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Nunca é tarde para recomeçar

Nunca é tarde para recomeçar

Autor:: Cosimo Mohanty
Gênero: Moderno
Janice era a filha legítima perdida da família, mas ao retornar, encontrou apenas frieza: pai, mãe e irmãos a tratavam como um fardo, e todo amor era dedicado à filha adotiva. Para conquistar o afeto da família, Janice suportou tudo e abriu mão de tudo, apenas para ser ainda mais explorada em troca. "Dê seus designs à sua irmã, então posso te chamar de filha." "Corrija o projeto, e perdôo sua fuga de casa." "Sua irmã precisa de um rim. Doe um a ela e reconheceremos você como irmã." Determinada, Janice cortou todos os laços com a família e se transformou, virando mestre em artes marciais, especialista na medicina e designer top mundial.

Capítulo 1 A chicotada

"Janice, como você pode ser tão cruel? Você tem noção do que fez com sua irmã? Você vai aprender a lição hoje!" Laurie Edwards rosnou, a raiva a transbordar enquanto o chicote atingia a filha com um estalo brutal e estrondoso.

O estalo agudo do chicote ecoou pela vasta mansão, silenciando os empregados que permaneciam imóveis como estátuas, sem ousar proferir uma palavra.

Apesar disso, Janice Edwards manteve-se estoica, o corpo franzino a tremer com os dentes cerrados, suportando a dor excruciante que parecia rasgar-lhe a pele.

"Eu te trouxe de volta, dei tudo o que precisava e ofereci um lar. É assim que me agradece?"

A cada palavra, o braço de Laurie se movia, marcando as costas de Janice com listras profundas e vermelhas, enquanto o rosto da garota empalidecia. Ainda assim, seu olhar permanecia firme, iluminado por uma faísca de determinação. Talvez já tivesse ficado insensível a castigos tão brutais.

"Agora, peça desculpas à Delilah." Arfando de esforço, Laurie pôs uma mão na cintura, os olhos dela brilhando de fúria ao encarar Janice.

"Por que eu pediria desculpas se não fiz nada de errado?" Janice enfrentou o olhar de Laurie, a voz firme, cada palavra um desafio.

A fúria de Laurie atingiu o ápice ao ver aquela postura desafiadora. Agarrando o chicote com força, declarou: "Então não vou parar até que você peça desculpas hoje."

Nesse momento crucial, Delilah Edwards, a filha adotiva de Laurie, segurou o braço da mãe, os olhos cheios de lágrimas, e implorou: "Mãe! Por favor, pare de bater na Janice. A culpa é minha - nunca lhe contei sobre minha alergia a manga."

"Delilah, você é bondosa demais. Ela quase a matou, e ainda assim você a defende." Laurie suspirou, deu um tapinha carinhoso na mão de Delilah e falou com a voz cheia de afeto. "Ela é simplesmente maliciosa. Nessa tentativa desesperada de chamar atenção, deu-lhe pudim de manga sabendo da sua alergia. Que crueldade, não acha?"

"Mas eu juro que não sabia!" As lágrimas brotaram nos olhos de Janice ao encarar a dupla unida à sua frente. "Eu realmente não sabia da alergia dela!"

"Ainda com desculpas?" Laurie desferiu outro golpe em Janice, as palavras gélidas e cortantes enquanto a dor se espalhava pela pele da garota, provocando-lhe um calafrio.

Desde que Janice voltara para a família, qualquer discussão envolvendo Delilah invariavelmente terminava com ela levando a culpa. Não importavam seus argumentos ou as provas que apresentava; tudo era descartado como mentira.

Quando Delilah caiu da escada, acusou Janice de tê-la empurrado, e os pais ficaram do lado da adotiva sem hesitar.

Embora Janice fosse sangue do seu sangue, parecia ocupar um lugar menor no coração deles do que Delilah.

Aos olhos deles, talvez ela não passasse de uma calculista, sempre disposta a machucar Delilah para conquistar um pouco de afeto.

Delilah lançou um olhar de simpatia a Janice. "Mãe, eu entendo a Janice. Afinal, ocupei o lugar dela como sua filha por mais de uma década. Se estivesse no lugar dela, provavelmente também me sentiria amargurada. Talvez, se eu for embora, ela finalmente encontre paz e a família possa se reconciliar."

Suas palavras, revestidas de uma fachada de preocupação, eram um truque ardiloso para colocar Janice em maior desvantagem, e Laurie engoliu a isca de bom grado.

O coração de Janice se afundava no desespero, uma contagem silenciosa de mágoas contra a família a crescer a cada instante.

De repente, um chicotada afiada trouxe-a de volta à dura realidade. Ela fitou Laurie, cujo olhar era frio e transbordava desprezo.

A voz da mulher cortou o ar, gélida e incisiva. "Olhe só para a Delilah, sempre tão atenciosa e educada! Se você fosse metade do que ela é, eu estaria nas nuvens. Mas você aí, negando o erro, como se quisesse me irritar de propósito."

Janice manteve-se firme. "Repito: o pudim que lhe dei não tinha manga. Se duvida de mim, confira a lista de compras!"

"Para que conferir? Delilah não nos enganaria sobre isso." Com a fé inabalável em Delilah, Laurie não via necessidade de confirmar os itens listados.

"Mãe..." A voz de Delilah tremeu, numa atuação cuidadosa e vulnerável. "Se isso tranquilizar a Janice, talvez eu tenha sido injusta com ela."

"Delilah, por favor, não chore. Você não merece sofrer assim. Vou garantir que essa ingrata pague por isso." O olhar de Laurie endureceu, o aperto no chicote se intensificou, sua autoridade era palpável. "Se não quer pedir desculpas, a decisão é sua. Em três dias, a Efrery realiza seu primeiro concurso de design de moda. Se entregar seu projeto à Delilah, deixo isso para lá."

De novo?

Aquelas palavras gélidas trespassaram Janice, causando-lhe um profundo calafrio.

Ao longo do ano, ela cedera incansavelmente, desesperada por um mínimo de reconhecimento e elogio da família.

Desde o início, o quarto era seu por direito, mas convenceram-na a entregá-lo, dizendo que Delilah se afeiçoara ao conforto do lugar.

Até sua legítima identidade como filha dos Edwards foi obscurecida, tudo para proteger o orgulho de Delilah.

A lista de sacrifícios era infindável.

Para permanecer com essa família e conquistar seu favor, Janice abrira mão de mais do que admitiria.

Mas agora, Laurie pressionava-a a renunciar ao projeto para o concurso de moda, pondo seu futuro em jogo.

"Diga alguma coisa", instou Laurie, diante do silêncio de Janice. "Perdeu a voz?"

"Mãe, por favor", interveio Delilah, agarrando o braço de Laurie e balançando a cabeça. "A Janice também está concorrendo. O que ela fará se me entregar o projeto? Embora esteja confiante na vitória, eu..." Ela fez uma pausa, tossiu fracamente, o corpo a tremer, prestes a desmaiar. "Acho que minha saúde não permite."

"Ela a prejudicou, então é justo que se redima." Laurie fitou Janice com um olhar penetrante. "Pergunto pela última vez - vai ceder o projeto ou não?"

Um aperto no peito tomou Janice enquanto respirava fundo e irregularmente. "Mãe, eu não sou sua filha também?", perguntou, a voz ligeiramente embargada.

"Diz ser minha filha, mas desconsidera meus desejos?"

Essa demonstração explícita de favoritismo partiu de vez o coração de Janice. Ela fechou os olhos e sussurrou, quase inaudível: "Deixo que ela fique com o projeto."

Diante dessas palavras, um sorriso malicioso surgiu no rosto de Delilah. Embora Janice fosse muitas vezes complacente, suas habilidades de design eram excepcionais. Com o projeto dela em mãos, garantir o primeiro lugar parecia quase certo.

"Então você tem consciência, afinal", comentou Laurie, arqueando uma sobrancelha enquanto atirava o chicote de lado com displicência e dirigia um sorriso caloroso a Delilah. "Com o projeto da Janice, pode parar de se preocupar com a competição. É só relaxar e aproveitar o prêmio quando chegar."

"Obrigada, mãe", respondeu Delilah, o rosto a iluminar-se com um sorriso alegre. Contudo, pouco depois, um olhar tímido surgiu-lhe no rosto ao voltar-se para Janice. "Mas a Janice não vai ficar ressentida por eu usar o projeto dela?"

"Ela não teria coragem." A voz de Laurie ficou gelada ao fixar um olhar severo em Janice. "Se guardar rancor, vai parar na rua. A família Edwards não mantém ingratos por perto, sejam da família ou não."

"E se a Janice me acusar de roubar o projeto dela?" A voz de Delilah tingiu-se de preocupação.

"Então, vou garantir que qualquer vestígio do envolvimento dela seja apagado, e todo o crédito será seu."

As palavras duras de Laurie deixaram Janice atordoada, o coração a afundar-se ainda mais no desespero.

Teriam sido em vão seu ano de paciência e concessões?

"Huh!" Janice soltou um riso amargo e desdenhoso, os últimos resquícios de esperança a desintegraram-se, deixando-a completamente desiludida com a família.

Capítulo 2 Reagindo

"O que é tão engraçado, Janice?" Laurie inclinou a cabeça, confusa.

"Estou rindo do absurdo da própria tolice, de como, repetidas vezes, me rendi, só para alimentar a ganância sem limites de vocês", respondeu Janice, com uma risada carregada de ironia cortante.

"Ganância? Não é seu dever, como irmã mais velha, fazer concessões para a Delilah?" A réplica de Laurie vinha envolta em uma autojustificativa presunçosa, alheia ao fato de que a centelha de esperança nos olhos de Janice já se apagara há muito tempo.

Respirando fundo para se firmar, Janice declarou com determinação: "Fiquei sempre recuando, na esperança de que meus sacrifícios acendessem pelo menos uma faísca de afeto em você. Mas meus esforços foram inúteis, desprezados e pisoteados como se não passassem de fracassos."

Sua voz ergueu-se, ecoando com força pela sala.

Janice levantou-se do chão, sua postura agora refletindo uma mistura de desafio e força. "Você me prometeu uma vida de opulência quando voltei para a família Edwards. E no entanto, o que recebi? Nem mesmo a cortesia de uma refeição decente. Diga-me, além de me usar e me esmagar, você já agiu com um pingo de humanidade?"

Com as mãos apertadas contra o peito, Janice continuou: "Eu sou sua filha! Você já me chamou de 'querida' sequer uma vez?"

Sua risada então irrompeu, histérica, mas transbordando amargura.

Laurie franziu a testa, e sua voz gelou ao responder: "E não é tudo porque você quer me ouvir te chamar de 'querida'? Está bem. Querida! Era isso que você queria?"

Com uma risada aguda e quase maníaca, Janice balançou a cabeça. "Senhora Edwards, sua tentativa patética de amor fingido até que é divertida."

Naquele instante, sua risada cessou abruptamente, seus olhos tornando-se frios e penetrantes. "Não desejo mais seu afeto. A partir de hoje, rompo todos os laços com a família Edwards."

"Isso é rebeldia descarada!" Laurie exclamou, a fúria palpável, enquanto agarrava o chicote novamente e o desferia contra Janice.

Janice, porém, interceptou o látego sem esforço, sua expressão séria e resoluta. "Ainda quer me bater? Outrora, eu era sua filha e tolerava a disciplina materna. Agora, não temos mais nenhum vínculo. Com que direito levanta a mão contra mim?"

Um sorriso malicioso distorceu os lábios de Janice, sua anterior mansidão substituída por uma aresta desafiante.

Ela arrancou o chicote das mãos de Laurie, balançando-o com casualidade no ar. "Você acabou de me bater. Parece justo retribuir na mesma moeda."

"Vai fazer o quê?" Laurie recuou, com uma expressão de choque, enquanto Janice se transformava de vítima dócil em uma figura de coragem intimidadora.

Com um estalo ensurdecedor, o chicote atingiu o corpo de Laurie, deixando uma ardência intensa em seu rastro.

"Como você ousa me bater?!" Laurie gritou de dor, sua raiva atingindo o ponto de ebulição. "Você não vai sair impune!"

"Janice, como pôde bater na mamãe?" Delilah exclamou, chocada.

Janice lançou um olhar glacial para Delilah, fazendo um calafrio percorrer sua espinha. Delilah não conseguia se livrar da sensação perturbadora, ponderando sobre a mudança drástica em Janice.

"Se está tão preocupada com ela, por que não toma a chicotada no lugar dela?" Janice atirou as palavras, que cortaram o ar.

E o chicote partiu, atingindo Delilah com força.

"Ai!" Delilah gritou quando o látego a atingiu, uma onda de dor intensa dominando seus pensamentos.

Ela não conseguia acreditar. Janice devia ter enlouquecido para agredi-la assim.

"Janice, pare com essa loucura! Não vou permitir que machuque a Delilah!" Laurie rugiu, correndo para envolver Delilah em seus braços, ignorando a própria agonia.

Mas Janice foi implacável, seu chicote atingindo Laurie repetidas vezes, sem piedade.

Os gritos de dor de Laurie ecoavam pela sala, seu corpo tremia, seus olhos reviravam como se estivesse prestes a desmaiar.

Mas aquela agonia não era nada comparada ao sofrimento que Janice suportara por um ano inteiro. Ela ainda estava se contendo. Caso contrário, Laurie já teria sucumbido.

"Janice, por favor, pare! Você está matando a mamãe! A culpa é toda minha. Bata em mim se for preciso, mas por favor..." Delilah implorou, suas palavras sendo interrompidas quando Janice a arrancou do abraço protetor de Laurie.

"Janice, solte a Delilah!" Apesar de seu próprio sofrimento, Laurie ainda se preocupava com a filha adotiva. Que "grande" mãe ela era!

"Você não é alérgica a manga?" Janice perguntou com um sorriso sinistro nos lábios.

"O que diabos está fazendo? É melhor me soltar agora mesmo! O pai vai voltar a qualquer momento, e quando souber o que você fez com a mamãe, vai acabar com você!" O coração de Delilah batia descompassado no peito, suas mãos trêmulas paralisadas ao lado do corpo enquanto encarava Janice com horror.

"Então vou garantir que você desapareça antes que ele possa me tocar."

Janice agarrou um pudim de manga da mesa e o pressionou contra os lábios de Delilah.

Delilah se contorcia e se debatia, mas a força de Janice era de aço, sufocando-a enquanto o pudim era forçado garganta abaixo.

"Pare, Janice! Você vai matá-la!" Laurie esbravejou, sua voz tomada pelo terror. "Alguém, por favor! Detenham essa loucura!"

Reagindo aos gritos de Laurie, os empregados se aproximaram rapidamente de Janice.

Sem hesitar um instante, Janice brandiu o chicote e o estalou no ar, atingindo com força um dos empregados. "Mais um passo, e você está morto!", ela declarou, seus olhos brilhando com uma determinação glacial que paralisou os empregados no lugar.

Eles trocaram olhares de incredulidade. Aquela era realmente a mesma garota sempre acostumada a suportar o sofrimento em silêncio?

"Delilah, por favor, fale comigo!" Laurie chorou, rastejando em direção à filha, lágrimas escorrendo por seu rosto. "Não me assuste assim!"

"Senhora Edwards, talvez seja hora de você testemunhar como sua querida filha lida com suas reações alérgicas."

Janice zombou e saiu da sala com passos firmes. Aquele lugar não parecia mais um lar.

Os empregados se reuniram, suas expressões uma mistura de preocupação e perplexidade. Eles não estavam acostumados a ver uma demonstração tão ousada de insubordinação vinda de Janice, que geralmente era tão mansa e complacente.

A lembrança de Janice batendo em Laurie e forçando Delilah a comer pudim de manga pairava no ar, um lembrete arrepiante daquele sofrimento.

Capítulo 3 Um acordo

Janice saiu da mansão da família Edwards, o olhar percorrendo lentamente a rua silenciosa e vazia. Apesar da dor persistente que a atormentava, uma leveza peculiar florescia em seu peito.

Ao refletir sobre o ano que passara com os Edwards, reconheceu o caráter sufocante de sua existência ali. Movida por um desejo profundo pelo calor familiar, havia se aprisionado voluntariamente, alimentando em vão a esperança de obter um pouco de afeto deles.

Infelizmente, tudo o que encontrou foi pura indiferença e exigências incessantes.

Janice lançou um último olhar para a mansão, cujas paredes exalavam um esplendor altivo, testemunha silenciosa do orgulho aristocrático.

"Vamos ver quanto dura sua grandeza sem mim", murmurou para si mesma, desviando o rosto. Ao dar o primeiro passo rumo à nova liberdade, uma voz a deteve inesperadamente.

"Senhorita Edwards, você é mesmo uma caixinha de surpresas."

Janice se virou. Diante dela, acompanhado por um guarda-costas, estava um homem em uma cadeira de rodas.

Seus traços eram de uma beleza impressionante - os contornos do rosto marcantes, a presença dominando a luz ao redor com naturalidade, mesmo sentado.

No entanto, era um homem com uma deficiência. Exatamente essa deficiência levara Delilah a desprezá-lo, obrigando a família Edwards a trazer Janice de volta para tomar o lugar da irmã em um casamento arranjado com ele.

"Senhor Green, o que quer dizer com isso?" A voz de Janice era cortante, os olhos se estreitando com uma intensidade palpável que anunciava perigo.

Arqueando levemente a sobrancelha, Aiden Green a observou com expressão curiosa. "Devo admitir minha surpresa. Não esperava que você, sempre tão dócil, revelasse um lado tão formidável. Inesperado."

"Esteve me observando?" O tom de Janice ficou mais gelado, os punhos se cerrando sutilmente enquanto se preparava para um possível confronto.

Imperturbável, Aiden fez um gesto discreto para que os guarda-costas mantivessem as posições. "Considerando que você é minha noiva, acho mais do que normal me interessar por seus assuntos, não concorda?"

"Sim", concordou Janice, a postura suavizando-se à medida que se aproximava de Aiden. "Mas está realmente disposto a me aceitar como sua noiva? Lembro-me bem de sua atitude anterior para comigo - bastante desdenhosa, beirando o desprezo."

"Isso ficou no passado", respondeu Aiden, a voz embargada enquanto mantinha o olhar fixo em Janice, cujo olhar já não mostrava vestígio de vulnerabilidade. Naquele momento, percebeu uma mudança nela, como se fosse uma pessoa completamente diferente. "Agora acredito que você é de fato adequada para ficar ao meu lado."

O sorriso de Janice dançava na brisa noturna, os cabelos esvoaçando como fios de seda. Um sorriso belo, mas de tom gélido. "Senhor Green, vamos direto ao ponto. O que realmente deseja?"

Aiden arqueou as sobrancelhas, intrigado. As mudanças por que ela passara eram ainda mais significativas do que imaginara. "Vamos fazer um acordo", propos.

"Certo, prossiga", instou Janice, o olhar fixo no dele com determinação.

"Você cortou os laços com a família Edwards. Quando Connor voltar, não vai deixar barato." A voz de Aiden era baixa e cativante. "Posso protegê-la da retaliação deles e oferecer o apoio necessário para que persiga suas ambições. Você os odeia agora, não é? Deseja vingança, suponho."

Os olhos de Janice se estreitaram, um lampejo de reconhecimento brilhando no fundo deles. Aiden havia atravessado sua fachada. A família Edwards presumira que trazê-la de volta fosse um gesto de caridade. No entanto, ela provaria que estavam errados - lhes mostraria o quanto eram ignorantes e a imensa riqueza e prosperidade que haviam perdido.

"E o que você quer em troca?", perguntou, a voz firme.

"Vamos registrar nosso casamento amanhã."

As palavras de Aiden deixaram Janice atordoada por um instante, mas logo seus lábios se curvaram em um sorriso. "Fechado."

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