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Não Mais Uma Substituta: A Nova Vida de Sofia

Não Mais Uma Substituta: A Nova Vida de Sofia

Autor:: Jun Shang Ye
Gênero: Moderno
Hoje era o meu aniversário. Eu esperava Ricardo no Solar de Alfama, o restaurante de fado que ele adorava. A mesa estava posta, a vela acesa. Eu estava sozinha. De repente, o ecrã do telemóvel iluminou-se. Uma notificação. Uma fotografia: Ricardo, o meu marido, a proteger Isabella Vargas da chuva com o seu casaco, à porta do aeroporto de Lisboa. Um gesto de carinho que ele nunca teve comigo em cinco anos de casamento. Cinco anos de uma farsa, de um casamento de aparências. Ele casou comigo por impulso, no mesmo dia em que Isabella, o seu "primeiro amor" e "grande paixão não resolvida", anunciou o seu noivado com outro. Eu aceitei, grata pelo apoio da família dele, com uma paixão secreta que ele nunca correspondeu. Tornava-me a esposa submissa, a esperançosa que o esperava para jantares que ele raramente comparecia. Que ouvia, em silêncio, as constantes menções a Isabella. A sua indiferença era a prova final, a crueldade máxima. "Desculpa, Sofia. Assunto urgente com a Isa. Não consigo ir. Feliz aniversário." Esta foi a sua mensagem, enviada no dia do meu aniversário. A dor daquela constatação era insuportável. Como pude ser tão cega, tão tola, agarrada a uma esperança vã? Cinco anos da minha vida consumidos por uma paixão unilateral, cheia de humilhações silenciosas. Hoje, a esperança morreu. Basta. Eu queria o divórcio. Agarrei no telemóvel, as mãos a tremer ligeiramente. Abri a galeria, apaguei a única fotografia que tinha dele. Um ato pequeno, mas o primeiro passo para a minha liberdade. A minha vida começava agora.

Introdução

Hoje era o meu aniversário.

Eu esperava Ricardo no Solar de Alfama, o restaurante de fado que ele adorava.

A mesa estava posta, a vela acesa.

Eu estava sozinha.

De repente, o ecrã do telemóvel iluminou-se.

Uma notificação.

Uma fotografia: Ricardo, o meu marido, a proteger Isabella Vargas da chuva com o seu casaco, à porta do aeroporto de Lisboa.

Um gesto de carinho que ele nunca teve comigo em cinco anos de casamento.

Cinco anos de uma farsa, de um casamento de aparências.

Ele casou comigo por impulso, no mesmo dia em que Isabella, o seu "primeiro amor" e "grande paixão não resolvida", anunciou o seu noivado com outro.

Eu aceitei, grata pelo apoio da família dele, com uma paixão secreta que ele nunca correspondeu.

Tornava-me a esposa submissa, a esperançosa que o esperava para jantares que ele raramente comparecia.

Que ouvia, em silêncio, as constantes menções a Isabella.

A sua indiferença era a prova final, a crueldade máxima.

"Desculpa, Sofia. Assunto urgente com a Isa. Não consigo ir. Feliz aniversário."

Esta foi a sua mensagem, enviada no dia do meu aniversário.

A dor daquela constatação era insuportável.

Como pude ser tão cega, tão tola, agarrada a uma esperança vã?

Cinco anos da minha vida consumidos por uma paixão unilateral, cheia de humilhações silenciosas.

Hoje, a esperança morreu.

Basta. Eu queria o divórcio.

Agarrei no telemóvel, as mãos a tremer ligeiramente.

Abri a galeria, apaguei a única fotografia que tinha dele.

Um ato pequeno, mas o primeiro passo para a minha liberdade.

A minha vida começava agora.

Capítulo 1

O ecrã do telemóvel iluminou-se com a notificação. Uma fotografia. Ricardo, o meu marido, a proteger Isabella Vargas da chuva com o seu casaco à porta do aeroporto de Lisboa. Um gesto de carinho. Um gesto que ele nunca teve comigo em cinco anos de casamento.

Hoje era o meu aniversário. Eu esperava-o no Solar de Alfama, o restaurante de fado que ele adorava. A mesa estava posta, a vela acesa. Eu estava sozinha.

As notícias online confirmavam: "Isabella Vargas, herdeira da fortuna do café, regressa ao país após divórcio milionário." Ricardo fora recebê-la.

Cinco anos. Cinco anos de um casamento de fachada. Ele casou comigo por impulso, no mesmo dia em que Isabella anunciou o seu noivado com outro. Eu aceitei, grata pelo apoio da família Almeida quando a minha própria família ruiu, e com uma paixão secreta por ele, uma paixão que ele nunca correspondeu.

Sempre fui a esposa submissa, a esperançosa. A que arrumava a casa, que lhe passava as camisas, que o esperava para jantares que ele raramente comparecia. A que ouvia, em silêncio, as suas constantes menções a Isabella, o seu "primeiro amor", a sua "grande paixão não resolvida".

Hoje, a esperança morreu. A imagem dele com Isabella, a protegê-la, foi a gota de água.

Basta.

Eu queria o divórcio.

Peguei no telemóvel. A minha mão tremia ligeiramente. Abri a galeria, apaguei a única fotografia que tinha dele no meu telemóvel, uma formalidade de um evento de caridade. Um ato pequeno, mas o primeiro passo para a minha liberdade.

A minha mente recuou. Flashback.

Eu era Sofia Mendes, uma rapariga inteligente e reservada do Porto. Família modesta. Consegui uma bolsa para uma universidade de prestígio em Lisboa. Foi lá que a minha vida se cruzou com os Almeida. O meu pai faliu, a minha mãe adoeceu. Os Almeida, através de uma fundação de caridade que apoiava alunos promissores, ofereceram-me apoio financeiro e moral. Fiquei-lhes eternamente grata.

Conheci Ricardo nessa altura. Ele era o herdeiro da influente família lisboeta do setor vinícola. Carismático, distante. Intimidava-me com a sua aura de poder. Eu admirava-o de longe.

Um dia, ele abordou-me. Isabella tinha acabado de anunciar o casamento. Ele parecia perdido, zangado.

"Sofia," ele disse, a voz fria, "preciso de uma esposa. Alguém discreto. Alguém que não me cause problemas. A minha família ajudou-te. Considera isto um... reembolso."

Fiquei em choque. Confusa. Desesperada. Mas uma parte de mim, a parte tola e apaixonada, agarrou-se à esperança. Talvez, com o tempo...

O casamento foi uma cerimónia civil, discreta. Sem festa, sem lua de mel, sem anel de noivado vistoso. Apenas os pais dele, formais, preocupados com as aparências, e o avô, Sr. Afonso Almeida, um homem de princípios que me olhou com uma curiosidade respeitosa.

Rapidamente percebi. O coração de Ricardo nunca seria meu. O nome de Isabella estava sempre nos seus lábios, nas suas memórias, nos seus suspiros. Fotografias dela, discretamente guardadas na sua secretária. Viagens de "negócios" que coincidiam com os locais onde Isabella vivia.

Eu era uma substituta. Uma distração. Uma esposa de conveniência para manter as aparências enquanto ele esperava que Isabella voltasse.

As "coincidências" dolorosas acumulavam-se. O perfume dela que ele ainda usava. As músicas que ele ouvia, as mesmas que ela mencionava nas suas raras entrevistas. O restaurante onde estou agora, o favorito dela, segundo ele me disse uma vez, esquecendo-se que era eu ao seu lado.

O telemóvel vibrou na minha mão. Uma mensagem de Ricardo.

"Desculpa, Sofia. Assunto urgente com a Isa. Não consigo ir. Feliz aniversário."

A sua indiferença era a confirmação final.

O casamento acabou. Dentro de mim, a decisão estava tomada, firme como uma rocha.

Capítulo 2

Ricardo chegou a casa tarde, já passava da meia-noite. Trazia Isabella com ele. A chuva tinha parado, mas ele ainda a amparava pelo braço, como se ela fosse de porcelana.

"Sofia não está?" perguntou ele ao Alfredo, o velho mordomo, ao ver a sala de estar vazia.

Alfredo, que me tinha visto sair horas antes, apenas respondeu: "A menina Sofia saiu, Senhor Ricardo."

"Saiu? Para onde?" A sua voz tinha um leve tom de irritação, não de preocupação.

"Não informou, senhor."

Ricardo deu de ombros. "Bem, Isa, parece que tens a casa só para ti." Ele sorriu para ela, um sorriso que eu via tão raramente. "O meu avô está fora, na quinta do Douro. Os meus pais estão em Bruxelas. Podes ficar no quarto de hóspedes principal. Era o da Sofia, mas ela não se importará."

Isabella fez uma expressão de falsa relutância. "Oh, Rico, não quero incomodar."

"Que disparate, Isa. És de casa."

Ele nem sequer questionou a minha ausência prolongada no meu próprio aniversário. A sua mente estava completamente ocupada por Isabella.

Enquanto eles se instalavam, eu estava a assinar o contrato de arrendamento de um pequeno apartamento em Campo de Ourique. Simples, mas meu. Precisava de um refúgio.

No dia seguinte, Isabella ligou-me. A sua voz era melosa, falsamente preocupada.

"Sofia, querida? O Rico disse-me que saíste ontem. Está tudo bem?"

Desliguei a chamada sem dizer uma palavra.

Ela voltou a ligar. Rejeitei.

Mandou uma mensagem. "Sofia, o Rico está preocupado. Onde estás? Podemos conversar?"

Ignorei.

Passado uma hora, outra mensagem, desta vez o tom era diferente. "Olha, Sofia, sejamos honestas. Tu sabes que não pertences a este mundo. O Rico merece alguém que o compreenda, alguém do nível dele. É melhor para todos se desapareceres discretamente."

Sorri. Era exatamente o que eu planeava fazer.

Respondi: "Isabella, encontro-te amanhã, às três, no café Versailles. Tenho uma proposta para ti."

A sua resposta foi imediata. "Proposta? Que tipo de proposta?"

"Aparece e descobrirás."

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