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O CEO que me comprou

O CEO que me comprou

Autor:: Gray Queen
Gênero: Bilionários
Vamos falar de clichê?! O CEO que me comprou é uma avalanche do que mais amamos. MOCINHA VIRGEM VIRGINDADE LEILOADA CASAMENTO POR CONVENIÊNCIA "CANTINHO" DO PRAZER E muito mais. Sinopse: Natanael Johnson é o nome quando o assunto é tecnologia. O que ninguém sabe é que o famoso CEO tem uma vida dupla. Por baixo da pele de senhor existe um rapaz em sua plena juventude. Assim Natan pode aproveitar a vida sem medo de escândalos ou falta de privacidade. Thainara Dubois é uma moça de família rica, mas nada ligada a dinheiro, tem pavor da possibilidade de se casar apenas por status. Seu sonho é trabalhar e ser seu próprio sustento. O destino coloca o jovem Natan na vida de Thainara, mas é com o velho Natan que a obriga a casar, colocando no caminho da jovem a decisão de se vender ou ver sua família ruir. A vida da jovem está nas mãos do CEO que a compra. Está nas mãos de Natanael Johnson. * Contém cenas não indicadas para menores de dezoito anos ** Contém linguagem sexual e pode conter gatilhos.

Capítulo 1 Prólogo

Era uma vez...

Era uma vez porra nenhuma. Isso é coisa de conto de fadas, não tem nada a ver com a vida dessa mulher. Vamos começar do jeito certo.

Seu nome é Thainara Dubois. Ela é a segunda filha de uma família que podemos chamar de tradicional. Pelo menos era o que sua mãe deixava que vissem.

Às vezes me pergunto se ela é mãe mesmo ou se seria uma madrasta disfarçada.

Aqui vou descrever a louca história da vida de Thainara e seu CEO. Como o conheceu. Quando quase o odiou e amou várias vezes.

Mais odiou que amou.

É ele, o CEO que ela não queria. O desgraçado que entrou na sua vida transformando tudo em uma bagunça.

E o que ela fez na vida dele?

Está certo, deu um pouco de trabalho. Afinal, ela não queria um CEO. Estava cansada demais desse tipo de gente.

Tipo de gente? Olha o preconceito, morena.

Não me culpem por esse preconceito. Todos os CEOs com os quais Thainara conviveu eram esnobes, tratavam mulheres como objeto. Estavam todos lá quando ela foi obrigada a vender sua virgindade. Até ele, o dono do seu coração.

Isso foi antes dela mexer com tudo nele.

Vamos logo a nossa história ou vou acabar despejando spoilers aqui.

Essa é a história de uma mulher que se apaixonou por um homem e vice e versa.

Senta que lá vem ...

Capítulo 2 Duas pessoas

Natanael Johnson

Essa reunião está demorando mais do que previ. Logo hoje que meu amigo Caio vai se apresentar no bar. Que merda de acionistas!

Já não consigo mais esconder minha expressão de tédio. Eles estão falando sobre o mesmo assunto há uma eternidade. Qual o problema dessas pessoas? Medo de arriscar? A equipe de criação criou um aparelho que facilita a vida das donas de casa e está em pauta sobre a produção em massa. Alguns acionistas acharam o artigo inferior aos produzidos anteriormente porque sempre focamos em aparelhos caros e revolucionários para grandes empresas. Quero mudar isso. Não cheguei onde estou depois de tantos perrengues para ajudar quem nasceu rico. E se esses bostas não entenderem vão todos liberar espaço para quem tem mais senso.

Impaciente levantei a mão pedindo que se calassem. Eles podem ter ações, mas sou eu quem manda na porra dessa empresa.

- O produto passou por testes, agradou nas pesquisas, já tem vários investidores interessados... Não vejo mais motivos para discutir. - Me levantei. - Se tem alguém com um motivo real para estendermos essa reunião, por favor, diga. Ou vamos simplesmente seguir com o lançamento como programado.

Depois de um rápido olhar de desaprovação, todos aceitaram encerrar por ali a reunião.

- Vejo vocês em uma próxima. Boa noite, damas e cavalheiros.

Sai da sala rapidamente. E sei que deixei muitos fofocando sobre mim. Não ligo.

É isso, eu sou dono, CEO, acionista majoritário... O todo poderoso fodão da GQ Tecnologic. Fundei a empresa quando ainda estava na faculdade. Por que tenho sócios? Simples, não gosto de passar tanto tempo em empresa. Geralmente só apareço nas reuniões mais importantes. Já tive problemas por isso no passado, mas nada que ver um colega passar alguns anos na cadeia para manter os outros na linha. Não tenho pena de pessoas desonestas. Principalmente aquelas que não precisam disso, levadas apenas pela ambição.

- Vai ficar pensando nisso enquanto dirige para curtir o sábado? - resmunguei abrindo a porta do meu conversível azul.

Tinha a mania tola de ficar lembrando dos momentos em que a GQ era apenas um espaço bagunçado no dormitório da faculdade e todo o malabarismo para mudar de cara para conseguir abrir a empresa. Naquela época ser jovem parecia ser um defeito. As pessoas queriam comprar minhas invenção, não investir em mim. Devo muito a Caio e a Ricardo, meus melhores amigos. Ricardo deu a ideia e a imagem de um de seus tios que vivem isolados em uma fazenda do interior de Minas Gerais e Caio me transformou nele, literalmente. Assim pude conseguir investimento, abrir a empresa e não perder minhas invenções para pessoas sem escrúpulos.

Deu super certo, uso máscara até hoje, sete anos depois, mas deixei de lado aquela aparência inicial e forjei uma venda da empresa para Natanael Johnson, vulgo eu mesmo. Tudo dentro da lei, claro. As pessoas que importam sabem e estão sob contrato de que não devem abrir o bico, ninguém ainda se arriscou.

Passado. Às vezes sinto falta das loucuras. E é por isso que Natan se diverte enquanto Natanael fica com as responsabilidades.

Antes que eu começasse a dirigir, meu telefone tocou.

- Já estou a caminho. - Atendi falando.

- Cara, se você perder minha estreia nesse bar espalho para os quatro cantos do universo o que você guarda debaixo dessas rugas.

- Cala a boca. Você está bêbado. Eu é que espero que consiga tocar alguma coisa, senão vou puxar a vaia. Onde já se viu um artista plástico dar uma de cantor?

- Só vem logo. Está lotado de gatinhas que você pode levar ao abatedouro.

"Está na hora de testar o som, Caio. Uma voz disse ao fundo."

Caio gritou "Já vou."

- Vou desligar e agilizar para chegar mais rápido. Vai lá resolver suas coisas.

Entrei em casa rapidamente para me livrar do disfarce. Isso mesmo. Se não entendeu ainda, uso um disfarce. Tenho meio que uma vida dupla. Como CEO é muito difícil ter a vida que eu tinha antes de GQ Tecnologic. Por isso, quando se trata da empresa, sou um homem velho e rabugento. Além das máscaras realistas, Caio me ajudou também com perucas grisalhas. Não fico tão feio assim. Acho que nem teria como, mas fico diferente. Então posso ser a pessoa que vive dentro de mim sem problema. Posso sair por ai com meus amigos, beber, trepar com várias gatas. Posso ter uma liberdade que meu outro eu não alcança, nem em seus melhores dias.

Coloquei uma calça preta, blusa cinza e uma jaqueta marrom por causa do clima frio.

Quando sai de casa era outra pessoa. Em um carro popular segui para o bar. Todos me conheciam como um dos seguranças da mansão. Os empregados sabem, mas nenhum se atreveria a perder o emprego e a liberdade só para espalhar que o CEO da GQ não é quem diz.

Cheguei no bar quando meus amigos tocavam a primeira música.

Fui direto para o balcão onde se preparava os drinks.

- Está atrasado, Natan. - O dono do bar, e amigo de Ricardo, apareceu ao meu lado, silencioso como sempre, só percebo a sua presença quando é tarde demais.

- Vinte minutos. Desculpa. Não vai acontecer mais. - Se não fosse os malditos na reunião eu teria chegado na hora.

- Deixo passar por ser a primeira vez, mas não vai achando que ser lindo vai te livrar sempre. - Deu uma batidinha em meu ombro e se afastou em direção a uns clientes regulares.

- Pode deixar.

Assim que ele saiu, ocupei meu lugar no meu segundo "emprego"; quebra galho nesse bar. Faço drinks, sirvo de segurança, o que precisarem. O tipo de coisa que só faço por não ser obrigado.

Servi alguns drinks enquanto curtia o som. Meus amigos cantam bem. Fizeram certo em largar as profissões nas áreas em que se formaram para montar a banda.

Continuei curtindo a noite e trabalhando. Até aquele momento.

Eu a vi. Meu olhar se desviou para uma mesa onde estavam duas mulheres. E uma delas era a mais linda que já vi.

Thainara Dubois

- Onde a senhorita está indo, Thainara?

- Na casa da Jasmin. Hoje é dia das garotas. Vamos beber vinho e assistir série de homens bonitos - respondi dando uma rápida olhada em direção a minha mãe que saia da biblioteca.

Ela revirou os olhos de uma forma elegante. Só minha mãe consegue ser elegante em até revirar os olhos.

- Está na hora da senhorita deixar esses programas de menina e se concentrar em se casar com alguém do nosso nível. A maioria das suas amigas já se casaram. E a sua irmã já está caminhando para isso.

Azar o delas. Tenho outros planos.

- Mãe, acabei a faculdade não tem nem seis meses. Nem comecei a trabalhar. Ainda está bem longe do dia em que vou pensar em casamento.

Minha mãe pelo menos uma vez por quinzena me lembra que tenho que seguir o exemplo da minha irmã e me apaixonar por alguém de poder financeiro superior ao nosso, de preferência um CEO. E depois que papai viajou isso piorou, vem falando quase que diariamente. Até parece. Tamires se apaixonaria por Philip mesmo que ele fosse pobre. Eram almas-gêmeas.

- Lá vem essa história de trabalho.

- Vai ter essa história quantas vezes forem necessário. Não serei sustentada pelos meus pais ou meu marido. Quero a minha própria vida.

Tudo que eu queria era ir logo, mas por respeito escutei suas reclamações. Estava cada dia mais difícil ter paciência.

- E eu não quero discutir hoje. Vá. Aproveite sua ilusão de adolescente.

Se a senhora não quer discutir, imagina eu.

- Fique com Deus, mãe.

Ela não me respondeu. Eu já estava acostumada.

Para mamãe eu era a filha rebelde, a ovelha negra. O azar dela é que não teve mais filhos além de Tamires e eu. E como não pode pegar no pé da minha irmã, sobra para mim.

Eu até pretendia passar no quarto da minha irmã para desejar boa noite, mas correr o risco de uma longa discussão com a senhora Beatriz Dubois está fora de cogitação.

Mandei uma mensagem.

"Estou fugindo da mamãe. Durma com os anjos."

Não demorou e recebi a resposta.

"Juízo. Quando for dormir que seja com anjos também."

Suspirei enquanto saia. Sentia falta das noites na farra com a minha irmã. Tinha diminuído um pouco depois que ela se apaixonou pelo filho do senador Gutierrez. As farras passaram a ser em trio.

Suspirei novamente. Até das farras em trio eu sinto falta. Agora minha irmã, cheia de vivacidade, luta para conseguir sair de uma cadeira de rodas depois de uma queda em uma de suas aventuras em escaladas com os colegas de faculdade nas férias. Ela está nessa luta há quase quatro meses. Papai ficou arrasado. Ele nos ama por igual, mas é Tamires que quer seguir seus passos, cuidar de negócios, investir em propriedades. Ela que pretende se tornar a CEO. E apesar de poder fazer tudo isso mesmo em uma cadeira de rodas, ele está movendo céus e terra para conseguir colocá-la de pé. Contratou profissionais caríssimos, que parecem já estar trazendo resultados.

Espero que minha irmã volte a andar logo. Os especialistas disseram que se ela continuar se esforçando poderá voltar a ter sua antiga vida de volta em poucos meses. Uma das coisas que a mantem firme em se recuperar é a força que seu namorado dá. Ele está com ela quase todos os dias, vencendo as barreiras que ela mesmo impõe por medo de que seu amor se torne obrigação. Achei lindo o dia em que o ouvi brigando com ela. Uma parte não saia da minha cabeça. Ele disse: Se insiste em achar que o que sinto é obrigação, lute para voltarmos a ser como antes. Mas me deixe lutar junto. Porque quando você se recuperar ainda serei seu namorado, não o ex. E se não se recuperar, pode me mandar embora com essas desculpas bobas. Só não vou aceitar que não se esforce com tudo que tem.

Pode parecer tolice, mas achei tão romântico. Desde esse dia ela melhorou muito seu humor em relação a deficiência.

Sorri ao imaginar minha irmã curada, correndo para os braços do seu namorado como sempre faziam antes do acidente.

Enquanto pensava em minha irmã, guardei o celular na bolsa e segui para o meu carro.

Jasmin me esperava no portão da sua casa. Usava saia com renda preta com forro e cropped da mesma cor. Eu usava short jeans e blusinha cor de rosa. Nós duas com nossos cabelos castanhos soltos.

Destravei a porta e ela entrou no carro.

- Hoje vou pegar pelo menos dois - comentou.

- Olá para você também, amiga noiva. - Frisei a palavra noiva. Ela esquecia muito facilmente seu compromisso com um homem de quarenta e oito anos - literalmente o dobro da sua idade -, com o qual vai se casar por interesses financeiros.

- Olá. Sou noiva, mas não sou casada. Vai achando que vou ser fiel aquele velhote.

- Amiga, nos formamos juntas. Você com as maiores notas da turma. Não precisa de um homem só por dinheiro.

- Preciso sim. Me formei só por formar, você sabe. Meu destino é viver no luxo. Trabalhar, eca! - ela fez uma careta engraçada.

Só balancei a cabeça e comecei a dirigir enquanto ela colocava uma música agitada no som do carro.

Chegamos no bar e encontramos um lugar que nos deixava frente a frente com o palco. Uma banda tocava forró e vários casais dançavam. Pedimos cerveja. Quando chegaram brindamos e passamos a beber enquanto curtíamos a música.

Eu queria dançar. Por isso comecei a olhar ao redor em busca de algum candidato. Foi quando o vi. No balcão onde serviam os drinks estava o homem mais lindo e sexy que já vi.

Capítulo 3 Quando nos conhecemos

Thainara Dubois

Quase dei um torcicolo com o jeito em que fiquei. O rapaz servindo os drinks era a coisa mais linda que já vi. Cabelos loiros que ele bagunçava a cada passada de mão, e que ficava ainda mais lindo... É eu percebi. A cor dos olhos não dava para definir o certo de longe, mas o rosto era muito bem desenhado. Nem sabia que poderia existir alguém tão perfeito fora dos stories e TV.

- Acho que quero um drink - comentei, e Jasmin seguiu o meu olhar.

- E quem não quer? É gato, não? Já o vi aqui algumas vezes. Vive rodeado de mulheres.

- Será que me cabe nessa rodinha? - comentei rindo. E vi que o rapaz olhava em nossa direção. Será que se interessou por alguma de nós?

Desviei o olhar rapidamente. Tolice. Devia ter encarado. Adoraria que seu olhar fosse para mim.

- Não custa tentar. Acho que estamos precisando de mojitos. Quer ir buscar no balcão? - Ela se mostrou disposta a dar força para uma investida.

- Ai meu Deus! Vou mesmo fazer isso? - um nervosismo sem igual tomou conta de mim. Era como se houvesse algo vivo se mexendo muito no meu estômago. Seria as tais borboletas que despertaram por um desconhecido lindo?

- Vai amarelar? Se bobear outra pega. E essa outra pode ser eu. - Rindo, ela começou a levantar, mas a fiz voltar para a cadeira.

Nem pensar.

Levantei de uma vez e segui até o balcão. Podia sentir o olhar da minha amiga em minhas costas e o olhar daquele homem lindo a minha frente. Cheguei perto o bastante para ver aqueles olhos verdes incrivelmente sedutores. Isso, eram verdes. O verde mais límpido que já vi.

Minha voz saiu afetada quando pedi:

- Por favor, pode fazer dois mojitos?

Ele sorriu.

- Claro, Sol. - Meu Deus! Que voz deliciosa! Meio rouca, suave. Minha calcinha enxarcou só de ouvir.

Está passando da hora de me livrar dessa virgindade. Vinte anos não é muito para me desesperar. Pelo menos não era até colocar os olhos nesse homem.

Devagar. Não aqui. Em cima do balcão não vai rolar. Ri internamente, apesar do nervosismo.

- Desculpe, mas o meu nome não é Sol. Deve estar me confundindo com alguém. - Essa informação me deixou decepcionada. Ele estava olhando para a nossa mesa, para mim pelo que percebi, porém era porque me confundiu com alguém.

Ele levantou a sobrancelha.

- É mesmo? Então como se chama?

- Thainara. Meus amigos me chamam de Thai.

- É um nome bonito, mas gosto mais de Sol. Combina com você. Afinal, quando te vi foi como se o sol passasse a brilhar em plena noite.

Tomate, pimentão, pode pensar em todos os tons de vermelho. Com certeza meu rosto passou por todos eles.

Ele não me confundiu, era uma cantada. Não soube o que dizer.

Demonstre interesse, idiota. Fale alguma coisa.

Limpei a garganta com certa dificuldade e obedeci a minha consciência.

- E qual o seu nome?

- Meus amigos me chamam de Natan - respondeu.

De novo o silêncio. É sério, vou me matar depois se ficar imaginando tudo que poderia ter dito.

- Você é sempre tão calada, Sol? - ele perguntou colocando os drinks prontos na minha frente.

Quando ele começou a preparar?

- Um pouco, mas hoje é culpa da vergonha mesmo. Estou me sentindo uma garotinha nerd conversando com o rei do baile - confessei com um pequeno sorriso.

Ele riu. Que som é esse, meu Deus?!

- Posso dizer que eu é que me sinto o nerd conversando com a rainha do baile.

O olhar dele se desviou um pouco para o grupo de pessoas que se aproximavam fazendo mais barulho que a música. Também olhei.

Era hora de ir.

- Obrigada pelos drinks e pela curta conversa. - Peguei os copos pronta para me afastar. Parece que ficaríamos só nesse pequeno flerte. Eu não sei como dar em cima de alguém. Essa foi minha atitude mais arriscada em relação ao sexo oposto.

Ele tocou a minha mão fazendo uma corrente elétrica me percorrer o corpo todo.

- Mais tarde, posso te chamar para dançar? - perguntou com seus olhos verdes enxergando minha alma.

Travei. Minha mente calculava se realmente ouvi isso. Sinceramente, estou exagerando. Sou uma mulher bonita. Sei que atraio os homens. Mas esse... Não sei o que esse homem tem que mexe tanto comigo.

- Pode - respondi, afastei minha mão e me virei.

Voltei para a mesa onde Jasmin já conversava com um rapaz. Ela nos apresentou e ele sentou conosco. Pelo que pude perceber era conhecido dela. Não dei muita atenção assim a conversa, apenas respondia ao que era direcionado a mim e bebia meu mojito.

Pareceu uma eternidade até aquele ser incrivelmente lindo parar em minha frente e dizer:

- Dance comigo.

Natanael Johnson

Desde que as duas garotas chegaram que não consigo controlar meu olhar em direção a mesa delas. A garota de roupas pretas era uma sereia de linda, mas a morena de blusinha rosa... a morena... Como descrever tamanha perfeição?

Felizmente não precisei arquitetar um plano para chegar até ela. A perfeição em forma de mulher veio até mim.

Gostei do jeito como a afetei no bar. Ela parecia lindamente perdida. E eu adoraria colocá-la no caminho certo, o da minha cama. Seus sorrisos tímidos me deixavam em alerta.

Quando ela veio em minha direção, rebolando suavemente suas curvas, tive que esconder a ereção atrás do balcão.

Não consegui me concentrar em mais nada. Tudo em que eu pensava era na promessa de dançar com ela, ter nossos corpos roçando em uma promessa de que muito em breve dançaríamos nus.

Assim que um dos funcionários se aproximou, perguntei:

- Toma conta para mim? Tem uma presa que não posso perder.

- Claro, garanhão. Vai lá garantir a transa de hoje.

Deixei o balcão e fui em direção a mesa onde estava meu objeto de desejo. Parei na frente dela e disse:

- Dance comigo.

Ela me olhou com seu jeito de menina travessa e se levantou aceitando a mão que estendi. Foi tão gostoso segurar sua mão. Parecia que pequenos choques me despertavam.

A levei para perto do palco e começamos a dançar.

Gosto de forró. É um jeito muito gostoso de colar nossos corpos. Envolvida em meus braços ela me deixava guiar nos passos de dança. Pelo jeito também gostava do estilo.

Eu sentia a respiração dela. Sabia que ela me sentia duro em alguns movimentos da música.

Mas eu não disse nada. Não a "cantei". Não conversei. Apenas senti. Pode parecer maldoso, mas adorei como ela ficava na minha presença. Ela queria dizer alguma coisa só que não conseguia. Ficava docemente tímida.

O problema é que alguma coisa estava muito errada no balcão. Pude ver uma movimentação estranha e o olhar de alguns funcionários em minha direção.

Droga! Saio um minuto e já arrumam problema.

Como a música estava acabando, esperei o final da dança, beijei seu rosto e agradeci, voltando em seguida para o balcão onde descobri que todo o problema é que alguns clientes aproveitaram minha saída para dizer que tinha prometido drinks grátis. Coloquei todos para fora e voltei para o balcão de onde fiquei encarando a minha Sol.

Percebi quando a amiga dela pediu a conta.

Estariam indo para outro lugar? Ela teria alguém de plantão para passar a noite? Eu não podia deixá-la escapar assim. Que se dane se o bar explodir. Natanael Johnson paga os prejuízos.

- Cara, cuida aqui para mim. Tenho que resolver uma coisa. - Pedi ao colega que passava por mim. E sem nem esperar retorno, me afastei rapidamente em direção a ela.

Se deixasse aquela mulher ir talvez nunca mais a encontrasse.

Antes que ela saísse, segui em direção ao estacionamento. A noite não terminaria assim.

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