2021....
Dominique narrando
Eu estava no meio do meu curso e tinha tantos sonhos para realizar. Chegar no serviço hoje e receber a notícia que eu tinha sido despedida , foi como jogar todos os meus sonhos pela lama.
Agora estava eu aqui nas ruas de São Paulo, andando até a parada para pegar um ônibus com uma caixa cheio de porcarias pessoais e ainda segurando um guarda chuva porque estava chovendo.
Tinha mais alguma coisa para acontecer nessa sexta feira 13?
- Filho da puta - Eu grito para um carro que passa com tudo na poça de água e me molha por inteiro - Só porque você dirige um carrão não te dar o direito de molhar os outros. - Ele nem tinha me escutado. Com um carro desses que deveria está avaliado no que em quase 1 milhão, duvido que dava para escutar os pobre mortais.
Paro na parada de ônibus e coloco a minha caixa com meus pertences ali do lado, e começo a tentar me secar. Tento fechar o guarda chuva mas ele emperrava.
- Perdeu tia perdeu tia - Um menino fala com uma arma na mão. - Passa tudo, passa tudo.
- Tudo oque eu tenho está nessa caixa - Eu falo rapidamente. Ele olha a caixa passa a mão nela e sai correndo.
Eu olho para os lados a onde uma senhora se aproxima com medo. Eu sento na parada e começo a chorar, oque mais faltava para o meu dia terminar ?
- Pelo menos ele não levou a bolsa - Ela diz E eu vejo que ainda estava com a minha bolsa.
Não que tivesse muita coisa importante na aquela caixa , mas era minhas. Mas se pensar bem, o ladrão deu mais azar do que eu. Oque ele roubou? Uma caneca com a foto da empresa desejando um feliz 2021?
Que bosta de ano.
O ônibus chega e eu entro , encosto a cabeça na Janela e fico pensando no que eu ia fazer da minha vida. Eu tinha recebido uma boa grana mas precisava me manter nessa cidade , viver em São Paulo não era barato.
Nada era barato por aqui. Tinha que ter dinheiro para se sustentar, pagar aluguel, luz, água, comida, médico e etc.. era muita grana.
Eu morava no Jardim Varginha em São Paulo um bairro periférico, tudo muito simples. Quando chego no meu ponto eu aperto o sinal e desço. Quando abro o guarda chuva o vento era tão grande que leva embora ele.
Respiro fundo. E vou andando até em casa na chuva.
Assim que entro, encontro a Marcela. Marcela era uma amiga minha de Maceió, eu não tinha muitos amigos, preferia ter poucos mas ter apenas os verdadeiros ao meu lado. Eu era bem crítica à isso. Ela morava comigo e tinha se formado em direito e agora iria cursar o concurso público para investigadora da Polícia.
- Já chegou Nick? - Ela fala.- Nossa mas é cedo ainda.
- Eu fui mandada embora - Eu falo tirando o meu calçado cheio de água dentro. - Ainda fui assaltada, levaram todos os meus pertences e meu guarda chuva quebrou. Estou toda molhada. - Ela me encara.
- Nossa amiga, Que dia. Foi oque? Quebrou um espelho. - Ela me olha.
- Deve ser a sexta feira 13. - Olho para ela que me encara e começa a rir.
- Fica tranquila, são Paulo e enorme logo você consegue outro emprego. - Eu olho para ela.
- Como se fosse fácil assim . - Eu vou até o banheiro tirando a roupa molhada.
- Você tem sorte. Eu tenho um ex colega da faculdade Que me ofereceu uma vaga de emprego.
- A onde?
- Na Hermes Tecnologia, Uma empresa estrangeira e mundialmente conhecida.
- Vaga de que? - pergunto interessada.
- Secretaria do presidente da empresa e co - Fundador dela. - Eu olho para ela. - A entrevista e amanhã, você pode ir. Eu não vou ir mesmo.
- Duvido que ele iria me escolher. Imagina como deve ser para trabalhar nessa empresa.
- Você com medo de algo Nick? Fala sério. Você é a mulher mais decidida e autoritária que eu já vi no mundo, intensa da forma que é, dedicada . Já conseguiu a vaga de emprego antes mesmo de ir.
Eu olho para ela e ela abre um sorriso.
- Então posso dizer que você vai? - Ela pergunta.
- Pode.- Eu falo - Você tem razão eu adoro novos desafios.
- Estou indo trabalhar - Ela diz - Até a noite.
- Até.
Eu vou para o meu quarto e começo a organizar algumas coisas , ele estava uma bagunça. Eu era totalmente atrapalhada para várias coisas.
No meio de alguns livros eu encontro uma foto minha com David e passo a mão no meu cordão que estava por de baixo da roupa. Eu não me lembrava com tanta clareza dele porque eu era uma criança bem pequena, mas tinha algumas lembranças da minha infância com ele. Eu nunca mais tive notícias, toda vez que vou visitar minha vó Geni, ela fala de como a gente aprontava juntos.
Sorrio olhando a foto e coloco a foto no baú das lembranças boas.
- Quem sabe um dia a gente ainda não se encontre não é mesmo? - Eu falo colocando a mão no meu cordão e abrindo um sorriso - David.
903/5000
David narrando
Passo a minha mão pela sua boca, colocando dois dedo dentro da boca dela , Veronica passa a língua por eles e eu tiro de sua boca colocando os dois dedos em sua intimidade. Com a outra mão seguro em seu pescoço e começo a tirar e colocar os meus dedos dentro dela, a mesma revira os olhos e geme muito. Eu abro um sorriso vendo ela se recontorcer, eu seguro firme em seu pescoço.
- Para - Veroncia fala - Você está me machucando. - Eu respiro fundo e paro com oque eu estava fazendo.
Isso já estava me irritando em Veronica , a gente nunca terminava oque começava.
- Oque eu estou fazendo de errado? - Eu falo desamarrando ela.
- Eu só não quero mais - Ela diz me olhando. - Você sabe que não me sinto confortável com esses seus fetiches.
Ela me encara e eu me afasto saindo do quarto e descendo para a sala e indo até o bar servir uma bebida. Fazia semanas já que a Veronica estava dessa forma, me evitando.
- Você Já vai embora? - Eu Pergunto para ela.
- Eu tenho um almoço marcado, uma reunião com uma cliente. Perto do escritório.
- Eu posso te deixar lá. Só vou trocar de roupa. Ainda por cima está maior chuva.
- Eu te espero.
Eu passo por ela e subo até o quarto trocando a minha roupa e colocando um terno. Realmente estava desmoronando o mundo.
Eu e Veronica a gente já era noivos a alguns anos, mas nunca pensamos realmente quando a gente ia se casar , nosso relacionamento já não era como antes.
- Eu não sei porque você usa esse cordão. - Veronica diz quando me ajuda a arrumar a gravata, colocando o cordão para sempre.
- Meu cordão é uma lembrança de uma pessoa muito especial.
- Você tem esperança de encontrar essa garota. Você nem sabe se ela está viva ou não - Eu a encaro.
- Você não deveria dizer isso. Isso só importa à mim.
- Vamos nos casar e devemos dividir as coisas. Porque você não me fala um pouco mais dela?
- Vamos. Eu tenho uma reunião marcada no escritório, tirando que estou sem secretaria e preciso arrumar uma.
- Eu consegui uma, ela vai amanhã até o escritório na parte da manhã.
- Eu espero que seja tudo oque eu preciso. - Eu olho para ela.
- Você nem sabe se ela vai aceitar trabalhar com você.
- Quem precisa aceitar ela sou eu - Veronica me encara e respira fundo.
Entramos dentro do carro e fomos o tempo todo em silêncio.
- David. - Ela me chama quando passo por uma poça d'água. - Você molhou aquela garota.
- Eu não vi - Eu falo parando o carro na frente do restaurante a onde ela iria descer.
- Obrigada meu amor - Ela diz me dando um beijo lendo e bem caloroso.
- Ainda quero saber porque você está me evitando - Ela me olha e sorri.
- A gente conversa amanhã. - Ela abre a porta do carro - Tenha um ótimo trabalho. - Eu sorrio para ela e ela me abre um sorriso de leve.
Veronica era filha de um grande amigo do meu pai, acabamos que a gente se conheceu e se envolveu, para a felicidade deles.
Assim que entro no escritório, eu lembro que estava sem secretaria oque iria dificultar bastante o meu dia hoje.
- Bom dia - Jair fala quando me vê.
JAIR era meu braço direito, resolvia várias coisas para mim fora da empresa. Estava sempre por perto. Ele era o meu faz tudo.
- Bom dia.
- Veio cedo para empresa hoje.
- Tenho muita coisa acumulada.
- Chegou esses papéis para o senhor , eu busquei na portaria. Parece cartas da Helena.
- Helena? - Eu falo vendo que realmente era. - Oque essa mulher quer agora?
- Eu sempre disse para você que se envolver com ela emocionalmente não daria certo.
- Nunca dá certo Jair. Envolver sexo com sentimento. Helena não soube separar as coisas, Eu não posso fazer nada. Já dei dinheiro suficiente para ela ir embora, oque ela mais quer?
- Infernizar. - Ele diz rindo. - Oque ela sabe fazer de melhor.
- É. Você tem razão.
- Sobre a secretaria , Veronica me enviou os dados da amiga dela entrei em contato e a amiga indicou uma pessoa. Posso confirmar?
- Pode.
- Ela enviou o currículo e enviei para você. Ela trabalhava na aquela empresa aqui perto que faliu.
- Sei a Delta tecnologia. Os profissionais de lá parecia bons, Mas a empresa faliu. Ela fazia oque lá?
- Segundo o currículo de Dominique - Eu encaro ele quando ele fala o nome Dominique. - Ela estava estagiando no setor de relações públicas.
- Dominique Ferreira? - Eu Pergunto para ele em um impulso.
- Não, Dominique Silva. Porque?
- Não nada Não. Eu me confundi.
- Então vou confirmar a entrevista amanhã de manhã.
- Ok.
JAIR sai da sala e eu lembro de Dominique de quando a gente era criança.
Eu tentei várias vezes ir atrás dela , saber notícias,mas nunca encontrei nada sobre ela. Eu não sei ela estava viva ou morta, qual foi o seu destino.
Dominique narrando
Eu estava tão ansiosa para a entrevista que nem consegui dormir direito.
Levanto e a primeira coisa que vou fazer é um café, quando me viro para pegar a cafeteira eu derrubo três copos no chão.
- Que droga - Eu falo olhando todos aqueles cacos de vídros no chão.
Eu era tão desastrada que todo dia acontecia alguma coisa. Eu me abaixo para pegar os cacos e colocar em uma caixa e acabo cortando a minha mão.
Eu me levanto e faço um curativo na mão, ainda teria que ir para entrevista com esse curativo.
Eu gostava de me entregar totalmente no que eu fazia, foi assim no meu antigo trabalho, eu me dava por inteiro lá e fazia tantas funções que nem era minha.
Vou até o quarto e me arrumo, coloco uma calça jeans ,uma blusa social e um sapato um pouco alto. Usava pouca maquiagem, gostava do mais básico possível.
Pego o meu perfume e passo levemente pelo meu corpo. Me olho no espelho e abro um sorriso.
A entrevista era só 10h da manhã e eu já estava pronta, olho no aplicativo do meu cartão e vejo que ainda tinha alguns trocados para pegar um uber. Eu tinha pavor de chegar atrasada em qualquer lugar , eu era muito pontual com tudo.
Vou até o quarto de Marcela mas ela já tinha saído, ainda nervosa tento me acalmar tomando um copo de água, não era nem tanto nervosismo e sim ansiedade. Eu era ariana e tudo isso combinava muito comigo.
Peço o uber e logo ele chega.
- Estou à pouco tempo na cidade - O uber dizia - Eu vim de Maceió.
- Eu morei lá, minha vó mora lá.
- Meu nome é Edicio. Quero ver se fico algum tempo para cá.
- Você está gostando?
- Sim, estou.
Edicio foi conversando comigo o caminho todo e eu conversando com ele também. Eu nem gostava de conversar.
Desço na frente da empresa que era enorme. Eu tenho certeza que aqui seria o meu novo emprego.
- Bom dia - A recepcionista diz quando eu me aproximo dela. - Como posso ajudar ?
- Eu tenho horário marcado para uma entrevista as 10h da manhã.
- Só um minuto. - Ela olha o computador. - Dominique Silva? - Assinto - Décimo andar, só subir - Ela me entrega o crachá de visitante.
- Obrigada. - Sorrio e passo pela roleta .
Me perco para achar os elevadores porque esse lugar era enorme, era quase um labirinto bem dizer. Quando encontro o elevador e ele se abre eu vou entrar e bato de frente com uma mulher que carregava um café que cai em cima dela.
- Olha oque você fez - Ela diz irritada.
- Desculpa. Eu não vi a senhora - Ela me olha de cima à baixo.
- Não lembro que David tenha deixado entrar qualquer um dentro da empresa - Eu a encaro quando ela diz David - Você manchou minha blusa nova e minha bolsa também. - Eu encaro a bolsa da Gucci.
- Eu juro que não queria que isso acontecesse. - Ela bufa e passa por mim sem dizer mais nada - Arrogante. - Eu entro dentro do elevador e aperto o andar.
Eu que não ia mais pedir desculpa para uma mulher mal educada. Mas ainda bem que ela não me fez pagar pela sua bolsa. Imagina? Teria quee vender meus dois rins para pagar aquilo e não iria ser suficiente ainda.
Quando saio do elevador encontro uma outra recepcionista.
- Dominique Silva? - Ela responde sorrindo.
- Bom dia, Sim sou eu mesmo - Eu sorrio para ela.
- Você pode aguardar aqui, David já vai chamar você. - Assinto com a cabeça e me sento na cadeira.
David, era tão estranho escutar esse nome e difícil não lembrar dele. Eu sempre disse para Marcela que queria ter dinheiro para viajar para gramado e visitar a cidade à onde eu morei. Quem sabe eu vou e encontro ele por lá? Seria um sonho.
- Dominique - A voz masculina soa na aquela sala e eu encaro a porta vendo um homem alto, musculoso, moreno dos olhos cor de mel, me olhando , eu me levanto rapidamente. - Dominique é você? - Ele me encarava com um olhar estranho e eu confesso que eu também encarava ele com o mesmo olhar.
Era o nome, além dele ser lindo, gostoso , ele ainda tinha o nome David e acho que isso me deixou bastante impressionada.
- Bom dia senhor David - Eu falo estendendo a mão para cumprimentar ele. Que encara a minha mão,encara meu rosto e estende a sua mão apertando ela.
- Bom dia. Pode entrar por favor e se sentar - Eu entro passando por ele e me sentando na cadeira que ele tinha dito que era para sentar.
Ele faz a volta pela minha cadeira e senta na cadeira no outro lado da mesa me encarando.
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