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O Amor Doentio e a Redenção Impossível

O Amor Doentio e a Redenção Impossível

Autor:: Finley
Gênero: Bilionários
Clara, que nasceu muda, pensou ter encontrado o amor e a segurança ao casar-se com Ricardo, um homem de uma família rica do agronegócio. Ele se dizia encantado com sua "pureza" e seu silêncio. Mas a fachada de Ricardo esfarelou, revelando um marido possessivo e cruel. Ele forjou o sequestro de seus pais idosos, exibindo a Clara um vídeo granulado deles amarrados na Caatinga. Sua dor era indescritível, um grito mudo dilacerando sua alma. Manipulado por sua amante, Verônica, Ricardo a trancou em um armazém fétido, reativando traumas de infância. Ele a cobriu de esterco em plena festa de aniversário, humilhando-a publicamente. Em seguida, a forçou a doar sangue para Verônica e a acusou de envenenamento, aprisionando-a em um porão frio e escuro. Enquanto Verônica planejava um "casamento" forjado, ele rasgou os papéis de divórcio, reafirmando-a sua propriedade! A injustiça e a tortura eram diárias, a alma de Clara estava destroçada. Por que ele a odiava tanto? Como escapar dessa prisão de dor e controle? A única saída parecia ser o fim. Desesperada, Clara buscou uma poção de sua amiga Benigna, buscando, então, a própria libertação final. No dia do falso casamento de Ricardo, ela tomou a dose final, mergulhando na escuridão. Mas o que parecia ser o fim, era apenas o começo de uma reviravolta inimaginável.

Introdução

Clara, que nasceu muda, pensou ter encontrado o amor e a segurança ao casar-se com Ricardo, um homem de uma família rica do agronegócio.

Ele se dizia encantado com sua "pureza" e seu silêncio.

Mas a fachada de Ricardo esfarelou, revelando um marido possessivo e cruel.

Ele forjou o sequestro de seus pais idosos, exibindo a Clara um vídeo granulado deles amarrados na Caatinga.

Sua dor era indescritível, um grito mudo dilacerando sua alma.

Manipulado por sua amante, Verônica, Ricardo a trancou em um armazém fétido, reativando traumas de infância.

Ele a cobriu de esterco em plena festa de aniversário, humilhando-a publicamente.

Em seguida, a forçou a doar sangue para Verônica e a acusou de envenenamento, aprisionando-a em um porão frio e escuro.

Enquanto Verônica planejava um "casamento" forjado, ele rasgou os papéis de divórcio, reafirmando-a sua propriedade!

A injustiça e a tortura eram diárias, a alma de Clara estava destroçada.

Por que ele a odiava tanto?

Como escapar dessa prisão de dor e controle?

A única saída parecia ser o fim.

Desesperada, Clara buscou uma poção de sua amiga Benigna, buscando, então, a própria libertação final.

No dia do falso casamento de Ricardo, ela tomou a dose final, mergulhando na escuridão.

Mas o que parecia ser o fim, era apenas o começo de uma reviravolta inimaginável.

Capítulo 1

Clara nasceu muda.

Filha de um santeiro humilde de Minas Gerais, suas mãos falavam a língua das imagens sacras que o pai esculpia com devoção.

Casou-se com Ricardo.

Um homem de família rica, poderosa, do agronegócio.

No começo, ele parecia encantado.

Dizia amar a "pureza" dela, o silêncio que ele interpretava como doçura.

Essa fachada não durou.

Ricardo revelou-se um homem possessivo, controlador.

O amor que ele dizia sentir transformou-se numa obsessão doentia.

Verônica apareceu.

Uma socialite do sul, amante de Ricardo.

Usava uma máscara de delicadeza e cultura para enganar a todos, especialmente Ricardo.

Ricardo, cego de ciúmes por Verônica, decidiu punir Clara de forma cruel.

Ele forjou o sequestro dos pais de Clara.

Idosos, simples, que só sabiam amar a filha.

Mostrou a Clara um vídeo.

Imagens granuladas, seus pais amarrados, abandonados numa região remota da Caatinga.

Um lugar perigoso, seco, impiedoso.

Clara viu o vídeo.

Seu mundo desabou.

Um grito mudo rasgou sua garganta, mas nenhum som saiu.

As lágrimas escorriam, o corpo tremia incontrolavelmente.

Ela desabou no chão, a dor esmagando seu peito.

Seus pais, seu único refúgio, agora estavam sofrendo por culpa dela.

Por causa do homem que ela um dia pensou amar.

Desesperada, Clara procurou Benigna.

Sua melhor amiga, uma raizeira, conhecedora dos segredos das plantas.

Ervas medicinais, venenos, poções.

Clara gesticulou, frenética, o desespero estampado em seu rosto.

Pediu um veneno.

Queria morrer.

Queria levar Ricardo com ela.

Benigna ouviu, o olhar sério, compreensivo.

Secretamente, em vez de um veneno letal, preparou uma poção.

Uma poção de morte simulada.

Deveria ser administrada em pequenas doses, ao longo de sete dias.

Clara não sabia. Acreditava que era o fim.

Enquanto isso, Verônica "reapareceu".

Surgiu supostamente traumatizada.

Disse ter sido "encontrada" num velho armazém de insumos agrícolas.

O armazém pertencia ao pai de Clara.

O mesmo lugar onde Verônica, astutamente, se escondera.

Ricardo, manipulado, culpou Clara.

Acreditou na farsa de Verônica.

Como punição, trancou Clara no mesmo armazém.

O cheiro forte de fertilizantes e pesticidas invadiu as narinas de Clara.

Um gatilho.

Uma memória dolorosa da infância.

Quando era ridicularizada pelo cheiro da pequena lavoura da família.

"Cheiro de terra, cheiro de pobre", zombavam as outras crianças.

Clara sentiu o pânico subir, o ar faltar.

Capítulo 2

Aquele cheiro.

Era um eco doloroso do passado.

Clara encolheu-se no canto do armazém.

Lágrimas silenciosas escorriam pelo rosto sujo.

Lembrou-se da escola, dos olhares de desprezo, das risadas cruéis.

"Olha a mudinha fedorenta!"

"Filha de camponês pobre!"

As palavras, mesmo antigas, ainda doíam.

Ela era apenas uma criança, tentando entender por que sua origem simples era motivo de tanta zombaria.

Seu pai, um homem bom e trabalhador, ensinara-lhe o valor da terra, o respeito pela natureza.

Mas o mundo fora da sua pequena casa era cruel.

E agora, Ricardo, o homem que jurou amá-la, usava suas feridas mais profundas para torturá-la.

Um flashback invadiu sua mente.

O início do casamento.

Ricardo parecia diferente.

Ele a cobria de presentes caros, levava-a para jantares em restaurantes luxuosos.

Dizia que a beleza dela era "pura", "intocada".

Ele parecia fascinado por sua mudez, como se fosse um mistério exótico.

"Você não precisa de palavras, Clara," ele sussurrava, acariciando seu cabelo. "Seus olhos dizem tudo."

Ele a levou para conhecer o mar, algo que ela só via em fotografias.

Correram pela areia, Ricardo a segurando pela mão, rindo.

Naquela época, ela acreditou.

Acreditou que ele a amava de verdade.

Acreditou que tinha encontrado um porto seguro.

Que ironia.

O homem que prometera protegê-la era agora seu carcereiro, seu torturador.

As promessas doces transformaram-se em ordens ásperas.

Os carinhos, em agressões veladas.

Clara limpou as lágrimas com as costas da mão.

Um brilho de desafio surgiu em seus olhos.

Ela não era mais a menina assustada do passado.

A dor a fortalecera.

Usando a linguagem de sinais, ela "falou" para as paredes do armazém.

"Você não vai me quebrar, Ricardo."

Sua postura, antes curvada pela tristeza, endireitou-se.

Enquanto isso, Verônica continuava seu jogo.

Apareceu na fazenda, fingindo fragilidade.

"Ricardo, querido, foi horrível," ela choramingou, agarrando-se ao braço dele. "Aquele lugar... o cheiro... acho que foi Clara quem armou tudo isso para mim."

Ricardo, sempre pronto a acreditar na amante, olhou para o armazém com fúria.

"Aquela desgraçada vai me pagar," ele rosnou.

Ele não se importou em verificar a história de Verônica.

A palavra dela bastava.

Clara ouviu os passos pesados de Ricardo se aproximando.

A porta do armazém se abriu com um rangido.

A luz do sol a cegou por um instante.

Ricardo a arrastou para fora, sem gentileza.

O cheiro de fertilizante ainda impregnava suas roupas, sua pele.

Ela sentiu o estômago revirar novamente.

Tremores percorreram seu corpo, mas ela manteve o olhar firme.

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