O despertador toca incessantemente, me levanto esfregando os olhos, o trabalho me chama, Célio hoje me espera para uma conversa e o assunto já sei qual é secretária e assistente, sinceramente não sei qual é o problema dele, pois me dou super bem com os meus colaboradores Cris e Lily são a minha segunda família, mas deixa eu ir o dever me chama.
Me arrumei e me perfumo todo, ao sair do quarto Cris a minha secretária que trabalha para mim, desde o dia em que resolvi sair de casa dos meus pais depois do Célio ela é minha melhor amiga, somos mais que patrão e empregada Cris faz parte da minha família ela me olha da cabeça aos pés e rir ao falar.
- Dr. Eduardo, o senhor está tão cheiroso e lindo parece um príncipe.
- São seus olhos Cris, as mulheres sempre me acham lindo, às vezes fico convencido, hein.
- Más também além de lindo, é rico, e simpático com um sorriso sedutor, quem não quer um homem desses.
- Sabia que eu tinha tudo para ser um mimado, por ser filho único, de uma família rica, poderia ser um esnobe tratar as pessoas mal, mas nunca fui assim, sempre tratei todos por igual, olhe para nós dois, qual patrão conversaria com a sua secretaria assim como nós estamos agora. - Falo.
- É isso que me faz ser sua fã, ainda bem que você não herdou a personalidade da sua mãe ali tem mestrado em humilhar os mais humildes.
- Não fale assim da mamãe Cris, ela é e sempre será a minha rainha, apesar do seu jeito difícil é a minha mãe, tenho todo respeito e admiração por ela.
- Ela gosta muito é de mandar na sua vida, controlar você como um robô, até namorada ela quer lhe arranjar.
Sento-me na mesa, enquanto Cris me serve o café, lembro-me de quando era adolescente minha mãe só deixou eu ser amigo do Célio porque ele é rico, sou igual o meu pai, não temos preconceito, sempre procuramos ajudar a todos, minha mãe sempre foi muito de querer me controlar em tudo, das amizades até os meus relacionamentos. Falando nisso acabei recebendo uma mensagem dela de bom dia, a mesma me convida para um jantar no final de semana, já faço uma certa careta sempre que dona Velise, resolve dar um jantar, é uma pretendente que ela quer me apresentar.
- Cris minha mãe logo cedo me convidando para um jantar, o que será agora hein?
- Noiva para você, a senhora Velise sonha em vê-lo casado com uma perua bem rica de preferência que ela goste.
- Quero casar somente com uma mulher que o meu coração ao vê-la bata rapidamente eu sinta o desejo que conhecê-la, que desperte em mim curiosidade, quero compartilhar a vida com uma mulher de verdade.
- Que lindo chefe.
Termino de tomar o meu café, nunca encontrei a mulher que o coração diga é ela! Não entendo nada das coisas do coração, mas quero muito um dia encontrar um amor assim e enfim me apaixonar.
Segui dirigindo o meu carro para a empresa e a minha secretária Lili já está me esperando com o seu lindo sorriso, me pergunto o que seria de mim sem Lili.
- Bom dia, senhorita Lili, trouxe as pastas que lhe pedi.
- Bom dia, Eduardo está todas sobre a sua mesa. - Ela fala.
- Célio ligou? Nenhuma reclamação da secretária? - Pergunto.
- Até agora nenhuma!
Respiro, sinto que agora acertei, achei alguém para aguentar o temperamento do Célio, se não passarei o resto da minha vida a caça da secretaria perfeita. Trabalho bastante, soube que Célio está em reunião, daqui a pouco preciso ir até o seu escritório levar uns documentos para o mesmo assinar.
E assim fiz fui até ele, mas o que estava tranquilo desandou outra vez, Célio sem secretária novamente e mais terei que encontrar alguém para trabalhar com ele, estou cansado de lhe dar conselhos, Célio me xinga e até ameaça me pôr no olho da rua, nem ligo para mais para as suas reclamações e seu estresse agudo.
Anunciei novamente uma vaga de secretária e assistente e agora exigindo que a candidata não tenha filhos, o meu medo é Laerte descobrir essa tal exigência, o irmão de Célio é muito honesto.
Célio e eu vivemos como gato e rato, mas a nossa amizade é maior, às vezes parecemos duas crianças, após ajudá-lo com alguns documentos saímos para beber algo! No bar conversamos sobre vários assuntos, inclusive sobre ajuda financeira que ele dará aos hospitais que tratam pessoas com câncer e adivinha para quem a missão para o amigo e advogado dele eu! Nos xingamos, mas sempre conversamos um com outro, ambos solteiros, ele reclama que nunca me viu com uma mulher e que não tenho direito de opinar sobre a sua personalidade difícil. Só ainda não casei porque não quis se dependesse de mamãe já teria casado com a mulher mais rica do mundo.
Após sair do bar vim para o meu apartamento e Cris deixou o jantar pronto, ainda tenho que responder às mensagens da minha mãe que pensa que não cresci, não tem um dia que ela não me peça para ir vê-la, mas sei que chegando lá a cobrança é a mesma, casar! Como se eu fosse um incapaz de fazer minhas próprias escolhas, deito-me na minha cama e continuo trabalhando e acabei dormindo com o computador sobre mim.
No dia seguinte a saga continua preciso contratar uma máquina para trabalhar com Célio, o dia se encontra cheio de trabalho e para ficar melhor minha mãe aparece trazendo consigo Isabela segundo ela a mulher ideal para mim, ela voltou a San Francisco, mãe é mãe e não tenho como fugir.
- Bom dia, meu amor! - Minha mãe entra sorridente e aquele sorriso eu conheço e acompanhada da mulher loira magra.
- Bom dia mamãe! Como vai Isabela? - Olho para as duas e Isabela sorrir.
- Vim lhe fazer uma visita não me ligou mais penso às vezes que você me esqueceu. - Mamãe responde e como sempre dramática.
- É muito trabalho, mamãe só respiro trabalho ontem dormir com um computador sobre mim, por favor sente-se as duas vou pedir um café para nós três. - Ligo para Lili providenciar. - Em que posso ajudar vocês duas.
Assim que pergunto, Lili entra com os três cafés e fala.
- Eduardo, aqui estão os cafés, deseja algo mais? - Lili pergunta.
- Como assim Eduardo, você deve mais respeito ao seu chefe, o deve chamar de senhor Eduardo. - Minha mãe fala se levantando e Lili me olha.
- Mãe eu ordenei que Lili me chamasse somente de Eduardo aqui nessa empresa há muito respeito sim e por favor não se meta na forma como conduzo as coisas no meu trabalho, Lili com a minha mãe eu me entendo pode ir.
- Eduardo, não acredito que você me tratou assim na frente de uma empregada, você nunca falou assim comigo, vim te convidar para ir jantar conosco hoje e olha como sou tratada, vamos embora Isabela.
Mamãe sai extremamente chateada na companhia de Isabela do meu escritório não quis tomar nem o café, fico com a consciência pesada, pois nunca desrespeitem ou falei grosso com a minha mãe, acho que o trabalho excessivo está me deixando fora de controle, bebo o café sozinho e hoje é dia de ir relaxar e Lili entra.
- Eduardo, perdão pelo que aconteceu!
- Não se preocupe, Lili, minha mãe é assim mesmo, mas com ela eu me entendo, jamais deixarei ela desrespeitar ninguém aqui, principalmente você, que já trabalha há anos comigo.
Mas os dias se passaram e para me desculpar com a minha mãe compareci na sua casa, levei flores e presentes para ela que adora ser mimada pelo filho único dela, soube driblar muito as investidas de Isabela, confesso para mim, não sinto nem um pingo de atração por ela, nem para sexo e o meu pai vem até a mim e me abraça.
- Fugindo de um casamento, meu filho?
- Claro, prefiro sair com uma e outra do que casar com alguém sem amor.
- Concordo com você, casamento é para a vida toda, jamais compartilhe sua vida com alguém que você não ame.
- Acho que não nasci para amar. - Falo bebendo uma bebida.
- Quando você menos esperar será arrebatado.
Fico imaginando eu amando alguém de verdade, espero que o amor seja isso tudo que dizem por aí.
A vida nunca será fácil para uma garota do subúrbio, é assim que costumam chamar os mais humildes, sempre estudei em colégio público e ganhei uma bolsa para cursar arquitetura, mas nem tudo na vida sai como planejamos e posso provar que isso é verdade.
Nunca pensei que na faculdade eu conheceria o lado negro e ruim de um ser humano no qual eu pensava ser alguém especial e que me amava de verdade, mas me enganei completamente, fazendo assim eu mudar toda a rota dos meus planos e sonhos.
Mesmo com o coração quebrado, tudo de pernas para o ar, eu decidi me reerguer e começar andar por outros caminhos! Caminhos esses que me curaram da ansiedade que eu vivia e que aquele antigo relacionamento me levou, que foi ajudar o próximo e foi sendo voluntária de um hospital infantil que tomei a decisão de voltar a faculdade estudando serviço social.
Hoje vivo somente para trabalhar, ajudar o próximo e a minha família somente para isso! E com os pensamentos longe sentada na minha cama antes de levantar sinto um toque no meu braço várias vezes e dizia assim:
- Está dormindo acordada irmã, bom dia! Liara está na terra? - Meu irmão Tony fala, me fazendo voltar a realidade.
- Estou na terra sim meu irmão, bom dia para você, acabou de me trazer de volta! - Afirmo, e lhe dou um beijo.
- Pensando no passado, minha irmã, eu sei que dói ainda, acompanhei o seu sofrimento, o meu sonho é ver você feliz novamente conhecendo um homem de verdade, sorrindo e livre desse passado.
- Não quero ninguém, meu irmão, sei que nem todos os homens são iguais, mas estou bem no meu cantinho, trabalhando.
- Somos tão felizes e unidos Liara, só falta papai se curar dos vícios de uma vez, você fazendo o que gosta, eu estudando advocacia, família unida, me ouve. Liara está mais do que na hora de você sair de casa conhecer gente nova, nós merecemos ser feliz e você mais ainda, o seu aniversário está chegando hein!
- Sou feliz da minha maneira, ajudando e trazendo uma palavra de conforto para quem precisa e em relação ao meu aniversário vou comemorar com a minha família. - Falo tentando encerrar o assunto.
Ele sai do meu quarto, me apresso visto uma roupa rapidamente para ir ao trabalho, lembro que hoje ainda tenho trabalho voluntário com as crianças do hospital infantil pela tarde e trabalhar como assistente social me deixa realizada, só de ver um fio de esperança no olhar de cada criança me sinto completamente realizada.
Procuro por minha fantasia de palhaça e a peruca rosa, ponho tudo numa mala e quando chego na cozinha, minha mãe me olha e diz:
- Hoje vai para o hospital infantil, minha filha?
- Vou mãe, hoje tem animação por lá, mas antes vou lhe dar um abraço e um beijo na senhora, e avisar que vou chegar mais tarde um pouco.
- Pelo tanto de bolsa que carrega, às vezes penso que vai se mudar para aquele hospital, vive mais lá que aqui. - Minha mãe fala e me lança um olhar triste.
- Dramática, se o diretor me desse um quarto moraria lá, a senhora sabe que aquele lugar foi e é o meu refúgio, fazer trabalho voluntário então, amo e não é para mim um sacrifício.
- Você é jovem, devia estar saindo com os seus amigos, já se viu neste mundo a pessoa dizer que ama estar no hospital 24 horas por dia.
- Te amo mãe...
Me despeço dela e todo dia é esse drama, todos daqui de casa lamentam por eu viver maior parte do meu tempo num hospital, menos meu pai que vive trabalhando e fazendo tratamento contra os vícios, a minha esperança é que um dia ele se cure por total para podermos viver sem preocupação toda vez que ele sai de casa.
Chego no hospital coloco o meu jaleco, e começo a trabalhar durante o meu tempo de trabalho, tenho visto tantos sofrimentos e curas por estes corredores e é aí que dou mais valor a minha família e a minha vida, fortaleci vínculos com os mais carentes.
São casos e casos, e aqui me encho de amor e empatia, todos os pacientes são sensíveis, o acompanhamento psicológico do paciente e da família é primordial para um tratamento menos doloroso.
Após encerrar o meu trabalho apressei-me segurando a minha bolsa e a mala busco um táxi para chegar a tempo no hospital infantil amo aquelas crianças.
Quando cheguei sou recebida pela senhora Joana, uma pessoa muito simpática e amorosa, da vontade de morar no abraço dela.
- Liara, minha princesa, as crianças estão pavorosas esperando os palhaços, a turma já está toda aí.
- Acho que não cheguei atrasada.
Fui me vestir e faço uma maquiagem pinto o meu rosto bem forte ficando totalmente irreconhecível, me juntei com a turma e fomos visitar os quartos e é nessa hora que esqueço todos os meus problemas para mergulhar numa imensidão de inocência e sorrisos verdadeiros.
- Como estão as minhas crianças? - Pergunto entrando animada na sala de quimioterapia. - Não quero saber de tristeza hoje, vamos já todos para o pátio que lá vai ter muita brincadeira e um verdadeiro espetáculo, combinado.
- Combinado! As crianças respondem uníssono.
- A tia Liara fica feliz. - Falo sorrindo.
Os meus colegas de animação me ajudam juntamente com as mamães que os acompanham, e todos ficam na expectativa de toda aquela alegria, começamos o então espetáculo, distribuímos algodão-doce e brinquedos, Joana estava presente nos assistindo, mesmo concentrada em levar alegria àquelas crianças pude vê-la de longe conversando com um homem vestido de terno e gravata, que não faço a mínima ideia de quem se trata.
Continuamos a entreter as crianças, mas já era hora de dizer tchau, retirei todo aquela fantasia e maquiagem Joana me procura com um sorriso de orelha a orelha.
- Joana parece que viu passarinho? Olha o seu sorriso. - Falo.
- Liara filha estou explodindo de felicidade, hoje recebi Eduardo advogado das indústrias Valença, eles irão reformar e nos beneficiar com doações o nosso hospital infantil, com salas melhores para atender inúmeras crianças carentes.
- Nossa Joana, como fico feliz, estou até emocionada, nas duas sabemos o quanto essa doação veio numa boa hora. - Falo enxugando as lágrimas.
Joana me abraça, e juntas comemoramos esse dia especial, e após isso fui para casa feliz, e com o coração quentinho de felicidade.
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Eduardo
Mais um dia se inicia e com ele excesso de trabalho e como sempre uso a minha simpatia, cavalheirismo e charme para conseguir o que quero e aonde chego resolvo tudo rapidamente, é só pedir com jeitinho que as mulheres me ajudam, fazendo tudo o que eu quero, nunca recebi um não como resposta de uma mulher e também nunca dispensei uma se cair na rede é peixe, lógico se ela me interessar. Respeito todas elas acima de tudo, acho que por isso nenhuma tem medo de mim, não sou o meu amigo Célio que as mulheres tremem somente em vê-lo, Deus me livre de ser tão troglodita como ele, nunca vi um homem mais cabeça dura igual a ele, estressado então!
Ao chegar no meu escritório minha amada secretária Lili já está na ativa.
- Bom dia Lili - Sorrio - Temos muito trabalho para hoje? - Pergunto.
- Ah, Dr. Eduardo tem sim. - Lili sorrir e aqui brigamos no quesito simpatia.
- Mande todo e qualquer trabalho para o meu escritório agora, que só irei embora quando revisar todos os documentos e planilhas certo!
- Certíssimo.
E assim fiz computador já ligado, dei início aos trabalhos, revisei todo contrato um por um se Célio ver que tem uma vírgula fora do lugar estou ferrado, o homem é altamente competente, na minha vida e na dele não temos espaço para amores, vivemos somente para o trabalho eu já prefiro sair um pouco, dançar após um dia estressante de trabalho. Tem algo que estou adiando há dias, a minha ida a instituições carentes e hospitais que tratam câncer de crianças e adultos e posso confessar a dor deles me incomoda, não gosto de ver e nem presenciar tal coisa, mas darei um jeito de outra pessoa ir no meu lugar e esse alguém é Célio afinal o projeto é dele, e não meu.
Só passei para o almoço, levei Lili comigo para almoçar e quando chegamos ao restaurante ela olha tudo timidamente e fala.
- Dr. Eduardo, que restaurante chique é esse nunca vim a um lugar assim! - Lili observa tudo ao seu redor.
- Lili, você trabalha comigo e nada mais justo do que te trazer comigo para um almoço aí de mim, se não fosse você somos um time.
Quando falei isso, uma mulher me cumprimenta de longe e pisca de olho para mim, fico encarando a mulher e Lili me olha e rir.
- Dr. Eduardo é bem conhecido por aqui?
- Sou até demais! - Afirmo e ela entende o recado.
- Não tem sonhos de casar? Já viveu um grande amor? - Lili pergunta.
- Não faço a mínima ideia do que seja isso, quem sabe um dia eu vivo toda essa intensidade de sentimentos confesso para você, mulheres já passaram pela minha vida mais todas foram só para sexo. Adoro conversar com você Lili além de minha secretária é amiga também.
- Obrigada, senhor Eduardo.
Almoçamos e após isso voltamos para a empresa e me encontrei com Célio que reclama da secretária, é incrível como Célio está ficando um velho ranzinza e cheio de chiliques, tenho esperança que o mau-humor dele um dia vá embora, o que eu não contava era que Célio me pedisse novamente para ir ao hospital infantil.
- Eduardo, você está esquecendo do que eu lhe mandei fazer.
- O quê? - Falo e fingindo não entender.
- Pensou que eu tinha esquecido da visita que você tem que fazer em todos os hospitais que vão ser destinados verbas, ações de caridade.
- Célio, o projeto é seu, o dinheiro é seu! Não tem porque eu ir no seu lugar cara de verdade, sou seu advogado e não assistente.
- Essa é a minha última palavra, Eduardo, enquanto não tenho assistente, você irá me ajudar. - Célio ordena.
Respiro fundo, pois não quero discutir com o mesmo, há dias venho o enrolando, não tenho outra alternativa serei eu a ir infelizmente.
- Tudo bem, organizarei o meu tempo e juro que até o fim da semana tudo estará resolvido.
- Assim espero. - Célio fala ríspido.
Aproveito que estou com o sangue quente, deixei alguns trabalhos com Lili e segui para visitar o primeiro hospital.
No primeiro hospital ao entrar já percebi o quanto esse lugar precisa de atenção e uma reforma urgente, aqui se faz tratamento de crianças com câncer, uma angústia toma conta do meu coração sou recebido por uma secretária que me recepcionou muito bem.
- Boa tarde me chamo Eduardo, quero falar com a responsável dessa instituição.
- Bom dia me chamo Sônia a diretora joana não está no momento aqui ela se encontra no pátio do hospital está tendo uma apresentação de palhaço para as crianças se quiser ir até lá será muito bem-vindo e verá como funciona o nosso trabalho.
- Sim, você pode ser! - Falo sem querer ir, mas não tenho escolha, já estou aqui mesmo, não custa nada ir assistir a essa apresentação.
Acompanhei ela até lá e quando entramos tinha uma roda de crianças carecas sentadas no chão e no centro um grupo de palhaços e no meio deles tem uma garota fantasiada de palhaça, fazendo piruetas e as crianças riem, a mulher não é tão alta, estatura mediana, sua peruca esconde os seus cabelos, a pintura no seu rosto dificulta ver a sua real beleza, as roupas largas esconde as curvas do seu corpo e outros palhaços interagem, mas ela é o destaque da turma da alegria, assim que eles se intitulam. Fico por longe observando o quanto essas crianças ficam felizes com tão pouco e uma mulher de meia-idade se aproxima de mim.
- Senhor Célio, como vai? Me disseram que quer falar comigo me chamo Joana.
- Prazer senhora Joana, é venho em nome do Célio Valença, CEO das indústrias Valença, o mesmo quer muito apoiar essa instituição que tem ajudado tantas crianças.
- Esse é o nosso trabalho como você ver, Eduardo você veio na hora certa, estamos precisando de muita ajuda, esses são o nosso grupo de palhaços, alguns são voluntários, eles sempre vem trazer um pouco de alegria as crianças pós-quimioterapia.
- Interessante, já vi as crianças amam a mulher de peruca rosa! - Comento na curiosidade.
- Sim, ela é voluntária a bastante tempo. Liara ama o que faz e respira caridade. - Ela confirma.
Ouço o nome Liara, se ela é voluntária aqui, tudo indica que a verei sem essas roupas feias e poderei conferir se ela é bonita.
- Senhora joana vejo que tem muita coisa que precisa ser feita aqui se possível faça a lista de tudo o que a falta e nos envie para podermos agilizar tudo de forma rápida, lhe entregarei uma lista da documentação necessária para fazermos os depósitos da verba que o hospital irá receber.
- Muito obrigada senhor Eduardo, a sua vinda aqui só trará benefícios a muitas crianças que todos os dias chegam.
Após a apresentação, a tal da Liara distribui doces e pipocas alegremente, as crianças dançando e a senhora Joana fala me fazendo despertar da minha curiosidade.
- Querido, vejo que está encantado com as nossas crianças.
- Sim, muito encantado! - Se ela soubesse que estou é muito curioso para saber quem é a tal Liara.
- Está convidado a vir mais vezes aqui senhor Eduardo, sei que é ocupado demais, mas as portas sempre estarão abertas.
- Claro senhora Joana, virei sim. - Falo.
Conversei demais e acabei não vendo onde Liara entrou, o meu olhar a procura, mas não sei onde ela foi, o meu celular toca mensagens da Lili avisando que já temos candidatas para a vaga de assistente do Célio, me despedi rapidamente da senhorita Joana e voltei novamente para a empresa.
Ao chegar já analisei os poucos currículos e um deles me chamou a atenção, o de Luna Marins, bato a caneta na mesa e digo.
- Você será a nova assistente do Célio!
Farei a entrevista só para ter a certeza que dessa vez achei a mulher perfeita para trabalhar ao lado do carrasco do Célio.
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