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O Aniversário Esquecido: Uma Escolha Cruel

O Aniversário Esquecido: Uma Escolha Cruel

Autor:: Yi Ye
Gênero: Romance
No nosso terceiro aniversário de casamento, preparei um jantar perfeito. Cada prato era o favorito do Pedro, e o bolo, um símbolo do nosso amor. Mas em vez de um abraço, recebi uma mensagem: "A Sofia teve um acidente. Estou no hospital com ela." Sofia, a ex-namorada frágil que, supostamente, ele via como irmã. Tentei manter a calma, perguntei o hospital, ofereci-me para ir. A resposta dele? "Não precisas de vir. É só um arranhão. Ela só está assustada." Um arranhão que o obriga a passar a noite do nosso aniversário com ela? Liguei, o telemóvel dele estava desligado. O meu coração afundou-se, algo partiu-se dentro de mim. Então, a campainha tocou. Era a minha sogra, Dona Isabel, uma mulher que nunca me aceitou. "Ele não veio, pois não?" disse ela, o olhar a varrer a mesa como se fosse um fracasso meu. Eu precisava dele, eu era a esposa dele! Mas ela riu, com um desdém que me perfurou a alma. "Tu és a escolha sensata, Helena. Estável, de boa família. Mas o coração, Helena, o coração não escolhe o que é sensato." Sua voz era um veneno, revelando Pedro me via apenas como uma opção conveniente, enquanto a "frágil" Sofia era a sua verdadeira dívida emocional. Então a raiva borbulhou. Se ele amava tanto a Sofia, porque casou comigo? Saí daquela casa, levava apenas a mala, mas sentia que ia buscar a minha verdadeira dignidade. Mas o pior ainda estava por vir. E se a Sofia nem sequer tivesse sofrido um acidente de carro, mas algo muito mais sinistro?

Introdução

No nosso terceiro aniversário de casamento, preparei um jantar perfeito.

Cada prato era o favorito do Pedro, e o bolo, um símbolo do nosso amor.

Mas em vez de um abraço, recebi uma mensagem: "A Sofia teve um acidente. Estou no hospital com ela."

Sofia, a ex-namorada frágil que, supostamente, ele via como irmã.

Tentei manter a calma, perguntei o hospital, ofereci-me para ir.

A resposta dele? "Não precisas de vir. É só um arranhão. Ela só está assustada."

Um arranhão que o obriga a passar a noite do nosso aniversário com ela?

Liguei, o telemóvel dele estava desligado.

O meu coração afundou-se, algo partiu-se dentro de mim.

Então, a campainha tocou.

Era a minha sogra, Dona Isabel, uma mulher que nunca me aceitou.

"Ele não veio, pois não?" disse ela, o olhar a varrer a mesa como se fosse um fracasso meu.

Eu precisava dele, eu era a esposa dele!

Mas ela riu, com um desdém que me perfurou a alma.

"Tu és a escolha sensata, Helena. Estável, de boa família. Mas o coração, Helena, o coração não escolhe o que é sensato."

Sua voz era um veneno, revelando Pedro me via apenas como uma opção conveniente, enquanto a "frágil" Sofia era a sua verdadeira dívida emocional.

Então a raiva borbulhou.

Se ele amava tanto a Sofia, porque casou comigo?

Saí daquela casa, levava apenas a mala, mas sentia que ia buscar a minha verdadeira dignidade.

Mas o pior ainda estava por vir.

E se a Sofia nem sequer tivesse sofrido um acidente de carro, mas algo muito mais sinistro?

Capítulo 1

No dia do nosso terceiro aniversário de casamento, o meu marido, Pedro, não voltou para casa.

Em vez disso, recebi uma mensagem dele.

"A Sofia teve um acidente de carro. Estou no hospital com ela."

Olhei para a mesa cheia de pratos que eu tinha passado a tarde a cozinhar, todos os seus favoritos, e para o bolo que eu mesma tinha feito.

Senti um aperto no peito.

Respondi, tentando manter a calma.

"Ela está bem? Em que hospital estão? Eu vou já para aí."

A resposta dele demorou a chegar.

"Não precisas de vir. É só um arranhão. Ela só está assustada."

Um arranhão? Um arranhão que o obriga a passar a noite do nosso aniversário no hospital com ela?

A Sofia era a ex-namorada dele. Uma mulher frágil e delicada que, segundo ele, tinha sofrido muito na vida e precisava de proteção.

A nossa relação de três anos tinha sido uma batalha constante contra a sombra dela.

Ele prometeu-me inúmeras vezes que só a via como uma irmã mais nova.

Eu acreditei nele. Ou melhor, forcei-me a acreditar.

Mas desta vez, algo partiu-se dentro de mim.

"Pedro, hoje é o nosso aniversário."

Enviei a mensagem e esperei. Minutos transformaram-se numa hora. Sem resposta.

Liguei-lhe. O telemóvel estava desligado.

O meu coração afundou-se. Ele nunca desligava o telemóvel.

Senti-me uma idiota, sentada sozinha na nossa casa escura, rodeada pela comida fria.

A campainha tocou, assustando-me.

Era a minha sogra, a Dona Isabel. Ela entrou, o seu olhar crítico a varrer a mesa.

"Ele não veio, pois não?"

Não respondi. O meu silêncio era a resposta.

"Eu avisei-te, Helena. Avisei-te que o meu filho tem um coração mole. A Sofia precisa dele."

"Eu também preciso dele. Eu sou a mulher dele."

A minha voz saiu mais fraca do que eu pretendia.

"Mulher? Uma mulher que nem consegue segurar o seu homem? A Sofia deu-lhe os melhores anos da sua juventude. O Pedro deve-lhe isso. Tu devias ser mais compreensiva."

Compreensiva? Eu tinha sido compreensiva durante três anos.

A raiva começou a borbulhar dentro de mim.

"Se ele a ama tanto, porque é que se casou comigo?"

"Porque tu eras a escolha sensata! Estável, de boa família. Mas o coração, Helena, o coração não escolhe o que é sensato."

Ela pegou num pedaço de pão da mesa e mordeu-o com desdém.

"Pára de fazer birra. Ele volta quando a Sofia estiver melhor. Sê uma boa esposa e espera."

Depois de ela sair, fiquei a olhar para o telemóvel.

Decidi que já não ia esperar mais.

Capítulo 2

Na manhã seguinte, o Pedro chegou a casa.

Ele parecia cansado, com olheiras debaixo dos olhos.

"Desculpa, amor. A Sofia ficou muito abalada, não a podia deixar sozinha."

Ele tentou abraçar-me, mas eu recuei.

"Ela ficou no hospital?"

"Não, eu levei-a para casa dela. Fiquei lá para me certificar de que ela ficava bem."

Ele ficou na casa dela a noite toda. A imagem deles os dois juntos invadiu a minha mente.

"Pedro, eu quero o divórcio."

As palavras saíram diretas, sem hesitação.

Ele ficou chocado. A sua expressão passou de cansaço para incredulidade.

"O quê? Estás a brincar? Por causa disto? Helena, não sejas infantil."

"Infantil? Eu passei o nosso aniversário de casamento sozinha, a olhar para uma mesa cheia de comida que tu nem te deste ao trabalho de provar. E tu dizes que eu sou infantil?"

"A Sofia teve um acidente! O que é que querias que eu fizesse? Deixá-la sozinha na berma da estrada?"

A sua voz subiu de tom, a frustração a tomar conta dele.

"Ela não tem família? Não tem amigos? Porque é que tem de ser sempre tu, Pedro? Porque é que a ex-namorada tem prioridade sobre a tua esposa?"

"Não é uma questão de prioridade! É uma questão de responsabilidade! Eu sou a única pessoa que ela tem!"

"E eu? Eu não sou ninguém?"

As lágrimas começaram a formar-se nos meus olhos, mas eu recusei-me a deixá-las cair.

"Helena, pára com o drama. Eu amo-te. Tu sabes disso. A Sofia é apenas... a Sofia. É complicado."

"Não, Pedro. Não é complicado. Tu fizeste a tua escolha ontem à noite. Agora eu estou a fazer a minha. Eu quero o divórcio."

Virei-lhe as costas e fui para o quarto. Comecei a tirar as minhas roupas do armário e a metê-las numa mala.

Ele seguiu-me, a sua voz agora a suplicar.

"Helena, por favor. Não faças isto. Vamos conversar. Nós podemos resolver isto."

"Não há nada para resolver. Eu já resolvi."

Fechei a mala com um clique alto. O som ecoou no silêncio tenso do quarto.

"Para onde é que vais?"

"Para a casa da minha mãe. O meu advogado entrará em contacto contigo."

Passei por ele, a mala a bater-lhe na perna. Ele não me tentou impedir.

A sua expressão era de pura confusão, como se não conseguisse compreender como tínhamos chegado a este ponto.

Mas para mim, era muito claro. Isto não começou ontem. Isto foi o culminar de três anos de desrespeito e promessas quebradas.

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