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O Caçador de Feras indomáveis

O Caçador de Feras indomáveis

Autor:: Leninha Ferreira
Gênero: Lobisomem
O caçador de Feras Indomáveis traz a história de Leônidas um homem conhecido nas três dimensões como o caçador mais temido e respeitado, além de ter uma essência superior a todos os outros seres essenciais, e que carrega consigo o fardo de uma profecia/maldição de salvar o mundo ou condená-lo através de sua transformação, no entanto, tudo o que deseja é livrar-se de tudo, pois o peso da profecia também traz um amor predestinado e muitos sacrifícios no meio do caminho.

Capítulo 1 Quem é você

Era fim de tarde, quando uma figura feminina passou correndo em desespero, ela estava em uma floresta no norte da Inglaterra.

A mulher vestia um conjunto roupas negras, calça e blusa de mangas compridas, coladas a seu corpo bem desenhado, corria sem rumo e cada vez mais para dentro da enorme floresta.

Os cabelos longos escuros estavam desgrenhados por todo o esforço. Os pés doíam, as mãos suavam, o coração gritava em cada batida.

O oxigênio há muito tempo não estava nos seus pulmões. Olhou em volta, nada ali parecia ter saída. Recostou-se contra uma árvore de tronco largo. A noite estava caindo, e logo tudo estaria escuro.

A mulher apoiou todo o corpo contra a árvore. Tentava respirar normalmente, mas o ar queimava suas narinas e pulmões, estava frio, agradeceu a si mesmo por ter escolhido aquela roupa.

"Não consigo mais correr. O que eu faço? Será que vou morrer aqui mesmo!"

Ouviu galhos sendo quebrados ali perto. Os seus lábios abriram-se em agonia. Abraçou a si mesma, enquanto tomava coragem para fugir novamente.

O barulho estava cada vez mais perto. Sentiu um calafrio medonho passar por sua espinha.

"O que eu faço?"

O ser que a seguia era bem real. Seus olhos apavorados puderam vê-lo.

A fera era 2 tamanhos maior que ela, certamente, possuía o corpo coberto por pêlos e músculos de um predador, garras afiadas e olhos vermelhos como sangue.

Ele aspirava o ar a sua volta, como quem tenta discernir qual o cheiro da presa que buscava.

A cada passo que dava à sua volta, partia galhos e folhas secas. A mulher se encolhia tentando abafar o som de sua respiração com as mãos por sobre sua boca.

A besta olha na mesma direção da mulher, ela se encolhe mais ainda se escondendo, na expectativa de que o ser não a tivesse visto.

"Oh céus por favor! Eu não quero morrer!"

A fera solta um rugido assustador. E para a surpresa da mulher o monstro corre em direção oposta a sua.

Ao ver a fera se afastando, o alívio toma conta de todo o seu corpo. Suspira ainda assustada.

Ouve novamente galhos quebrando. Não há mais nada para ouvir além dos galhos e dar árvores a seu redor.

"Não posso mais suportar isso!"

Tudo parecia um filme de terror a seus olhos e ouvidos, odiava filmes de terror.

Olhou de um lado a outro e não viu ninguém, estava saindo o mais rápido que pôde quando sentiu as mãos a agarrarem com força.

Os braços de um homem forte a puxaram contra o seu corpo. Podia sentir o quanto ele era quente.

Ele vestia peles de animais, ela sentia o cheiro tomar conta das suas narinas.

Sentiu uma das mãos dele ficarem por sobre os seus lábios e a outra na sua cintura, o homem a fazia sentir além do medo, um certo desconforto.

Morreria naquele momento se pudesse.

Ele sussurrou em seu ouvido para que ela ficasse em silêncio, ela não conseguia se mexer, o aperto em sua cintura a estava quase a sufocar.

Tentava de todas as formas ver quem a agarrava daquele jeito, estava furiosa por ele se atrever a tocar nela, daquela forma. Nenhum homem jamais ousou.

Tentou libertar -se em vão, o homem a segurou ainda mais forte quando percebeu suas tentativas frustradas.

- Mantenha-se em silêncio! Ele ainda está aqui! A voz dele era firme.

Alguns segundos depois, sem ouvir sinal da fera, o homem a libertou de seus braços enormes.

Foi tão rude quanto a fera. Ela virou -se para ele, e tomada de ódio intenso, desferiu uma bofetada no rosto moreno com barba, e olhos negros como a noite acompanhado por seus cabelos penteados para cima, que o deixavam ainda mais sensual na sua roupa de pele enorme.

O homem era uns 20 cm maior que ela.

Ele permaneceu imóvel, não demonstrou nenhuma reação, sem insultos ou represália.

Ela o observou apenas apertando o maxilar, e em seguida, tomando a sua espingarda, seguiu a trilha para longe dali. Ela sem acreditar que ele a deixaria ali, chamou sua atenção antes que ele desaparecesse tão rápido quanto surgiu.

- Ei!?

Ele continuou sua caminhada ignorando-a por completo. Ela então tentou acompanhar suas passadas enormes. Estava quase correndo para acompanhá-lo.

Parou bem a sua frente. Ele suspirou quando sentiu ela tocar o seu peito por sobre a pele do animal.

Por esse instante, ela notou a beleza do homem, um caçador rude como todos os que já havia conhecido, mas indiferente demais para os seus costumes.

Surpreendeu-se quando o viu tirar grosseiramente a mão que ela havia deixado sobre o peitoral dele

- Veio pedir desculpas?

Ela não deixou abalar-se. Os olhos de ambos se encontraram.

- Nem pensar! Estava tudo sob controle, até você aparecer!

O caçador sorriu.

- Certo! Então já que está tudo sob controle, passar bem!

Ele começou sua caminhada. Ela suspirou passando as mãos nervosas por seus cabelos.

- Seu idiota grosseiro!

Ele parou estático, assim que a ouviu.

- Devia medir bem suas palavras, senhorita!

Ela foi até ele novamente, eliminando o espaço entre eles.

-Porquê? Não é mesmo rude, grosseiro e idiota!

Ele ficou na altura dos olhos dela.

- Sabe por que eu sou o único que está aqui além de você?

Ela fitou os olhos negros que agora pareciam ter um certo brilho. Engoliu em seco após escutá-lo.

- Não, eu não sei!

Percebendo que ela não continuaria a insultá-lo, foi afastando-se dela a longos passos.

Ela continuou parada ali sem saber que caminho seguiria.

O observou por um instante, seu subconsciente a perturbava ainda mais.

"Qualquer direção exceto com ele."

Ele estava há uma distância de 50 passos dela quando parou, e pôs-se a reclamar contra ela.

- É bem teimosa! Ignorante e prepotente!

Notou ela girar sobre os calcanhares automaticamente, havia conseguido a atenção que desejava.

Os olhos dela traziam toda a fúria possível.

- O que você disse?

Ele continuou onde estava com seu o rifle em posição, a mulher tropeçou nos próprios pés, assustada ao ver a arma apontada em sua direção.

"Será que ele levou muito a sério o que eu disse?"

Capítulo 2 Mal entendido

Os olhos dela deixavam claro o quanto ela estava arrependida de o ter confrontado.

Lentamente ela deixou os braços erguerem-se para o alto.

Novamente o ar deixava seus pulmões.

" Por favor, não apague agora Constância."

O caçador não podia avisar-lhe que estava na mira de um predador tão sagaz quanto o primeiro. Caso contrário ela mesma se deixaria levar.

"PODIA TER DEIXADO ELA SER DEVORADA! QUE MULHER IDIOTA! COMO VOCÊ FOI ENTRAR NISSO LEÔNIDAS!"

Juntou o resto de paciência que ainda tinha, e vociferou por entre dentes, enquanto o animal caminhava lentamente em posição de atacar a bela mulher.

- Venha ... lentamente ... na minha direção! - Falou de modo que Constância pudesse ouvi -lo.

Ela estava realmente apavorada. O caçador agora poderia mesmo ser bem pior que a primeira fera.

- Tudo bem! Abaixe isso!

Ele fez sinal para que ela mantivesse a boca fechada. Lentamente ela foi até ele. Os seus passos eram cautelosos.

"Por que eu tive de insultá-lo?"

Leônidas manteve o rifle empunhado a altura do ombro dela. O predador percebeu o caçador com a sua mira, mas calculava a distância da sua presa.

Assim que, Constância estava há 20 passos do caçador, o animal em toda a sua maestria correu para alcançá-la.

" Mas que droga!"

Leônidas não sabia dizer se conseguiria acertar o animal a tempo, contudo não tinha um plano B.

O animal saltou sobre Constância enquanto Leônidas disparava.

Os olhos de Constância transparecem tudo o que ela não queria sentir agora. Todo o seu corpo paralisou ao sentir o que a atingiu.

Sentiu-se cair por sobre uma mistura de folhas secas e areia negra.

Seus olhos avistaram a floresta, constatou que estava longe de todos e de tudo, ninguém nem mesmo poderia procurar por ela, ninguém viria até ela, por que era assim que seria sempre .

Leônidas acompanhou o último movimento do animal numa dança estranha, as garras dele estavam bem perto de rasgar o ombro da mulher, contudo ela não percebeu a fera, mais uma vez fera e mulher estavam em sincronia quanto a vida e a morte diante dos seus olhos.

A cena era perturbadora, mas ele já estava acostumado com aquele dilema, matar ou morrer, sempre foi sua regra de sobrevivência. Nada mudaria.

Aproximou-se primeiro do animal, era um enorme leopardo, conferiu se ele ainda estava vivo. O disparo acertou o peito do predador.

Olhando para a mulher, ergueu-se para ir até ela, era a vez de conferir se ela estava muito ferida.

" Se ela está inconsciente significa que ela está gravemente ferida."

Estreitou bem os olhos para uma varredura completa, a floresta estava cada vez mais escura, por este motivo teve de curvar-se a poucos centímetros do corpo dela.

Levantou um pouco as mangas compridas do seu casaco. Os seus antebraços eram cobertos por uma faixa de tecido negro.

Apenas as suas mãos eram livres e grosseiras. Deixou o rifle ao lado do corpo assim como a bolsa de pele que trazia transpassada as costas.

Levou a mão direita próximo ao nariz e lábios da mulher. Percebeu que a respiração dela estava irregular.

Passou as suas mãos sobre os bolsos do seu casaco de pele. Encontrou um fósforo. Olhou para o corpo do animal mais uma vez, logo depois, encarou a mulher.

" Vamos estar juntos por esta noite."

Recolheu alguns galhos secos e acendeu uma fogueira não muito grande, apenas o suficiente para assustar os outros predadores. Armou o rifle novamente.

Foi até o animal novamente, ele o arrastou para mais longe dali.

Pegou uma faca toda em prata, despejou um pouco de bebida que trazia sempre nas suas caçadas e derramou sobre a faca.

Começou a retirar pouco a pouco a pele do animal, lhe seria útil naquele momento, não deixaria o seu casaco para uma desconhecida grosseira deitar sobre ele.

Terminado dispensou o animal para dentro da floresta.

Constância lentamente retornou a si. Abriu os olhos perturbada com a dor que sentia em seu ombro. Instintivamente levou suas mãos onde estava queimando.

A escuridão e o silêncio da floresta eram cada vez mais aterradoras, exceto pela luz que crepitava ali de uma fogueira bem arrumada com poucos galhos, próxima o suficiente para que ela não sentisse calor.

Sabia que de algum modo, o caçador havia preparado tudo. Confusa com as atitudes do homem que antes tentou lhe matar, e agora a estava salvando, buscou apenas manter-se quieta, assim recuperaria-se e fugiria logo.

Tentou erguer-se, mas seu corpo estava fraco demais, suas pernas cederam. Buscando alguma coisa que a ajudasse, avistou a bolsa de pele que o caçador trazia com ele. Arrastou-se até ela, com um pouco de esforço conseguiu alcançar a alça, arrastando a bolsa até ela.

"Agora posso devolver o favor de quase matar-me!"

Abriu a bolsa, mas para a sua decepção, não havia nada.

- Preciso sair logo daqui!

Soltando a bolsa ao seu lado, remexeu o corpo para retornar à posição anterior, contudo sentiu algo frio e afiado na sua garganta.

Sentiu o homem puxar a bolsa para ele.

Ela estava de costas para ele, ainda sentada sem forças e ele a sua costas. A centímetros um do outro.

- Agora sabe o quanto idiota eu sou!- A voz dele era firme e viril como ele.

Constância sentiu um arrepio correr por todo o seu corpo. A lâmina ainda estava pressionada contra sua jugular. Reunindo toda a coragem resolveu tentar sua sorte.

- Parece querer terminar o que começou ainda pouco!

Leônidas apertou a lâmina uma vez mais.

- Sim! Odeio deixar trabalhos inacabados!

Ela engoliu em seco, as mãos apertavam o seu coração. O braço queimava. Fechou os olhos e esperou. Sentiu a lâmina afastar-se e em seguida rasgar a parte da sua blusa na altura do seu ombro.

Leônidas, sem avisá-la, perfurou fundo a ferida que ali estava. Constância gritou em resposta à dor que tomava conta dela agora.

" Quem é você? Seu idiota grosseiro?"

Os seus olhos pesaram. Uma nuvem escura tomou conta dos seus olhos. O caçador era a sua última imagem.

Capítulo 3 Instinto de sobrevivência

Leônidas sentiu a mulher desmaiar de dor em seus braços. Puxou a pele que havia retirado do leopardo e o colocou ao lado dela, de modo que pudesse deitar-lhe sobre a pele.

Notou que o ferimento estava sangrando muito. Lembrou-se então de sua bolsa, e buscou ali algo que servisse para vedar o sangramento.

Encontrou um lenço branco com rendas delicadas, era um presente que lhe acompanhava há muito tempo, mas no momento também era o único que poderia usar.

O apertou entre as mãos, fechou os olhos por um momento suspirando, enquanto seus pensamentos retornavam a quem lhe havia presenteado.

"Sinto muito ítane! Nossa promessa tem me acompanhado todo este tempo, mas acredito que nem mesmo a ausência deste nobre presente apagará o que tenho vivido por você!"

Ele o dobrou como uma faixa, pegou a garrafa que ainda continha bebida, e derramou um pouco sobre o ferimento, tentou ser o menos rude possível.

Encarou o ferimento que continuava a sangrar vertiginosamente. Rasgou um pouco mais a manga da blusa, para que pudesse enrolar o lenço por sobre todo o ferimento, sem nenhum problema.

Em seguida, com o lenço sobre o ferimento, o amarrou o mais gentil possível.

Constatou que Constância pouco provavelmente acordaria por aquela noite, mas se o fizesse, seria melhor estarem bem acomodados e prevenidos contra ataques de algum predador, ou mesmo da fera, que parecia estar atrás dela pelo que pôde perceber.

Alimentou a fogueira novamente. E finalmente cansado, sentou-se na extremidade oposta a mulher, recostado contra uma árvore de tronco grosso, tentou relaxar, mas ainda tinha um pressentimento ruim sobre aquela noite, e isso o atordoava ainda mais.

Havia deixado a aldeia há poucos dias, eram três dias de viagem até ali, sabia que não havia nenhuma casa por perto, entretanto, o que mais lhe intrigava agora, era o porquê daquela mulher estar logo ali, e por que a fera a perseguia?

Seus olhos miravam a miravam. Ela possuía uma beleza selvagem, não era delicada como as outras mulheres, os cabelos eram compridos e levemente com ondas, seus lábios pouco fartos tinha o mesmo tom de sua pele morena, sobrancelhas cheias como as dele e pouca arqueadas, nariz reto como o seu.

Ela era de toda atraente, porém a seus olhos, era mais uma mulher bonita como tantas outras que já tinha visto.

Todavia, ela poderia ter respostas que ele buscava há um tempo. E para que obtivesse suas respostas, o melhor seria mantê-la por perto, mesmo que essa ideia fosse contraproducente a seus desejos.

Um barulho bem perto dali o arrancou de seus pensamentos, pegou o rifle, e esperou. A floresta pareceu cessar por um momento.

"Isso não é bom!"

Leônidas caminhou o mais silencioso possível para junto da fogueira, pegou um pedaço de madeira dos muitos que estavam ali, e o acendeu. O predador estava perto, podia sentir.

Olhou para Constância. Ela estava voltando a si novamente.

- Ai! - com uma das mãos sobre o ferimento arqueou o corpo em dor.

Leônidas andou para mais perto dela, colocou-se ao seu lado, com uma mão segurando a tocha, e a outra o rifle, falou quase inaudível.

- Fique quieta!

Constância olhou para ele, chateada e assustada por ainda estar viva, pior era estar ao lado dele, o homem que quase a matou duas vezes. No entanto, a atenção dele não era sua e sim de algo que se aproximava lentamente.

Seus olhos seguiram a mesma direção que os dele.

- O que pode ser?

A voz dela estava falhando quando perguntou.

Leônidas voltou-se para ela.

- A fera!

Constância encolheu-se ainda mais. O esforço a fez sentir dor. O ferimento estava piorando, entretanto ela nem percebeu diante de tanto pavor em pensar naquele monstro.

Leônidas acabava de confirmar sua teoria. Constância era o que faltava para seu quebra cabeça ser montado.

Os arbustos à volta deles estavam se mexendo. Ouviu-se um barulho aterrador naquele instante. Vinha de onde Leônidas havia deixado o corpo do leopardo. Colocou o rifle em suas costas junto com sua bolsa, deixou a tocha no chão por um momento, fez sinal para que Constância, que ainda permanecia recolhida o seguisse.

Ela tentou com muito esforço levantar-se. Leônidas sabia que esta era a oportunidade de ambos, passou o braço direito em volta da cintura dela tomando-a de surpresa.

Segurando a tocha novamente, chutou areia para cima da fogueira e partiu apoiando Constância, ambos caminhavam para o lado oposto à fera.

- Vamos! Tem uma abertura aqui em algum lugar! – Mesmo naquela situação a voz dele continuava firme.

Constância concordou, não tinha forças nem coragem de discutir contra ele. Ambos caminharam por alguns minutos. O corpo dela não aguentava mais o esforço.

Leônidas praticamente a carregava pelo restante do caminho.

- Por favor pare! Não aguento mais! Por favor! Está doendo muito! E minhas pernas não me obedecem!

O caçador não parecia diferente, havia realizado um enorme esforço com o leopardo, mas não se deixaria morrer de cansaço, isso jamais. Curvou-se para que ela subisse em suas costas.

- Vamos lá!

Ela estava quase desmaiando novamente.

- Não! Você não pode me carregar!

Vendo que ela os faria perder mais tempo, a agarrou de uma só vez, e a colocou em suas costas, encaixando as pernas dela em sua cintura.

- O que pensa que está fazendo? Me ponha no chão seu grosseiro!- A voz dela não era ouvida por mais ninguém, exceto eles.

Leônidas reagiu a seu pedido, apertando mais ainda as pernas dela em seus braços, impedindo assim que, ambos gastassem a energia que ainda lhes restava.

Ela gemeu em resposta. E o socou sobre a espádua dele.

- Eu bem que gostaria de abandonar você aqui para aquela fera, mas tenho um senso de justiça infalível!

Ela parou de remexer-se.

O ouvindo agora, sentiu-se mais humilhada do que antes de o conhecer.

Passado um tempo, Leônidas percebeu que havia chegado finalmente na caverna que havia visto mais cedo, abaixou-se um pouco para que pudessem entrar, olhando para todos os lados com a tocha empunhada certificou-se de sua segurança.Constância o apertava sem perceber. Os olhos dela iam e viam pela escuridão.

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