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O Acerto de Contas da Ex-Esposa Rejeitada

O Acerto de Contas da Ex-Esposa Rejeitada

Autor:: Tang Ye Wan Zi
Gênero: Moderno
O metal rangeu. O impacto foi brutal, fazendo o carro girar na estrada molhada. Bati a cabeça no volante e a dor veio na minha barriga de oito meses. Pânico. Liguei ao Miguel, as mãos a tremer. A sua voz, irritada, perguntou: "O que foi, Clara? Estou ocupado." Disse que tive um acidente, que a minha barriga doía muito. Mas ele escolheu o gato da irmã, o Tufão, que estava a vomitar. "A Sofia precisa de mim. O gato dela está muito doente. Liga para o 112." Ele desligou, sem me ouvir, sem se importar. Acordei num hospital estéril, com um vazio gelado no lugar do meu bebé. A médica anunciou: "Tivemos de realizar uma histerectomia. Não poderá ter mais filhos." Nunca mais seria mãe. A minha sogra, Isabel, culpou-me, arrogante e implacável: "Perdeste o meu neto! Não poderás dar um herdeiro ao meu filho! Que desastre!" Miguel chegou tarde, com um ramo de flores baratas de supermercado. Nenhum remorso, apenas o seu desconforto com a minha dor. Depois, descobri o colar de safiras da minha avó. A caixa estava vazia. Ele tinha vendido a minha herança mais preciosa. Para quê? Para pagar um "curso de cerâmica" à Sofia em Itália. Um curso que era, na verdade, a entrada para um luxuoso apartamento em Florença. A família dele veio à minha casa, a Sofia a chorar histericamente, a Isabel a cuspir insultos. Acusaram-me de egoísmo e de ser materialista. "Uma mulher de verdade apoia o marido nos momentos difíceis!" "Talvez ele precise de alguém como a Sofia", disse Isabel, com um sorriso cruel. Naquele momento, uma verdade dolorosa abateu-se sobre mim. Não era apenas abandono. Era um plano calculado para me destruir. Eles queriam-me fora do caminho, para que o 'império' deles pudesse florescer. A raiva borbulhou, ardente e controlada. O meu filho, a minha fertilidade, a minha dignidade... tudo roubado por um homem que preferiu um gato e uma farsa. Como pude ser tão cega para a sua duplicidade? A minha dor era invisível, a minha vida descartável. Mas não mais. Uma certeza gelada instalou-se: eu ia lutar. "Quero o divórcio." As minhas palavras foram uma sentença. Disse à Isabel e à Sofia para saírem da minha casa. Esta batalha tinha acabado de começar.

Introdução

O metal rangeu.

O impacto foi brutal, fazendo o carro girar na estrada molhada.

Bati a cabeça no volante e a dor veio na minha barriga de oito meses.

Pânico.

Liguei ao Miguel, as mãos a tremer.

A sua voz, irritada, perguntou: "O que foi, Clara? Estou ocupado."

Disse que tive um acidente, que a minha barriga doía muito.

Mas ele escolheu o gato da irmã, o Tufão, que estava a vomitar.

"A Sofia precisa de mim. O gato dela está muito doente. Liga para o 112."

Ele desligou, sem me ouvir, sem se importar.

Acordei num hospital estéril, com um vazio gelado no lugar do meu bebé.

A médica anunciou: "Tivemos de realizar uma histerectomia. Não poderá ter mais filhos."

Nunca mais seria mãe.

A minha sogra, Isabel, culpou-me, arrogante e implacável: "Perdeste o meu neto! Não poderás dar um herdeiro ao meu filho! Que desastre!"

Miguel chegou tarde, com um ramo de flores baratas de supermercado.

Nenhum remorso, apenas o seu desconforto com a minha dor.

Depois, descobri o colar de safiras da minha avó. A caixa estava vazia.

Ele tinha vendido a minha herança mais preciosa.

Para quê? Para pagar um "curso de cerâmica" à Sofia em Itália.

Um curso que era, na verdade, a entrada para um luxuoso apartamento em Florença.

A família dele veio à minha casa, a Sofia a chorar histericamente, a Isabel a cuspir insultos.

Acusaram-me de egoísmo e de ser materialista. "Uma mulher de verdade apoia o marido nos momentos difíceis!"

"Talvez ele precise de alguém como a Sofia", disse Isabel, com um sorriso cruel.

Naquele momento, uma verdade dolorosa abateu-se sobre mim.

Não era apenas abandono. Era um plano calculado para me destruir.

Eles queriam-me fora do caminho, para que o 'império' deles pudesse florescer.

A raiva borbulhou, ardente e controlada.

O meu filho, a minha fertilidade, a minha dignidade... tudo roubado por um homem que preferiu um gato e uma farsa.

Como pude ser tão cega para a sua duplicidade?

A minha dor era invisível, a minha vida descartável. Mas não mais.

Uma certeza gelada instalou-se: eu ia lutar.

"Quero o divórcio." As minhas palavras foram uma sentença.

Disse à Isabel e à Sofia para saírem da minha casa.

Esta batalha tinha acabado de começar.

Capítulo 1

O metal rangeu antes de eu sentir o impacto. O meu carro girou na estrada molhada e bateu com força contra a barreira de proteção. A minha cabeça bateu no volante. A primeira coisa que senti foi uma dor aguda na minha barriga de grávida de oito meses.

Pânico.

Agarrei no meu telemóvel com as mãos a tremer. O meu primeiro instinto foi ligar ao meu marido, Miguel.

A chamada demorou a ser atendida. Quando ele finalmente atendeu, a sua voz estava cheia de irritação.

"O que foi, Clara? Estou ocupado."

"Miguel, eu tive um acidente. O carro... despistei-me na via rápida."

Houve um silêncio do outro lado, seguido de um suspiro impaciente.

"Estás bem? Consegues chamar uma ambulância?"

"Eu não sei, estou tonta. A minha barriga dói muito. Por favor, vem cá."

Ouvi uma voz feminina ao fundo, suave e chorosa. Era a Sofia, a sua irmã adotiva.

"Miguel, o Tufão não para de vomitar. Acho que ele está mesmo a morrer. Estou com tanto medo."

A voz de Miguel suavizou-se instantaneamente, a irritação desapareceu, substituída por uma preocupação profunda.

"Calma, Sofia, eu estou aqui. Vamos levar o Tufão ao veterinário de urgência. Não te preocupes."

Ele voltou a falar comigo, o tom frio e distante de novo.

"Clara, ouve. A Sofia precisa de mim. O gato dela está muito doente. Não posso deixá-la sozinha. Liga para o 112. Eles são mais rápidos do que eu. Depois falamos."

"Mas, Miguel, o nosso bebé..."

"O bebé está bem, és sempre tão dramática. Liga para a emergência, eu tenho de ir."

Ele desligou.

Eu fiquei a olhar para o telemóvel, incrédula. O meu marido escolheu levar o gato da sua irmã ao veterinário em vez de vir ter com a sua mulher grávida depois de um acidente de carro.

A dor na minha barriga intensificou-se. Senti algo quente a escorrer pelas minhas pernas.

Olhei para baixo. Sangue.

O meu mundo desabou.

Capítulo 2

Acordei num quarto de hospital branco e estéril. O cheiro a antissético enchia o ar. A minha sogra, Isabel, estava sentada numa cadeira ao lado da cama, com uma expressão severa.

"Finalmente acordaste."

A voz dela era fria, sem qualquer pingo de simpatia.

"Onde está o Miguel?", perguntei, a minha voz era um sussurro rouco.

"O Miguel está a tratar de assuntos importantes. A Sofia estava num estado de nervos. Coitadinha, quase perdeu o seu gato."

Ela olhou para a minha barriga, agora coberta por um lençol fino.

"O médico disse que foste imprudente. Conduzir com aquela velocidade à chuva. O que é que tinhas na cabeça?"

Eu não respondi. Apenas senti um vazio imenso onde antes havia vida.

Um médico entrou no quarto, o seu rosto era uma máscara de compaixão profissional.

"Dona Clara, lamento imenso."

Ele fez uma pausa.

"Tivemos uma complicação durante a cirurgia de emergência. Houve uma hemorragia grave. Fizemos tudo o que podíamos, mas para salvar a sua vida... tivemos de realizar uma histerectomia."

As palavras dele pairaram no ar, pesadas e incompreensíveis.

Histerectomia.

"O que... o que é que isso significa?", gaguejei, embora já soubesse a resposta.

"Significa que... não poderá ter mais filhos."

Isabel soltou um suspiro agudo e dramático.

"Meu Deus! O meu neto... Ela perdeu o meu neto. E agora nunca mais poderá dar um herdeiro ao meu filho. Que desastre."

Ela levantou-se e começou a andar de um lado para o outro no quarto, as suas palavras eram como pedras.

"Isto é culpa tua, Clara. Sempre foste tão descuidada. Uma mulher deve saber proteger o seu ventre."

Eu fechei os olhos. Não tinha forças para discutir. O meu bebé tinha-se ido. O meu futuro como mãe tinha-se ido. Tudo tinha-se ido.

E o meu marido não estava lá.

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