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O Eco Silencioso do Nosso Amor

O Eco Silencioso do Nosso Amor

Autor:: Mo Xiao Xiao
Gênero: Romance
Hoje era nosso terceiro aniversário de casamento, mas a mesa de jantar estava fria e silenciosa, esperando por Vítor. O relógio marcava dez da noite quando ele finalmente chegou, exausto e frio, interrompendo minhas palavras sobre nosso aniversário para dizer que estava cansado e sem fome. Sua rejeição foi tão clara e humilhante que me senti despedaçada, observei enquanto ele subia as escadas, deixando-me sozinha na escuridão. Mais tarde, sem conseguir dormir, decidi ir ao escritório dele. Foi então que o vi, o celular de Vítor, vibrando com uma mensagem de Camila: "Vitor, querido, já estou com saudades. A noite foi maravilhosa." Abri a conversa e um mar de mensagens íntimas e fotos inundou a tela: "Eu te amo", "Você é a única para mim", "Mal posso esperar para me livrar dela." Meu coração parou. A dor rasgou minha alma quando percebi que era tudo uma farsa, um plano. Aquele resgate heroico? Outra mentira. Eu não era uma esposa, mas uma peça em um jogo de interesses, um útero de aluguel. Por que eu nunca vi isso? Como pude ser tão cega? A raiva me consumiu, e eu sabia que não podia mais ficar ali. Chega! Peguei meu celular e liguei para o meu pai. "Pai, eu quero ir para casa." Eu havia sido usada, enganada, e agora, renasceria.

Introdução

Hoje era nosso terceiro aniversário de casamento, mas a mesa de jantar estava fria e silenciosa, esperando por Vítor.

O relógio marcava dez da noite quando ele finalmente chegou, exausto e frio, interrompendo minhas palavras sobre nosso aniversário para dizer que estava cansado e sem fome.

Sua rejeição foi tão clara e humilhante que me senti despedaçada, observei enquanto ele subia as escadas, deixando-me sozinha na escuridão. Mais tarde, sem conseguir dormir, decidi ir ao escritório dele.

Foi então que o vi, o celular de Vítor, vibrando com uma mensagem de Camila: "Vitor, querido, já estou com saudades. A noite foi maravilhosa."

Abri a conversa e um mar de mensagens íntimas e fotos inundou a tela: "Eu te amo", "Você é a única para mim", "Mal posso esperar para me livrar dela."

Meu coração parou. A dor rasgou minha alma quando percebi que era tudo uma farsa, um plano. Aquele resgate heroico? Outra mentira.

Eu não era uma esposa, mas uma peça em um jogo de interesses, um útero de aluguel.

Por que eu nunca vi isso? Como pude ser tão cega?

A raiva me consumiu, e eu sabia que não podia mais ficar ali. Chega! Peguei meu celular e liguei para o meu pai. "Pai, eu quero ir para casa."

Eu havia sido usada, enganada, e agora, renasceria.

Capítulo 1

Hoje era nosso terceiro aniversário de casamento, mas a mesa de jantar estava fria e silenciosa, apenas com a luz das velas tremeluzindo sobre os pratos intocados. Vitor ainda não tinha chegado, e o relógio na parede já marcava dez da noite, cada tique-taque parecia zombar da minha expectativa. Eu tinha passado a tarde inteira preparando seus pratos favoritos, mas a comida já estava fria, assim como meu coração.

Finalmente, a porta se abriu, e Vítor entrou, trazendo consigo o ar gelado da noite. Ele nem sequer olhou para a mesa de jantar que eu havia arrumado com tanto esmero, apenas afrouxou a gravata e se jogou no sofá, com o rosto exausto e impaciente.

"Vítor, você voltou", eu disse suavemente, me aproximando com um sorriso forçado. "Preparei o jantar, hoje é nosso aniversário de..."

"Estou cansado, Laura", ele me interrompeu, sua voz desprovida de qualquer calor. "Não estou com fome, só quero tomar um banho e descansar."

Tentei me aproximar, querendo abraçá-lo, mas ele virou o corpo, me evitando de forma brusca. Sua rejeição foi tão clara e fria que me senti humilhada. A decepção e a tristeza me inundaram, mas eu me recusei a chorar na frente dele.

"Só um pouco, eu fiz o seu favorito", insisti, ainda com uma ponta de esperança.

Ele se levantou e olhou para mim com um desprezo que eu nunca tinha visto antes. "Você não entende? Eu não quero comer. Não me incomode." Ele se virou e subiu as escadas, me deixando sozinha na sala de estar escura e fria.

Mais tarde, naquela noite, eu não conseguia dormir. A cama ao meu lado estava vazia e gelada. Levantei-me e fui até seu escritório, pensando que talvez pudesse encontrar alguma pista, qualquer coisa que explicasse sua distância. Foi quando vi o celular dele sobre a mesa, vibrando com uma nova mensagem. Eu sabia que não deveria, mas não resisti.

A tela se iluminou com uma notificação de Camila, sua amiga de infância e a mulher que ele sempre mencionava com um carinho que nunca me deu. "Vitor, querido, já estou com saudades. A noite foi maravilhosa."

Meu coração parou. Abri a conversa e um mar de mensagens íntimas inundou a tela. Fotos deles jantando juntos esta noite, em um restaurante caro, rindo e parecendo um casal apaixonado. Havia mensagens trocadas há meses, anos. "Eu te amo", "Você é a única para mim", "Mal posso esperar para me livrar dela e ficarmos juntos". Cada palavra era uma facada.

Então eu entendi tudo. Nosso casamento, desde o início, era uma farsa. Um plano. Lembrei-me de como ele me cortejou, tão apaixonado e atencioso. Ele me perseguiu por um ano inteiro, sempre aparecendo nos momentos certos, me tratando como uma rainha.

Eu era a filha perdida da família Queiroz, uma família rica, mas que me abandonou quando criança. Fui adotada por um casal maravilhoso, meus verdadeiros pais, que me deram todo o amor do mundo e uma fortuna ainda maior. Mas a família Queiroz me encontrou quando eu completei dezoito anos, insistindo que eu voltasse para eles, pois eu era a chave para uma aliança de negócios com a família de Vítor, os Ferraz. Eu era apenas uma peça em um jogo de interesses.

Lembrei-me do "acidente" que sofri antes do nosso casamento, um sequestro que terminou com Vítor me salvando heroicamente, levando um tiro no braço para me proteger. Na época, eu o vi como meu herói, meu salvador. Agora, tudo parecia uma peça de teatro bem ensaiada. O herói era o vilão.

Seu comportamento mudou drasticamente depois que nos casamos. A gentileza desapareceu, substituída por frieza e indiferença. Eu me perguntava o que tinha feito de errado, me culpava, tentava de tudo para agradá-lo, mas nada funcionava. Agora eu sabia o porquê. Ele nunca me amou.

Eu me senti uma idiota completa, uma marionete em suas mãos e nas de sua família. A raiva e a dor me consumiam. Eu não podia mais ficar aqui. Peguei meu celular e disquei um número que não usava há muito tempo.

"Pai?", minha voz tremeu.

"Laura, minha querida! O que aconteceu? Você está bem?", a voz calorosa do meu pai adotivo, Ricardo, soou do outro lado da linha, cheia de preocupação.

O som de sua voz foi o suficiente para quebrar minha compostura. As lágrimas que eu segurei a noite toda finalmente rolaram pelo meu rosto. "Pai, eu quero ir para casa."

"Claro, minha filha. A qualquer hora. O que aquele desgraçado fez com você? Eu vou mandar o jato particular te buscar agora mesmo. Ninguém mexe com a minha filha", a voz dele era firme e cheia de uma autoridade que poderia abalar o mundo dos negócios.

"Obrigada, pai", eu sussurrei, sentindo um pingo de esperança pela primeira vez naquela noite terrível. Eu ia embora. Eu ia deixar esse inferno para trás e nunca mais olhar para trás. A família Ferraz e a família Queiroz iriam se arrepender do dia em que me usaram.

Capítulo 2

Na manhã seguinte, o som estridente do meu celular me acordou de um sono agitado. Eu mal havia dormido, a traição de Vítor se repetindo em minha mente como um pesadelo. Era uma mensagem de sua mãe, a matriarca da família Ferraz.

"Laura, já faz três anos. Quando você vai nos dar um neto? A família precisa de um herdeiro. Não me decepcione."

Senti um calafrio percorrer minha espinha. A pressão era constante, um lembrete de que meu único valor para eles era como uma incubadora. Eu ignorei a mensagem, mas a náusea já havia se instalado no meu estômago.

Pouco depois, Vítor desceu as escadas, já vestido em um terno impecável, como se a noite anterior não tivesse acontecido. Ele me olhou com seu habitual ar de superioridade.

"Sua saúde sempre foi fraca, não é de se admirar que você não consiga engravidar", ele disse com desdém, o tom casual tornando as palavras ainda mais cruéis. Era uma acusação, como se fosse minha culpa, minha falha.

Minhas mãos se fecharam em punhos sob o lençol. Eu queria gritar, jogar na cara dele todas as mentiras, mas me contive. Ainda não era a hora.

"Levante-se e se arrume", ele ordenou, nem mesmo me olhando nos olhos. "Temos um compromisso."

"Que compromisso?", perguntei, a voz rouca. Eu não queria ir a lugar nenhum com ele.

"Não faça perguntas. Apenas faça o que eu digo", ele respondeu, já se dirigindo para a porta. "Estou esperando no carro. Não demore."

Senti uma onda de desconfiança e ansiedade. O que ele estava planejando? Contra a minha vontade, levantei-me e me vesti, o coração pesado de maus pressentimentos. Entrei no carro em silêncio, e ele dirigiu sem dizer uma palavra, a tensão entre nós quase palpável.

O carro não parou em um restaurante ou em um evento social, como eu poderia esperar. Ele parou em frente a um prédio alto e moderno, com uma placa que dizia "Clínica de Fertilidade e Genética Avançada".

Meu estômago gelou. "Vítor, o que estamos fazendo aqui?", perguntei, o pânico começando a tomar conta de mim.

Ele me ignorou, saiu do carro e abriu minha porta, seu gesto um comando silencioso para que eu o seguisse. Senti-me como um cordeiro sendo levado ao matadouro, mas uma parte de mim estava curiosa para ver até onde sua crueldade iria. Ele me guiou para dentro, por corredores brancos e estéreis, até uma sala que parecia um consultório médico.

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