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Num dia chuvoso

Num dia chuvoso

Autor:: Mila Araújo
Gênero: Romance
Katherine Alpine Weyland , uma jovem loba de 20 anos, se vê em uma situação a qual não tem volta. A jovem cujos pais morreram quando tinha apenas 10 anos, e a partir daí foi criada por uma tia cruel e maldosa. A menina sai dos cuidados da tia quando completa seus 18 anos, e então, começa sua vida em trabalhos com um salário favorável... Depois de um tempo, a jovem se muda para Oxford, onde vai começar a verdadeira aventura. Cheia de amor, intrigas, e muita confusão... Acompanhe essa história de perto!

Capítulo 1 1

Quando olhamos o passado, muitas vezes o encaramos como uma ferida jamais fechada, uma cicatriz jamais curada, ou aprendizados jamais aprendidos corretamente. Muitas vezes um sorriso pode estar escondendo aquela lágrima insistente... muitas vezes a palavra: eu estou bem, é apenas para a pessoa pensar que estamos mesmo bem... mas precisamos seguir em frente, apenas achando uma forma de sobreviver nesse turbilhão de pensamentos e sensações esquisitas.

Quando me mudei para Oxford, foi na esperança de que tudo que vivi na minha cidade antiga, deixasse de existir... Desde a morte dos meus pais, aos maus tratos da minha tia Rose.

Com muito esforço, consegui me mudar, arrumar um lugar para morar e uma vida melhor...

Minha casa fica de frente para a floresta, separada epenas pela pista. A casa era um pouco isolada das outras, pois não tinham mais casas pra lá. De certa forma, a natureza me conforta... longe das pessoas, de todos... prefiro ficar perto dos animais, do que dos seres humanos, os quais deveriam ser os verdadeiros "animais".

Soube por boatos, que havia uma alcatéia "dona da cidade" em Oxford, e eu definitivamente não queria problemas, já basta ser novata em uma cidade, não preciso lidar com a dor de cabeça da territorialidade lobisomem.

São sete da noite, e eu estava me preparando para dormir, seguindo minha rotina de todos os dias. Tomei um banho, comi um sanduíche e fui deitar-me.

Antes de subir para o meu quarto, verifiquei se todas as trancas da casa estavam fechadas, e então pude relaxar em paz, afinal, todo cuidado é pouco.

(...)

Acordei com o despertador gritando nos meus tímpanos, e o calendário avisando uma quarta feira de tempo nublado. Tratei de me levantar e começar a me aprontar para o trabalho. Há algo em reconfortante em morar perto da floresta... o ar é mais puro, é como se eu pudesse sentir minha conexão com a natureza pulsar nas minhas veias. Eu me sentia em casa. O cheiro de grama molhada devido ao sereno da noite anterior e o perfume variado das flores faziam meu cérebro liberar seretonina o suficiente para dar um pé na bunda no mau-humor que infelizmente nasceu comigo. Uma pena que esse efeito só dura até eu chegar no trabalhos e me deparar com a cara feia de certas pessoas.

Coloco uma calça jeans preta, um vans e a blusa do trabalho.

Desço sonolenta pela escada, e apenas pego uma maçã e saio.

Trabalho em um bar perto da floresta, é um bar com aparência rústica, mais frequentado por homens que trabalham nas obras das casas novas e o "grupinho" da cidade, os quais me refiro são os mais "populares" pode se dizer... e eu achando que esse tipo de hierarquia tinha ficado no ensino médio. Considerando que resido em uma pequena cidade, isso é de se esperar. Na verdade, é exatamente nas cidades pequenas que todo mundo conhece todo mundo, um passo em falso e eu seria conhecida e rotulada facilmente das piores formas possíveis. Imagino que seja pela falta de atividades que atraiam a atenção alheia, que todos só sabem falar um do outro. No entanto, é nas cidades pequenas que grupinhos considerados "poderosos" proliferam como fungos em uma plantação. Todos querem fazer parte da "elite", bom... eu acho que é o preço que se paga por optar por um lugar mais calmo para residir. Ok, não tão calmo assim, mas é o que temos para hoje, não é?

Fala sério... essa cidade tem o que? 90 mil habitantes?. Deixo meus questionamentos de lado e

pego minha moto, para ir a mais um dia de trabalho.

- bom dia, dona Lil!- digo deixando meu casaco no porta casacos da entrada.

- bom dia, querida!- a mesma responde me dando um sorriso.

O lugar era confortável, admito. Mesas de madeira e bancos acolchoados com um tecido escuro davam um toque único ao lugar, junto com quadros pendurados nas paredes brancas e a mesa de sinuca no fundo do bar, onde ficavam algumas máquinas de jogos, e um pequeno palco para música ao vivo.

(...)

O dia foi como o esperado, muitos senhores vindo tomar suas "doses" e a dona Lil me chamando a atenção por estar parando o trabalho para comer meu pote de nutella que ficava guardado em uma gaveta em baixo do balcão. Sim, digamos que eu tenha um vício.

Começo a limpar a bancada de bebidas, quando vejo o "grupinho" chegar, meus olhos se reviram automaticamente.

- "o gostoso" chegou- diz Lúcia, filha da dona Lil.

- nossa, para que tanto fogo? - digo rindo.

- para, que eu sei que você já se imaginou transando com ele- ela diz rindo passando com uma garrafa de vodka por mim.

- não me atraio por gente assim- digo sem a olhar.

Mas confesso que já fiquei encarando a beleza exuberante de Max, o líder daquele grupo... mas ele estava muito bem acompanhado por Tânia, uma...bom ela é uma vadia, e também tinha a Kristen, que parecia estar ali apenas para se sentir parte de alguma coisa... ah, e não vamos nos esquecer do Alec, ele também é um perfeito idiota.

- vai trabalhar e para de babar porque eu é que vou ter que limpar esse balcão!- diz Lúcia batendo com o pano de prato na minha bunda.

- aí, merda! - digo de bico e indo atender um senhor que acabara de chegar.

(...)

Duas horas depois, e o grupinho não havia saído dali, mas acredite, acho que até um surdo escutava a conversa daqueles babacas.

As meninas estavam em uma mesa afastada conversando que nem gente, já os meninos, estavam jogando sinuca como animais.

Depois de alguns minutos, saem do jogo e se juntam as "damas" para uma bebida.

- vá atende-los, por favor? Estou um pouco ocupada...- diz Lúcia calmamente.

Assinto e sigo para a mesa.

- boa tarde, o que vão querer?- digo com um bloquinho em mãos.

- você na minha cama...- diz o loiro me analisando.

- e eu quero dar com esse bloco de notas na sua cara, mas infelizmente não conseguimos tudo que queremos nessa vida - digo calmamente sem levantar a voz. Confesso que havia ironia na minha voz, não pude evitar.

- hahahah- Kristen cai da risada.

- hey Alec, já é hora de você melhorar o seu gosto para mulheres- diz Tânia me olhando com desprezo.

- vão pedir alguma coisa ou só vão ficar enchendo o meu saco?! - digo começando a ficar irritada.

- eu adoro as que se fazem de difíceis - diz Max se mencionando pela primeira vez até agora.

Saio dali quando vejo que estou para perder o controle. Lúcia percebe pois em seguida vai para a mesa atender os animais.

Ando para longe do bar a caminho para a floresta, é difícil manter o controle quando se tem um lobo interior com os nervos descontrolados. A lua cheia certamente estava chegando.

∆ Katherine ∆

Loba

Jovem de cabelos castanhos ondulados, olhos azuis e pele clara. Kat é uma jovem moça adorável, engraçada e sorridente, embora tenha mais cicatrizes do passado do que gostaria de ter.

Ainda não tem companheiro.

∆ Lúcia ∆

Bruxa

É a única amiga de Katherine. Lúcia é uma jovem de cabelos que vão até o meio de suas costas e olhos castanhos claros. É uma mulher muito animada e que sempre está disposta arrancando risadas.

∆ Max ∆

Beta

Sem companheira

26 anos

Irmão gêmeo (fraternos) de Felipe.

Ao contrário de seu irmão, Max é rebelde e adora irritar seu irmão. Seus cabelos são negros e seus olhos são azuis, talvez essa seja a única diferença entre ele e Felipe.

∆ Alec ∆

Bruxo

É um jovem esbelto e galanteador, seus cabelos loiros e seu corpo muito bem torneado o torna um sucesso com as meninas. Alec é o melhor amigo de Max, e sempre está junto dele quando o assunto é festas.

∆ Tânia ∆

Loba

É uma jovem bela, é apaixonada por Max desde o início, e não se importa em dividir a cama com ele ou ser sua companhia frequente, mesmo que ele a só veja como uma diversão. Tem um tom moreno lindo de pele, seus lábios são carnudos e muito bem desenhados.

∆ Kristen ∆

Loba

É amiga de Tânia. Se esforça ao máximo para fazer parte do grupo ou tentar se enturmar, mas a verdade é que ela não faz o tipo de bagunceira ou é vulgar como Tânia gosta de parecer. Sua pele é clara e seus cabelos cacheados contrastam perfeitamente. É uma jovem bela.

Capítulo 2 2

Entro na floresta, e como havia imaginado noto um pequeno calor nos meus o olhos, indicando que os mesmos estavam mudando de cor, avisando que eu iria me transformar.

Começo a sentir um pinguinho de chuva cair em meu focinho. Após a transformação completa, corro pela floresta sentindo o vento misturado com as gotas de chuva, baterem em meu pelo, e escuto os galhos se partindo quando eu os pisoteio, o canto dos pássaros em seus ninhos... Ser lobisomem não é só se transformar em um lobo enorme, é desfrutar de uma ligação única com a natureza, é poder sentir a vida mais intensamente ao seu redor.

Paro de frente para uma cachoeira, observo a os peixinhos coloridos se esconderem nas pedras, e o meu reflexo na água transparente, minha forma lupina.

Ouço um pequeno grunhido vindo na minha barriga, logo começo a procurar alguma coisa para comer. Vejo dois coelhos indefesos e despreocupados, ando lentamente e cautelosamente até os mesmos, e quando vou atacar, um lobo com duas vezes o meu tamanho, pula os atacando primeiro.

Travo vendo o grande lobo preto se alimentar, sem ao menos notar a minha presença. Era um alfa.

Saio de fininho, não queria atrapalhar o "senhor lobo" com duas vezes o meu tamanho, e caninos evidentemente mais afiados que os meus!

Estava me afastando do animal, porém o lobo pula na minha frente e começa a mostrar seus grandes caninos para mim.

- esse território não é seu! - diz com uma voz de besta.

- eu só vim caçar, não queria te atrapalhar alfa... - digo num fio de voz.

Ele chega perto de mim e me cheira, então arregala os olhos e sai floresta a dentro. Bizarro!.

(...)

Depois de conseguir caçar outros dois coelhos, vou para a minha casa. Lúcia tinha me dado cobertura e por pouco não escuto sermão de dona Lil.

Vou para os fundos da casa, ao lado da garagem, há uma pequena cabaninha, onde eu guardo algumas caixas e algumas armas.

Antes de entrar, vejo uma grande marca de garras na porta, coberta por algumas camadas de tinta branca, mas ainda sim, perceptível.

- o que aconteceu aqui?- pergunto para mim mesma, contornando o grande e profundo arranhão com os dedos.

Acho que é o meu senso dramático que me faz crer que em todo lugar que eu vou, algo de ruim aconteceu nele. Paranóias e mais paranóias... Que droga, eu devo estar com fome.

Paro meu raciocínio quando escuto meu celular tocar.

+ Ligação on +

- minha filha, quase que você é despedida!- diz Lúcia quase tendo um treco.

- obrigada pela ajuda, Lu- digo rindo.

- não foi nada, mas escuta, o gostosão perguntou se eu tinha o seu número, viado!- ela diz entusiasmada.

- ah... Lu fala sério! Eu quero é distância daquele brutamontes filhote de cruz credo- digo lembrando.

- aham, sei! Enfim, vou desligar, tenho coisas a fazer- ela diz com ar de tédio.

- haha, ok beijos- digo sorrindo do outro lado da linha.

- beijos-ela diz.

+ Ligação off +

Lúcia tinha sim um jeito único de ser, e com isso eu quero dizer completamente extrovertida e emocionada, talvez fosse este o motivo de sermos amigas.

Coloco o meu celular no bolso e entro na cabana, pego algumas ferramentas para jardinagem e saio.

As deixo na varanda, e entro pela porta da cozinha para preparar algo com mais substância para comer. Praticamente devoro o sanduíche de peito de peru e queijo, e logo volto para a varanda e começo a trabalhar no meu quintal, que em breve, se tornaria um belo jardim.

Sempre observei os jardins nas casas da minha antiga rua, tão perfeitos e floridos, sem falar do perfume das flores. A vida dessas pessoas pareciam ser tão perfeitas quantos seus jardins, já a minha, antigamente poderia ser facilmente comparada a flores murchas de um cemitério.

(...)

Quando anoiteceu, voltei para casa e tomei outro banho para tirar toda a terra e lama de mim. Me preparei para dormir, e fui para a cama. Eu estava exausta.

+ Sonho on +

- olha só o que você fez garota!- diz tia Rose furiosa por eu ter quebrado um de seus vasos.

- desculpe, tia!- digo chorando pela mesma ter me pegado pelos cabelos.

- aí de mim por ter que aturar um fardo que nem você! Sua praga! Nem seus pais te quiseram, não sei por que pensavam que comigo seria diferente!- ela grita me jogando no chão.

- por favor, não fala isso!- digo chorando.

- sua vadiazinha! Imprestável!- ela me chuta.

+ Sonho off +

- não!- grito sentando na cama. Quando recupero a noção, percebo que tudo foi apenas um pesadelo, mais um deles.

Passo a mão pelo meu rosto, e noto que o mesmo está ensopado pelas lágrimas, e meus cabelos estavam bagunçados.

Vou até o banheiro, lavo meu rosto, arrumo meus cabelos e vou até a varanda.

O vento frio da noite em contato com a minha pele, me causava arrepios. Queria que por um momento, eu pudesse enviar os meus pesadelos junto com as correntes de vento, e eles irem para o mais longe de mim, em vez de continuarem a permanecer nas profundezas da minha mente.

Começo a observar a floresta, em suas cores noturnas, ainda parecia cheia de vida.Até que vejo uma figura preta enorme sair de trás das folhas...

Era ele, o lobo.

- ah não... de novo não...- digo me afastando da sacada, sentindo meu coração aumentar as batidas.

A figura apenas dá meia volta, e retorna para a floresta, fazendo o mistério pairar no ar. Aos poucos, recupero-me e decido me afastar também. Tranco a porta da sacada, e volto para a minha cama, adormecendo novamente.

Capítulo 3 3

______________ Sexta feira ________________

Acordo com o barulho do meu "amado" despertador, desligo o mesmo e me levanto. Esfrego os olhos preguiçosamente e bocejo.

Que sono...

Levanto calmamente, tentando não cair da cama e me enrolar de novo nos meus cobertores macios, e tomo um banho. Começo a me preparar para o trabalho, quando sou surpreendida com uma ligação.

________________ Ligação __________________

- oi amiga! Mamãe pediu pra avisar que ela não vai abrir o bar hoje, pode tirar um dia de folga - diz Lúcia com voz de quem acabou de acordar.

- oi Lu! Que bom...- digo aliviada.

- mas como eu sou uma praga na sua vida, vim te avisar as 2:00 da tarde, vai rolar uma festa na cachoeira, e eu não aceito um "não" como resposta! - ela diz como uma ordem.

- ah não! Eu só conheço você nessa cidade! E outra, eu nem bebo! - argumento.

- eu vou ficar perto de você o tempo todo! Calma! - ela ri - passo aí 1:50 para te buscar! Beijos - e assim ela desliga.

____________________________________________

Sento na cama, e fico encarando o meu guarda roupa, por no máximo dez minutos. Um certo nível de desespero começa a me bater, o que só diminuía as minhas expectativas. Ok, talvez eu seja insegura.Me jogo na cama de barriga pra cima, e suspiro.

- que merda! Eu não sei o que vestir! - murmuro para mim mesma com raiva.

Eu precisava causar uma boa impressão, se não logo iriam me rotular como uma caipira que não sabe nem ao menos se vestir quer dizer... não é como se eu soubesse, mas as meninas dessa cidade se vestem como se tivessem acabado de sair do próprio Pinterst!

E eu aqui com minha blusa extremamente confortável manchada e minhas pantufas de dinossauro.

Inclino a cabeça para cima, e vejo que era uma hora... e eu ainda não tinha comido nada.

Pego uma maçã e começo a vasculhar o meu guarda roupa novamente. Opto por uma blusa preta simples e um short cintura alta jeans de lavagem clara, ponho um cardigan florido e calço um par de tênis na cor preta.

- isso deve dar! - digo pondo a roupa na cama.

Sorrio e começo a me maquiar. Sento na minha pequena penteadeira, e começo com um lápis de olho preto, rímel, faço um delineado de gatinho e passo um batom nude. Nunca gostei de muita maquiagem, mas só quem já me viu de manhã faz ideia da necessidade que ela representa na minha vida.

Festa da cachoeira...

Obviamente teria água envolvida... só por precaução, coloco um biquíni por baixo da roupa.

Estava terminando de passar o batom(sim, eu optei por um rosa claro agora) quando escuto uma buzina, e com o susto, acabo borrando o batom até a minha bochecha. Ótimo... além de tudo, agora parece que eu levei uma chinelada no rosto!

- ah, merda!! - digo esfregando para o batom sair.

Abro a janela vejo que se tratava realmente de Lúcia, quem mais seria, não é mesmo?. Só ela poderia ser tão escandalosa na buzina, daqui a pouco os vizinhos estarão me odiando. Ela faz um sinal para que eu desça logo, e eu não me atrevo a contesta-la.

Pego meu celular coloco R$150,00 na capinha e vou para a porta da frente, tranco tudo, e entro no carro.

- oi Lu! - digo me arrumando no banco.

- Isso tudo é para o Max, é danadinha? - ela diz me olhando de forma maliciosa.

- francamente, eu jamais me arrumaria para ele - dou risada.

- talvez se você o ver sem camisa, sua opinião mude - ela me dá uma piscadela.

- vai pastar, vai! - digo cruzando os braços.

- olha, com esse jeitinho "meiguinho" seu, você vai é espantar ele! - ela diz rindo.

- ah, Lu! Eu não to nem aí pro Max - bufo - ele só é um daqueles caras que só ligam para bebidas e mulheres - explico olhando a paisagem ficando para trás conforme o carro se movimentava - e convenhamos que ele só é tão popular assim porque essa cidade é pequena e não temos muita opção!.

- fala isso porque não viu aquele tanquinho! - ela diz se abanando - dá para a branca de neve lavar a roupa dos 7 anões naquele tanquinho! - ela diz rindo.

Conforme fomos nos aproximando da cachoeira, dava para sentir o cheiro de bebida e o som alto da música de longe.

- chegamos! - ela diz alegre.

- até de longe dava pra perceber isso né, Lúcia! - rio.

- não seja tão ranzinza! - ela diz me dando uma cotovelada de leve.

Andamos até algumas pedras, onde eu me sentei no topo de uma, e Lúcia tirava sua roupa para entrar na cachoeira.

Comecei a observar a festa, até perceber que Tânia me olhava como se fosse me matar a qualquer momento.

- e aí, galera !- uma voz que eu conhecia bem ecoa pela festa.

Max estava com um short e seu peito nu, e parando para analisar... o gostoso era gostoso sim!.

Me desperto dos meus pensamentos eróticos quando vejo o sorriso irônico de Max para mim.Mando-lhe um dedo do meio e desço da pedra procurando uma bebida. Creio que nunca tomei nenhuma bebida alcoólica, bom... está na hora de experimentar coisas novas!.

Pego um copo com uma mistura de vodka e não sei mais o que, e viro tudo, sentindo a bebida passar rasgando, mas nunca me senti tão viva!.

Pego mais duas doses e começo a tirar a minha roupa para entrar na cachoeira.

Entro e vou para baixo da pequena queda de água.

- parece que a " irritadinha" está se descobrindo - Max aparece ao meu lado e me olha de forma convencida.

Ele realmente se acha a última bolacha do pacote...

- vai arranjar o que fazer vai! - digo saindo de perto.

- você não vai morrer se abaixar a guarda um pouco - ele diz me puxando e me chegando perto.

Sinto sua intimidade roçar de leve com a minha, e seu hálito de menta chegar cada vez mais perto, até que eu me afasto. Isso estava ficando desconfortável.

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