Iza
Hoje, minha jornada me traz de volta a Nova York, após resolver os intricados negócios da minha empresa na Rússia. Adentro o avião da primeira classe VIP, buscando o conforto do assento junto à janela. Já instalada, observo os detalhes luxuosos ao meu redor, sabendo que essa viagem marca o encerramento de uma etapa crucial.
O avião é um santuário de exclusividade, e eu me perco por um momento na vista lá fora, contemplando as nuvens que pairam no céu, o lugar onde eu estaria daqui a minutos. Mas a paz é interrompida quando uma mulher se aproxima e, de forma nada discreta, questiona a minha presença na primeira classe.
- Como uma pessoa como você está aqui na primeira classe? - a mulher praticamente grita, dirigindo-se a mim. Sem perder a compostura, retiro meus óculos escuros, capturando a atenção de todos a bordo. "Ela não sabe quem eu sou?" Contudo, uma única pessoa permanece indiferente, imersa em seu trabalho. Em resposta ao tom frio da mulher, não hesito em prosseguir.
Iza: - Como se atreve a me ofender? - a mulher, em sua audácia, não percebe que suas palavras encontraram uma barreira inabalável em minha determinação. Pergunto com uma firmeza que contrasta com a inquietação em seus olhos. Seu corpo treme, uma reação involuntária ao confronto que ela mesma instigou. Mesmo tentando disfarçar o medo, não pode negar a tensão no ar. Ela, então, ousa ir além, ordenando-me a sair do lugar que escolhi.
- Saia desse lugar, porque eu quero sentar aí! - aponta para o meu assento, proclamando em desafio, Eu não sou uma pessoa que recua diante das adversidades, mas hoje eu iria ceder, para não atrapalhar a minha tranquilidade no voo exclusivo. Eu só queria voltar em paz depois de ter dias longos na Rússia.
Iza: - Com todo prazer. - respondo, erguendo-me com elegância. Pego meu Notebook e a bolsa, preparada para mudar de lugar. Entretanto, minha atenção se volta ao homem que permaneceu em silêncio durante toda a interação. Aproximo-me dele com a mesma frieza que adotei diante da mulher ousada.
Iza: - Senhor, posso me sentar ao seu lado? - questiono, observando sua expressão tranquila, mas atenta. Seu silêncio é eloquente, e, apesar de sua aparente indiferença, há uma atmosfera de autoridade que não passa despercebida.
Jack: - Pode, mas não me incomode. - respondo, mantendo o tom firme e meu olhar fixo em meu próprio mundo, enquanto a mulher se acomoda ao meu lado.
Iza
Abro meu Notebook, despreocupada, e coloco os fones sem fio, mergulhando na distração proporcionada por um vídeo enviado por Amanda Long, minha melhor amiga. A voz ressoa no aparelho, anunciando uma notícia que desencadeia uma série de pensamentos em minha mente.
- Os CEOs das duas empresas mais conhecidas do mundo, o Grupo Shu e o Grupo Ling, estão voltando hoje para Nova York! - a informação me atinge involuntariamente enquanto tento focar na minha própria atividade. Contudo, minha atenção é desviada pelo áudio do vídeo que a senhorita está assistindo. Sem querer, ouço e me pego questionando internamente. "Como ela conseguiu esse vídeo?".
Enquanto ela conclui a visualização do vídeo, um sorriso extremamente maligno surge em seu rosto. Observo a transformação sutil, notando que há mais nela do que simplesmente a mulher bem-sucedida que todos devem ver. Só poderia ser alguém importante para ter em mãos um vídeo confidencial.
Iza
"Estou voltando para acabar com vocês!"
Observo atentamente enquanto ela fecha o notebook, sem notar que eu estou a olhando. "Eu vi o nome do Grupo Ling na frente do computador dela..." Uma descoberta intrigante que alimenta minha curiosidade sobre a verdadeira natureza da mulher ao meu lado.
A aproximação da voz da aeromoça quebra o silêncio.
- Senhorita Ling, deseja alguma coisa? - a hesitação na voz da aeromoça revela seu receio de se aproximar de nós. Com cautela, ela dá dois passos na nossa direção, mantendo uma distância segura. Sem encarar diretamente a Iza Ling, a desgraça da mulher poderosa, ela pronuncia poucas palavras em um tom contido.
Iza: - Seis garrafas de água mineral... - gosto de beber muita água, e isso me ajuda a pensar e relaxar. Pode ser estranho, mas esse é o meu costume. Minha voz, calma denota minha peculiaridade enquanto imponho meu pedido. A aeromoça, visivelmente desconfortável, responde gaguejando.
- E-eu acho... Q-que nós temos somente uma garrafa de água, senhorita. - a voz trêmula da aeromoça denota sua insegurança diante da minha demanda. Sem me importar com seu desconforto, respondo com um sorriso que parece congelar seu corpo.
Iza: - Você é surda ou está se fazendo de boba? - minha provocação cortante preenche o avião, gerando um silêncio constrangedor. Percebendo a tensão no ar, a aeromoça se apressa em buscar as seis garrafas e as entrega apressadamente. Em seguida, ela se dirige ao homem ao meu lado, chamando-o de senhor Shu. "Era uma peça do destino, por juntar dois CEOs no mesmo lugar?"
- Senhor Shu, gostaria de alguma coisa? - ela pergunta a ele, tentando ocultar o medo em sua voz.
Jack: - Não. - a resposta breve do belo homem afasta a aeromoça, que se retira com evidente receio. O vejo pela visão periférica, surpreso com minha inusitada ingestão de água.
Jack
"Como você pode beber tanta água?... Além de hidratar, enferruja também."
A perplexidade em meus pensamentos revela, a incompreensão diante do seu comportamento.
- O avião está prestes a pousar... - a voz do piloto ecoa pela cabine, alertando todos a bordo para se prepararem. Com um toque suave na pista, o avião aterrissa, e Jack e eu decidimos ser os últimos a desembarcar.
Ao sair, deparo-me com três guarda-costas que aguardavam minha chegada, um deles segurando minha mala. Caminho à frente, mantendo uma postura imponente, e os guarda-costas seguem em formação, criando uma presença de segurança ao meu redor. Jack, por sua vez, é acompanhado por seus próprios seguranças, formando uma dupla de figuras notáveis que não passa despercebida no aeroporto. Direcionamo-nos diretamente para o terminal, onde discretamente trocamos nossas roupas. Saio com um terno elegante que contorna meu corpo, acompanhado por um par de botas pretas, calça jeans e uma blusa preta.
Enquanto o senhor Shu emerge do banheiro do aeroporto. Eu não pude deixar de reparar em seu terno meticulosamente cortado destacando seus músculos, combinando com sapatos pretos que emanavam uma aura de elegância.
As pessoas ao redor começam a sussurrar e trocar comentários.
- Eles formam um casal perfeito... - uma voz se destaca, desencadeando um murmúrio de concordância. O poder e a influência que carregamos são evidentes, marcando nossa chegada em Nova York de maneira inconfundível. O nome completo de Jack Shu ressoa em minha mente, indicando o peso de nossa presença na cidade. Aproveitei esse meio tempo trocando de roupa, para buscar informações sobre ele.
Ao sair do aeroporto, chamo um táxi e observo o homem do avião adentrar uma Ferrari com elegância. Antes de seguir para meu destino final, decido instruir o motorista a me levar diretamente para o shopping. Afinal, é imperativo comprar presentes para Amanda e Gerard Shão, amigos cujas expectativas certamente cobrarão sua recompensa caso eu não traga algo significativo.
Jack
Ao contemplar as ruas de Nova York, finalmente sinto a emoção de reencontrar velhos amigos, com destaque especial para Gerard, que se assemelha a um irmão para mim. Cada esquina carrega memórias, e ao inspirar o característico aroma da cidade, sou envolvido pela atmosfera única de Nova York, a metrópole onde ergui meu império.
Jack Shu chega ao restaurante Ling, onde encontraria Gerard Shão e Amanda e mais uma pessoa que estava preste a chegar, de longe ele avistou os dois amigos e os cumprimentou se assentando em seu lugar.
Jack: - Oi
- oi....os dois falam e uníssono e sorrio perguntando.
Jack: - cadê a outra pessoa?.....Amanda me olha falando com animação, não sei quem é "a outra pessoa" que ela convidou.
*Amanda: - ela está preste a chegar.
Jack: - ela?!....pergunto confuso, pois não esperava uma mulher, está na cara que essas duas pestes vão aprontar.
Gerard: - não se preocupe, ela é igual a você e não gosta de se atrasar.....o aviso para o Jack não pensar que é só mais uma interesseira.
Amanda: - acho que aconteceu alguma coisa, porque ela está demorando.....enquanto Amanda fala, Iza chega em seu restaurante e seus funcionários a esperam na porta para aguardarem pela chefe.
- bom dia senhorita Ling...digo com a cabeça baixa e ela para em nossa frente com a sua postura de uma verdadeira rainha.
Iza: - como estão as coisas aqui?, Não ouve nenhum problema?....pergunto em um tom calmo mais frio.
- está tudo bem e não tivemos pessoas desagradáveis enquanto a senhora estava fora....A mulher entra no restaurante andando até a mesa e atrai muitos olhares, como Gerard e Jack estavam des costas não notaram ela chegando perto, mas a sua amiga Amanda viu a amiga e disse.
Amanda: - ela chegou...eles olharam para trás encontrando a linda Ling.
Iza: - como está cabeça de melão??....(apelido de Gerard deis da infância), pergunto sorrindo e toco a sua cabeça..
Gerard: - estou bem e você geleira?.....Iza não responde e da a volta se sentando ao lado da Amanda.
Iza: - Oi, como vão os negócios na empresa??....fiquei fora de Nova York mas a Amanda ficou cuidando de tudo por aqui.
Amanda: - tudo está bem, mais preciso de você para manter eles na linha.....faço uma carinha de tristeza falando em um tom triste e a Iza dá um tapinha em minhas costas e diz em um tom zombateiro.
Iza: - coitadinha da neném.
Amanda: - não mechame de bebê....todos riem até o jack, um silêncio se instala em nossa mesa depois que a alegria a acaba ela Iza quebra o "gelo" formado.
Iza: - peçam, é por minha conta....a garçonete anota os nossos pedidos, o Jack pede um café sem açúcar e com creme. Gerard uma sobremesa de Muse e Amanda bolo de chocolate, sorvete, suco de laranja e um biscoito.
Amanda
"bom, o melhor é aproveitar enquanto essa bondade dura" a Iza pede o mesmo que eu.
Iza: - prazer senhor Shu....estendo a minha mão para ele que o pega, até que a figura desse homem não é de se jogar fora.
Jack: - o prazer é meu senhorita Ling... aperto a sua mão fria e não a solto, ela tenta tirar e puxa a mão discretamente se soltando de meu aperto.
Amanda: - vocês se conhecem?....pergunto surpresa porque eu nunca vi a Iza cumprimentar ninguém, Gerard me encara da mesma maneira surpreso porque o Jack nunca pegou ou enconstou em uma mulher a não ser quando as levava para o hotel e fazer o que não deve.
- no avião.....os dois falam em uníssono sem cortar a conexão com o outro.
Amanda: - faz sentido....a garçonete trás os pedidos e voltamos a atenção para a comida, noto que a Iza não toca em seu bolo e vejo o seu olhar para uma cliente ofendendo o seu funcionário, "ixe a Iza odeia quando isso acontece".
Shopia: - como se atreve a me trazer essas gororobas?....pergunto ao garçom com nojo de comer ela, eu não como qualquer coisa.
- perdão senhorita, vou trazer um novo pedido....o garçom entra na cozinha e a Iza se levanta indo atrás dela e digo atraindo a atenção dos rapazes a minha frente.
Amanda: - lá vem treta......a Iza já chegou chegando e vou adorar ver ela colocando aquela patricinha em seu devido lugar.
Os dois me encaram surpresos e o Jack perguntoa, em um tom frio que faz os meus pelos se arrepiarem.
Jack: - por quê?.....eu não entendi o que ela disse, nunca pensei que aquela mulher fosse amiga dos meus amigos que coincidência maravilhosa.
Amanda: - logo vocês irão ver, isso já aconteceu mais de duas vezes....nem quero lembrar do que a Iza fez com aquelas pessoas, ela prioriza os seus funcionários e nunca tratou nenhum deles mal e porque deixaria um cliente os tratar assim?.
Na cozinha Iza pega 3 colheres de sal e despeja na água voltando a atenção para o chefe.
Iza: - coloque bastante molho de pimenta no pedido da Shopia Yan....o chefe fica com muito medo e faz o que a mulher pediu e entrega a garçonete para levá-lo, Iza segui em frente e fica em pé ao lado do Jack.
Iza: - vocês irão ver um bom show.....esboço um sorriso que os meus amigos sabem muito bem o que significa, gosto de uma boa luta e estava precisando de uma assim que cheguei a essa cidade. Não encontrei nada de errado com o primeiro pedido mas essa garota é do tipo que gosta de pisar nas pessoas.
A garçonete trás o pedido a mesa e quando a mulher morde o seu lanche ela sente a sua língua queimando e a garçonete lhe entrega a água e ela cospe na roupa do homem a sua frente.
Shopia: - sua incompetente, chame o seu chefe....caminho até a sua mesa em passos lentos e digo com calma mas que faz a mulher ficar parada como uma estátua.
Iza: - eu sou a chefe.....Shopia se vira e encontra uma linda mulher parada atrás dela e pergunta.
Shopia: - você pensa que é quem para dizer que é chefe desse lugar??....ela olha para mim da cabeça aos pés e digo com raiva.
Iza: - não é porque estou com roupas simples que diz quem eu sou ou quem eu não sou...onde já se viu que roupa é documento agora ou indica os status da pessoa?, Penso e esfrego a minha testa.
Shopia: - você sabe quem está ofendendo?....quem é essa mulher e porque está se intrometendo a onde não foi chamada?.
Iza: - eu que pergunto?. Não é porque uma pessoa anda com roupas simples que você vai sair por aí dizendo quem elas são, você sabe como é uma pessoa pelo caráter dela, coisa que você não tem....falo com o dedo apontando para o rosto dela e a mulher diz.
Shopia: - quem você pensa que é, para apontar esse seu dedo sujo em minha cara??...Iza dá um tapa na cara dela e tira seu distintivo do pescoço e mostra.
Iza: - sou delegada, uma CEO e dona desse restaurante, preciso falar quem sou??...Shopia fica chocada por Iza ser a dona de uma delegacia, ainda por cima uma CEO.
Iza: - agora você irá ajoelhar e pedir perdão ao meu funcionário.
Shopia: - nunca irei pedir perdão a uma pessoa como você ou a ele....Iza vai até uma cadeira de madeira e arranca um pedaço com as suas próprias mãos e volta para lá.
Iza: - Amanda, diz pra ela quem é Iza Ling....Amanda se levanta e pega da sua bolsa papéis com a foto e o nome do Grupo Ling e joga na cara de Shopia.
Amanda: - se arrependa do que você disse para a senhorita Ling....com a Iza ninguém pode brincar, ela machuca a pessoa até conseguir o que quer
Shopia não acredita e continua dizendo.
Shopia: - outra cadela querendo me enganar....Iza não aguenta mais e bate com a madeira nas costas dela que a faz cair de joelhos no chão e puxa o seu cabelo.
Iza: - ainda não acredita?.....eu odeio esse tipo de pessoa.
Shopia: - dúvido, não acredito em você...bato mais uma vez em suas costas e ela grita de dor e em meio as lágrimas acha forças para falar
Shopia: - por favor pare...
Iza: - o que eu mais odeio são pessoas que insultam os meus funcionários e quando isso acontece eu os mandos para outro mundo....Shopia fica com medo e pergunta..
Shopia: - que mundo?....falo com um tom frio que nunca falei antes e aperto o seu queixo
Iza: - dos mortos.....o restaurante fica em silêncio total e ninguém se atreve a levantar e prendem a respiração, Amanda cruza os seus braços sorrindo junto com o Gerard que estão gostando de ver a cena.
Iza: - quero que a empresa Yan seja minha a partir de agora e que todas as pessoas dessa cidade fiquem sabendo quem é essa família e não se atreva a voltar em meu restaurante....a mulher começa a chorar e sabe que eu não estou brincando.
Shopia: - sim, senhorita Ling....Iza acena para um de seus guardas e diz: - mande a família dela, com o aviso.
- sim chefe.