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Nosso Tempo - Parte 1 (Entre Olhares e Silêncios)

Nosso Tempo - Parte 1 (Entre Olhares e Silêncios)

Autor:: Atabalhoad@
Gênero: Romance
Sinopse – Nosso Tempo Isabela nunca imaginou que a vida poderia mudar tanto em tão pouco tempo. Entre encontros casuais, cafés compartilhados e mensagens trocadas sem hora marcada, nasce uma história marcada por amizade, segredos, ciúmes e descobertas. Ao lado de Rafael, um jovem marcado por perdas e decepções, ela encontra não apenas um companheiro, mas alguém que a desafia a olhar para si mesma, para seus sonhos e seus medos. Entre escolhas profissionais, pressões familiares e a busca por um futuro juntos, os dois precisam aprender que o amor verdadeiro exige paciência, respeito e coragem para enfrentar obstáculos inesperados. Em meio a festas, despedidas, reencontros e momentos de ternura, Isabela e Rafael percebem que o que os une vai muito além das palavras: é cumplicidade, é afeto, é o tempo. "Nosso Tempo" é uma história sobre amadurecimento, primeiras experiências, a construção de uma vida a dois e a descoberta de que o amor, quando verdadeiro, encontra sempre seu caminho.

Capítulo 1 Nosso Tempo Parte 1 – Entre Olhares e Silêncios

Capítulo 1 – O Encontro (Visão Dele)

O som metálico das xícaras batendo nos pires era quase um alívio para Rafael. Melhor do que o silêncio sufocante de sua própria cabeça. Ele estava no café do campus, tentando terminar um capítulo do livro que vinha arrastando há semanas. Aos 19 anos, tentava manter uma rotina séria, focada na faculdade de engenharia, enquanto os amigos pareciam viver em uma eterna maratona de festas.

Rafael tinha pele clara, cabelos pretos lisos caindo de leve sobre a testa, rosto marcante e uma expressão quase sempre concentrada. Magro, de estatura mediana, usava roupas que raramente combinavam entre si - camisa social com tênis esportivo, mochila de estudante e casaco grande demais. Mas ele não ligava muito para isso.

E então ele a viu.

Ela entrou rindo de algo que uma amiga havia acabado de dizer. Era morena, de estatura mediana, magra, cabelos castanhos ondulados que caíam até os ombros. Os olhos grandes e também castanhos tinham um brilho inquieto, quase travesso.

"Definitivamente de outro mundo", pensou.

Ela ocupou uma mesa perto da janela, rodeada de amigos. Rafael tentou se concentrar no livro, mas seus olhos insistiam em voltar para o grupo animado. Era estranho, mas parecia que o barulho deles não o incomodava. Pelo contrário, o fazia sentir que talvez sua vida estivesse... quieta demais.

Ele passou alguns minutos debatendo consigo mesmo se deveria ir até lá. A cada risada dela, o coração acelerava um pouco mais, e a coragem parecia crescer - mas nunca o suficiente para levantá-lo da cadeira.

Até que ela olhou para ele. Rápido, mas certeiro.

Não era só ele que reparava.

Capítulo 1 – O Encontro (Visão Dela)

Isabela adorava aquele café. Tinha uma energia boa, gente diferente, cheirinho de pão doce recém-saído do forno. E, principalmente, tinha ele.

Já o tinha visto algumas vezes, sempre sozinho, sempre com livros grandes demais para parecerem leitura casual. Parecia sério, focado, como se estivesse num mundo próprio. Um mundo silencioso, o oposto do dela, que era barulhento, colorido e cheio de planos que mudavam a cada semana.

Ela reparou também nos traços dele: pele clara, cabelo preto desalinhado, rosto marcante, quase bonito demais para alguém que parecia não perceber. Magro, roupas meio sem harmonia, mas com algo curioso - parecia não se importar, e isso o tornava ainda mais autêntico.

Quando os olhos dele cruzaram com os dela, Isabela sentiu algo estranho no peito. Não sabia se queria que ele notasse ou não. Até que notou.

E, naquele instante, ela teve certeza: algo ia começar.

Capítulo 2 O Encontro Casual (Visão Dele)

Rafael não sabia ao certo por que tinha aceitado sair de casa. O resfriado ainda pesava no corpo, mas a irmã insistira para que ele a acompanhasse até a casa de uma amiga. "Vai te fazer bem sair um pouco", ela disse. Ele não imaginava que encontraria Isabela lá.

Quando entrou na sala, encontrou um grupo em círculo, rindo alto, papéis espalhados pelo chão. Estavam ensaiando uma peça - mas nada parecia muito organizado. Era bagunça criativa. Rafael, de pele clara, cabelos pretos bagunçados e roupas que não combinavam muito, sentiu-se deslocado. Inclinou-se para trás, passando a mão pelos fios em um gesto de nervosismo.

E então a viu.

Isabela estava no centro, de pé, usando jeans apertado escuro e uma camiseta branca com estampa divertida. Os cabelos castanhos ondulados balançavam levemente enquanto ela se movia, e os olhos grandes brilhavam com entusiasmo. Ela riu de si mesma no meio de uma fala improvisada, mas parou quando o viu na porta.

- Ei, novo no elenco? - brincou, tentando esconder a surpresa.

Rafael abriu um meio sorriso, tímido.

- Só se tiver um papel que envolva... deitar e dormir.

A sala inteira caiu na risada. Isabela também.

Depois do ensaio, ela se aproximou, ainda sorrindo.

- Você está bem? Está com cara de quem deveria estar na cama.

- Estou resfriado... - ele respondeu, um pouco sem graça. - Minha irmã me arrastou até aqui.

Isabela entregou-lhe uma garrafa de água.

- Então você merece pelo menos ficar no camarote da plateia. - Apontou para o sofá.

Rafael se ajeitou, tentando disfarçar o cansaço, mas, no fundo, grato pelo jeito leve dela. Sentiu que talvez aquele não fosse apenas um encontro casual. Talvez fosse o começo de algo.

O Encontro Casual (Visão Dela)

Isabela já estava suada de tanto rir. O ensaio era bagunçado, mas divertido, como tudo que envolvia seus amigos. Mas quando viu Rafael parado na porta, com um jeito quase perdido, o coração deu um salto.

"Ele aqui? Como assim?", pensou, tentando não perder a fala.

Ele parecia cansado, talvez doente, mas mesmo assim tinha ido. Não sabia por quê, mas aquilo o tornava ainda mais interessante. Sério, reservado... e agora, vulnerável.

- Ei, novo no elenco? - disse, só para quebrar o gelo.

Ele respondeu com aquele humor seco que ela não esperava. Riram juntos. Riram como se já se conhecessem.

Quando o ensaio terminou, ela se aproximou.

- Você está bem? Parece meio pálido.

- Estou resfriado. Minha irmã me arrastou até aqui... - disse, meio sem graça.

Isabela pegou uma garrafa d'água e entregou a ele.

- Então você merece pelo menos ficar no camarote da plateia. - E apontou para o sofá.

Ele riu de novo. Ela percebeu que aquele riso, pequeno e contido, era muito melhor do que qualquer cena que poderiam ensaiar.

Capítulo 3 Planos que Não Dão Certo

(Visão Dele)

Rafael nunca gostou de cancelar planos, especialmente com Isabela. Mas aquela semana era decisiva: prova final de cálculo, responsável por metade da sua nota no semestre. Não havia espaço para erros.

Eles haviam combinado de ir a um show – a banda favorita dela. Rafael lembrava do brilho nos olhos dela quando falou sobre o evento. Era importante para ela, e agora ele sentia que estava falhando.

Na manhã do show, ele digitou a mensagem que tentava evitar:

"Isa, me perdoa... não vou conseguir ir hoje. Preciso terminar de estudar. Sei que você queria muito. Vou compensar, prometo."

Ficou encarando o celular por alguns minutos depois de enviar. Nenhuma resposta imediata. Apenas silêncio.

Enquanto tentava estudar, a mente dele fugia para outro lugar: Será que ela ainda vai querer sair comigo depois disso?

E então, a pior pergunta: Será que ela vai com alguém... especial?

A dúvida corroía. Imaginava ela rindo, cantando, talvez de mãos dadas com alguém que conhecia aquele mundo dela – o mundo barulhento, cheio de luzes e música alta – muito melhor do que ele.

Rafael estudou a noite inteira. Mas, no fundo, só queria saber: será que ela pensou nele?

(Visão Dela)

Isabela passou o dia inteiro escolhendo a roupa certa para o show. Queria que fosse especial. Queria que fosse o encontro que marcaria o começo de algo.

Quando o celular vibrou, ela já sentiu o coração apertar antes mesmo de ler.

"Isa, me perdoa... não vou conseguir ir hoje. Preciso terminar de estudar. Sei que você queria muito. Vou compensar, prometo."

Leu mais de uma vez. Quis responder na hora, mas não queria parecer decepcionada demais. Então deixou pra depois.

No show, estava cercada de amigos. Riu, cantou, dançou. Mas, entre uma música e outra, olhava para o lado e sentia falta dele.

"Será que ele ia rir de mim cantando errado? Será que ia gostar da minha banda favorita?"

Quando voltou para casa, mandou apenas:

"Espero que tenha valido a pena. Boa sorte na prova."

Mas dentro dela, guardou as palavras que realmente queria dizer:

"Queria que você estivesse aqui. Comigo. Do meu lado."

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