Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > O CEO e a Espiã Infiltrada
O CEO e a Espiã Infiltrada

O CEO e a Espiã Infiltrada

Autor:: susannavarreteu
Gênero: Romance
Lucía foi enviada para se infiltrar na Aureum Corp, a poderosa empresa liderada por Alejandro Ferrer, um CEO tão brilhante quanto misterioso. Sua missão é clara: encontrar provas que comprovem as atividades ilegais de Alejandro. Mas nada sai como planejado. Sob a fachada de um homem frio e calculista, Lucía descobre alguém marcado pelo passado, protetor e leal. Sem perceber, ela acaba presa entre sua missão e um amor que jamais deveria ter nascido. Quando Alejandro descobrir a verdade, ambos terão que escolher: confiar em seus sentimentos ou se destruírem mutuamente. Em um jogo de poder, mentiras e traições, será que o amor conseguirá sobreviver à verdade?

Capítulo 1 A Sombra do Poder

Alejandro Ferrer olhava para a cidade através da ampla janela de seu escritório no último andar da Aureum Corp. A luz do entardecer tingia os edifícios de laranja, refletindo um brilho cálido no vidro, mas ele mal notava. A vista da cidade, tão imponente quanto o seu próprio legado, era apenas um pano de fundo estático para sua mente, que nunca parava de calcular.

Com 37 anos, Alejandro era o epítome do sucesso: frio, meticuloso e decidido. Em seu mundo, não havia espaço para erros nem distrações. Tudo estava sob controle, ou pelo menos parecia estar. Poucos sabiam que, por trás dessa fachada imponente, havia um homem em constante alerta, carregando mais responsabilidades do que qualquer outro suportaria.

- Senhor Ferrer - disse uma voz grave vinda da porta.

Alejandro não precisou se virar para saber quem era. Hugo Morales, chefe de segurança, era um dos poucos homens em quem confiava plenamente.

- Fale - respondeu Alejandro, com uma voz calma, mas firme.

- Temos um problema com a lista de contratações - disse Hugo ao entrar e fechar a porta atrás de si. - Há nomes que não batem, pessoas sem experiência real ou com registros incompletos. Parece que alguém tentou manipular o sistema.

Alejandro franziu a testa, virando-se levemente para Hugo. Seu rosto revelou apenas uma leve sombra de irritação, mas sua mente já começava a analisar o problema.

- Sabemos quem está por trás disso? - perguntou.

- Ainda não, senhor, mas já estamos investigando. Apresentarei um relatório completo em uma hora.

Alejandro assentiu lentamente.

- Faça isso. E quero saber exatamente como isso aconteceu. Se alguém está jogando contra nós, não importa quem seja, você vai descobrir.

Hugo assentiu e saiu em silêncio.

Por um momento, Alejandro permaneceu imóvel diante da janela. Apesar de sua postura relaxada, sua mente estava longe de estar tranquila. Ele não tolerava erros, muito menos brechas em seu sistema. A Aureum Corp. não era apenas uma empresa; era sua vida, seu legado e o símbolo dos sacrifícios que fizera desde muito jovem.

Quando o relógio marcou sete horas, Alejandro decidiu que já bastava por aquele dia. Guardou alguns documentos importantes em sua pasta e desceu pelo elevador diretamente ao estacionamento subterrâneo. Seus movimentos eram quase mecânicos, fruto de anos de disciplina e rotina.

Seu carro, um sedã preto impecável, estava à sua espera no lugar habitual. Alejandro entrou, colocou o cinto de segurança e deu partida com calma. Dirigir naquele horário, quando o trânsito começava a diminuir, era um dos poucos momentos de tranquilidade que ele se permitia.

Ligou o rádio, deixando que uma suave melodia de jazz preenchesse o espaço do carro. A música, combinada com as luzes da cidade, deveria ser relaxante, mas sua mente continuava a processar o problema das contratações. Quem ousaria infiltrar-se na Aureum Corp? Seria um erro administrativo ou algo mais sério?

Enquanto fazia uma curva em uma avenida pouco movimentada, uma figura chamou sua atenção. Uma mulher estava parada ao lado de um táxi que parecia não funcionar. Ela vestia um casaco cinza que já vira dias melhores e tinha o cabelo castanho preso de forma desleixada. A mala ao seu lado sugeria que não estava ali por acaso.

Alejandro não era um homem impulsivo, mas algo o fez reduzir a velocidade. Parou o carro ao lado da calçada e abaixou a janela.

- Precisa de ajuda? - perguntou com voz tranquila.

A mulher levantou o olhar, claramente surpresa. Seus olhos, escuros e profundos, encontraram os dele por um breve instante. Foi o suficiente para que algo dentro dele se agitasse, embora ele não soubesse o motivo.

- Estou bem - respondeu ela com firmeza, embora suas mãos tremessem ligeiramente sobre a mala.

Alejandro franziu a testa. Ela não parecia estar bem, e a rua deserta não ajudava em sua segurança.

- Está tarde para estar sozinha aqui - insistiu. - Tem certeza de que não precisa de nada?

Ela hesitou por um instante antes de responder:

- Obrigada, mas estou apenas esperando outro táxi. Este parece não funcionar.

- E já está esperando há muito tempo?

A mulher o olhou com certa desconfiança, como se analisasse se podia confiar nele. Finalmente, respondeu com um leve movimento de cabeça.

- Não muito. Estou bem.

Alejandro não insistiu. Assentiu uma vez e subiu o vidro da janela. O carro avançou lentamente pela rua, mas ao olhar pelo retrovisor, notou que o táxi continuava parado, sem se mover. Algo naquela cena não fazia sentido, mas ele decidiu ignorar.

Ao chegar ao seu penthouse, Alejandro tirou o paletó e a gravata, deixando-os cair sobre o encosto de uma cadeira. O lugar era amplo, moderno e decorado em tons frios, exatamente como ele gostava. Ali não havia espaço para nada que não fosse funcionalidade e ordem.

Serviu um copo de uísque e se jogou no sofá. O líquido âmbar girava no copo, refletindo as luzes suaves do teto, mas ele não o bebeu. Sua mente estava em outro lugar.

A imagem da mulher na rua continuava aparecendo em sua cabeça. Havia algo em seu olhar, uma mistura de vulnerabilidade e força, que ele não conseguia esquecer. Sacudiu o pensamento; não tinha tempo para distrações.

O telefone vibrou sobre a mesa. Ao pegá-lo, viu que era Hugo.

- Diga - atendeu Alejandro, direto ao ponto.

- Senhor, já revisei a lista. Há um nome que não aparece em nenhuma base de dados oficial, mas foi aprovado hoje mesmo.

Alejandro inclinou-se para a frente, alerta.

- Quem?

Hugo fez uma breve pausa antes de responder:

- Lucía Torres.

O cenho de Alejandro se franziu. Aquele nome não significava nada para ele, mas algo em seu instinto dizia que não era coincidência.

- Quero saber tudo sobre ela. Origem, antecedentes, qualquer coisa. Não deixe nada de fora.

- Imediatamente, senhor.

Alejandro desligou e colocou o telefone sobre a mesa. A noite, que havia começado com relativa calma, agora parecia carregada de um estranho pressentimento.

Sem saber, Alejandro acabava de dar o primeiro passo em um jogo que mudaria sua vida para sempre.

Capítulo 2 Encontros Inesperados

Na manhã seguinte, Alejandro Ferrer estava novamente em seu escritório. A cidade havia amanhecido sob uma garoa suave que embaçava os vidros e pintava o horizonte de cinza. Alejandro, no entanto, mal notou o clima. Sua atenção estava completamente focada no relatório que Hugo Morales havia entregue mais cedo.

O nome de Lucía Torres continuava ressoando em sua mente. Algo nesse nome lhe parecia familiar, mas ele não conseguia situar exatamente até que um lampejo de memória atravessou sua mente. A mulher do encontro inesperado na entrada do edifício na noite anterior. Sua postura, seu olhar firme e aquela sensação de já tê-la visto agora faziam sentido. As informações sobre ela eram surpreendentemente escassas: uma mulher de 28 anos, com um diploma em economia de uma universidade mediana e experiência profissional mínima. Nenhum antecedente que justificasse sua inclusão na Aureum Corp, muito menos em um cargo de alto nível. Contudo, ela havia passado por todos os filtros de contratação como se alguém tivesse pavimentado seu caminho.

Alejandro apoiou os cotovelos na mesa e massageou as têmporas. Algo não se encaixava, e ele odiava essa sensação. Antes que pudesse continuar analisando o relatório, o intercomunicador tocou.

-Senhor Ferrer -a voz de sua assistente pessoal, Mónica, soava profissional, como sempre-. A nova funcionária, Lucía Torres, chegou. Está na sala de conferências para a reunião de integração.

Alejandro sentiu um leve calafrio. Era cedo demais para um confronto direto, mas ele não conseguia evitar a vontade de vê-la pessoalmente. Afinal, ninguém entrava em sua empresa sem o seu conhecimento, e essa mulher havia burlado esse princípio.

-Perfeito. Já estou indo.

Ele se levantou calmamente, ajustou o relógio de pulso e pegou o relatório antes de se dirigir à sala de conferências. Sua mente trabalhava rápido, delineando a estratégia para abordar o assunto sem levantar suspeitas. Não sabia se Lucía Torres era um peão ou uma ameaça, mas pretendia descobrir em breve.

A sala de conferências era ampla e moderna, com janelas que deixavam entrar a escassa luz do dia. Lucía estava sentada do outro lado da mesa, observando discretamente o espaço. Vestia um blazer azul escuro e uma blusa branca; seus cabelos castanhos estavam soltos, caindo em ondas leves sobre os ombros. Quando Alejandro entrou, ela se levantou imediatamente, refletindo certa formalidade.

-Senhor Ferrer -disse, em um tom sereno que não deixava transparecer nervosismo.

Alejandro fechou a porta atrás de si e avançou em direção a ela, estendendo a mão.

-Lucía Torres, presumo. Bem-vinda à Aureum Corp.

Ela aceitou o aperto de mão com firmeza. Seus olhos se encontraram por um instante, e Alejandro sentiu a mesma sensação estranha que tivera na noite anterior. Havia algo em seu olhar difícil de ignorar: uma mistura de determinação e algo que ele não conseguia identificar.

-Obrigada pela oportunidade -disse Lucía, soltando a mão dele e voltando ao seu assento.

Alejandro também se sentou na outra extremidade da mesa, colocando o relatório à sua frente.

-Espero que sua experiência aqui seja produtiva -disse ele, com um tom cortês, mas distante-. Embora eu deva admitir que seu perfil me intriga. Não é comum alguém com sua trajetória alcançar uma posição tão destacada de forma tão rápida.

Lucía o olhou com calma, sem demonstrar surpresa diante do comentário.

-Entendo suas dúvidas, senhor Ferrer. Mas acredito que meu desempenho falará por mim.

Alejandro arqueou uma sobrancelha. Não esperava uma resposta tão direta.

-Espero que sim -replicou-. Porque nesta empresa não toleramos erros.

Lucía assentiu, mas não respondeu imediatamente. Alejandro aproveitou o momento para observá-la mais atentamente. Havia algo em sua presença que desafiava explicações, algo que o inquietava e o intrigava ao mesmo tempo.

Mais tarde, Alejandro voltou ao seu escritório com a mente cheia de perguntas. Havia algo incomum em Lucía, mas ele não conseguia identificar exatamente o quê. Decidiu continuar investigando, começando por uma revisão minuciosa de seu histórico.

Hugo Morales não demorou a aparecer com mais informações.

-Senhor Ferrer -disse Hugo, fechando a porta atrás de si-. Isto é o que descobri até agora sobre Lucía Torres. A maioria dos dados é pública, mas há algumas inconsistências.

Alejandro pegou a pasta que Hugo lhe entregava e começou a revisá-la. Seus olhos pararam em alguns pontos-chave: um endereço que não correspondia aos registros anteriores, empregos anteriores que pareciam curtos demais para serem relevantes. Havia também um período de tempo sem atividade registrada, como se ela tivesse desaparecido do radar.

-Isso não é suficiente -disse Alejandro, fechando a pasta-. Preciso de algo mais concreto. Quero saber o que ela está escondendo e quem a recomendou para este cargo.

Hugo assentiu. -Vou me aprofundar. Mas há algo mais que o senhor deve saber. Ontem à noite, a viram perto do edifício, antes de o senhor sair.

Alejandro levantou o olhar, surpreso. -O que ela estava fazendo aqui?

-Não sabemos. Mas temos imagens das câmeras de segurança. Pode ser uma coincidência, mas...

-Na minha experiência, coincidências não existem -interrompeu Alejandro. Sua expressão endureceu enquanto devolvia a pasta a Hugo-. Continue investigando. Quero respostas antes do fim do dia.

Hugo saiu sem dizer mais nada, deixando Alejandro sozinho com seus pensamentos. Havia algo nessa situação que lhe parecia familiar, uma sensação de que as peças do tabuleiro estavam se movendo contra ele.

Horas depois, enquanto Alejandro revisava alguns documentos em sua cobertura, seu telefone tocou. Era um número desconhecido. Franzindo o cenho, ele atendeu.

-Quem fala?

-Senhor Ferrer -a voz de Lucía Torres soava do outro lado da linha, serena, mas com um toque de urgência-. Sinto incomodá-lo a esta hora, mas acho que o senhor deveria saber de algo.

Alejandro ficou tenso. Não esperava uma ligação dela, muito menos tão cedo.

-Diga -disse ele, tentando manter a calma.

-Acredito que alguém dentro da empresa está tentando sabotar certas operações. Hoje vi algo que não me pareceu normal, mas não sei como proceder.

Alejandro ficou em silêncio por um momento, processando suas palavras. Seria isso uma armadilha ou ela realmente estava tentando ajudar?

-Explique-se -disse finalmente.

Lucía detalhou uma série de movimentações estranhas nas contas internas de um projeto recente. Embora sua explicação fosse vaga, Alejandro notou que havia certa lógica no que ela dizia.

-Fez bem em me avisar -respondeu Alejandro com seriedade-. Fique atenta, mas não comente isso com mais ninguém por enquanto. Eu cuidarei da investigação.

Capítulo 3 A Trama Oculta

A noite havia caído sobre a cidade e, com ela, um silêncio estranho se instalara nos corredores da Aureum Corp. Embora o escritório de Alejandro Ferrer estivesse vazio, a tensão ainda pairava no ar. A ligação de Lucía Torres ecoava em sua mente. A mulher que havia chegado à sua empresa como uma sombra, infiltrando-se em seu mundo de poder e controle, agora parecia ser o centro de algo muito maior do que ele poderia imaginar.

Alejandro havia ordenado uma investigação exaustiva, mas algo lhe dizia que a situação era mais complexa do que parecia. Enquanto a cidade mergulhava na escuridão, ele permanecia analisando documentos, incapaz de ignorar as palavras de Lucía.

"Vi algo que não parecia normal..."

Era uma frase vaga, mas a urgência em seu tom havia sido inconfundível. Lucía sugerira que algo estava errado na empresa, algo que ela havia notado por acaso, mas que agora parecia carregar um peso muito maior. Seria possível que ela realmente estivesse tentando ajudá-lo? Ou estaria jogando um jogo mais perigoso?

A Manhã Seguinte

Alejandro acordou cedo, como de costume. Seu despertador tocou às 6h da manhã, um horário que conhecia bem. Não havia espaço para descanso ou fraqueza em seu mundo. Levantou-se, tomou uma ducha rápida e se preparou para mais um dia de trabalho. Contudo, hoje havia algo diferente: Lucía Torres.

Enquanto se vestia, sua mente estava repleta de perguntas sem respostas claras. Por que uma mulher com tão pouca experiência havia conseguido infiltrar-se de forma tão decisiva na Aureum Corp? O que a motivava a correr esse risco? E, mais importante, quem estava por trás disso?

Após um café da manhã leve, saiu de seu apartamento e entrou em seu carro, decidido a enfrentar mais um dia de investigações e decisões difíceis.

Quando chegou à empresa, o ambiente estava cheio de atividade, mas Alejandro focava apenas em uma coisa: Lucía Torres. Decidiu chamá-la para sua sala logo pela manhã. Precisava analisá-la pessoalmente, tentar identificar se suas suspeitas tinham fundamento.

Sua assistente, Mónica, informou que Lucía estava disponível. Em menos de dez minutos, a jovem mulher apareceu em sua porta. Desta vez, Lucía parecia ainda mais confiante, como se a reunião do dia anterior tivesse marcado um ponto de virada em sua postura.

- Senhor Ferrer? - disse ela, entrando com um tom formal.

- Lucía - respondeu Alejandro, levantando-se e indicando a cadeira diante de sua mesa. - Sente-se.

Lucía obedeceu, sentando-se com uma postura ereta e firme. Alejandro não pôde deixar de notar que seu olhar estava mais determinado, algo que só o deixava mais cauteloso. Às vezes, as pessoas escondiam suas verdadeiras intenções atrás de uma máscara de confiança.

- Quero falar com você sobre o que mencionou ontem à noite - disse Alejandro, direto.

A porta estava fechada, e mesmo com as paredes grossas, ele preferia não correr riscos. Não sabia a quem Lucía poderia estar envolvendo na questão.

- Claro - respondeu ela, sem hesitar. Seu tom era calmo, mas havia algo em sua voz que fez Alejandro franzir ligeiramente a testa. Era sério, mas também parecia haver uma ponta de preocupação.

- Pode me dizer exatamente o que viu? - perguntou Alejandro, cruzando os braços em uma postura defensiva.

Lucía o olhou por um instante, parecendo medir suas palavras antes de responder.

- Vi algumas movimentações estranhas nas contas - disse, sem desviar o olhar. - Não tenho certeza absoluta, mas algo não fazia sentido. Havia alterações nos registros de um projeto interno que não pareciam fazer parte das atividades normais.

Alejandro observou em silêncio, processando suas palavras. Algo em seu tom indicava que Lucía sabia mais do que estava disposta a admitir.

- Pode ser mais específica? - perguntou, inclinando-se para a frente.

Lucía respirou fundo, como se estivesse se preparando para o que diria.

- Depois que saí ontem, revi alguns arquivos. Encontrei uma transação suspeita envolvendo várias contas. Não havia justificativa formal para as mudanças, mas os registros pareciam... legítimos, de certa forma.

Alejandro estreitou os olhos, intrigado.

- Mais alguma coisa?

Lucía hesitou, antes de continuar.

- Também notei uma série de e-mails que não pareciam relacionados a nenhum projeto oficial. Pareciam pessoais, mas as datas coincidem com outras irregularidades nos registros.

Alejandro recostou-se na cadeira, pensativo.

- Sabe quem poderia estar envolvido?

Lucía balançou a cabeça negativamente.

- Não posso afirmar com certeza. Mas acho que alguém nos níveis mais altos está manipulando informações.

O silêncio pairou entre eles, carregado de tensão. Alejandro sabia que a situação era perigosa e exigiria cuidado.

- Continue observando, mas não chame a atenção - ordenou.

Lucía assentiu e se levantou, mas hesitou antes de sair.

- Senhor Ferrer... não sei no que estou me metendo, mas acho que você também não.

Suas palavras ficaram no ar enquanto ela saía, deixando Alejandro mais inquieto do que antes.

Uma Nova Peça no Tabuleiro

Mais tarde, enquanto revisava os documentos mencionados por Lucía, um nome chamou sua atenção: Carlos Muñoz.

Era um nome comum, mas que parecia fora de contexto. Alejandro instruiu sua equipe a investigar o homem. Se Lucía estivesse certa, ele poderia ser a peça que faltava no quebra-cabeça.

O relógio continuava a avançar, e Alejandro sabia que estava prestes a enfrentar algo muito mais sombrio do que jamais imaginara.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022