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Nossa babá

Nossa babá

Autor:: Petite_Fleur
Gênero: Romance
" __ Mesmo que passássemos o dia todo negando o que sentimos, toda noite o desejo se fazia presente, sendo tão forte quanto o amor que sentimos por ve-la ao lado de nossa filha. Respirei fundo, sentindo o ar me faltar. Finalmente eles aceitaram, finalmente! " Luisa foi na residência dos Riveiras na intenção de conseguir um emprego, de lutar pelos seus sonhos. Lá ela encontrou algo ainda maior, que sempre sonhou e nem mesmo imaginava; o amor, uma família. Mas não um amor qualquer, um poliamor.

Capítulo 1 Primeiro capítulo

LUÍSA ALVES

Joguei as chaves do apartamento em cima do criado mudo, largando o meu corpo sobre o sofá. Mais uma entrevista de emprego, mais uma esperança que não deixou de ser isso, mais um "não" bem grande, e dolorido, que recebi hoje.

Vim ao Estados Unidos acreditando que seria mais fácil, que as vagas de emprego iriam dar a volta na esquina. Alguém avisa? Me ferrei bem bonitinho, não é exatamente o que eu estava pensando, mas é fato que é bem melhor do que no Brasil. Nessa parte eu não me enganei.

Olha que não estou exigindo muito, nem mesmo aquele emprego absurdo que sei que mereço. Estou procurando uma vaga de babá, continuar na profissão que estou desde que cheguei aqui. O menino que eu cuidava cresceu, não precisa mais de babá, então eu fui demitida a um mês. Desde então não parei de correr atrás nem por um momento, mas estão me negando a vaga pela minha idade.

Bom, alguns me falaram isso, mas sei que o meu corpo me atrapalhou um pouco. Sou morena e de genética Brasileira, ou seja, eu sou gostosa para um caralho. A bunda durinha, e grande, coxas grossas, a cintura fina e os seios medianos. Vi o olhar inseguro de muitas mulheres em cima do meu corpo, assim como o de interesse de seus companheiros.

É gente, ser gostosa não é tão fácil quanto parece.

__ Boa noite gatinha.--- Luna, minha melhor amiga e colega de apartamento, declara abrindo a porta.

__ Boa noite minha vaquinha.--- Abro os meus braços na sua direção, sentindo o seu abraço apertado.

Lua, a forma carinhosa que a chamo, foi uma das primeiras pessoas que conheci assim que cheguei aqui. Foi ela quem me deu muito apoio e carinho nessa jornada, se não desisti e voltei ao meu país foi pelo apoio incondicional dessa louca.

__ Como foi a entrevista de emprego?--- Pergunta se sentando ao meu lado, repousando os seus pés em cima do criado mudo.

__ Adivinha só.--- A desafio com a sobrancelha, sabendo que a mesma já sabe a resposta.

__ Qual foi a desculpa da vez?--- Pergunta.

__ Falou que sou muito nova, mas vi que foi pelo fato do marido não ter tirado os olhos da minha bunda.--- Conto e a mesma rir.

__ Deve ser corna e nem sabe.--- Minha amiga aponta e foi impossivel não segurar a risada.

__ Mas até prefiro não ser chamada, já pensou se eu sofro assédio?--- Pontuo.--- Vou dar um chute bem gostoso nas bolas, mas sabemos que é sempre a mulher que sai como a errada, não o macho escroto.

__ Tenho que concordar com isso, essa sociedade machista nunca muda.--- Revira os seus olhos irritada.

__ Quem sabe eu não tenha mais sorte na entrevista de amanhã?--- Tento soar positiva.

__ Oremos por isso.--- Apoia.

__ Bom, vou tomar banho.--- Declaro me levantando, pegando a minha bolsa.

Beijo a sua testa e faço o caminho do meu quarto, indo direto ao meu closet. Guardo as coisas no lugar e pego uma calcinha de renda branca e uma blusa longa sem mangas na cor preta. Saio do quarto, passo na área de lavar roupa e pego a minha toalha, indo tomar o meu banho.

Retiro as minhas roupas, sentindo um alívio nos meus seios ao retirar o sutiã. Como fiquei na rua o dia todo, não consegui retirar o leite do meu peito, o que resultou no mesmo empredar e ficar bem pesadinho. A dor que dar quando isso acontece é de outro mundo. Rapidamente pego a bombinha, ignorando a dor ao retirar o máximo de leite possível.

Desde pequena tenho um problema hormonal, o que resultou na fabricação de leite materno mesmo sem ter filho. Até poderia tomar um remédio para tratar, mas não é algo que me incomode muito e posso até ajudar outras crianças doando o meu leite, por isso decidi manter.

Ao terminar, mergulho o meu corpo embaixo do chuveiro, respirando fundo. Deixo que todas as tensões do meu corpo saia junto do fluxo de água, deixando-me mais leve e tranquila. Doí saber que perdi muitos trabalhos porque os homens mal conseguem guardar o seu pau nas calças, onde é o lugar deles. Mas o que eu posso fazer com isso? Nada, nunca temos nenhuma escolha que não seja aceitar e sair. Nada que formos fazer adianta.

Aí, espero mesmo que eu consiga o de amanhã. Não suporto não ter dinheiro para comprar as minhas coisas, me mimar do jeito que mereço. Não gosto de deixar as contas do apartamento apenas para Lua, sinto-me mal com isso. Mesmo morando na casa dos meus patrões, é muito normal ter essa exigência, sempre ajudei com as contas, assim eu teria uma casa para retornar caso algo vinhesse a dar errado.

Desligo o chuveiro e pego o shampoo, passando pelos meus enormes fios pintados de loiro. Meu cabelo originalmente é moreno, mas estou sempre descolorindo para ficar aquele loiro bem branquinho, acho que combina mais comigo. Enxaguo o mesmo, passo o tonalizante para manter a cor e por último o condicionador. O segredo de ter um cabelo loiro bonito é cuidar bem dele.

Termino o meu banho e coloco a roupa que separei, estendo a toalha e deitei ao lado da minha amiga no sofá. Além de ser minha melhor amiga, Luna é a única pessoa em quem realmente confio e amo. Vim para Nova York em busca de uma vida digna, mas para esquecer tudo que tem haver com o meu passado também. Não quero nunca mais me lembrar das pessoas que me criaram, de como os meus próprios preferiram as drogas invés da filha. Eu fui só um erro, uma camisinha furada. Palavras que sempre escutava de ambos e não minha.

Desde sempre sou eu por mim mesma! Sabia que se eu quisesse mudar de vida teria que fazer isso sozinha, então cai de cabeça nos estudos, aprendi o inglês e ainda consegui passar em uma faculdade daqui. Conquistei a minha emancipação e vim embora, jurando nunca mais voltar àquele país ou às lembranças que vem com ele. Agora eu sou uma mulher de Nova York e farei o possível para me manter aqui.

Me formei em culinária, a comida é a minha paixão. Não tive a chance de exercer a minha profissão, mas estou correndo atrás dela e enquanto não acontece, cuido de crianças já que as mesmas são a minha paixão.

__O que faremos para comer?--- Pergunto.

__ Vamos pedir alguma coisa.---- Sugere.--- Estou sem vontade nenhuma de ir para a cozinha.

__ Estou sem um dólar sequer no bolso, para gastar, só tenho o dinheiro da passagem de amanhã.--- Levanto as minhas mãos tirando o meu da reta, explicando o motivo.

__ Eu pago hoje.--- Ela dá de ombros.--- Aí quando você ganhar dinheiro paga a próxima rodada.

__Aí sim.--- Concordo com a cabeça.--- Você sabe os sabores que eu gosto, escolhe ai.

Lu concorda com um aceno de cabeça, pega o seu celular e começa a ver a pizzaria que a gente sempre pede.

Aceitei que ela pagasse, não tem nada disso de orgulho. Sempre fizemos isso, uma ajudando, ou bancando o lanche, a outra quando necessário. Não temos que ter vergonha por estar desempregado, sem dinheiro, devemos sentir vergonha se você não faz nada para mudar tal situação.

__Pedi de camarão, vai vim um daqueles brotinhos doce.--- Lu comunica, colocando o celular ao seu lado.--- Tomar o meu banho também, já volto.

Concordo com a cabeça e pego o controle, zapeando pela Netflix. Acho que já vi todos os filmes, que possam me interessar, do site. Realmente não fui feita para ficar sem fazer nada, sou agitada demais para ficar o dia todo sentada. Sei que é estranho falar isso e vou negar até à morte, mas sinto falta da correria do trabalho, de chegar no final da noite cansada pelo dia, mas com a sensação de que fiz algo de útil durante o dia.

__ Perfeito.

__ Que hors é a sua entrevista amanhã?--- Pergunta.

__ Às dez da manhã. Pelo que entendi é na casal daquele empresário que não sai da televisão, por causa do relacionamento dele.--- Conto.

__ Domenick Riveira?--- Concordo com a cabeça.--- Pensei que ele contratasse por empresas.

__Contratava.--- Confirmo com um aceno de cabeça.--- Mas muitas babás maltratava as crianças, umas não conseguiam lidar com a pequena direito, os pais parece que são bem exigentes também e de outras ela nem gostava. Na verdade ela não gostou de nenhuma das últimas, parece que fazia um escândalo enorme.

__ Ela tem quantos anos?--- Pergunta.

__ Seis meses.--- Conto e a minha amiga arregala os olhos.

__ Só isso e já inferniza a vida das babás?--- Lua não esconde a sua surpresa.

__ Ela deve ter medo de fazerem as mesma coisas que as primeiras, é normal tadinha.--- Defendo a pequena antes mesmo de conhecê-la.--- É compreensível.

__ Isso é verdade amiga, todo mundo faria a mesma coisa no lugar da pequena.--- Dá de ombros.--- Fico triste por pessoas que fazem isso com crianças, parece que não tem coração.

__ Eu concordo amiga, muita judiação.

__ Mas será que ela vai gostar de você?--- Pondera.

__ Você sabe que quando o assunto é criança eu sou super paciente.--- Pontuo.--- Vou conquistar ela aos pouquinhos.

__ Você tem jeito com criança, não tem uma que não goste de você.--- Minha amiga acusa.--- Lembra da minha sobrinha? Se bobear ela gosta mais de você do que da própria mãe.

__Eu não tenho culpa disso, é um don.--- Defendo-me.--- Eu não sei? Sua irmã deve me odiar por causa disso, ela parece ser bem ciumenta.

__ Deve não amiga, ela odeia.--- Confirma.

__ A primeira pessoa que não cede aos meus encantos, triste.--- Brinco arrancando uma risada das duas.

Lua abre a sua boca, pronta para falar alguma coisa, mas é interrompida pela campainha. Ela se levanta e pega o dinheiro na carteira, abre a porta e paga a pizza, dando a tradicional gorjeta ao entregador, antes de fechar e colocar tudo na bancada da cozinha.

__ Ainda bem que chegou rápido, estava faminta.--- Declaro me levantando, ajudando ela pegar os copos e abrir as coisas.

__ Novidade será o momento em que você não estiver cheia de fome.--- Implica comigo, tirando um pedaço da pizza.

Eu, sendo bem madura como sempre, lhe dou lingua e pego um pedaço da pizza. Vamos jantando/lanchando batendo altos papos, soltando grandes risadas em meio a esses momentos. Quando nós damos por satisfeitas guardamos o que sobrou, jogamos fora o que foi preciso, e nos recolhemos para dormir.

Amanhã Lua acorda cedo para trabalhar, ela é advogada, e eu acordo cedo para a minha entrevista. Quero chegar no horário certinho para dar uma boa primeira impressão. E se tudo der certo sairei daquele lugar empregada.

Dizem que pensamentos positivos atrai coisa boas, então chegarei amanhã toda positiva. Eu preciso desse emprego, eu quero esse emprego, ele será meu!

Capítulo 2 Segundo capítulo

LUÍSA ALVES

Mordo o meu lábio inferior, ficando de lado no espelho a fim de encarar melhor a minha roupa. Estou usando uma calça jeans com alguns rasgos pela coxa, são detalhes mesmo, um top de renda preto que está sendo coberto por uma jaqueta de couro da mesma cor, combinando com a minha bolsa e salto no estilo coturno.

Decidi que não vou muito formal, afinal não estou competindo por uma vaga em um escritório. Quando escolhi esse look ele me parecia perfeito, o problema agora é a minha bunda que ficou muito maior do que imaginei. Devo trocar? Estou com medo que me achem muito atirada, mas sei que qualquer roupa que eu colocar vai ficar assim.

Ah, quer saber? É uma bunda, ela vai se fazer presente independente da roupa, então eles não têm outra escolha que não seja me engolir assim. Faço uma maquiagem simples, contornando os meus lábios com um batom nude. Deixo o meu cabelo solto e saí do quarto me sentindo linda, é o que importa.

Esquento um pedaço da pizza de ontem e tomo como café da manhã, aproveitando a minha própria companhia. Ao terminar escovo os dentes e saio de casa, esperando no ponto de ônibus o transporte que leva até o local do meu futuro emprego.

Com um pouco da demora de sempre, entro nele às oito e quarenta da manhã. A mansão fica na parte mais nobre da cidade e para completar a minha sorte não tem um ônibus que vá direto da minha casa, por isso tive que fazer uma baldeação e enfrentar um pouco do trânsito da cidade que nunca dorme, só então chego no meu destino.

__ Que casa discreta né?--- Debocho encarando os enormes portões se abriram, revelando um lindo e perfeito jardim.

Perto dos degraus que dá na entrada, observo uma senhora estender sua mão. Um sinal para que eu vá na sua direção e assim faço.

__ Olá querida.--- A senhora de cabelos grisalhos me comprimenta com um sorriso.--- Sou Amanda, a governanta da casa.

__ É um prazer conhecê-la Amanda, sou a Luisa.--- Respondo com o mesmo sorriso, estendendo a minha mão para lhe comprimentar.--- Vim pela vaga de babá.

__ Eu sei querida, meus chefes estão lhe esperando.--- Fala acolhedora.--- Chegou um pouquinho antes do horário, ficamos surpresos.

__ Espero que de uma forma boa.--- Falo meio nervosa.

__ Sim, claro que sim.--- Concorda enquanto vai me guiando.--- Eles gostam muito de pontualidade.

Bom, é um bom sinal. Espero que esses minutinhos conquiste alguns sinais com eles, afinal qualquer coisa vale.

Ela bate à porta e depois de uma voz grossa mandando a gente entrar, só depois que a gente abre a porta que entramos. Confesso que não estava preparada para o que iria ver, são três deuses gregos literalmente.

__ Senhores essa é a senhorita, Luisa.---Ela apresenta.

Sentado na cadeira, reconheci pelas fotos, estava o senhor Domenick Riveira. Ele aparenta ser o mais velho dos três, tendo uma barba muito bem feita, um rosto sério e o corpo de tirar qualquer pessoa de sua concentração. Em pé, atrás dele ao seu lado esquerdo estava um homem negro, aparentemente o mais novo, com o cabelo baixinho e os lábios grossos, com um físico igualmente bom. Do outro lado um homem branco, o único sem barba, com uma cara séria também. De longe eu podia perceber que ele tinha os olhos mais lindos de todos.

Uma pose de poder, muito intimidadora.

__ Pode deixar que nós apresentamos, Amanda.--- Domenick fala, trazendo-me arrepios pelo corpo todo.--- Pode se retirar, vá cuidar da pequena.

__ Sim senhor.--- Se vira.--- Boa sorte querida.---Sussurra para que apenas eu venha ouvir.

__Obrigada.--- Falo no mesmo tom, vendo ela sair.

__ Aproxime-se, Luisa.--- O que estava do lado direito fala com a voz firme.--- Garanto que não iremos te morder.

Mordo o meu lábio inferior em sinal de nervosismo. Sinto como se estivesse entrando na cova dos lobos, eles me intimidam e excitam ao mesmo tempo, tem como algo assim acontecer?

Sinto o olhar dos três sobre os meus lábios, fazendo com que eu desfaça o ato no mesmo momento. Caminho na direção deles, ficando ao lado da cadeira, escondendo o quanto que eles me provocam. São um casal de gays, nunca ficaram com mulheres e mesmo que ficassem não seriam comigo, serei a babá da filha de todos.

__Não vai se sentar?--- O mesmo que me mandou se aproximar pergunta.

__Prefiro ficar de pé.--- Declaro firme.

Se eu me sentar vai aumentar a pose deles, deixando-me ainda mais frágil perante eles, então decido por me manter de pé. Estava sentada no ônibus mesmo, então não vai me incomodar.

__ Me chamo Thomaz.--- O homem negro se apresenta.--- Meu esposo Tryler.--- Aponta para o que estava de pé também.--- E, como você deve saber, meu marido Domenick.

__É um prazer conhecê-los.--- Declaro com um sorriso simpático, disfarçando a tremedeira em minha voz.

__ Trouxe o seu currículo?--- Domenick pergunta, ignorando a minha fala.

Concordo e retiro o mesmo da pasta, entregando em suas mãos.

__Já trabalhou como babá?--- Thomaz pergunta.

__Já sim.--- Concordo com a cabeça.--- Fui demitida recentemente porque a criança que cuidava não precisava mais de uma babá. Minha antiga patroa me indicava para as suas amigas, assim sempre que tinha um evento eu cuidava, então já peguei crianças de todas as faixas etárias.

__ Isso é bom.--- Tryler e fala e todos concordam.

__Teria problema em morar na nossa casa?--- Thomaz pergunta.

__Não, já estou acostumada.--- Dou de ombros.--- Muitos pais pedem isso.

__Sua carga horária vai ser um pouco mais de oito horas.--- Domenick avisa.

__Não tem problema.--- Fala no segundo seguinte,

__Tem quanto anos, Luisa?--- Domenick,

__Vinte e dois senhor.

Ele concorda com a cabeça e não fala mais nada, apenas lê com muito cuidado o meu currículo, as cartas de recomendações que trouxe também. Os três liam tudo com muito cuidado, fazendo perguntas em alguns momentos. Ao terminarem possuem um olhar satisfeitos, parecendo conversar entre si.

Através do olhar da para perceber o quanto se amam,o quanto a conexão deles é forte, afinal se entendiam sem precisar abrir uma boca se quer.

__Vamos subir e ver como você se porta com ela!--- Tryler declara se levantando, sendo acompanhado pelos outros.

Concordo com a cabeça, segurando o sorriso. Dificilmente chego nesse nível, geralmente sou dispensada de primeiro. Isso deve significar algo bom, acho que consegui impressionar os três. Bom, se querem ver como eu me saio com a pequena é porque estão considerando me contratar, isso é fato.

Saímos do escritório e refizemos aquele caminho todo, chegando na saída subimos a escada que tem. Viramos à direita e na primeira porta já tinha um enfeite, deixando claro que aquele era o quarto da bebê. Do lado de fora, já escutamos o seu chorinho, deixando o meu coração pequeno de mais.

__O que aconteceu?--- Tyler declara preocupado, abrindo a porta.

__ Não sei senhores, ela acordou chorando e não há nada que a faça parar.--- Amanda declara visivelmente desesperada.

Os três se mostraram muito preocupados, é nítido o quanto a amam.

_ Me dê ela aqui.--- Domenick estende os braços e pega a filha.--- É o papai amor.

Fala carinhoso, nem de longe é o homem que estava a me intimidar, que agora está tentando acalmar a filha que só chora.

Ele a balança, brinca e nada faz parar, deixando á todos ainda mais desesperados.

__ Deixa eu tentar.--- pede Thomas.

__ Faz um tempo que ela tem esses choros e ninguém entende.--- Amanda explica parando ao meu lado.

__ Ela tem seis meses né?--- Pergunto desconfiada.

__ Quase oito, os sites erraram isso.--- Conta.

Concordo com a cabeça e vasculho os meus olhos pelo quarto, parando o olhar no pote de álcool em gel.

__Posso?--- Pergunto apontando para o mesmo.

Um pouco confusos, eles concordam e eu vou até o pote, passando uma quantidade em minhas mão. Ergo um pouco a manga da jaqueta, coloco a bolsa na poltrona e me aproximo da pequena, que agora estava no colo de Trayler. Pego ela no colo, aninhando bem no modo noiva, abro a sua boquinha e vejo o monte elevado na gengiva.

__O meu amor, esse dentinho ta te machucando é?--- Pergunto com a voz mais doce.

Vou com ela até o trocador e á deito ali.

__Eu acabei de trocá-la.---Anuncia Amanda.

__Eu vou fazer outra coisa.--- Explico.

Levanto a blusinha do seu pijama, tirando a calça também, deixando ela apenas com a fralda.

__ Abaixa um pouquinho a luz e aumenta o ar para que ela não sinta frio.--- Peço, passando um pouco de creme nas mãos.

Amanda vai fazer o que eu peço e os três pararam do meu lado, atentos em cada movimento meu.

Coloco as minhas mãos no centro do seu tórax, movimentando elas na direção das axilas em uma massagem. Repito esse movimento dez vezes, vendo ela diminuir um pouco o som do choro. Agora parto do tórax e vou até os ombros, na mesma quantidade da outra. Depois seguro no seu pulso como se fosse um bracelete, fazendo a mesma coisa com a outra mão, mas dessa vez no seu ombros, descendo aquela mão pelo seu braço, como se fosse uma rosca. Faço umas dez vezes em cada braço.

A pequena Ema, nesse momento, já me encara toda sorridente. Seus olhos são cinzas, extremamente lindos.

__ Agora está mais relaxada né meu amor?--- Pergunto sorrindo para ela que já fazia seus sons fofos de bebê.

Antes de continuar fazendo as massagens eu pego a chupeta e coloco na boca dela, permitindo que seja uma auxiliar na coceira que trás também.

Quando termino de fazer a massagem ela já sorria livremente.

__ Nessa idade os dentes começam a aparecer, eles incomodam a gengiva, trazendo coceira e até mesmo uma dor pequena.--- Pego ela e começo a explicar.--- É bom comprar brinquedos próprios para ela morder, ajuda na coceira. Aconselho que comprem uma luva de silicone, própria para isso, assim poderão ajudá-la quando começar a chorar.

__E isso que você acabou de fazer foi o quê?--- Tryler pergunta curioso.

__ É a massagem shantala, uma técnica usada para o relaxamento do bebê. Reduz o estresse, diminui as tensões e por consequência a dor pelo nascimento dos dentinhos.--- Explico a técnica que acabo de usar.

__ Seja o que for, parece uma mágica.--- Tryler comenta divertido, pegando a pequena que era só sorrisos para os pais.--- Olha como ela está feliz agora, nem parece que estava se acabando de chorar a poucos minutos.

__ Eu posso ensinar a vocês, caso queiram.--- Ofereço-me.--- Ou podem aprender pela internet também.

__ Não será necessário, gostaríamos que estivesse aqui da próxima vez que a nossa filha precisar.---- Thomaz é quem fala desse vez, totalmente decidido da sua decisão.

__ Isso significa que serei contratada?--- Pergunto só para ter certeza que escutei corretamente, segurando o sorriso que queria sair de meus lábios.

__ Isso significa que você está contratada.--- Domenick afirma.--- Desça comigo, assinaremos o contrato e você poderá ir para a sua casa e arrumar as suas coisas, o motorista ira te buscar a noite e amanhã você inicia.

Solto um sorriso animado, concordando com a cabeça. Não sei se fiquei semelhante a uma criança, mas estou muito feliz e animada com essa notícia. Finalmente um trabalho, finalmente!

__Até mais tarde princesinha.--- Seguro na mão da pequena, dando um beijo em sua testa como despedida, descendo as escadas para acompanhar o seu pai mais velho.

Domenick me apresenta o contrato, explica-me algumas coisas e assino o mesmo. Uma cópia dele ficou comigo, enquanto o original está com ele. Agradeço pela oportunidade e saí de sua casa com um enorme sorriso, sendo acompanhada pelo seu motorista que iria me levar em casa.

Sabe como dizem, né? Dias de lutas e dias de glória, ainda bem que agora estou nos meus de glória e irei aproveitar cada momento dele, não sou boba.

_❤_

Estão gostando?

Capítulo 3 Terceiro capítulo

DOMENICK RIVEIRA

Dou um tapa na bunda de Thomas, arrancando um sorriso seu. Beijo os lábios de Tryler, que me corresponde com fervor e urgência, saindo de dentro do box, deixando os dois se divertirem. Já tive a minha rodada, com ambos, agora é com eles.

Escovo os dentes, escutando o gemido de prazer soar como se fossem a mais bela melodia em meus ouvidos. Temos uma vida sexual muito ativa e me orgulho muito disso, cada momento com eles é único e só a gente sabe o quanto nos completamos tão bem, seja na cama ou na vida.

Nenhum de nós três nunca ficamos com uma mulher, nunca sentimos tesão por nenhuma mulher. Posso falar por mim mesmo ao afirmar que já tentei, já quis muito sentir alguma coisa que fosse por alguma mulher, mas é mais forte que eu e apenas os homens me interessam.

Depois que conheci esses dois, Thomaz passou um tempinho sendo o meu secretário e quando nos aproximamos acabei conhecendo o seu namorado, Tryler. Quando os conheci o fogo foi instantâneo, só conseguia imaginá-los gemendo em meus braços, só conseguia me imaginar com eles. Depois disso eu me assumi como sou, gay com um relacionamento a três, o que é extremamente gostoso.

Depois de cinco anos juntos tomamos uma importante decisão, tentar ter o nosso primeiro filho, que acabou se tornando filha, a nossa princesinha Ema. Procurei uma barriga de aluguel, tomei total cuidado para escolher uma mulher boa, e saudável, para gerar o meu pacotinho de amor. Ao escolhermos, acompanhamos cada momento da gestação e quando a nossa pequena Emma chegou foi a realização de um sonho, nunca nos sentimos tão felizes quanto naquele dia.

Estamos realmente construindo a nossa família, mesmo que a sociedade não Aceite isso. Estamos felizes com a nossa escolha, completos de uma forma que não da para se explicar e no final de tudo e apenas isso que importa; ser feliz.

Quando descobrimos que algumas babás batiam na nossa filha, vi pela câmera de segurança, foi o fim do mundo, a sensação era de que estavam arrancando um pedaço do meu coração. Mas acabou respondendo uma dúvida, afinal o comportamento meio sério que a nossa filha estava tendo finalmente fez sentido.

Fiz um escândalo e tive que me vingar daquelas mulheres sem coração, capaz de fazer mal a um bebê. Infelizmente Emma ficou com trauma disso, tem afastado todas as babás e as que não saem correndo, afinal ficamos em cima para ter certeza que não vai machucar a pequena. Espero mesmo que essa babá de agora, Luisa, se dê bem e fique de vez. Só vou conseguir trabalhar mais tranquilo tendo certeza do bem estar da minha filha. Acredito que a mesma coisa acontece com os meninos.

Visto um terno de linho preto, penteando o meu cabelo. Os meninos se arrumam, eles trabalham na minha empresa mesmo, e descemos as escadas na direção da cozinha.

__ Bom dia.--- Declaramos ao encontrar a babá já de pé, dando o mamar da nossa filha.

__ Bom dia meninos.--- Sua voz doce nos saúda.--- Escutei o chorinho vindo do quarto da pequena e fui vê-la, era o dentinho incomodando.

__ Depois me passa o nome das coisas que falou que ajudariam ela nessa fase.--- Peço pegando uma xícara de café.

__ Passo sim, mas se quiser pode ver pela internet também, é mais facil.--- Dá de ombros.

__ Prefiro a sua lista, você já sabe quais são os melhores e quero que a minha pequena tenha tudo do melhor.--- Explico chegando perto delas, dando um beijo na testa de Emma que me presenteia com um enorme sorriso.

__ Se prefere assim. Vou anotar as coisas, com as lojas que conheço que são boas, ai eu te mando.--- Ela fala.--- Vocês já começaram a introduzir fruta na alimentação dela?--- Pergunta.

__ Estamos esperando ela completar um ano para começar a dar essas coisas, por enquanto estamos nas substância e leite mesmo.--- Tyler fala carinhoso.

__ Essa mocinha é uma pequena gulosa, toda hora quer mais.--- Thom brinca, olhando todo bobo para a filha.

Apoio o meu corpo na pia e fico calado, apenas observando a introdução deles. O meu marido começa a brincar com a nossa bebê, que está no colo da babá. Ambas sorriam, enquanto o olhar de Luísa brilhava, é perceptivo o seu amor por criança.

Abaixo o meu olhar, examinando o seu corpo. Luisa veste um macacão preto, colado ao seu corpo, com uma jaqueta jeans e um tênis branco. Se fosse em qualquer outra pessoa a roupa ficaria normal, mas por algum motivo nela parece acentuar cada uma de suas curvas, marcando bem a sua bunda, e que bunda, valorizando o seu corpo. E que corpo! Sou obrigado a admitir, nunca conheci uma mulher tão gostosa quanto ela.

Pera, o que? Eu estou achando uma mulher gostosa? Isso não está normal, tem algo de errado comigo.

__ Por que não começaram a dar frutinhas, ou outra coisa, á ela?--- Sua voz doce, ao mesmo tempo curiosa, faz com que eu venha despertar dos meus pensamentos e focar na conversa deles.

__ Uma babá nos falou que é só com um ano que pode começar, ela explicou que antes disso pode fazer mal ao bebê.--- Conto, colocando a xícara na pia, cruzando os meus braços na altura do peito.

__ Ela, com certeza, não é uma babá.--- Nega com a cabeça.--- Ela tem pedido muito leite porque não está mais alimentando ela, já passou da hora de dar frutas e mais coisas na alimentação. Podem pesquisar na internet.

Pego o meu celular e pesquiso o que ela disse, sentindo um profundo ódio da babá que falou isso. Minha filha está sentindo fome o tempo todo por causa do que ela disse, isso não vai ficar assim mesmo.

__ Posso iniciar essa introdução alimentar?--- Pede a nossa permissão.

__ Claro, Luisa, agradeceríamos muito por isso.--- Tryler é quem fala dessa vez.

__ Querem participar?--- Pergunta virando na nossa direção.

__Eu vou buscar a camera.--- Meu marido Thomaz fala, saindo em disparado para o nosso quarto.

__ Vou desmarcar as suas primeiras reuniões do dia.--- Tryler fala carinhoso, rodeando a minha cintura com as suas mãos.

__ A do dia todo meu amor, é melhor.--- Beijo os seus lábios.--- Vamos ficar o dia todo com a nossa filha, dar mais atenção a nossa pequena.

__Eu amei a idéia meu lindo.--- Corresponde o meu selinho, se afastando com o celular em mãos.

__O senhor que ficar com ela enquanto preparo as coisa?--- Oferece.

Concordo com a cabeça e pego a minha filha no colo e fico brincando com ela, deliciando-me com cada sorrisinho seu. A sensação que tenho é que estou no céu, sinto isso sempre que estou com a minha filha no meu colo. Ela é a minha luz, a razão dos meus dias.

Luisa coloca a cadeira de bebê e pega um babador, ela pega uma maçã e descasca a mesma. Ela pega a mesma e corta, colocando em pedacinhos no liquidificador e bate um pouco, tornando a mesma uma pastinha cremosa que ela coloca no potinho.

Quando a mesma terminou, foi o tempo dos meninos retornarem, Tryler já tinha liberado o nosso dia e Thomaz já estava segurando a sua camera, tirando algumas fotos da nossa bebê que era só sorrisos. É tão bom vê-la assim, sem aquele seu choro que parece partir o nosso coração.

__Pode colocar ela na cadeira.--- Luisa autoriza e assim faço.--- Agora eu coloco esse babor nela e quem vai dar a ela?--- Pergunta se virando na nossa direção.

__ Acho melhor você dar, é bem capaz de um de nós três acabar fazendo alguma merda.--- Thom fala e concordamos, é bem a nossa cara acabar derramando toda a comidinha da pequena nela mesma.

__ Posso começar a filmar?--- Thom pergunta, claramente ansioso.

__Pode sim.--- Luisa confirma com a cabeça.

__Vai meninos, apresenta.--- Thom fala.--- Quando a nossa filha crescer ela vai ver esse vídeo e eu quero que seja inesquecível para ela, por toda a eternidade.

Acho que esqueci de comentar; Thom vê um significado nas coisas simples, tudo para ele é grande demais, principalmente quando tem haver com a nossa família. Digamos que ele é o mais emocionado de todos nós, e tá tudo bem, o amo do jeitinho que ele é.

__ Amor, não precisa.--- Sou terno, vendo ele fazer carinha triste.--- Tudo bem, eu faço.

__ Isso ai meu amor, muito obrigada.--- Ele solta um sorriso lindo.--- Agora vamos começar em três, dois e gravando.

__ Emma, aqui é o seu papai Ty e o papai Dom, quem está filmando é p Thom.--- Começa Tryler.--- Essa daqui é a sua babá, Luisa.--- Lu dá um aceno para a câmera.--- E essa é você meu amor, olha como você é a coisa mais linda das nossas vidas.

__ Hoje é o dia que você vai comer fruta pela primeira vez, Emy.--- Falo carinhoso, usando de seu apelido.--- Queríamos registrar esse momento para dar ótimas gargalhadas com você, futuramente, e usar o mesmo para espantar qualquer pessoa que queira chegar perto de você, com intenções maldosas.

__ Ninguém toca na nossa princesinha.--- Thom me dá apoio, arrancando um sorriso de meus lábios.

__ vamos começar logo, antes que vocês façam a pobre passar mais vergonha ainda.--- Luisa declara com um sorriso, saindo em defesa da pequena.

Luisa pega um pouco com a colher, que é própria para bebê, raspando o excesso na beira do pote. A quantidade que fica, e ela julga ser suficiente, a mesma leva até a boca da minha filha que se abre, recebendo de bom grado. Emma faz os seus deliciosos sons de bebê, parecendo gostar bastante da fruta. Gostou tanto que bateu a mão no pote e levou a boca, tentando chupar o que ficou em suas mãozinhas.

__ O meu Deus dona arteira.--- Luisa fala divertida, pegando o paninho que estava apoiado na cadeira para tentar limpar a pequena.

__ Lambuza a tia filha.--- Tryler incentiva, sorrindo ao vê a nossa pequena passar a mão pelo rosto de Luísa, arrancando uma gargalhada da mesma.

__ Lambuza o papai, o que acha?--- Ela retruca olhando para o meu marido de forma ameaçadora. No mesmo momento ele para de rir, fazendo com que eu fique surpreso por tal atitude.

Luisa limpa a mão da pequena, e o seu próprio rosto, com a fraldinha da neném. Ela termina de dar a fruta em meio a muitas gargalhadas, afinal Emma não parou quieta um momento que fosse.

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