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Não existe limites para o amor.

Não existe limites para o amor.

Autor:: Jihyo_Gostosa
Gênero: Romance
ESSE LIVRO É UM ROMANCE POLIAMOR. ------------------------------------------------------------------------- Eu nunca pensei que iria me apaixonar por duas pessoas. Já que todos sempre diziam que era impossível alguém amar duas pessoas ao mesmo tempo. Mas é algo que eu percebi com o passar do tempo, é que não é impossível amar, é algo possível, até porque estou vivendo esse amor. Um amor que não existe limites para amar.

Capítulo 1 ♥ PRÓLOGO♥

Noah Miller.

Sábado.

Rapidamente sento na cama e isso fez a minha cabeça girar de uma vez.

Porra! Que vontade enorme de vomitar, eu nunca mais irei beber daquele jeito.

Passei a mão no meu rosto.

Onde eu estou?

Apoiei a minha mão na cama e senti algo, olhei para o lado e vejo....

Andrea De Luco!!!!!!

Meu corpo todo começou a tremer.

O que está acontecendo aqui?

Tentei me afastar do seu corpo e toquei em algo macio, olhei para trás e quase tenho um infarto ao ver o Matteo De Luca.

O que aconteceu?

Olhei para o meu corpo e percebi que eu estou nu, assim como eles dois também estão nus.

Puta que pariu!!!!!!

Conseguir sair da cama com muito cuidado para não acordá-los, me vestir na velocidade da luz e peguei tudo o que eu precisava, rapidamente sai do quarto e notei que ainda estamos na boate.

Porra!! Porra!!Porra!!

Sai correndo para fora desse lugar sem olhar para trás, eu não consigo lembrar de nada, o que aconteceu? Nós realmente transamos?

Claro que transamos, meu quadril está doendo demais e ainda por cima tem marcas de chupões pelo meu corpo.

Parei de andar e olhei para minhas mãos que tremia por causa do nervosismo.

Eu perdi a minha virgindade com o casal mais famosos dos Estados Unidos e eu não lembro de nada.

Porra!

Capítulo 2 ♥ CAPÍTULO UM ♥

Noé Miller.

Sexta-Feira.

06:50 ― Casa dos Miller ― Quarto do Noah ― Nova York ― EUA.

― Noah!! Levanta essa bunda da cama agora!!! ― Minha mãe gritou do lado de fora do meu quarto. ― Não me faça te bater garoto, levanta agora!

― Eu já levantei mãe!! ― Falei um pouco alto para ela ouvir.

― Então vá se arrumar logo!

Soltei um suspiro com isso, sempre é assim toda manhã, isso acaba me cansando demais.

Eu sou um garoto de vinte e dois anos e magro, meus pais são bem diferente de mim, eles tem um corpo bem normal, diferente de mim que é magrelo e ainda por cima nerd. Eu tenho dois irmãos, uma irmã chamada Carol que tem vinte e cinco anos e um irmão chamado Charles que tem vinte e seis anos. ― Eu sou o mais novo da família e sempre sou alguém deixado para trás, minha família é bastante ocupados com os seus trabalhos e mal tem tempo para mim.

Suspirei mais uma vez e levantei da cama indo para o banheiro, eu faço de faculdade de administração faz dois anos, eu já penso em desistir de tão difícil que é fazer faculdade, mas eu não paro porque eu penso no meu futuro e porque eu quero sair daqui de casa, meus pais são bons, mas querendo ou não eu quero ter meu próprio canto.

Entrei no banheiro e fui andando para a pia.

― Eu estou um lixo. ― Suspirei e peguei a minha escova de dente e também peguei a pasta.

Coloquei na escova e comecei a escovar os dentes tranquilamente.

Também tem outro motivo que me fez pensar em sair da faculdade, é que os meus colegas de classe são muito idiotas, sempre vivem pegando no meu pé por eu ser um garoto nerd e magrelo, eles ainda não sabem que eu sou gay, mas vivem me chamando de nerd e de gay por eu andar com o meu melhor amigo que é gay. ― Nós sempre ignoramos isso porque não vale a pena tentar rebater, só que isso é algo que mexe muito comigo, mesmo eu tentando ignorar é algo muito irritante.

Que vida boa eu tenho.

Cuspi na pia e lavei a minha boca e depois o meu rosto, tirei o meu pijama e coloquei em pendurado no cabide do banheiro, eu só o usei ontem para dormir, não está sujo, posso muito bem usá-lo quando eu for dormir hoje de noite. ― Entrei debaixo do chuveiro e liguei, suspirei ao sentir a água gelada cair sobre o meu corpo.

Eu juro, quando eu tiver um emprego e ganhar dinheiro, irei sair dessa casa e conseguir um chuveiro elétrico, não aguento ficar tomando banho o tempo todo gelado, isso é muito ruim. Até em dias de frios eu tenho que tomar banho de água gelada, isso é a pior coisa do mundo, eu quero poder ter as minhas próprias coisinhas e viver em paz.

Minha família não tem muitas condições, meu pai trabalha como porteiro em um prédio que eu não sei o nome até hoje, eu nunca perguntei mesmo. Minha mãe trabalha em uma lanchonete junto com a minha irmã, minha mãe indicou a minha irmã para trabalhar nos dias de sábado e domingo, meu irmão também trabalha, ele é único da casa que ganha bem por trabalhar em um banco.

Eu sou o único que não trabalha, eu queria muito trabalhar mais a minha família disse que agora não, minha mãe disse que eu devo focar nos meus estudos primeiro e depois eu devo trabalhar. ― A minha casa tem três quartos, meu irmão dorme com a minha irmã, ele disse que não gostaria de dividir a cama comigo por eu me mexer muito.

Idiota.

Desliguei o chuveiro e peguei a toalha que estava em pendurado no outro cabide que fica perto do chuveiro, sai do banheiro me enxugando e fui andando até o guarda-roupa.

― Qual roupa eu devo ir hoje?

Hoje é sexta-feira, acho que vou colocar algo simples, não estou muito a fim de colocar algo caprichoso.

Escolhi uma calça jeans preta, uma camisa social azul, um tênis branco e uma cueca também preta.

Comecei a me vestir tranquilamente e olhei para o relógio na parede e vejo que é sete e quinze, a primeira aula da faculdade começa as oito, ainda tenho tempo, o bom é que a minha casa é perto da faculdade. ― Assim que terminei de me arrumar levei a toalha de volta ao banheiro, pendurei ela direitinho e bem aberto para pode enxugar, sai do banheiro e fui até a minha mochila verificar as coisas.

― Livros, canetas, lápis, caderno... Tudo certo. ― Fechei a bolsa. ― Cadê o meu celular?

Olhei em volta no meu quarto e fui até o travesseiro e levantei o vendo, o peguei e liguei vendo que tinha uma mensagem do Dylan.

Mensagem:

Dylan: Bebê, vamos sair hoje à noite, você pode? >07:00<

Sair para onde? Eu gostaria mesmo de sair hoje, mas conhecendo o Dylan, talvez seja para algum bar ou boate.

Eu: Na faculdade nós conversamos melhor, estou saindo de casa já. >07:17<

Guardei o celular no bolso da calça e fui até a mesinha onde tem pentes e perfumes, peguei um pente e comecei a pentear o meu cabelo o colocando para trás, passei perfume no meu pescoço e um pouco na camisa, coloquei os meus óculos e já fui pegando a minha mochila e saindo do quarto. ― Fui andando tranquilamente pelo corredor e desci as escadas, vejo meu pai dando um beijo na minha mãe.

― Estou indo querida. ― Falou sorrindo para ela.

― Se cuide amor, pegou o seu almoço? ― Perguntou toda preocupada.

― Sim, não precisa se preocupar. ― Ele olhou para mim. ― Deveria ter descido há dez minutos Noah.

Suspirei com isso.

― Sinto muito pai. ― Ele revirou os olhos.

― Tanto faz. ― Ele olhou para a minha mãe sorriu. ― Estou indo, eu te amo.

― Também te amo querido.

Ele saiu de casa nos deixando sozinhos.

― O que faz ai parado Noah? Vai pegar os seus sanduíches e caia fora daqui garoto, eu tenho que sair para trabalhar também. ― Falou toda grossa, nem parece a mulher carinhosa de agora pouco.

― Sim senhora.

Fui andando para a cozinha e vejo dois sanduíches no prato, peguei os dois e já fui saindo da cozinha, não encontro mais a minha mãe na sala e vou saindo de casa, fecho a porta atrás de mim e vou descendo os degraus que tem na porta de casa.

Espero que pelo menos ninguém tire onda comigo na faculdade, eu não aguento mais isso.

Capítulo 3 ♥ CAPÍTULO DOIS♥

Noah Miller.

Sexta-Feira.

O caminho para a faculdade foi bastante tranquila, tirando o fato das pessoas me olharem estranho por eu está comendo dois sanduíches enquanto ando, a única coisa que eu fiz foi ignorar. ― Vejo o Dylan atravessando a rua.

― Dylan!! ― Chamei a sua atenção.

O mesmo olhou para mim e acenou com a mão, fui andando em passos rápidos até ele.

― Noah! ― Ele me abraçou. ― Eu senti sua falta. ― Isso me fez revirar os olhos.

― Você me viu ontem Dylan. ― Ele riu e entrelaçou os nossos braços.

― Qual é? Eu não posso sentir falta do meu melhor amigo não? ― Bufei com isso.

― Tudo bem, eu também senti a sua falta. ― Na verdade eu senti mesmo.

Ficar dentro de casa sendo o tempo todo insultado é algo bastante irritante.

― Então, para onde você quer me levar? ― Perguntei enquanto voltamos andar.

― Podemos ir para uma boate. ― Olhei surpreso para ele. ― O que?

― Você está louco? Deste enquanto eu gosto desse tipo de lugar? ― O mesmo bufou.

― Pare de se colocar para baixo Noah, você é lindo. ― Neguei com a cabeça.

― Eu não me importo com isso Dylan, eu só não me sinto confortável em um lugar daquele.

― Você tem que sair um pouco Noah, vai querer sempre passar o seu final de semana com sua família que só vive trabalhando? Eles são idiotas demais, então vamos sair um pouco, relaxar um pouco.

Soltei um suspiro com isso.

― Mas... Eu tenho vergonha. ― Falei parando de andar e olhei para o chão. ― É muito difícil conseguir ter uma boa autoestima com aqueles idiotas da nossa sala.

― Eu sei como é difícil ficar ouvindo essas coisas sobre você Noah, mas você é um jovem muito lindo, eu não estou falando isso porque eu sou o seu amigo, eu estou falando isso porque é verdade.

Sorrir de lado com isso.

― Eu realmente agradeço por você ser o meu amigo. ― Ele sorriu e me abraçou.

― E sempre pode contar comigo para tudo.

― Valeu.

― Agora vamos para aquele inferno que chamamos de faculdade. ― Isso me fez rir.

Voltamos andar.

― Você viu a noticia daquele casal De Luca? ― Olhei para ele.

― Não, o que aconteceu? ― Perguntei curioso.

― Tem boatos rodando por ai que eles são bissexuais. ― Fiquei muito surpreso com essa informação.

― Mas você acredita mesmo nisso? ― Perguntei e o mesmo deu de ombro.

― Pra falar a verdade não, eu não acredito muito nisso. Deve ser pessoas que querem ficar com eles e criam essa ilusão deles. ― Acenei com a cabeça.

― Isso é de se esperar mesmo, eles são o casal mais famoso dos Estados Unidos, mesmo eles sendo italianos. Deve ter muitas pessoas querendo ter uma chance de poder ter um deles em suas camas. ― Falei e o mesmo concordou.

― Eu até queria. ― Ele falou rindo e isso me fez negar com a cabeça.

08:15 ― Columbia University ― Nova York ― EUA.

Soltamos um suspiro quando chegamos à faculdade.

― A nossa felicidade terminou. ― Falei cabisbaixo.

― Sim, vamos entrar.

Seguimos para dentro da faculdade e ignoramos todos no caminho que ficavam sorrindo maliciosamente para nós.

― Você vai sair comigo hoje? ― Perguntou novamente.

― Eu não sei Dylan. ― Falei um pouco inseguro.

― Por favor, Noah. ― Ele juntou suas mãos e me olhou com a sua carinha de pidão.

― Não me olhe assim, por favor. ― Ele continuou olhando e isso me fez suspirar derrotado.

― Tudo bem, nós podemos ir. ― Ele começou a dar um pulinho de animação.

― Nós vamos se divertir bastante. ― Falou muito animado.

O Dylan tem vinte e três anos mais ele nem parece que tem essa idade, o mesmo é muito infantil quando quer ser, ele é baixinho, moreno, a cor dos seus cabelos é roxo, ele pintou recentemente e a cor dos seus olhos é verde claro. ― Nós se conhecemos na biblioteca da faculdade, eu estava lendo um livro de ciências quando ele chegou e se sentou na minha mesa já puxando papo, depois disso nós se tornamos amigos.

― Que hora? ― Perguntei enquanto o mesmo dá ainda pulinhos animados.

― Podemos ir de oito, se estiver tudo bem para você é claro. ― Acenei com a cabeça.

― Tudo bem, a minha família daria glória a Deus por eu está saindo depois de mil anos. ― Falei enquanto entravamos na nossa sala.

― Você pode dormir lá em casa depois da boate. ― Neguei com a cabeça.

― Eles não vão deixar, eles tem medo de me deixar dormir na casa dos outros. ― Falei contragosto.

― Seus pais são protetores demais, mas eles só vivem trabalhando e te deixando de lado ― Falou irritado.

― Não precisa ficar irritado com isso Dylan. ― Sentamos em nossos lugares de sempre. ― Eu já estou até acostumado com isso.

― Você não tem que se acostumar a ser esquecido o tempo todo Noah, se eu pudesse, eu te roubaria da sua família. ― Coloquei a minha mão em cima da dele.

― Eu realmente te agradeço por isso, mas não precisa ficar estressado com isso Dylan. ― Ele suspirou com isso.

― Tudo bem, eu vou tentar me controlar um pouco. ― Sorrir com isso.

― Obrigado.

― Olha pessoal, o casal da sala! ― O Jacob falou alto atraindo atenção das pessoas.

Ele é o garoto mais popular da faculdade, ele já pegou todas as garotas daqui e inclusive até as professoras, bom, é o que dizem os boatos.

Ele é alto, talvez tenha um metro e oitenta e pouco, é branco, a cor dos seus cabelos é preto, tem uma tatuagem no pescoço e a cor dos seus olhos é castanho claro.

― As bichas já vão começar a se pegar tão cedo? ― Falou sorrindo maldoso e isso me fez suspirar.

― E o babaca vai começar implicar tão cedo? ― Dylan perguntou sério.

Ele sorriu de lado.

― Vejo que a bichinha é feroz. ― Ele olhou para mim. ― Deveria controlar melhor o seu animalzinho.

Olhei surpreso para ele.

― Animal? Você me chamou de animal!!? ― Dylan se levantou irritado.

― Dylan. ― Segurei o seu pulso.

― Chamei sim. ― Ele se aproximou ficando cara a cara do Dylan. ― Vai fazer o que?

― Já chega vocês três!! ― Olhamos para trás vendo o professor entrar. ― Vão se sentar agora!

― Você tem sorte. ― Falou dando as costas para nós.

― Esse infeliz do caralho! ― Ele se sentou muito irritado. ― Eu odeio esse puto! Tenho uma enorme vontade de mata-lo, mas infelizmente eu não quero ser preso.

Segurei a sua mão e ele sorriu de leve.

― Eu sei que você prefere ignorar para não arrumar briga, só que eu não consigo ignorar, sinto muito. ― Sorrir para ele.

― Não tem nenhum problema com isso Dylan, pode ficar tranquilo. ― Ele acenou com a cabeça e voltamos a prestar atenção no professor.

Eu me pergunto o porquê dele sempre implicar conosco, eu tenho certeza que não existe somente nós de gays aqui, mas ele gosta muito de pegar no nosso pé. E também eu não sou o único nerd daqui, esse Jacob é um tremendo idiota.

Eu realmente preciso de uma cerveja para afogar as minhas magoas.

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