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O Caminho Para a Felicidade

O Caminho Para a Felicidade

Autor:: Giselle
Gênero: Romance
Um mês antes do nosso casamento, Ana Paula, minha noiva, me chocou com uma calma assustadora: ela precisava ter um filho com outro homem. Com Pedro, o filho mimado e manipulador do seu professor moribundo, Dr. Roberto. Eu senti o chão sumir, mas ela informou, não pediu permissão: "Eu não estou pedindo sua permissão, Lucas. Eu estou te informando. Eu devo isso a ele." Lágrimas de choque e raiva escorreram, enquanto ela, fria, atendia ao celular: "Pedro? Onde você está? Estou indo." Ela pegou a bolsa e saiu, me deixando em pedaços. A ficha caiu: eu sempre amei por dois. Para piorar, uma mensagem anônima revelou um print: "Ana Paula: Ele vai concordar. Não se preocupe, vamos dar esse neto ao seu pai." Eles haviam tramado tudo pelas minhas costas. A raiva me sufocou. Cansado de ser a última opção, em um ato de desespero patético, postei nas redes: "Cansado de ser segunda opção. Procuro uma esposa. Disposta a casar em um mês. Alguém se candidata?" Foi então que meu celular tocou. Era Sofia Mendes, minha amiga de infância. "Eu aceito."

Introdução

Um mês antes do nosso casamento, Ana Paula, minha noiva, me chocou com uma calma assustadora: ela precisava ter um filho com outro homem.

Com Pedro, o filho mimado e manipulador do seu professor moribundo, Dr. Roberto. Eu senti o chão sumir, mas ela informou, não pediu permissão: "Eu não estou pedindo sua permissão, Lucas. Eu estou te informando. Eu devo isso a ele."

Lágrimas de choque e raiva escorreram, enquanto ela, fria, atendia ao celular: "Pedro? Onde você está? Estou indo." Ela pegou a bolsa e saiu, me deixando em pedaços. A ficha caiu: eu sempre amei por dois.

Para piorar, uma mensagem anônima revelou um print: "Ana Paula: Ele vai concordar. Não se preocupe, vamos dar esse neto ao seu pai." Eles haviam tramado tudo pelas minhas costas.

A raiva me sufocou. Cansado de ser a última opção, em um ato de desespero patético, postei nas redes: "Cansado de ser segunda opção. Procuro uma esposa. Disposta a casar em um mês. Alguém se candidata?"

Foi então que meu celular tocou. Era Sofia Mendes, minha amiga de infância. "Eu aceito."

Capítulo 1

A um mês do nosso casamento, Ana Paula, minha noiva, olhou para mim e disse com uma calma assustadora que precisava ter um filho com outro homem.

"Lucas, é o último desejo do Dr. Roberto. Ele está morrendo."

Eu fiquei parado, tentando processar a informação. Dr. Roberto foi seu professor na faculdade de medicina, uma figura paterna para ela. Mas isso não fazia sentido.

"Um filho? Com quem? Com o Dr. Roberto?" , minha voz saiu trêmula.

"Não seja ridículo" , ela respondeu, impaciente. "Com o filho dele, o Pedro. Por fertilização in vitro. O Dr. Roberto quer ver um neto antes de morrer."

Eu senti o chão sumir sob meus pés. Pedro. O filho mimado e manipulador que sempre orbitou a vida de Ana Paula. E ela estava me pedindo para aceitar isso, um mês antes de nos casarmos.

"Você está louca? Não. Absolutamente não."

"Eu não estou pedindo sua permissão, Lucas. Eu estou te informando. Eu devo isso a ele."

A frieza em sua voz me quebrou. Lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto, uma mistura de choque, raiva e uma dor profunda. Eu me sentia um idiota.

"E nós? E o nosso casamento? Nossos futuros filhos?"

"Podemos adiar o casamento. Isso é mais importante agora."

Ela não demonstrou nenhuma emoção ao me ver chorar. Pelo contrário, seu celular tocou e ela atendeu imediatamente.

"Pedro? Onde você está? Estou indo."

Ela pegou a bolsa e saiu, me deixando sozinho com minhas lágrimas e o coração em pedaços. Foi então que a ficha caiu. Nosso relacionamento sempre foi assim. Eu correndo atrás, amando por dois, enquanto ela estava sempre distante, com outras prioridades.

Eu me joguei no sofá, sentindo o peso de anos de dedicação unilateral. A porta se fechou e o silêncio da casa me sufocou. Eu sempre justifiquei a frieza dela com sua dedicação à medicina, mas a verdade era mais simples: ela não me amava. Não como eu a amava.

Meu celular vibrou. Era uma mensagem de um número desconhecido. Uma captura de tela de uma conversa entre Ana Paula e Pedro.

Pedro: "Ele concordou?"

Ana Paula: "Ele vai concordar. Não se preocupe, vamos dar esse neto ao seu pai."

A imagem me atingiu com a força de um soco. Eles já tinham combinado tudo pelas minhas costas. A conversa que tivemos foi apenas uma formalidade, uma encenação.

Uma raiva cega tomou conta de mim. Senti uma pressão no peito, uma dificuldade de respirar. Eu não podia mais viver assim, sendo o último na lista de prioridades dela, sendo um obstáculo a ser contornando.

Em um impulso de desespero e fúria, abri minhas redes sociais e fiz uma postagem pública, uma que eu sabia que ela veria.

"Cansado de ser segunda opção. Procuro uma esposa. Disposta a casar em um mês. Alguém se candidata?"

Era patético, eu sei. Um ato de um homem quebrado. Mas eu não me importava. Eu só queria que a dor parasse.

Meu celular tocou quase que instantaneamente. Era um número que eu não via há anos, mas que reconheci. Sofia Mendes. Minha amiga de infância.

"Alô?" , atendi, a voz ainda embargada.

"Eu vi sua postagem" , a voz dela era suave e calma.

"É uma piada, Sofia. Esquece."

"Eu não acho que seja uma piada. Eu aceito."

Eu fiquei em silêncio, chocado. "O quê?"

"Eu caso com você, Lucas. Daqui a um mês. Só tenho uma condição."

"Qual?"

"Muda meu nome no seu celular para 'Esposa' ."

Eu não sabia se ria ou chorava. Era a coisa mais absurda que eu já tinha ouvido. Mas, naquele momento, naquela escuridão, a voz dela foi a única luz.

"Ok" , eu disse, sentindo uma estranha calma tomar conta de mim. Abri minha lista de contatos e fiz a alteração. "Pronto. Esposa."

"Ótimo" , ela respondeu, e eu podia sentir um sorriso em sua voz. "Agora descanse, marido. Nós temos um casamento para planejar."

Ela desligou. Eu olhei para o nome na tela. "Esposa" . Talvez, apenas talvez, aquilo não fosse o fim. Talvez fosse um novo começo.

Capítulo 2

Nos dias seguintes, Ana Paula não voltou para casa. Ela ligou uma vez, dizendo que estava ocupada com os preparativos para a fertilização e cuidando do Dr. Roberto. Eu não discuti.

Em silêncio, comecei a desfazer nossos planos. Liguei para o buffet, para a igreja, para a florista. Cancelei tudo. Depois, fui até a gráfica e peguei de volta todas as caixas de convites de casamento que ainda não haviam sido enviadas.

Meus amigos me ligaram, confusos.

"Lucas, que porra é essa? Você pirou? Cancelar o casamento?"

"Não cancelei. Apenas troquei a noiva" , respondi, sentindo um gosto amargo na boca.

Eles riram, achando que era uma piada.

"Boa, cara! Mas sério, o que aconteceu com a Ana Paula?"

"Ela está ocupada tendo um filho com outro cara."

Eles ficaram em silêncio, sem saber o que dizer. Ninguém acreditou em mim. Para todos, eu era o cachorrinho de Ana Paula, o homem que a amava mais do que a si mesmo. A ideia de eu tomar uma atitude era impensável.

Uma semana depois, Ana Paula apareceu no nosso apartamento. Ela parecia exausta, com olheiras profundas.

"Lucas, o Dr. Roberto faleceu esta manhã."

Eu não disse nada. Apenas assenti.

"O funeral é amanhã. Eu sei que nosso casamento estava marcado para o mesmo dia, mas... teremos que adiar. Obviamente."

Eu olhei para ela. No passado, uma notícia como essa teria me levado a uma discussão, a questionar o adiamento, a brigar por atenção. Mas agora, eu apenas sentia um vazio.

"Tudo bem."

Minha calma a surpreendeu. Ela me encarou, os olhos semicerrados, como se tentasse decifrar o que havia de errado.

"Você não está chateado?"

"Não. Eu entendo."

Ela pareceu relaxar, talvez aliviada por não ter que lidar com um drama.

"Obrigada, Lucas. Significaria muito para mim se você fosse ao funeral. Como meu noivo."

A palavra "noivo" soou como uma piada de mau gosto.

"Claro. Estarei lá."

No dia seguinte, no funeral, a vi de longe. Ela não estava ao lado da família enlutada como uma amiga, mas ao lado de Pedro, como se pertencesse àquele lugar. Ela segurava a mão dele, sussurrava palavras de conforto em seu ouvido, o corpo dela inclinado na direção dele.

Eles pareciam um casal de luto pelo pai dele.

Eu fiquei no fundo da capela, um estranho observando uma cena íntima. A dor que eu sentia antes havia se transformado em uma indiferença gelada. Eu não sentia mais ciúmes, nem raiva. Eu não sentia nada.

Eu olhava para ela, a mulher que eu amei por anos, e via apenas uma desconhecida. A conexão que um dia nos uniu havia se rompido para sempre. E eu estava em paz com isso.

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