Olá, queridas leitoras! ʕ•́ᴥ•̀ʔ
Meu nome é Yana Shadow e alguns leitores me conhecem como a autora da Trilogia Doce Desejo e do Livro Entre o Amor e o ódio que está disponível aqui na plataforma Lera.
Este romance conta a estória de uma Bibliotecária que sonhava em ter sua própria livraria e viajar pelo mundo. Entretanto, um homem, com uma postura que conservava um toque de arrogância, apareceu em seu caminho. Em uma única noite de prazer, aquele estranho conseguiu exterminar com todos os projetos que Beatriz tinha para a vida.
Fazia dois meses que procurava por Théo, no entanto, não conseguia nenhuma informação.
O único que poderia ajudá-la era seu melhor amigo. Arthur Bragança era herdeiro de uma fortuna imensurável. Ele esbanjava luxo e riqueza por onde passava. Embora fosse jovem, tinha um ar de masculinidade que fazia qualquer garota tremer nas bases. Além do trabalho, ele adorava as festas privadas com muitas bebidas e mulheres. Não havia nada mais sagrado para Arthur do que viver a vida intensamente.
Às vezes, uma mera noite de amor pode mudar todo o percurso de uma vida...
Gostou? Então acompanhe os primeiros capítulos desse romance e saiba o que Beatriz irá fazer para sair dessa situação.
Título original: O CEO e a Bibliotecária.
Copyright © 2.021 por Ana Paula P. Silva.
ISBN: 978-65-00-38968-5
Este livro é uma obra de ficção. Todos os personagens, lugares e acontecimentos descritos nesta obra foram criados pela mente da autora. Toda e qualquer semelhança com nomes, datas ou acontecimentos é apenas uma mera coincidência.
Todos os direitos reservados, nenhuma parte deste livro poderá ser utilizada ou reproduzida sob quaisquer meios existentes sem a autorização da escritora.
Boa leitura! ʕ•́ᴥ•̀ʔ
ʕ•́ᴥ•̀ʔっ♡ Desabafo de Bia.
Pela terceira vez, em menos de cinco minutos, eu questionei a mim mesma: o que fiz da minha vida? Eu deveria ter aceitado a proposta de Arthur quando ele me pediu em casamento há cinco anos, mas ele é um mulherengo, não nasci para viver num harém.
"Sua burra, burra, burra!" Captei a imagem da mulher com os cabelos desgrenhados através do espelho. Tive vontade de socá-la até que a minha raiva passasse, mas eu não podia ferir a mim mesma. Por dentro, eu já estava totalmente destruída.
Não deveria ter saído de casa naquela noite. É tudo culpa daquele idiota do Arthur. Se eu não estivesse naquela festa estúpida, isso não estaria acontecendo! Eu não estou acostumada a beber, sei que exagerei um pouco.
Para o meu desespero, tem dez minutos que eu estou atrasada assim como a minha regra que esqueceu de descer há três semanas. Tomei um banho rápido e depois de colocar um blazer salmão combinando com a saia envelope, eu calcei o salto alto e peguei a minha bolsa.
Formei em biblioteconomia e, por um tempo, trabalhei numa biblioteca Municipal de Lisboa.
Há pouco mais de um ano, comecei num emprego novo. Trabalho numa livraria no centro de Lisboa. Inicialmente, seria um serviço temporário. Administraria a loja até que a gerente recebesse alta do hospital para reassumir o seu cargo. Tive a infeliz ideia de contar sobre isso ao meu melhor amigo, mas esqueci que ele herdou as empresas do pai que faleceu há cerca de dois anos. Não sei em que momento, aquele idiota do Arthur resolveu comprar a livaria em que eu trabalhava. Fiquei quase um mês sem falar com ele. Enfim, como eu disse ele é um bom amigo, mas a reputação dele entre as mulheres era terrível. Arthur troca de mulher como quem troca de roupa, sua lista de conquistas inclui os nomes mais conhecidos e badalados da cidade de Lisboa e do Rio de Janeiro.
Minha vida é uma correria, mas tirei um tempo para escrever um pouco do meu cotidiano no diário que comprei na livraria. O meu terapeuta disse que preciso colocar tudo o que sinto para fora. Nesse exato momento, a minha mente está confusa e não paro de pensar sobre o que farei como uma criança sem pai. Não sei se essa técnica funcionará, mas preciso me libertar desse turbilhão de sentimentos que estão me enlouquecendo.
"Que se dane!"
Peguei a caneta dourada que Arthur me deu de presente no meu último aniversário e fiquei encarando a folha em branco.
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Lisboa, 7 de julho de 2017
Naquela manhã de segunda-feira, as gotas da chuva se chocavam contra o vidro do meu carro. Estacionei o meu Citroën cereja na vaga disponível, me livrei do cinto, saí e corri para o outro lado da calçada. Alarguei os passos e entrei na loja. Estava tão distraída que esbarrei no cliente que caminhava pelo corredor.
- Boa tarde! - Cumprimentou-me com uma seriedade inigualável.
Aquele homem tinha uma postura que conservava um toque de arrogância, notei que ele tirava vantagem de sua altura, uma característica que, há alguns meses, me deixava em chamas, mas hoje em dia, acho que ele parecia um tanto pretensioso.
Já imaginou ver um homem lindo entrar numa loja e você sorrir como se fosse uma adolescente apaixonada? Pois é, eu não fiz isso! Tenho cara de poucos amigos, não sou simpática, admito isso!
- Em que posso ajudá-lo? - Tony, um dos melhores funcionários da livraria, sorriu para o cliente.
Tony é gay assumido, mas gosta de heteros com jeito imponente. Segundo ele, já ficou com caras com aquele tipo físico.
- Eu quero um livro que fale sobre a Segunda Guerra ou algo sobre Stalingrado! - O cliente com um queixo intransigente me fitou.
Confesso que a minha calcinha ficou molhada só com o jeito que ele me comia com aqueles olhos expressivos. Ergui o meu rosto e dei a volta, eu não sou uma mulher tão fácil de se conquistar à primeira vista. Embora a minha musculatura íntima fique animada, não podia me apaixonar pelo primeiro cara que me olha daquele jeito. Deixei que o funcionário da livraria atendesse ao cliente e me retirei. Tinha muita coisa para resolver no escritório naquele dia e precisava me apressar.
Logo que sentei atrás da minha mesa, acessei a planilha de vendas e avaliei o fluxo de caixa. O telefone vibrou sobre a mesa, era segunda vez que o meu melhor amigo me avisava sobre a festa de aniversário dele que rolaria numa boate perto do meu trabalho.
Depois que eu confirmei presença, Tony bateu na porta da minha sala e entrou em seguida. Esticou a mão e me entregou o papel.
- É para você!
- O que é isso? - Examinei as letras que pareciam garranchos. - De quem é esse telefone?
- É do bofe que eu estava atendendo, ele levou cinco livros e ainda me deu gorjeta.
- Pode ficar para você! - Devolvi o bilhete.
- Você enlouqueceu, gata? Aquele homem é um deus grego.
- Pode ficar com ele, não quero!
- Bem que eu queria! - Tony confessou e fez um muxoxo. - Ele não quis assunto comigo, só escolheu os livros e me entregou - disse em tom decepcionado. - Depois que o gostosão passou no caixa, ele voltou e pediu para entregar esse bilhete para você.
Minha cabeça doía demais e eu tinha muito o que fazer naquele dia. Pedi ao Tony que deixasse o bilhete na mesa e retornasse ao trabalho.
- Aquele homem deve fazer loucuras na cama! - Tony deu uma risadinha. - Depois, você me conta tudo, gata! - se retirou.
Quer saber se liguei para aquele homem? Claro que não, fiquei uma semana investigando e procurando algo sobre o tal Theodoro Muniz. Passei uma madrugada inteira investigando tudo sobre esse cara e não achei quase nada.
"Como uma pessoa não usa redes sociais em pleno século 21? Não tem cabimento!"
Na sala da minha casa, eu divagava em meus pensamentos enquanto tomava um saboroso café expresso. Olhei a mensagem da minha mãe no aplicativo de mensagens, ela queria que eu fosse almoçar na casa dela no fim de semana. Como eu não tinha nada para fazer, confirmei.
O meu iphone tocou e eu fiquei pensando se deveria atender. Eu sei que confirmei presença no aniversário do meu melhor amigo, mas eu não estava afim de sair.
- Oi, Arthur!
- Onde você está?
Afastei o telefone do meu ouvido quando ele berrou. Detesto quando Arthur faz isso. Conheço ele desde que éramos crianças, nossas famílias sempre foram próximas. Apesar de ser um amigo maravilhoso, ele sempre teve um pavio curto, mas comigo ele não crescia. Bastava ficar sem falar com ele por uma semana, que rapidinho ele ligava e pedia desculpas.
- Eu vou te buscar!
- Não consigo te ouvir! - Eu menti descaradamente. Na verdade, as batidas da música estavam muito altas. Então tecnicamente, eu omiti. - A ligação está péssima! - encerrei a ligação.
Voltei para o meu sofá e afundei no estofado confortável da minha sala de estar com uma decoração neo-clássica. Sempre amei móveis com pés curvos e com aqueles entalhes dourados que remetem a um estilo provençal. Não me julguem, nasci na época errada.
Coloquei na série que eu amo de paixão, sempre fui louca por The Big Bang Theory. Toquei no episódio em que parei na última noite e por quase vinte minutos, ri que nem uma hiena. Minha risada é meio estranha, confesso! É por isso que não fico rindo na frente dos outros.
- Quem será que veio atrapalhar o meu sossego? - Coloquei a pipoca de lado, caminhei até a porta e girei a maçaneta. - Quem me perturba? - Forcei o riso quando o vi. - Ah, é você! - Olhei para o homem grandalhão com blazer slim fit preto que sobrepunha a blusa de linho branca.
Arthur estava com uma fisionomia inelegível, não sabia se ele estava bravo ou magoado comigo.
- Você ainda não se arrumou? - Examinou o meu blusão branco com estampa de urso e minha meia cinza-clara que eu costumo usar dentro de casa. - Vá se arrumar, Bia! - ordenou enquanto entrava.
- Oh, aqui dentro eu sou a rainha! - Bati a porta. - A minha casa é o meu reino!
Ele se jogou no sofá com sorriso branquíssimo, pegou a minha pipoca, pegou o controle e deu o play.
- Me dê isso aqui! - Tomei a vasilha da mão dele e sentei para continuar vendo a série. - Volte para a sua festa!
- Não vou sair daqui até você se arrumar - esticou o braço ao longo das costas do sofá.
- O.k. - Dei de ombros. - Você é quem sabe!
- Maravilha! - sussurrou e me olhou de um jeito estranho. - Nós podemos aproveitar para...
- Para com isso agora, Arthur! - Eu saí do sofá antes que ele tentasse me beijar. - Você venceu! Vou me arrumar para a sua festa.
- Não demora! - O sorriso dele alargou.
Mesmo que ele fosse apenas um amigo, eu sempre tive consciência do charme que emanava de Arthur, aliás, acho que todas as garotas notavam isso. Na faculdade, ele era o mais atraente dos rapazes. Apesar de ser jovem, tinha um ar de masculinidade que fazia qualquer mulher tremer nas bases. Eu sei como ele magoava essas garotas, e mesmo que ele tentasse me conquistar algumas vezes, eu nunca quis nada com ele.
Eu me sentia deslocada naquela boate cheia de pessoas desconhecidas. A maioria dos convidados eram amigos ou sócios de Arthur. Às vezes, ele desaparecia com alguma garota na pista de dança. Após tomar duas cervejas e dispensar dois caras que vieram falar sobre seus mustangs ou sobre os iates em que passeavam nos fins de semana, abri caminho entre aquelas pessoas aglomeradas. Luzes coloridas iluminavam os rostos e corpos suados.
"Que merda de lugar é esse?'' Murmurei a pergunta baixinho.
Parei como uma estátua quando o encontrei. No canto, vi Arthur em pé com a mão na parede. A mulher estava ajoelhada, dando beijinhos calientes no brinquedinho dele. Pelo jeito que ele movia o quadril, não ia demorar até se cansar daquela garota.
''Corajosa'', resmunguei.
Tem que ser uma mulher muito ousada para fazer isso num local público, não que eu não pensasse sobre isso nas minhas fantasias mais quentes. Sempre quis transar no banco de trás de um carro ou numa praia deserta. Virei para o lado oposto assim que Arthur ergueu os olhos, eu estava tão distraída que esbarrei em alguém. Tomei um banho de uma bebida destilada.
- Você não olha para onde anda? - Encarei o grandalhão que exibia os braços tatuados.
- Era você quem estava distraída, moça! - Ele retrucou.
- Idiota! - Meu suéter branco estava manchado.
- Espere! - Deu um puxão em meu braço. - Você é aquela moça da livraria.
- O que você quer?
- Deixa eu te pagar uma bebida como pedido de desculpas!
- Quero que pague a conta da lavanderia!
- Eu pago, mas só se você tomar um drink comigo e me der o seu telefone.
Tinha mais de cinco meses que eu não transava. Lembrei de Tony falando que eu precisava tirar o meu atraso.
" É apenas uma bebida", pensei. " Ele não vai me comer em cima do balcão na frente de um barman." Aceitei o convite do gostosão e o acompanhei.
- O que vai beber?
Ele tocou no meu ombro e massageou lentamente. Fiquei muda com aquele fogo subindo no meio das minhas pernas.
- Gin tônica! - Sentei no banco perto do balcão reto.
Olhei discretamente para o jeans que ele usava e notei um volume considerável.
A minha mãe me mataria se soubesse que eu estava pensando em dar para um homem que eu mal conhecia. Ela é extremamente religiosa e vive dizendo que eu tenho que casar e construir uma família.
- Foi obra do destino! - Ele tomou um pouco Gin Bombay Sapphire.
- O quê? - Pisquei sem parar.
Theo se ajeitou e tombou para o meu lado, os olhos cintilavam.
- Te encontrar aqui!
Aqueles olhos negros eram tão expressivos que me hipnotizaram, eu cheguei a pensar que aquele babaca ia me beijar, mas ele exibiu aqueles dentes branquíssimos.
- Na verdade, eu vim para comemorar o aniversário do meu amigo.
- Sorte a minha! - Ele disse.
Tomei o meu gin de uma vez.
- Aceita outro drink?
Reparei que o misterioso homem estava com a mão direita no bolso. Tinha algo estranho no ar. Leio muito sobre a linguagem do corpo e reparo em cada gesto que uma pessoa faz. Virei o copo e coloquei sobre o balcão.
- Por favor, mais um! - Theo pediu ao atendente.
Um arrepio subiu pela minha espinha quando ele se posicionou atrás de mim e segurou minha cintura.
- Você precisa relaxar mais!
Engoli em seco. Se ele soubesse que eu estava molhada, já estaria me levando para um quarto de hotel. Levantei meus olhos e peguei o drink que o funcionário da boate me serviu.
- Se você quiser, nós podemos conversar em um lugar mais calmo - sussurrou perto do meu ouvido.
- Não costumo dormir com um cara na primeira noite.
- Eu não disse isso!
- Não precisa! - Olhei sobre os meus ombros e o encarei. - Está escrito na sua testa. - Sorvi mais um gole do meu drink.
Eu fiz o que pude para escapar das garras daquele homem que não saía da minha cola. Sei que é normal conhecer alguém na balada, mas, o que eu faria se ele fosse um psicopata em busca de sua próxima vítima? Ele sabia onde eu trabalhava e estava na boate onde o meu melhor amigo comemorava mais um ano de vida. Me chamem de paranoica, mas eu não dou mole para o azar. Cruzei as minhas pernas no mesmo instante que os lábios quentes de Theo tocaram na pele do meu pescoço.
- Tenho uma biblioteca ampla na minha casa!
- Não vou para a sua casa!
No terceiro copo, os meus olhos estavam embaçados, precisava fingir que estava bem.
- Preciso ir!
Saí da cadeira, virei o meu pé e os braços fortes me envolveram antes que eu me chocasse contra o chão.
- Posso te levar para casa?
- Não, obrigada! - Dispensei rapidamente.
- Você é comprometida?
Ele observou a aliança que eu ainda usava no meu anelar direito.
- Eu era! - respondi secamente. - Ele me traiu! - mencionei.
Desde que terminei o noivado com Zac, cinco meses atrás, não saí com ninguém. Meu ex noivo era um advogado com uma carreira brilhante. Só tinha um problema entre nós, a secretária dele. Não esqueço do dia em que Zac disse que trabalharia até mais tarde e eu resolvi fazer uma surpresa. Entrei sem bater, meu ex-noivo estava sentado na cadeira enquanto aquela vadia de peitos grandes, subia e descia, trabalhando vigorosamente no pau dele.
Pensa que eu saí de mansinho e deixei os dois fazendo hora extra? Peguei a mulher pelos cabelos e a arrastei pelos corredores da administração. No mesmo instante, Arthur saiu da sala da diretoria para saber o motivo da gritaria. Se não fosse pelo meu amigo, só Deus sabe o que eu teria feito com a secretária de Zac.
- Depois disso, você saiu com mais alguém?
Os dois primeiros botões da blusa de Theo estavam abertos. O peitoral se estendia até os ombros largos.
- Não!
Virei o rosto, aquele estranho estava fazendo muitas perguntas.
- Foi bom te ... - Não deu tempo de me despedir.
Ele já tinha me puxado e quando dei por mim, a boca carnuda de Theo estava colada à minha. Segurou os fios de cabelos da minha nuca, tombando a minha cabeça para trás. As nossas línguas se encontraram num beijo molhado.
Queria ter a coragem daquela garota que estava chupando o meu amigo, mas confesso que sou covarde. Os únicos lugares interessantes que transei com meu ex-noivo foram pelos cômodos da minha casa.
- Não posso! - Empurrei Theo.
Mesmo tonta, me afastei dele e desvencilhei-me das pessoas que bebiam e dançavam ao som daquela música alta. Tinha que resistir ao sexy appeal daquele homem. Eu estava com muita vontade de sentar no colo dele, mas sou extremamente sentimental, me apego com facilidade.
Esbarrei em algumas pessoas e cambaleei até encontrar as escadas. Uma mão tocou em meu braço e segurou com firmeza, eu estava furiosa demais para aturar mais um cara cheio de desejo à procura da próxima presa.
- Não precisa me levar para casa! - gritei.
- Fique calma! - Arthur arregalou os olhos.
- Você terminou de dar a atenção para a nova amiga? - questionei em tom debochado.
- Posso me dedicar mais a nossa amizade se você...
- Cala essa boca, Arthur! - Neguei com a cabeça. - Não farei isso!
Ergui a mão direita, dei mais um passo e quase caí.
- Está bêbada? - Entrou na minha frente e impediu-me de continuar. - Você não devia beber!
Eu ri da ironia, o Arthur bebe e pega todas as mulheres que vê pela frente e queria me dar lição de moral.
- E aí, brother! - Theo cumprimentou Arthur. - Estou com ela!
"Ai, não! Não acredito que esse ogro estava me seguindo."
- Fala aí! - Arthur me deu as costas e se aprumou diante do outro homem um pouco mais alto do que ele. - A Bia é minha amiga! - Engrossou a voz.
- Sério? - Theo abriu um sorriso largo.
- Me espere aqui! - O meu amigo deu um passo atrás. - Eu vou pagar a consumação e te levar para casa. - Arthur sumiu no meio da multidão.
- Então o seu nome é Bia!
- Beatriz! - Ajeitei o meu suéter sobre o meu jeans azul.
- Você está bem, Beatriz? - indagou com um sorriso.
- Me deixe em paz!
Toquei no corrimão e comecei a subir os degraus da escada com certa dificuldade. Finalmente, eu estava na saída da boate, fiz sinal para um táxi que passou direto. As pessoas, que caminhavam pela rua, me olhavam de um jeito estranho. Cheguei mais perto e olhei pelo vidro do veículo do carro preto que se movia.
- Saía daqui, maluca! - A voz masculina me expulsou.
Andei pela calçada e pensei se deveria voltar para pedir carona ao meu amigo. Sacudi a cabeça, ele devia estar trepando com mais uma mulher que viu pelo caminho. Uma buzina estridente chamou a minha atenção. Aquele homem misterioso não desistia. Entrei no carro, o meu corpo estava cheio de calor e minha mente dizia: "vai lá garota, você precisa tirar essa teia de aranha! Pare de regular essa mixaria."
- Vamos para a - solucei - minha casa!
Na escuridão do quarto, a luz branda iluminava o corpo do homem que me observava. Eu estava só de calcinha e esperava que o homem misterioso se aproximasse da cama. Com delicadeza, ele chegou mais perto e tirou a roupa que me cobria, deixando-me completamente nua.
Senti a língua quente me provando, me contorci na cama. Ele sabia o que estava fazendo e não tinha pressa. Gemi com o toque delicado do dedo que entrava e saía. Eu queria que ele me penetrasse, que entrasse mais fundo e que se movesse até que eu estivesse totalmente satisfeita.
Eu me abri como uma flor que desabrocha e ergui meu quadril. Fechei os olhos logo que ele se debruçou sobre mim, tocou em minhas coxas e ergueu as minhas pernas. Naquele quarto mal iluminado, soltei um grito intenso quando ele entrou e me preencheu.