inusitado mudou minha vida de ponta a cabeça, um e-mail para uma entrevista na BellaRosa meu sonho de consumo. Mas para isso eu precisaria de minha prima e como eu já imaginava, ela topou. Essa semana estou indo para o Rio de Janeiro de mala e cuia, para enfim engatar uma nova fase da minha vida. E algo me diz que terei grandes surpresas naquela cidade maravilhosa.
Continua...
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