Gênero Ranking
Baixar App HOT
Início > Romance > O Delegado 1 ( Duologia os Delegados)
O Delegado 1 ( Duologia os Delegados)

O Delegado 1 ( Duologia os Delegados)

Autor:: Betânia Vicente
Gênero: Romance
Eu sou um homem que vive só para trabalhar, mas uma noite entra em minha delegacia, uma mulher gostosa, sabe... Gostosa mesmo, que vinha com um andar que me deixou louco de tesão. Reparo que ninguém olha para ela, como estou olhando... Todos devem ser burros, melhor mesmo, sabe por quê? Aquela delícia vai ser minha. Ah, se vai... Ela sabe que é linda, mas não sabe ainda que encontrou o grande amor da sua vida. Presunção... Pode ser, mas aquele corpo me pertencia. Esqueci-me de falar, sabe o que mais amei nela? Ela é a gordinha mais linda que já vi. Mal acabei de conhecer e estou completamente apaixonado pela minha fofinha.

Capítulo 1 Capitulo 1

Capítulo 1

Eu nunca me imaginei exercendo outra profissão que não fosse essa que me encontrava executando neste momento. Ser um delegado não era fácil, ainda mais no país em que vivemos. A corrupção neste setor era grande. Não que eu fosse um santo, porque eu, com certeza, não era, mas entrar nessa onda era algo que eu nunca iria fazer. Para mim, seria como quebrar um voto que fiz quando me formei policial. Aliás, eu não jogaria fora os anos de treinamento, e depois estudar cada vez mais para, por fim, passar no concurso. Foi uma luta muito difícil, batalhei para conseguir chegar aonde me encontro hoje.

Eu estava na delegacia, sentado, ouvindo o que o bandido estava dizendo, e sempre era mesma coisa: "Eu sou inocente", "não mereço estar aqui".

Bom, dei graças a Deus porque consegui liberá-lo direto para a cela, quando comecei a ouvir uma discussão bem alta. Como sou curioso, levantei para ver o que estava acontecendo, e, quando saí da minha sala, dei de cara com uma bela mulher, que estava indo em direção à sala do meu amigo investigador, Davi.

Ela parecia ser diferente de todas as mulheres que eu conheci. Linda. Não, mais do que isso, maravilhosa. Observar seu andar com aqueles sapatos de salto agulha me deixou com um tesão louco. Nunca passei por esse tipo de situação, a única coisa que vinha na minha cabeça eram imagens de nós dois na cama e eu mandando ver nela.

Deveria ficar envergonhado com os pensamentos que eu estava tendo sobre ela, mas não, isso me deixou com mais vontade de catar aquela mulher e levá-la até a minha sala, encostá-la à minha mesa e descobrir o paraíso em seus braços.

Em vez de voltar para minha sala, fui direto para a sala do Davi e ouvi a mulher linda dizendo:

- Puta que pariu, Davi, para de querer me controlar!

- Não vem, não, Antonella, você sabe muito bem que eu tenho que cuidar de você - respondeu Davi, que estava a ponto de gritar, pela expressão em seu rosto.

- Davi, eu sou de maior e vacinada, e não quero ninguém no meu pé querendo me controlar - ela respondeu, alterada.

Eita, essa mulher era bem nervosa, e eu adorei isso nela. Ela parecia ser espontânea, estava gritando a quatro ventos com meu amigo sem perceber que estava dentro de uma delegacia.

Fiquei ali ouvindo tudo e observando como aquela tigresa batia de frente com o Davi. Pela expressão dele, ele estava a ponto de voar no pescoço da mulher, e isso eu não poderia permitir. Davi não faria nenhum mal algum a ela.

- Antonella, não vem, que eu não vou deixar você ir naquele lugar! - respondeu Davi.

Que lugar era aquele ao qual a tigresa estava querendo ir? Outra coisa: será que ele estava namorando e não me falou nada?

- Davi, vou falar pela última vez: eu sou maior de idade - ela respondeu, irritada.

E eu reparei que ela era ainda mais linda de perto. Vi alguns homens olhando para ela com ar de riso. Reparei que eles deveriam conhecê-la, ou então estavam mesmo com pena do Davi. O que quer que ele tenha aprontado, estava ouvindo poucas e boas. Outra coisa que eu fiquei reparando foi que ela era uma bela mulher e ninguém estava olhando para ela como eu estava.

Se bem que era bom mesmo não olharem, porque ela era minha. Esse sentimento de posse deveria estar me deixando com medo ou, no mínimo, preocupado, mas não foi isso que senti. Eu me senti com vontade de ir até ela, pegá-la em meus braços e atacar aquela boca atrevida.

- Antonella, o que você foi fazer naquele lugar? - Davi perguntou, e eu fiquei ali, curioso, querendo saber em que lugar ela estava.

- Eu estava me divertindo, como qualquer mulher normal estaria fazendo, caso certo ogro filho da puta... Não, eu não posso xingar a nossa mãe - ela falou, irritada.

Então quer dizer que eles dois eram irmãos? Por que eu não notei antes? Eles eram até parecidos, se bem que a minha tigresa era maravilhosa. Era melhor eu acabar com a discussão, antes que as coisas ficassem piores.

- Atrapalho? - perguntei, vendo o Davi se levantar todo nervoso, e a minha tigresa virou o rosto para olhar quem estava interrompendo seu papo.

- Me desculpa, Diogo - respondeu meu amigo.

- Não tem problema, está tudo OK por aqui? - perguntei, curioso, falando para o Davi sem olhar para ele, porque meu olhar estava todo naquela maravilha de Deus.

- Me desculpe por estar gritando aqui na delegacia, senhor - ela me disse, e só o som dessa voz me deixou com mais vontade de pegá-la e fazer com ela todos os pensamentos que eu estava tendo, mas é claro que eu não podia nem estar pensando essas coisas, quanto menos realizar.

- Prazer, Diogo Venturini Nogueira - eu me apresentei para minha tigresa. Reparei que ela ficou corada.

- Prazer, Antonella Hauffenn. Sou irmã do idiota ali do lado - ela me respondeu, brincando, e ouvi um gemido de desgosto.

- Antonella, o Diogo é o delegado - falou Davi, olhando para nós dois.

- Me desculpe, doutor. Posso te chamar assim, ou de outra forma? - ela me perguntou, olhando para mim.

A minha vontade foi de responder assim: pode me chamar de cachorrão, safadão, do que quiser, gostosa.

- Doutor Diogo - ela me chamou, tirando-me dos meus pensamentos impuros.

- Me desculpe, pode me chamar de Diogo mesmo - respondi.

- Pode me chamar de Antonella. Bom, me desculpe por ter que sair, mas tenho que voltar para o local onde estava.

- Me desculpe, que lugar seria esse? - perguntei, curioso, e ela abriu um belo sorriso e disse:

- Ah, eu estava num clube de striptease - respondeu, dando-me uma piscada de olho e me deixando perplexo com a ousadia dela.

Eu não sabia se ria pela forma como ela disse isso ou se dava umas palmadas nela por estar frequentando lugares desse tipo.

Ela foi embora rebolando, e eu fiquei duro só de ver esse balanço. Não era vulgar, era sensual.

- Essa minha irmã me deixa doido - confessou Davi para mim, e eu, olhando para ele, respondi, sorrindo:

- A mim também.

- Diogo, pode esquecer minha irmã, ela não faz o seu tipo.

- Ah, Davi, ela faz meu tipo, e você não faz ideia de como ela faz - eu respondi, olhando para ele e sentindo o perfume dela ainda no ar. Esse cheiro era maravilhoso.

Imagine, então, no corpo dessa mulher. Logo, logo eu vou sentir, ou eu não me chamo Diogo Venturini Nogueira, mais conhecido como o delegado. Essa mulher seria minha, ela podia ainda não saber, mas ela foi feita só para mim, sob medida.

Capítulo 2 Capitulo 2

Antonella

Sabe aquele momento em que você se olha no espelho e diz assim: Hoje você está arrasando? Pois é, esse era o meu dia. Nesse exato momento, eu estava me maquiando para ir a um clube de striptease. Eu nunca tinha ido, mas a minha melhor amiga, Raquel, estava louca para ir.

Dizem que a casa de shows vive cheia. Até imagino: um monte de mulheres loucas para dar para os caras. Aí vocês devem me perguntar: O que você vai fazer lá? Simples, eu quero curtir a minha vida. Eu trabalho como escritora de romances. Eu escrevo livros bem picantes, sabe? Daqueles de deixar qualquer um doido.

E foi o que aconteceu quando o meu irmão descobriu que eu estava escrevendo. Era para ser segredo, mas não teve como. Até hoje eu não sei como ele descobriu. Mas, pensando bem agora, eu desconfio que a Raquel tenha contado para o meu irmão. Na verdade, não sei e nem quero saber, porque, se eu descobrir que ela o fez, eu não sei o que sou capaz de fazer. Porém, pensando em outra hipótese, se ela contou, ela deve ter sido coagida. Se bem que eu conheço aqueles dois, acho que tem atração no ar aí. Bom, eles que são grandes que se entendam.

Eu me olhava no espelho e estava muito feliz com o que via, estava usando um vestido preto com decote em V, bem justo no corpo. Quando eu o vi na vitrine de um shopping, me apaixonei, literalmente. Era lindo.

Voltando ao meu assunto favorito, eu era uma pessoa, como se diz, com um corpo avantajado. Eu sempre tive um pouco de complexo, afinal eu era uma criança magrinha, mas depois, na adolescência, comecei a engordar e acabei virando motivo de riso de todos. Aquilo sim era humilhação.

O toque do meu telefone me tirou dos meus devaneios, e, quando fui ver, era a foto da minha amiga que estava aparecendo no visor.

- Oi, Raquel.

- Oi, Nella, está pronta?

- É claro que sim, hoje vamos nos acabar - começamos a rir.

- Com certeza, Nella. Vamos ver aqueles homens todos sem camisa, puta merda, aquilo vai ser muito bom.

- Eu também acho - eu ri.

Raquel era o oposto de mim. Ela era linda, magra, morena de olhos verdes. E eu, bom, como vocês já sabem, era uma mulher bem grande. Ela sempre chamou atenção por sua beleza, sempre ficando com os caras mais gatos. E com certeza ainda vou querer saber se algum dia ela ficou com o toupeira do Davi.

- Nella, estou virando na sua rua, desce já, para a gente curtir.

- Pode deixar - falei, e desliguei o celular.

Verifiquei mais uma vez se estava tudo certo com a minha roupa e, ao ver que estava tudo OK, corri para pegar a minha bolsa, onde coloquei os documentos que achei que seriam necessários caso acontecesse algo de errado lá dentro do local de diversão.

Eu devia estar doida em ficar imaginando essas coisas, mas, como meu trabalho era basicamente imaginar, isso já era normal. Minha imaginação sempre correu solta.

Saí do meu apartamento, fechei a porta e fui direto para o elevador.

Eu adorava a minha casa. Morar sozinha tinha as suas vantagens, porque eu podia fazer o que eu quisesse, quero dizer, mais ou menos, se a besta humana do meu irmão não aparecesse. Ainda não caiu a ficha dele de que eu já era bem crescida e morava sozinha.

Vim morar em São Paulo quando fiz 20 anos, e o meu irmão queria porque queria que eu morasse com ele. É ruim, hein?! Ele já me torrava a paciência morando em casas separadas, imagine morando debaixo do mesmo teto.

Desci do elevador e fui ao encontro de Raquel, que estava belíssima.

- Uau, olha só a autora Antonella, como está linda - ela me falou, fazendo gracejo.

- Olha como está a minha revisora, alguém vai enfartar ao ver como você está vestida! - respondi, e vi os olhos dela brilharem ao perceber a quem eu estava me referindo.

- Sim, mas ele não me quer, não. Ele gosta daquela loira aguada dele - ela disse, em tom triste.

- Bom, não fica assim, não, Raquel, ele não te merece.

- É verdade. Vamos esquecer, afinal vamos lá para fazer laboratório de pesquisa - ela respondeu, piscando o olho, deixando-me com vontade de rir ainda mais da cara dela.

Raquel era doida, e isso era o que eu mais amava nela, essas loucuras. Assim que nos conhecemos, não nos demos muito bem, mas, com o passar do tempo, fomos nos conhecendo melhor e logo sentimos aquela ligação, parecia que nos conhecíamos há um bom tempo, e foi muito bom mesmo. Estamos nessa amizade de irmãs até hoje.

Entrei no carro da Raquel, que era bem confortável, um Fox na cor vermelha. Sei que tem gente que o acha muito visado, mas fazer o quê?! Ele era lindo.

O meu carro estava em manutenção. E não fazia muita diferença, porque eu não o usava muito, só quando precisavam de mim lá na editora. Ah, não falei ainda, eu estou querendo ter a minha própria editora, e, se Deus quiser, ainda vou realizar este sonho.

Fomos conversando, brincando e rindo. Quando chegamos ao local, era top. Sabe aqueles de deixar o queixo caído? O local se chamava Sedution. Não preciso nem dizer como esse nome era justo para o local, né? Bom, Raquel estacionou, saímos do carro, e veio até mesmo manobrista. Aquilo era puro luxo, estava ansiosa para ver se lá dentro era como ali fora.

Para tudo, meninas! O que era aquilo?! Eu quase engasguei com a performance dos caras rebolando.

- Puta que pariu, Raquel, estamos no paraíso - comentei com ela.

- Sim, Nella, bota paraíso nisso - ela respondeu, rindo.

- Obrigada por ter me trazido para cá - agradeci.

No começo, eu não queria ir, mas agora eu estava adorando. Seguimos para nossa mesa, que ficava bem perto do palco, e de lá eu conseguia ver os dançarinos. E tinha cada um que... meu Deus! Papai do Céu foi mais do que generoso com alguns deles.

- Nella, que delícia aqui, não? - Raquel me perguntou, bem assanhada, olhando para os caras. Ela estava certa mesmo, tinha mais é que se divertir.

- Sim, e como! - eu mal acabei de responder e veio aquele garçom bem sexy, sem camisa, mostrando todo o peitoral. Oh, meu Pai!

- Aceitam algo, meninas? - perguntou-nos o tal garçom sexy.

- Sim, aceitamos - respondi, e passei os nossos pedidos. Enquanto aguardávamos, ficamos lá assistindo, de camarote praticamente, eles dançando ao som de Shania Twain com a música Man! I Feel Like A Woman.

Que da hora ver aqueles caras dançando essas músicas! Adorava ouvir Shania Twain.

Nossas bebidas chegaram e aí sim começamos a nos divertir. Quando demos por nós, estávamos dançando junto com os dançarinos. Eu mesma não sabia como tínhamos chegado lá, só sabia que eu estava dançando com um gostosão. Estava tão distraída e estava quase pegando fogo por aquele homem que estava me segurando com bastante força; estava a ponto de implorar para ser beijada. E isso eu sabia que não podia, era uma das regras da casa, mas estava doida para quebrá-las.

Reparei que Raquel ficou pálida e, de repente, parei de dançar. Foi quando vi o meu irmão entrando. Eu quase briguei com a Raquel - quase mesmo, se não percebesse a palidez no rosto dela - porque ela não tinha comentado nada.

Pedi licença ao cara gostosão com quem eu estava dançando, desci do palco e dei de cara com o cara de pau do meu irmão.

- O que você está fazendo aqui, Davi? - perguntei, com toda a calma que parecia não estar em mim.

- Eu fiquei sabendo que vocês estavam aqui - ele me falou, assim, do nada.

- Davi, já falei, deixa a gente em paz - pedi, como se aquilo fosse adiantar.

- Não, Antonella, vocês vão embora daqui - disse ele, todo calmo.

- Mas eu não vou - respondi, em um tom bem alto.

- Antonella, não me faça te pegar no colo e te jogar sobre os ombros - ele me ameaçou. Coitado, ele não sabia mesmo com quem estava lidando.

- Quero ver você conseguir me pegar, seu idiota. Pode tirar daqui a sua tropa que você fez questão de trazer para cá - falei, olhando para os lados.

- Eu não vou tirar coisíssima nenhuma.

- Como é que é? - respondi, alterada.

- Eu vim aqui por causa do dono, Antonella. Aí, para minha surpresa, encontro você e Raquel dançando como se fossem duas cadelas no cio - ele nos chamou de cadela, e isso não ficaria assim, não.

Fui até mais perto dele, o peguei pelo braço e dei um aperto bem forte, fazendo-o quase gemer de dor. Eu sei os pontos fracos dele, sou agradecida por ele ter me ensinado a lutar, mesmo eu sendo fortinha.

- Caramba, Nella, desculpa - ele me falou.

- Nunca mais repita isso, porque eu não sei do que sou capaz de fazer com você - respondi, em tom mordaz.

- Eu já pedi desculpas, Antonella. Outra coisa, já falei para você que não quero que entre nesses locais - peraí, ele deve ser doido!

- Não começa, Davi, vai embora, vai.

- Eu vou, e vocês vão comigo, pode vir para cá, Dona Raquel - ele falou, olhando para mim e chamando a Raquel.

- A gente não vai - respondi.

- OK, então eu vou fechar o estabelecimento - disse ele, e depois foi embora, deixando nós duas pasmas.

- Nella, seu irmão é um idiota - comentou minha amiga, e eu concordei com ela.

Capítulo 3 Capitulo 3

- Não acredito que ele esteve aqui - eu respondi, em tom de lamento.

- Nella, você está vendo que todos estão olhando para nós como se a culpa fosse nossa? - Raquel pediu, e eu concordei.

- Uma coisa eu digo: eu vou matar o Davi dentro da delegacia, e vai ser agora. Quem é ele para querer tratar a gente assim, como se fôssemos crianças?

- Nella, vamos embora.

- Você acha mesmo que ele estava falando sério? - perguntei. Ele não seria capaz de fazer o que eu estava pensando, seria? Foi então que tive uma ideia: - Raquel, vamos até o banheiro - aproveitei que todos estavam distraídos com o novo show.

- O que vamos fazer lá? - ela perguntou. - OK, sem comentários bestas - Raquel completou, ao observar a expressão no meu rosto.

Fomos direto para o banheiro. Fechei a porta e me certifiquei de que não havia mais ninguém. Fui até a pia do banheiro e tirei da bolsa tudo que tinha dentro dela, tocando em tudo como se fosse algo diferente.

- Achei - gritei.

- O que é isso, Nella? - Raquel perguntou, curiosa.

- O filho da mãe do meu irmão colocou um rastreador na minha bolsa. Agora sim eu vou fazer picadinho dele.

- Ele está doido agora?

- Se ele não está, ele vai ficar, porque eu vou infernizar a vida dele, e vai ser agora. Você vem comigo?

- É claro que sim, como você vai para a delegacia?

- Ah, verdade. Vamos. Eu vou caçar agora, Senhor Davi - respondi, e partimos, com um último olhar em direção ao palco.

Raquel entregou a chave para o manobrista, e, enquanto ficamos aguardando o carro chegar, peguei um espelhinho, me arrumei, retoquei a maquiagem, e de lá seguimos direto para a delegacia.

- Vai entrar? - perguntei, já sabendo a resposta.

- Melhor não - eu já imaginava.

- Já venho - falei, saindo do carro.

Fui em direção ao prédio e passei por todos que estavam ali. Eu já os conhecia e eles sabiam que, quando eu estava ali, se tratava do Davi, por isso me cumprimentaram rindo.

- Antonella, querida, o que veio fazer aqui nesta madrugada? - perguntou um dos rapazes. Leandro, um amigo em comum.

- Esganar o Davi, por acaso ele está aqui? - perguntei, em um tom doce.

- Sim, está na sala dele. Quer que eu veja se ele pode te atender?

- Não mesmo, se você avisar, eu esgano os dois, e você sabe disso, não? - eu praticamente gritei com ele.

- Calma, Antonella - respondeu, em um tom de riso.

Saí de lá bufando e comecei a gritar chamando o Davi de filho da puta para baixo. Pedi até perdão a Deus nessa hora, por estar xingando a nossa mãe, que era uma santa por nos aguentar. Mas Davi ia pagar caro, ah, se ia!

Cheguei à sala dele gritando, abri a porta com tudo e reparei que ele tomou um belo de um susto, o que o fez se sentar rápido.

- Antonella, o que você está fazendo aqui? - perguntou. É sério mesmo que ele está me perguntando isso?

- Davi, eu quero saber que porcaria é esta que você colocou na minha bolsa! - eu já estava começando a me estressar.

- Do que você está falando?

- Não se faça de besta comigo, não - respondi, alterada.

- Mas não estou me fazendo, e outra coisa, minha irmã, você está dentro de uma delegacia - disse ele, agora com a voz alterada.

- Para de colocar rastreador em mim, senão eu vou me casar, vou fugir, sei lá! Me deixa em paz!

- É para sua segurança - ele respondeu, calmo.

- Segurança minha? Pelo amor de Deus, Davi, isso é demais.

- Antonella, você não sabe como são os homens lá fora.

- Davi, meu filho, você acha que eu não sei o que é homem, não?

- Não quero ouvir.

- Puta que pariu, Davi, para de querer me controlar - falei, notando que ele estava todo calmo.

- Não vem, não, Antonella, você sabe muito bem que eu tenho que cuidar de você.

- Davi, eu sou de maior e vacinada, e não quero ninguém no meu pé querendo me controlar - agora sim estava a ponto de explodir.

- Antonella, não vem, que eu não vou deixar você ir naquele lugar!

- Vou falar pela última vez: eu sou maior de idade - disse pela última vez antes que eu voasse no pescoço dele.

- O que você foi fazer naquele lugar?

- Eu estava me divertindo, como qualquer mulher normal estaria fazendo, caso certo ogro filho da puta... Não, eu não posso xingar a nossa mãe -respondi.

- Atrapalho? - ouvi uma voz rouca. Puta que pariu, essa voz me deixou toda excitada.

- Me desculpa, Diogo - respondeu Davi, meio sem graça.

E eu estava curiosa querendo saber de quem era aquela voz maravilhosa. Virei-me e pensei: Vou falar palavrão de novo, puta que pariu, esse homem é um tesão mesmo.

- Não tem problema, está tudo OK aqui? - perguntou o dono da voz sexy.

- Me desculpe por estar gritando aqui na delegacia, senhor - eu me desculpei, já excitada só de ouvir a voz dele.

- Prazer, Diogo Venturini Nogueira - ele se apresentou, estendendo a mão para me cumprimentar.

- Prazer, Antonella Hauffenn. Sou irmã do idiota ali do lado - respondi, brincando, para disfarçar a excitação, e ouvi o gemido de Davi.

- Antonella, o Diogo é o delegado - respondeu Davi, olhando para nós dois.

- Me desculpe, doutor, posso te chamar assim, ou de outra forma? - perguntei. Nossa, que delegado é esse, meu Pai? Pela roupa que estava usando, ele era bem musculoso e sexy pra caralho. Observei que o delegado gostosão estava distraído e o chamei de novo. - Doutor Diogo - hum, me ocorreu um pensamento pecaminoso, nós dois na cama, ulalá, esse homem deve ser bom de cama.

- Me desculpe, pode me chamar de Diogo mesmo - ele respondeu.

- Pode me chamar de Antonella. Bom, me desculpe por ter que sair, mas eu tenho que voltar para o local em que estava - fiz de propósito, para provocar meu irmão, mesmo não voltando para a casa de striptease. Isso deixaria o Davi com a pulga atrás da orelha.

- Me desculpe, que lugar seria esse? - ele me perguntou, curioso, e, como eu gosto de provocar o Davi, abri um sorriso sexy e respondi, olhando para aquele belo espécime:

- Ah, eu estava num clube de striptease - disse, e fui embora, deixando os dois, é claro, surpresos. Voltei para o carro.

- Como foi? - Raquel me perguntou. Eu estava com as ideias meio derretidas por causa daquele homem.

- Davi é besta. Vamos ver se agora ele me deixa em paz - respondi, e contei para ela do tal delegado.

- Nella, você gostou dele?

- Que mulher não iria gostar desse homem?!

- Hum, Nella está amando - Raquel fez um gesto com os dedos, desenhando um coração.

- Besta - respondi, rindo.

- Minha casa ou a sua?

- Sua. Vamos pedir pizza?

- Vamos, mas e a sua dieta?

- Neste momento, esquecida - respondi, rindo.

Eu quero emagrecer por motivo de saúde, e não de estética, se bem que eu estava muito bem do jeito que estava. Me amo assim desse jeito.

- Então para minha casa. E me conta mais, como é esse tal delegado?

- Simplesmente a coisa mais gostosa que já vi - respondi, ainda me lembrando do meu delegado.

Baixar livro

COPYRIGHT(©) 2022