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O CEO E A PROSTITUTA

O CEO E A PROSTITUTA

Autor:: Sophia Lury
Gênero: Romance
Ao voltar para o Brasil depois de doze anos morando fora, o empresário Jorge Lagos encontrará a sua vida de cabeça para baixo. Descobrirá que o seu pai se casou com alguém que é trinta anos mais jovem do que ele e não gosta nada disso. O empresário tem certeza de que a moça é uma oportunista e fará o que for preciso para a tirar da vida do pai, até mesmo leva-la para a sua cama.

Capítulo 1 Prólogo

Jorge

- Você acha que engana alguém com essa carinha de santa? - Questiono enfurecido, ao enfiar a mão dentro da sua calcinha, que deve ser bem pequena, mal cobrindo a sua bunda gostosa.

A verdade é que essa garota é uma das mulheres mais lindas que já vi na vida, se não é a mais bonita. Agora, eu sei porque se mantém sempre tão cheirosa e sedutora.

Vagabunda!

Me pergunto quantos antes de mim tiveram a chance de meter na sua bocetinha quente.

- Eu não estou tentando esganar ninguém - fala, mas a sua voz mal é audível. Apesar do corpo estar rígido, sei que gosta dos meus dedos indo e vindo na sua boceta molhada.

- Chega de mentiras garota! Eu já sei que estou lidando com uma prostituta.

Os seus olhos ficam arregalados e a respiração ainda mais errática. Vejo o medo. O seu medo me excita. Tudo nessa garota me deixa louco de desejo. Agora que achei uma justificativa para a minha consciência, não consigo não me aproveitar disso.

- Já que você trepa por sexo, quero que me diga o seu preço. Pago o que você quiser para te comer. Saber que é uma puta tirou toda a minha culpa por desejar a mulher do meu próprio pai.

Capítulo 2 O pedido

AMANDA

Às vezes, eu me pergunto como teria sido a minha vida se não tivesse perdido os meus pais tão cedo. Certamente, eu seria feliz de uma forma como não sou agora.

Lembro como se fosse hoje do dia em que saíram de casa e me deixaram na casa da irmã da minha mãe, a tia Juvena. Eu fiquei feliz por dormir fora, porque teria mais tempo para brincar com a minha prima. Mas a minha felicidade durou muito pouco.

A minha tia recebeu uma ligação da polícia avisando que os meus pais haviam sofrido um acidente de carro. A batida em uma carreta foi tão forte que não tiveram nem uma chance de sobrevivência. Depois que enterrei o meu pai, eu me vi com medo e completamente sozinha.

Órfã de pai e de mãe, corri o risco de ser levada para um lar de adoção, mas a minha tia Marta, irmã mais velha do meu pai, ficou com a minha guarda. No começo, não entendi o porquê de terem ficado comigo, já que não gostavam de criança, muito menos de mim. Apenas aos dezesseis anos entendi que os dois só queriam a casa dos meus pais.

Os meus pais eram professores e não deixaram nada além da casa, que pareceu ser o suficiente para pessoas que queriam tudo na vida do jeito fácil e sem muito esforço.

Eu teria sido muito infeliz se não tivesse feito amizades na escola que me impediram de ser totalmente solitária. Ter pessoas por perto me ajudou, embora não tenham fechado o buraco aberto no meu peito.

Eu conheci a Luana no último ano do colegial e foi ela quem me ensinou o significado da palavra diversão ao me levar em lugares onde nem mesmo deveríamos estar. Com as suas identidades falsas, entrei em casas de shows para adultos que me apresentaram ao mundo das bebidas alcoólicas e do sexo.

Um dia, uma amiga da Luana me contou sobre como era feliz com a sua independência financeira depois de ter feito a melhor e a pior escolha da sua vida. Obviamente, eu quis saber mais e acabei sendo apresentada a um mundo de prostituição de onde nunca mais sai.

Mas foi graças a isso que saí da casa dos meus tios. Eu não gosto deles, guardo mágoa o suficiente para não querer vê-los nunca mais. Também não quis lutar pela casa, pois sinto que não sou digna de nenhum presente dos meus pais, depois de ter vendido o meu corpo tantas vezes que perdi as contas.

Embora tenha sentido prazer com o sexo antes, deixei de sentir depois que o meu corpo se tornou um instrumento de trabalho. Simplesmente não sinto, e foram raríssimas as vezes que o meu orgasmo não foi fingido.

Não importa quão gentil alguém seja comigo, não é o suficiente para derreter o gelo em volta do meu coração. A minha conta está recheada com uma quantia considerável de dinheiro e tenho o meu próprio apartamento, mas me sinto oca por dentro.

- Você foi incrível hoje, querida - João fala quando terminamos.

Por ser o meu cliente mais antigo e o que mais me procura, João acabou se tornando especial de alguma forma e me fez o enxergar como um amigo.

Muito bonito para a idade que tem, o homem não tenta esconder que é rico, assim como não finge que a sua vida é um livro fechado. A verdade é que João é tão solitário quanto eu e, algumas vezes, me liga apenas para conversarmos. Procura-me para aplacar sua solidão durante algumas horas.

Ele gosta muito de falar a respeito do filho que está há anos trabalhando fora do país como advogado. Sei tanto a respeito do homem que tenho vontade de o conhecer em alguns momentos. Não seria possível, pois mesmo que o João e eu tivéssemos outro tipo de relação, ele não iria nos apresentar, pois está claro pela forma como fala que não se dão bem.

Meu cliente tem ciência de que não foi um bom pai, porque estava mais preocupado em ganhar dinheiro enquanto o filho crescia do que em dar a atenção que ele precisava.

- Obrigada - digo.

- Eu sinto a sua falta quando a gente se separa - confesso. Sento-me com as costas contra a cabeceira da cama do quarto de hotel e ele faz o mesmo.

Será que ouvi bem? Tudo bem que gosto da sua companhia, mas João é um cliente. Não poderia ficar com ele de qualquer forma, afinal, tem trinta anos a mais do que eu.

Não é que eu não tenha a mente aberta, se não tivesse, não aceitaria clientes da sua idade, mas ninguém levaria um casal como nós dois a sério. Ainda bem que o fato de estar fazendo essa revelação não significa nada.

É só um comentário, não é?

Então, por que o meu coração está disparado?

- Não precisa sentir a minha falta, você é um cliente e pode me ligar todas as vezes que sentir vontade de me ver - falo de uma forma carinhosa, mas também sendo profissional como seria com qualquer um.

- Eu me sinto só - declara pela primeira vez em voz alta o que eu já tinha notado nesses dois anos em que nos encontramos.

- Também me sinto em alguns momentos, mas acho que isso é normal para qualquer pessoa.

Eu tenho certeza de que a minha solidão não pode ser considerada normal. A prova disso é o fato de estar tendo essa conversa com um homem que deveria ser apenas um cliente atraente fisicamente e na forma como fala comigo.

- Nós poderíamos juntar as nossas solidões - sugere. Não faço ideia do que esse homem realmente quer dizer, mas o meu coração bate tão acelerado que eu poderia desfalecer aqui e agora de tanta preocupação.

- Estou com medo de perguntar o que você está querendo dizer, João.

- Por que não ser corajosa e simplesmente perguntar, menina? Tenho certeza de que uma dose de coragem te fará bem.

Ele está certo, não é?

- Como pensa em unir as nossas solidões?

- Casando-me com você.

- O quê?!

- Case-se comigo, menina.

Capítulo 3 O pedido

A sua fala faz o meu queixo cair, duvido que vá conseguir o encontrar novamente. Ele não pode estar falando sério.

COMO ASSIM ME CASAR?

Eu sou um puta de luxo. Ele é um empresário rico que, apesar dos problemas, tem família. O seu filho é a sua família.

- Você está bem? - Questiono-me depois de alguns minutos, assim que consigo me sentir minimamente composta.

- Sim, tudo indica que eu estou bem. Talvez não tão bem por considerar que uma menina de vinte anos poderia querer se casar com um velho como eu. Perdoe-me por isso.

- Não tem nada a ver com a sua idade e você sabe disso, João - falo, ao levantar-me da cama completamente pelada. Sinto-me tão à vontade ao seu lado que não tenho o menor problema com a nudez quando estamos a sós. - Além do mais, não fale como se tivesse problemas de confiança, pois nós sabemos que você não tem. Chega até mesmo a ser arrogante em alguns momentos.

- Está tentando fazer com que eu me sinta bem ou me ofender? - Brinca, ao estender a mão e pegar a bebida que lhe sirvo. - Se não é pela idade, porque você não quer se casar comigo? - Pergunta quando me sento ao seu lado na cama.

Agora sim! Com bebida, a conversa será muito mais fácil.

- Porque você não quer se casar comigo, querido. Por que iria querer?

- Porque sou viúvo há muitos anos e adoraria ter uma mulher como você ao meu lado.

- Não é o suficiente - digo, como se aceitar essa loucura fosse uma possibilidade.

- Porque eu gosto mesmo de estar como você. Por saber que te tiraria dessa vida e te teria perto de mim sempre que pudesse.

- Para me comer? - Pergunto como malícia. Não estou a fim de transar outra vez com o único cliente que me fez gozar nas poucas vezes em que consegui essa proeza, mas a sedução e as falas maliciosas estão no meu sangue.

- Não só para te comer. Se fosse para ter a sua companhia, seria capaz de até mesmo abrir mão de sexo com você.

- Quem é você? O que fez com o João Lagos? - Brinco e, rapidamente, o meu olhar recai na sua barriga lisa e definida. Ele é um homem vivaz e que gosta de se cuidar.

É difícil manter os olhos muito tempo longe da sua pele morena, dos seus braços fortes e do seus cabelos escuros, lisos e macios, um pouco mais longos dos que o convencional. Ele parece muito com o ator Ben Affleck e esse fato se tornou uma piada entre nós.

- Ele está aqui, mas um pouco velho e cansado. Talvez esteja precisando de mais do que uma boceta jovem e quente.

- A gente precisa se casar para isso? - Indago, ao pegar sua taça e deixar ao lado da minha sobre a mesa de cabeceira. Em seguida, subo em cima das suas pernas.

Apesar do papo careta, melancólico e estranho, os seus olhos disparam para os meus peitos pequenos. Ele é um homem com sangue quente e não deixa de perder o raciocínio por causa de um corpo despido como qualquer outro faria.

- Eu preciso de você na minha casa, onde posso te proteger e te ter o tempo todo.

Ele realmente parece outro. De onde saiu essa aura de perigo, possessividade e urgência?

De onde saiu a minha vontade de brincar com o fogo?

Se ele quisesse, poderia muito bem me esmagar como uma barata com os seus sapatos caros. Ninguém garante que, depois de dois anos, não tenha encontrado um motivo e o casamento não passa de um ardil para me atrair até o seu covil.

- Do que e de quem quer me proteger?

- De tudo e de todos - afirma.

- Quem iria me proteger de você? - Questiono.

- Você precisa de proteção contra mim depois de dois anos, querida? - Indaga, ao começar a deslizar as mãos firmes e grandes pela minha cintura.

O meu corpo, de uma forma que não reage há anos, nem mesmo a ele, sofre com calafrios que começa na ponta dos meus pés, passa por todo o meu corpo e termina entre as minhas pernas. A minha boceta, que deveria estar seca, começa a umedecer.

Começo a acreditar que sou louca e me atraio pelo perigo. Pelo desconhecido, pois algo me leva a crer que não faço ideia do que João realmente tem em mente.

É engraçado como a minha percepção sobre ele mudou com a proposta que fez. Parecia tão fácil lidar com o João. O sexo entre a gente sempre foi seguro, calmo e descomplicado.

- Me diga você: eu preciso de proteção?

- Quem sabe? A vida é uma caixinha de surpresas. Talvez eu seja o lobo mau e queira você no meu covil para fazer mal - provoca, eu fico analisando sua expressão para saber o quanto de tudo isso é real.

Que grande bobagem! O que uma mulher de vinte poderia saber a respeito de um homem experiente de cinquenta?

- Não tenho medo de você - afirmo.

- Talvez você devesse ter - fala, sinto mais uma onda de calafrios.

Em que momento o João se tornou mais interessante do que foi em dois anos?

- Vou ficar devendo - asseguro. - Quanto ao pedido...

- Apesar de termos fugido do tema, eu falei sério, menina. Quero você para mim de maneira oficial.

- Como foi meu durante todo esse tempo sem ter estado com outra além de mim?

Estou mexendo com ele. Sempre soubemos que o nosso caso era apenas sexo pago e João nunca fingiu que era fiel a sua puta preferida.

- Não sabia que você era ciumenta - fala, ao abaixar a cabeça e beijar em cima de cada um dos meus seios.

- Não sou. - Dou de ombro. - João, eu gosto muito da minha liberdade para me casar, mesmo que os milhões na sua conta me tentem - brinco, mas ele sabe que não é uma mentira total, afinal, estou transando com ele e com muitos outros por dinheiro há três anos.

Comecei quando não tinha nem mesmo idade suficiente para isso. Tudo porque os homens sempre acreditaram que eu era mais velha do que realmente era.

- Está recusando o meu pedido? Eu não sei se o meu ego pode suportar esse baque.

- Posso te fazer um carinho para que se recupere - devolvo a provocação.

Não parece chateado. Talvez tenha até mesmo se arrependido do pedido.

- É claro que pode - João fala e, com um movimento rápido, me joga de costas na cama.

Por alguma razão, sinto que esse não foi o fim da nossa conversa sobre o assunto.

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